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24/09 - Asteroide do tamanho de ônibus escolar passa 'perto' da Terra
Nesta quinta (24), ele deve chegar a 22 mil km de distância do nosso planeta. A Nasa, a agência espacial americana, assegurou que não haverá uma colisão. Animação do Centro da Nasa para Estudo de Objetos Próximos à Terra mostra a trajetória do asteroide 2020 SW enquanto passa - ao longe - da Terra nesta quinta-feira (24). A animação também mostra a localização de um satélite em sincronia com a Terra, orbitando a cerca de 36 mil km acima da Linha do Equador. Nasa/JPL-Caltech Um asteroide passa "perto" da Terra na manhã desta quinta-feira (24), anunciou a Nasa, a agência espacial americana. Mas não há motivo para pânico: ele ainda deve ficar a 22 mil km de distância do nosso planeta – cerca de quatro vezes a distância entre Uiramutã (RR) e o Chuí (RS), as cidades mais ao norte e mais ao sul do Brasil, respectivamente. O asteroide tem de 5 a 10 metros de largura, segundo a Nasa, aproximadamente o tamanho de um pequeno ônibus escolar. O nome oficial do objeto é 2020 SW. Ilustração mostra o asteroide 2020 SW viajando através do espaço. Nasa/JPL-Caltech "Embora não esteja em uma trajetória de impacto com a Terra, se estivesse, a rocha espacial quase certamente se quebraria no alto da atmosfera, tornando-se um meteoro brilhante conhecido como bola de fogo", informou a agência espacial americana. De acordo com Paul Chodas, diretor do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS, na sigla em inglês) da Nasa, existem vários asteroides "minúsculos" como este – a estimativa é de que sejam mais de 100 milhões. Mas eles são difíceis de descobrir a não ser que cheguem muito "perto" do nosso planeta – o que acontece várias vezes por ano. "Na verdade, asteroides desse tamanho impactam nossa atmosfera cerca de uma ou duas vezes por ano, em média", explicou Chodas. Segundo a agência americana, o momento em que o asteroide passou mais perto do planeta foi às 8h12 da manhã desta quinta (horário de Brasília), sobre o sudeste do Oceano Pacífico. O asteroide vai continuar sua jornada ao redor do Sol, não retornando às vizinhanças da Terra até 2041 – quando fará um sobrevoo muito mais distante.
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24/09 - Casos e mortes por coronavírus no Brasil em 24 de setembro, segundo consórcio de veículos de imprensa
País conta 139.133 óbitos registrados e 4.628.431 diagnósticos de Covid-19. Brasil tem 139.133 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa O Brasil tem 139.133 mortes por coronavírus confirmadas até as 8h desta quinta-feira (24), segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Desde o balanço das 20h de quarta-feira (23), 2 estados atualizaram seus dados: GO e RR. Veja os números consolidados: 139.133 mortes confirmadas 4.628.431 casos confirmados Na quarta-feira, às 20h, o balanço indicou: 139.065 mortes, 906 em 24 horas. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 699 óbitos, uma variação de 1% em relação aos dados registrados em 14 dias. Sobre os infectados, na noite de quarta-feira eram 4.627.780 casos confirmados do novo coronavírus desde o começo da pandemia, 32.445 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 29.442 por dia, uma variação de 6% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil Progressão até 24 de setembro No total, 5 estados apresentaram alta de mortes: RJ, GO, AM, AP e BA. GO passou da estabilidade e, agora, apresenta alta nas mortes. O CE e PB estavam com mortes em queda e hoje estão em estabilidade. Os estados de MA, PE e RN apresentaram alta no dia anterior, mas voltaram à estabilidade de mortes. RO e PI passaram da estabilidade, ontem, para a queda de mortes. Estados Subindo (5 estados): RJ, GO, AM, AP e BA Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (11 estados): PR, RS, MG, SP, PA, TO, CE, MA, PB, PE e RN Em queda (10 estados + DF): SC, ES, DF, MS, MT, AC, RO, RR, AL, PI e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes por Covid-19 em crescimento Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em estabilidade Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em queda Arte G1 Sul PR: +5% RS: -12% SC: -29% Sudeste ES: -31% MG: +14% RJ: +19% SP: +3% Centro-Oeste DF: -27% GO: +39% MS: -25% MT: -27% Norte AC: -31% AM: +39% AP: +71% PA: +14% RO: -17% RR: -55% TO: -3% Nordeste AL: -19% BA: +20% CE: -10% MA: 0% PB: -8% PE: -12% PI: -16% RN: +8% SE: -39% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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24/09 - Remédios do dia a dia podem levar ao declínio cognitivo
Anticolinérgicos são utilizados para inúmeras condições, de alergias a depressão, e estão associados ao risco aumentado para problemas de memória Volta e meia trato do tema, justamente porque é da maior importância para uma longevidade ativa. Consumimos remédios em demasia e, conforme envelhecemos, a quantidade aumenta: idosos compõem o grupo etário que recebe o maior volume de prescrições médicas. A questão é que há uma classe de drogas utilizadas para inúmeras condições, de alergias a resfriados, de pressão alta a depressão, que pode estar associada ao risco aumentado para problemas de memória e declínio cognitivo, particularmente em pessoas com fatores genéticos que predisponham à Doença de Alzheimer. O estudo foi publicado no início do mês na edição on-line da revista “Neurology”. Há cerca de 100 drogas desse tipo: são os anticolinérgicos, usados, por exemplo, para rinite, enjoo, incontinência urinária, Doença de Parkinson e pressão alta. O levantamento mostrou que pessoas sem problemas psíquicos