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28/05 - Pacientes em estudo chinês têm resultado positivo para Covid-19 mesmo depois de alta hospitalar
Cientistas acreditam que pesquisa mostra necessidade de examinar resultados de testes PCR mesmo após recuperação, mas alertaram que a quantidade de participantes foi pequena. 14 de maio: foto mostra funcionário no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Tecnologias Biológicas Aplicadas de Pequim, especializado no desenvolvimento de diagnósticos de patógenos, entre eles kits de reagentes para a Covid-19. Nicolas Asfouri/AFP Um estudo chinês publicado nesta quinta-feira (28) constatou que, mesmo depois da alta hospitalar, alguns pacientes com Covid-19 tiveram resultados positivos para o novo coronavírus (Sars-CoV-2). A pesquisa foi divulgada no "Journal of the American Medical Association" (Jama, na sigla em inglês). Dos 69 pacientes envolvidos no estudo, 11 (cerca de 16%) tiveram testes do tipo PCR com resultado positivo para o vírus depois de receberem alta. O teste, que identifica o genoma do vírus, é considerado o padrão "ouro" no diagnóstico da Covid-19. Todas as pessoas foram internadas no hospital da Universidade Médica de Zunyi, na província chinesa de Guizhou, com diferentes graus de severidade da doença (algumas não tiveram sintomas). A exigência era que permancessem lá por 14 dias, em quarentena. Os pacientes receberam resultados positivos para o vírus entre 9 e 17 dias depois de saírem do hospital. Testes para Covid-19: entenda a situação no Brasil e tire dúvidas sobre os exames diagnósticos Segundo os autores, o resultado "sugere que alguns pacientes recuperados ainda podem ser portadores do vírus, mesmo depois de atingirem os critérios básicos de alta". Eles sugeriram, também, que "as instituições médicas prestem atenção ao acompanhamento dos pacientes que recebem alta, monitorando de perto seus resultados de RT-PCR, mesmo que estejam em quarentena há 14 dias". Os cientistas também pontuaram que a fadiga e a quantidade de sintomas que a pessoa apresenta no início da doença podem estar associados a resultados positivos recorrentes no teste PCR. Eles ressaltaram, entretanto, que "é necessária uma verificação adicional devido ao número limitado de pacientes". Por causa da pouca quantidade de participantes, os autores destacaram que esses resultados podem não ser encontrados em outros grupos de pessoas. "É necessário realizar mais estudos para determinar os fatores associados aos resultados positivos de RT-PCR após a alta", disseram. Especialista tira dúvida sobre teste rápido para Covid-19 Initial plugin text
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28/05 - Dados da Fiocruz apontam retomada no aumento de casos de síndrome respiratória no Brasil
Regiões Centro-Oeste e Sul mantêm tendência de aceleração elevada, enquanto o Sudeste apresenta sinais de desaceleração, de acordo com a análise. Teste rápido para a detecção da Covid-19 no Amapá Caio Coutinho/G1 O sistema Infogripe, que monitora os casos e mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil (SRAG), aponta em um novo relatório divulgado nesta quinta-feira (28) uma retomada da tendência de crescimento em diferentes regiões do Brasil. De acordo com o estudo, assinado por cientistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a propensão de alta é considerada muito elevada e está relacionada ao percentual de detecção da Covid-19 no Brasil por teste laboratorial. Os pesquisadores dizem que os números sugerem a necessidade de uma manutenção do isolamento social no país. A Síndrome Respiratória Aguda Grave é causada por infecções de vírus ou bactérias, como o Influenza, da gripe, e o novo Sars CoV-2, da pandemia deste ano no planeta. Os pacientes são internados com problemas respiratórios e sintomas similares, como febre, tosse e dificuldade para respirar. Estudo mostra aumento expressivo de internações por síndromes respiratórias e indica subnotificação da Covid-19 Muitos pacientes são recebidos nos hospitais com a SRAG no Brasil. Os profissionais de saúde precisam fazer testes para tentar descobrir qual é o tipo de micro-organismo causador da síndrome. No Brasil, os especialistas e os dados do Infogripe apontam uma subnotificação dos casos de Covid-19: infecções e mortes que não foram identificadas por falta de testes e registradas pelos órgãos de saúde apenas como SRAG. Dados do Brasil em 2020 até agora: Total de casos de SRAG: 96.411 casos Total de mortes de SRAG: 17.774 mortes Total de casos de SRAG por Influenza (gripe): 1.418 Total de mortes de SRAG por Influenza: 138 Total de casos de SRAG por Covid-19 (Sars CoV-2): 32.235 Total de mortes de SRAG por Covid-19: 9.848 A análise da Fiocruz desta quinta-feira mostra que há uma carga excessiva na rede hospitalar em vários estados do país, alguns com capacidade máxima ou próxima da máxima. Marcelo Gomes, coordenador do projeto Infogripe, explica que os dados contabilizados entre 17 e 23 de maio mostram uma tendência dos casos notificados de SRAG e que isso está relacionado às hospitalizações em cada região do país. As regiões Centro-Oeste e Sul mantêm uma tendência de crescimento acelerado nos casos da síndrome, enquanto a região Sudeste tem uma taxa mais lenta, um possível sinal de desaceleração. Em análise de Gomes, ele diz que o Nordeste continua em crescimento, mas em um ritmo desacelerado. Fiocruz inaugura hospital de alta complexidade que vai receber pacientes de Covid-19 Médica da Fiocruz afirma que a cloroquina não tem eficácia no combate à Covid-19 Initial plugin text
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28/05 - Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 28 de maio
As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 418.608 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 25.935 mortes. Pelo menos 191.845 pacientes se recuperaram. Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta quinta-feira (28), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 25.935 mortes provocadas pela Covid-19 e 418.608 casos confirmados da doença em todo o país. Pelo menos 191.845 pacientes se recuperaram. O balanço do Ministério da Saúde desta quarta-feira (27) informa 25.598 mortos e 411.821 casos. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade. Mortes por coronavírus no país Arte G1 Das 20 cidades com maior mortalidade, 16 estão no Norte e quatro no Nordeste. Veja gráficos: Datafolha: 60% dos brasileiros apoiam 'lockdown' Taxa de ocupação de leitos de UTI Acre – 86% em todo o estado em 25/5 Alagoas – 74% em todo o estado 27/5 Amapá – 97,78% em todo o estado em 25/5 Amazonas – 82% em todo o estado em 26/5 Bahia – 68% em todo o estado em 27/5 Ceará – 89% em todo o estado em 17/5 Espírito Santo - 77,55% em todo o estado em 25/5 Goiás - 54% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 26/5 Maranhão – Grande Ilha: 95,65%; Imperatriz: 94,44%; e interior: 74,34% em 26/5 Mato Grosso – 14,6% em todo o estado em 27/5 Mato Grosso do Sul – 1,4% em todo o estado em 22/5 Minas Gerais – 69% em todo o estado em 27/5 Pará – 84,36% em todo o estado em 27/5 Paraíba – 72% em todo o estado em 27/5 Paraná – 37,90% em todo o estado em 25/5 Piauí - 61% em todo o estado em 24/5 Pernambuco –97% em todo o estado em 25/5 Rio de Janeiro – 86% em todo o estado em 24/5 Rio Grande do Norte – 84% em 27/5 Rio Grande do Sul – 71,8% em todo o estado em 27/5 Rondônia – 62% em todo o estado em 25/05 Roraima – 62% em todo o estado em 25/5 Santa Catarina – 61,49% do sistema público em todo o estado em 27/5 São Paulo – 73,20% em todo o estado em 27/5 Sergipe – 81,20% do sistema público em todo o estado em 26/5 Tocantins – 50% dos leitos ocupados em 25/5 Distrito Federal não divulgou a taxa de ocupação. Testes feitos pelos estados Número de testes de coronavírus feitos pelos estados Rio de Janeiro não divulgou o número de testes. Pacientes recuperados Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados Initial plugin text
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28/05 - “Os mais velhos não podem ficar em guetos”, afirma especialista
Pandemia mostra que modelo de instituições para idosos está em xeque A situação de vulnerabilidade na qual se encontram os idosos que vivem em instituições de longa permanência, como são conhecidas os antigos asilos ou casas de repouso, é outro dado sombrio no quadro da pandemia. No entanto, já há exemplos de alternativas para atender indivíduos que não têm condições de morar sozinhos. Esse foi o relato de Rebecca Jarvis, diretora de operações da Health Innovation Network do NHS, o equivalente ao SUS do Reino Unido, cujo objetivo é inovar no setor. “O foco em mudanças aumentou com a Covid-19, porque a pandemia mostrou que o modelo está defasado em relação às necessidades da sociedade. Os mais velhos não podem ficar em guetos”, afirmou no encontro “Longevity Leaders”, na semana passada. No Reino Unidos, o cenário é de precariedade: uma em cada seis instituições deste tipo está em risco de falência e há enorme dificuldade para recrutar e reter mão de obra, uma das mais mal pagas do país. Por isso mesmo, Rebecca buscou opções fora do padrão britânico, onde um em cada sete idosos acima dos 85 anos vive num dessas unidades. Com uma bolsa da Churchill Fellowship, visitou 18 estabelecimentos no Japão e na Nova Zelândia e tem certeza de que encontrou modelos mais funcionais, humanos e que podem ser replicados. Listou os elementos que diferenciavam os bons projetos: conexão com a comunidade, interação social, rede de proteção e planejamento antecipado. Vamos a eles. Silverwood Ginmoksuei, em Chiba, a 35 quilômetros de Tóquio: restaurante da instituição é aberto ao público e residentes podem trabalhar Divulgação Começando pelo Japão, país com 28% da população acima dos 65 anos e a previsão de o percentual chegar a 38% em 2050. Aberto em maio de 2019, a Silverwood Ginmoksuei, em Chiba, a 35 quilômetros de Tóquio, é um exemplo de estabelecimento integrado à comunidade. São cerca de 60 residentes, todos com limitações, físicas ou cognitivas, que os impedem de viver sozinhos. No entanto, o lugar mantém um restaurante especializado em shabu-shabu, uma espécie de cozido japonês, aberto ao público, e os idosos que têm condições e demonstram interesse trabalham ali. Depois do almoço, funciona no local uma lojinha de doces e guloseimas frequentada por estudantes – e é comum que as crianças ajudem os atendentes quando esses se atrapalham com o troco. Okagami, na cidade de Kanagawa, criou uma rede de proteção para idosos vulneráveis mas que continuam a viver em suas casas. Trata-se de uma unidade multifuncional, que funciona como um centro-dia, com atividades, e também oferece serviços, como banho para quem tem restrições de movimento. Dispõe ainda de seis quartos para pequenas temporadas. Rebecca conta que uma mulher nonagenária, que morava só, reservava a acomodação quando se sentia insegura, e ali ficava até recobrar a confiança. Selwyn Village, em Auckland, onde vivem 560 idosos: diferentes opções de moradia, de acordo com a independência de cada residente Divulgação Na Nova Zelândia, uma proporção significativa de idosos opta pelos retirement villages, os condomínios para aposentados: são 5.2% contra apenas 0.7% no Reino Unido. Rebecca enfatiza a importância da interação social em Selwyn Village, em Auckland, onde vivem 560 pessoas e há diferentes opções de moradia, de acordo com a independência e autonomia de cada um. Ou seja, se a saúde se deteriorar, não é preciso sair do lugar, porque há até uma ala para pacientes com demência em estágio avançado. Além de dispor de infraestrutura com serviços médicos, sobram amenidades, como café, sala de ginástica, cinema, cabeleireiro e mercado, entre outras. “O que os residentes mais valorizam é o senso de comunidade e a possibilidade de socializar e ter companhia”, ela conta. Sobre o planejamento antecipado, Rebecca diz que, normalmente, a maioria se muda para uma instituição durante uma crise: depois da morte de um cônjuge, ou após uma cirurgia ou enfermidade. “As decisões são tomadas no atropelo e nem sempre são as melhores. Na Nova Zelândia, a procura por esses condomínios ocorre mais cedo, quando as pessoas ainda estão ativas, e elas recebem apoio jurídico para conhecer seus direitos”, complementa. Para concluir, afirmou que é preciso uma nova agenda: “temos que aumentar o leque de opções e integrá-las à comunidade, para garantir o bem-estar dessa população”.
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28/05 - Divisória no carro ajuda a proteger contra coronavírus, mas precisa de higienização constante, dizem infectologistas
Locadoras e aplicativos de transporte começam a disponibilizar película interna para suas frotas no Brasil. Barreira feita em casa pode ser perigosa, apontam médicos. Locadoras e aplicativos de transporte começam a aposta em divisória contra o coronavírus no Brasil Divulgação Uma barreira fixada entre motoristas e passageiros dentro dos carros começou a ser utilizada por locadoras e aplicativos de transporte no Brasil como modo para prevenir a transmissão do novo coronavírus. Em meio à pandemia, Unidas e Cabify criaram variedades de película para a instalação entre os assentos dianteiros e traseiros dos veículos. A divisória ajuda a proteger contra a Covid-19, afirmaram infectologistas entrevistados pelo G1. Coronavírus: veja perguntas e respostas Mas os médicos também alertam que a barreira precisa ser higienizada constantemente durante o dia. Além disso, afirmam que soluções caseiras, feitas com material plástico finos e sem rigidez, podem trazer perigo pela dificuldade de limpeza. “Não existe um estudo ainda sobre isso (as películas), porque é uma novidade, mas as barreiras dificultam por si só a transposição do vírus. Mas ele (coronavírus) tende a ficar na superfície, então não tocar o material é fundamental”, explica o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emílio Ribas. Para os especialistas é importante a limpeza das películas. “Se for um material rígido, é algo interessante, desde que faça a higiene”, afirma Rosana Richtmann, médica da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). “A proteção é até maior para o motorista do que para o passageiro, porque é ele que está toda hora em contato com pessoas diferentes”. Mesmo com o uso das películas, motoristas e passageiros não podem se descuidar em relação aos outros cuidados contra o coronavírus, relembra o infectologista Gorinchteyn. "Os vidros precisam estar abertos, todos usando máscara e sempre higienizando as mão com álcool gel", disse. "O ar condicionando e o ar quente, qualquer ventilação do veículo, também não devem ser utilizados. Eles projetam o vírus", afirmou Gorinchteyn. As películas de proteção de Cabify e Unidas têm características diferentes. Enquanto a da empresa de aplicativo é mais vedada, a da locadora de veículos tem a partes vazadas pelas laterais. Para os médicos, ambas são eficientes. "Mesmo que ela seja levemente vazada, não haveria problema porque os vidros vão ser mantidos abertos. Então, a medida que o carro circula, a corrente de ar carregaria o vírus para fora", explica o infectologista Jean Gorinchteyn. Onde tem a barreira Desde o início da pandemia de coronavírus, exemplos de proteção para motoristas e passageiros foram criados pelo mundo. Na China, motoristas do aplicativo Didi receberam divisórias de plástico para a prevenção da Covid-19 dentro dos veículos. No Brasil, a Cabify começará a distribuição de sua divisória para motoristas do aplicativo na próxima semana nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Campinas e Santos. De acordo com a empresa, o material é composto de um plástico de perfil grosso. O kit também virá com máscaras laváveis e álcool gel. Divisório contra o coronavírus da Cabify no Brasil Divulgação O G1 questionou sobre quantas divisórias seriam distribuídas, e a empresa disse que elas serão entregues aos "motoristas mais ativos", sem divulgar o número total. A locadora Unidas, que tem uma frota de 65 mil veículos para aluguel de pessoas físicas, começou um projeto piloto em São Paulo com a disponibilização de placa de acrílico aos locatários. O item pode ser alugado por R$ 9,90 por semana. "Nos primeiros dias vamos ofertar uma quantidade limitada para o piloto na cidade de São Paulo. No entanto, possuímos capacidade de aquisição de 1.000 unidades por dia", diz Carlos Sarquis, diretor da divisão de locação da Unidas. De acordo com a empresa, o novo acessório de proteção será distribuído para todo o território nacional à medida em que houver adesão em São Paulo. "A nossa expectativa é de que haja um aumento do uso do transporte por aplicativo, seja para a mobilidade de trabalhadores de atividades essenciais ou pela própria retomada dos negócios", afirma Sarquis. Placa acrílica de proteção contra a Covid-19 da Unidas DIvulgação O G1 também entrou em contato com Uber, 99, Localiza e Movida para verificar se essas empresas de aplicativos e locadoras teriam algum plano sobre a implantação de películas internas nos carros. Aplicativos adotam medidas de ajuda a motoristas e entregadores na pandemia Nenhuma dessas empresas utilizará as divisórias por enquanto. Em resposta, a Localiza afirma que implementou um "processo rigoroso" para assegurar a esterilização de seus veículos e vans. O Uber diz que tomou uma "série de ações contra a Covid-19", entre elas a suspensão do Uber Juntos, que fazia viagens compartilhadas entre passageiros, e o uso obrigatório de máscaras, além de ferramenta para identificação se passageiros e motoristas estão as utilizando. A 99, por sua vez, afirma que está trabalhando com o processo de higienização dos veículos. Por meio de uma névoa seca, a empresa diz ter desinfetado cerca de 70 mil carros, além de distribuir máscaras. A Movida ainda não se posicionou até a última atualização desta reportagem. Limpeza 2 vezes ao dia Os especialistas afirmam que é importante que o material da barreira tenha certa rigidez para que possa ser limpo corretamente. Para a higienização, pode ser utilizado o próprio álcool gel ou quaternário de amônia. "É preciso limpar ao menos duas vezes ao dia", afirmou Gorinchteyn. No Brasil, algumas soluções caseiras também foram criadas por motoristas de aplicativos como a aplicação de um plástico fino fazendo a divisória. "No plástico, o vírus pode sobreviver até 72 horas", alerta a infectologista Rosana Richtmann. Motoristas de aplicativo improvisam proteção com plástico para evitar coronavírus TV Vanguarda/Reprodução Para a infectologista, o ideal, neste caso, seria a troca diária do componente dentro do veículo como a empresa de aplicativo Didi mostrou na China, onde também era utilizada uma fina membrana plástica. Em Santos, motoristas também criaram "bolha" dentro dos veículos para evitar o contágio da doença. Comparado ao transporte coletivo, no entanto, o transporte por carros de aplicativos é considerado de menor risco de contágio, como explica o médico Wladimir Queiroz, membro da SBI "O transporte coletivo tem o maior risco, porque você coloca muitas pessoas por metro. Ele ganha disparado na frente de um táxi por exemplo. Sempre existe o risco, mesmo nos carros, mas o contato é menor", explica o médico. Motoristas devolvem 160 mil veículos Os aluguéis de veículos despencaram no Brasil com o avanço da pandemia do coronavírus. Dos 200 mil carros alugados para motoristas de aplicativos, aproximadamente 160 mil foram devolvidos desde o início da quarentena até meados de maio. Veja como é a divisória de plástico na China Motoristas chineses criam barreiras para conter o coronavírus Em Santos, motoristas criaram 'bolha' nos veículos Motoristas criam isolamento plástico para não manter contato com passageiros Initial plugin text
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27/05 - Perda de olfato foi sintoma mais frequente em estudo com 2 mil pacientes de Covid-19
