Notícias

RSS Feed - Mantenha-se Informado


14/08 - Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 14 de agosto, segundo consórcio de veículos de imprensa (atualização das 8h)
País tem 105.615 óbitos registrados e 3.230.436 diagnósticos de Covid-19. O Brasil tem 105.615 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta sexta-feira (14), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quinta-feira (13), 3 estados atualizaram seus dados: GO, PI e RR. Veja os números consolidados: 105.615 mortes confirmadas 3.230.436 casos confirmados Na quinta-feira (13), às 20h, o balanço indicou: 105.564 mortes, 1.301 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 989 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias. Sobre os infectados, eram 3.229.621 brasileiros com o novo coronavírus, 59.147 confirmados no último período. A média móvel de casos foi de 44.580 por dia, uma queda de -2% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: Veja como estão os casos e mortes no seu estado MAPA DO CORONAVÍRUS: Consulte casos e mortes em cada cidade do Brasil Progressão até 13 de agosto No total, 5 estados apresentaram alta de mortes: SC, MG, MS, AM e TO. Em relação a quarta (12), DF e AP deixaram de ter a média de mortes subindo e, hoje, estão em estabilidade. Estados Subindo: SC, MG, MS, AM e TO. Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: PR, RS, ES, SP, DF, GO, MT, AP, PA, RO, BA, PB, PI e SE. Em queda: RJ, AC, RR, AL, CE, MA , PE e RN. Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com a média de mortes subindo Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +8% RS: -8% SC: +31% Sudeste ES: -8% MG: +19% RJ: -43% SP: +5% Centro-Oeste DF: +13% GO: -3% MS: +18% MT: -12% Norte AC: -57% AM: +45% AP: +15% PA: +15% RO: -1% RR: -43% TO: +38% Nordeste AL: -19% BA: +13% CE: -19% MA: -24% PB: -7% PE: -20% PI: +3% RN: -22% SE: -11% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste o Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Initial plugin text
Veja Mais

14/08 - 'Parei de comer há 2 anos por causa de doença rara, mas não sou revoltada'
Diagnosticada com uma síndrome de Ehlers-Danlos, Fernanda Martinez viu seu aparelho digestivo se deteriorar até não conseguir mais comer. Fernanda já precisou ser internada duas vezes por causa de quadro de desnutrição severa Acervo Pessoal via BBC "O que acontece se você comer algo?" É com perguntas assim que a catarinense Fernanda Martinez, 22 anos, tem que lidar toda vez que abre suas redes sociais. "Risco de vida", responde enquanto explica os diagnósticos de paralisia do trato digestivo e falência intestinal que a fizeram deixar de "comer" há mais de 2 anos. Diagnosticada com a síndrome de Ehlers-Danlos, uma condição genética que causa anormalidade na produção de colágeno no corpo e pode afetar o sistema digestivo, Fernanda passou a receber os alimentos diretamente por uma sonda em 2018. Seu corpo já não conseguia fazer a digestão adequadamente. E, desde outubro de 2019, como a absorção dos alimentos também passou a ser insuficiente, a jovem precisou iniciar a chamada nutrição parenteral, quando se recebe nutrientes pela veia. "É como se digeríssemos o alimento externamente e criamos um soro com aminoácidos, proteínas, lipídios, gorduras, glicose e injetamos diretamente numa veia mais grossa", explica a médica nutróloga Pâmela Finkler Richa, que acompanha a jovem semanalmente. Initial plugin text Mas as explicações de Fernanda não param aí. Surdez unilateral, angiodema hereditário, câncer de tireoide, urticária aquagênica e fibromialgia são outros diagnósticos que ela faz questão de explicar aos seus mais de 400 mil seguidores nas redes sociais, entre os perfis pessoais e de seu projeto "Convivendo com Doenças Raras". Os vídeos bem-humorados e com mensagens de otimismo e incentivo àqueles que também enfrentam doenças raras chegam a passar de 1 milhão de visualizações no TikTok, rede onde ela faz mais sucesso. "A curiosidade não me incomoda e recebo muitas mensagens tanto de apoio quanto de gente que reviu questões em sua própria vida ao ver a forma como lido com as coisas". Em depoimento a BBC News Brasil, Fernanda contou de sua casa, em Florianópolis, sua história e respondeu às quatro perguntas que ela mais lê diariamente. 'O que você tem?' Principal rede social de Fernanda Martinez é o TikTok Reprodução "Desde bebê, eu já dava alguns sinais de algo não estava bem. Eu fui uma criança com muita dor nas pernas, braços. Já nasci com refluxo severo, surda de um ouvido. A família só foi perceber por volta dos 2 anos de idade, mas os problemas já estavam lá. Eu também tinha articulações hipermóveis, que são aquelas que se movem além do limite normal. Tinha muita facilidade de me contorcer, tirar as articulações do lugar Esses sintomas foram piorando na medida em que eu ia crescendo. Todo mundo sabia que tinha algo de errado, mas não sabiam o que era. Não sabia mais para onde correr, mas foi aí que eu encontrei um grupo no Facebook falando sobre a Síndrome de Ehlers-Danlos. Me identifiquei com os relatos e fui atrás de uma geneticista. Ela fez todos os exames e confirmou. O diagnóstico da síndrome só chegou quando eu tinha 17 anos. Mas as complicações já eram graves. Ela era a principal doença de base que eu tenho e que puxou praticamente todas as outras. Eu já tinha lesões nas articulações, já sofria com a disautonomia, que é o sistema nervoso autônomo afetado. Já tinha problemas de alimentação, com diarreia, vômitos, dores de estômago. Mas agora, com um nome para tudo que estava acontecendo, pude respirar melhor. Eu agora tinha uma explicação e poderia falar pros médicos e pros outros o que eu tinha. Descobri que a síndrome afeta especialmente o colágeno, que atua na sustentação, é a cola do corpo. Não é que você não tem o colágeno, mas ele é de má qualidade no corpo inteiro. As articulações são mais frágeis, podem sair do lugar, os órgãos são mais frágeis, os vasos sanguíneos se rompem com facilidade. Pra quem busca na internet, o que chama atenção na síndrome é aquilo de articulações tronchas, ou as peles soltas que puxam, elásticas. Mas não é só isso. Tem muita coisa em órgão interno e outros sintomas, como aconteceu comigo." (As Síndromes de Ehlers-Danlos consistem num grupo de condições genéticas causada por anormalidades na produção e estrutura de colágenos no corpo, presentes desde os ossos até órgãos internos. Uma classificação de 2017 definiu 13 tipos. A de Fernanda é a chamada SEDh, ou "hipermóvel", que é a mais comum e afeta principalmente articulações, ossos, músculos… Algumas das manifestações incluem fibromialgia, escoliose, fadiga crônica e problemas respiratórios, digestivos e gastrointestinais. Apesar da grande subnotificação, estima-se que 1 em cada 5 mil pessoas tenham a síndrome no mundo, que pode se manifestar de formas mais leves ou graves.) 'Você não come nada? E a fome?' "Não posso comer nem beber nada. Meus órgãos e músculos internos ficaram mais fracos por causa da síndrome. O meu sistema nervoso, que coordena os movimentos peristálticos, também é afetado. No final de 2016, eu comecei a ter muita dificuldade pra comer, até chegar ao ponto de desnutrição severa. Passei 1 ano e meio nisso, comendo cada vez menos, tentando mudanças de dieta. Em maio 2018, eu nao aguentei mais comer e fui pra sonda. Fernanda Martinez e sua mãe; alterações na saúde da jovem já eram perceptíveis na infância Acervo Pessoal Depois que coloquei a sonda, passei 1 ano e meio bem. Fiquei com mais energia, só que meu corpo começou a rejeitar tudo também que vinha pela sonda. Meu intestino não absorvia mais os nutrientes. No fim de 2019, entrei em desnutrição severa outra vez e fiquei internada novamente. Foi quando colocaram o soro para minha nutrição parenteral. (A nutróloga Pâmela Finkler Richa, que acompanha Fernanda, acrescenta que a desnutrição severa fez com que a jovem desenvolvesse uma obstrução no duodeno, impedindo a passagem e absorção dos alimentos) Já recuperei grande parte do peso, mas agora apareceu problema no fígado, onde a nutrição é metabolizada. Mas vou ter que dar um jeito nesse problema do fígado, porque nao pode voltar. Eu não sinto fome já há um bom tempo, porque ela depende de movimentos no estômago, e o meu não faz mais. Antes, eu tinha mais vontade psicológica de comer. Quando eu tenho vontade, eu mastigo e jogo fora, sem engolir. Faço isso de mastigar mais para manter a rotina, por exemplo para acompanhar minha mãe no almoço, para ela não ficar sozinha." (Fernanda tem um homecare montado na casa onde mora com a mãe e a avó e é acompanhada por duas enfermeiras diariamente. A nutrição parenteral ocorre num período de 12h por dia, de noite até a manhã do outro dia) 'Como você toma banho? "Minha urticária aquagênica, que as pessoas costumam chamar de "alergia a água", apareceu quando eu tinha uns 15 anos. Eram reações espaçadas, mas foram piorando. Eu evito o máximo que posso de água. Tento não ficar suada, não posso entrar em piscina, no mar. Não pego chuva. Pra tomar banho, eu uso um antialérgico, na tentativa de melhorar algum sintoma. Engulo só com a saliva. Banho de corpo inteiro, só duas vezes por semana: coça, arde, a pele fica cheia de manchinhas vermelhas. Quando está muito forte, dói bastante, como se fossem milhares de agulhas entrando no corpo. Ultimamente, tenho deixado mais de tomar por não suportar o comprimido do antialérgico no estômago. Então, tomo o mais rápido possível ou só banho de gato, com paninho. Mas mesmo que não tivesse a alergia, não poderia entrar no chuveiro direto. O cateter onde recebo o soro não pode ser molhado, tem que ter muito cuidado. Não conseguiram identificar ainda se isso está diretamente ligado à síndrome, mas há relatos de outros pacientes que também têm. Assim como esse problema, há outros que ainda precisam descobrir se têm relação, como o angioedema (que causa inchaços nas extremidades do corpo, face e órgãos genitais). A única doença que tenho certeza que não tem relação com a Síndrome de Ehlers-Danlos foi um câncer de tireoide papilífero que tive. Meus pai e avô também tiveram, é de família. E há casos de pessoas que tiveram esse câncer e também desenvolveram a urticária aquagênica." 'Tem cura?' '99% do tempo de pessoas diagnosticadas com síndromes raras é tomado pela própria doença. Mas o 1% — de alegria, vontades, desejos — é o que equilibra nossas vidas', conta Fernanda Acervo Pessoal "Não tem tratamento específico, vai tratando o que aparece, Na parte gastrointestinal, não é esperado que reverta. Provavelmente, a nutrição parenteral vai continuar pro resto da minha vida. O resto das doenças, como problemas na articulação, dá para controlar mais, com fisioterapia, para evitar que lesione ainda mais. A reversão completa, uma cura, não tem, até o momento. O que eu posso fazer por mim é buscar qualidade de vida, nao perder as coisas que gosto de fazer, como jogar online. Não sou revoltada com minhas condições e busco aprender com elas. Me apaixonei por medicina após passar por vários médicos, ainda quero fazer o curso quando puder. Até lá, quero catalogar as doenças raras. Não contemplar todas, pois são muitas, mas cadastrar o máximo que conseguir, para ajudar quem recebeu o diagnóstico e não sabe o que aquilo quer dizer. Não é pra substituir médico, mas pra ajudar a entender a própria doença ou explicar de forma simples pras pessoas. E, se eu ajudar apenas uma pessoa, já é tarefa cumprida. 99% do tempo de pessoas diagnosticadas com síndromes raras é tomado pela própria doença. Mas o 1% — de alegria, vontades, desejos — é o que equilibra nossas vidas. Então, a minha necessidade também é mostrar esse 1%. Ele é tão importante quanto os 99%. Se um dia tiver a cura, quero ser a primeira da fila."
Veja Mais

14/08 - O abdômen 'tanquinho' de Ludmilla e Brunna Gonçalves: saiba tudo sobre a lipo LAD
Procedimento dura o dobro do tempo de uma lipoaspiração comum e também custa muito mais caro devido ao uso de vários equipamentos. Ludmilla e Brunna Gonçalves mostram abdômen definido após lipo LAD Reprodução/Instagram Em julho, Ludmilla foi submetida a uma cirurgia para correção de sua prótese. Semanas depois, posou para fotos mostrando o resultado, não só desse procedimento, mas do abdômen recém esculpido pela lipoaspiração de alta definição, conhecida como LAD ou Lipo HD. Brunna Gonçalves, mulher da cantora, também passou pelo procedimento e ganhou o elogio de Ludmilla sobre o novo "tanquinho": "Já tenho onde lavar as calcinhas". O resultado nas duas fez muitas pessoas ficarem curiosas com o procedimento para a definição abdominal aparentemente sem esforços. LAD X lipoaspiração comum Segundo a última pesquisa divulgada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, lipoaspiração é segunda cirurgia estética com maior número de procedimentos realizados no país, perdendo apenas para aumento de mamas. O dado não separa os números de lipoaspiração por tipo de técnica. "Na lipoaspiração comum, você tira simplesmente a gordura profunda do corpo da pessoa. A gente tem duas camadas de gordura debaixo da pele, e a gente tira preferencialmente a camada profunda", explica o cirurgião plástico Adriano Medeiros. "Já na lipo de alta definição, você aspira gordura em três níveis. Isso buscando evidenciar o contorno dos músculos em várias regiões do corpo." Segundo o cirurgião, a técnica "não inventa nenhum músculo na gordura. Só evidencia, entende o movimento muscular, as inserções musculares. E vai mostrar através de sombras e luzes um abdômen de aspecto mais atlético, como se tivesse malhado", explica. Ludmilla e Brunna escolheram a região abdominal, mas o procedimento pode ser feito para evidenciar as bordas dos músculos em várias outras regiões do corpo, como braço, peitoral, costas e coxa. De acordo com Isabela Savoretti Viegas, da JK Estética Avançada, clínica onde o casal se submeteu ao procedimento, a LAD é indicada "para homens e mulheres que desejam um corpo com mais definição, que tenham o IMC [índice de massa corpórea] próximo ao ideal, sem grau avançado de flacidez, tanto tissular [pele] quanto muscular". Brunna Gonçalves mostra antes e depois de lipospiração LAD Quanto vale um gominho? A cirurgia dura cerca de cinco ou seis horas – enquanto a lipoaspiração normal leva metade desse tempo. O valor de uma lipoaspiração comum em relação a LAD também chega a ser metade. Para ambas, há uma grande variação de valores, a depender do profissional, da equipe escolhida por ele, do hospital onde será realizado o procedimento, entre outras variáveis. Segundo os profissionais consultados pelo G1, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica proíbe a divulgação de valores de cirurgias plásticas e outros procedimentos estéticos. A LAD tem o valor mais elevado por causa dos equipamentos usados. "Ultrassom pra derreter a gordura, para o cirurgião conseguir esculpir, abaixar o retalho; aparelho de sucção e um outro pra trabalhar a gordura. É uma coisa um pouco mais complexa e com um tempo cirúrgico bem maior. Então é mais caro", explica Adriano. Ganho de peso O cirurgião também explica que não há risco de deformidade nos "gominhos" em caso de ganho de peso. Mas esse problema já ocorreu quando a técnica começou a ser aplicada. "Isso era uma coisa que acontecia no início, porque eles desenhavam, esculpiam a forma muscular na gordura. Ficava muito bonito, mas tinha esse revés, que se a pessoa engordasse, ia engordar também aquela escultura que era feita na realidade na gordura e não no musculo." Segundo Adriano, a nova técnica para o procedimento, desenvolvida pelo cirurgião colombiano Alfredo Hoyos, trouxe melhoras para o resultado. O G1 tentou contato com Alfredo para falar sobre o procedimento, mas não obteve retorno. O que pode acontecer é a perda do resultado da cirurgia. "Em nosso consultório, já tivemos casos em que pacientes engordaram e não ficaram com nenhum tipo de deformidade, apenas perderam as definições", explica Isabela. Quais os cuidados? Embora não haja o risco da deformação, é importante tomar alguns cuidados tanto no pós-cirúrgico quanto para a manutenção do "tanquinho". "É recomendado o uso de cinta cirúrgica por 60 dias e meias de compressão por 15 dias após a cirurgia, bem como a realização de sessões de drenagem linfática manual, conforme indicação médica", indica Isabela, que também pede para que o paciente evite sol durante dois meses. "Levando uma vida saudável, praticando atividade física, evitando álcool, evitando açúcar, fazendo uma alimentação balanceada... Tudo o que a gente tem que fazer na vida", afirma Adriano sobre a manutenção. "A cirurgia não é um milagre. Ela te leva de um ponto 'a' para o 'b', mas se você não se cuidar, não vai conseguir fazer a manutenção daquele resultado. Tudo o que a gente já sabe, mas não faz." Tanquinho famoso Isabela afirma que a busca pelo procedimento aumentou depois da divulgação feita por Ludmilla e Brunna "pois são artistas de grande credibilidade e visibilidade". Ela ainda explicou que, no geral, o relato de famosos sobre algum procedimento influencia bastante na procura por ele no mercado. Adriano concorda que há influencia dos famosos na busca por procedimentos estéticos. Mas também considera que existe o movimento inverso. "Se uma famosa aparece bonita e diz que foi aquilo, naturalmente vai fazer um efeito de aumento nessa cirurgia, sim." "Mas [a LAD] é uma coisa que está aí muito em voga, aumentado cada vez mais, não só por conta dessa ou aquela atriz, que divulgou seu resultado. Mas é uma coisa que é uma tendência internacional. As pessoas estão vendo resultado, gostando cada vez mais e naturalmente, os próprios artistas chamam atenção pra isso e também querem fazer." Ludmilla: antes e depois de lipospiração de alta definição Reprodução/Instagram Brunna Gonçalves: antes e depois de lipospiração de alta definição Reprodução/Instagram
Veja Mais

14/08 - 'É como se eu estivesse sempre gripada'; recuperados da Covid-19 relatam fadiga muscular e cansaço respiratório
Estudo italiano apontou que pacientes desenvolveram dificuldade para engolir, enfraquecimento das cordas vocais e fadiga muscular, entre outros sintomas. Doenças neurológicas são associadas ao coronavírus desde o início da pandemia. A enfermeira Larissa, de 31 anos, teve coronavírus em abril e se recuperou, mas ainda não consegue fazer atividades físicas intensas. Arquivo pessoal Um estudo italiano publicado na revista científica "Annals of Internal Medicine" mostrou que pessoas que tiveram uma forma grave de coronavírus, sobretudo as com idade mais avançada e que foram hospitalizadas em cuidado intensivo, podem desenvolver problemas neuromusculares, como dificuldade para engolir, enfraquecimento das cordas vocais e fadiga muscular (veja mais abaixo). Ao contrário dos pacientes analisados no estudo, a enfermeira de São Paulo Larissa Leal Rodrigues, de 31 anos, teve uma forma moderada da Covid-19 e não precisou ser hospitalizada, mas está com fadiga muscular mais de três meses após ter sido diagnosticada com o vírus. "Estou bem, mas minha respiração não voltou ao que era antes. O corpo está bem cansado, querendo cama todo o dia. É como se eu estivesse sempre gripada", conta Larissa. Antes da Covid-19, Larissa corria cerca de 15 km por semana e fazia musculação todos os dias. Devido à fadiga muscular e ao cansaço respiratório, a enfermeira ainda não conseguiu voltar a correr nem a fazer exercícios físicos rigorosos. "Tenho conseguido fazer musculação, mas não consigo mais fazer exercícios seguidamente, preciso parar para descansar", conta. 'Depois de 12 semanas, continuo sem forças': a síndrome da fadiga crônica causada pelo coronavírus Cientistas alertam para possível onda de danos cerebrais ligados à Covid-19 Além dos problemas neuromusculares, Larissa ainda não recuperou o olfato. "Não sinto cheiro de perfume, comida estragada ou do cocô dos meus cachorros. Já aconteceu do meu marido dizer: 'tem algo queimando no fogão', e eu não sentir o cheiro." A dor de cabeça na região da testa é outro sintoma da Covid-19 que Larissa ainda sente. A enfermeira Larissa era fisicamente ativa antes da Covid-19. Mais de 3 meses após a infecção, ainda não conseguiu se recuperar. Arquivo pessoal O médico que cuida do caso de Larissa é o pneumologista Frederico Fernandes, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia. Ele conta que quadros como o da enfermeira têm sido mais frequentes. “Estamos vendo que pacientes que tiveram coronavírus na Itália, grande parte ficou com sintomas persistentes, como falta de ar, cansaço e fadiga muscular. Também observamos que pacientes pós-Covid ficam menos tolerantes a atividades físicas. Isso aconteceu com pacientes meus que eram atletas e não conseguiram ainda recuperar seus condicionamentos físicos”, diz Fernandes. Sequelas pulmonares O pneumologista está tratando ainda alguns pacientes pós-coronavírus que estão com sequelas persistentes. “Temos visto muitos casos de fibrose pulmonar após a recuperação da Covid-19, principalmente em pacientes que precisaram ser internados na UTI”, relata o médico. Fernandes conta o caso de um senhor de 60 anos, saudável, que desenvolveu a fibrose após a infecção pelo vírus. "Ele ficou 30 dias internado por causa da Covid-19, mas não precisou ser entubado. O pulmão dele está com sequelas causada pela fibrose. Atualmente, ele precisa de fisioterapia respiratória e física, suplementação de oxigênio e acompanhamento fonoaudiólogo”, relata Fernandes. Sintomas da Covid-19: veja o que estudos recentes descobriram sobre efeitos do novo coronavírus no corpo Delírio e psicose: cientistas alertam para distúrbios cerebrais em casos de Covid-19 Quanto aos pacientes que passaram pela entubação, Fernandes explica que alguns precisam de reinternação por causa dos problemas neuromusculares. “Muitos ficam com problemas neuromusculares após a UTI. Uma das consequências é a perda na coordenação da respiração e deglutição. Eles se alimentam e não percebem que aspiram comida. Desenvolvem pneumonia e, como já estão debilitados, precisam ser reinternados", conta o médico. Por causa das sequelas que muitos têm apresentado, para o médico intensivista e epidemiologista da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Saúde Global de Barcelona, Otavio Ranzani, é cedo para se falar em curados do coronavírus. "Ainda estamos aprendendo sobre os efeitos a médio e longo prazo de quem teve Covid-19 e o que já sabemos é que uma parcela ainda terá efeitos da doença, seja no pulmão ou outros órgãos [depois dos 14 dias]", explica Ranzani. “Muitos doentes que tiveram um quadro sintomático e são considerados recuperados, na verdade, ainda sentem sintomas, como tosse, cansaço, dor muscular entre outros", exemplifica o intensivista. “No pós-pandemia, veremos novas demandas para o sistema de saúde. Teremos pacientes pós-Covid com sequelas pulmonar, cardíaca, déficit cognitiva. Serão milhares de pessoas que precisarão do acompanhamento médico de uma equipe multidisciplinar”, afirma Fernandes. Covid-19 pode deixar sequelas que ainda têm de ser estudadas, diz pneumologista Miastenia grave No estudo italiano, cientistas de três universidades da Itália descrevem o caso de três pacientes que não tinham doença autoimune ou neurológica, mas que desenvolveram a miastenia grave cerca de uma semana após terem febre alta (por volta de 39º C) por causa da Covid-19. Miastenia gravis e fibrose cística: entenda essas duas doenças raras A miastenia grave é uma doença neuromuscular autoimune que ataca os músculos de várias regiões do corpo, podendo afetar atividades vitais como engolir e respirar. Foram os casos e os sintomas desenvolvidos: Paciente 1: homem de 64 anos que, após 4 dias de febre, apresentou diplopia (popularmente conhecida como visão dupla) e fadiga muscular. "A estimulação repetitiva do nervo facial diminuiu 57%", descreveram os cientistas Paciente 2: homem de 68 anos que apresentou fadiga muscular e disfagia (dificuldade de engolir) após 7 dias de febre Paciente 3: mulher de 71 anos que desenvolveu hipofonia (enfraquecimento das cordas vocais) e disfagia depois de 6 dias de febre Coronavírus: como a Covid-19 danifica o cérebro Sintomas da Covid-19: veja o que estudos recentes descobriram sobre efeitos do novo coronavírus no corpo A miastenia grave ocorreu nos pacientes, de acordo com o artigo, após o vírus induzir o corpo a atacar o cérebro, acionando o sistema imunológico para produzir anticorpos que, erroneamente, tiveram como alvo os tecidos ou órgãos da própria pessoa. Miastenia gravis provoca grande fraqueza muscular Tremores e delírios Diversas pesquisas têm demonstrado que pacientes da Covid-19 podem desenvolver uma gama de problemas neurológicos. Em 7 de julho, a revista especializada "Brain" publicou um estudo da University College London sobre as consequências neurológicas da Covid-19. Delírio, inflamação cerebral, derrame e danos nos nervos estão entre alguns sintomas detectados nos pacientes. Outro estudo recente identificou danos cerebrais em 125 pacientes que estiveram em estado grave por conta do coronavírus. Quase metade deles havia sofrido derrame devido a algum coágulo que se formou. Outros apresentaram inflamação cerebral, psicose e sintomas de demência. Segundo os pesquisadores, também havia ligações entre danos neurológicos e a Sars e a Mers. Mas no caso da Covid-19 isso está acontecendo em uma escala muito maior. Initial plugin text
Veja Mais