que tomam pelo menos um anticolinérgico têm 47% mais chances de desenvolver um prejuízo cognitivo leve – que pode ser um precursor da demência – no prazo de uma década, se comparadas com aquelas que não fazem uso de medicação. “Nossa descoberta sugere que reduzir o uso de drogas anticolinérgicas, antes que as pessoas apresentem sintomas de perda cognitiva, pode prevenir as consequências negativas para o cérebro”, afirmou Lisa Delano-Wood, pesquisadora da Universidade da Califórnia San Diego. Medicamentos da classe dos anticolinérgicos podem estar associados ao risco aumentado para problemas de memória e declínio cognitivo Pexels por Pixabay O trabalho envolveu 688 pessoas, com idade média de 74 anos, que não tinham dificuldades de memória e raciocínio no começo do estudo. Os participantes relatavam se estavam tomando anticolinérgicos e com que frequência, submetendo-se a testes anuais por um período de dez anos. Um terço do grupo ingeria até 4.7 remédios por pessoa, sendo que os mais comuns eram loratadina (para alergia), atenolol e metropolol (para hipertensão), bupropiana (para depressão). Como são drogas diferentes, os pesquisadores determinaram o impacto nos pacientes baseando-se no número de medicamentos e na dosagem. Dos 230 que faziam uso da medicação, 117 desenvolveram algum tipo de deficiência cognitiva, comparados com 192 das 458 pessoas que não tomavam os remédios. As pessoas com marcadores para Alzheimer tinham quatro vezes mais chances do surgimento do quadro, e o risco era de 2.5 vezes para aquelas com risco genético. Embora a forma como idosos metabolizam anticolinérgicos seja diferente da que ocorre entre os mais jovens, constatou-se que a maioria dos pacientes que participaram utilizava drogas em doses acima das recomendadas para sua idade. Criada em 1991 pela Sociedade Americana de Geriatria, a lista de Beers relaciona os medicamentos inapropriados ou pouco seguros para serem administrados a idosos. Passa por atualizações periódicas e a última foi divulgada em 2019. Um grupo de especialistas fez alterações nas orientações que estavam vigentes desde 2015. Entre elas, evitar o AAS para prevenção primária de doença cardiovascular acima de 70 anos, por causa do risco de sangramento, e não fazer uso de opioides com benzodiazepínicos. Conversa obrigatória no consultório.
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24/09 - Trump diz que pode barrar diretrizes que aumentem o rigor nas pesquisas por vacina
Autoridade sanitária dos EUA teme que Casa Branca pressione a aprovação de uma vacina antes da hora para favorecer Trump nas eleições americanas. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Casa Branca nesta quarta (23) Tom Brenner/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (23) que pode barrar qualquer nova diretriz de autoridades sanitárias americanas que endureça regras para a aprovação de vacinas contra o novo coronavírus. Trump vem insistindo que uma vacina contra a Covid-19 estará pronta para distribuição antes das eleições presidenciais dos EUA, marcadas para 3 de novembro. Semana passada, o presidente e candidato à reeleição disse que todos os americanos deverão estar vacinados até abril de 2021. Segundo reportagem do jornal "Washington Post", a Administração de Alimentos e Drogas (FDA, na sigla em inglês) — principal autoridade sanitária dos EUA — incluiria novas diretrizes para melhorar a transparência e a confiabilidade da pesquisa em vacina. Autoridades temem que Trump esteja interferindo para aprovar um imunizante antes que todas as etapas sejam concluídas. Chineses anunciam resultados promissores de vacina contra Covid O presidente vem questionando o tempo que a vacina demoraria para ficar pronta. Ele disse que uma decisão da FDA para aumentar o rigor nas pesquisas seria uma jogada política, com base na eleição. "Isso precisaria ser aprovado pela Casa Branca, e podemos ou não aprovar", disse Trump em coletiva de imprensa nesta quarta. "Parece uma jogada política. Quando você tem Pfizer, Johnson & Johnson, Moderna, essas grandes empresas, avançando nas vacinas — e eles fizeram testes e tudo mais —, eu me pergunto por que eles deveriam aumentar o tempo do processo", acrescentou o presidente americano. Uma placa na entrada da sede da Moderna, que está desenvolvendo uma das candidatas à vacina contra o coronavírus, em Cambridge, Massachusetts, EUA Brian Snyder/Reuters No entanto, poucas empresas esperam ter resultados definitivos antes das eleições. A Pfizer tem sido exceção, mas um novo parâmetro estabelecido pela FDA poderia alongar os prazos previstos pela fabricante. A Moderna Inc. disse que dificilmente terá dados suficientes em outubro. A AstraZeneca, que testa uma candidata a vacina com a Universidade de Oxford, ainda aguarda a retomada dos testes nos EUA após a interrupção causada pela revisão do estado clínico de uma voluntária. Os pesquisadores concluíram que a doença desenvolvida pela participante não tem relação com a vacina e retomaram os testes em outros países, inclusive no Brasil, mas não nos EUA. 700 milhões de doses até abril Na cidade de Washington DC, bandeiras foram colocadas em um campo para lembrar as 200 mil vítimas da Covid-19 Joshua Roberts/Reuters Em audiência no Senado, o chefe dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, Robert Redfield, disse que espera ter cerca de 700 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 disponíveis no país até abril. Seria o suficiente para imunizar mais de 300 milhões de americanos, mas só em julho o país inteiro estaria vacinado. "Acho que levaria abril, maio, junho, possivelmente julho, para ter todo o público americano completamente vacinado", disse Redfield. Vacina Reprodução/GloboNews A declaração do chefe dos CDC segue, com um pouco mais de cautela, a mesma linha seguida Trump, que disse na semana passada que os EUA terão doses suficientes de vacina contra a Covid a todos os americanos até abril. Os EUA registram mais de 200 mil mortes por Covid-19 e, com isso, são o país mais afetado em números absolutos pela pandemia. PLAYLIST: Novidades sobre a vacina contra a Covid-19 Initial plugin text