87% dos pacientes estudados relataram os sintomas. Segunda queixa mais frequente foi a dor de cabeça; mais da metade das pessoas também teve perda de paladar. Pesquisa foi publicada no 'Annals of Internal Medicine'. 27 de maio: enfermeiro com equipamento de proteção segura termômetro para medir a temperatura das pessoas que chegam a um hospital em Slough, a oeste de Londres, na Inglaterra. Steve Parsons / Pool / AFP A perda de olfato foi o sintoma mais frequente relatado por 2.013 pacientes com Covid-19 que participaram de um estudo publicado nesta terça-feira (26) na revista científica "Annals of Internal Medicine". Segundo a análise, 1.754 pessoas, o equivalente a 87,2% do total, reportaram algum nível de perda. "Os resultados destacam a importância de considerar a perda de olfato e paladar no diagnóstico de Covid-19 leve a moderado", analisaram os autores. Cerca de 8% dos participantes foram hospitalizados, mas nenhum precisou de cuidados intensivos. A pesquisa foi feita em 18 hospitais europeus. Entre os pacientes analisados, 73,1% declararam ter perdido completamente o olfato, enquanto os 14,1% restantes relataram perda parcial. Segundo os autores, as pessoas que relataram perda no olfato tiveram o problema depois de outros sintomas da Covid-19. A duração média do sintoma foi de 8,4 dias. Sintomas do coronavírus: quais os novos sinais de Covid-19 que as autoridades americanas acrescentaram à lista Depois da perda de olfato, o segundo sintoma mais frequente foi a dor de cabeça (70,1% relataram o problema). Mais da metade das pessoas, 1.136, relataram ter sentido problemas no paladar; já a febre foi relatada por menos da metade (40,6%). Sintomas relatados pelos pacientes Os pesquisadores não encontraram, entretanto, relação entre a perda de olfato e a obstrução, ou entupimento, nasal, e ressaltaram que mais estudos sobre o assunto são necessários. "Estudos futuros são necessários para entender os mecanismos fisiopatológicos subjacentes à perda de olfato e paladar na Covid-19", avaliaram. Limitações Os cientistas também pontuaram algumas limitações no estudo: Entre os pacientes que disseram ter tido problemas de olfato, um terço não teve esse problema constatado por um teste objetivo. Ou seja: 1 a cada 3 pacientes teve testes de olfato com resultados normais, apesar de ter relatado problemas. Os pesquisadores acreditam que isso pode ter ocorrido porque as pessoas participaram do estudo depois de saber que tinham Covid-19: dessa forma, podem ter lido sobre os sintomas da doença e sido influenciadas. Os pacientes hospitalizados foram avaliados no momento da alta, o que pode ter influenciado a avaliação da duração dos sintomas. Lesões na pele podem ser sintomas de Covid-19; dermatologista explica Initial plugin text CORONAVÍRUS×
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27/05 - Lançamento da nave da SpaceX é adiado por causa do mau tempo
Previsão agora é que partida ocorra no sábado (30). Crew Dragon levará dois astronautas da Nasa na primeira viagem espacial tripulada a partir dos EUA em nove anos. Lançamento da nave da SpaceX é adiado por causa do mau tempo Previsão agora é que partida ocorra no sábado (30). Crew Dragon levará dois astronautas da Nasa na primeira viagem espacial tripulada a partir dos EUA em nove anos. Partida estava prevista para as 17h33 (de Brasília), do Cabo Canaveral (Flórida). Novo lançamento está previsto agora para sábado (30). Nasa transmite ao vivo o lançamento, veja aqui no G1 a transmissão (em inglês)
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27/05 - Negros sem escolaridade têm 4 vezes mais chances de morrer por Covid-19 no Brasil, mostra estudo
Análise de quase 30 mil internações pela doença foi feita por núcleo da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). 26 de maio: menino da comunidade ribeirinha Educandos, em Manaus, usa máscara em meio a lixo jogado no rio durante a pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. Michael Dantas/AFP As chances de um paciente preto ou pardo e analfabeto morrer em decorrência do novo coronavírus no Brasil são 3,8 vezes maiores do que de um paciente branco e com nível superior, apontou uma análise de quase 30 mil casos de internações pela Covid-19 feita pelo Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde da PUC-Rio, destacando o impacto das desigualdades sociais na letalidade da doença no país. A comparação feita pelos pesquisadores mostra que, entre os pacientes internados de cor branca, 62,07% se recuperaram, enquanto 37,93% morreram. Entre pretos e pardos, a situação se inverte: são 54,78% de mortes e 45,22% de recuperados. Quando a análise é feita pela escolaridade, pessoas com nível superior representavam 22% das mortes analisadas, enquanto os sem escolaridade chegavam a 71,31%. "Quanto maior o nível de escolaridade, menor a letalidade. Este efeito pode ser resultado de diferenças de renda, que geram disparidades no acesso aos serviços básicos sanitários e de saúde", aponta o estudo. A soma dos dois índices mostra uma letalidade muito maior para negros sem escolaridade, de acordo com os pesquisadores, acrescentando que o estudo evidencia "as enormes disparidades no acesso e qualidade do tratamento no Brasil." "Observa-se que pretos e pardos apresentaram maior percentagem de óbitos em relação aos brancos, em todos os níveis de escolaridade. Desta forma, pretos e pardos sem escolaridade mostraram uma proporção 4 vezes maior de morte do que brancos com nível superior (80,35% contra 19,65%)", mostra a análise do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nois). Mesmo que tenham a mesma faixa de escolaridade, pretos e pardos apresentaram uma proporção de mortes em média 37% maior do que brancos, sendo que entre pessoas de nível superior essa diferença é maior ainda, chegando a 50%. De acordo com dados do Ministério da Saúde, brancos representavam 51,4% do total de internados por Covid-19 no país até 18 de maio, enquanto pretos e pardos eram 46,7%. Em termos de óbitos, pretos e pardos representavam 54,8% e brancos 43,1%. Na terça-feira o Brasil chegou a 391 mil casos confirmados do novo coronavírus, com mais de 24.500 óbitos. O país é o segundo do mundo com mais casos da Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos. O estudo do Nois analisou ainda o Índice de Desenvolvimento Humanos dos Municípios onde ocorreram os casos. Segundo os pesquisadores, o IDH também parece ser um fator relevante para o desfecho dos pacientes com COVID-19. "A chance de morte num município com baixo ou médio IDH é quase o dobro num município com IDHM muito alto", diz o documento. Initial plugin text
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27/05 - Mau tempo adia lançamento de foguete da SpaceX
Espaçonave Dragon Crew levaria dois astronautas da Nasa na primeira missão tripulada em nove anos. Foguete da SpaceX alija combustível após lançamento ser adiado por causa do mau tempo na Flórida nesta quarta (27) Joe Skipper/Reuters O lançamento do foguete da SpaceX com dois astronautas da Nasa que ocorreria nesta quarta-feira (27) foi adiado por causa do mau tempo. A próxima janela para a viagem está prevista para este sábado (30), às 16h22 (horário de Brasília). Portanto, se tudo correr bem no fim de semana, a cápsula Crew Dragon levará os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a partir do foguete Falcon 9. Será a primeira viagem espacial tripulada nos Estados Unidos em nove anos. Initial plugin text Nave da SpaceX aguarda lançamento do Cabo Canaveral, na Flórida, nos EUA NASA via AP As condições meteorológicas ruins já eram esperadas: a previsão do tempo indicava uma tarde nublada e com risco de tempestades no Cabo Canaveral, na Flórida. Mesmo assim, o adiamento só foi confirmado apenas 17 minutos antes de o foguete partir. EUA no espaço Foguete Falcon 9 com a nave Crew Dragon, da SpaceX, durante preparação nesta terça-feira (26) Steve Nesius/Reuters O adiamento frustrou os planos do magnata Elon Musk, que assistia ao lançamento junto ao vice-presidente dos EUA, Mike Pence. O presidente Donald Trump sobrevoava o Cabo Canaveral a bordo do avião presidencial Air Force One, e chegou a descer para acompanhar a decolagem próximo ao momento em que ela foi adiada. Destinado a desenvolver naves espaciais privadas para transportar astronautas americanos ao espaço, o programa de tripulação comercial da Nasa começou sob o governo de Barack Obama. Trump o vê como símbolo de sua estratégia para reafirmar o domínio americano do espaço, tanto militar, com a criação da Força Espacial, quanto civil.
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27/05 - Brasil é o país com mais mortes de enfermeiros por Covid-19 no mundo, dizem entidades
Conselho Federal de Enfermagem e Conselho Internacional de Enfermeiros falam que números estão acima de outros países com alta taxa de transmissão do vírus, como Reino Unido e Estados Unidos. 12 de maio - A médica Luciana Souza e o enfermeiro Edson dos Santos conversam durante intervalo em um hospital de campanha criado para tratar pacientes com coronavírus (COVID-19), em Guarulhos, São Paulo Amanda Perobelli/Reuters O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e o Conselho Internacional de Enfermeiros (ICN, sigla em inglês) afirmam que o Brasil é o país com mais mortes de enfermeiros e profissionais de saúde devido à pandemia por Covid-19. De acordo com o Cofen, são 157 mortes de profissionais de enfermagem, sendo que, nesta quarta-feira (27), já foram confirmadas mais vítimas que ainda serão contabilizadas até o final do dia. O ICN informa que o país tem um número de mortes entre enfermeiros maior que o dos Estados Unidos, com 146 óbitos, e que o do Reino Unido, com 77. O conselho brasileiro também diz que a tendência, com base nos dados nacionais, ainda é de crescimento no número de mortes na área. "Não é possível prever [a estimativa total], neste momento, pois a disseminação do vírus entre os profissionais de saúde depende, principalmente, da disseminação na população em geral. Além disso, fatores como afastamento ou não de profissionais integrantes de grupos de risco, adequação do fornecimento de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs) e correta observação dos protocolos de prevenção podem influenciar nos óbitos entre os profissionais de Saúde", disse a entidade. Números do Cofen no Brasil: 157 óbitos de profissionais - enfermeiros, técnicos e auxiliares Mais de 17 mil casos confirmados 5,5 mil confirmados A informação foi repercutida pelo jornal "The Guardian" e pela agência de notícias "Bloomberg". Na sexta-feira (22), a Organização Mundial da Saúde declarou que a América do Sul é o novo epicentro da doença no mundo. "De certa forma, a América do Sul se tornou um novo epicentro para a doença, vimos muitos países sul-americanos com aumento do número de casos, e claramente há preocupação em muitos desses países, mas certamente o mais afetado é o Brasil neste momento", declarou o diretor do programa de emergências da OMS, Michael Ryan. Coronavírus no Brasil Levantamento do G1 junto às secretarias estaduais de saúde nesta quarta-feira mostra que foram registradas 24.746 mortes provocadas pela Covid-19 e 396.166 casos confirmados da doença em todo o país. O balanço do Ministério da Saúde desta terça-feira (26) informa 24.512 mortos e 391.222 casos. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade. Mortes por coronavírus no Brasil em 26 de maio G1 Papa Francisco homenageia enfermeiros Initial plugin text
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27/05 - Em carta, Wanderson de Oliveira cita 'pedras no caminho' e diz que perdeu motivação após tensão em 14 de abril
Ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde elogiou o trabalho do ex-ministro Mandetta e disse que o ex-ministro Teich 'não teve tempo de mostrar seu trabalho'. Wanderson pediu demissão do cargo pela primeira vez em abril, mas só foi exonerado na segunda-feira (25). Em carta, Wanderson de Oliveira cita 'pedras no caminho' no combate à pandemia da Covid-19 O ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, publicou uma carta (veja íntegra ao final da reportagem) na qual cita "pedras no caminho" e "coletiva de imprensa tensa" que o levaram a se demitir do cargo. Wanderson pediu demissão pela primeira vez no dia 15 de abril, mas permaneceu na função a pedido dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Ele foi exonerado, a pedido, na segunda-feira (25). No texto, o agora ex-secretário afirmou que, no início da pandemia, o Brasil estava "à frente pelo menos duas semanas" em relação à Europa e a outros países do continente americano. "Estávamos à frente pelo menos duas semanas em relação aos demais países da Europa e Américas, ampliando a capacidade laboratorial, leitos, EPIs e Respiradores", escreveu Wanderson. "No entanto, como dizia o poeta e conterrâneo Carlos Drummond de Andrade, 'no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho'." Em seguida, ele afirma que uma coletiva de imprensa "tensa" no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 14 de abril fez com que percebesse que queria deixar o cargo, que ocupava desde janeiro de 2019. "Ao longo de meus 47 anos de vida, especialmente após o nascimento da minha filha em 2017, passei a me perguntar diariamente: "se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço?", escreveu. "Em 14 de abril passado, foi realizada uma tensa coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Na manhã seguinte, me olhei no espelho, fiz novamente a pergunta e pela terceira semana consecutiva, onde a permanência era incerta, a resposta foi NÃO. Pelo bem de minha saúde e de minha família, era hora de deixar o caminho livre para novas ideias, novas pessoas e novas estratégias", disse Wanderson no texto. A tensão citada pelo ex-secretário tem relação direta com o atrito entre o ministro e o presidente Jar Bolsonaro. Exclusivo: 'brasileiro não sabe se escuta o ministro ou o presidente', diz Mandetta Dois dias antes da terça-feira citada por Wanderson, no domingo (12), Mandetta deu entrevista ao Fantástico e disse que o "brasileiro não sabe se escuta o ministro ou o presidente". Na segunda 13 de abril, o ministro não participou da apresentação dos dados sobre a doença, e no dia 14, foi questionado sobre sua permanência no governo e se teria forçado uma demissão com as críticas a Bolsonaro. Pedido de demissão Após o primeiro pedido de demissão de Wanderson, o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que não aceitava (veja vídeo acima). "Entramos no ministério juntos, estamos no ministério juntos e sairemos do ministério juntos", disse Mandetta. No dia seguinte, em 16 de abril, o próprio Mandetta anunciou que havia sido demitido do cargo pelo presidente Jair Bolsonaro. Houve discordâncias entre os dois sobre o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 e as medidas de isolamento social: enquanto o ex-ministro queria o isolamento amplo, o presidente defendeu a retomada das atividades econômicas. Mandetta não aceita demissão de secretário, mas admite que poderá ser substituído Mesmo com a saída de Mandetta, entretanto, Wanderson acabou permanecendo no cargo, a pedido do ex-ministro Nelson Teich, que assumiu a pasta em seguida. Na carta sobre sua saída, o ex-secretário de Vigilância elogiou o trabalho de Mandetta e lamentou que Teich não tivesse tido "tempo de mostrar seu trabalho" – ele deixou o cargo menos de um mês após assumi-lo, também por causa de divergências com Bolsonaro sobre a cloroquina e o isolamento social. "Não poderia deixar de agradecer ao meu mestre e amigo Luiz Henrique Mandetta um dos melhores ministros com quem trabalhei - olha que já foram 13 desde 2001 quando entrei na gestão do Ministro José Serra", escreveu Wanderson. "O ministro Nelson Teich seguiria pelo mesmo caminho. Lamentavelmente não teve tempo de mostrar seu trabalho, pois novamente "tinha uma pedra no meio do caminho". Nesse curto espaço de tempo, apesar de não me conhecer direito, após duas semanas, efetivamente me convidou para permanecer", disse. Depois da saída de Teich, no dia 15 de maio, o general Eduardo Pazuello assumiu o Ministério da Saúde interinamente, mas, desde então, ninguém foi nomeado de forma permanente para o cargo. Até esta quarta-feira (27), o Brasil tinha quase 25 mil mortes por Covid-19, conforme levantamento feito pelo G1 junto às secretarias estaduais de Saúde. Veja íntegra da carta de Wanderson Oliveira, ex-secretário nacional de Vigilância em Saúde: "Esta carta é para você! É preciso encontrar aquilo que você ama, seja em relação ao trabalho ou vida afetiva. Isso se torna mais importante em tempo de quarentena (#fiqueemcasa). Estão certos aqueles que valorizam o trabalho e eu nunca discordei disso, pois é parte importante na vida de cada pessoa, além de ser a única maneira de sentir satisfação completa e amar o que se faz. Seja a atividade mais simples até a mais complexa, caso ainda não tenha encontrado, sugiro continuar procurando - e não se acomodar. Eu vivo em plenitude, pois faço o que amo! Epidemiologia é minha vida! Tudo é transitório, é o princípio da impermanência que pode nos servir de inspiração para alcançar a plenitude espiritual e emocional, auxiliando na compreensão da morte sem temor e na vida sem medo. Quando aceitamos que tudo é transitório ocorre um efeito duplo: a dor pode ser mais suportada e evitamos a constante busca pelo prazer efêmero. Ao longo de meus 47 anos de vida, especialmente após o nascimento da minha filha em 2017, passei a me perguntar diariamente: "se hoje fosse o último dia de minha vida, eu desejaria mesmo estar fazendo o que faço?". De modo geral eu chego a conclusão que sim, eu amo a epidemiologia e me preparei para isso mesmo. Não poderia esperar que a maior pandemia do século chegaria às minhas mãos, no auge de minha carreira, com a melhor equipe e o melhor ministro, para planejar a estratégia, pensar em ações, definir objetivos, metas, comunicar diariamente o que sabíamos, o que não sabíamos e o que estávamos fazendo para aprender sobre a nova doença, salvar vidas e empregos. Esta sempre foi a orientação de Mandetta. Estávamos à frente pelo menos duas semanas em relação aos demais países da Europa e Américas, ampliando a capacidade laboratorial, leitos, EPIs e Respiradores. No entanto, como dizia o poeta e conterrâneo Carlos Drummond de Andrade, "no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho". Em 14 de abril passado, foi realizada uma tensa coletiva de imprensa no Palácio do Planalto. Na manhã seguinte, me olhei no espelho, fiz novamente a pergunta e pela terceira semana consecutiva, onde a permanência era incerta, a resposta foi NÃO. Pelo bem de minha saúde e de minha família, era hora de deixar o caminho livre para novas ideias, novas pessoas e novas estratégias. Por isso eu digo, quando você olhar no espelho e a resposta for "não"... está na hora de mudar alguma coisa. Foi assim que começou minha decisão de sair, concluída ontem, 25 de maio de 2020, quarenta dias após a primeira solicitação. A exoneração aconteceu em uma data muito simbólica: aniversário da FIOCRUZ, que luta há 120 anos pela saúde pública e é conduzida por pesquisadores, epidemiologistas e sanitaristas civis das diversas áreas do conhecimento. Conseguiram ao longo de mais de um século erradicar varíola e eliminar poliomielite, rubéola, chagas vetorial além de várias doenças. Uma instituição pública que é patrimônio do Estado Brasileiro, passou por muitos governos de diversos matizes ideológicos e assim, continuará. Vida longa à Fiocruz! "Não esmorecer para não desmerecer" (Oswaldo Cruz) Foram 17 meses de fortes emoções, começando 2019 com o desastre em Brumadinho/MG, maior tragédia da saúde do trabalhador no Brasil, em seguida tivemos que enfrentar as mortes por influenza em Manaus/AM, perda do certificado de área livre de sarampo, resultado de baixas coberturas vacinais históricas desde 2015 e que ainda vai afetar milhares de crianças, pois a COVID-19 está dificultando as campanhas. Logo na posse, assumi o meu maior compromisso com o Conselho Nacional de Saúde, por meio do Presidente Fernando Pigatto trabalhei para implementar a Resolução 588 que estabeleceu a Política Nacional de Vigilância em Saúde, aprovada pela sociedade brasileira em 2018. Agradeço a todos equipe da SVS: Sônia Britto, Daniela Buosi, Gisele Vianna, Gerson Pereira, Júlio Croda, Suzie