14/08 - Vacina dos EUA reduziu gravidade da Covid-19 em camundongos, diz estudo
Após a exposição, vacina pareceu evitar danos aos pulmões e impediu vírus de criar cópias de si mesmo; vacina experimental ainda está na fase inicial de desenvolvimento. Estudiosos tentam desenvolver vacina contra coronavírus. CDC/Unsplash Uma vacina experimental para o coronavírus se mostrou eficaz e protegeu camundongos de desenvolver uma pneumonia depois de ser infectados pelo Sars-Cov-2, segundo um estudo preliminar publicado no site da revista "Cell Host and Microbe". O estudo foi antecipado pela publicação por conta da sua importância, mas já foi validado por outros cientistas e editores da revista científica na chamada peer review (revisão por pares). Ele deve entrar na edição impressa de setembro. Vacina de Oxford protegeu macacos da pneumonia causada pela Covid-19, mostra estudo publicado na 'Nature' Tailândia começa a testar em macacos uma vacina contra a Covid-19 "Ao contrário de muitas das outras vacinas em desenvolvimento, esta baseada em um vírus que é capaz de se espalhar de forma limitada dentro do corpo humano, o que significa que é provável que gere uma forte resposta imunológica", disse Michael Diamond, um dos autores do estudo. Outro dos pesquisadores defendeu que o conceito é promissor. Herbert Gasser disse em um comunicado que a candidata à vacina já é testada em outros modelos animais e que eles esperam colocá-la em testes clínicos –com humanos– "o mais rápido possível". Geneticamente modificada A vacina é feita a partir de um vírus enfraquecido que foi modificado para transportar um pedaço do material genético do coronavírus. Os pesquisadores da Universidade de Washington acreditam que a imunização será capaz de produzir uma "forte resposta imunológica" Para criar a vacina, os cientistas usaram o vírus da estomatite vesicular (VSV), um vírus capaz de causar apenas uma leve infecção nas pessoas. Eles trocaram um pedaço do código genético do VSV pelo material da proteína S do Sars-CoV-2, criando um híbrido que chamaram de VSV-Sars-CoV-2. É a proteína S, que forma a coroa, dando ao vírus sua forma única. Estes espinhos permitem ao vírus se conectar às células das mucosas e infectá-las, para começar a sua duplicação. A ideia é que ao entrar em contato com o híbrido, possa se produzir anticorpos contra estes espinhos. Após a exposição, vacina pareceu evitar danos aos pulmões dos animais e impediu o vírus de criar cópias de si mesmo. A vacina experimental ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento. Em todo o mundo há mais de 160 vacinas para a Covid-19 sendo estudadas e ao menos 6 delas na fase final de testes em humanos. Etapas da vacina Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas. Entre elas está a pesquisa básica – que é o levantamento do tipo de vacina que pode ser feita. Depois, passam para os testes pré-clínicos, que podem ser in vitro ou em animais, para demonstrar a segurança do produto; e depois para os ensaios clínicos, que podem se desdobrar em outras quatro fases: Fase 1: feita em seres humanos, para verificar a segurança da vacina nestes organismos Fase 2: onde se estabelece qual a resposta imunológica do organismo (imunogenicidade) Fase 3: última fase de estudo, antes de se obter o registro sanitário Initial plugin text
Veja Mais

14/08 - TCU e MP apontam desperdício de quase 600 mil litros de plasma no Brasil desde 2017
Órgãos pedem que Ministério da Saúde tome medidas para suprir produção sem desperdiçar produto das doações de sangue. Imunoglobulina, um dos hemoderivados, está em falta no país por falta de estrutura para produção. Instalações da Hemobrás Reprodução/TV Globo O Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público (MP) pedem ao Ministério da Saúde que seja resolvido o desperdício de milhares de bolsas de plasma no Brasil. O plasma é um subproduto sanguíneo utilizado na produção de derivados como a imunoglobulina, que pode ser usada no tratamento de imunodeficiências. Desde 2017, segundo o TCU e o MP, foram perdidos 597.975 litros de plasma no país, o que equivale ao material 2.718.067 doações de sangue. Apenas com o que é desperdiçado em um ano seria possível produzir 222 mil gramas de imunoglobulina. O total é suficiente para garantir, em média, o tratamento para 530 adultos por ano, sem contar outros tipos de proteínas que poderiam ser utilizadas com o plasma desperdiçado. Os hemoderivados são medicamentos essenciais no tratamento de algumas doenças, principalmente as imunodeficiências primárias ou secundárias, as doenças hereditárias e adquiridas da coagulação, como as hemofilias A e B. Essas doenças ocorrem pela falta de alguma proteína cuja fonte principal seja o plasma humano, como por exemplo a imunoglobulina, a albumina e o fibrinogênio. Uma das soluções para resolver o problema foi criada em 2004, com a implementação da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). Um dos pedidos do TCU e do MP é para que os problemas operacionais da empresa sejam resolvidos (leia mais abaixo). O Ministério da Saúde afirmou que "não houve prejuízo na atenção hematológica quanto ao uso de medicamentos hemoderivados e não há relatos de desabastecimento de fatores de coagulação para o atendimento para esses pacientes. Todos os apontamentos serão respondidos ao TCU no prazo determinado pelo órgão". A Hemobrás foi procurada pelo G1 e não respondeu aos questionamentos. Plasma é a parte líquida do sangue. Ele corresponde a 55% do sangue. Reprodução/TV Globo Hemocomponentes x hemoderivados Antes de seguir, é fundamental explicar que o sangue doado não está completamente sendo jogado fora. Os hemocomponentes – o sangue total, o plasma, os concentrados de hemácias e os crioprecipitados – podem ser separados por processos físicos, como centrifugação e sedimentação, de acordo com informações técnicas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Já os hemoderivados, que são produtos do plasma do mesmo sangue, precisam de processos físico-químicos e biotecnológicos, procedimentos industriais. O Brasil chegou a investir na Hemobrás, a empresa estatal que deveria produzir esses medicamentos. O projeto não saiu como deveria do papel e já foi alvo de investigação sobre esquema de superfaturamento. "Sumiram com o dinheiro. Eles [Hemobrás] tiveram um aporte enorme, construíram uma estrutura física e o dinheiro sumiu. Não fizeram o processo de importação de metodologias e até hoje existe edital aberto para comprar material novo", disse Gesmar Rodrigues Silva Segundo, coordenador do Departamento Científico de Imunodeficiências da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI). Representação do TCU e do MP Diante disso, o TCU e o MP entraram com uma representação contra a pasta em 31 de julho deste ano. Eles pedem: Adoção de providências contra as perdas de plasma estocado e a expiração de validade; Contratação de serviços de fracionamento para vazão dos estoques; Adoção de medidas administrativas pelo ministério para retomada das atividades da Hemobrás e atendimento prioritário para os pacientes do SUS. Segundo os dois órgãos, 156.112 bolsas de plasma perderam a validade até 20 de fevereiro deste ano nos estoques da Hemobrás. Até dezembro, o número pode subir para 321 mil, e mais 200 mil podem ser perdidas até outubro de 2021. Enquanto isso, no mesmo dia que o TCU e o MP entraram com a apresentação, o Ministério enviou um ofício aos estados com os medicamentos que são responsabilidade federal. A imunoglobulina, um hemoderivado, é um deles. De acordo com o coordenador da ASBAI, o país acaba importando o produto. "É muito caro. O governo paga mais de R$ 800 por frasco. No resto do mundo, falta plasma para a produção de insumos. O que acontece hoje é que o Brasil briga com outros países para comprar a imunoglobulina, mas como o dólar está muito alto, pagamos muito caro", disse. No documento que enviou aos estados, o ministério diz que chegou a aprovar a aquisição de imunoglobulina. As duas empresas estrangeiras contempladas prometeram mais de 160 mil frascos até agosto, mas não conseguiram cumprir com o cronograma de entrega devido à pandemia do novo coronavírus. Problemas anteriores No final de 2018, a Justiça Federal em Pernambuco (JFPE) condenou dois ex-gerentes da Hemobrás. Marisa Peixoto Veloso Borges e Guy Joseph Victor Bruere foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) e condenados por crime licitatório. Segundo a investigação, esquema resultou em superfaturamento de R$ 5,2 milhões. A sentença foi proferida em 26 de outubro daquele ano. A condenação foi um desdobramento da Operação Pulso, deflagrada em dezembro de 2015, que investigou uma organização criminosa que atuava na Hemobrás por meio de fraudes em licitações e contratos. Na época, durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão, agentes da PF flagraram maços de dinheiro sendo arremessados da janela do apartamento do ex-diretor da Hemobrás Rômulo Maciel Filho. Ele era réu na operação, mas faleceu durante a tramitação do processo. As investigações apontavam que as irregularidades foram cometidas entre novembro de 2013 e maio de 2015. O Consórcio Bomi-Luft-Atlantis havia sido contratado para fazer a coleta de plasma nos hemocentros do país e concentrá-los no centro de distribuição em Itapevi, em São Paulo, onde a carga era organizada e remetida à fábrica da Hemobrás, na cidade de Goiana, no Grande Recife. Um dos prejuízos apurados nas investigações foi a impossibilidade de produção e venda de alguns dos medicamentos feitos a partir do plasma, os hemoderivados. O problema persiste até hoje. 2017: Obras paralisadas da Hemobrás causam prejuízo de R$ 800 milhões por ano 2015: Justiça determina afastamento de diretor-presidente da Hemobrás e outras duas pessoas
Veja Mais

13/08 - Senado aprova projeto que proíbe bloqueio de recursos de fundo nacional de ciência e tecnologia
Proposta segue para análise da Câmara. Defensores da proposta dizem que, se regras já estivessem em vigor, haveria mais recursos para pesquisas relacionadas à Covid-19. O Senado aprovou nesta quinta-feira (13), por 73 votos a 1, um projeto que proíbe o contingenciamento de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT). O texto, de autoria do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), segue para análise da Câmara dos Deputados. O fundo é composto de diversas fontes, incluindo valores destinados já no orçamento de cada ano, parcelas de royalties de petróleo e gás e percentual sobre faturamento de empresas do setor. Defensores da proposta dizem que, se a medida tivesse sido adotada há 10 anos, haveria, nos dias de hoje, mais recursos para o desenvolvimento de pesquisas sobre remédios e vacinas para o enfrentamento da Covid-19. Cientistas brasileiros trabalham de graça para conseguir pesquisar sobre a Covid-19 Administrado por uma agência pública federal, o fundo tem o objetivo de financiar a inovação e o desenvolvimento científico e tecnológico do país. Em julho, governo não renovou o financiamento da pesquisa do mapeamento da Covid-19 no Brasil Pelo texto, que modifica a Lei de Responsabilidade Fiscal, não serão objeto de limitação as despesas relativas à inovação e ao desenvolvimento científico e tecnológico custeadas pelo FNDCT. “Caso as alterações pretendidas tivessem sido adotadas há dez anos, mesmo com todos os contingenciamentos feitos nesse período, o FNDCT teria um saldo de R$ 45 bilhões, ao invés dos R$ 9 bilhões atualmente disponíveis. Tais recursos poderiam financiar com tranquilidade as mais diversas pesquisas científicas que necessitamos com a máxima urgência, como tem sido feito em vários países ao redor do planeta”, afirmou o relator da proposta, senador Otto Alencar (PSD-BA). Além de vedar o contingenciamento de recursos do FNDCT, o texto também permite a aplicação dos valores em programas desenvolvidos por organizações sociais que mantenham contrato com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, limitada a 25% dos recursos disponíveis no fundo. Atualmente, já é permitida a aplicação em projetos de instituições científicas e tecnológicas e em subvenção econômica para empresas, entre outras finalidades. O texto aprovado nesta quinta-feira afirma ainda que a aplicação de recursos também contemplará projetos de Ciência e Tecnologia voltados à neutralização de emissões de gases do efeito estufa e para promover o desenvolvimento do setor de bioeconomia. Em 2018, falta de verba já paralisava pesquisas importantes de universidades federais; relembre
Veja Mais