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23/09 - Mais pobres têm duas vezes mais chance de ter Covid do que os mais ricos, aponta pesquisa da UFPel
Indígenas também tiveram mais chance, por causa da pobreza, de serem infectados. Estudo aponta que, em maio e junho, apenas um em cada dez casos da doença no país foi oficialmente notificado. Conclusões foram publicadas na 'The Lancet', uma das revistas científicas mais importantes do mundo. Foto mostra casal visitando o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, no dia 15 de agosto, dia de reabertura das atrações turísticas na cidade. Fabio Motta/AFP Um estudo conduzido pela Universidade Federal de Pelotas (UFPel) aponta que a população mais pobre do Brasil tem duas vezes mais chances de ter sido infectada pela Covid-19 do que a população mais rica. Além disso, os indígenas, por causa da pobreza, também têm mais chances de serem infectados. As conclusões foram publicadas nesta quarta-feira (23) na revista científica "The Lancet", uma das mais importantes do mundo. Os cientistas também apontam que, com base nos dados coletados em maio e em junho, apenas um a cada dez casos da doença no país foi oficialmente notificado. "Os 20% mais pobres da população tiveram o dobro do risco [de contaminação] que os 20% mais ricos – mesmo a pandemia tendo chegado ao Brasil pelos aeroportos, por pessoas de maior nível socioeconômico", avalia o epidemiologista Pedro Hallal, reitor da UFPel e primeiro autor do estudo. "Quando começa a espalhar na comunidade, atinge os níveis mais pobres da população", diz Hallal. A pesquisa é o resultado das duas primeiras análises feitas na EpiCovid, o maior estudo epidemiológico sobre o novo coronavírus (Sars-CoV-2) no país, liderado pelos cientistas da UFPel. O objetivo do estudo é analisar a proporção de pessoas com anticorpos para a Covid-19 no Brasil. Para isso, em um intervalo de duas semanas, aproximadamente, os pesquisadores fizeram testes sorológicos em cerca de 30 mil pessoas em 133 cidades do país, em todos os estados. Na primeira etapa, foram testados 25.025 participantes, entre os dias 14 e 21 de maio. Na segunda, outros 31.165, entre os dias 4 e 7 de junho. "Nesse momento, que reflete de maio a junho, existiu uma concentração muito grande no Norte. Algumas cidades, como Breves (PA) e Boa Vista, tiveram um percentual altíssimo da população infectada – chegava a 25%", aponta Hallal. Ao todo, segundo os cientistas, foram identificadas 11 cidades ao longo do Rio Amazonas em que cerca de 25% das pessoas tiveram resultados positivos para anticorpos contra o Sars-CoV-2. Membros de comunidades ribeirinhas abastecem embarcação antes de ir embora em Breves, no Pará, a sudoeste da Ilha de Marajó. Tarso Sarraf/AFP População indígena Os pesquisadores também perceberam que as populações indígenas tinham mais chances de terem sido infectadas pela Covid-19: os anticorpos para a Covid-19 eram quatro vezes mais frequentes entre os indígenas do que entre a população branca. A maior prevalência, entretanto, também foi associada à pobreza. Os cientistas acharam improvável, por exemplo, que essas pessoas tivessem alguma predisposição genética que facilitasse a infecção. Indígenas Huitoto posam para foto usando máscaras protetoras contra a Covid-19 em Letícia, no departamento colombiano do Amazonas, no dia 20 de maio. Tatiana de Nevó / AFP "Nossas análises sugerem que o risco excessivo de indivíduos indígenas é amplamente explicado pela região geográfica, tamanho da família e status socioeconômico", afirmam no estudo. "Os resultados não negam a conclusão de que os indígenas estão em maior risco do que as pessoas de outras etnias – se não por razões genéticas, então por causa da exposição dos povos indígenas à pobreza e às condições de vida superlotadas" , aponta o estudo. "É mais provável que seja uma questão social e cultural – que se devam a condições de vida, de moradia, às relações culturais, ao espírito coletivo, a formas de aglomerações que são características", avalia Hallal. Aldeia do Alto Xingu improvisa hospital, contrata médica e tem mortalidade zero por Covid-19 No estudo, os pesquisadores apontam, ainda, que o crescimento de doenças metabólicas ou cardiovasculares entre as populações indígenas deve colocá-las em maior risco de morte devido à Covid-19. Subnotificação Movimentação de funcionários e pequenos grupos familiares no sepultamento de se seus entes no Cemitério da Vila Formosa, na zona leste da cidade de São Paulo, que abriu novas covas para vítimas da Covid-19, na manhã de 22 de agosto de 2020. ANTONIO MOLINA/ZIMEL PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Segundo os pesquisadores, a comparação dos números encontrados com os casos oficialmente relatados à época dos testes indica que apenas uma em cada dez infecções foi oficialmente notificada. Entre a primeira e a segunda análises, a prevalência (frequência em que os anticorpos eram encontrados nas pessoas) aumentou mais de 50%. Associado a isso, a estimativa da taxa de letalidade também foi menor do que a oficial. (A taxa de letalidade é calculada dividindo-se o número de mortes pelo número de infectados; logo, se o número