Gomes, Eduardo Macário, Geraldo Ferreira, Eunice Lima, Greice Madeleine, Marcelo Wada, Glaucio, Luciana, Isabela, Ivo, Ieda, Elaine, Wanderson, Alexandre, Aide, Cleia, Aide, Denise, Giovanny, Luiz Paulo, Guida, Vitor, Andressa, Solange, Roseli e tantos outros que nem caberia nessa pequena carta e peço desculpas por não nominá-los, mas sintam-se todos abraçados e agradecidos. São mais de 1.700 trabalhadores da SVS que atuam em Brasília e em Belém no Instituto Evandro Chagas e Centro Nacional de Primatas. Não poderia deixar de agradecer ao meu mestre e amigo Luiz Henrique Mandetta um dos melhores ministros com quem trabalhei - olha que já foram 13 desde 2001 quando entrei na gestão do Ministro José Serra. Mandetta, Agenor e Temporão estão no hall dos melhores com quem já trabalhei diretamente. Parabéns à melhor equipe de secretários do mundo... Erno, Gabbardo, Francisco, Denizar, Robson e Mayra. Contamos com toda equipe do Gabinete e meus conterrâneos Ciro e Juliana que fizeram mais leve cada momento. Meu amigo Alex que hoje está na Anvisa e tantos outros como Thaisa que está comendo um churrasco de tira no Uruguai com sua família. Ou seja, TODOS SEM EXCEÇÃO, copeiros, seguranças, secretárias, fotógrafos e tantos outros que com muito carinho, respeito e espírito de equipe participavam de tudo. Cada decisão compartilhada e dividida democraticamente. É foi assim que fizemos uma gestão de sucesso! O ministro Nelson Teich seguiria pelo mesmo caminho. Lamentavelmente não teve tempo de mostrar seu trabalho, pois novamente "tinha uma pedra no meio do caminho". Nesse curto espaço de tempo, apesar de não me conhecer direito, após duas semanas, efetivamente me convidou para permanecer. Creio que faríamos um ótimo trabalho, mas aí entra o princípio da impermanência... Por fim, agradeço ao Ministro Eduardo. Desejo sucesso na condução desse grande desafio. Coloco-me ao seu dispor quando precisar. Lamento não ter tido a oportunidade de lhe apresentar os elementos das decisões adotadas na minha gestão. Deixo documentado no Relatório de Gestão 2019-2020 publicado no site da SVS e entregue pessoalmente. É importante se atentar para outros problemas além da COVID-19. Sobre a resposta à Pandemia de COVID-19, seria muito bom conhecer o contexto de cada decisão que foi tomada, pois nem tudo que se vê é o que parece, nem tudo que parece é o que realmente é. Há muita história em cada decisão que deve ser contextualizada ao seu tempo. Apesar de não ser da saúde, mas um exímio e reconhecido estrategista, rogo para que valorize o espaço tripartite em diálogo franco com o Conass, Conasems e Conselho Nacional de Saúde (CNS). O CNS foi criado em 1941, durante a 2ª Guerra Mundial. As Forças Armadas sempre tiveram papel importante na estruturação da vigilância epidemiológica. Foi durante o 5º encontro do CNS em 1975, onde em resposta à epidemia de meningite que grassou pelas comunidades de São Paulo e matou pessoas de todos os níveis sociais do país, e entendendo a gravidade do momento, por meio do Presidente Geisel, foi criado o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, LEI 6.259/1975, ainda vigente e também disposto no Art. 200 da CF. Reitero que estarei a disposição da SVS e do Ministério da Saúde para explicar as ações adotadas a qualquer momento e ajudar o país na transição para um novo normal. Obrigado! Wanderson Kleber de Oliveira Enfermeiro Epidemiologista Servidor Público Civil Atuou como Secretário Nacional de Vigilância em Saúde de jan/2019 a 25 de maio de 2020." Initial plugin text
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27/05 - OMS reforça que suspensão de medidas de isolamento deve ser feita de forma lenta
Entidade também reiterou que não recomenda o uso da cloroquina e hidroxicloroquina contra a Covid-19, e anunciou o lançamento de uma fundação para ampliar seu financiamento. 27 de maio: homem idoso sentado em um andador observa as pessoas na praia em Weston-Super-Mare, no sudoeste da Inglaterra, depois da suspensão parcial de medidas de isolamento para tentar conter o vírus da Covid-19. Adrian Dennis/AFP A Organização Mundial de Saúde (OMS) reforçou, nesta quarta-feira (27), que a suspensão das medidas de isolamento para tentar conter o novo coronavírus deve ser feita de forma lenta. "O que estamos aprendendo com todos os países que estão começando a suspender as medidas [de isolamento] é que isso precisa ser feito de maneira lenta e escalonada e com base em dados. E isso significa: temos a estrutura de saúde pública necessária para saber onde o vírus está?", avaliou a diretora técnica da OMS, Maria van Kerkhove. "O que países da Ásia e da Europa que têm suspendido as medidas conseguem fazer é identificar rapidamente os casos e olhar para as métricas: quantos casos estão sendo detectados? Qual é a ocupação de leitos? Qual é o número de mortes com o passar do tempo? Qual é o número de reprodução [do vírus]? Há alguns critérios", ressaltou van Kerkhove. No mês passado, a entidade já havia listado 6 critérios que os países deveriam analisar antes de retomar as atividades: Controle da transmissão Oferta suficiente de serviços médicos e de saúde pública Minimização dos riscos de um novo surto Medidas preventivas em locais essenciais, como escolas, locais de trabalho e outros Controle dos riscos de importação do vírus Participação ativa das comunidades Cloroquina e hidroxicloroquina O diretor de emergências da organização, Michael Ryan, voltou a afirmar que a OMS não recomenda o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para tratar ou prevenir a infecção por Covid-19. Na segunda-feira (25), o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou a suspensão dos testes com hidroxicloroquina as substâncias nos ensaios Solidariedade. "Nós não aconselhamos o uso de hidroxicloroquina ou cloroquina para o tratamento da Covid-19 fora de ensaios clínicos ou sob supervisão clínica apropriada submetida a regulações nacionais de autoridades", afirmou Ryan. "Acho que o conselho da OMS sobre isso está claro." Os testes da OMS com a hidroxicloroquina foram suspensos depois que um estudo com 96 mil pessoas, publicado na revista científica "The Lancet", não encontrou benefícios do uso da substância no tratamento da Covid-19. "Essas drogas são extremamente úteis e salvam vidas no tratamento de outras doenças, particularmente lúpus e malária. É extremamente importante que pessoas que usam essas drogas sob supervisão clínica apropriada continuem a tomar a medicação prescrita e continuem a ter acesso a essas medicações", lembrou Ryan. "A preocupação com o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina se refere especificamente ao uso no tratamento contra a Covid-19. Não há evidência empírica, neste momento, que essas drogas funcionam nesse caso – para tratamento ou para prevenção", reforçou. Fundação OMS Tedros Adhanom Ghebreyesus em uma entrevista coletiva, em 24 de fevereiro de 2020 Denis Balibouse/Reuters O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou também nesta quarta o lançamento da Fundação OMS. A iniciativa pretende ampliar o financiamento da entidade, além de conferir mais liberdade sobre a forma com que os fundos serão utilizados, afirmou Tedros. "Uma das maiores ameaças ao sucesso da OMS é o fato de que menos de 20% do nosso orçamento vem sob a forma de contribuições flexíveis dos Estados-membros, enquanto mais de 80% são contribuições voluntárias, que costumam ser reservadas para programas específicos", explicou Tedros. "Isso faz com que, na prática, a OMS tenha muito pouco poder de decisão sobre como gasta seu dinheiro". Ele disse, então, que apesar de os países terem dado, progressivamente, mais liberdade à organização sobre a forma como empregar o dinheiro, a necessidade de ampliar a base de doadores ficou clara – inclusive com a possibilidade de doação direta do público geral. "Desde fevereiro de 2018 estamos trabalhando duro para lançar a Fundação OMS, e hoje nos dá um prazer enorme lançá-la oficialmente", declarou Tedros. O diretor-geral esclareceu que, como a fundação não estava pronta para ser lançada no início da pandemia, foi criado o Fundo Solidariedade. Segundo Tedros, a iniciativa já angariou US$ 214 milhões (cerca de R$ 1,13 bilhões) de mais de 400 mil pessoas e empresas, incluindo os US$ 55 milhões (cerca de R$ 291 milhões) conseguidos com o show virtual "One World: Together at Home", no mês passado. O dinheiro, explicou Tedros, vem sendo usado para comprar testes, equipamentos de proteção individual (EPIs) e para financiar pesquisas, inclusive de vacinas. OMS suspende temporariamente testes com hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 Initial plugin text CORONAVÍRUS - CLOROQUINA×
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27/05 - Ao suspender teste de hidroxicloroquina, OMS também excluiu cloroquina de projeto de pesquisa internacional
Entidade nem mesmo chegou a testar a cloroquina, mas, formalmente, anunciou que os cientistas de cem países de uma rede que ela criou não vão colocar a droga em ensaios clínicos. OMS suspende temporariamente testes com hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 A Organização Mundial de Saúde (OMS), ao anunciar, na segunda-feira (25), a suspensão de testes com a hidroxicloroquina em pesquisas que ela coordenava com cientistas de 100 países, formalizou também em sua página na internet a decisão de retirar a cloroquina das opções de medicamento em estudo para tratar a Covid-19 –ainda que, na prática, esse medicamento nem tenha sido colocado em testes. "De acordo com o protocolo do estudo inicial, a cloroquina e a hidroxicloroquina foram selecionadas como possíveis drogas a serem testadas no estudo Solidariedade. No entanto, o teste só foi realizado com a hidroxicloroquina; então, a cloroquina foi removida desta página como uma opção de tratamento listada em estudo", diz o site da OMS. OMS suspende testes com hidroxicloroquina contra a Covid-19 Pesquisa com 2,5 mil pacientes em 13 hospitais nos EUA não vê eficácia da cloroquina contra a Covid-19 Estudo com 96 mil pacientes não encontra benefício de uso de cloroquina contra Covid-19 Sociedade Brasileira de Cardiologia diz que não recomenda cloroquina, mas vai ajudar a monitorar efeitos colaterais com eletrocardiograma Reprodução de imagem de difosfato de cloroquina Fantástico A suspensão temporária foi tomada até que a segurança da hiroxicloroquina seja reavaliada, já que estudos recentes não encontraram eficácia contra a Covid-19 e há indícios de que ela pode aumentar a taxa de mortalidade. A OMS diz que estão mantidos os demais testes dentro da iniciativa internacional de cientistas, batizada de "Solidariedade". Além do medicamento agora vetado, os pesquisadores ainda avaliam em pacientes o resultados de três tipos de antivirais e de um remédio usado para tratar esclerose múltipla (leia mais abaixo). De acordo com a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, a cloroquina não era usada nos testes da iniciativa Solidariedade. Tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina usam o mesmo princípio ativo, mas a cloroquina é considerada potencialmente mais tóxica. A hidroxicloroquina, composta por uma versão "atenuada" da substância, é considerada mais segura e é usada em tratamentos de longo prazo. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a suspensão foi determinada depois da divulgação dos resultados do estudo publicado na sexta-feira (22) na revista científica "The Lancet". A pesquisa, feita com 96 mil pessoas, apontou que não houve eficácia das substâncias contra a Covid-19 e detectou risco de arritmia cardíaca nos pacientes que as utilizaram. Cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil Mesmo sem evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos contra a Covid-19, o Ministério da Saúde divulgou, na semana passada, um documento com orientações para uso da cloroquina. A droga foi motivo de discórdia entre dois ex-ministros da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro. Tanto Luiz Henrique Mandetta quanto Nelson Teich, ambos médicos, alertaram para os efeitos colaterais dos remédios, mas, mesmo assim, Bolsonaro defendeu o uso deles contra a Covid-19. Mandetta foi demitido; Teich pediu demissão menos de um mês após assumir o cargo. Além da questão da cloroquina, os dois ex-ministros divergiram do presidente quanto ao isolamento social. Logo após a divulgação do documento pelo governo brasileiro, que recomendava o uso dos remédios contra a Covid-19, especialistas brasileiros emitiram notas contra a decisão. A própria OMS e a Opas, braço da organização nas Américas, também reafirmaram que não recomendam nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 fora de ensaios clínicos. Initial plugin text
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27/05 - 10 questões sobre 1ª missão comercial a levar astronautas da Nasa ao espaço em cápsula da SpaceX
BBC responde algumas das perguntas mais feitas sobre a missão, que tem lançamento marcado para às 17h33 (horário de Brasília) desta quarta (27). Crew Dragon deve se tornar a primeira espaçonave comercial a levar humanos à estação espacial SpaceX A empresa SpaceX, de Elon Musk, está prestes a lançar pela primeira vez seu veículo espacial, Crew Dragon, com astronautas a bordo. A BBC responde abaixo algumas das perguntas mais feitas sobre a missão, com lançamento agendado para às 17h33 (horário de Brasília) desta quarta-feira (27). A espaçonave deve chegar à Estação Espacial Internacional quase 20 horas depois. Por que uma empresa privada está levando astronautas da Nasa? Desde o início dos anos 2000, a Nasa (agência espacial americana) planejava abrir mão do transporte de tripulantes para a Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Depois do desastre com o ônibus espacial Columbia em seu retorno à Terra em 2003, a instituição decidiu focar no desenvolvimento de aeronaves reutilizáveis que poderiam viajar até a Lua. Um passo necessário para o programa seria envolver empresas privadas no transporte de tripulantes e cargas para a ISS. Em 2014, a empresa SpaceX e a gigante fabricante de aeronaves Boeing foram anunciados como os escolhidos para um contrato com a Nasa de transporte de tripulantes. Nesta quarta-feira (27) haverá o primeiro lançamento, da Space X. A espaçonave Crew Dragon, acoplada a um foguete Falcon 9, será lançada no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, levando dois astronautas. O que é a SpaceX? Ela é uma empresa americana que fornece serviços de lançamento para governos e outras companhias utilizando seus foguetes Falcon 9 e Falcon Heavy. Elon Musk fundou a SpaceX em 2002 com o objetivo de reduzir custos de transporte aéreo e, por extensão, viabilizar a colonização de Marte. A SpaceX foi a primeira empresa privada a conseguir consistentemente retornar à Terra estágios do foguete a fim de serem reutilizados, e não descartados. Ela tem feito transportes regulares de carga para a ISS, e agora será a vez de astronautas. A empresa também está desenvolvendo uma aeronave maior para transportar humanos, batizada de Starship, que pode participar do processo de colonização de Marte. Quem é Elon Musk? Nascido na África do Sul, Musk ganhou mais de US$ 160 milhões (quase R$ 855 milhões, em valores do câmbio atual) na venda do serviço de pagamentos online PayPal para o eBay. Seu desejo de ver a humanidade se tornar uma civilização espacial de fato foi a principal motivação por trás da fundação da SpaceX. Musk também está envolvido em diversas outras empresas, como a fabricante de carros elétricos Tesla. Ele também liderou um projeto chamado Hyperloop, um sistema de transporte de alta velocidade usando cápsulas em um sistema subterrâneo de tubos. Sua personalidade e seu estilo de vida serviram de inspiração para o ator Robert Downey Jr. no papel do super-herói bilionário Tony Stark (Homem de Ferro). Musk costuma se envolver em controvérsias. Postagens no Twitter resultaram em críticas, processos, investigações, quedas nos valores de ações e à saída dele do cargo de presidente da Tesla (ele se mantém como CEO). Por que esse lançamento é tão importante? Desde a aposentadoria dos ônibus espaciais em 2011, a Nasa tem pagado dezenas de milhões de dólares à Rússia para transportar seus astronautas na espaçonave Soyuz. O lançamento da Crew Dragon, da SpaceX, marca o primeiro lançamento com tripulantes a partir do território americano em nove anos. O evento tem sido visto também como crucial para recuperar o prestígio americano na exploração espacial. Além disso, será a primeira vez que uma empresa privada vai lançar astronautas até a órbita. O que é a Crew Dragon? É a espaçonave que vai transportar astronautas até a Estação Espacial Internacional nesta quarta-feira. É uma evolução esperta da Dragon que foi concebida para transportar carga até a órbita. A Crew Dragon foi projetada para levar até sete pessoas, mas a Nasa pretende levar até quatro astronautas nas missões, e ocupar o restante do espaço com suprimentos. Ela é equipada com propulsores que permitem manobrar no espaço e vai ser acoplada à estação espacial de forma automatizada. Diferentemente de outras aeronaves desenvolvidas para humanos, essa cabine tripulada terá controles em tela sensível ao toque em vez de botões físicos. Quem são os astronautas que viajarão ao espaço? Bob Behnken e Doug Hurley são astronautas da Nasa desde 2000 e já foram ao espaço duas vezes em ônibus espaciais. Eles estão entre os membros mais experientes da equipe de astronautas da Nasa e foram treinados como pilotos de testes (o que tem sido crucial para preparar a nova aeronave). Hurley já passou 28 dias e 11 horas no espaço, e Behnken acumula 29 dias e 12 horas, incluindo 37 horas de caminhada espacial (fora do veículo ou da estação). Ambos são casados com astronautas. O que os astronautas vão fazer lá? Espaçonaves projetadas para transportar astronautas passam por um processo que garanta que elas possam ser operadas de modo seguro. Esse lançamento é essencialmente a etapa final desse processo de validação. Uma vez em órbita, Behnken e Hurley vão testar o sistema de controle ambiental da Crew Dragon, as telas, os controles e os propulsores de manobra. Eles vão monitorar o sistema de acoplamento automático à Estação Espacial Internacional e se tornarão membros da tripulação da ISS. Os astronautas realizarão também outros testes de desempenho da Crew Dragon e tarefas ligadas à estação espacial. Na hora de voltar à Terra, a espaçonave vai pousar de paraquedas no oceano Atlântico, até ser resgatada por um navio chamado Go Navigator. E se algo der errado durante o lançamento? A Crew Dragon tem um sistema embutido para abortar a missão, projetado para salvar a vida dos tripulantes em caso de emergência. Se houver algum problema durante o lançamento, como falhas no foguete, a espaçonave acionará seus motores para afastar o módulo tripulado, que pousará com a ajuda de paraquedas. A SpaceX realizou com sucesso testes do seu sistema de emergência em 19 de janeiro de 2020. Como são os trajes espaciais? As roupas que Behnken e Hurley vão usar são bem diferentes dos tradicionais. Em vez do habitual traje cor de abóbora com aparência estufada e capacete arredondado da era dos ônibus espaciais, a roupa da SpaceX é mais justa ao corpo e tem capacetes saídos de impressoras 3D feitos sob medida para cada astronauta. Se eles lembram filmes de ficção científica, talvez seja porque os trajes foram concebidos por Jose Fernandez, designer de figurino de Hollywood que trabalhou em filmes das franquias Batman, X-Men e Thor. Mas eles foram desenhados para serem práticos e manter a tripulação viva em caso de despressurização da cabine (perda de ar dentro da espaçonave). Quais são os próximos passos? Se a missão da Crew Dragon Demo-2 for bem sucedida, a SpaceX vai dar seguimento às seis missões "operacionais" até a ISS que fazem parte do contrato de US$ 2,6 bilhões (quase R$ 14 bilhões) com a Nasa. A Boeing também tem um contrato similar, estimado em US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 22 bilhões) para levar tripulantes à estação espacial usando seu veículo CST-100 Starliner.