13/08 - Sintomas da Covid: veja ranking dos 11 mais comuns no Brasil, segundo pesquisa da UFPel
No topo dos sintomas estão a dor de cabeça, mudança no olfato ou paladar, febre, tosse e dor no corpo. Veja a tabela. Febre, tosse, dor de cabeça não são os únicos sintomas da Covid-19 Wagner Magalhães/G1 Dor de cabeça, febre alta, perda de olfato e paladar. Esses são alguns sinais da Covid-19. Uma pesquisa brasileira, ainda não publicada, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e outras instituições brasileiras, mostra quais são os 11 sintomas mais frequentes em pacientes com o novo coronavírus. Os pesquisadores são responsáveis pela EpiCovid, o maior estudo sobre a prevalência da doença no país. Eles testaram e incluíram no estudo 31.869 pessoas de 133 cidades de todos os estados brasileiros. No topo dos sintomas estão a dor de cabeça, mudança no olfato ou paladar, febre, tosse e dor no corpo. Veja a tabela: Sintomas mais frequentes em pacientes com anticorpos para o Sars-CoV-2 Para a epidemiologista e pneumologista Ana Menezes, da UFPel, a relação entre a alta frequência de mudanças no olfato ou paladar e a presença dos anticorpos torna esse sintoma muito importante no diagnóstico da Covid-19. "A mudança de olfato ou paladar foi cinco vezes mais frequente entre os que tiveram resultados positivos do que nos negativos", sinaliza a médica. Essa diferença pode ter sido de até 6 vezes, se consideradas as margens de erro definidas pelos pesquisadores. Para detectar a presença de anticorpos para o vírus, os cientistas usaram um teste rápido, previamente validado. Os participantes, testados entre os dias 21 e 24 de junho, foram questionados sobre terem tido ou não algum sintoma da Covid-19 nos quatro meses anteriores, desde o início da epidemia no Brasil. Perda de olfato foi sintoma mais frequente em estudo com 2 mil pacientes de Covid-19 Cada pessoa infectada com Covid-19 transmitiu doença para outras 3 nos primeiros meses da epidemia no Brasil, mostra estudo Veja o que estudos recentes descobriram sobre efeitos do novo coronavírus no corpo Diretor-geral da OMS reforça que assintomáticos podem transmitir o novo coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - 'Nos dispensaram por não prescrever cloroquina contra Covid-19': médicos acusam operadora de saúde
Uma das maiores operadoras de saúde do Brasil, Hapvida é acusada de pressionar médicos a prescrever medicamento sem comprovação cientifica e desaconselhado por várias entidades. Em estudo clínico brasileiro, uso de hidroxicloroquina não mostrou benefícios no tratamento para Covid-19 e foi associada a efeitos colaterais mais frequentes Dirceu Portugal/Fotoarena/Estadão Conteúdo "Reforço a importância do uso da hidroxicloroquina", escreveu um dos coordenadores da operadora Hapvida no interior de São Paulo. A mensagem foi compartilhada no fim de julho em grupos de WhatsApp de médicos que prestam serviços à empresa, uma das maiores da área de saúde privada do país, na região de Ribeirão Preto (SP). "Estamos revisando os prontuários diariamente, estamos vendo que alguns colegas não estão prescrevendo", afirmou o coordenador, que também é médico. Ainda na mensagem, ele foi enfático sobre a prescrição do medicamento. "A partir de hoje, TODOS os pacientes irão sair com a medicação da hidroxicloroquina (exceto os contraindicados)", afirmou. No texto, ele ressaltou que o remédio deve ser entregue até mesmo ao paciente que assinar um termo de recusa da medicação, "para caso, no futuro, mude de ideia". Hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento de casos leves da Covid-19, aponta estudo Hidroxicloroquina não tem eficácia contra a Covid em pacientes leves e moderados, diz estudo brasileiro Hidroxicloroquina não tem efeito e deve ser abandonada no tratamento da Covid, diz Sociedade Brasileira de Infectologia Em outra mensagem, o mesmo coordenador afirma que os médicos que não concordarem com a prescrição da hidroxicloroquina podem ser substituídos nos plantões da Hapvida. As mensagens de WhatsApp às quais a BBC News Brasil teve acesso, confirmadas por médicos que prestaram serviços à empresa, ilustram as cobranças relatadas por profissionais do plano de saúde para prescrever hidroxicloroquina em casos de Covid-19. O medicamento é desaconselhado por diversas entidades de saúde internacionais e nacionais, após inúmeros estudos apontarem que é ineficaz contra o coronavírus e pode trazer riscos ao paciente. A operadora nega que haja pressão e diz que seus médicos são livres para escolher a melhor linha de tratamento para seus pacientes. A reportagem apurou que as mesmas mensagens do coordenador da região de Ribeirão Preto foram compartilhadas em, ao menos, três grupos de WhatsApp de profissionais que atuam no Grupo São Francisco, rede do interior de São Paulo que foi comprada pela Hapvida no ano passado por R$ 5 bilhões. "Eu não queria prescrever hidroxicloroquina a pacientes com a Covid-19 porque não é um medicamento aconselhado por entidades de saúde", conta o médico Mauro*, que relata ter sido dispensado pela Hapvida por não concordar com o uso do remédio contra o coronavírus. Os relatos de cobrança sobre a hidroxicloroquina não se restringem às unidades da Hapvida em São Paulo. A operadora de saúde, que está em diversas regiões do país, é investigada no Ceará, pelo Ministério Público e pelo Conselho Regional de Medicina do Estado, após um médico relatar que foi desligado da empresa ao se recusar a prescrever a medicação. Em mensagens de Whatsapp, coordenador da Hapvida no interior de São Paulo cobra que médicos prescrevam hidroxicloroquina aos pacientes. Reprodução Em nota à BBC News Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) afirma desconhecer casos de cobrança de empresas para a prescrição de determinado medicamento. Porém, a entidade frisa que essas situações devem ser denunciadas. "O princípio que deve, obrigatoriamente, nortear o tratamento do paciente é o da autonomia do médico", diz comunicado da instituição. A Hapvida nega qualquer pressão para que os médicos receitem a hidroxicloroquina. A empresa argumenta que adotou o remédio no tratamento contra o coronavírus por "haver evidências" de que a droga pode ajudar no combate ao vírus. 'Queriam obrigar a prescrever' Logo no início da pandemia do novo coronavírus, diversos planos de saúde e hospitais públicos passaram a adotar a cloroquina e a hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. As pesquisas iniciais apontaram possível benefício do medicamento, tradicionalmente usado em casos de doenças como malária e lúpus, contra sintomas do Sars-Cov-2, nome oficial do vírus. Em abril, a Hapvida comercializou a hidroxicloroquina por R$ 18, a preço de custo, para os pacientes. No mês seguinte, adquiriu milhares de unidades do medicamento e passou a entregá-lo gratuitamente aos seus clientes. No protocolo da Hapvida, é mencionado que a hidroxicloroquina deve ser adotada logo nos primeiros dias de sintomas. Nas orientações da rede, a droga é contraindicada em casos de pessoas que têm dificuldades como problemas cardíacos ou renais e para aquelas que têm alergia à medicação. Além da hidroxicloroquina e da cloroquina, o protocolo da Hapvida também inclui outros medicamentos, como o antiparasitário ivermectina, o corticoide prednisona e o antibiótico azitromicina. "Mas a pressão maior é para a prescrição da hidroxicloroquina. Queriam nos obrigar a prescrever", afirma Mauro. Os estudos sobre a hidroxicloroquina e a cloroquina — da qual a primeira é um derivado — apontaram que essas drogas são ineficazes contra a Covid-19 e podem fazer com que os pacientes desenvolvam dificuldades, como problemas nos batimentos cardíacos. Em razão disso, muitas pesquisas sobre os medicamentos foram suspensas. Em 23 de julho, um estudo feito em hospitais brasileiros, publicado no periódico New England Journal of Medicine, apontou que a hidroxicloroquina sozinha, ou associada à azitromicina, não traz melhoras no tratamento da Covid-19. A Organização Mundial da Saúde (OMS) interrompeu estudos com a cloroquina sob a alegação de que as pesquisas apontaram que ela não reduz a mortalidade em pacientes com o coronavírus. Os testes foram retomados depois, mas até o momento os resultados mostram que não há eficácia do medicamento contra Covid-19. Em todo o mundo, há pesquisas com diferentes drogas que podem ter bom desempenho contra a Covid-19. No entanto, não há, ao menos por ora, nenhum remédio com comprovação científica contra o coronavírus. No momento, a principal recomendação de entidades de saúde é que o médico decida por conta própria o melhor tratamento, conforme cada caso. Isso significa que um profissional pode prescrever um medicamento off label — ou seja, para uma doença que não consta na bula —, desde que aponte os riscos e o paciente concorde em utilizá-lo. O Código de Ética Médica destaca que o profissional de saúde não pode sofrer pressão para adotar determinado remédio. Mensagem de um dos coordenadores da Hapvida em São Paulo anuncia que médico de Fortaleza ajudará a convencer pacientes com a Covid-19 a tomarem a hidroxicloroquina. Reprodução Distribuição gratuita de hidroxicloroquina A despeito dos estudos que passaram a apontar a ineficácia da hidroxicloroquina contra o coronavírus e até mesmo riscos à saúde, a Hapvida manteve a distribuição do medicamento entre os pacientes. "Eles cobravam, nos hospitais e em reuniões online, que os pacientes deveriam sair da unidade com a hidroxicloroquina, mesmo aqueles que se recusassem a tomar. Diziam que era inaceitável que os médicos não usassem a medicação no tratamento", comenta Mauro. Os médicos ouvidos pela reportagem contam que a cobrança da Hapvida para prescrever o remédio começou no início de maio. Na época, a Fundação Ana Lima, braço social da Hapvida, anunciou que havia adquirido comprimidos de hidroxicloroquina e os entregou a hospitais da operadora de saúde, que iriam distribuí-los gratuitamente aos pacientes da rede. Quando anunciou as entregas dos remédios, em maio, o presidente do sistema Hapvida, Jorge Pinheiro, disse que a empresa tinha comprimidos disponíveis para tratar 20 mil pessoas e afirmou que a operadora de saúde estava trabalhando para ampliar a quantidade. Pinheiro declarou, ainda em maio, que as pessoas poderiam realizar os tratamentos em suas próprias residências, conforme as dosagens indicadas pelos médicos. Ele afirmou que seria uma forma de evitar que os pacientes apresentassem quadros graves de Covid-19. Em nota à BBC News Brasil, a Hapvida argumenta que adquiriu os comprimidos em razão da escassez dos medicamentos nas farmácias e que distribui os remédios aos pacientes como "forma de afiançar o acesso ao tratamento". Busca por remédios manipulados com cloroquina e hidroxicloroquina aumenta em Campinas Questionada pela reportagem, a empresa não informou quanto investiu especificamente nos comprimidos de hidroxicloroquina, nem quantos lotes comprou até o momento. No geral, a operadora afirma que investiu mais de R$ 110 milhões no combate à pandemia, "em equipamentos, profissionais e insumos". Logo após o início da distribuição dos comprimidos na rede, os médicos, segundo Mauro, passaram a ser cobrados insistentemente para prescrever o remédio. Ele diz que a orientação era receitar a hidroxicloroquina a todos pacientes com sintomas gripais que não fossem alérgicos ao medicamento e não tivessem problemas cardíacos ou renais. "Mesmo que a pessoa ainda não tivesse confirmação da doença, eles diziam para prescrever", relata Mauro. A partir de meados de junho, segundo ele, a prescrição do remédio se tornou praticamente obrigatória nos hospitais da Hapvida na região de Ribeirão Preto. "Eles deixaram muito claro que quem não prescrevesse seria desligado da empresa", relata Mauro. A mesma pressão também foi relatada em Fortaleza. O médico Felipe Nobre, de 26 anos, conta ter sido frequentemente questionado sobre a prescrição do medicamento para pacientes com a Covid-19. "Desde o fim de março havia a sugestão para prescrever o remédio. Em abril, a pressão aumentou muito. Mas a maioria dos médicos não quis receitar, por não haver evidências sólidas. Até então, era usado apenas em pacientes internados, que tinham acompanhamento e faziam eletrocardiograma diariamente. Não havia nada que indicasse que também deveria ser usado para casos leves", explica. Assim como no interior de São Paulo, ele comenta que a cobrança para receitar a hidroxicloroquina em Fortaleza aumentou quando a Hapvida adquiriu os comprimidos do medicamento. "A partir de maio, queriam que entregasse para qualquer caso de síndrome gripal. Os coordenadores mandavam estudos de baixa qualidade para justificar e usavam poder argumentativo chulo para tentar nos convencer", relata Felipe. 'Ofensores' Os médicos ouvidos pela reportagem relatam que foi criado um ranking para analisar os profissionais que prescreviam a hidroxicloroquina. Os que não receitavam a medicação eram chamados de "ofensores". Um dos prints aos quais a reportagem teve acesso mostra o mesmo coordenador da Hapvida, citado no início do texto, afirmando que a empresa faria "os ajustes que fossem necessários" em relação aos médicos que não prescrevessem hidroxicloroquina. "Quem não estiver de acordo com as orientações, peço que me avise e agendaremos reunião para tratar caso a caso. Até a data a reunião, se não se sentirem à vontade, nos avisem que arrumaremos substitutos aos seus plantões", escreveu o coordenador, no mês passado, em grupos de médicos que atuam na operadora de saúde na região de Ribeirão Preto. Também nas mensagens que constam nos prints, o coordenador cita que os médicos deveriam encaminhar os pacientes que não queriam receber a hidroxicloroquina para uma sala na qual um médico tentaria convencê-los a tomar o remédio. Mauro não queria prescrever o medicamento e manifestou seu incômodo com a situação. "Sigo a medicina baseada em evidência. Se não tem comprovação científica e há estudos dizendo que podem aumentar os problemas do paciente, não era aceitável prescrever", declara o médico. Pouco depois das reclamações, por volta de 20 de julho, ele foi desligado do quadro de médicos da Hapvida. Ao ser dispensado pela empresa, ele diz que se sentiu impotente e humilhado. "Gosto de trabalhar e dou o meu melhor. Mas não vou seguir ordens que vão contra as orientações da Sociedade Brasileira de Infectologia (que também é contra o uso da cloroquina em tratamento de Covid-19) e dos maiores grupos de pesquisa do mundo", relata Mauro. O médico Jorge* começaria a dar plantões no Grupo São Francisco, da Hapvida no interior de São Paulo, quando recebeu as mensagens da coordenação sobre a hidroxicloroquina. "Era uma cobrança por prescrição sem embasamento. Eles se baseiam em estudos observacionais, que na prática científica não tem valor de prova", relata. Os estudos observacionais, que costumam ser citados como argumentos para o uso de remédios contra a Covid-19, são considerados insuficientes por cientistas para definir se uma droga é eficaz contra determinada doença. "Os estudos observacionais têm uma relevância baixa, porque não são, por exemplo, randomizados (quando participantes são definidos de forma aleatória). Podem ter muitos vieses. Não são adequados (para atestar a eficácia de um medicamento)", disse o infectologista Sergio Cimerman, diretor científico da Sociedade Brasileira de Infectologia, em recente entrevista à BBC News Brasil. Infectologista Sérgio Cimerman diz que protocolo para cloroquina é um equívoco A pressão da Hapvida sobre a hidroxicloroquina, segundo Jorge, o desmotivou a trabalhar na operadora de saúde. "Não cheguei a dar nenhum plantão por lá", diz o médico. Jorge e Mauro decidiram não denunciar a cobrança da empresa. "É um grupo muito forte. É muito difícil que aconteça algo", argumenta Mauro. Os dois médicos pediram que tivessem as identidades preservadas na reportagem, por temerem represálias. Em nota, a Hapvida afirma que o protocolo contra a Covid-19, no qual recomenda o uso de medicamentos como a hidroxicloroquina, foi elaborado por um comitê médico internacional "que se apoia em evidências clínicas, e em comum acordo com os pacientes". A empresa afirma, em nota, quesempre respeitou a soberania médica quando o objetivo é salvar vidas" e diz que nunca pressionou os profissionais de saúde a prescreverem hidroxicloroquina ou qualquer remédio no tratamento da Covid-19. " O Ministério Público de São Paulo informou à reportagem que não recebeu nenhuma denúncia sobre o tema até o momento. O Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) confirma que recebeu denúncias sobre hospitais e planos de saúde que estariam obrigando os médicos a adotarem determinado medicamento contra a Covid-19. A instituição, porém, não revelou as empresas que são investigadas, pois argumentou que as apurações "tramitam sob sigilo determinado por lei". Investigações no Ceará No Ceará, uma acusação de que a Hapvida estaria pressionando os médicos a prescreverem hidroxicloroquina se tornou alvo do Ministério Público local. O relato que motivou a investigação partiu do médico Felipe Nobre. Ele narra situações como uma meta estabelecida pela empresa para que os médicos prescrevessem hidroxicloroquina, ao menos, duas vezes por plantão. O profissional de saúde comenta que chegou a receber quatro visitas de coordenadores da empresa em seu consultório. "Falaram que as prescrições estavam sendo auditadas para ver quem prescrevia ou não. Eu disse que não receitaria. Me ofereceram até proteção jurídica, caso acontecesse algo com um paciente. Mas eu não quis prescrever uma medicação que poderia mais prejudicar do que ajudar", diz Felipe. "Não havia acompanhamento dos pacientes que usavam o remédio. Entregar a hidroxicloroquina era uma estratégia para tentar diminuir a internação e evitar que os hospitais ficassem lotados, porque a Hapvida vendeu muito durante a pandemia", comenta o médico. A operadora nega que tenha deixado de acompanhar pacientes que recebem o medicamento para tomar em casa. A empresa afirma, inclusive, que tem observado bons resultados entre os clientes com a Covid-19 que tomaram hidroxicloroquina. Em 19 de maio, Felipe foi dispensado pela operadora de saúde. "Havia falado para um dos coordenadores que eu não tinha a intenção de prescrever o medicamento. Deixei isso muito claro. Depois, ele me avisou que recebeu ordens para me desligar e que eu nem precisaria dar plantão naquela data, que seria o meu dia", conta. Felipe comenta que ficou abalado com o desligamento da empresa. "Mas eu não poderia depositar a cura de uma doença a um remédio que não tem eficácia comprovada", declara. Na época, já havia estudos que apontavam que a cloroquina e a hidroxicloroquina não apresentavam bons resultados contra o Sars-Cov-2. Ele conta que passou a dar plantões em outros hospitais. "Não demorei para conseguir outros empregos", diz. O médico lamenta a situação de colegas que permaneceram na Hapvida. "Muitos não concordam em prescrever, mas não querem perder o trabalho. Acabam sem opção, infelizmente", relata. Felipe procurou o Conselho Regional de Medicina do Ceará e relatou o caso. A reportagem tentou contato com a entidade, mas não obteve resposta. O caso também foi levado ao Ministério Público do Ceará (MPCE), que instaurou um inquérito civil para apurar a conduta da Hapvida. O promotor de Justiça Eneas Romero, coordenador do Grupo Especial de Combate à Pandemia no MPCE, comenta que as acusações contra a operadora de saúde são graves. "Isso interfere na conduta do médico em oferecer o tratamento que considerar mais adequado ao paciente. Não cabe ao plano fazer interferências sobre o que o paciente deve usar", diz à BBC News Brasil. "Para prescrever a hidroxicloroquina é preciso haver acompanhamento constante com exames cardíacos, porém isso não era feito e traz sérios riscos. Não queriam internar os pacientes, por isso davam a medicação e mandavam para casa", acrescenta o promotor. Eneas explica que as provas sobre o caso ainda estão sendo analisadas. Posteriormente, decidirá as providências cabíveis. "Pode acontecer responsabilização civil e administrativa contra o plano", detalha. Segundo ele, caso confirmadas as suspeitas, a Hapvida pode ser multada pela Defesa do Consumidor (Decon) e responder a uma ação civil pública na Justiça. O promotor aconselha que os profissionais de saúde denunciem a situação ao Ministério Público e ao conselho local de Medicina. Em nota à BBC News Brasil, a Hapvida afirma que metade dos quase 4 mil médicos das emergências e urgências da rede adotou a hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 por escolha própria. Já a outra metade, segundo a operadora, usa outras drogas para o tratamento da doença. "Isso comprova a total liberdade de tomar uma condução terapêutica", diz o comunicado. A empresa declara, em nota, que qualquer tipo de cobrança para o uso da hidroxicloroquina não faz parte da conduta da rede. A Hapvida afirma que deve "investigar e rever processos internos" com seus médicos, "em prol da liberdade terapêutica". Por fim, declara que "segue determinada no combate à pandemia". *Nomes alterados a pedido dos entrevistados. Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - Suposta contaminação em pacote de frango importado do Brasil é 'pouco provável', dizem infectologistas
Segundo a OMS, coronavírus não podem se multiplicar em alimentos. Por isso, mesmo os alimentos importados de países com grandes surtos, como o Brasil, não oferecem risco de transmissão do vírus. A prefeitura de Shenzhen, cidade da China próxima de Hong Kong, anunciou nesta quinta-feira (13) que detectou traços do novo coronavírus na superfície de pacote de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial de frango. De acordo com o número de registro informado no comunicado da prefeitura de Shenzhen, o lote pertence ao frigorífico Aurora, de Santa Catarina. Por meio de sua assessoria, o frigorífico informou que a mercadoria leva 40 dias para chegar à China. China diz que não há, 'por enquanto', restrições para importações brasileiras 'Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar', diz OMS O G1 procurou infectologistas para comentarem o caso. Todos afirmaram que é pouco provável que o pacote do frango tenha sido contaminado no Brasil. "Não existe comprovação científica que, mesmo estando congelado, o vírus poderia sobreviver na superfície tanto tempo [40 dias]", explica o infectologista Marcelo Otsuba. "Por isso, é muito pouco provável que o produto tenha sido contaminado no Brasil. O mais provável é que a contaminação tenha ocorrido no final, já na China, depois de ser manipulado por alguém contaminado", afirma Otsuba. Autoridades da China anunciam ter encontrado coronavírus em produto importado do Brasil Caso tenha conseguido viajar na superfície por tanto tempo, a infectologista do Hospital Emílio Ribas, Ana Freitas Ribeiro, aponta que o pacote pode ter sido contaminado em qualquer momento da viagem. "Pode ter sido contaminado no Brasil, se alguém infectado manipulou o pacote sem luvas, sem máscara ou tenha espirrado nele, assim como pode ter sido contaminado quando chegou na China", diz Ribeiro. A microbiologista Natália Pasternak explica que, a contaminação do pacote pode ter acontecido em qualquer momento no transporte, inclusive no manuseio da chegada. "O vírus pode permanecer viável congelado a -20°C, provavelmente por tempo prolongado. Se for a -4°C, temperatura de geladeira, deve ser só alguns dias. E precisa avaliar as condições do transporte também. Então para saber se o vírus está viável ou não, temos que testar", disse. Os infectologistas também ressaltam o modo como foi realizada a inspeção e o teste do pacote. "Precisamos saber como foi feito o teste que detectou a contaminação. Alguns testes são muito sensíveis. Se a sala estiver contaminada, poderá contaminar o exame", esclarece Ribeiro. Veja quais são as vacinas contra a Covid-19 que estão em teste em humanos ao redor do mundo Sem indício de contágio com alilmentos Otsuba ressalta que não há evidência de que animais transmitem o coronavírus às pessoas."Com notícias como essa, precisamos lembrar: animais não transmitem o vírus", disse. Nesta quinta, a Organização Mundial da Saúde (OMS) comentou que a notícia não deve causar pânico na população. "Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar", disse o diretor de emergências da OMS, Michael Ryan. Imprensa chinesa diz ter encontrado traços do coronavírus em frango importado do Brasil O que diz a OMS Segundo a OMS, os coronavírus não podem se multiplicar em alimentos. Por isso, mesmo os alimentos importados de países com grandes surtos, como o Brasil, não oferecem risco de transmissão do vírus. "Como os alimentos não foram associados na transmissão da Covid-19, os alimentos importados devem ser submetidos aos mesmos controles de importação de antes da pandemia", informa a OMS, complementando que "o teste de alimentos ou superfícies de alimentos para este vírus não é recomendado." Segundo uma publicação de maio da OMS, não há evidência científica que as pessoas possam se contaminar com a Covid-19 por meio de alimentos ou embalagens de alimentos, já que a contaminação não é oral. "Covid-19 é uma doença respiratória e a via de transmissão é através do contato pessoa a pessoa e pelo contato direto com gotículas respiratórias geradas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra", esclarece um documento da OMS publicado no site da organização. Ainda não se sabe como e em qual processo ocorreu a contaminação do frango, diz associação Salmão e camarão Policiais com máscaras são vistos do lado de fora do mercado atacadista de Xinfadi, que foi fechado para negócios após a detecção de novas infecções pelo novo coronavírus, em Pequim, China, neste sábado (13) Martin Pollard/ Reuters Esta não é a primeira vez que a China afirma ter encontrado coronavírus em alimentos importados. Em junho, a imprensa local chinesa noticiou que o coronavírus foi encontrado em tábuas de cortar utilizadas por um vendedor de salmão importado, em um mercado de Xinfadi, por onde passam 80% dos alimentos consumidos em Pequim. O salmão em questão teria vindo do Chile e, segundo a China, o caso teria sido o responsável por um novo surto de infecções da Covid em Pequim. Em julho, foi a vez do camarão vindo do Equador ser acusado de estar contaminado após inspeções realizadas em pacotes que chegaram em dois portos diferentes da China, um no nordeste e outro no sudeste do país. Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - Coronavírus: em que pé estão as 6 vacinas mais adiantadas contra a Covid-19
Há 165 vacinas em desenvolvimento, mas só 28 já são testadas em pessoas e, destas, apenas um punhado chegou à última fase desta etapa da pesquisa, que é crucial para saber se a vacina de fato funciona. Profissional de saúde prepara vacina necessária para retorno às aulas em Los Angeles, Califórnia, no dia 12 de agosto. Valerie Macon/AFP Existem pelo menos 165 vacinas contra a Covid-19 sendo desenvolvidas atualmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). O que todo mundo quer saber é quando uma delas vai ficar pronta para que a gente possa finalmente deixar essa pandemia para trás. A Rússia parece querer chegar na frente nessa corrida. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou esta semana que foi feito o registro que confirma a aprovação de uma vacina desenvolvida no país e que pretende começar a vacinação em massa, já no mês de outubro. Rússia registra 1ª vacina contra a Covid-19: 5 pontos para entender O problema é que a vacina criada em Moscou só passou pela primeira fase de testes, em que é verificada a segurança, segundo a OMS. Faltaria ainda a segunda etapa, em que é verificada se há uma resposta do sistema imunológico, e, principalmente, a terceira, que garante se a vacina realmente protege contra uma doença. Isso, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é essencial para o seu registro e uso no Brasil. Nesta fase, a vacina é aplicada em metade dos participantes. A outra metade recebe placebo. Depois, os cientistas verificam em quais dos dois grupos mais gente adoeceu. A não ser que algum outro país queira queimar etapas como a Rússia (e ninguém mais deu sinal disso até agora), há seis vacinas, das 28 que já são testadas em pessoas, que já chegaram até essa terceira e última fase. São elas que mais nos dão esperanças de se conseguir em breve uma forma de se proteger do novo coronavírus. Elas são: Oxford | AstraZeneca Em teste no Brasil, esta vacina usa uma versão mais branda de um vírus que causa uma gripe comum em chimpanzés, chamado CHAdOx1. O vírus foi geneticamente modificado para não causar infecções em pessoas e para fazer as nossas células produzirem uma proteína que existe na superfície do coronavírus. É esta proteína que se liga aos receptores das células humanas e permite ao coronavírus infectá-las. O objetivo da vacina é fazer com que as nossas células passem a produzir essa proteína e que isso ensine o nosso sistema imune como se defender do coronavírus. Esta vacina está em testes que combinam as fases 2 e 3 na Inglaterra e na Índia e em testes de fase 3 na África do Sul, além do Brasil, onde dois mil profissionais de saúde no Rio de Janeiro e São Paulo são voluntários. A AstraZeneca disse que terá capacidade de fabricar 2 bilhões de doses e já firmou acordos para fornecer 400 milhões delas. Os pesquisadores responsáveis dizem que ela pode começar a ser disponibilizada em outubro. No Brasil, a vacina será produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), como parte de acordo fechado pelo Ministério da Saúde. Sinovac A vacina da empresa chinesa Sinovac, a CoronaVac, usa cópias inativadas (mortas) do coronavírus para levar o nosso sistema imune a produzir anticorpos capazes de neutralizar o coronavírus. Ela está em testes de fase 3 no Brasil, desde julho, e na Indonésia, desde o início deste mês. Ao todo, 9 mil profissionais da saúde brasileiros devem participar, nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília. A Sinovac é uma companhia privada com sede em Pequim e que tem experiência na produção de vacinas contra febre aftosa, hepatite e gripe aviária. A tecnologia em teste é considerada segura, porque, ao usar o vírus inativado, é mais difícil que a vacina deixe uma pessoa doente. A Sinovac diz ter a expectativa de produzir por ano 100 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus. No Brasil, a empresa fez uma parceria com o Instituto Butantan, que é ligado ao governo de São Paulo. De acordo com o governador paulista, João Doria (PSDB), a CoronaVac pode estar disponível em janeiro do ano que vem. Moderna A empresa americana Moderna desenvolve uma vacina que usa uma técnica inovadora, conhecida como RNA mensageiro. Enquanto uma vacina tradicional usa vírus inativados ou atenuados (alterados para não serem infecciosos), esta vacina usa um pequeno fragmento do código genético do coronavírus, que é injetado no paciente. Isso não é capaz de causar uma infecção ou os sintomas da covid-19, mas pode ser suficiente para que as nossas células, ao absorver esse código genético, passem a produzir as proteínas que existem na superfície do coronavírus para gerar então uma resposta do sistema imunológico. Se essa técnica funcionar, será a primeira vacina a empregar esse método. O governo dos Estados Unidos investiu quase US$ 1 bilhão nessa pesquisa. A vacina está em testes em humanos desde março e, no final de julho, entrou na fase três, que terá 30 mil participantes nos Estados Unidos. Caso os resultados sejam positivos, o governo Trump já garantiu que receberá 100 milhões de doses ao pagar mais US$ 1,5 bilhão por isso. BioNtech | Pfizer | Fosun No final de julho, a coalizão de empresas por trás dessa vacina anunciou o início dos testes combinados de fase dois e três. Ela também usa a técnica de RNA mensageiro para obter uma resposta imune. Serão 30 mil voluntários nos Estados Unidos e em outros países, entre eles Argentina, Brasil e Alemanha. Trump comprou 100 milhões de doses por US$ 1,9 bilhão, com a opção de comprar mais 500 milhões se quiser, e o governo do Japão garantiu 120 milhões para o país. A expectativa é que sejam fabricadas mais de 1,3 bilhão de doses até o final do próximo ano. A pesquisa é uma colaboração entre a empresa alemã BioNTech, a americana Pfizer e a chinesa Fosun Pharma. CanSino A empresa chinesa CanSino dará início em breve aos testes da fase três na Arábia Saudita, segundo o ministério da Saúde deste país. A companhia também negocia com outros governos. A vacina da CanSino usa um adenovírus, chamado Ad5, que causa uma gripe comum em pessoas e foi geneticamente modificado para levar nossas células a produzirem uma proteína que existe na superfície do coronavírus e gerar uma resposta imune. O projeto foi feito em parceria com a Academia de Ciências Médicas Militares da China. Após os resultados positivos das duas primeiras fases, as Forças Armadas do país anunciaram ter aprovado o uso desta vacina pela corporação, mas não ficou claro se os soldados são obrigados a serem imunizados com ela. Sinopharm A farmacêutica estatal chinesa criou duas versões de uma vacina que usa cópias inativadas do coronavírus. Uma foi feita com o Instituto de Produtos Biológicos de Wuhan e a outra, com o Instituto de Produtos Biológicos de Pequim. Elas estão em testes de fase 3 desde julho, nos Emirados Árabes, em um estudo com 15 mil participantes. O governo do Paraná também firmou um acordo para testar a vacina da Sinopharm em profissionais da saúde do Estado. A mídia estatal da China divulgou, que, segundo o presidente da empresa, a expectativa é ter uma vacina disponível até o final do ano.
Veja Mais