de casos é maior do que o que se imaginava, mas o número de mortes continua o mesmo, a taxa de letalidade cai). Média de mortes por Covid no Brasil tem primeiro crescimento desde 10 de agosto No fim de agosto, os pesquisadores concluíram a quarta análise da EpiCovid. Hallal avalia que, entre os primeiros resultados e os mais recentes, a principal diferença é que houve queda na proporção de pessoas com anticorpos, "significando que a pandemia está em ritmo de desaceleração, o que é uma boa notícia", afirma. Ele lembra, entretanto, que, a partir dessa etapa, é provável que "o sumiço dos anticorpos" tenha maior influência nos resultados. Isso porque estudos apontam que os anticorpos tendem a desaparecer depois de um tempo; se uma pessoa desenvolve anticorpos, eles desaparecem e só depois ela é testada, eles acabam não sendo detectados nos testes, por exemplo. "Nas primeiras fases, era tão perto [do início da pandemia] que, basicamente, quem tinha infecção foi detectado – não havia uma infecção antiquíssima que poderia não ter sido captada", afirma Hallal. A quinta etapa da pesquisa, e penúltima, deve começar na primeira quinzena de outubro; a previsão é que a sexta e última fase comece na primeira quinzena de novembro. Brasil tem 138.410 mortes por coronavírus, diz consórcio de veículos de imprensa VÍDEOS: o que aprendemos com a crise Initial plugin text
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23/09 - O mistério dos vírus mortais que desapareceram sem deixar vestígios
A história de como novas ameaças virais emergem já é familiar, mas o que ocorre no final da existência de um vírus está só agora começando a ganhar interesse. Por que alguns vírus desaparecem? E o que acontece com eles? Além do Sars, apenas dois outros vírus foram levados à extinção propositalmente: varíola e peste bovina SCIENCE PHOTO LIBRARY via BBC Era o ano 1002. O rei inglês Etelredo II — não tão carinhosamente lembrado como Etelredo, o Despreparado — estava em guerra. Por mais de um século, os exércitos vikings estavam explorando a terra em busca de um novo lar, sob o comando de líderes com pelos faciais bem tratados e nomes evocativos, como Sueno Barba-Bifurcada. Até aquele momento, os vikings haviam achado a resistência inglesa tentadoramente fraca. Mas Etelredo decidiu se posicionar. Em 13 de novembro, ele ordenou que todos os dinamarqueses no país fossem presos e mortos. Centenas morreram, e o incidente entrou para a história como o massacre do Dia de São Brice. O ato brutal de Etelredo provou ser em vão e, posteriormente, a maior parte da Inglaterra foi governada pelo filho do Barba-Bifurcada. Mas o que foi um dia ruim para ser um viking na Inglaterra foi um presente para os arqueólogos modernos. Mais de mil anos depois, 37 esqueletos — que se acredita pertencerem a algumas das vítimas executadas — foram descobertos no terreno do St. John's College em Oxford. Enterrado com eles, havia um segredo. Quando os cientistas analisaram o DNA dos restos mortais no início deste ano, eles descobriram que um dos homens tinha sido duplamente infelizes. Ele não foi apenas assassinado com violência — na época, ele sofria de varíola. E houve outra surpresa. Este não era o vírus da varíola com o qual estamos familiarizados na história recente — o tipo que foi notoriamente levado à extinção na década de 1970 por um programa de vacinação. Em vez disso, ele pertencia a uma cepa notavelmente diferente, que antes era desconhecida, e que desapareceu silenciosamente há séculos. Parece que a varíola foi erradicada duas vezes. Como o vírus 'some'? A vacinação pode ajudar a preparar o sistema imunológico humano para lutar contra os vírus, tornando mais difícil que eles se espalhem PA via BBC A esta altura, a história de como novas ameaças virais emergem deve ser familiar — o contato próximo com animais infectados, o vírus saltando entre as espécies, o "paciente zero" que o pega primeiro, os super-disseminadores que o carregam pelo mundo. Mas o que ocorre no final da existência de um vírus está só agora começando a ganhar interesse. Por que alguns vírus desaparecem? E o que acontece com eles? À medida que a ameaça representada por essas formas de vida minúsculas e primitivas fica cada vez mais forte, os cientistas estão correndo para descobrir exatamente isso. Um dos vírus que mais recentemente desapareceram foi o causador da Sars. O mundo tomou conhecimento de sua existência pela primeira vez em 10 de fevereiro de 2003, depois que o escritório de Pequim da Organização Mundial da Saúde (OMS) recebeu um e-mail descrevendo "uma estranha doença contagiosa" que matou 100 pessoas no espaço de uma semana. Os primeiros casos ocorreram em Guangdong, uma Província costeira no sudeste da China conhecida por seus muitos restaurantes que servem carnes exóticas. Na época, os mercados locais fervilhavam de guaxinins, texugos, musangs, pombas, coelhos, faisões, veados e cobras, que muitas vezes eram mortos no local, a poucos metros de onde as pessoas comiam. Era comum encontrar animais decapitados e estripados. Mesmo nos primeiros dias da epidemia, era claro como o Sars havia surgido. Dois anos depois, o vírus infectou pelo menos 8.096 pessoas, 774 das quais morreram. Mas poderia ter sido muito pior. Como seu parente próximo, o Sars-Cov-2, que causa a Covid-19, o Sars tinha muitas das qualidades necessárias para dominar o mundo - era um vírus de RNA, o que significa que era capaz de evoluir rapidamente e se espalhava por meio de gotículas expelidas ao respirar, que são difíceis de evitar. Na época, muitos especialistas temiam que o vírus pudesse causar uma devastação no mesmo nível da crise do HIV, ou até