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27/05 - Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 27 de maio
As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 414.661 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 25.697 mortes. Brasil supera 400 mil casos confirmados e chega a 25.598 mortes por Covid-19 Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta quarta-feira (27), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 25.697 mortes provocadas pela Covid-19 e 414.661 casos confirmados da doença em todo o país. O balanço do Ministério da Saúde desta quarta-feira (27) informa 25.598 mortos e 411.821 casos. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade. Mortes por coronavírus no país Arte G1 Das 20 cidades com maior mortalidade, 16 estão no Norte e quatro no Nordeste. Veja gráficos: Datafolha: 60% dos brasileiros apoiam 'lockdown' Taxa de ocupação de leitos de UTI Acre – 86% em todo o estado em 25/5 Alagoas – 74% em todo o estado 27/5 Amapá – 97,78% em todo o estado em 25/5 Amazonas – 82% em todo o estado em 26/5 Bahia – 68% em todo o estado em 27/5 Ceará – 89% em todo o estado em 17/5 Espírito Santo - 77,55% em todo o estado em 25/5 Goiás - 54% dos leitos de gestão estadual, em todo o estado em 26/5 Maranhão – Grande Ilha: 95,65%; Imperatriz: 94,44%; e interior: 74,34% em 26/5 Mato Grosso – 14,6% em todo o estado em 27/5 Mato Grosso do Sul – 1,4% em todo o estado em 22/5 Minas Gerais – 69% em todo o estado em 27/5 Pará – 84,36% em todo o estado em 27/5 Paraíba – 72% em todo o estado em 27/5 Paraná – 37,90% em todo o estado em 25/5 Piauí - 61% em todo o estado em 24/5 Pernambuco –97% em todo o estado em 25/5 Rio de Janeiro – 86% em todo o estado em 24/5 Rio Grande do Norte – 84% em 27/5 Rio Grande do Sul – 71,8% em todo o estado em 27/5 Rondônia – 62% em todo o estado em 25/05 Roraima – 62% em todo o estado em 25/5 Santa Catarina – 61,49% do sistema público em todo o estado em 27/5 São Paulo – 73,20% em todo o estado em 27/5 Sergipe – 81,20% do sistema público em todo o estado em 26/5 Tocantins – 50% dos leitos ocupados em 25/5 Distrito Federal não divulgou a taxa de ocupação. Testes feitos pelos estados Número de testes de coronavírus feitos pelos estados Rio de Janeiro não divulgou o número de testes. Pacientes recuperados Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados Somente São Paulo não divulga o número de pacientes recuperados. Initial plugin text
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27/05 - De olho na previsão do tempo, SpaceX prepara lançamento de foguete com astronautas nesta quarta
Previsão de chuva pode adiar o voo da nave Crew Dragon, que levará dois astronautas da Nasa na primeira viagem espacial tripulada a partir dos EUA em nove anos. Foguete Falcon 9 com a nave Crew Dragon, da SpaceX, durante preparação nesta terça-feira (26) Steve Nesius/Reuters A SpaceX, do magnata Elon Musk, marcou para esta quarta-feira (27) o primeiro voo tripulado partindo de solo dos Estados Unidos em nove anos, com dois astronautas da Nasa. A partida está prevista para as 17h33 (de Brasília), do Centro Espacial Kennedy, na Flórida — se o tempo permitir. Se as condições meteorológicas estiverem desfavoráveis, o lançamento deverá ser adiado para o sábado (30). E a previsão indica chuva no Cabo Canaveral na tarde desta quarta. A cápsula Crew Dragon transportará os astronautas Doug Hurley e Bob Behnken rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) a partir do foguete Falcon 9. O presidente Donald Trump estará entre os espectadores para assistir ao lançamento, que recebeu autorização apesar dos meses de confinamento devido à pandemia de coronavírus. A SpaceX Falcon 9, com a nave Crew Dragon no topo do foguete, é vista na Plataforma de Lançamento 39-A no Kennedy Space Center, na Flórida, EUA, nesta segunda-feira (25). Dois astronautas voarão na missão SpaceX Demo-2 para o Estação Espacial Internacional agendada para lançamento nesta quarta-feira (27) David J. Phillip/AP Em razão das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o público em geral foi convidado a acompanhar o lançamento da Crew Dragon pela transmissão ao vivo. Destinado a desenvolver naves espaciais privadas para transportar astronautas americanos ao espaço, o programa de tripulação comercial da Nasa começou sob o governo de Barack Obama. Trump o vê como símbolo de sua estratégia para reafirmar o domínio americano do espaço, tanto militar, com a criação da Força Espacial, quanto civil. Foto de arquivo de janeiro de 2020 mostra o fundador e engenheiro-chefe da SpaceX, Elon Musk, durante entrevista coletiva pós-lançamento para discutir o teste de abortamento em voo da cápsula de astronauta Crew Dragon no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, na Flórida, EUA Joe Skipper/Reuters/Arquivo O atual presidente ordenou que a Nasa retorne à Lua em 2024, um cronograma difícil de cumprir, mas que deu novo impulso à famosa agência espacial americana. Nos 22 anos desde o lançamento dos primeiros componentes da ISS, apenas naves espaciais desenvolvidas pela Nasa e pela agência espacial russa levaram equipes para essa estação. A agência americana apostou no seu famoso programa de ônibus espaciais: naves espaciais enormes e extremamente complexas que levaram dezenas de astronautas ao espaço por três décadas. Seu custo impressionante - US$ 200 bilhões para 135 voos - e dois acidentes fatais acabaram por encerrar o programa. O último ônibus espacial, Atlantis, viajou em 21 de julho de 2011. Depois, os astronautas da Nasa tiveram de aprender russo e viajar para a ISS no foguete russo Soyuz, que decola do Cazaquistão, em uma parceria que sobreviveu às tensões políticas entre Washington e Moscou. Os Estados Unidos pretendiam, no entanto, que este fosse um acordo temporário. A Nasa confiou a duas empresas privadas, a gigante da aviação Boeing e a SpaceX, a tarefa de projetar e construir cápsulas que substituiriam os ônibus espaciais. Nove anos depois, a SpaceX, fundada por Musk, o empresário sul-africano que também criou o PayPal e a Tesla, está pronta para o lançamento. O foguete SpaceX Falcon 9 com a espaçonave Crew Dragon é colocado na posição vertical na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy no Cabo Canaveral, na Florida (EUA), durante os preparativos para a missão Demo-2 na Estação Espacial Internacional na quinta-feira (21) Bill Ingalls/NASA via Reuters 'Uma história de sucesso' A Nasa concedeu à SpaceX mais de US$ 3 bilhões em contratos desde 2011 para construir a espaçonave. A cápsula será tripulada por Robert Behnken, de 49 anos, e Douglas Hurley, de 53, ambos com uma longa história de viagens espaciais: Hurley pilotou o Atlantis em sua última viagem. Os astronautas da NASA Douglas Hurley e Robert Behnken posam para foto durante ensaio para o lançamento no Kennedy Space Center no Cabo Canaveral, na Flórida, EUA, neste sábado (23) Kim Shiflett/NASA/Divulgação via Reuters Cerca de 19 horas depois, vão atracar na ISS, onde dois russos e um americano esperam por eles. A operação levou cinco anos a mais do que o planejado, mas, mesmo com os atrasos, a SpaceX derrotou a Boeing. O voo de teste da Boeing de seu Starliner fracassou, devido a sérios problemas de software, e terá de ser refeito. "Tem sido uma história de sucesso", disse à AFP Scott Hubbard, ex-diretor do Centro Ames da Nasa no Vale do Silício, que agora leciona em Stanford. "Houve um grande ceticismo", lembrou Hubbard, que conheceu Musk antes da criação da SpaceX e também preside um painel consultivo de segurança da SpaceX. "Os líderes da Lockheed, da Boeing, me disseram em uma conferência que os caras da SpaceX não sabiam o que estavam fazendo", contou à AFP. Ilustração divulgada pela SpaceX mostra a cápsula Crew Dragon e o foguete Falcon 9 após lançamento SpaceX/Divulgação via AP A SpaceX finalmente chegou ao topo com seu foguete Falcon 9. Desde 2012, a empresa reabastece a ISS para a Nasa, graças à versão de carga da cápsula Dragon. A missão tripulada, chamada Demo-2, é de fundamental importância para Washington por duas razões. A primeira é quebrar a dependência da NASA em relação à Rússia. E a segunda é catalisar um mercado privado de "órbita terrestre baixa", aberta a turistas e empresas. "Prevemos um dia, no futuro, que teremos uma dúzia de estações espaciais na órbita terrestre baixa. Todas operadas pela indústria comercial", disse o diretor da NASA, Jim Bridenstine. Musk mira mais alto: está construindo um enorme foguete, o Starship, para circunavegar a Lua, ou até viajar para Marte e, finalmente, tornar a humanidade uma "espécie que habite vários planetas".
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26/05 - Brasil tem 24.512 mortes causadas pelo novo coronavírus, aponta balanço do Ministério da Saúde
MS informa que 1.039 registros de morte foram incluídos no balanço em 24 horas. Mortes por coronavírus no Brasil em 26 de maio G1 O Ministério da Saúde (MS) divulgou nesta terça-feira (26) o mais recente balanço de novo coronavírus no Brasil. Os principais dados são: 24.512 mortes, um acréscimo de 1.039 registros em 24 horas 391.222 casos confirmados, um acréscimo de 16.324 em 24 horas 208.117 pacientes estão em acompanhamento (53,2% do total) 158.593 pacientes estão recuperados De acordo com o Ministério da Saúde, das mortes anunciadas nesta terça, 284 ocorreram nos últimos 3 dias. Há ainda outros 3.882 óbitos em investigação. Imunidade de rebanho 'não é a melhor estratégia' contra Covid-19, diz secretário do Ministério da Saúde Ministério da Saúde diz que 5 laboratórios da rede privada fizeram 47,2% dos testes de Covid-19 no Brasil Brasil registra 1.039 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas Casos de coronavírus no Brasil em 26 de maio G1 Coronavírus: Levantamento do G1 aponta que o MT é um dos estados que menos fizeram testes Initial plugin text
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26/05 - Estudo detalha como coronavírus se espalhou em hospital na África do Sul e aponta equipe como fator de contaminação
Surto hospitalar aconteceu em março dentro de hospital em Durban. Em oito semanas, hospital tinha 39 pacientes e 80 funcionários infectados, com 15 mortes -- metade do número de mortos da província KwaZulu-Natal na época. Hospital St. Augustine, da África do Sul Divulgação Cientistas da Universidade de KwaZulu-Natal publicaram no último dia 22 uma análise que mostra, passo a passo, como o coronavírus se espalhou dentro do hospital St. Augustin, em Durban, na África do Sul. Ao documentar a rota da disseminação, o relatório apresenta "lições valiosas sobre como as instituições de saúde precisam funcionar na era Covid", na avaliação do cientista Salim Abdool Karim, à revista acadêmica "Science". Tudo começou em 9 de março, com a visita de um paciente que tinha ido à Europa e que apresentava sintomas do Covid-19. Oito semanas depois, o hospital tinha 39 pacientes e 80 funcionários infectados, com 15 mortes - metade do número de mortos da província KwaZulu-Natal na época. O estudo sugere que o surto hospitalar foi causado por uma única introdução e que os pacientes raramente infectaram outros pacientes. Em vez disso, o vírus teria sido transportado dentro do hospital pela equipe (enfermeiros, médicos e faxineiros) e nas superfícies de equipamentos médicos. "É uma história notável e um testemunho da capacidade do vírus de se espalhar por uma instalação se não houver controles apropriados", diz Michael Klompas, especialista em doenças infecciosas da Harvard Medical School, que não está envolvido no estudo. O relatório rastreia a propagação do vírus por cinco enfermarias do hospital, incluindo neurologia, cirurgia e unidades de terapia intensiva (UTIs), além de um lar de idosos e um centro de diálise nas cercanias. Nenhuma infecção teria ocorrido na UTI voltada ao tratamento de Covid-19, talvez pelos cuidados redobrados naquela área. Passo a passo Segundo o relatório, o primeiro paciente, que procurou o hospital com sintomas do coronavírus e ficou apenas algumas horas no hospital, provavelmente transmitiu o vírus para um paciente idoso admitido no mesmo dia com um AVC. Os dois estavam no mesmo departamento de emergência e passaram pelo mesmo local no hospital. Além disso, foram atendidos pelo mesmo médico. O idoso apresentou febre no dia 13 de março e a enfermeira que cuidou do seu caso desenvolveu os sintomas em 17 de março. Outros quatro pacientes podem ter pego o vírus do idoso, incluindo uma mulher de 46 anos admitida por asma grave, que ficava numa cama na frente dele. O senhor e a mulher morreram. No geral, porém, foram poucas as infecções entre pacientes. A disseminação teria ocorrido por meio dos funcionários. "Acreditamos que provavelmente tenha sido pelas mãos da equipe e por compartilhamento de itens de assistência ao paciente, como termômetros, medidores de pressão arterial e estetoscópios", diz Richard Lessells, especialista em doenças infecciosas e um dos líderes do estudo. "A alta taxa de funcionários positivos -- 80 em 119 casos -- indica que eles têm sido importantes transmissores e que a triagem dos funcionários é uma medida essencial para impedir a disseminação", diz Jens Van Praet, especialista em medicina interna do Hospital AZ Sint-Jan AV, na Bélgica. O estudo foi possível graças ao baixo número de contágios em março na África do Sul. Atualmente, são cerca de 23 mil casos no país, com 481 mortes. O relatório, por fim, apresenta recomendações para reduzir riscos, incluindo a divisão do hospital em zonas "verde", "amarela" e "vermelha" com base no risco de exposição ao Covid-19, limitando o movimento das equipes e promovendo testes semanais nos profissionais da linha de frente. Initial plugin text
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26/05 - Empresa americana testa possível vacina contra o Covid-19 na Austrália
Novavax testará 131 voluntários na primeira fase e terá resultados a partir de julho Iniciativa global para descobrir vacina contra coronavírus arrecada 9,5 bilhões de euros Uma empresa de biotecnologia dos Estados Unidos começou a testar uma vacina contra o coronavírus em pessoas na Austrália na terça-feira (25), com esperança de conseguir obter uma comprovação ainda neste ano. Seis pessoas já foram testadas. A Novavax fará o teste em 131 voluntários na primeira fase, testando a segurança da vacina e procurando sinais de sua eficácia, disse o chefe da pesquisa, Dr. Gregory Glenn. Cientistas decifram estrutura no novo coronavírus que pode ajudar na fabricação de vacinas Os resultados desta primeira fase, feita em Melbourne e Brisbane, serão conhecidos em julho. A segunda fase contará com candidatos de vários países. Testes em animais sugeriram que a vacina é eficaz em doses baixas. A Novavax poderia fabricar pelo menos 100 milhões de doses neste ano e mais 1,5 bilhão em 2021, ainda segundo Gregory Glenn. A fabricação da vacina, chamada NVX-CoV2373, estava sendo ampliada desde março com US$ 388 milhões investidos pela Coalition, da Noruega, para inovações em preparação para epidemias. Cerca de uma dúzia de vacinas experimentais contra o coronavírus estão em fase de testes ou prontas para começá-los em países como China, Estados Unidos e também na Europa. Por enquanto, ainda não há está claro se alguma empresa ou instituição já se aproxima de algo seguro e efetivo, mas os trabalhos de diferentes formas e tecnologias aumentam as chances de que pelo menos uma abordagem tenha sucesso. O método testado pela Novavax se chama "vacina recombinante". A empresa usou engenharia genética para cultivar réplicas inofensivas da proteína que o novo coronavírus usa para entrar nas células do corpo em meio a células de insetos, em laboratório. Os cientistas extraíram, purificaram a proteína e a embalaram em nanopartículas do tamanho do vírus. "A forma como fabricamos essa vacina é sem mexer com o vírus em si", informou a emprea à Associated Press no mês passado. Ainda assim, "parece o vírus para o sistema imunológico". Trata-se do mesmo processo que a Novavax usou para criar uma vacina contra a gripe com nanopartículas, que passou recentemente nos testes de estágio avançado. Image publicada na revista 'Science' mostra a proteína usada pelo novo coronavírus para invadir as céulas Divulgação/Science Initial plugin text
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26/05 - O que é a 'luz proibida', descoberta que pode revolucionar a física quântica
Uma equipe de cientistas de uma universidade americana afirma ter descoberto uma forma de acessar um mundo fascinante e impensável na física tradicional. Os cientistas acreditam terem descobrem mais informações sobre as propriedades quânticas em supercorrentes Jigang Wang/Iowa State University Um tipo de luz "que não deveria existir" pode abrir as portas para um mundo ainda desconhecido. Cientistas da Universidade Estadual de Iowa, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto uma forma de acessar propriedades únicas da física quântica ao usar ondas de luz em altas frequências para acelerar supercondutores (materiais que podem conduzir corrente elétrica sem resistência ou perda de energia). Os pesquisadores do Laboratório Ames do Departamento de Energia dos Estados Unidos, que é associado à universidade, dizem que fizeram os primeiros experimentos para usar pulsos de luz em frequências de terahertz (trilhões de pulsos por segundo) para acelerar elétrons conhecidos como pares de Cooper. Games melhoram a memória: revelações do maior experimento sobre inteligência no mundo A lei universal da física descoberta graças a uma gota de azeite de oliva De acordo com um estudo publicado na revista Physical Review Letters, após rastrear a luz emitida pelos pares de elétrons acelerados, eles encontraram "emissões de luz do segundo harmônico" ou luz com o dobro da frequência de entrada usada para acelerar os elétrons. "Essas emissões do segundo harmônico deveriam ser proibidas (pelas leis da física tradicional) em supercondutores. Isso vai contra o saber convencional", disse Jigang Wang, principal autor do estudo. A equipe disse que essa "luz proibida" é "uma descoberta fundamental para a matéria quântica". Professor Jigang Wang Christopher Gannon/Divulgação/Iowa State University Como eles descobriram a 'luz proibida'? De acordo com pesquisa publicada na Physical Review Letters, os cientistas usaram uma ferramenta chamada espectroscopia quântica de terahertz, que pode visualizar e direcionar o fluxo de elétrons. A equipe empregou flashes de laser a uma taxa de trilhões de pulsos por segundo, o que ajuda a acelerar supercondutores e, portanto, acessar novos estados quânticos da matéria. "A luz proibida nos dá acesso a uma classe exótica de fenômenos quânticos, isto é, energia e partículas de átomos em pequena escala", explicou Ilias Perakis, professor de física da Universidade do Alabama em Birmingham e um dos coautores do estudo. Para que serve a 'luz proibida'? Segundo o estudo, os cientistas acreditam que as emissões de "luz proibida" poderiam ser aplicadas à fabricação de computadores quânticos de alta velocidade, bem como às comunicações e outras tecnologias. "Encontrar maneiras de controlar, acessar e manipular os recursos especiais do mundo quântico e conectá-los a problemas do mundo real é um grande objetivo científico nos dias de hoje", disse Perakis. Wang, por sua vez, afirmou que o estudo e o desenvolvimento de tecnologias associadas a essa descoberta permitirão altas velocidades e baixo consumo de energia em futuras estratégias de computação quântica e eletrônica.