13/08 - Vacina russa não faz parte do portfólio de candidatas do grupo internacional Covax, informa OMS
O Covax é um esforço coletivo de vários países para acelerar o desenvolvimento, produção e distribuição de futuras vacinas contra o coronavírus. A OMS afirmou que ainda não recebeu informações sobre a vacina das autoridades russas. Vacina russa é questionada pela comunidade internacional porque se sabe pouco sobre sua eficácia Jornal Nacional Nesta quinta-feira (13), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que a vacina russa, registrada esta semana pelo governo de Vladimir Putin, não faz parte do portfólio de vacinas candidatas do Covax, grupo internacional que negociará o produto para vários países. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Gebreyesus, informou que o portfólio tem as vacinas candidatas que estão passando pelas fases 2 e 3 dos testes clínicos. "Nove vacinas candidatas contra a Covid-19 já estão no portfólio Covax, que passando por testes de Fase 2 ou 3", disse Tedros. OMS diz que Rússia não precisa de sua aprovação para registrar a vacina O diretor-geral assistente da OMS, Bruce Aylward, lembrou que existem mais de 160 vacinas sendo desenvolvidas em diferentes estágios até o momento, mas que a vacina russa não está nas últimas fases de desenvolvimento. "A vacina russa não faz parte do portfólio Covax. A vacina russa não faz parte das 9 vacinas", informou Bruce Aylward. Bruce informou que a OMS está em contato com o governo russo para obter informações do desenvolvimento da vacina. "No momento, não temos informações. Estamos pedindo informações às autoridades russas", disse. Novos surtos na Espanha suscitam temores de 2ª onda na Europa "O desenvolvimento de vacinas é longo, complexo, arriscado e caro", complementou Tedros. OMS diz que não há evidências de que o coronavírus possa ser transmitido por alimentos Covax Com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), o COVAX é um esforço coletivo de vários países para acelerar o desenvolvimento, produção e distribuição de futuras vacinas contra o coronavírus. Covax garantirá vacina da Covid-19 para 20% da população de risco de cada país membro nas Américas, diz Opas Além disso, quando houver uma vacina eficiente, a plataforma negociará em nome dos países-membros diretamente com os produtores para garantir que o preço e a distribuição das doses sejam feitos de maneira justa. Pazuello diz que dados sobre vacina russa são 'incipientes' Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - 'Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar', diz OMS sobre possível contaminação em pacote de frango brasileiro
Entidade lembrou nesta quinta que não há evidência de transmissão do coronavírus por meio dos alimentos ou embalagens de alimentos. OMS: risco de contaminação em alimentos e embalagens é baixo O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse nesta quinta-feira (13) que o caso de possível contaminação por coronavírus em pacote de frango exportado do Brasil à China não deve ser motivo para assustar a população. China diz que não há, 'por enquanto', restrições para importações brasileiras Suposta contaminação em pacote de frango é 'pouco provável', dizem infectologistas "Não devemos criar a impressão de que há problema com nossa cadeia alimentar", disse. "As pessoas já estão assustadas o suficiente. É importante que rastreemos esses achados, mas é importante que as pessoas sigam suas vidas", afirmou Ryan. A líder técnica da OMS, Maria van Kerkhove, ressaltou que o procedimento é uma testagem rotineira e que o vírus é inativado com medidas de higiene. OMS diz que não há evidências de que o coronavírus possa ser transmitido por alimentos "O que entendemos é que a China está testando as embalagens, estão procurando o coronavírus nas embalagens", comentou. "Sabemos que o vírus pode ficar nas superfícies por um tempo, mas ele é inativado se lavamos a mão depois de tocarmos a superfície contaminada", esclareceu Kerkhove. A prefeitura de Shenzhen, cidade da China próxima de Hong Kong, anunciou nesta quinta-feira (13) que detectou o novo coronavírus em um controle de rotina de frango importado do Brasil, o maior produtor mundial. Frangos para exportação em um frigorífico em Santa Catarina. Reprodução Em maio, a OMS publicou um documento explicando que não há evidência científica que as pessoas possam se contaminar com a Covid-19 por meio de alimentos ou embalagens de alimentos, já que a contaminação não é oral. "A Covid-19 é uma doença respiratória e a via de transmissão é através do contato pessoa a pessoa e pelo contato direto com gotículas respiratórias geradas quando uma pessoa infectada tosse ou espirra", esclarece um publicação da OMS. Cozinhar os alimentos A líder técnica da entidade reforçou que não evidências científicas sobre contaminação do coronavírus por meio da alimentação. "Não temos nenhuma evidência de contaminação por meio dos alimentos", diz. Mesmo assim, Kerkhove explica que "o vírus pode ser morto cozinhado o alimento." "Há outros motivos pelos quais devemos cozinhar nossas comidas, não somente pelo coronavírus, há outros vírus", concorda Ryan. Imprensa chinesa diz ter encontrado traços do coronavírus em frango importado do Brasil Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - FNP aponta falta de comunicação unificada e cria plataforma para unir municípios contra pandemia
Conteúdo tem mensagens sobre a percepção de risco e comportamentos necessários para evitar risco de contágio da Covid-19, além de orientações para consulta às 406 cidades integrantes. FNP criou plataforma para tentar unir municípios Cidades contra Covid-19 / Reprodução A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) criou uma plataforma online para tentar unir os municípios contra a pandemia da Covid-19 por meio da disponibilização de materiais com dados técnicos e orientações sobre a doença. A entidade aponta falta de coordenação nacional e o trabalho é uma parceria com a organização global de saúde Vital Strategies, por meio da iniciativa Resolve to Save Lives. Além de mensagens sobre a percepção de risco e comportamentos necessários para evitar risco de contágio da doença, de acordo com as medidas sociais e de saúde pública recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o conteúdo propõe orientação para consulta dos representantes de 406 municípios de diferentes regiões do país que integram a FNP. A plataforma está no endereço cidadescontracovid19.org. A proposta é que as prefeituras utilizem as informações adequadas para adaptar ao contexto local. "A campanha (...) visa propor uma comunicação com os municípios para unificar a linguagem no combate à pandemia", afirma a FNP, em nota. A entidade indica que "houve um problema de comunicação na área da Covid-19" e que a criação da plataforma foi motivada por problemas como: ausência de coordenação nacional para fechamento/flexibilização da economia e a necessidade de isolamento social para evitar sobrecarga no sistema de saúde; o Ministério da Saúde está sem titular desde 15 de maio, quando Nelson Teich pediu demissão - Eduardo Pazuello assumiu na mesma data e foi oficializado ministro interino em 3 de junho; recursos previstos para distribuição, segundo a FNP, estariam represados ou não teriam respeitado critérios populacionais e de casos da enfermidade para transferência; o presidente da República, Jair Bolsonaro, tem postura diferente de governadores e prefeitos; Os materiais referentes à percepção de risco, diz a FNP, tratam acerca de níveis de risco em cenários variados, com recomendações sobre evitar lugares lotados, contatos próximos e espaços fechados com pouca ventilação. Já a redução de risco reúne orientações para diminuir o risco de contágio da Covid-19, incluindo uso da máscara, mãos higienizadas e distanciamento. Ministério da Saúde Questionado sobre a iniciativa e as ponderações da FNP em relação à coordenação nacional das informações, o Ministério da Saúde informou, em nota, que "a FNP tem autonomia para produção de material desta natureza". Veja mais notícias da região no G1 Campinas.
Veja Mais

13/08 - O que é a peste bubônica e por que a doença não é mais tão mortal apesar de novos surtos
Novos registros na China causaram preocupação, porém Organização Mundial da Saúde afirma que são casos pontuais. Os médicos que tratavam a peste durante a Idade Média usavam um traje distinto: a máscara com um bico continha flores secas e reduzia os efeitos dos odores ruins GETTY IMAGES Em 6 de julho, uma região da China foi considerada em alerta após confirmar um caso de peste bubônica na cidade de Bayannur, na região da Mongólia Interior (região autônoma da China), no norte do país. Um novo alerta surgiu no último fim de semana, após autoridades locais decretarem o isolamento de um vilarejo da cidade, após o registro de duas mortes pela peste negra, como também é conhecida a enfermidade. A decisão de isolar o vilarejo foi delicada. Isso porque a doença causou milhões de mortes durante o século XIV — ainda é considerada a pior pandemia da história — e seu ressurgimento, em meio à crise da Covid-19, causa apreensão. Peste causou o que foi considerada a pior pandemia da humanidade no século 14 GETTY IMAGES Embora tenha sido controlada por mais de seis séculos, por diferentes fatores ambientais e médicos, a peste bubônica nunca parou de ressurgir em situações pontuais, em diferentes partes do mundo. Nos últimos anos, foram registrados casos nos Estados Unidos, no Peru, na República Democrática do Congo... e agora na China. "É bom que o caso da China tenha sido detectado e relatado em estágio inicial, porque pode ser isolado, tratado e impedido de se espalhar", disse o microbiologista Matthew Dryden, da Universidade de Southampton, no Reino Unido, a BBC. A peste bubônica é causada por bactérias. "Ela é tratada com antibióticos", explicou o especialista. "Mas, embora possa parecer alarmante por ser uma doença infecciosa grave emergindo no Oriente, no momento pode ser facilmente tratada", acrescentou Dryden. Mas, afinal, o que é a peste bubônica? Por que ela causou tantas mortes no passado? E por que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera esse e outros surtos de "baixo risco"? O que é a peste bubônica? Também chamada simplesmente de "a praga" ou "a peste", é uma doença infecciosa potencialmente fatal. Ela é causada pela bactéria Yersinia pestis, que vive em animais, especialmente os roedores, mais especificamente nas pulgas que eles carregam em seus pelos. O seu nome vem justamente de um dos sintomas que causa: um inchaço doloroso do linfonodo, que atinge os tecidos da axila ou da virilha, formando uma espécie de bolha, conhecida como "bubão". De 2010 a 2015, foram registrados 3.248 casos no mundo. Destes, 584 pessoas morreram. Historicamente, era conhecida como "a peste negra", em referência ao fato de causar gangrena em certas partes do corpo, como nos dedos das mãos e dos pés, que acabam totalmente enegrecidos. Estima-se que a pandemia dessa doença tenha causado a morte de um quarto da população europeia no século XIV. A marmota é um dos animais que podem transmitir a peste bubônica GETTY IMAGES Os sintomas De acordo com a OMS, uma pessoa pode desenvolver a doença de dois a seis dias após ser infectada. Além de bubões ou gânglios linfáticos inchados, que podem ficar do tamanho de um ovo de galinha, há outros sintomas como febre, calafrios, dores de cabeça e dores no corpo. A doença também pode afetar os pulmões e causar tosse, dores no peito e falta de ar. A bactéria que causa a peste também pode entrar na corrente sanguínea e originar uma condição conhecida como sepse, infecção generalizada que pode afetar tecidos, órgãos e até levar à morte. Como pode ocorrer a infecção? Para os humanos, é possível se infectar das seguintes formas: Por picadas de pulgas infectadas Ao tocar animais infectados, como ratos Ao entrar em contato com gotas de salivas de pessoas ou animais infectados O corpo de uma pessoa que morreu em decorrência da peste pode infectar outros, como, por exemplo, aqueles que preparam o enterro. A bactéria pode entrar no corpo por um ferimento na pele, se houver contato com o sangue de um animal infectado. Cães e gatos domésticos podem contrair a peste bubônica por meio de picadas de pulgas ou pela ingestão de roedores infectados. Devido à emergência declarada na China, em razão dos casos recentes, a caça e o consumo de animais que possam estar infectados foram proibidos. Existe um tratamento eficaz? A abordagem médica mais eficaz é baseada na administração de antibióticos. Sem eles, a doença geralmente é fatal. O diagnóstico precoce pode salvar vidas. A peste bubônica pode afetar os tecidos e órgãos do corpo GETTY IMAGES É possível haver outra pandemia como a do passado? A peste bubônica ainda não foi erradicada em muitas partes do mundo. Nos últimos anos, ocorreram surtos em países como a República Democrática do Congo e Madagasar. Embora a praga tenha causado uma pandemia que se espalhou por amplas áreas do planeta na época medieval, a maioria dos surtos que ocorrem atualmente são pequenos e controláveis. "A peste bubônica esteve conosco e continuará por séculos. Estamos analisando os números de casos na China", disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris, sobre os casos mais recentes. "No momento, não consideramos de alto risco. Mas estamos observando e monitorando com atenção", acrescentou.
Veja Mais

13/08 - Maior parte das pessoas que criou anticorpos para o coronavírus no Brasil teve sintomas e mudanças no olfato ou paladar, sugere estudo da UFPel
Os cientistas concluíram que apenas uma pequena parte dos pacientes não teve nenhum dos 11 sintomas indicados como sendo da Covid-19. A pesquisa, que ainda não foi divulgada em revista científica, vai na contramão de outras, que apontavam a maioria das pessoas como assintomáticas para a doença. Membro das Forças Armadas desinfecta local onde fica o Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro, contra a Covid-19, nesta quinta-feira (13).. Mauro Pimentel/AFP A maior parte dos brasileiros que criou anticorpos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2) teve sintomas da Covid-19 e sofreu mudanças no olfato ou paladar, sugere uma pesquisa, ainda não publicada, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e outras instituições brasileiras. Os pesquisadores são responsáveis pela EpiCovid, o maior estudo sobre a prevalência da doença no país. Eles testaram e incluíram no estudo 31.869 pessoas de 133 cidades de todos os estados brasileiros. Para detectar a presença de anticorpos para o vírus, os cientistas usaram um teste rápido, previamente validado. Os participantes, testados entre os dias 21 e 24 de junho, foram questionados sobre terem tido ou não algum sintoma da Covid-19 nos quatro meses anteriores, desde o início da epidemia no Brasil. CAVALOS: Brasileiros descobrem que anticorpo de cavalos contra a Covid é até 50 vezes mais potente A epidemiologista e pneumologista Ana Menezes, da UFPel, primeira autora do estudo, destaca que um ponto importante é que as pessoas foram questionadas sobre os sintomas antes de saberem do resultado do teste. Dessa forma, buscou-se evitar um viés nas respostas, explica Menezes. Também foram excluídos da análise todos os que já tivessem um diagnóstico prévio de Covid-19 ou que não tivessem preenchido as informações sobre os sintomas. O estudo está disponível em uma plataforma on-line desde quarta (12), mas ainda não passou por revisão de outros cientistas (a chamada "revisão por pares" ou "peer review", em inglês), etapa que é necessária para validação dos resultados e publicação deles em revista científica. Veja as principais descobertas: 849 pessoas tiveram anticorpos detectados para o Sars-CoV-2 (o equivalente a 2,7% dos participantes). Dessas, apenas 12% disseram não ter tido sintomas da Covid-19 desde o início da pandemia. Ou seja: a maior parte dos que foram infectados teve sintomas da contaminação. Entre os que tiveram anticorpos detectados, a maior parte relatou ter tido dor de cabeça (58%), seguido de mudanças no olfato ou paladar (56,5%). A febre também apareceu em mais da metade dos pacientes (52,1%). Entre as pessoas que não tiveram os anticorpos detectados, 42% também não tinham os sintomas. "Nós identificamos que, ao contrário do que é relatado com frequência, a maior parte das pessoas com anticorpos era sintomática", afirmam os pesquisadores no estudo. SEM CHEIRO: Perda de olfato foi sintoma mais frequente em estudo com 2 mil pacientes de Covid-19 Para Menezes, a relação entre a alta frequência de mudanças no olfato ou paladar e a presença dos anticorpos torna esse sintoma muito importante no diagnóstico da Covid-19. (A dor de cabeça, apesar de mais frequente, não teve tanta diferença de ocorrência entre os grupos que desenvolveram ou não os anticorpos – foi 1,6 vezes mais frequente nos tiveram resultado positivo). "A mudança de olfato ou paladar foi cinco vezes mais frequente entre os que tiveram resultados positivos do que nos negativos", sinaliza a médica. Essa diferença pode ter sido de até 6 vezes, se consideradas as margens de erro definidas pelos pesquisadores. "Nos primeiros estudos, feitos na China, com pacientes hospitalizados, a população analisada era diferente. Esse sintoma nem era investigado às vezes, nem se sabia desse sintoma", lembra Menezes. "Esse é o maior estudo populacional mostrando a importância e frequência desse sintoma". A epidemiologista pondera, ainda, que fazer uma triagem dos pacientes que têm a "combinação" de mudanças no olfato ou paladar com a febre pode ajudar a determinar quem fará o teste PCR para a Covid-19, por exemplo, quando não houver testes suficientes para todos. SISTEMA IMUNE: Reação inicial do corpo à Covid-19 pode prever se a doença será grave, indica estudo liderado por brasileiros CONTÁGIO: Cada pessoa infectada com Covid-19 transmitiu doença para outras 3 nos primeiros meses da epidemia no Brasil, mostra estudo No estudo, os pesquisadores afirmam que as mulheres relataram sintomas de forma mais frequente do que os homens, e os que tinham nível superior também os relataram com mais frequência. Crianças e adolescentes, por outro lado, tiveram a menor probabilidade de queixas. "Em resumo, nossa análise mostra que a maioria dos indivíduos com anticorpos para o Sars-CoV-2 relatam ter tido sintomas, mesmo que, na maioria dos casos, eles tenham sido leves", ponderam os cientistas. "Nossas descobertas podem ser usadas para implementar sistemas de vigilância no Brasil, o que ajudaria a identificar casos de forma precoce e guiar procedimentos de testagem", consideram. Sintomas mais frequentes em pacientes com anticorpos para o Sars-CoV-2 Contramão No estudo, os pesquisadores também destacam que os achados vão no sentido oposto ao de pesquisas anteriores, que apontavam que a maior parte das pessoas com Covid-19 não tem sintomas da doença. "Aquela ideia de que a maioria dos casos não tem sintomas não é o que aparece no nosso estudo", ressalta Menezes, da UFPel. "Quem disse não para todos os 11 sintomas e teve o teste positivo foi apenas 12% dos casos". Uma pesquisa feita no início da pandemia, em março, na China, mostrou que 86% de todas as infecções pelo Sars-CoV-2 no país não foram detectadas, o que levou ao entendimento de que a maioria desses casos era de pacientes assintomáticos. Um outro estudo, divulgado em julho, mostrou que até 87% dos casos de Covid-19 em Wuhan, na China (onde o primeiro caso de Covid-19 foi detectado), eram leves ou sem sintomas e não chegaram a ser detectados. Em junho, a Organização Mundial de Saúde (OMS) precisou esclarecer que pessoas sem sintomas da Covid-19 podem transmitir a doença, depois de uma declaração da entidade que gerou polêmica ao redor do mundo. Diretor-geral da OMS reforça que assintomáticos podem transmitir o novo coronavírus
Veja Mais