mesmo a pandemia de gripe de 1918, que infectou um terço da população mundial e matou 50 milhões. Em vez disso, o Sars desapareceu tão abruptamente quanto chegou. Em janeiro de 2004, havia apenas um punhado de casos — e no final do mês, a última infecção natural suspeita foi anunciada. Estranhamente, embora "paciente zero" descreva a primeira pessoa conhecida a ser infectada com um vírus, não há rótulo equivalente para a última pessoa a pegá-lo na natureza. Mas isso provavelmente se aplicaria a um homem de 40 anos com o sobrenome de "Liu", da cidade de Guangzhou, no sul do país. Houve outro surto alguns meses depois, quando, acredita-se, o vírus escapou de um laboratório de pesquisa de Pequim — duas vezes. Então, o que aconteceu? Resumindo, tivemos sorte. De acordo com Sarah Cobey, epidemiologista da Universidade de Chicago, o vírus da Sars foi levado à extinção por uma combinação de rastreamento de contatos sofisticado e as peculiaridades do próprio vírus. Quando os pacientes com Sars adoeciam, ficavam muito doentes. O vírus tinha uma taxa de mortalidade incrivelmente alta — quase um em cada cinco pacientes morria - mas isso significava que era relativamente fácil identificar aqueles que estavam infectados e colocá-los em quarentena. Não houve propagação extra de pessoas sem sintomas e, como bônus, a Sars demorava um tempo relativamente longo para incubar antes de se tornar contagiosa, o que deu aos rastreadores de contato mais tempo para encontrar alguém que pudesse estar infectado antes que pudesse transmiti-lo. "Mas também os governos e as instituições agiram muito rapidamente", diz Cobey. O caso de Liu Jianlun, que contraiu o vírus antes de ele ser devidamente identificado, mostra quão diferente a pandemia de Sars poderia ter ocorrido. O especialista em medicina respiratória de 64 anos foi infectado após tratar um paciente no hospital onde trabalhava na Província de Guangdong. Em 21 de fevereiro de 2003, Jianlun viajou para Hong Kong para comparecer a um casamento e se hospedou em um quarto no nono andar do Metrópole Hotel. Embora estivesse com febre e leves sintomas respiratórios por cinco dias, ele estava bem o suficiente para fazer alguns passeios turísticos com um parente. Mas no dia seguinte seus sintomas pioraram, então ele caminhou até um hospital próximo e pediu para ser colocado em isolamento. Na época, ele já havia infectado involuntariamente 23 pessoas, incluindo hóspedes do Canadá, Cingapura e Vietnã, que então carregaram o vírus de volta para seus próprios países, onde novos surtos o espalharam. No final, a OMS estimou que cerca de 4 mil casos puderam ser rastreados até Jianlun, que também sucumbiu ao vírus. Sem o esforço global para eliminar a Sars e as características do vírus que tornaram isso mais fácil, não há dúvida de que a pandemia poderia ter saído de controle. Infelizmente, essa situação é extremamente incomum. Além da Sars, apenas dois outros vírus foram levados à extinção propositalmente - a varíola e a peste bovina. "Não é trivial. É realmente muito difícil quando você tem um vírus que está bem adaptado", diz Stanley Perlman, microbiologista da Universidade de Iowa. A guerra contra esses dois vírus foi vencida com vacinas, que também têm como objetivo eliminar a poliomielite - os casos diminuíram 99% desde os anos 1980 - e possivelmente o sarampo, embora recentemente esses esforços tenham sido prejudicados pela guerra, o movimento antivacina e a covid-19. Então, o que dizer dos outros vírus que atormentaram a humanidade nos últimos anos? O ebola vai desaparecer? E para onde foi a gripe suína? Infelizmente, é improvável que alguns vírus sejam extintos, porque não somos o único hospedeiro. Em humanos, os surtos de ebola acabam o tempo todo. Houve pelo menos 26 em toda a África desde que o vírus foi descoberto em 1976, e esses são apenas os que causaram casos suficientes para serem detectados pelas autoridades de saúde. Eles tendem a ocorrer quando o vírus passa de um animal - geralmente um morcego - para um humano, que então infecta outros humanos. Enquanto houver morcegos, o ebola talvez sempre esteja conosco, independentemente de haver uma única pessoa infectada em qualquer parte do planeta. Na Guiné, uma análise de Emma Glennon e colegas da Universidade de Cambridge descobriu que tipos sutilmente diferentes de ebola provavelmente passaram de um animal para uma pessoa aproximadamente 118 vezes diferentes, muitas vezes sem que ninguém percebesse. Na verdade, a quantidade de variação genética entre as cepas responsáveis ​​por diferentes surtos sugere que esses eventos de "transbordamento" são alarmantemente comuns. Embora o décimo surto de ebola que assolou a República Democrática do Congo tenha sido declarado oficialmente encerrado em 25 de junho deste ano - e não há evidências de que a cepa que o causou tenha persistido em humanos -, naquele momento outro já havia começado. O 11º surto está atualmente confinado ao noroeste do país e acredita-se que seja causado por um novo tipo de ebola, que foi adquirido de um animal totalmente independente de todos os outros. Tarefa quase impossível As autoridades de saúde locais e a OMS enfrentam vários outros desafios quando se trata de combater o ebola. A falta de financiamento dificultou a vigilância dos casos de ebola, ao passo que a presença de grupos armados nas áreas afetadas está tornando isso inseguro para os profissionais de saúde. Também há relutância entre alguns em procurar tratamento para o ebola, com as pessoas preferindo permanecer em suas comunidades. Das seis espécies de ebola, há apenas uma vacina para uma delas — o tipo que matou 11 mil pessoas na África Ocidental entre 