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26/05 - Brasil terá mais de 125 mil mortes por Covid-19 até o começo de agosto, de acordo com projeção de universidade dos EUA
Universidade de Washington prevê que estado com maior número de óbitos será São Paulo, com mais de 32 mil mortes, seguido do Rio, com cerca de 26 mil. Modelo usado pela Casa Branca eleva para 125 mil projeção de mortes no Brasil O número de mortes por Covid-19 no Brasil deve passar de 125 mil no começo de agosto, de acordo com uma previsão do Instituto para Métricas de Saúde e Avaliação (IHME, na sigla em inglês), ligado à Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Enfermeiros e médicos italianos reclamam de esquecimento após auge da pandemia de Covid-19 Empresa americana testa possível vacina contra o Covid-19 na Austrália “O Brasil deve seguir o exemplo de Wuhan, na China, e o da Itália, Espanha e Nova York e impor ordens e medidas para tomar controle de uma epidemia que está crescendo rapidamente, e reduzir a transmissão do coronavírus”, disse Christopher J. L. Murray, diretor do IHME. Sem essas medidas, o modelo do instituto mostra que o volume de mortes deve seguir em alta até o meio de julho. Haverá falta de infraestrutura hospitalar também, disse ele. Vista aérea do Cemitério Vila Formosa, em São Paulo, com abertura de novas covas devido à pandemia do novo coronavírus (COVID-19) Marcello Zambrana/AGIF/Estadão O instituto fez projeções por estados brasileiros até o dia 4 de agosto. Veja abaixo: São Paulo: 32.043 (projeção anterior era de 36.811) Rio de Janeiro: 25.755 (projeção anterior era de 21.073) Pernambuco: 13.946 (projeção anterior era de 9.401) Ceará: 15.154 (projeção anterior era de 8.679) Maranhão: 3.625 (projeção anterior era de 4.613) Bahia: 5.848 (projeção anterior era de 2.443) Amazonas: 3.194 (projeção anterior era de 5,039) Paraná: 626 (projeção anterior era de 245) Pará: 13.524 (sem projeção anterior) Espirito Santo: 2.853 (sem projeção anterior) Minas Gerais: 2.371 (sem projeção anterior) Alagoas: 1.788 (sem projeção anterior) Rio Grande do Sul: 1.165 (sem projeção anterior) Paraíba: 1.142 (sem projeção anterior) Goiás: 893 (sem projeção anterior) Amapá: 529 (sem projeção anterior) Rio Grande do Norte: 492 (sem projeção anterior) Santa Catarina: 464 (sem projeção anterior) Acre: 422 (sem projeção anterior) Murray afirma que a previsão do IHME captura efeitos das regras de distanciamento social, tendências de mobilidade e capacidade de testes. As projeções mudam de acordo com alterações nessas políticas. O modelo será atualizado com regularidade à medida que novos dados sobre hospitalização, mortes, testes e mobilidade forem divulgados, de acordo com a nota. A diretora-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, citou nesta terça-feira (26) uma projeção de 88,3 mil mortes por Covid-19 no Brasil até o dia 4 de agosto. "Modelos têm limitações", alertou Etienne. "Eles são, primariamente, ferramentas para prever cenários em situações complexas. Eles nunca devem ser levados em conta literalmente. Situações podem ser alteradas baseadas na resposta em particular em qualquer país". Brasil pode ter 125 mil mortes por coronavírus até agosto, diz estudo Initial plugin text
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26/05 - Opas cita projeção de 88,3 mil mortes por Covid-19 no Brasil até agosto
Previsão foi feita por instituto de pesquisa dos EUA com auxílio da organização, segundo diretora-geral da entidade, Carissa Etienne, que pediu 'cautela' na consideração dos números. 'Modelos têm limitações', afirmou. 25 de maio de 2020 - Vista do Cemitério da Vila Formosa, na zona leste de São Paulo, em meio à pandemia do no coronavírus (Covid-19) PAULO LOPES/BW PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO A diretora-geral da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, citou nesta terça-feira (26) uma projeção de 88,3 mil mortes por Covid-19 no Brasil até o dia 4 de agosto. Etienne fez a afirmação ao ser questionada se a Opas tinha previsões sobre o futuro da pandemia no continente americano. O dado sobre o Brasil foi elaborado, com contribuição da entidade, pelo Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde (IHME, na sigla em inglês) da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, que também fez projeções para outros 14 países da região (incluindo EUA e Canadá). Depois, o modelo foi atualizado com números de mais estados brasileiros. Com a mudança, o número de mortes previstas para o país subiu para 125 mil até o início de agosto. "Mas me deixe pedir cautela: modelos têm limitações", alertou Etienne. "Eles são, primariamente, ferramentas para prever cenários em situações complexas. Eles nunca devem ser levados em conta literalmente. Situações podem ser alteradas baseadas na resposta em particular em qualquer país". Outra projeção citada por Etienne foi a do Peru: o modelo previa que o país teria 13 mil mortes até a mesma data de agosto. Já Cuba tem uma tendência de queda, e outras ilhas menores do Caribe não têm reportado novos casos. Segundo levantamento feito pelo G1 junto às secretarias de Saúde, 23,6 mil pessoas morreram pelo novo coronavírus no Brasil até esta terça. "Estamos preocupados", afirmou Marcos Espinal, especialista da Opas. "A questão no Brasil é aumentar a quantidade de testes. A situação do Brasil não vai melhorar na próxima semana. Ainda há um longo caminho a seguir". Os especialistas também reforçaram o fato de que a América do Sul é, agora, o epicentro da pandemia. Hidroxicloroquina A entidade também voltou a reforçar que não recomenda a hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19. Na segunda-feira (25), a OMS anunciou a suspensão dos testes com a substância depois de um estudo, publicado na sexta-feira (22), apontar que não há eficácia dela contra a doença e, ainda, dectectar risco de arritimia cardíaca nos pacientes que a utilizaram. OMS aponta América do Sul como novo epicentro da pandemia Initial plugin text CORONAVÍRUS - CLOROQUINA×
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26/05 - UFTM em Uberaba inicia pesquisa sobre eficácia de medicamento no tratamento da Covid-19
Notícia foi divulgada um dia depois de a OMS suspender testes com hidroxicloroquina. Estudo sob coordenação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz em São Paulo. Profissionais de saúde são convidados a participar de pesquisa que vai avaliar a eficácia doa hidroxicloroquina no tratamento da síndrome gripal pela Covid-19 UFTM/Divulgação A Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, deu início a uma pesquisa chamada “Coalizão nº 5”, que pretende avaliar a eficácia do medicamento hidroxicloroquina no tratamento da síndrome gripal pela Covid-19. O objetivo é entender se o uso mais precoce na medicação poderia diminuir complicações ou a evolução da doença. A notícia do estudo foi divulgada nesta terça-feira (26), um dia depois de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter suspenso o uso da hidroxicloroquina em pesquisas que ela coordenava com cientistas de 100 países. O presidente Jair Bolsonaro defende o uso da cloroquina no tratamento da doença causada pelo novo coronavírus. Mas não há comprovação científica de que esse remédio seja capaz de curar a Covid-19. Estudos internacionais não encontraram eficácia no remédio, e a Sociedade Brasileira de Infectologia não recomenda a utilização. O protocolo da cloroquina foi motivo de atrito entre Bolsonaro e os últimos dois ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No intervalo de menos de um mês, os dois deixaram o governo. UFTM A pesquisa feita na UFTM está sob coordenação do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, como co-participante. Com recursos financeiros patrocinados pela instituição paulista, participam do estudo mais de 100 hospitais no Brasil. A previsão é avaliar 1.300 pacientes em todas as regiões do país. A equipe da UFTM é coordenada pelo professor Rodrigo Molina, médico infectologista, e tem participação dos professores Maria Helena de Castro e Silva e o médico Fernando Neves. A pesquisa O estudo é realizado de segunda a sexta-feira somente com profissionais da saúde da universidade, no andar térreo do Ambulatório Maria da Glória do Hospital de Clínicas da UFTM (HC-UFTM). Os profissionais que trabalham em atendimentos presenciais e apresentarem sintomas sugestivos de Covid-19 serão convidados a participar da pesquisa. Não é necessário agendamento. Segundo a UFTM, este é um estudo duplo cego em que nem o paciente e nem quem prescreve o medicamento sabe qual dos dois estão tomando. "O paciente incluso na pesquisa receberá a hidroxicloroquina e tomará a medicação em casa por cinco dias, período em que o estado de saúde dele será monitorado à distância. Se o exame para coronavírus for negativo, orientamos a suspensão. Se for positivo, informamos o resultado e ele termina a medicação”, explicou Molina. Ainda na avaliação do médico infectologista, este tipo de estudo é a melhor forma de entender se uma medicação é melhor, pior ou indiferente em relação a um placebo. "É a forma mais adequada de comprovar se a medicação, que é tão divulgada nas mídias pelo Ministério da Saúde, se tem alguma eficácia, se há comprovação em torno de seus efeitos. E quando são realizadas nas universidades, ganham patamar diferenciado, mais elevado. Por isso, nós quisemos participar, a fim de comprovar mesmo se a medicação é verdadeiramente eficaz neste tipo de situação”, concluiu. UFTM desenvolve pesquisas sobre o coronavírus Ana Cristina Resende Gonçalves/UFTM Resposta imune à Covid-19 A UFTM também desenvolve um projeto de pesquisa que vai avaliar a resposta imune na infecção pela Covid-19 em pacientes de Uberaba. O projeto propõe, inicialmente, a avaliação, o diagnóstico e o acompanhamento de dois mil pacientes. Pessoas com diagnóstico positivo de coronavírus, internados em qualquer hospital de Uberaba ou que estiverem em casa, serão convidados a participarem da pesquisa. Os exames serão realizados na UFTM, com equipamentos e a expertise da instituição. Initial plugin text
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26/05 - Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 26 de maio
As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 394.507 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 24.593 mortes. Brasil registra 1.039 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta terça-feira (26), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 24.593 mortes provocadas pela Covid-19 e 394.507 casos confirmados da doença em todo o país. O balanço do Ministério da Saúde desta terça-feira (26) informa 24.512 mortos e 391.222 casos. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade. Mortes por coronavírus no país Arte G1 Das 20 cidades com maior mortalidade, 16 estão no Norte e quatro no Nordeste. Veja gráficos: Quase 1.300 pessoas morreram em salas de emergência do Rio à espera de um leito Taxa de ocupação de leitos de UTI Acre – 86% em todo o estado em 25/5 Alagoas – 79% em todo o estado da rede pública e contratualizados em 26/5 Amapá – 97,78% em todo o estado em 25/5 Amazonas – 82% em todo o estado em 26/5 Bahia – 68,58% em todo o estado em 26/5 Ceará – 89% em todo o estado em 17/5 Espírito Santo - 77,55% em todo o estado em 25/5 Maranhão – 94,31% na capital em 17/5 Mato Grosso – 12,2% em todo o estado em 20/5 Mato Grosso do Sul – 1,4% em todo o estado em 22/5 Minas Gerais – 67% em todo o estado em 25/5 Pará – 81,58% em todo o estado em 26/5 Paraíba – 73% em todo o estado em 26/5 Paraná – 37,90% em todo o estado em 25/5 Piauí - 61% em todo o estado em 24/5 Pernambuco –97% em todo o estado em 25/5 Rio de Janeiro – 86% em todo o estado em 24/5 Rio Grande do Norte – 72% em 26/5 Rio Grande do Sul – 71,1% em todo o estado em 26/5 Rondônia – 62% em todo o estado em 25/05 Santa Catarina – 61,70% do sistema público em todo o estado em 25/5 São Paulo – 74,50% em todo o estado em 26/5 Sergipe – 81,20% do sistema público em todo o estado em 26/5 Tocantins – 50% dos leitos ocupados em 25/5 Distrito Federal, Goiás e Roraima não divulgaram a taxa de ocupação. Testes feitos pelos estados Número de testes de coronavírus feitos pelos estados Rio de Janeiro não divulgou o número de testes. Pacientes recuperados Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados Goiás e São Paulo não divulgaram o número de pacientes recuperados. Initial plugin text
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26/05 - Pandemia pode dificultar acesso dos mais velhos ao mercado de trabalho
Especialistas alertam para a necessidade de políticas de inclusão dos idosos para evitar discriminação Ainda sobre o “Longevity Leaders”, que ocorreu semana passada e foi objeto da coluna de domingo, me chamou atenção um painel sobre o preconceito contra o idoso e como combater a discriminação que, de acordo com os especialistas, deve se tornar ainda maior depois da pandemia do novo coronavírus. Estaremos diante de um mercado devastado pela crise, no qual mesmo os jovens terão dificuldade de colocação. Os idosos passarão a enfrentar o preconceito de serem um grupo de risco que o empregador terá que mandar para casa diante de uma epidemia semelhante ou uma nova onda de infecções. “A Covid-19 vai amplificar a discriminação. A pandemia pode tornar o mundo do trabalho ainda mais fechado para os mais velhos, por isso é tão importante incorporar políticas de inclusão para esse trabalhador maduro, que garantam a diversidade nas empresas.”, afirmou Kamili Wilson, vice-presidente da AARP, a associação que reúne 37 milhões de aposentados norte-americanos. Discriminação dos trabalhadores mais velhos pode se tornar ainda maior depois da pandemia do novo coronavírus Clebertrue28 por Pixabay Seria um enorme retrocesso num cenário que parecia promissor: o mundo assistia, pela primeira vez em sua História, a cinco gerações diferentes no mercado de trabalho. Jean Accius, também vice-presidente da AARP, criticou inclusive a orientação de se manter idosos confinados como condição para a suspensão do isolamento social: “idade não pode ser o critério para manter as pessoas em casa. Há muitos indivíduos produtivos e nem todos têm problemas de saúde ou estão em condição frágil”. Ele citou dois levantamentos realizados pela entidade. Um deles mostrava que o grupo composto pelos 50 mais contribuiu com 8.3 trilhões de dólares para a economia norte-americana em 2018: algo perto de 48 trilhões de reais. O outro mostrava que seis em cada dez trabalhadores relatavam a existência de discriminação em seu ambiente profissional. “Todos perdem com os estereótipos que associam envelhecimento a declínio. Precisamos mudar essa narrativa porque o preconceito é internalizado e se traduz em políticas públicas equivocadas que se perpetuam”, complementou Kamili Wilson.