13/08 - Brasil registra 1.301 mortes em 24 horas pelo novo coronavírus e passa de 105 mil; 5 estados têm alta de óbitos
País tem 105.564 óbitos registrados e 3.229.621 diagnósticos de Covid-19. O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (13). O país registrou 1.301 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 105.564 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 989 óbitos, uma variação de -4% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, já são 3.229.621 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 59.147 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 44.580 por dia, uma variação de -2% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: Veja como estão os casos e mortes no seu estado MAPA DO CORONAVÍRUS: Consulte casos e mortes em cada cidade do Brasil No total, 5 estados apresentaram alta de mortes: SC, MG, MS, AM e TO. Em relação a quarta (12), DF e AP deixaram de ter a média de mortes subindo e, hoje, estão em estabilidade. Brasil, 13 de agosto Total de mortes: 105.564 Registro de mortes em 24 horas: 1.301 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 989 por dia (variação em 14 dias: -4%) Total de casos confirmados: 3.229.621 Registro de casos confirmados em 24 horas: 59.147 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 44.580 por dia (variação em 14 dias: -2%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 104.342 mortes e 3.171.374 casos; e às 13h, com 104.528 mortes e 3.180.758 casos confirmados.) Estados Subindo: SC, MG, MS, AM e TO. Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: PR, RS, ES, SP, DF, GO, MT, AP, PA, RO, BA, PB, PI e SE. Em queda: RJ, AC, RR, AL, CE, MA , PE e RN. Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com a média de mortes subindo Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +8% RS: -8% SC: +31% Sudeste ES: -8% MG: +19% RJ: -43% SP: +5% Centro-Oeste DF: +13% GO: -3% MS: +18% MT: -12% Norte AC: -57% AM: +45% AP: +15% PA: +15% RO: -1% RR: -43% TO: +38% Nordeste AL: -19% BA: +13% CE: -19% MA: -24% PB: -7% PE: -20% PI: +3% RN: -22% SE: -11% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste o Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - Estudo sobre centenários mostra a importância do ambiente que cerca as pessoas
Comunidades que estimulam a prática de exercício e a convivência entre as gerações são as melhores Para chegar aos 100 anos, bons genes ajudam, mas não dão conta sozinhos da longa jornada. De acordo com estudo conduzido por cientistas da Washington State University, o ambiente no qual vivemos tem impacto significativo na longevidade. No trabalho publicado no “International Journal of Environmental Research and Public Health”, os pesquisadores reconhecem que a situação socioeconômica também influi, mas mostram que as comunidades ideais são aquelas nas quais é possível caminhar sem riscos e onde diversas gerações convivem. Em outras palavras, faz muita diferença se o entorno dos indivíduos é convidativo ao envelhecimento saudável, estimulando hábitos como se exercitar e cultivar conexões sociais. Ainda enfrentamos a angústia do isolamento, mas ele vai passar, e a receita continuará valendo. Os autores se debruçaram sobre os dados relativos à morte de cerca de 145 mil moradores do estado de Washington, nos EUA, todos com 75 anos ou mais, entre 2011 e 2015: local de residência, sexo, raça, estado civil e escolaridade. Em seguida, fizeram um levantamento sobre os lugares onde essas pessoas viviam, segundo critérios como acesso ao transporte e serviço de saúde, poluição do ar, espaços verdes, entre outros. Ao cruzar as informações, analisaram que regiões estavam ligadas a uma maior longevidade. Chegar aos 100 anos: o ambiente onde se vive tem grande relevância na longevidade M W por Pixabay Para cada bairro ou cidadezinha do interior foi calculado um índice que se referia ao potencial número de anos perdidos, ou seja, a diferença entre a idade da morte dos moradores daquela região e a marca dos 100 anos. Quanto menor esse número, melhor o indicativo: significava que os indivíduos daquela área tinham chegado mais perto de se tornarem centenários – ou se transformado num deles. Por outro lado, se o índice era alto, sugeria que os habitantes do lugar haviam morrido cedo. Rajan Bhardwaj, um dos autores do estudo, disse que passou a se interessar pelo assunto depois de começar a cuidar do avô idoso: “descobrimos que comunidades que reúnem pessoas de diferentes idades beneficiam todos os que vivem lá. Há uma demanda por serviços e lazer, o que faz com que os mais velhos tenham opções para se exercitar e consumir produtos de qualidade”. Ofer Amram, professor da universidade e coordenador do laboratório de epidemiologia da instituição, afirmou que uma vizinhança onde há diversidade pode levar idosos a terem maior apoio da comunidade e se sentirem menos isolados. “Sabemos que, através da mudança de hábitos, podemos modificar nossa predisposição para diversas doenças”, acrescentou.
Veja Mais

13/08 - Cientistas identificam três casos de miastenia, doença neuromuscular, em pacientes com Covid-19
Estudo italiano apontou que pacientes desenvolveram dificuldade para engolir, enfraquecimento das cordas vocais e fadiga muscular, entre outros sintomas. Doenças neurológicas são associadas ao coronavírus desde o início da pandemia. O músculo e suas estruturas Shutterstock Um estudo publicado na revista científica Annals of Internal Medicine na segunda-feira (10) associou casos graves da Covid-19 à miastenia grave, doença neuromuscular e autoimune que causa o enfraquecimento dos músculos. No estudo, cientistas de três universidades da Itália descrevem caso de três pacientes que não tinham doença autoimune ou neurológica, mas que desenvolveram a miastenia grave cerca de uma semana após terem febre alta (por volta de 39º C) por causa da Covid-19. Miastenia gravis e fibrose cística: entenda essas duas doenças raras Carla Prata, musa da Dragões, chora antes de entrar na avenida: 'Enredo tem a ver com minha doença rara' Foram os casos e os sintomas desenvolvidos: Paciente 1: homem de 64 anos que, após 4 dias de febre, apresentou diplopia (popularmente conhecida como visão dupla) e fadiga muscular. "A estimulação repetitiva do nervo facial diminuiu 57%", descreveram os cientistas Paciente 2: homem de 68 anos que apresentou fadiga muscular e disfagia (dificuldade de engolir) após 7 dias de febre Paciente 3: mulher de 71 anos que desenvolveu hipofonia (enfraquecimento das cordas vocais) e disfagia depois de 6 dias de febre A miastenia grave ocorreu nos pacientes, de acordo com o artigo, após o vírus induzir o corpo a atacar o cérebro, acionando o sistema imunológico para produzir anticorpos que, erroneamente, tiveram como alvo os tecidos ou órgãos da própria pessoa. Coronavírus: como a Covid-19 danifica o cérebro Sintomas da Covid-19: veja o que estudos recentes descobriram sobre efeitos do novo coronavírus no corpo Os cientistas italianos lembram que problemas neurológicos como tremores, convulsões e comprometimento da consciência são associados ao coronavírus desde o início da pandemia. Miastenia gravis provoca grande fraqueza muscular Pacientes recuperados da Covid-19 ficaram com sequelas da doença Sintomas da Covi-19 Vale ressaltar que os principais sintomas causados pelo coronavírus, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são: Febre Tosse seca Cansaço Entre os sintomas menos recorrentes, aparecem: Dor de garganta Diarreia Conjuntivite Dor de cabeça Perda de paladar ou olfato Erupção cutânea na pele ou descoloração dos dedos das mãos ou dos pés Já os sintomas graves (com necessidade de atendimento médico imediato), são: Dificuldade em respirar ou falta de ar Dor ou pressão no peito Perda de fala ou movimento Coronavírus: como são a febre, a tosse e a falta de ar Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - Obesidade aumenta em até 4 vezes o risco de morrer por Covid, especialmente homens e menores de 60 anos
Pesquisa analisou dados de 5.652 pacientes atendidos na Califórnia. No Brasil, mais de 4 mil pessoas obesas faleceram devido à infecção do Sars CoV-2, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Paciente com obesidade mórbida durante cadastro no HC da Unicamp, em Campinas. Reprodução/EPTV A obesidade é um fator importante de agravamento da Covid-19 e pode aumentar em até quatro vezes o risco de morte, principalmente em homens e pessoas com menos de 60 anos, de acordo com pesquisa publicada nesta quarta-feira (12) na revista "Annals of Internal Medicine". Estudo aponta que mesmo obesos leves têm mais risco de desenvolver versão grave da Covid-19 Cientistas britânicos concluem que obesidade aumenta riscos para quem está com Covid-19 Os médicos e cientistas da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram os dados de 5.652 pacientes que tiveram o teste positivo para o novo coronavírus entre fevereiro e maio deste ano. O risco causado pela obesidade foi ajustado no estudo, com uma exclusão de fatores extras como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos, entre outros. Dados de mulheres grávidas também foram excluídos da pesquisa. Os resultados mostraram que os pacientes obesos tinham até quatro vezes mais chance de morrer pela doença, especialmente homens e menores de 60 anos com Índice de Massa Corporal (IMC) elevado. A contagem do desfecho dos casos foi feita 21 dias após o início da infecção. "Encontramos uma associação impressionante entre o IMC e o risco de morte entre pacientes com diagnóstico da Covid-19 em um sistema integrado de saúde. Essa associação foi independente das comorbidades relacionadas à obesidade e outros fatores potenciais de confusão dos resultados", escrevem os autores. "Nossos dados também sugerem que o risco pode não ser uniforme em diferentes populações, com o IMC elevado fortemente associado à mortalidade pela Covid-19 em adultos jovens e pacientes do sexo masculino, mas não em pacientes do sexo feminino e idosos". Os cientistas afirmam, ainda, que o estudo é importante para que precauções extras sejam tomadas e evitem ainda mais riscos contra esse grupo. No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde desta quarta-feira, mais de 4 mil pessoas obesas morreram com a Covid-19 desde o início da pandemia - quase metade delas com menos de 60 anos, índice mais alto para a faixa etária entre as comorbidades. Revisão britânica Em 25 de julho, a Agência de Saúde do Reino Unido já havia publicado uma revisão de estudos sobre a relação entre a Covid-19 e a obesidade. Os pesquisadores britânicos também concluíram que o sobrepeso aumenta os riscos do novo coronavírus. Segundo os resultados, quem está acima do peso tem 40% mais risco de morrer pela doença. Para obesos, a probabilidade pode ser 90% maior. (Assista ao vídeo abaixo com reportagem do Jornal Nacional sobre a pesquisa) Cientistas britânicos concluem que obesidade aumenta riscos para quem está com Covid-19 Initial plugin text
Veja Mais

13/08 - Cientistas brasileiros descobrem sapo que tem 'relacionamento aberto' e é fiel a duas fêmeas
Pesquisadores da Unicamp, em SP, descobriram que o 'Thoropa taophora' vive uma poliginia, sistema comum de acasalamento com mais de um parceiro fixo. Foto de um macho do sapo 'Thoropa taophora' encontrado na praia de Sununga, em Utatuba (SP) Celio Haddad/AFP Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) descobriram uma espécie de sapo capaz de manter uma espécie de 'relacionamento aberto' com suas fêmeas. Publicado na revista "Science Advances" nesta quarta-feira (12), o estudo prova que a poliginia está presente também entre os anfíbios. Nova espécie de anfíbio é descoberta em área preservada no Sul do ES Pesquisadores do Butantan podem ter descoberto primeiro anfíbio peçonhento da história O Thoropa taophora, espécie endêmica da Mata Atlântica, foi o primeiro anfíbio registrado capaz de que um macho se acasale com duas fêmeas que permanecem fieis a ele. É o que os cientistas chamam de poliginia. A poliginia costuma a acontecer quando os machos são forçados a competir entre si tanto pelas fêmeas quanto por mais recursos ambientais, como água e a comida, disse à agência France Presse Fábio de Sá, zoólogo e um dos autores da descoberta. Guerra de polegares Os pesquisadores descreveram que estes sapos preferem ficar em pedras e têm uma coloração marrom-avermelhada que os ajuda a se camuflar no ambiente. Os machos têm espinhos longos nos polegares, que usam em combate. Os pesquisadores registraram os sapos em rochas e nas margens da Mata Atlântica, onde existem relativamente poucas fontes de água doce ou "infiltrações" disponíveis e eles estão mais expostos ao sol. Com certeza, o cenário de poucos recursos teve um impacto. Os machos patrulhavam suas áreas de reprodução e emitiam sons agressivos para afastar os intrusos, permanecendo perto de seus ovos e girinos para protegê-los. Quando invasores macho ignoravam seus avisos, eles se lançavam sobre eles em ataque. Relacionamento longo A equipe descobriu que os machos cruzavam com apenas duas fêmeas, em especial com uma dominante, mas também com uma secundária. As fêmeas dominantes tentavam induzir o acasalamento respondendo aos chamados de cortejo dos machos com suas próprias vocalizações. Enquanto isso, as fêmeas secundárias ficavam de lado, imóveis. Entre outras descobertas, os pesquisadores viram que os girinos eram todos meio-irmãos do mesmo pai e uma das duas mães e, a partir da presença de girinos muito mais velhos dos mesmos pais, confirmaram que as relações de acasalamento eram de longo prazo. O arranjo parece ter benefícios para ambos os sexos. Os machos precisam evitar que outros machos usem seus criadouros que não foram fáceis de encontrar, e é vantajoso diversificar a genética tendo várias parceiras. "A vantagem para a fêmea é que é melhor ter um macho de boa qualidade e um criadouro de boa qualidade compartilhando-o com outra fêmea do que ficar exposta e não encontrar outro sapo ou encontrar um sapo de qualidade inferior" – Fábio de Sá, zoólogo. A situação também gerou competição entre as fêmeas, o que é raro entre sapos: as fêmeas dominantes realmente respondiam aos chamados dos machos e pareciam empurrar as secundárias durante o cortejo.
Veja Mais

13/08 - Brasileiros descobrem que anticorpo de cavalos contra a Covid é até 50 vezes mais potente
As células geradas pela resposta imunológica dos equinos foram processadas para criação de terapia. O sangue do animal foi purificado para isolar os anticorpos, que depois foram usados para a produção de um soro que os pesquisadores pretendem testar em humanos. Cientistas brasileiros estão animados com criação de soro para tratar pacientes da Covid Cientistas brasileiros anunciarão nesta quinta-feira (13) em sessão da Academia Nacional de Medicina uma nova descoberta. Cavalos receberam a proteína Spike do Sars CoV-2, responsável por infecção das células humanas, e desenvolveram um anticorpo neutralizante 20 a 50 vezes mais potente contra a Covid-19. Imunidade contra o coronavírus: tire dúvidas sobre como atuam os anticorpos e as células T Estudo britânico sugere que anticorpos contra a Covid-19 podem desaparecer em alguns meses Com dois anticorpos, cientistas conseguem bloquear e combater Covid-19 em animais Jerson Lima Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Rio de Janeiro (Faperj), e Adilson Stolet, médico e presidente do Instituto Vital Brazil (IVB), entraram com o pedido de patente da tecnologia. "É importante fazer esta etapa de patente. Tudo foi desenvolvido aqui no Brasil e é importante fazer essa proteção intelectual", disse Silva em entrevista ao G1. O pesquisador da UFRJ disse que o próximo passo será a aprovação dos estudos clínicos, os testes em humanos, para averiguar a segurança de um tratamento sorológico contra a Covid-19. Ele disse que está em contato com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e explicou que a potência 50 vezes maior do anticorpo dos cavalos é um número conservador. "Encontramos nos experimentos anticorpos até 100 vezes mais potentes. Nós fomos acompanhando cinco cavalos semanalmente e quatro deles tiveram uma resposta até mais alta do que 50". SARS-CoV-2, o novo coronavírus, responsável por causar a Covid-19. Espinhos ao redor da estrutura são a proteína Spike. Scientific Animations/Wikimedia Commons/Divulgação O estudo: O coronavírus tem uma proteína em forma de coroa, a Spike. É por meio dela que o vírus se liga aos receptores das células humanas para se multiplicar; O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) produziu uma proteína igual à do Sars CoV-2 e participou da pesquisa; Os especialistas do IVB inocularam apenas a proteína nos cavalos – que gera uma resposta imunológica, mas não deixa que o vírus infecte os animais; Foram feitas 6 aplicações nos animais e os pesquisadores acompanharam a produção de anticorpos semanalmente; Foi retirado o sangue dos cavalos e foi purificado até isolar apenas o anticorpo, em um produto pronto para fazer soroterapia em humanos; A pesquisa está em fase de pré-impressão, divulgada em uma plataforma de estudos científicos, mas ainda sem publicação por revistas e revisão dos pares. Este tipo de terapia com sorologia é usado há décadas em doenças como a raiva, o tétano e picadas de abelhas e cobras. De acordo com Silva, ainda é preciso responder qual é a melhor fase da infecção do coronavírus para a aplicação dos anticorpos neutralizantes em humanos, mas ele acredita que será em pacientes moderados e hospitalizados. "Qual é a vantagem dos cavalos? Por exemplo, no caso de raiva, um só um cavalo produz 600 ampolas da imunoglobulina para tratamento", disse. O pesquisador também adianta que os testes clínicos poderão ser feitos em parceria com o Instituto D’Or, que hoje lidera as pesquisas da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca e da Universidade de Oxford no Rio de Janeiro. Adilson Stolet, presidente do Instituto Vital Brazil, segura frasco do anticorpo gerado por cavalos Arquivo IVB Plasma x anticorpos isolados Nesta terça-feira (11), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou que o tratamento com plasma sanguíneo com anticorpos da Covid-19 não tem benefícios comprovados pela ciência. O tipo de tratamento, no entanto, é diferente (veja abaixo a explicação) do que está sendo pensado pela UFRJ, IVB e Fiocruz. O diretor da Opas, Sylvain Aldighieri, explicou que o tratamento com plasma sanguíneo com anticorpos de um determinado vírus é utilizado para algumas doenças, como o Ebola, na África. No caso do coronavírus, contudo, como ainda não há comprovação científica, e a Opas não recomenda. "[Tratamento com plasma] Não faz parte do tratamento principal para Covid-19 que estamos recomendando na Opas", esclareceu Aldighieri, lembrando que ainda não há nenhum medicamento e tratamento comprovado contra o vírus. Plasma: O plasma é a parte líquida do sangue, onde ficam os anticorpos produzidos pelo organismo para combater as doenças. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha Covid, por exemplo. No entanto, cada amostra terá uma quantidade e uma composição diferente de anticorpos, pois depende do organismo do doador, e pode não ter eficiência. Anticorpos neutralizantes: Os cientistas isolam apenas o anticorpo que consegue neutralizar o coronavírus, especificamente. O produto será um frasquinho apenas com o anticorpo contra a doença, enquanto o plasma contém todos os anticorpos, variando em composição. Equipe Também participaram da pesquisa, além de Silva e Stolet: Leda Castilho e Renata Alvim (Coppe/UFRJ); Luís Eduardo Ribeiro da Cunha e Marcelo Strauch (Instituto Vital Brazil); Amilcar Tanuri, Andrea Cheble Oliveira, Andre Gomes, Victor Pereira e Carlos Dumard (UFRJ); Thiago Moreno Lopes (Fiocruz) e Herbert Guedes (UFRJ/Fiocruz). O estudo foi financiado pela Faperj, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Pesquisa consegue isolar um anticorpo que consegue combater o HIV Anticorpos de pessoas que se curaram do coronavírus podem cair drasticamente, diz estudo Initial plugin text
Veja Mais