2013 e 2016. Mesmo com um esforço hercúleo para erradicar o vírus das populações humanas, ele ainda continuará circulando em seu hospedeiro original — os morcegos. Isso significa que a única maneira de levar o vírus à extinção é eliminá-lo na natureza, o que é uma tarefa quase impossível. Da mesma forma, acredita-se que o Mers, que atingiu as manchetes mundiais em 2012 quando surgiu pela primeira vez após infectar humanos a partir de camelos, foi passado para outras pessoas em centenas de ocasiões diferentes. "A Sars foi embora porque não há outro hospedeiro óbvio", diz Perlman. Acredita-se que a Sars saltou para os humanos por meio de um musang, um mamífero da selva que mora em árvores e é considerado uma iguaria na China. Perlman aponta que o vírus não pode simplesmente recuar de volta para esta espécie, porque eles não são comumente infectados — o animal que o passou a um humano foi provavelmente um dos poucos que foram infectados e pode ter contraído diretamente de um morcego. O mesmo não pode ser dito sobre o novo coronavírus, que, mais uma vez, acredita-se que tenha pertencido originalmente a morcegos antes de ter brevemente passado para outro animal - possivelmente pangolins - e eventualmente humanos. "Com a Covid-19, o reservatório agora somos nós", diz Perlman. Na verdade, o Sars-Cov-2 se tornou um vírus tão humano que os cientistas começaram a se perguntar se ele se espalhará ao contrário — dos humanos para a vida selvagem, em uma espécie de "transbordamento reverso". Isso o tornaria ainda mais difícil erradicar. Isso nos leva a outro cenário possível, que envolve vírus que existem continuamente nas pessoas. Embora possam ficar na nossa espécie para sempre, acontece que linhagens individuais de vírus desaparecem com notável regularidade. Veja a gripe, da qual existem dois tipos principais. Em primeiro lugar, há a influenza A, que infecta muitos outros animais, bem como humanos — principalmente pássaros aquáticos, de patos e gansos a animais selvagens raros da Antártica, como o petrel gigante — mas está sempre conosco de uma forma ou de outra. Esse tipo é responsável pela maioria dos casos de gripe sazonal - e também causa pandemias. Depois, há a influenza B, que infecta apenas humanos e — estranhamente — focas, e nunca causa pandemias. Durante anos, pensou-se que as cepas de influenza A com as quais vivemos estão em constante evolução para serem mais capazes de nos infectar. Mas as pesquisas científicas mais recentes mostram que esse não é o caso. Acontece que qualquer pessoa que morreu antes de 1893 nunca terá sido infectada com nenhuma das cepas de influenza A que existem hoje. Isso porque todos os vírus da gripe que existiam em humanos até cerca de 120 anos atrás foram extintos. A cepa que causou a pandemia de 1918 também desapareceu, assim como a que levou ao surto de gripe aviária em 1957, que matou cerca de 116 mil pessoas nos Estados Unidos, e o tipo de gripe que circulava em 2009, antes do surgimento da gripe suína. As cepas de gripe estabelecidas tendem a continuar evoluindo por muitos caminhos diferentes - então, a grande maioria será extinta abruptamente. A cada poucas décadas, um novo tipo de gripe irá evoluir para substituí-los, geralmente feito de uma combinação de vírus da gripe antigos e novos, recém-chegados de animais. "É realmente interessante porque se você estiver focado em qualquer cepa em particular - ou melhor, em qualquer sequência genética particular que está se replicando - há uma taxa de extinção muito, muito alta", diz Cobey. "As cepas estão morrendo a cada dois anos agora. É complicado, mas estamos vendo uma rotatividade muito alta." Curiosamente, em vez de se adaptar aos humanos ao longo do tempo, parece que o H1N1 — o tipo que causou a pandemia de gripe e a gripe suína de 1918 e agora desapareceu — vinha acumulando mutações silenciosamente que eram inúteis ou até mesmo ativamente prejudiciais à sua própria sobrevivência. Agora, alguns cientistas estão sugerindo que acelerar esse processo pode nos permitir usar a rápida evolução dos vírus humanos endêmicos a nosso favor. A ideia já existe há algum tempo como uma forma de nos livrarmos da gripe e resfriados - mas recentemente também foi sugerida como um método de combate à covid-19. Mutações demais No centro do plano está a estrutura dos "vírus de RNA" — um grupo que inclui muitos dos patógenos mais intratáveis ​​da humanidade, incluindo HIV, gripe, coronavírus e ebola. Seu material genético é feito de RNA em oposição a DNA, o que significa que quando eles sequestram a máquina de seu hospedeiro para se copiarem, eles não incluem uma etapa de "revisão" em que verificam se há erros. Isso geralmente é considerado uma coisa ruim para os humanos, porque essas mutações significam que existe uma quantidade extraordinária de diversidade genética entre os vírus de RNA, permitindo que eles evoluam rapidamente — então, quaisquer vacinas ou medicamentos que os visem se tornam obsoletos rapidamente. "Embora gostemos de pensar nas cepas de gripe como uma sequência unitária, na verdade, o que elas representam é uma série de sequências genéticas diferentes", diz Lipton. No curto prazo, essa peculiaridade torna mais difícil erradicar a gripe, porque nessa série podem estar vírus que nosso sistema imunológico não reconhece e, portanto, são capazes de se infiltrar em nosso corpo sem serem notados. Mas essa taxa impressionante de mutação é uma faca de dois gumes. Acima de uma certa taxa, as mutações tornam-se prejudiciais, levando a cepas de vírus carregadas de falhas genéticas que impedem sua disseminação. Eventualmente, isso pode levar à sua extinção. Acelerar a evolução viral