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26/05 - SpaceX se prepara para enviar astronautas ao espaço pela primeira vez
Lançamento está previsto para esta quarta (27). Será o primeiro voo tripulado partindo de solo americano em nove anos. A SpaceX Falcon 9, com a nave Crew Dragon no topo do foguete, é vista na Plataforma de Lançamento 39-A no Kennedy Space Center, na Flórida, EUA, nesta segunda-feira (25). Dois astronautas voarão na missão SpaceX Demo-2 para o Estação Espacial Internacional agendada para lançamento nesta quarta-feira (27) David J. Phillip/AP A princípio, o ceticismo era grande. Mas a SpaceX de Elon Musk desafiou as expectativas e, na quarta-feira (27), espera fazer história transportando dois astronautas da Nasa ao espaço, no primeiro voo tripulado partindo de solo americano em nove anos. O presidente Donald Trump estará entre os espectadores no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para assistir ao lançamento, que recebeu autorização apesar dos meses de confinamento devido à pandemia de coronavírus. Em razão das restrições impostas pela pandemia de Covid-19, o público em geral foi convidado a acompanhar o lançamento da Crew Dragon por um foguete Falcon 9 rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) pela transmissão ao vivo. Trump assistirá ao lançamento do primeiro voo tripulado da SpaceX Destinado a desenvolver naves espaciais privadas para transportar astronautas americanos ao espaço, o programa de tripulação comercial da Nasa começou sob o governo de Barack Obama. Trump o vê como símbolo de sua estratégia para reafirmar o domínio americano do espaço, tanto militar, com a criação da Força Espacial, quanto civil. Foto de arquivo de janeiro de 2020 mostra o fundador e engenheiro-chefe da SpaceX, Elon Musk, durante entrevista coletiva pós-lançamento para discutir o teste de abortamento em voo da cápsula de astronauta Crew Dragon no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, na Flórida, EUA Joe Skipper/Reuters/Arquivo O atual presidente ordenou que a Nasa retorne à Lua em 2024, um cronograma difícil de cumprir, mas que deu novo impulso à famosa agência espacial americana. Nos 22 anos desde o lançamento dos primeiros componentes da ISS, apenas naves espaciais desenvolvidas pela Nasa e pela agência espacial russa levaram equipes para essa estação. A agência americana apostou no seu famoso programa de ônibus espaciais: naves espaciais enormes e extremamente complexas que levaram dezenas de astronautas ao espaço por três décadas. Seu custo impressionante - US$ 200 bilhões para 135 voos - e dois acidentes fatais acabaram por encerrar o programa. O último ônibus espacial, Atlantis, viajou em 21 de julho de 2011. Depois, os astronautas da Nasa tiveram de aprender russo e viajar para a ISS no foguete russo Soyuz, que decola do Cazaquistão, em uma parceria que sobreviveu às tensões políticas entre Washington e Moscou. Os Estados Unidos pretendiam, no entanto, que este fosse um acordo temporário. A Nasa confiou a duas empresas privadas, a gigante da aviação Boeing e a SpaceX, a tarefa de projetar e construir cápsulas que substituiriam os ônibus espaciais. Nove anos depois, a SpaceX, fundada por Musk, o empresário sul-africano que também criou o PayPal e a Tesla, está pronta para o lançamento. O foguete SpaceX Falcon 9 com a espaçonave Crew Dragon é colocado na posição vertical na plataforma de lançamento no Centro Espacial Kennedy no Cabo Canaveral, na Florida (EUA), durante os preparativos para a missão Demo-2 na Estação Espacial Internacional na quinta-feira (21) Bill Ingalls/NASA via Reuters 'Uma história de sucesso' A previsão é que às 16h33 (17h33 de Brasília) de quarta-feira, o foguete SpaceX Falcon 9 decolará da plataforma de lançamento 39A com a cápsula Crew Dragon no topo. A Nasa concedeu à SpaceX mais de US$ 3 bilhões em contratos desde 2011 para construir a espaçonave. A cápsula será tripulada por Robert Behnken, de 49 anos, e Douglas Hurley, de 53, ambos com uma longa história de viagens espaciais: Hurley pilotou o Atlantis em sua última viagem. Os astronautas da NASA Douglas Hurley e Robert Behnken posam para foto durante ensaio para o lançamento no Kennedy Space Center no Cabo Canaveral, na Flórida, EUA, neste sábado (23) Kim Shiflett/NASA/Divulgação via Reuters Cerca de 19 horas depois, vão atracar na ISS, onde dois russos e um americano esperam por eles. A previsão do tempo permanece desfavorável, com uma probabilidade de 60% de condições adversas, segundo os meteorologistas de Cabo Canaveral, o que pode levar a adiamentos. A próxima janela de lançamento é sábado, 30 de maio. A operação levou cinco anos a mais do que o planejado, mas, mesmo com os atrasos, a SpaceX derrotou a Boeing. O voo de teste da Boeing de seu Starliner fracassou, devido a sérios problemas de software, e terá de ser refeito. "Tem sido uma história de sucesso", disse à AFP Scott Hubbard, ex-diretor do Centro Ames da Nasa no Vale do Silício, que agora leciona em Stanford. "Houve um grande ceticismo", lembrou Hubbard, que conheceu Musk antes da criação da SpaceX e também preside um painel consultivo de segurança da SpaceX. "Os líderes da Lockheed, da Boeing, me disseram em uma conferência que os caras da SpaceX não sabiam o que estavam fazendo", contou à AFP. Ilustração divulgada pela SpaceX mostra a cápsula Crew Dragon e o foguete Falcon 9 após lançamento SpaceX/Divulgação via AP A SpaceX finalmente chegou ao topo com seu foguete Falcon 9. Desde 2012, a empresa reabastece a ISS para a Nasa, graças à versão de carga da cápsula Dragon. A missão tripulada, chamada Demo-2, é de fundamental importância para Washington por duas razões. A primeira é quebrar a dependência da NASA em relação à Rússia. E a segunda é catalisar um mercado privado de "órbita terrestre baixa", aberta a turistas e empresas. "Prevemos um dia, no futuro, que teremos uma dúzia de estações espaciais na órbita terrestre baixa. Todas operadas pela indústria comercial", disse o diretor da NASA, Jim Bridenstine. Musk mira mais alto: está construindo um enorme foguete, o Starship, para circunavegar a Lua, ou até viajar para Marte e, finalmente, tornar a humanidade uma "espécie que habite vários planetas".
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25/05 - Após prever painel com taxa de UTIs ocupadas, governo diz só ter dados de menos da metade dos hospitais que atuam contra a Covid-19
Ministério da Saúde prometeu publicar dados em balanço diário e editou portaria em abril para que hospitais enviassem os dados. Pasta diz que 611 dos 1,3 mil passaram dados, mas governo não apresentou percentual de ocupação. Hospital Regional de Arapiraca atinge capacidade de leitos para Covid-19 Ascom/Hospital Regional de Arapiraca O Ministério da Saúde informou nesta segunda-feira (25) que só tem informação sobre a taxa de ocupação de leitos de UTIs em 611 dos 1.322 hospitais (46%) que estão no plano de contingência do combate ao novo coronavírus. Secretário de Vigilância do Ministério da Saúde deixa o cargo Estudo que levou OMS a suspender teste não é suficiente para Brasil rever orientação de uso da cloroquina, diz secretária A pasta havia se comprometido a divulgar um painel com informações sobre a ocupação dos hospitais. Para coletar os dados, editou uma portaria no começo de abril que exigia que os hospitais repassassem as informações. Quarenta e seis dias depois da publicação da portaria, as informações coletadas ainda não foram divulgadas. Questionada pelo G1 durante apresentação nesta segunda, a pasta informou que ainda aguarda que os hospitais enviem os dados. Em 8 de maio, a secretária substituta de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Cleusa Bernardo, disse que já contava com 416 hospitais preenchendo as informações. "Em relação a disponibilização dos leitos, tá previsto pra semana que vem um painel que a gente vai disponibilizar todos esses leitos que estão sendo confirmados pelos hospitais, e pelos estados e municipios" - Cleusa Bernardo, secretária substituta de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde Naquela apresentação, Cleusa disse que a dificuldade era a sobrecarga dos hospitais com o atendimento. "Então não é fácil pra eles também terem esse tempo de fazer essa informação", disse Cleusa. Segundo especialistas em saúde, ter os dados atualizados sobre o total de leitos disponível é requisito para decidir sobre adoção de medidas de isolamento social. No mesmo dia em que a portaria foi assinada, o então secretário-executivo João Gabbardo, braço direito do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, admitiu que o governo estava "em débito" com as informações (veja mais abaixo). Portaria A portaria 758 foi publicada em 9 de abril no Diário Oficial da União. Ela estabelece que, no registro obrigatório de internações hospitalares, seja indicada a quantidade de leitos em enfermaria e leitos de UTI existentes no estabelecimento de saúde que estejam disponíveis para Covid-19. Segundo a portaria, o descumprimento das medidas será classificada como infração sanitária grave ou gravíssima "e sujeitará o infrator às penalidades previstas na Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977". A lei estabelece multas de R$ 75 mil a R$ 1,5 milhão. No mesmo dia, da publicação da portaria, o ex-secretário-executivo do ministério da Saúde, João Gabbardo, declarou que o processo estava em andamento. Segundo Gabbardo, estes dados revelariam se os hospitais já estariam próximos ao limite da sua capacidade . "Vamos trabalhar agora nesse feriado da Páscoa concluir esse processo na semana seguinte (entre o dia 19 e 25) e começaremos a apresentar, diariamente, os dados de pacientes internados, de pacientes que tiveram alta, que foram internados na rede pública e na rede privada. Quais são os locais que estão com a sua capacidade já próximo do limite, em que medidado Ministério da Saúde já está fazendo para quando isso acontecer, quais são as ações ações são tomadas " - João Gabbardo - ex secretário executivo do Ministério da Saúde. Vídeos Em média, cada paciente grave de Covid-19 ocupa vaga na UTI por cerca de 15 dias Doze cidades da região metropolitana de SP não têm leitos de UTI Initial plugin text
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25/05 - Secretário de Vigilância do Ministério da Saúde deixa o cargo
Wanderson de Oliveira foi exonerado a pedido. Defensor do isolamento, ele chegou a pedir demissão no dia 15 de abril, mas permaneceu a pedido do ex-ministro Mandetta. O secretário nacional de vigilância do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, em coletiva de imprensa sobre atualizações de dados e ações do governo federal sobre a pandemia de covid-19 no Brasil EDU ANDRADE/FATOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO O secretário Nacional de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, deixou o cargo nesta segunda-feira (25). A exoneração de Wanderson, a pedido, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Ele já havia chegado a pedir demissão no dia 15 de abril, mas o então ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta não permitiu sua saída. Quem é Wanderson de Oliveira, que deixa cargo de secretário Nacional de Vigilância em Saúde Sadi: Bolsonaro negocia entrega de área de vigilância do Ministério da Saúde ao Centrão Durante a gestão de Mandetta, Oliveira foi uma das autoridades do ministério que mais participaram das ações para enfrentar a pandemia. Assim como o ex-ministro, o secretário defende o isolamento social como estratégia de contenção do coronavírus, medida criticada pelo presidente Jair Bolsonaro, que afirma que esta ação é prejudicial à economia. Em mensagem enviada à equipe, Wanderson disse que a saída foi definida no dia 15 de abril, mas que permaneceu mais algumas semanas a pedido de Mandetta e de seu sucessor, Nelson Teich, que também já deixou a pasta. Saída anunciada Após a saída de Teich, menos de um mês após assumir a pasta, o então secretário de Vigilância disse que acordou sua saída com o ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, na última quarta-feira (20). Oliveira é servidor do Hospital das Forças Armadas em Brasília e se reapresentará à instituição. "Apesar de sair da função de Secretário de Vigilância em Saúde, continuarei ajudando ao Ministro Pazuello nas ações de resposta à pandemia. Somos da mesma instituição, Ministério da Defesa e conosco é missão dada, missão cumprida", disse Wanderson. O Ministério da Saúde disse que o substituto será informado nas próximas edições do Diário Oficial da União. O secretário sai no momento em que o Brasil já registra mais de 23 mil mortes e 374.898 pessoas foram infectadas, segundo o último balanço do Ministério da Saúde. Wanderson é enfermeiro e doutor em epidemiologia com mais de 20 anos de experiência, sendo 15 deles no Ministério da Saúde, segundo a própria pasta. Ele é servidor público federal e tem passagens pelo Ministério da Defesa e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Perfil técnico Doutor em epidemiologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ele coordenou a resposta nacional à pandemia de influenza e à síndrome da zika congênita e atuou como ponto focal para o regulamento sanitário internacional e eventos de massa, como Copa do Mundo e Olimpíadas, segundo o governo. Ele tem especialização pelo programa de treinamento em epidemiologia aplicada ao SUS pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da Geórgia, nos Estados Unidos. É especialista em epidemiologia pela Escola de Saúde Pública Johns Hopkins, também nos Estados Unidos, e é professor da escola da fundação Oswaldo Cruz, em Brasília. Initial plugin text
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25/05 - Simulação aponta que luz solar pode reduzir coronavírus em superfícies como aço inoxidável
Raios solares simulados reduziram em até 90% em poucos minutos o coronavírus em objetos de aço não-porosos, segundo simulação. Autores pedem que mais investigação seja feita. Uma estátua de crianças brincando é vista em frente a um playground interditado durante bloqueio para evitar a propagação da doença por coronavírus (Covid-19) em Reus, na Espanha Nacho Doce/Reuters Um estudo de simulação do sol realizado nos Estados Unidos deu indícios de que a luz solar pode ser eficaz para a redução do vírus SARS-CoV-2 em superfícies não porosas, como aço inoxidável. "Esses resultados sugerem que a luz solar natural pode ser eficaz para reduzir significativamente a quantidade de vírus em superfícies expostas, como caixas de correio, equipamentos de playground e carrinhos de compras deixados ao ar livre à luz do sol", disse um porta-voz do Departamento Nacional de Análises e Contramedidas de Biodefesa da Diretoria de Ciência e Tecnologia da Segurança Interna (NBACC, na sigla em inglês) à agência Reuters. A pesquisa, já revisada, foi publicada no "Journal of Infectious Diseases", da Universidade de Oxford. A luz solar simulada inativou 90% do vírus infeccioso aplicado a pedaços de aço por com saliva simulada ou meio de cultura após 6,8 minutos. Esses resultados foram encontrados com luz representativa do meio-dia no solstício de verão a 40º de latitude Norte (um pouco ao norte da capital americana, Washington). Em solstício de inverno, o tempo foi de 14,3 minutos. Para menor exposição ao sol simulado houve redução menor, mas ainda assim significativa. Testes anteriores já haviam apontado para nenhuma alteração em 60 minutos em ambientes escuros. Era necessário de três a cinco dias para a redução de 90% da capacidade de infecção. Embora reduções significativas tenham sido observadas após alguns minutos de luz solar simulada, o risco de exposição pode não ser totalmente eliminado, apontam os autores. A taxa de inativação depende, por exemplo, da intensidade da luz solar, das condições climáticas e da matriz na qual o vírus está suspenso. Assim, é possível que exista variabilidade na persistência do vírus. A capacidade do coronavírus de sobreviver em superfícies de diferentes materiais é um assunto que tem mobilizado pesquisadores mundo afora. Eles esperam entender melhor como a Covid-19 pode ser transmitida e quais meios podem ser mais efetivos para desinfetar objetos, além de saber que tipo de contato com coisas pode ser considerado seguro. Um estudo publicado em março na revista científica "New England Journal of Medicine" afirma que o coronavírus consegue sobreviver até 3 dias em algumas superfícies, como plástico ou aço. Quanto tempo o coronavírus sobrevive nas superfícies? Estudo aponta que plástico e aço ampliam a sobrevida
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25/05 - Entenda o que provoca o conhecido 'nó na garganta'
O luto da nossa maneira de viver anterior, encerrada com a pandemia, pode se materializar em consequências físicas como essa sensação de nó. Entenda como acontece o famoso nó na garganta Todo mundo conhece a sensação de "nó na garganta". Geralmente vinculado a emoções fortes, esse nó se materializa fisiologicamente no fechamento da passagem do ar pelo tubo que é a garganta. No vídeo acima, a fonoaudióloga Silvia Friedman e o psicólogo Julio Pires explicam o que acontece quando somos acometidos por essa sensação. Confira. Sexo em tempos de pandemia traz dilemas éticos, diz socióloga: como fazer, com quem e como se proteger 'Comecei a lavar muito as mãos a ponto de feri-las': como pessoas com TOC enfrentam as ameaças de contaminação na pandemia
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25/05 - Cada vez mais cânceres de tireóide são diagnosticados desnecessariamente, aponta estudo
Mais de 1 milhão de pessoas podem ter sido sobrediagnosticadas com câncer de tireoide entre 2008 e 2012 nestes 26 países. Médico analisa resultado do ultrassom da tireoide de paciente BSIP via AFP O sobrediagnóstico do câncer de tireoide está em "rápida expansão" no mundo e já teria afetado mais de 1 milhão de pessoas em dezenas de países, aponta um estudo da agência contra o câncer da Organização Mundial da Saúde (OMS). O sobrediagnóstico, cujo aumento é observado nas últimas décadas, consiste em diagnosticar cânceres que têm poucas chances de provocar sintomas ao longo da vida ou a morte do paciente. Ele afeta principalmente as mulheres de meia-idade e às expõem a males desnecessários, como a extração completa da glândula e tratamentos permanentes. O estudo, publicado na "The Lancet Diabetes & Endocrinology", envolveu 26 países e foi dirigido por cientistas do Centro Internacional de Pesquisas sobre o Câncer (Circ/Iarc), com sede em Lyon, França, em colaboração com o Instituto Nacional do Câncer de Aviano, na Itália. Mais de 1 milhão de pessoas podem ter sido sobrediagnosticadas com câncer de tireoide entre 2008 e 2012 nestes 26 países. A proporção estimada de casos de câncer de tireoide entre mulheres atribuível a um sobrediagnóstico entre 2008 e 2012 foi de 93% na Coreia do Sul, 91% em Belarus, 87% na China, 84% em Itália e Croácia e 83% em Eslováquia e França. Entre 2008 e 2012, os sobrediagósticos entre as mulheres afetariam 390 mil na China, 140 mil na Coreia do Sul, 120 mil nos Estados Unidos, 31 mil na Itália e 25 mil na França. Segundo o estudo, a incidência do câncer de tireoide seguiu aumentando entre 1998-2002 a 2008-2012 em todos os países estudados. Ilustração computadorizada mostra a glândula tireoide humana com um tumor e células cancerígenas da tireoide Kateryna Kon/Science Photo Libra via AFP Os resultados do estudo "apontam fortemente que a grande maioria dos diagnósticos de câncer de tireoide no mundo se deve a um sobrediagnóstico", assinala o médico Salvatore Vaccarella, do Circ, que conduziu o trabalho. O especialista destacou a necessidade urgente de acompanhar de perto a evolução mundial do sobrediagóstico, visto o seu alcance, e "o impacto das diretrizes recentes, que, agora, recomendam explicitamente que não se detecte este tipo de câncer em pessoas assintomáticas". Em estudo anterior, o Circ estimou em mais de meio milhão o número de pessoas que teriam recebido um sobrediagnóstico de câncer de tireoide entre 1988 e 2007 em 12 países ricos.