12/08 - Depois de pressões, Ministério do Meio Ambiente muda estrutura
A Associação de Servidores do Ministério divulgou nota dizendo estar surpresa com as mudanças, que segundo eles não teve a participação dos funcionários da pasta. Ministério do Meio Ambiente muda estrutura, depois de receber pressões O Ministério do Meio Ambiente realizou mudanças em sua estrutura, criando ou renomeando secretarias. Segundo o ministério, as mudanças buscam reduzir a hierarquia e aumentar a eficiência da gestão ambiental. A reestruturação, publicada no Diário Oficial da União, prevê que: A Secretaria de Política Internacional vai virar a Secretaria de Clima e Relações Internacionais, com o Departamento de Clima; e o Departamento de Relações Internacionais. O Departamento de Ecoturismo vai virar a Secretaria de Áreas Protegidas e a Secretaria de Florestas vai virar a Secretaria da Amazônia e Serviços Ambientais: O decreto prevê que parte da nova estrutura vai tratar de temas como: a mudança do clima; o combate à desertificação; e a proteção da camada de ozônio; Ou seja, assuntos entre os quais há muita pressão de investidores estrangeiros e brasileiros para o governo federal melhorar a gestão. Além disso, foi criado um órgão para cuidar da defesa de animais em situação de risco, incluindo animais domésticos, como cães e gatos. A nova estrutura entra em vigor a partir do dia 21 de setembro, mas já é alvo de críticas. A Associação de Servidores do Ministério divulgou nota dizendo estar surpresa com as mudanças, que segundo eles não teve a participação dos funcionários da pasta. Há preocupação também com que chamaram de desmonte do quadro de servidores técnicos que se aposentaram. Queimadas no Pantanal já destruíram o dobro do que tinha sido estimado
Veja Mais

12/08 - Jovens que usam cigarro eletrônico têm até 7 vezes mais risco de pegar a Covid-19, diz estudo
Escola de Medicina da Universidade de Stanford associou o risco à perda de imunidade no trato respiratório e também ao contato constante da mão com a boca. Estudo analisa a relação do cigarro eletrônico com a Covid-19 Christopher Pike/Reuters Jovens que utilizam os cigarros eletrônicos ou os vaporizadores têm de cinco a sete vezes mais probabilidade de serem infectados pela Covid-19 do que quem não usa, aponta um estudo conduzido pela escola de medicina da Universidade de Stanford (EUA) e publicado nesta terça-feira (11). Os pesquisadores apontam que a vaporização diminui a imunidade no trato respiratório e, além disso, quem usa os produtos tem mais contato da mão com a boca e o rosto, gesto que pode ser um facilitador da propagação do vírus. Saiba como o cigarro eletrônico pode afetar os pulmões Os dados foram coletados através de pesquisa online, em maio. Participaram 4.351 pessoas, com idades entre 13 e 24 anos, que viviam nos Estados Unidos. Os dados foram cruzados com dados populacionais do país. Os participantes responderam perguntas sobre se já haviam usado dispositivos de vaporização ou cigarro comum, e também se fizeram uso nos últimos 30 dias. Eles também responderam sobre a Covid-19 (se tiveram sintomas, se fizeram teste e se testaram positivo). Os resultados, publicados na revista científica Journal of Adolescent Health, mostraram que os jovens que usaram cigarros eletrônicos nos últimos 30 dias tiveram quase cinco vezes mais chances de apresentar sintomas de Covid-19, como tosse, febre, cansaço e dificuldade para respirar, do que aqueles que nunca fumaram ou vaporizaram. Os pesquisadores alertam que o uso de cigarro eletrônico não trouxe apenas um "pequeno aumento" no risco. “Esse estudo mostra claramente que os jovens que usam os vapes ou cigarros eletrônicos correm um risco elevado, e não é apenas um pequeno aumento no risco; é um grande problema”, disse o líder do estudo Shivani Mathur Gaiha. Resultados Entre os participantes que foram testados para Covid-19, aqueles que já haviam usado cigarros eletrônicos tinham cinco vezes mais chances de serem diagnosticados com coronavírus do que os não usuários. Já quem usou nos últimos 30 dias teve 6,8 vezes mais chance de testar positivo. O professor de Harvard David Christiani, que não faz parte da pesquisa, explicou à agência Reuters que a vaporização pode afetar a imunidade no trato respiratório. “A vaporização de líquidos prejudica a imunidade local no nariz e no resto do trato respiratório. Uma vez que essas defesas sejam prejudicas, isso tornará as pessoas mais suscetíveis à infecção”. - David Christiani, professor de Harvard Além de alertar adolescentes e jovens sobre os perigos da vaporização, os pesquisadores esperam que suas descobertas levam a FDA (órgão que atua como a Anvisa nos EUA) a apertar ainda mais as regulamentações sobre como os produtos de vaporização são vendidos aos jovens. “Precisamos que a FDA se apresse e regule esses produtos. E precisamos dizer a todos: se você for um vaper, está se colocando em risco de contrair Covid-19 e outras doenças pulmonares”, enfatizou Bonnie Halpern-Felsher, autora sênior do estudo. Saiba como o cigarro eletrônico afeta os pulmões Initial plugin text
Veja Mais

12/08 - Mais da metade dos hospitais em Beirute avaliados pela OMS não funcionam
Explosão piorou situação que já era preocupante por causa da pandemia do novo coronavírus. Área infantil de hospital em Beirute, no Líbano, ficou destruída após megaexplosão, em foto de 5 de agosto STR/AFP Mais da metade dos 55 hospitais avaliados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Beirute, entre eles três dos mais importantes, não funcionam, alertou o diretor regional de emergências da instituição nesta quarta-feira (12), Richard Brennan, uma semana depois da violenta explosão que destruiu parte da capital do Líbano. Após avaliar o estado de 55 clínicas e centros de saúde na capital libanesa, "sabemos que pouco mais de 50% não funcionam", disse Brennan em uma coletiva de imprensa virtual no Cairo, onde destacou que três dos principais hospitais estão fora de serviço e outros três não funcionam em sua capacidade total. "Isso significa que perdemos 500 leitos", diz Brennan. Barracas montadas como hospitais de campanha em Beirute, no Líbano, após megaexplosão destruir unidades de saúde Joseph Eid/AFP Brennan pediu às autoridades e a seus parceiros que "restabeleçam a capacidade desses centros o quanto antes possível" para responder às necessidades do país, afetado também pela pandemia de coronavírus. VEJA TAMBÉM: Família de bombeiros desaparecidos aguarda 'restos mortais' A explosão de 4 de agosto deixou ao menos 171 mortos, segundo contagem oficial do governo, e mais de 650 mil feridos em um país já afetado por uma crise econômica sem precedentes e com os hospitais já saturados. Destruição na pandemia Vídeo de outro ângulo mostra explosão no porto de Beirute Reprodução Além dos hospitais que não funcionam, muitos foram seriamente atingidos pela explosão e perderam profissionais. Segundo Iman Shankiti, representante da OMS para o Líbano, as unidades de terapia intensiva (UTI) e os leitos que se salvaram estão ocupados com pacientes feridos gravemente. A explosão, combinada com a pandemia, terá um "impacto na capacidade de hospitalização do Líbano", especialmente nos serviços de reanimação, disse a representante. Nesta terça-feira, o Líbano registrou um recorde de casos diários por coronavírus com 309 casos e sete mortes. No total, o país registrou 7.121 casos e 87 mortos desde fevereiro, segundo o último balanço oficial. ONU apela por ajuda ao Líbano; missão do Brasil sai nesta quarta (12) Initial plugin text
Veja Mais

12/08 - Coronavírus no ar é capaz de infectar células, conclui outro estudo preliminar
Cientistas encontraram pedaços do Sars-CoV-2 no ar que são infecciosos; pesquisa reforça achados anteriores que apontam para essa possibilidade, mas conclusões não foram publicadas em revista científica. Comunidade internacional e OMS reconhecem a possibilidade. Profissionais de saúde usando equipamentos de proteção individual (EPIs) se abrigam da chuva enquanto fazem rastreio de Covid-19 em Mumbai, na Índia, nesta quarta-feira (12). Indranil Mukherjee / AFP Mais um estudo preliminar, ainda não divulgado em revista científica, reforça a possibilidade de que o novo coronavírus (Sars-CoV-2) seja transmissível pelo ar. Cientistas da Universidade da Flórida e da empresa americana "Aerosol Dynamics Inc" encontraram, no ar, pedaços do vírus que podem infectar humanos e causar a Covid-19. Essa possibilidade já havia sido apontada em outros estudos, também preliminares, e reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS), mas ainda não há conclusões definitivas a respeito (veja mais estudos sobre o tema mais abaixo nesta reportagem). A pesquisa da Flórida foi divulgada numa plataforma on-line no dia 4 de agosto, mas ainda não passou por revisão de outros cientistas (a chamada "revisão por pares" ou "peer review", em inglês), etapa que é necessária para validação dos resultados e publicação deles em revista científica. Os cientistas disseram ter achado vírus viável em amostras de ar coletadas de 2 a 4,8 metros de distância dos pacientes infectados, internados em um hospital. Essa distância é maior do que a mínima recomendada pela OMS para evitar a transmissão do vírus. A sequência genética do vírus encontrada no material coletado era idêntica àquela isolada em testes feitos em pacientes com infecção ativa, segundo o estudo. Os pesquisadores alertaram que pacientes com a Covid-19 podem produzir gotículas que carregam o vírus (aerossóis) que podem transmitir a doença mesmo sem terem passado por procedimentos que gerem essas gotículas, como a intubação. "Pacientes com manifestações respiratórias de Covid-19 produzem aerossóis na ausência de procedimentos geradores de aerossóis que contêm Sars-CoV-2 viável, e esses aerossóis podem servir como fonte de transmissão do vírus", afirmaram. Outros indícios No início de julho, mais de 200 cientistas apoiaram uma carta aberta à comunidade médica internacional, incluindo a OMS, pedindo que reconhecessem o risco de transmissão da Covid-19 pelo ar. AVISO: Alerta sobre a transmissão da Covid pelo ar é importante para hospitais e transporte, diz cientista brasileiro que assinou a carta; entenda o debate Coronavírus pode ser transmitido pelo ar, alerta grupo de cientistas A entidade disse que a transmissão pelo ar não podia ser descartada em alguns tipos de ambientes internos, e sugeriu uma combinação de fatores para que ela pudesse ocorrer. Segundo a última atualização do site da organização, no dia 9 de julho, "a transmissão aérea do Sars-CoV-2 pode ocorrer durante procedimentos médicos que geram aerossóis". "A OMS, junto com a comunidade científica, tem discutido e avaliado ativamente se o Sars-CoV-2 também pode se espalhar por meio de aerossóis na ausência de procedimentos geradores de aerossol, particularmente em ambientes fechados com pouca ventilação", diz o texto. Coronavírus: o que significa o alerta da OMS sobre transmissão aérea da Covid-19? Semanas depois, pesquisadores da Universidade de Nebraska, também nos EUA, divulgaram o resultado de um estudo apontando que era possível localizar partículas virais do Sars-CoV-2 nos ar. Além disso, os cientistas conseguiram, pela primeira vez, multiplicar em laboratório o material do vírus que estava em suspensão. A pesquisa também foi divulgada como prévia, sem avaliação por pares. Ainda em julho, outra prévia de pesquisa, feita por cientistas de Harvard, apontou que 59% da transmissão da Covid-19 no navio "Diamond Princess" ocorreu pelo ar, e não pelo contato com gotículas de saliva (responsável pelos outros 41%). Os cientistas recriaram o surto em um computador e observaram os padrões nas taxas de contaminação. O "Diamond Princess" foi apontado como um dos pontos de surto da epidemia ainda em fevereiro, quando poucos países confirmavam casos de Covid-19. Com quase 4 mil passageiros, o navio chegou a ficar quase um mês de quarentena em um porto japonês. Ao todo, mais de 700 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus na embarcação. Initial plugin text
Veja Mais

12/08 - Número de doadores de órgãos cai 6,5% no Brasil no primeiro semestre de 2020
Pandemia da Covid-19 também afetou a doação de órgãos e transplantes no Brasil neste primeiro semestre. Três regiões tiveram diminuição nas taxas: Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Doação órgãos HC-UFTM Uberaba HC-UFTM/Divulgação A Covid-19 também impactou a doação de órgãos e transplantes no primeiro semestre de 2020 no Brasil. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), divulgado nesta quarta-feira (12), a taxa de doadores efetivos caiu 6,5% em comparação com o primeiro semestre do ano passado. Doação de órgãos: seis respostas sobre transplantes que salvam vidas Estado de SP registra queda de 33% na doação de órgãos em junho após avanço do coronavírus Doação de órgãos cai durante pandemia e filas de espera aumentam em Sergipe Os números vinham crescendo gradativamente nos últimos anos. Em 2019, atingiu o índice de 18,1 pmp (por milhão de população) e, no primeiro trimestre de 2020, ainda sem a Covid-19, a taxa chegou a 18,4 pmp – próxima da projetada para este ano. Segundo o levantamento, esse número agora é de 15,8 pmp. A ABTO também fez um comparativo entre os dois trimestres de 2020 e a queda foi ainda maior: 26,1%. Três regiões tiveram diminuição nas taxas de doadores efetivos: Norte (47,4%), Nordeste (37%) e Centro-Oeste (12,6%). Houve aumento nas regiões Sul (5%) e Sudeste (3,1%). Transplantes no Brasil O Brasil realiza vários tipos de transplantes, como coração, fígado, pâncreas, rim, pulmão, córnea e medula óssea. Em junho deste ano, 40.740 pacientes estavam na lista de espera da doação. A maior espera é para o transplante renal. São mais de 26 mil pessoas aguardando um rim. Em seguida, a córnea, com mais de 12 mil pacientes na fila. Neste semestre, comparando ao primeiro de 2019, houve diminuição no número de transplantes de fígado (6,9%), rim (18,4%), coração (27,1%), pâncreas (29,1%) e, de forma mais acentuada, córneas (44,3%). Também houve queda nos transplantes com doador vivo, tanto de rim (58,5%), quanto de fígado (23,6%), para evitar o risco de contaminação pela Covid-19 durante a internação para o procedimento. Tipos de doadores Segundo o Ministério da Saúde, existem dois tipos de doador, o primeiro é o doador vivo, que pode ser qualquer pessoa que concorde com a doação, contanto que este procedimento seja seguro. Um doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea ou parte do pulmão. A maior parte dos transplantes é feita com doadores falecidos, em pacientes que tiveram morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). A morte tem que ser verificada pela equipe médica e comprovada clinicamente a partir de exames laboratoriais. Especialistas explicam doação de órgãos em pessoas que contraíram Covid-19
Veja Mais

12/08 - Astrônomos captam imagem de galáxia em forma de anel a mais de 12 bilhões de anos-luz da Terra
Cientistas dizem que a imagem estável revela um pouco sobre a origem do Universo e desfaz a ideia de um início turbulento das galáxias. Galáxia SPT0418-47 aparece no céu como um anel de luz quase perfeito ALMA (ESO/NAOJ/NRAO), Rizzo et al. Astrônomos europeus divulgaram nesta quarta-feira (12) na revista "Nature" a imagem da SPT0418-47, uma das mais distantes galáxias conhecidas do Universo. Em formato de um anel iluminado, o conjunto de estrelas está a mais de 12 bilhões de anos-luz de nós. Isso significa que a imagem mostra a galáxia quando o Universo tinha "apenas" 1,4 bilhão de anos, ou seja, a foto dá uma ideia de como eram os primeiros bilhões de anos depois do Big Bang. Inclusive, dizem os pesquisadores, o registro de um anel de luz estável desfaz a noção de que as galáxias desse período eram todas turbulentas. A imagem foi obtida por pesquisadores de instituições da Alemanha e da Holanda e divulgada pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Os cientistas utilizaram os recursos do observatório Alma (Atacama Large Millimiter Array), no Chile. Localizado a 5 mil metros de altitude, o equipamento astronômico foi inaugurado em 2013 como um dos maiores do mundo. Observatório Alma, no Deserto do Atacama, aumentou capacidade de resolução do 'telescópio virtual'. Alma Semelhanças com a Via Láctea Segundo os pesquisadores, há duas grandes semelhanças da SPT0418-47 com a Via Láctea, galáxia que abriga a Terra: ambas são um disco que gira em torno do próprio eixo e formam uma aglomeração de estrelas ao redor do centro galático. A diferença é que a Via Láctea tem braços em espiral. "O resultado representa uma novidade no campo da formação das galáxias ao mostrar que estruturas que observamos em galáxias espirais próximas e na nossa Via Láctea já existiam 12 bilhões de anos atrás", comenta Francesca Rizzo, doutoranda no Instituto Max Planck de Astrofísica (Alemanha). Ao estudar galáxias distantes como a SPT0418-47, pesquisadores entendem a formação e a evolução dessas estruturas desde a formação do Universo. Apesar das semelhanças com a Via Láctea, a SPT0418-47 pode ter se desenvolvido de outra forma. Em estudos futuros, os pesquisadores vão desvendar se galáxias circulares como a SPT0418-47 são de fato comuns no Universo — o que abre caminho para novas pesquisas sobre a evolução dessas estruturas espaciais.
Veja Mais

12/08 - Rússia diz que médicos serão vacinados contra Covid-19 em 2 semanas e rejeita preocupações com segurança
País se tornou, na terça-feira (11), o primeiro do mundo a registrar uma vacina contra a Covid-19; comunidade internacional ainda tem receios quanto à imunização, entretanto, porque não foram publicados estudos científicos atestando a eficácia e a segurança dela. A foto, do dia 6 de agosto, mostra a vacina desenvolvida na Rússia contra a Covid-19, a primeira a ser registrada em todo o mundo contra a doença. Handout / Russian Direct Investment Fund / AFP A Rússia anunciou, nesta quarta-feira (12), que o primeiro lote de sua vacina contra a Covid-19 estará pronto para ser aplicado em alguns médicos em duas semanas. O país também rejeitou as preocupações "sem fundamento" em relação à segurança do imunizante levantadas por alguns especialistas, devido à rápida aprovação da vacina por Moscou. O presidente russo, Vladimir Putin, disse na terça-feira (11) que a Rússia havia se tornado o primeiro país a dar aprovação regulatória para uma vacina contra a Covid-19, depois de menos de dois meses de testes em humanos. A vacina ainda não concluiu os testes em estágio avançado. Alguns cientistas temem que Moscou esteja colocando o prestígio nacional à frente da segurança. Rússia registra 1ª vacina contra a Covid-19: 5 pontos para entender "Parece que nossos colegas estrangeiros estão vendo as vantagens competitivas específicas do medicamento russo e estão tentando expressar opiniões que, em nossa visão, são completamente sem fundamento", disse o ministro da Saúde, Mikhail Murashko, nesta quarta. Ele disse que a vacina, desenvolvida pelo Instituto Gamaleya, de Moscou, será aplicada na população, incluindo em médicos, de forma voluntária, e estará pronta em breve. "Os primeiros pacotes da vacina contra a infecção pelo coronavírus serão recebidos dentro das próximas duas semanas, primeiramente para médicos", disse. Desconfiança Na terça, a OMS comentou o anúncio da vacina russa. A entidade declarou que a Rússia "não precisa de sua aprovação" para registrar a vacina, e que precisará ter acesso aos dados da pesquisa para avaliar a eficácia e segurança da imunização para aprová-la. O que se sabe sobre a vacina que a Rússia registrou contra o coronavírus e por que desperta dúvidas Alexander Gintsburg, diretor do Instituto Gamaleya, disse que os ensaios clínicos serão publicados assim que foram analisados pelos especialistas da própria Rússia. Ele disse que o país planeja ter capacidade para produzir 5 milhões de doses por mês entre dezembro e janeiro. O Cazaquistão planeja enviar autoridades governamentais a Moscou ainda neste mês para discutir possíveis entregas da vacina, disse o gabinete presidencial do país. Parceria com o Brasil Paraná anuncia convênio para produção de vacina russa sem autorização da Anvisa Apesar de um anúncio do governo do Paraná de que assinaria, nesta quarta-feira, um acordo com a Rússia para aplicar e fabricar a vacina no Brasil, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) informou, ainda na terça, que não recebeu pedido de pesquisa ou registro da imunização no país. A autorização da agência é uma etapa neceessária para testar qualquer medicamento ou vacina em solo brasileiro. Segundo o site da nova vacina, o Brasil está entre os países que devem participar da fase 3 dos estudos clínicos, previstos para começar nesta quarta. Serão 2 mil participantes; além dos brasileiros, estavam incluídos voluntários da própria Rússia, dos Emirados Árabes, da Arábia Saudita e do México. A imunização russa se chamará Sputnik V, em alusão à corrida espacial da Guerra Fria entre União Soviética e Estados Unidos. O Sputnik I foi o primeiro satélite a orbitar a Terra, lançado pelos soviéticos em 1957.
Veja Mais