artificialmente com drogas que os estimulam a sofrer mutações a uma taxa ainda maior do que o normal pode trazer alguns benefícios. Primeiro, pode enfraquecer o vírus o suficiente para reduzir a quantidade que circula dentro de cada paciente. Isso pode tornar mais fácil o tratamento em pessoas com doenças graves. Já existem algumas evidências de que isso pode funcionar — ensaios clínicos nos EUA e no Japão descobriram que o medicamento indutor de mutação "favipiravir" é eficaz contra a cepa de gripe H1N1. A virologista Elena Govorkova, do St. Jude Children's Hospital em Memphis, Tennessee, e sua equipe mostraram que a droga parece tornar o vírus da gripe menos infeccioso. Em segundo lugar, certas cepas de vírus, como os tipos de Covid-19 — dos quais já existem pelo menos seis — podem acumular mutações suficientes que são prejudiciais a si mesmas para que desapareçam por completo. Na Índia, já há evidências de que isso pode estar acontecendo naturalmente. O vírus está sofrendo mutações em um ritmo vertiginoso e foi sugerido que ele poderia estar se dirigindo em direção a um penhasco evolutivo sozinho. No entanto, por mais que tentemos, alguns cientistas estão céticos de que algum dia seremos capazes de dizer que qualquer vírus se foi para sempre. "O termo 'extinto' talvez seja enganoso", diz Ian Lipkin, epidemiologista da Columbia University, em Nova York. "Os vírus podem estar presentes em muitos locais - eles podem se esconder nas pessoas, eles podem se esconder em materiais que são armazenados em freezers, eles podem se esconder na vida selvagem e em animais domésticos - é realmente impossível dizer se um vírus foi extinto." Ele aponta que os frascos de varíola ainda existem em freezers em pelo menos dois locais — e há um debate em andamento sobre se devemos levá-los à extinção de forma mais definitiva. Como a maioria dos programas de vacinação terminou na década de 1970, muitos estão preocupados com o fato de que esses raros estoques de varíola podem ter o potencial de desencadear outra grande pandemia global. Isso sem mencionar a ameaça latente dos vírus sintéticos - em 2017, uma equipe de cientistas canadenses ressuscitou o vírus do "horsepox", um parente próximo da varíola, que poderia ou não estar extinto. Como acontece com muitos outros vírus, ninguém sabe ao certo se ele morreu, mas os cientistas foram capazes de recriá-lo usando registros de seu código genético e fragmentos de DNA. Claro, isso não significa que nossos esforços de erradicação sejam inúteis. Na verdade, Cobey pensa agora, mais do que nunca, que devemos nos concentrar em reduzir a quantidade de patógenos humanos. "Espero que este seja um período em que possamos refletir sobre que tipo de doenças queremos trabalhar para erradicar", diz ela. "Existem muitos patógenos por aí — a maioria das pessoas não reconhece quantos." Quem sabe, talvez a Covid-19 inspire uma nova revolução científica, e o conceito de pegar vários resfriados ou gripes a cada ano se tornará tão estranho quanto ter que se preocupar com a varíola. Initial plugin text
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23/09 - Em carta, cientistas internacionais defendem Guia Alimentar brasileiro e criticam proposta de mudança de ministério
Os acadêmicos, que são de universidades como Harvard, Johns Hopkins, Yale e Cambridge, dizem que nota técnica do Ministério da Agricultura brasileiro não tem fundamentação válida. Imagem de cereais adocicados de café da manhã Twinsfisch/Unsplash Um grupo de 33 cientistas estrangeiros de universidade prestigiadas dos Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, África do Sul e outros países enviou uma carta ao Ministério da Agricultura para defender o Guia Alimentar para a População Brasileira. O Guia, de 2014, é um conjunto de diretrizes a respeito de alimentação de autoria de outro ministério, o da Saúde. Em uma nota técnica divulgada neste mês, o Ministério da Agricultura fazia diversas críticas ao documento. Nesse texto, a Agricultura pede para que se retire as menções ao grupo de alimentos ultraprocessados do Guia. Os acadêmicos, que são de universidades como Harvard, Johns Hopkins, Yale e Cambridge, dizem que a nota técnica do Ministério da Agricultura não tem fundamentação válida. A carta enviada pelos estrangeiros diz que o texto, “evidentemente escrito sem uma compreensão da pesquisa científica sobre esse tema, levanta diversas críticas injustificadas das diretrizes da dieta brasileira publicadas pelo Ministério da Saúde”. Consumo de alimentos ultraprocessados aumentou durante a pandemia, revela nutricionista Críticas ao Guia Alimentar A nota técnica do Ministério da Agricultura afirma que, "quando um documento oficial do Governo Brasileiro orienta ‘Evite alimentos ultraprocessados’, está generalizando algo que é muito diversificado. Quando usamos esta classificação equivocada, pesquisas mostram que existem alimentos que são classificados nesta 'categoria ultraprocessados' e que são feitos industrialmente de forma semelhante a preparações culinárias caseiras”, Alimentos ultraprocessados: o perigo nas letras miúdas Cientistas ligam alimentos ultraprocessados a mortes prematuras; saiba quais são eles A pasta afirma que o sistema de classificação de alimentos conhecido por Nova, que determina o que é um alimento processado, é obscuro. “A classificação Nova utilizada é confusa, incoerente e prejudica a implementação de diretrizes adequadas para promover a alimentação adequada e saudável para a população brasileira.” Na nota, os técnicos da Agricultura atacam a forma de classificar a comida: “Em relação a diferenciação de 'alimento ultraprocessado' por meio da contagem