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25/05 - Coronavírus: o que é o teleaborto, que vem crescendo nos EUA durante a pandemia
Apesar de ser proibido em 18 Estados, modalidade tem sido cada vez mais solicitada por mulheres desde março, quando medidas de confinamento foram implementadas em todo o país. Protestos a favor e contra o aborto se intensificaram nos últimos anos nos Estados Unidos Getty Images via BBC Maureen Baldwin já prescreveu pílulas para aborto para mais de 100 mulheres que ela nunca viu pessoalmente. Há cerca de dois anos, a ginecologista e obstetra americana realiza "teleabortos", uma modalidade relativamente recente que ganhou mais visibilidade em meio à pandemia de coronavírus. "Temos estado mais ocupados nos últimos dois meses", diz Baldwin, que trabalha no Estado de Oregon (noroeste do país) para a Oregon Health & Science University (OHSU, na sigla em inglês). Nos Estados Unidos, apesar de o aborto por meio da telemedicina ser proibido em 18 Estados, mais mulheres solicitam esse tratamento desde março, quando ordens de confinamento foram implementadas em todo o país. É isso que a organização de pesquisa em saúde Gynuity, com a qual a dra. Baldwin colabora e que, sob o nome de TelAbortion, fornece um modelo de aborto medicamentoso orientado por telemedicina pioneiro no país, disse ela à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC. Em comparação com os meses de janeiro e fevereiro, em março e abril "o número de mulheres atendidas pelo programa dobrou", explica Elizabeth Raymond, médica e porta-voz da Gynuity. O teleaborto também está disponível em países como Canadá, Austrália e Colômbia e cresceu em alguns devido à pandemia. É o caso da Inglaterra, cujo governo determinou temporariamente que as pacientes tivessem a opção de fazer todo o tratamento em casa, em vez de ir a um centro médico, para evitar possíveis infecções por Covid-19. Mas a prática não é isenta de polêmicas nos Estados Unidos. Tanto que um grupo de senadores do conservador Partido Republicano apresentou recentemente um projeto de lei para proibir seu uso em todo o país. Aumento na pandemia Em sua carreira, Baldwin já atendeu mulheres que estão nas Forças Armadas e não têm acesso a clínicas de aborto, mulheres que moram a três horas ou mais da clínica mais próxima autorizada a realizar abortos e até pacientes que têm filhos pequenos e não têm com quem deixá-los para ir a uma consulta. Houve outras que tentaram realizar um aborto caseiro e sem acompanhamento médico depois de comprarem pílulas não autorizadas pela internet. E o interesse só cresce. "As pacientes me dizem que querem evitar ir pessoalmente aos laboratórios ou consultórios médicos", diz Baldwin sobre os últimos dois meses, quando começou a receber mais consultas enquanto os Estados Unidos se tornava o epicentro mundial da pandemia. O TelAbortion é o único programa americano que envia os medicamentos para o aborto por correio, com acompanhamento por videoconferências. A médica explica que, antes de as pacientes receberem um kit que inclui os dois principais medicamentos para aborto, o mifepristone e misoprostol, ela solicita um ultrassom para verificar se a gravidez está abaixo ou dentro das 10 semanas de gestação necessárias para prescrever medicamentos e consultas por videoconferência. De acordo com um regulamento da Food and Drug Administration do país (FDA, na sigla em inglês), o medicamento mifepristone só pode ser administrado por fornecedores certificados em espaços médicos específicos, o que não inclui farmácias. Mas o Gynuity torna o envio possível como parte da pesquisa científica apoiada pela FDA. Isso significa que as pacientes concordam em colaborar com o estudo, iniciado em 2016, e que visa avaliar "a segurança, estabilidade e acessibilidade" da abordagem da telemedicina. Custo e complicações Alguns centros de pesquisa em saúde sexual e reprodutiva, como o Instituto Guttmacher, argumentam que os regulamentos atualmente impostos ao mifepristone pela FDA são "desnecessários", pois o medicamento é "de baixo risco, altamente eficaz e menos de 0,4 % dos pacientes necessitam de hospitalização por infecção ou transfusão." O custo do tratamento TelAbortion pode variar de US$ 200 (R$ 1.120) a US$ 750 (R$ 4.200) nas 9 clínicas do país afiliadas à pesquisa. De acordo com o programa, disponível apenas em 13 estados e no Distrito de Columbia, as pacientes que se qualificam apenas vão a um centro médico para realizar exames de ultrassom ou sangue indicados por seu "telemédico". O tratamento pode ser indicado desde que o paciente esteja fisicamente presente em um Estado em que o programa seja realizado no momento da teleconsulta, assim como o médico precisará ter uma licença médica no mesmo Estado, mesmo que esteja fisicamente em outra parte do país. De 2016 até 11 de maio deste ano, a equipe da Gynuity enviou 907 kits e confirmou 668 abortos. "As pacientes confirmam que o aborto foi concluído através de alguns testes, como um de urina", diz Raymond. No entanto, cerca de 13% a 15% das pacientes não dão retorno após receber as pílulas. Em relação às complicações, Raymond indica que entre os participantes do estudo, apenas três tiveram que ser hospitalizadas e que o sangramento excessivo tem sido um dos problemas mais comuns entre os casos que não correm conforme o esperado. "A gama de complicações é a mesma de qualquer aborto médico. Enviar as pílulas não parece aumentar o risco de possíveis problemas", diz ele. Baldwin, por sua vez, assegura que as complicações médicas derivadas desse tratamento são "muito raras, cerca de 1 a 2% dos abortos medicamentosos requerem atendimento posterior em uma clínica" e que não aumentam por causa da telemedicina. Como funciona o aborto medicamentoso? A OMS afirma que o aborto medicamentoso, onde permitido, pode ser realizado em casa e ser controlado pela mulher com uma gravidez com menos de 9 semanas de gestação. Em um comunicado enviado a este meio, a OMS indica que, uma vez estabelecida a elegibilidade do paciente por meio de uma consulta médica, "a administração de comprimidos, o gerenciamento do processo e a abordagem para avaliar se ele foi concluído pode ser autoadministrado, fora de uma instalação médica e sem supervisão direta do fornecedor". A organização recomenda essa alternativa em circunstâncias em que "as mulheres têm uma fonte precisa de informações e acesso a um profissional de saúde, caso precisem ou desejem em qualquer estágio do processo". Nos EUA, o aborto medicamentoso representou quase 40% de todos as interrupções realizadas por mulheres em 2017, em comparação com 25% registrado em 2014, de acordo com o Instituto Guttmacher. De acordo com o protocolo padrão para abortos medicamentosos aprovado pela FDA nos EUA, apenas uma visita ao médico é necessária para que uma paciente obtenha as pílulas e ela pode tomar o segundo medicamento, misoprostol, em casa ou em qualquer outro local desejar. É feita uma consulta de acompanhamento com o profissional de tratamento, geralmente 7 a 14 dias após ter tomado. Reações adversas Os medicamentos prescritos para o aborto medicamentoso podem causar sangramentos, cãibras e, em alguns casos, efeitos colaterais como vômito e náuseas. As médicas consultadas para esta reportagem indicam que, durante a consulta online, explicam detalhadamente às pacientes o que irão sentir e o que fazer se houver sangramento excessivo ou outras complicações além de um desconforto. A OMS alerta para contra-indicações que possam surgir do aborto medicamentoso, embora não estabeleça relação com a modalidade de telemedicina. São elas: Uma reação alérgica prévia a medicamentos Porfiria hereditária Insuficiência adrenal crônica Gravidez ectópica ou suspeita Além disso, indicam que é necessário ter cautela nos casos de: Tratamento a longo prazo com corticosteroides (incluindo aqueles com asma grave não controlada) Anemia grave Fatores de risco cardiovascular ou doença cardíaca prévia Transtornos hemorrágicos Quão seguro é abortar por meio da telemedicina? Várias organizações e instituições acadêmicas se dedicaram nos últimos anos ao estudo do impacto da telemedicina nos abortos e à existência de riscos específicos ao abortar em casa. Um estudo comparativo feito pela OMS analisou nove estudos sobre abortos medicamentosos presenciais ou realizados em casa e concluiu que não havia evidências para demonstrar "que o aborto medicamentoso em casa é menos eficaz, seguro ou aceitável do que aquele realizado em uma clínica". Da mesma forma, o Colégio Americano de Ginecologistas e Obstetras (ACOG, na sigla em inglês), que representa 60 mil especialistas nessas áreas nos EUA, incluiu em um boletim oficial que "o aborto medicamentoso pode ser realizado com segurança e eficácia através da telemedicina, com um alto nível de satisfação da paciente". "Além disso, o modelo parece melhorar o acesso ao aborto precoce em áreas que carecem de um profissional de saúde", dizem eles. Vários estudos que analisaram e compararam casos de abortos medicamentosos em clínicas versus teleabortos descobriram que as complicações derivadas do tratamento não aumentam com a telemedicina. Outra modalidade de teleaborto nos Estados Unidos é fornecida pela Planned Parenthood, uma organização que existe há mais de 100 anos, com mais de 600 centros médicos em todo o país. Em 2008, começou a fornecer teleabortos sob um esquema chamado site-to-site (ou "de clínica a clínica") e atualmente opera assim em 17 Estados. De acordo com seu sistema, a paciente ainda precisa comparecer pessoalmente a um centro médico de sua rede, mas recebe a consulta por videoconferência com um especialista que não mora na mesma área e está autorizado a fornecer os medicamentos. A paciente é submetida a um ultrassom que define com quantas semanas de gestação ela está, toma a primeira pílula durante a videoconferência e continua o tratamento em casa. "As pessoas que moram em áreas remotas ou rurais agradecem porque assim vão ao centro médico mais próximo e não precisam dirigir até o fornecedor autorizado durante horas", diz o Shanti Ramesh, diretor da seção de Planejamento Familiar no Estado da Virgínia. A escassez de clínicas que fornecem remédios abortivos, especialmente nas áreas rurais dos EUA, é uma das principais razões pelas quais várias organizações aconselham a expansão da prática do teleaborto. Em 2017, 38% das mulheres de 15 a 44 anos viviam em um município que não tinha uma clínica de aborto, de acordo com o Instituto Guttmacher. Quem se opõe e por quê? Cerca de 20 Estados nos EUA estão preparando projetos de lei para proibir o teleaborto, de acordo com um artigo da publicação especializada M Health Intelligence. Embora o aborto seja um direito constitucional no país, em 2019, cerca de 30 Estados introduziram alguma forma de restrição ao aborto em suas leis, que fazem parte de um movimento mais amplo contra o aborto no país. Mais recentemente, em fevereiro de 2020, um grupo de senadores republicanos representando estados conservadores como Louisiana, Oklahoma e Carolina do Sul, introduziu uma lei que proibiria o aborto por telemedicina e puniria com até dois anos de prisão o médico que não fizesse uma consulta frente a frente para examinar o paciente e fornecer os medicamentos. "Prescrever abortos químicos para mães pela internet e sem exames ou mesmo vê-las pessoalmente não é fornecer assistência médica", disse o senador James Lankford, um dos signatários do projeto de lei em Oklahoma. O projeto só admite o teleaborto se "for necessário salvar a vida da mãe". Initial plugin text
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25/05 - OMS suspende testes com hidroxicloroquina contra a Covid-19
Organização coordena ensaio com pesquisadores de 100 países, inclusive brasileiros. Suspensão ocorre depois que estudo com 96 mil pacientes não viu efeito contra coronavírus e apontou maior risco de morte. OMS suspende temporariamente testes com hidroxicloroquina para tratamento da Covid-19 A Organização Mundial de Saúde (OMS) suspendeu nesta segunda-feira (25) o uso da hidroxicloroquina em pesquisas que ela coordenava com cientistas de 100 países. A suspensão temporária foi tomada até que a segurança da droga seja reavaliada, já que estudos recentes mostraram que ela não é eficaz contra a Covid-19 e pode aumentar a taxa de mortalidade. Pesquisa com 2,5 mil pacientes em 13 hospitais nos EUA não vê eficácia da cloroquina contra a Covid-19 Estudo com 96 mil pacientes não encontra benefício de uso de cloroquina contra Covid-19 Sociedade Brasileira de Cardiologia diz que não recomenda cloroquina, mas vai ajudar a monitorar efeitos colaterais com eletrocardiograma A OMS diz que estão mantidos os demais testes dentro da iniciativa internacional batizada de "Solidariedade". Além do medicamento agora vetado, os pesquisadores ainda avaliam em pacientes o resultados de três tipos de antivirais e de um remédio usado para tratar esclerose múltipla (leia mais abaixo). De acordo com a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, a cloroquina não é usada nos testes da iniciativa Solidariedade. Tanto a cloroquina quanto a hidroxicloroquina usam o mesmo princípio ativo, mas a cloroquina é considerada potencialmente mais tóxica. A hidroxicloroquina, composta por uma versão "atenuada" da substância, é considerada mais segura e é usada em tratamentos de longo prazo. OMS interrompe testes clínicos com hidroxicloroquina O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a suspensão foi determinada depois da divulgação dos resultados do estudo publicado na sexta-feira (22) na revista científica "The Lancet". A pesquisa, feita com 96 mil pessoas, apontou que não houve eficácia das substâncias contra a Covid-19 e detectou risco de arritmia cardíaca nos pacientes que as utilizaram. A OMS já havia anunciado que era contra o uso amplo da cloroquina para tratar a Covid-19. Quando o Brasil passou a orientar que pacientes com quadros leves pudessem usar o medicamento, os diretores da entidade ressaltaram que a droga só deveria ser usada dentro de "ensaios clínicos", que são os testes dentro de pesquisas médicas. "Os autores reportaram que, entre pacientes com Covid-19 usando a droga, sozinha ou com um macrolídeo [classe de antibióticos da qual a azitromicina faz parte], estimaram uma maior taxa de mortalidade", afirmou Tedros. A OMS afirmou que o quadro executivo do Solidariedade vai analisar dados disponíveis globalmente sobre as drogas, que são usadas para tratar malária e doenças autoimunes. "Eu quero reiterar que essas drogas (cloroquina e hidroxicloroquina) são aceitas como geralmente seguras para uso em pacientes com doenças autoimunes ou malária", destacou Tedros. Tedros afirmou, ainda, que os outros testes dos ensaios Solidariedade vão continuar (veja detalhes abaixo) – a suspensão refere-se apenas às pesquisas com a cloroquina e a hidroxicloroquina. Ensaios Solidariedade Os ensaios Solidariedade foram anunciados por Tedros em 18 de março. Vários hospitais, no mundo inteiro, fazem parte da iniciativa. Segundo a entidade, nesta segunda-feira (25) havia 35 países recrutando pacientes para estudos em mais de 400 hospitais ao redor do mundo. Segundo a OMS, a iniciativa pode diminuir em 80% o tempo necessário para ensaios clínicos, que geralmente levam anos para serem desenhados e conduzidos. Qualquer adulto com Covid-19 que seja internado em um hospital participante pode fazer parte das pesquisas. Os pacientes são distribuídos, de forma aleatória por um computador, entre 5 opções de tratamento: Um grupo de pacientes recebe apenas a forma de tratamento padrão do local onde está. O segundo grupo recebe essa forma de tratamento + o antiviral remdesivir, que já foi testado para o ebola e teve resultados promissores contra a Sars e a Mers, também causadas por vírus da família corona (como o Sars-CoV-2, o novo coronavírus). O terceiro grupo recebe o tratamento padrão + a cloroquina ou hidroxicloroquina (esse foi o "braço" suspenso da pesquisa). O quarto grupo recebe o tratamento padrão + os antivirais lopinavir e ritonavir, usados para tratar HIV. Ainda não há evidências de que sejam eficazes no tratamento ou prevenção da Covid-19, segundo a OMS. O quinto grupo recebe o tratamento padrão + interferon beta-1a, usado para tratar esclerose múltipla. Antes do "sorteio" do tratamento, o paciente é avaliado por uma equipe médica para descartar medicamentos que definitivamente não poderiam ser dados a ele. No Brasil, os ensaios do Solidariedade são coordenados pela Fiocruz. Cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil Mesmo sem evidências científicas que comprovem a eficácia dos medicamentos contra a Covid-19, o Ministério da Saúde divulgou, na semana passada, um documento com orientações para uso da cloroquina. A droga foi motivo de discórdia entre dois ex-ministros da Saúde e o presidente Jair Bolsonaro. Tanto Luiz Henrique Mandetta quanto Nelson Teich, ambos médicos, alertaram para os efeitos colaterais dos remédios, mas, mesmo assim, Bolsonaro defendeu o uso deles contra a Covid-19. Após Teich alertar sobre risco da cloroquina, Bolsonaro defende o uso do remédio Mandetta foi demitido; Teich pediu demissão menos de um mês após assumir o cargo. Além da questão da cloroquina, os dois ex-ministros divergiram do presidente quanto ao isolamento social. Logo após a divulgação do documento pelo governo brasileiro, que recomendava o uso dos remédios contra a Covid-19, especialistas brasileiros emitiram notas contra a decisão. A própria OMS e a Opas, braço da organização nas Américas, também reafirmaram que não recomendam nem a cloroquina nem a hidroxicloroquina para tratar a Covid-19 fora de ensaios clínicos. Desenvolvimento de vacinas: diretora da OMS fala em ‘ambiente extremamente colaborativo’ Initial plugin text CORONAVÍRUS - CLOROQUINA×