12/08 - Terremoto bumerangue: o enigmático fenômeno detectado no fundo do mar que dá pistas sobre como seria na Terra
Um terremoto de comportamento estranho que ocorreu sob o Oceano Atlântico fez os pesquisadores se perguntarem qual impacto ele poderia ter se um dia ocorresse em uma superfície habitada. Terremoto avançou e voltou ao longo da zona de ruptura Romanche. Imperial College London Um grupo de cientistas detectou um fenômeno poderoso e incomum nas profundezas do oceano. Este é um tipo raro de terremoto em que o movimento de ruptura se estende ao longo do fundo do oceano, mas depois gira na direção do ponto de ruptura e retorna em maior velocidade. Aquecimento dos oceanos bate terceiro recorde consecutivo em 2019, diz estudo É por isso que os autores da descoberta o chamam de "terremoto bumerangue". Como ocorreu esse terremoto bumerangue em particular e que lições ele deixa sobre a destruição que poderia causar se ocorresse na superfície da Terra? Ida e volta Terremotos ocorrem quando duas placas tectônicas colidem ou se atritam em uma falha e causam uma ruptura no solo. Em terremotos maiores, essa ruptura se estende ao longo da falha. Moradores de Itabirito e Ouro Preto sentem tremores de terra de magnitude 2.7 A força, a duração e a extensão dessa ruptura é o que determina o tremor que fica na superfície, e que pode causar estragos nas cidades, ou a formação de tsunamis, se a ruptura ocorrer no fundo do mar. Para entender melhor como funcionam os terremotos subaquáticos, pesquisadores da Universidade de Southampton e da Universidade Imperial College London, ambas no Reino Unido, usaram uma rede de sismógrafos instalada na zona de fratura Romanche. Essa área está localizada no Oceano Atlântico, próxima à zona equatorial, e se estende por 900 km, a meio caminho entre as costas do Brasil e da Libéria, onde as placas da América do Sul e da África se encontram. Descoberta foi possível graças a rede de sismógrafos submarinos Imperial College London Em 2016, esses sismógrafos detectaram um terremoto de magnitude 7,1 ao longo da fratura Romanche e rastrearam a ruptura ao longo da falha. Dessa forma, eles observaram que a fratura viajava em uma direção, mas depois "girava" e seguia o mesmo caminho, mas na direção oposta. Graças aos modelos teóricos, os geólogos já sabiam que esse tipo de ruptura de ida e volta era possível, mas na realidade é algo sobre o qual eles não tinham tanta clareza. Em sua pesquisa, os autores sugerem que o efeito bumerangue pode estar relacionado a uma primeira fase de ruptura que foi "crucial" para causar uma segunda fase de deslizamento rápido. "Nosso estudo oferece algumas das evidências mais claras para este mecanismo enigmático ocorrendo em uma falha real", diz Stephen Hicks, pesquisador do Departamento de Ciências da Terra do Imperial College London e principal autor do estudo, em um comunicado. "Embora a estrutura da falha pareça simples, a forma como o terremoto cresceu não foi, e isso foi o oposto de como esperávamos que o terremoto fosse antes de começarmos a analisar os dados", acrescenta Hicks. Lições Terremoto ocorreu na zona de ruptura Romanche, no limite das placas sul-americana e africana Imperial College London Hicks e sua equipe dizem que terremotos bumerangues podem ocorrer na superfície da Terra, o que pode "afetar drasticamente a quantidade de tremor que causa" . Portanto, estudar terremotos bumerangues em mais detalhes pode ser útil para melhorar as previsões do impacto que o terremoto pode causar. Terremoto no México: por que sismo de magnitude 7,5 causou menos estragos do que outros mais fracos Muito pouco se sabe sobre este tipo de sismo, razão pela qual até agora não foram levados em consideração na análise dos riscos ou ameaças que podem representar. "Entender os terremotos bumerangues pode ser útil para a construção de infraestruturas críticas, como hospitais ou usinas nucleares, e para o desenho de planos de evacuação" , diz o geólogo Daniel Melnick, pesquisador do Instituto de Ciências da Terra do Universidade Austral do Chile, que não participou da pesquisa. O geólogo se pergunta, por exemplo, o que aconteceria se depois de um terremoto bumerangue fosse ordenada a evacuação das pessoas e, enquanto elas estivessem do lado de fora, o terremoto voltasse. Melnick acrescenta que seria útil analisar o modelo de um terremoto bumerangue em uma falha como a falha de San Andreas, na Califórnia, onde se estima que um grande terremoto poderia causar muitos danos e onde há infraestrutura crítica construída perto da falha.
Veja Mais

12/08 - Vacina para Covid-19 da BioNTech e Pfizer induziu resposta imune 'robusta', mostram resultados preliminares publicados na 'Nature'
Imunização também está sendo testada no Brasil. Foram divulgados dados das fases 1 e 2, que também não mostraram efeitos colaterais graves nos voluntários. Amostras de sangue de pacientes são vistas em um teste de vacinas contra a Covid-19 na Flórida no dia 7 de agosto. Joe Raedle/Getty Images/AFP A vacina BNT162b1, uma das candidatas contra a Covid-19 das farmacêuticas BioNTech e Pfizer, induziu uma resposta imune "robusta" e não teve efeitos colaterais graves em voluntários adultos, mostram resultados preliminares publicados nesta quarta-feira (12) na revista científica "Nature", uma das mais importantes do mundo. Os níveis de anticorpos neutralizantes dos participantes foram de 1,9 a 4,6 vezes maiores do que os de pacientes em recuperação da Covid-19, segundo o estudo. Estes resultados, entretanto, ainda não mostram a eficácia da vacina. Isso será determinado em fase 3 (a última). Os resultados divulgados são referentes às fases 1 e 2 da pesquisa, que estudam a segurança e começam a determinar a eficácia da vacina. Essas etapas ainda estão em andamento. A resposta imune dos participantes aumentou conforme a dose aplicada, e também foi maior com uma segunda dose da vacina, de reforço (veja detalhes dos resultados mais abaixo nesta reportagem). A BNT162b1 foi bem tolerada, embora alguns participantes tenham apresentado efeitos colaterais leves a moderados, que aumentaram com o nível da dose, nos sete dias após a vacinação, incluindo dor no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, febre e distúrbios do sono, mostra o estudo. A imunização das farmacêuticas também está sendo testada no Brasil – em São Paulo e na Bahia. No mês passado, entretanto, os Estados Unidos anunciaram que pagaram quase US$ 2 bilhões (cerca de R$ 11 bilhões) para adquirir 100 milhões de doses da vacina, todo o potencial de fabricação das empresas para este ano. Pfizer inicia teste de vacina com voluntários no Brasil Resultados Houve 45 participantes nos testes (23 homens e 22 mulheres), com idades entre 18 e 55 anos, divididos em 4 grupos: Um grupo recebeu uma dose de 10 microgramas (μg) da vacina; Outro grupo recebeu uma dose de 30 microgramas (μg); O terceiro recebeu 100 microgramas (μg); O quarto recebeu um placebo (substância sem a vacina, para servir de grupo controle). Os participantes que receberam 10 ou 30 microgramas também tomaram uma segunda dose da vacina, de reforço, aplicada 21 dias depois da primeira, o que aumentou a quantidade de anticorpos. Mesmo antes da segunda dose, entretanto, eles já mostravam anticorpos contra o Sars-CoV-2 (o novo coronavírus). Os outros voluntários, das doses maiores, também apresentaram as defesas. CANDIDATAS: O que se sabe e o que falta saber sobre os avanços na imunização contra o coronavírus PRIMEIRA: Rússia é o 1º país a registrar vacina contra o novo coronavírus; não foram publicados estudos sobre testes Segundo o estudo, a resposta imune foi muito mais forte no grupo de 30 microgramas do que no grupo de 10 microgramas. No entanto, não houve diferenças notáveis na resposta imune entre os grupos de 30 microgramas e 100 microgramas após uma dose. Por isso, como os participantes que receberam a dose de 100 microgramas também experimentaram efeitos colaterais maiores, eles não receberam uma segunda dose. Próximas etapas O estudo também tem adultos com idades entre 65 e 85 anos, mas os resultados ainda não estão disponíveis, segundo os autores. Já as fases posteriores vão dar prioridade à inscrição de populações mais diversas (37 dos 45 participantes desta etapa eram brancos), incluindo pacientes com doenças crônicas (que também correm mais risco de desenvolver quadro grave da Covid-19). "Apesar de nossa população de adultos saudáveis de 55 anos ou menos ser apropriada para um estudo de fase 1 e 2, não reflete com precisão a população de maior risco para a Covid-19", ponderam os autores. Vídeos: vacina Sinovac/Butantan Abaixo, veja vídeos sobre o estágio de outra vacina testada no Brasil: Initial plugin text
Veja Mais

12/08 - Brasil passa de 104 mil mortes pela Covid-19; 6 estados e o DF registraram alta de óbitos
País confirmou 1.164 mortes em 24 horas, média de 978 por dia nos últimos 7 dias. Brasil passa de 104 mil mortes pela Covid-19; 6 estados e o DF têm alta de óbitos O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira (12). O país registrou 1.164 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 104.263 óbitos. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 978 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, já são 3.170.474 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 58.081 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 43.959 por dia, uma variação de -5% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: Veja como estão os casos e mortes no seu estado MAPA DO CORONAVÍRUS: Consulte casos e mortes em cada cidade do Brasil No total, 6 estados e o Distrito Federal apresentaram alta de mortes: SC, MG, DF, MS, AM, AP e TO. Em relação a terça (11), o DF estava com a média de óbitos em estabilidade e, hoje, está subindo. BA estava com a média subindo e, agora, está em estabilidade. Brasil, 12 de agosto Total de mortes: 104.263 Registro de mortes em 24 horas: 1.164 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 978 por dia (variação em 14 dias: -5%) Total de casos confirmados: 3.170.474 Registro de casos confirmados em 24 horas: 58.081 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 43.959 por dia (variação em 14 dias: -5%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 103.118 mortes e 3.114.287 casos; e às 13h, com 103.421 mortes e 3.123.109 casos confirmados.) Estados Subindo: SC, MG, DF, MS, AM, AP e TO. Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente: PR, RS, ES, SP, GO, MT, PA, BA, PB, PE, PI e RN. Em queda: RJ, AC, RO, RR, AL, CE, MA e SE. Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com a média de mortes subindo Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +11% RS: +2% SC: +43% Sudeste ES: -9% MG: +30% RJ: -46% SP: -3% Centro-Oeste DF: +17% GO: 0% MS: +27% MT: -15% Norte AC: -53% AM: +69% AP: +38% PA: 0% RO: -21% RR: -47% TO: +60% Nordeste AL: -20% BA: +1% CE: -20% MA: -28% PB: -11% PE: -8% PI: +15% RN: -15% SE: -20% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste o Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Initial plugin text
Veja Mais

12/08 - Coronavírus: A longa lista de possíveis sequelas da Covid-19
Além dos pulmões, considerado 'marco zero' para o vírus, coração, rins, intestino, sistema vascular e até o cérebro podem ser afetados. Para especialistas, país deve começar a discutir a reabilitação dos recuperados. Profissional de saúde trata pacientes em ala de maternidade de hospital destinado a pessoas com Covid-19 em Moscou, na Rússia, no dia 25 de maio. Maxim Shemetov/Reuters Sete meses depois do surgimento da Covid-19, mais de 18 milhões já foram infectados pelo novo coronavírus no mundo e cerca de 11 milhões de pacientes são considerados recuperados. De um lado, a comunidade científica ainda busca uma vacina contra o Sars-CoV-2. De outro, médicos tentam entender quais consequências de médio e longo prazo o vírus pode trazer para aqueles que já entraram em contato com ele. Uma série de estudos divulgados nos últimos meses e a observação clínica dos profissionais que estão na linha de frente indicam as possíveis sequelas que a doença pode deixar — ainda que não seja possível dizer se elas são temporárias ou perenes. Já se sabe, por exemplo, que alguns sintomas podem persistir não apenas entre aqueles que tiveram casos mais graves da doença e que, além de danos nos pulmões, o Sars-CoV-2 pode afetar o coração, os rins, o intestino, o sistema vascular e até o cérebro. Delírio e psicose: cientistas alertam para distúrbios cerebrais em casos de Covid-19 Respiração comprometida após a alta O pneumologista Gustavo Prado, do hospital Alemão Oswaldo Cruz, conta que tem recebido um volume expressivo de pacientes que tiveram quadros moderados de Covid-19 e relatam, por exemplo, cansaço e falta de ar. Sintomas da Covid-19: veja o que estudos recentes descobriram sobre efeitos do novo coronavírus no corpo Um dos primeiros estudos sobre a função pulmonar de pacientes que haviam acabado de receber alta na China indicava, em abril, que a redução da capacidade pulmonar era uma das principais consequências observadas mesmo entre aqueles que não chegaram a ficar em estado crítico. Publicado em abril no European Respiratory Journal, o trabalho ressaltava a ocorrência de fenômenos semelhantes em epidemias causadas por outros coronavírus, os da Sars e da Mers, em que as sequelas se estenderam por meses ou anos em alguns casos. Mais recentemente, um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) verificou que, entre 143 pacientes avaliados na Itália, apenas 12,6% haviam sido internados em uma UTI, mas 87,4% relatavam persistência de pelo menos um sintoma, entre eles fadiga e falta de ar, mais de dois meses depois de terem alta. "A gente tem visto mesmo uma latência para a recuperação plena dos pacientes que tiveram quadros moderados", afirma o pneumologista do Fleury João Salge. Muitos desses pacientes, ele conta, retornam às atividades do dia a dia, mas relatam cansaço e veem sua produtividade e qualidade de vida afetados. A eles, o médico tem recomendado que façam exercícios físicos, respeitando as limitações do momento, e que tentem pouco a pouco desafiar o organismo para recuperar o condicionamento. Mas ainda não se sabe por quanto tempo esses sintomas podem se estender. Fibrose pulmonar Nos casos mais graves, é possível que haja sequelas permanentes, como a fibrose pulmonar, uma doença crônica caracterizada pela formação de cicatrizes no tecido pulmonar. "A cicatriz preenche o espaço, mas não tem a mesma elasticidade, as mesmas características do tecido original", explica Prado. Assim, o pulmão expande menos, ou com maior dificuldade, com uma consequente perda de eficiência nas trocas gasosas. Com a redução da capacidade respiratória vem a falta de ar e o cansaço frequentes. A fibrose pode ser causada pela inflamação intensa e generalizada que o organismo provoca para tentar expulsar o vírus do corpo. Nesse caso, ela é consequência do processo de reparação natural do tecido danificado. Mas também pode ser resultado do próprio tratamento, quando o paciente é intubado, por exemplo. "Apesar de necessária na síndrome respiratória grave, a ventilação não adequada pode impor estresse sobre tecidos pulmonares — por uma distensão exagerada, pela manutenção de pressões altas no enchimento do pulmões ou pela oferta de oxigênio exagerada", exemplifica Prado. É a chamada lesão pulmonar induzida pela ventilação, ou VILI (acrônimo da expressão em inglês "ventilator-induced lung injury"), que pode evoluir para uma fibrose. Síndrome pós-UTI Longe de ser exclusividade da Covid-19, esse tipo de lesão caracteriza diversas síndromes respiratórias mais graves. A particularidade, nesse caso, é o fato de que o intervalo de internação dos pacientes infectados pelo novo coronavírus costuma ser maior, o que aumenta a probabilidade de ocorrência desse tipo de sequela. "Eles ficam muito tempo intubados, traqueostomizados, em ECMO (sigla para "extracorporeal membrane oxygenation", ou oxigenação por membrana extracorporal, que consiste no uso de uma máquina que realiza a função do coração e pulmões e bombeia o sangue)", diz a pneumologista e pesquisadora da Fiocruz Margareth Dalcolmo. O período prolongado no hospital também eleva as chances de outro problema que acomete aqueles afetados por infecções graves: a síndrome pós-UTI. Os sintomas vão desde perda de força muscular, alterações da sensibilidade e da força motora por disfunção dos nervos até depressão, ansiedade, alterações cognitivas, prejuízo de memória e da capacidade de raciocínio. Os casos graves de Covid-19 são a minoria, cerca de 5% do total. Diante de uma pandemia de grandes proporções, entretanto, um percentual pequeno pode significar números absolutos elevados. Entre cerca de 11 milhões de recuperados, por exemplo, os 5% se tornam 550 mil. Nesse sentido, Prado, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, chama atenção para o fato que parte desse grande contingente vai precisar de acompanhamento médico por algum tempo, seja no SUS ou na saúde privada. "E boa parte dos pacientes ainda pertence à população economicamente ativa. A gente precisa desmistificar um pouco essa ideia de que é só o idoso com comorbidade", acrescenta. 'Marco zero' Os pulmões são uma espécie de "marco zero" para o Sars-CoV-2. Uma vez que o vírus consegue atravessar nossa barreira imunológica e se instala no pulmão, ele segue fazendo estragos em outros órgãos. Um artigo publicado em abril na revista Science destacava que um possível sinalizador das regiões mais vulneráveis do corpo seria aquelas ricas em receptores chamados ECA2 (enzima conversora da angiotensina 2). Com a função de regular a pressão sanguínea, essas proteínas ficam na superfície da célula e são usadas como porta de entrada pelo vírus, que utiliza a estrutura celular para se reproduzir. Além dos pulmões (mais especificamente os alvéolos pulmonares), o ECA2 também é encontrado em órgãos como o coração, o intestino e os rins — que têm sofrido lesões importantes em pacientes em estado mais grave. "Por isso dizemos que a covid-19 é uma doença sistêmica, e não apenas respiratória", diz Dalcolmo, da Fiocruz. Os cientistas ainda investigam se esses danos são causados diretamente pelo vírus ou por fatores indiretos ligados à doença. Uma possibilidade, por exemplo, é que a "tempestade inflamatória" que o sistema imunológico gera para tentar combater o vírus, inundando o organismo de citocinas, acabe lesionando esses órgãos. Parte também pode ser uma consequência da própria infecção. Rins e coração Independentemente da causa, os cientistas procuram entender quais desses efeitos têm consequências de curto, médio ou longo prazo. Um estudo recente — com resultados preocupantes — realizado na Alemanha apontou que, entre 100 pacientes recuperados, 78% apresentaram algum tipo de anomalia no coração mais de dois meses após a alta. Boa parte (67%) tivera uma forma branda da doença e sequer havia sido hospitalizada. No caso dos rins, as evidências mostram uma incidência elevada de falência entre os casos mais graves de Covid-19. Um amplo estudo com dados de pacientes internados em Nova York entre 1 de março e 5 de abril revelou que, dentre 5.449, mais de um terço, 1.993, desenvolveram insuficiência renal aguda. Cérebro A ocorrência de uma série de sintomas neurológicos que vão de confusão mental e dificuldade cognitiva a delírio também tem sido documentada entre pacientes com Covid-19. No Brasil, uma força-tarefa do Instituto do Cérebro do Rio Grande do Sul (Inscer), vinculado à PUC-RS, investiga, entre outras frentes, quais sequelas podem ficar desses sintomas. O neurologista Jaderson Costa da Costa, que coordena o grupo, conta que, entre os casos mais graves atendidos pela equipe no Hospital São Lucas, em Porto Alegre, têm sido observadas convulsões, casos de síndrome de Guillain-Barré (que ataca o sistema nervoso e causa fraqueza muscular) e de encefalite, a inflamação do parênquima do encéfalo. Um estudo recente da University College London chamou atenção para um caso raro e grave de encefalite que tem acometido alguns pacientes com covid — a encefalomielite aguda disseminada. Sistema vascular Outra complicação neurológica que os médicos têm observado em pacientes com casos graves é a ocorrência de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Por alguma razão que os cientistas ainda desconhecem, o Sars-CoV-2 aumenta a tendência de coagulação do sangue. Tanto que um fragmento de proteína usado no diagnóstico de trombose, o dímero-D, virou um marcador de gravidade para pacientes com Covid. "Quando ele está alto, é um sinal de possível evolução para um quadro mais grave", diz o pneumologista do Fleury João Salge. A coagulação desenfreada pode levar a um tromboembolismo venoso — o bloqueio de uma via sanguínea, que pode acabar causando AVC, embolia pulmonar ou a necrose de extremidades, levando à necessidade de amputação, o que também tem sido observado em pacientes com covid. "Essa dicotomia entre 'morreu' e 'sobreviveu' é errada", diz o pneumologista Gustavo Prado, chamando atenção para a necessidade de se discutir a reabilitação dos recuperados. Para ele, a ampla gama de possíveis sequelas deixadas pela Covid-19 e a dimensão da população atingida deveriam transformar esse processo de recuperação em uma questão mais ampla, que envolvesse uma estratégia de saúde pública e assistência social e incluísse profissionais da saúde de diferentes frentes. Médicos estudam sequelas da Covid-19 em pacientes contaminados
Veja Mais

12/08 - Demarcação de terras indígenas reduziu o desmatamento na Amazônia, diz estudo
Levantamento feito por universidade norte-americana apontou que entre 1982 e 2016, houve menos desmate dentro das áreas demarcadas que fora delas. Maloca de indígenas em isolamento voluntário na Terra Indígena Kampa e Isolados do Rio Envira. Gleilson Miranda/Funai Houve menos desmatamento dentro de territórios indígenas que em áreas não demarcadas da floresta Amazônica, aponta um estudo publicado nesta terça-feira (11) pela revista "Proceedings of the National Academy of Sciences". Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, analisaram imagens feitas por satélites durante mais de 30 anos. Segundo o artigo "Collective property rights reduce deforestation in the Brazilian Amazon", áreas não demarcadas foram as que mais sofreram com o desmate. Alertas de desmatamento na Amazônia sobem 34,5% em 12 meses Queimadas e desmatamento estão relacionados na Amazônia; entenda "Nossa pesquisa mostra que os direitos de propriedade têm implicações para a capacidade dos povos indígenas de conter o desmatamento em seus territórios", escreveu Kathryn Baragwanath, uma das autoras. Entre 1982 e 2016, os cientistas registraram uma "diminuição significativa" nas taxas de floresta derrubada nas propriedades indígenas. Territórios demarcados tiveram uma redução de 66%, em média, no desmatamento. Imagem mostra territórios indígenas e índice de desmatamento na Amazônia em 1985, 1995, 2005 e 2015. Kathryn Baragwanath/UC San Diego/PNAS Nesta comparação (veja a imagem acima), em vermelho estão destacadas as áreas desmatadas em 1985, 1995, 2005 e 2015. Quando mais escuro, maior a porcentagem de floresta derrubada. Já em amarelo, estão as reservas indígenas com "plenos direitos". Os pesquisadores defenderam que a demarcação de terras pode ser uma estratégia viável para o combate ao desmatamento ilegal. Além disso, eles opinaram que a preservação da floresta pelos povos originários pode ter "um impacto positivo" na mitigação das mudanças climáticas. “Os territórios indígenas não cumprem só um papel de direitos humanos, mas são uma forma econômica de governos preservarem suas áreas florestais e atingirem as metas climáticas" – Baragwanath, pesquisadora da Universidade da Califórnia. Aumento do desmate O estudo, no entanto, avaliou a floresta até 2016. Na semana passada, outro levantamento feito pelo Instituto Socioambiental concluiu que a destruição da floresta em terras indígenas na Amazônia aumentou vertiginosamente em 2019. Aumenta o desmatamento em terras indígenas, diz estudo O desmatamento atingiu 115 terras indígenas em 2019. Os dados são do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Foram destruídos 42.679 hectares em 2019, quase duas vezes o tamanho da cidade do Recife, 80% a mais na comparação com o ano anterior. A situação é ainda pior quando se analisa as terras com registros dos chamados povos isolados – estudo destaca que, nessas áreas, o desmatamento em 2019 mais que dobrou em relação a 2018.
Veja Mais