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25/05 - Covid-19: região de Campinas integra desafio da Nasa sobre novo coronavírus; veja como participar
Hackathon virtual vai propor desafios e cobrar soluções para situações relacionadas à pandemia do novo coronavírus. Evento ocorre entre 30 e 31 de maio e inscrições se encerram na sexta-feira (29). Hackaton promovido pela Nasa busca soluções para problemas da pandemia Moradores da região de Campinas (SP) podem se inscrever para participar do Nasa Space Apps Challenge, desafio que agência espacial dos Estados Unidos propôs para buscar soluções sobre questões relacionadas ao novo coronavírus. A edição, que será virtual, ocorre no fim de semana de 30 e 31 de maio. A inscrição deve ser feita até sexta-feira (29). O evento ocorre em conjunto com as agências espaciais da Europa (ESA) e do Japão (Jaxa) e o objetivo é reunir programadores, empreendedores, cientistas, designers, contadores de histórias, fabricantes, construtores, artistas e tecnólogos para encontrar caminhos durante a pandemia. Os desafios do hackathon virtual serão apresentados na terça-feira (26). Os organizadores do evento em Campinas (SP) e Indaiatuba (SP) abriram canais de comunicação para auxiliar os interessados a se inscreverem. Reprodução em 3D do modelo do novo coronavírus (Sars-CoV-2) criada pela Visual Science. Dentro do verde mais claro, as bolinhas vermelhas representam o 'centro' do vírus, o genoma de RNA; as bolinhas verdes são proteínas 'especiais', que protegem esse material genético. Ao redor do verde, o vermelho mais fraco é a 'casca', feita de uma membrana retirada da célula hospedeira. O vermelho mais vivo são as proteínas 'matrizes' codificadas pelo vírus. As 'pontas' que saem do vírus são as 'lanças de proteínas', que o vírus usa para se conectar às células hospedeiras e infectá-las. Reprodução/Visual Science As inscrições devem ser feitas até sexta no site do evento. Os cadastros são individuais, mas o participante poderá montar uma equipe para participar do desafio. As páginas @nasaspaceappscampinas e @spaceappindaiatuba, no Instagram e Facebook, podem ser usadas para tirar dúvidas. Há, ainda, os canais pelo Telegram: nasaspaceappbrasil; nasaspaceappcampinas e nasaspaceappindaiatuba. Nasa Space Apps Challenge vai ocorrer de forma virtual Hitesh Choudhary/Pixabay Formas erradas e corretas de usar máscara de proteção contra o coronavírus Arte/G1 Initial plugin text Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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25/05 - Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 25 de maio
As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 376.669 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 23.522 mortes. Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil nesta segunda-feira (25), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 23.522 mortes provocadas pela Covid-19 e 376.669 casos confirmados da doença em todo o país. O balanço do Ministério da Saúde, divulgado nesta segunda-feira (25) informa 23.473 mortos e 374.898 casos. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade. Das 20 cidades com maior mortalidade, 15 estão no Norte e cinco no Nordeste. Veja gráficos: Taxa de ocupação de leitos de UTI Acre – 23,3% em todo o estado em 28/4 Alagoas – 69% em todo o estado da rede pública e contratualizados em 23/5 Amapá – 97,78% em todo o estado em 25/5 Amazonas – 54% em todo o estado em 25/5 Bahia – 86% em todo o estado em 25/5 Ceará – 89% em todo o estado em 17/5 Espírito Santo - 77,55% em todo o estado em 22/5 Maranhão – 94,31% na capital em 17/5 Mato Grosso – 12,20% em todo o estado em 20/5 Mato Grosso do Sul – 1,4% em todo o estado em 22/5 Minas Gerais – 67% em todo o estado em 25/5 Pará – 81,16% em todo o estado em 17/5 Paraíba – 76% em todo o estado em 25/5 Paraná – 37,90% em todo o estado em 25/5 Piauí - 50,20% em todo o estado em 17/5 Pernambuco –97% em todo o estado em 25/5 Rio de Janeiro – 86% em todo o estado em 24/5 Rio Grande do Norte – 86% do sistema público em todo o estado em 17/5 Rio Grande do Sul – 73,20% em todo o estado em 17/5 Rondônia – 62% em todo o estado em 25/05 Santa Catarina – 61,70% do sistema público em todo o estado em 25/5 São Paulo – 73,80% em todo o estado em 25/5 Sergipe – 71,8% do sistema público em todo o estado em 25/5 Tocantins – 50% dos leitos ocupados em 25/5 Distrito Federal, Goiás e Roraima não divulgaram a taxa de ocupação. Testes feitos pelos estados Número de testes de coronavírus feitos pelos estados Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul não divulgaram o número de testes. Pacientes recuperados Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados Goiás e São Paulo não divulgaram o número de pacientes recuperados. Initial plugin text
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25/05 - 'Não houve um alinhamento com o presidente', diz Teich sobre saída do Ministério da Saúde
Em entrevista exclusiva à GloboNews, ex-ministro afirmou que não anteciparia a decisão de liberar cloroquina a pacientes leves de Covid-19. O ex-ministro da Saúde Nelson Teich disse, em entrevista exclusiva à GloboNews neste domingo (24), que sua saída do cargo menos de um mês depois de ter assumido a pasta ocorreu por causa de um “desalinhamento” com o presidente Jair Bolsonaro e que a antecipação do uso da cloroquina e da hidroxicloroquina em pacientes leves de Covid-19 pesou em sua decisão. Os remédios são defendidos por Bolsonaro, mas não têm comprovação de eficácia no combate à doença. “Não houve um alinhamento com o presidente, e é ele que define, ele é o chefe da nação. Ele me colocou ali. Se por um algum motivo não existe um alinhamento, eu tenho que sair, porque ele é o presidente. Ele que foi eleito, ele coloca isso, ele que define tudo. E é justo, a posição dele é esta. Ele tem direito de fazer isso”, afirmou o ex-ministro. “O que a gente tem que entender é o seguinte: desalinhamento não significa conflito, porque a gente mistura as coisas. Desalinhamento é: você tem uma linha de pensamento. Então, por exemplo, em relação a remédio. Eu não anteciparia a decisão (de liberar o uso de cloroquina em pacientes leves de Covid-19). Eu esperaria o laudo, o resultado clínico do estudo randomizado. Ele achou que era melhor antecipar, é uma escolha. Só que como a posição é distinta, eu tenho que sair.” Veja a seguir os principais trechos da entrevista: 'Não houve alinhamento com o presidente, disse Teich sobre o motivo de sua saída 'Decisão de antecipar uso da cloroquina teve peso' ‘Decisão de antecipar uso da cloroquina teve peso’, disse Teich 'Ter divergência não é ter conflito, por isso que a saída foi confortável' 'Ter divergência não é ter conflito, por isso que a saída foi confortável', diz Teich 'Jamais me arrependi de ter aceitado ser ministro da Saúde' ‘Jamais me arrependi de ter aceitado ser ministro da Saúde’, diz Teich 'Decisão de flexibilizar isolamento é das cidades' ‘Decisão de flexibilizar isolamento é das cidades’, diz Teich 'Tem que ter uma regra para decidir quais são os serviços essenciais' 'Ter divergência não é ter conflito, por isso que a saída foi confortável', diz Teich 'Enquanto estive no ministério, compaixão era a palavra-chave' ‘Enquanto estive no ministério, compaixão era a palavra-chave’, disse Teich 'Não se pode ter pré-julgamento porque ele (Eduardo Pazuello) é militar' ‘Não se pode ter pré-julgamento porque ele é militar’, diz Teich sobre Pazuello Initial plugin text
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24/05 - Brasil tem 22.666 mortes e 363 mil confirmações de infecção pelo novo coronavírus, diz ministério
Balanço atualizado do Ministério da Saúde foi divulgado neste domingo (24). Mortes por coronavírus no Brasil G1 O Ministério da Saúde divulgou neste domingo (24) o mais recente balanço de casos e mortes causadas pelo novo coronavírus. Os principais dados são: 22.666 mortes, eram 22.013 no sábado (23) Foram 653 registros de morte incluídos no balanço em 24 horas 363.211 casos confirmados Foram 15.813 novos casos incluídos no balanço em 24 horas 149.911 pacientes recuperados (41,3%) Casos de coronavírus no Brasil G1 Na sexta-feira (22), o Brasil ultrapassou a Rússia e se tornou o segundo país do mundo com mais casos confirmados de coronavírus, atrás somente dos Estados Unidos. Veja os sete países com mais confirmações de Covid-19: Estados Unidos: 1,6 milhão de casos, 97 mil mortes Brasil: 363 mil casos, 22 mil mortes Rússia: 344 mil casos, 3,5 mil mortes Reino Unido: 260 mil casos, 36,8 mil mortes Espanha: 235 mil casos, 28,7 mil mortes Itália: 229 mil casos, 32,7 mil mortes França: 182 mil casos, 28,3 mil mortes Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19 Initial plugin text
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24/05 - Casos de coronavírus e número de mortes no Brasil em 24 de maio
As secretarias estaduais de Saúde confirmam no país 365.213 casos do novo coronavírus (Sars-CoV-2), com 22.746 mortes. Veja os dados sobre o coronavírus no Brasil neste domingo (24), segundo levantamento exclusivo do G1 junto às secretarias estaduais de saúde. Foram registradas 22.746 mortes provocadas pela Covid-19 e 365.213 casos confirmados da doença em todo o país. O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (24) informa 22.666 mortos e 363.211 casos. O Brasil é o segundo país no mundo com o maior número de casos confirmados da doença, atrás dos Estados Unidos. Consulte aqui quantos casos e mortes há em sua cidade. Das 20 cidades com maior mortalidade, 15 estão no Norte e cinco no Nordeste. Veja gráficos: Taxa de ocupação de leitos de UTI Acre – 23,3% em todo o estado em 28/4 Alagoas – 69% em todo o estado da rede pública e contratualizados em 23/5 Amapá – 100% em todo o estado em 18/5 Amazonas – 79% em todo o estado em 19/5 Bahia – 53% em todo o estado em 17/5 Ceará – 89% em todo o estado em 17/5 Espírito Santo - 72,29% em todo o estado em 22/5 Maranhão – 94,31% na capital em 17/5 Mato Grosso – 12,20% em todo o estado em 20/5 Mato Grosso do Sul – 1,4% em todo o estado em 22/5 Minas Gerais – 59% em todo o estado em 5/5 Pará – 81,16% em todo o estado em 17/5 Paraíba – 65% em todo o estado em 17/5 Paraná – 40% em todo o estado em 22/5 Piauí - 50,20% em todo o estado em 17/5 Pernambuco –52,20% em todo o estado em 7/5 Rio de Janeiro – 86% em todo o estado em 24/5 Rio Grande do Norte – 86% do sistema público em todo o estado em 17/5 Rio Grande do Sul – 73,20% em todo o estado em 17/5 Rondônia – 31,60% em todo o estado em 11/05 Santa Catarina – 61,07% do sistema público em todo o estado em 22/5 São Paulo – 75,70% em todo o estado em 24/5 Sergipe – 56,30% do sistema público em todo o estado em 13/5 Tocantins – 35% dos leitos ocupados em 8/5 Distrito Federal, Goiás e Roraima não divulgaram a taxa de ocupação. Testes feitos pelos estados Número de testes de coronavírus feitos pelos estados Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul não divulgaram o número de testes. Pacientes recuperados Pacientes recuperados de Covid-19 nos estados Goiás e São Paulo não divulgaram o número de pacientes recuperados.
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24/05 - Aproveitando o confinamento para falar de sexo
Em evento virtual, médica e donos de empresas de brinquedos eróticos lamentam o tabu que envolve a sexualidade madura A vantagem do mundo virtual é ter podido participar de um seminário sobre longevidade em Londres. O encontro, chamado “Longevity Leaders”, ocorreu de 19 a 22 de maio, apoiado num tripé de discussões relacionadas ao envelhecimento: ciência, bem-estar e riscos. Sexo inclusive. Esse painel reuniu a médica Louise Newson, que ano passado lançou o livro “Menopause manual” (“Manual da menopausa”), um best-seller na Amazon, e dois representantes da indústria de brinquedos eróticos: Adam Lewis e Samantha Evans. Para a doutora Louise, a pandemia “é uma boa oportunidade para refletir sobre o bem-estar e explorar o próprio corpo, deixando de se envergonhar”. Sexualidade madura: em evento virtual, médica e donos de empresas de brinquedos eróticos lamentaram o tabu que envolve o tema Ri Butov por Pixabay A afirmação vem da constatação da perda de autoestima que as mulheres enfrentam depois da menopausa. “Os sintomas da menopausa são físicos e psicológicos e as mulheres se sentem desconfortáveis com seu corpo. Cerca de 75% apresentam ressecamento vaginal, mas ficam constrangidas de falar sobre o assunto e se retraem, abrindo mão de explorar sua sexualidade. É uma pena, porque esse é um problema que pode ser contornado, evitando que o sexo seja doloroso. A pós-menopausa poderia ser um período libertador”, analisou a médica, acrescentando que as mudanças de humor nessa fase levam muitas pacientes a serem diagnosticadas com depressão: “elas passam a tomar antidepressivos, que afetam negativamente a libido, quando poderiam se beneficiar, com a devida supervisão médica, com a reposição hormonal, já que o tratamento tem que ser personalizado”. Com formação em enfermagem, Samantha Evans é cofundadora da Jo Divine, uma empresa de objetos eróticos, e também escreve sobre como ter mais prazer. Lamenta que os profissionais de saúde não tenham treinamento para orientar seus pacientes e garante que dicas simples podem melhorar a vida íntima das pessoas e que os brinquedos eróticos ajudam a conhecer o corpo: “apesar de vistos como sujos, são testados e seguros. Trazem o sexo de volta para pessoas que tinha desistido dele. E quando me perguntam como são os brinquedos eróticos para idosos, fico perplexa: claro que são os mesmos dos mais jovens, por que seriam diferentes?”. Adam Lewis, criador do Hot Octopus, diz que a forma como a sociedade se relaciona com o tema é cheia de estereótipos: “o sexo não acaba aos 50 ou 60 anos. Os corpos mudam, mas a sexualidade permanece, só que a falta de uma discussão ampla e aberta leva ao desconhecimento e ao preconceito. Nem sempre é possível o homem tomar Viagra ou outra medicação similar, mas há objetos eróticos capazes de manter a ereção”. Os três concordaram que o preconceito resulta inclusive na falta de políticas públicas para os idosos nessa área: “há políticas e campanhas voltadas para adolescentes e mulheres jovens, e um enorme silêncio se abate sobre quem tem mais de 50. Esse grupo acaba ficando exposto a doenças sexualmente transmissíveis”, avaliou Louise Newson.
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24/05 - Argentina prorroga lockdown até 7 de junho e endurece medidas em Buenos Aires
Salto no número de casos de Covid-19 na capital argentina preocupa governo. País registra 445 mortes e mais de 11 mil infectados pelo novo coronavírus. O distrito financeiro de Buenos Aires ficou praticamente vazio na quinta-feira (21) em função da quarentena imposta pelo governo argentino Natacha Pisarenko/AP O governo da Argentina anunciou na noite deste sábado (23) a prorrogação do lockdown em Buenos Aires até o dia 7 de junho e o endurecimento das medidas de restrição na capital do país. Nos últimos dias, houve um salto no número de casos do novo coronavírus na região. O presidente Alberto Fernández disse que o reforçará o controle de tráfego entre a capital e a província de Buenos Aires, que tem a segunda maior concentração de infectados na Argentina. Presidente da Argentina diz que Brasil é um risco para a região Casos de Covid-19 disparam em bairro pobre no coração de Buenos Aires O vilarejo argentino isolado por um churrasco 'fatal' A quarentena, que se encerraria neste domingo (24), está em vigor desde 20 de março, embora as autoridades tenham relaxado as restrições em algumas regiões do país. A Argentina proibiu voos comerciais até 1º de setembro, uma das medidas mais rigorosas do mundo durante a pandemia. O país registrou 704 novas infecções no sábado, um dos maiores aumentos em um único dia. No total, a Argentina já tem 11.353 infectados, principalmente em Buenos Aires, onde bairros pobres da periferia foram duramente atingidos. O número de mortos chegou a 445. O número de mortes e infecções na Argentina ainda está distante de países vizinhos, como o Brasil, que neste sábado passou de 22 mil óbitos e 347 mil casos. Fernández ressaltou que o salto no número de casos foi determinante para a decisão de estender o período de isolamento em Buenos Aires, onde estão 87% dos novos registros no país nas últimas duas semanas. "Estamos fazendo as coisas bem, e agradeço a todos, mas ainda há muito a ser feito", disse o presidente argentino. Coronavírus: casos confirmados aumentam em bairros periféricos da Argentina Initial plugin text
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