12/08 - Entenda os sintomas e como é feito o diagnóstico da malária; Camila Pitanga e filha estão com a doença
Maioria dos casos se concentra na região amazônica. Pacientes sentem febre alta, calafrios, tremores, entre outros sintomas. Camila Pitanga com a filha, Antônia, de 12 anos Reprodução/Instagram Nesta terça-feira (11), a atriz Camila Pitanga usou as redes sociais para revelar que ela e a filha, Antônia, de 12 anos, foram diagnosticadas com malária. A atriz contou que "foram 10 dias de muito sufoco. Entre picos de febre alta, calafrios e total incerteza". Entenda o que é a doença, os seus sintomas e como é feito o diagnóstico: O que é? O Ministério da Saúde define a malária como uma "doença infecciosa febril aguda", causada por "protozoários transmitidos pela fêmea infectada do mosquito Anopheles". Mosquito Anopheles stephensi é vetor da malária Jim Gathany/CDC/Reuters Qualquer pessoa pode contrair a malária. Quem apresenta várias infecções da doença pode atingir uma imunidade parcial, com poucos ou quase nenhum sintoma. Até hoje, a imunidade total não foi observada. Não há vacina aprovada contra a doença. No Brasil, a maioria dos casos de malária se concentra na região amazônica - Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. As outras regiões do país têm poucas notificações, mas a doença não pode ser negligenciada devido à alta letalidade. Doutora Ana Escobar fala sobre a malária Quais são os sintomas? Os mais comuns são: febre alta; calafrios; tremores; sudorese; dor de cabeça, que podem ocorrer de forma cíclica. De acordo com o ministério, muitas pessoas também sentem náuseas, vômitos, cansaço e falta de apetite, principalmente antes da fase aguda. Malária é provocada por mosquito muito comum na região Norte do Brasil Como é feito o diagnóstico? Gota espessa – técnica baseada na visualização das formas do parasita através de microscopia óptica. Esfregaço – é o método mais utilizado para a identificação do protozoário, porém a sensibilidade do diagnóstico é menor que o da gota espessa. Testes rápidos – testes rápidos para a detecção de componentes antigênicos (substâncias que desencadeiam a produção de anticorpos) do protozoário. Como é feito o tratamento? O paciente recebe comprimidos fornecidos nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Somente os casos graves precisam de hospitalização. O tratamento indicado depende de alguns fatores: espécie do protozoário infectante; idade e o peso; condições associadas, como gravidez e outros problemas de saúde; e gravidade da doença. Camila Pitanga fez teste de Covid Por causa dos sintomas, Camila se submeteu ao teste para Covid-19, que deu negativo. "No lugar de me aliviar, permanecia a agonia, pois eu não fazia ideia do que eu poderia ter", citou a atriz. Camila foi aconselhada, então, a conversar com dois infectologistas. "Uma amiga minha suspeitou que esses picos de febre associados ao fato de estar em isolamento social numa zona de Mata Atlântica no litoral de São Paulo, podia ser malária", contou a atriz. "Bom, os resultados dos exames saíram dando positivo para malária. Eu e minha filha. Uma doença que ainda existe, é curável, mas precisa de cuidados", afirmou a atriz, em um longo texto compartilhado em sua rede social. Associações médicas publicam documento contra o uso de remédio para malária no tratamento de Covid-19 Exclusivo na web: infectologistas falam sobre malária, doença de Chagas e leishmaniose Cidade acreana é responsável por mais de 10% dos casos de malária no país Pesquisadores descobrem novo parasita que provoca a malária na Mata Atlântica Pessoas com malária devem redobrar prevenção ao novo coronavírus
Veja Mais

11/08 - Por que o Sol fica vermelho às vezes?
O fenômeno é bem conhecido, e a pergunta é recorrente. A resposta se resume à boa e velha física. Sonda Solar Orbiter em missão para tirar fotos dos polos sul e norte do Sol Handout/Nasa/AFP O fenômeno espetacular é bem conhecido, mas você sabe por que isso acontece? O Sol fica vermelho e, o céu, tingido de tons laranja, vermelho profundo ou mesmo roxo. É poético, romântico, comovente... mas, acima de tudo, é ciência pura. Vídeo da Nasa mostra uma década do Sol em menos de 2 minutos; veja O melhor espetáculo Sol vermelho marca dia mais quente do ano em Palmas Bernardo Gravito/G1 O espetáculo celestial pode te deixar sem palavras, mas aqui estão algumas: dispersão de Rayleigh. Tudo se resume à boa e velha física e "às propriedades ópticas da luz do Sol que passa pela atmosfera da Terra", explica o astrônomo Edward Bloomer, do Royal Museums de Greenwich, no Reino Unido. Primeiro, precisamos entender a luz, que é composta de todas as cores do espectro visível - vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou índigo) e violeta. "Tem tudo a ver com a dispersão da luz solar - e ela não é dispersa igualmente", diz Bloomer. Cada cor tem um comprimento de onda diferente, e é isso que faz com que cada matiz tenha a aparência que tem. Por exemplo, a cor violeta tem o comprimento de onda mais curto, enquanto o vermelho tem o mais longo. O próximo passo é entender nossa atmosfera, as camadas de gases - incluindo o oxigênio que respiramos - que circundam nosso planeta e tornam a vida possível. Vídeo da Nasa condensa uma década de imagens tiradas do Sol em 61 min; trecho Luz dispersa Conforme a luz solar passa por diferentes camadas de ar - cada uma com gases de diferentes densidades - ela se adapta e se divide como se passasse por um prisma. Além disso, existem partículas suspensas na atmosfera, que por sua vez fazem a luz dividida rebater e refletir. Quando o Sol se põe ou nasce, seus raios atingem as camadas superiores da atmosfera em um certo ângulo... e é aqui que a "mágica" começa. Conforme os raios do Sol atravessam essas camadas superiores, os comprimentos de onda azuis são divididos e refletidos em vez de serem absorvidos. Em algumas partes do mundo, momentos do nascer e do pôr-do-sol têm ficado cada vez mais espetaculares. Getty Images/BBC "Quando o Sol está baixo no horizonte, estamos espalhando todos os azuis e verdes e obtemos aquele brilho alaranjado e vermelho nas coisas", diz Bloomer. Isso ocorre porque a luz de comprimento de onda mais curto (violetas e azuis) se espalha mais do que a luz de comprimento de onda mais longa (laranja e vermelho). E o resultado é uma gama de cores fascinantes no céu. Mas o céu está tão vermelho! Sim, pode parecer assim, mas é apenas a aparência - fique tranquilo, pois o Sol não mudou nem um pouco. Dependendo de onde você estiver no mundo, seus céus podem ser ainda mais espetaculares agora devido às condições locais excepcionais. "Nuvens de poeira, fumaça e coisas assim podem afetar a forma como você vê o céu", diz Bloomer. Portanto, se você mora na Índia, Califórnia, Chile, Austrália ou certas partes da África - ou em qualquer lugar perto de areias vermelhas - sua atmosfera pode ser mais rica com partículas que refletem a luz, dependendo das condições climáticas. Saída pelágica feita em Itanhaém (SP) se iniciou às quatro da manhã e finalizou com o pôr do sol do mesmo dia Marcelo H. Marques "É um pouco como o que acontece em Marte, quando a poeira vermelha se espalha pelo ar, dá a impressão de que o céu é rosa avermelhado", diz Bloomer. E mesmo se você mora longe de um deserto (ou Marte!), você ainda pode ser capaz de observar esses céus - muitas vezes a areia do Saara fica suspensa nas camadas mais altas da atmosfera e viaja pela Europa e além da Sibéria, e até mesmo pelas Américas. Por que agora? Talvez o que esteja acontecendo não seja tão único, mas o que mudou é que estamos percebendo as coisas de uma maneira diferente. "Durante todo esse período de lockdown, vimos pessoas prestando muito mais atenção ao céu", diz Bloomer com um sorriso, "talvez porque não haja muito mais o que fazer". Com cinemas, teatros e vida noturna praticamente cancelados, estamos ficando mais em casa e olhando pela janela. Em algumas partes do mundo, momentos do nascer e do pôr-do-sol têm ficado cada vez mais espetaculares. Getty Images/BBC Além disso, a falta de tráfego aéreo e os níveis de poluição ligeiramente mais baixos também ajudaram a renovar o interesse das pessoas pelos céus e pela observação das estrelas, acrescenta Bloomer. Arco-íris A propósito, o fenômeno de dispersão de Rayleigh também explica por que o céu costuma parecer mais azul no meio do dia. Como o Sol está alto no céu, sua luz atravessa a atmosfera ininterruptamente, é absorvida conforme passa e a cor visível predominante é o azul. Mas é claro que as coisas podem mudar dependendo do clima. Se chover enquanto o sol está brilhando, a luz se divide em seus diferentes comprimentos de onda por cada gota de chuva, e a refração resultante espalha todas as cores na atmosfera. Sabemos de tudo isso porque, no século 19, o físico Lord Rayleigh dedicou muito tempo a observar a luz do sol e a atmosfera, e foi a primeira pessoa a explicar por que o céu era azul.
Veja Mais

11/08 - Coronavírus infectou mais de 200 mil adolescentes na América Latina e Caribe em julho, alerta Opas
A entidade também informou que a pandemia está avançando em regiões das Américas que estavam controladas. 'Estamos vendo uma expansão de casos na América Central', disse a diretora da Opas. Argentina tem um dos menores índices de mortalidade pela Covid-19 do continente. Apesar disso, os casos estão aumento nos últimos dias, alertou Opas. JUAN IGNACIO RONCARINO/EPA A diretora da Opas, Carissa F. Etienne, alertou nesta terça-feira (11) que a pandemia está avançando sobre os países da América Central e Caribe e demonstrou preocupação sobre o registro de infecções entre os adolescentes. "Em julho, ocorreram mais de 200 mil infecções e mais de 200 mortes de adolescentes [por causa da Codiv-19] na nossa região" , informou Etienne. Além da falta de respeito às medidas de distanciamento social e isolamento, os jovens na América Latina e Caribe estão sendo afetados de maneira desproporcional pelo coronavírus. "Reconhecemos que os jovens e os adolescentes são mais afetados na região por causa de uma gama de problemas”, disse Etienne, citando como exemplo a violência, pobreza e falta de acesso a recursos de saúde. A diretora ressaltou que diariamente as Américas registram mais de 100 mil novos casos, sendo quase metade deles somente nos Estados Unidos. Apesar disso, a pandemia parece estar se espalhando na região: nesta semana, países que tinham conseguido controlar os casos voltaram a registram aumento. "Estamos vendo uma expansão de casos na América Central. Esta semana, Belize relatou o maior número de novos casos da Covid-19 [desde o começo da pandemia no país]. No Caribe, a República Dominicana relatou mais casos do que todas as outras nações insulares juntas", alertou Carissa F. Etienne, citando ainda Argentina e Colômbia. "Em 10 de agosto, mais de 10,5 milhões de casos e mais de 390 mil mortes pela Covid-19 foram relatados em nossa região, com os Estados Unidos relatando cerca de 5 milhões de casos e o Brasil relatando mais de 100 mil mortes", informou Etienne. Vacina russa Ao ser questionada sobre o registro da Rússia de uma vacina contra o coronavírus nesta terça-feira (11), a Opas informou que não irá se posicionar até a Organização Mundial da Saúde (OMS) revisar os documentos produzidos pelos cientistas russos. "OMS precisa revisar todos os dados [do governo russo]. Só depois dessa revisão é que será possível dizer que a vacina é eficaz", informou do médico brasileiro Jarbas Barbosa, membro da Opas. "A Opas só tomará uma posição dessa ou de qualquer outra vacina depois da análise da OMS", disse. O médico lembrou que, antes de ser registrada nos órgãos de saúde, qualquer vacina precisa passar pelas três fases dos testes clínicos. "Há todo um processo de revisão técnica", disse. "Para que uma vacina seja recomendada pela OMS e que seja adquirida pelo nosso fundo rotatório de vacinas, ela precisa ser pré-qualificada pela OMS, e para isso ela tem que revisar qualidade e eficácia da vacina", disse Barbosa. Segundo Barbosa, a OMS está em contato com autoridades russas para analisar os documentos produzidos durante o desenvolvimento e os testes da vacina. Putin anuncia que Rússia é o 1º país a registrar vacina contra o novo coronavírus Initial plugin text
Veja Mais

11/08 - Opas diz que não irá se manifestar sobre vacina russa até OMS revisar documentos de produção do imunizante
A Organização da saúde também informou nesta terça (11) que pandemia está avançando sobre o Caribe e América Central e lamentou o Brasil ter passado a marca dos 100 mil mortos por coronavírus. Cientista durante a pesquisa por uma vacina contra a Covid-19 em São Petesburgo, na Rússia, em 11 de junho de 2020 Anton Vaganov/File Photo/Reuters Ao ser questionada sobre o registro da Rússia de uma vacina contra o coronavírus nesta terça-feira (11), a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) informou que não irá se posicionar até a Organização Mundial da Saúde (OMS) revisar os documentos produzidos pelos cientistas russos. "OMS precisa revisar todos os dados [do governo russo]. Só depois dessa revisão é que será possível dizer que a vacina é eficaz", informou do médico brasileiro Jarbas Barbosa, membro da Opas. "A Opas só tomará uma posição dessa ou de qualquer outra vacina depois da análise da OMS", disse. O médico lembrou que, antes de ser registrada nos órgãos de saúde, qualquer vacina precisa passar pelas três fases dos testes clínicos. "Há todo um processo de revisão técnica." O que se sabe sobre a vacina que a Rússia registrou contra o coronavírus e por que desperta dúvidas Veja quais são as vacinas contra a Covid-19 que estão em teste em humanos ao redor do mundo "Para que uma vacina seja recomendada pela OMS e que seja adquirida pelo nosso fundo rotatório de vacinas, ela precisa ser pré-qualificada pela OMS, e para isso ela tem que revisar qualidade e eficácia da vacina", informou Barbosa. Segundo a Opas, a OMS está em contato com autoridades russas para analisar os documentos produzidos durante o desenvolvimento e os testes da vacina. Putin anuncia que Rússia é o 1º país a registrar vacina contra o novo coronavírus Pandemia avança na América Central A diretora da Opas, Carissa F. Etienne, alertou nesta terça-feira (11) que a pandemia está avançando sobre os países da América Central e Caribe. "Estamos vendo uma expansão de casos na América Central. Esta semana, Belize relatou o maior número de novos casos da Covid-19 [desde o começo da pandemia no país]. No Caribe, a República Dominicana relatou mais casos do que todas as outras nações insulares juntas", alertou Carissa F. Etienne. A diretora lembrou que esta semana o Brasil ultrapassou a marca de 100 mil mortos pela Covid-19. "Em 10 de agosto, mais de 10,5 milhões de casos e mais de 390 mil mortes pela Covid-19 foram relatados em nossa região, com os Estados Unidos relatando cerca de 5 milhões de casos e o Brasil relatando mais de 100 mil mortes", informou Etienne. Tratamento com plasma Dois estudos no Reino Unido estão testando se o plasma é ou não eficaz. Opas ainda não recomenda. Getty Images A Opas alertou ainda que o tratamento com plasma sanguíneo com anticorpos da Covid-19 não tem benefícios comprovados pela ciência. "Não existe evidência suficiente para falar de seus benefícios e riscos. Sua eficácia está sendo investigada ainda em vários ensaios clínicos", disse o diretor do departamento de emergências da Opas, Sylvain Aldighieri. Reino Unido inicia testes de tratamento com plasma de recuperados de covid-19 Médicos denunciam mercado clandestino de plasma sanguíneo no Paquistão, diz jornal O diretor explicou que o tratamento com plasma sanguíneo com anticorpos de um determinado vírus e utilizado para algumas doenças, como o Ebola, na África. No caso do coronavírus, contudo, como ainda não há comprovação científica, a Opas não recomenda. "[Tratamento com plasma] Não faz parte do tratamento principal para Covid-19 que estamos recomendando na Opas", esclareceu Aldighieri, lembrando que ainda não há nenhum medicamento e tratamento comprovado contra o vírus. O plasma é a parte líquida do sangue, na qual estão anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. O plasma sanguíneo de pacientes que se recuperaram da Covid-19 está sendo testado em países como Reino Unido e em alguns locais do Brasil. Initial plugin text
Veja Mais

11/08 - Tratamento com plasma com anticorpos da Covid-19 não tem benefícios comprovados e ainda está em investigação, diz Opas
Crescimento de dengue, tuberculose e HIV na América Latina durante a pandemia preocupa a agência de saúde. Dois estudos no Reino Unido estão testando se o plasma é ou não eficaz. Opas ainda não recomenda. Getty Images A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou nesta terça-feira (11) que o tratamento com plasma sanguíneo com anticorpos da Covid-19 não tem benefícios comprovados pela ciência. "Não existe evidência suficiente para falar de seus benefícios e riscos. Sua eficácia está sendo investigada ainda em vários ensaios clínicos", disse o diretor da Opas, Sylvain Aldighieri. O diretor explicou que o tratamento com plasma sanguíneo com anticorpos de um determinado vírus e utilizado para algumas doenças, como o Ebola, na África. No caso do coronavírus, contudo, como ainda não há comprovação científica, a Opas não recomenda. "[Tratamento com plasma] Não faz parte do tratamento principal para Covid-19 que estamos recomendando na Opas", esclareceu Aldighieri, lembrando que ainda não há nenhum medicamento e tratamento comprovado contra o vírus. Reino Unido inicia testes de tratamento com plasma de recuperados de covid-19 Médicos denunciam mercado clandestino de plasma sanguíneo no Paquistão, diz jornal O plasma é a parte líquida do sangue, na qual estão anticorpos produzidos pelo organismo para combater o vírus. Essa substância, retirada de pacientes recuperados, pode ser aplicada em alguém que tenha um quadro grave da Covid-19. Este tipo de tratamento com o sangue de pacientes que se recuperaram da Covid-19 está sendo testado em países como Reino Unido e em alguns locais do Brasil, como no Rio de Janeiro. Coronavírus: Técnica do plasma sanguíneo já é utilizada com outras doenças sem tratamento Epidemias em curso na América Ainda nesta terça, a diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, alertou nesta terça-feira (11) que doenças infecciosas como a dengue e a tuberculose estão em crescimento na América Latina por causa da crise gerada pela pandemia no sistema de saúde dos países da região. "Houve aumento de 139% nos casos de dengue na América Latina em comparação com o mesmo período em 2019", alertou Carissa F. Etienne. A Opas demonstrou preocupação em especial com a interrupção de serviços básicos de saúde para doenças comuns na região, como tuberculose, HIV e hepatite, que, segundo a organização, são as enfermidades mais afetadas na pandemia. "Mais de 80% dos países da América Latina e do Caribe relatam desafios na administração do tratamento da tuberculose", disse Etienne. “O avanço que conseguimos nas últimas décadas [no combate à doenças tropicais] poderão retroceder nos próximos meses”, disse a diretora da Opas. Initial plugin text
Veja Mais

11/08 - Casos de dengue aumentaram 139% na América Latina durante a pandemia, alerta Opas
Crescimento de dengue, tuberculose e HIV na América Latina durante a pandemia preocupa a agência de saúde. Belo Horizonte já registrou mais de quatro mil casos de dengue em 2020. Reprodução/ TV Globo A diretora da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Carissa F. Etienne, alertou nesta terça-feira (11) que doenças infecciosas como a dengue e a tuberculose estão em crescimento na América Latina por causa da crise gerada pela pandemia no sistema de saúde dos países da região. "Houve aumento de 139% nos casos de dengue na América Latina em comparação com o mesmo período em 2019", alertou Carissa F. Etienne. A Opas demonstrou preocupação em especial com a interrupção de serviços básicos de saúde para doenças comuns na região, como tuberculose, HIV e hepatite, que, segundo a organização, são as enfermidades mais afetadas na pandemia. "Mais de 80% dos países da América Latina e do Caribe relatam desafios na administração do tratamento da tuberculose", disse Etienne. “O avanço que conseguimos nas últimas décadas [no combate à doenças tropicais] poderão retroceder nos próximos meses”, disse a diretora da Opas. Avanço da pandemia nas Américas Ainda nesta terça, a diretora da Opas alertou que a pandemia está avançando sobre os países da América Central e Caribe e demonstrou preocupação sobre o registro de infecções entre os adolescentes. "Em julho, ocorreram mais de 200 mil infecções e mais de 200 mortes de adolescentes [por causa da Codiv-19] na nossa região" , informou Etienne. Opas ressaltou que as Américas registram mais de 100 mil novos casos, sendo quase metade deles somente nos Estados Unidos. Apesar disso, a pandemia parece estar se espalhando na região: nesta semana, países que tinham conseguido controlar os casos voltaram a registram aumento. "Estamos vendo uma expansão de casos na América Central. Esta semana, Belize relatou o maior número de novos casos da Covid-19 [desde o começo da pandemia no país]. No Caribe, a República Dominicana relatou mais casos do que todas as outras nações insulares juntas", alertou Etienne, citando ainda Argentina e Colômbia. "Em 10 de agosto, mais de 10,5 milhões de casos e mais de 390 mil mortes pela Covid-19 foram relatados em nossa região, com os Estados Unidos relatando cerca de 5 milhões de casos e o Brasil relatando mais de 100 mil mortes", informou Etienne. Initial plugin text
Veja Mais