do número de ingredientes (frequentemente cinco ou mais) parece ser algo cômico”. O documento é assinado por Luís Eduardo Rangel e Eduardo Mazzoleni, diretor e coordenador do departamento de Análise Econômica e Políticas Públicas da Secretaria de Política Agrícola do ministério. Em mensagem ao G1, o Ministério da Agricultura diz que a nota técnica, que foi divulgada nas redes sociais, na verdade não foi enviada ao Ministério da Saúde e que se trata de "minutas" que sugerem a revisão do Guia. "O assunto está sendo debatido internamente, em Câmaras Setoriais do Mapa", disse a pasta. Carta de acadêmicos Os cientistas internacionais que agora escrevem ao Ministério da Agricultura dizem que o guia recomenda refeições saudáveis, e que essas são constituídas por comidas frescas, preparadas com o mínimo de ingredientes processados (como sal, açúcar, óleos e gorduras), “A diretriz recomenda evitar comidas ultraprocessada. Essas são definidas precisamente pela classificação Nova. Elas incluem bebidas doces, salgadinhos e doces de pacotes, cereais de café-da-manhã adocidados, produtos reconstituídos de carne e pratos prontos para aquecer. Quanto menos desses itens forem consumidos melhor.” Identificação de forma prática, e não classificação A nota técnica do Ministério de Agricultura pede uma revisão do Guia Alimentar e “a recomendação mais forte nesse momento é a imediata retirada das menções a classificação Nova no atual guia alimentar e das menções equivocadas, preconceituosas e pseudocientíficas sobre os produtos de origem animal”. O grupo de 33 cientistas afirma que a nota ignora as consultas a nutricionistas e profissionais de todos os estados brasileiros e a indústria alimentar antes da aprovação pelo Ministro da Saúde. Os acadêmicos ponderam que a nota do Ministério da Agricultura diz que é cômico definir alimentos ultraprocessados pelo número de ingredientes que contêm, mas que essa é apenas uma forma prática de identificar esses produtos, e que a definição está precisamente indicada nas diretrizes. Crescimento do consumo "É difícil entender por que a nota [do Ministério da Agricultura] não menciona o rápido crescimento recente do consumo de alimentos ultraprocessados ​​em todo o Brasil e na maioria dos países do mundo, nem o impacto negativo desses alimentos na saúde", continuam os cientistas estrangeiros. Os ultraprocessados, de acordo com eles, estão relacionados a uma série de doenças não- transmissíveis com origem na dieta, afirmam. O Guia Alimentar: 'descasque mais' Lançado em novembro de 2014 pelo Ministério da Saúde, o Guia Alimentar tem como máxima o consumo mínimo de alimentos ultraprocessados. "Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados. A regra de ouro é: descasque mais e desembale menos", informa o texto do Guia Alimentar de 2014. Alimentos ultraprocessados são aqueles fabricados pela indústria com a adição de gordura, sal, açúcar, conservantes e demais substâncias que alteram o alimento in natura. São exemplos: Refrigerante Carne processada, como salsichas e hambúrgueres Biscoitos industrializados Salgadinhos Macarrão instantâneo Alimentos in natura são aqueles vindos diretamente de plantas ou de animais, que não sofreram qualquer alteração após deixarem a natureza. São exemplos: Verduras e legumes Grãos Frutas Ovos Leite A Organização Mundial da Saúde (OMS) passou a recomendar que os países adotassem guias de alimentação como forma de prevenis doenças como obesidade e diabetes a partir da década de 1980. Tanto a FAO como a OMS recomendam uma dieta rica em cereais integrais, legumes, frutas e vegetais, assim como o consumo reduzido de carne e de alimentos com alto teor de gordura e de açúcar.
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23/09 - Transmissão da Covid segue elevada na América Latina; Opas não descarta ressurgimento de surtos
Brasil, Peru, Colômbia, México e Argentina seguem entre as 10 nações com o maior número de casos de Covid-19 do mundo. A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou nesta quarta-feira (23) que a transmissão do novo coronavírus segue muito elevada mesmo em países onde se observa atualmente uma tendência de redução nos casos, como o Brasil e o México. Por isso, o ressurgimento de novos surtos não está descartado. “É certo que em países como o México e o Brasil, assim como em outros países da América Latina, onde se observa uma tendência de redução, o nível de transmissão segue muito elevado, como já chamamos a atenção. É preciso manter todas as medidas, monitorar as cidades, as províncias, os estados”, afirmou Jarbas Barbosa, subdiretor da Opas. Barbosa alerta que o surgimento de novos focos na região é possível. “Os países da Europa, de novo, estão nos ensinando bem que é possível. Temos que estar preparados [mesmo] nos locais onde a transmissão já está controlada” - Jarbas Barbosa, subdiretor da Opas Brasil, Peru, Colômbia, México e Argentina seguem entre as 10 nações com o maior número de casos de Covid-19 do mundo. O Brasil segue em terceiro no número de infecções, atrás dos Estados Unidos e da Índia. Só em território brasileiro já foram registrados mais de 138 mil óbitos em decorrência de complicações da doença. Pico x platô O subdiretor da Opas lembrou que alguns países europeus, como Espanha e Reino Unido, registraram um pico da doença que foi revertido em poucas semanas após a implementação de medidas para manter o distanciamento social. Na América Latina, a curva de transmissão do novo coronavírus é diferente. A pandemia começou mais lentamente porque os países tiveram tempo e tomaram medidas para conter a transmissão, com algumas exceções como as cidades de Manaus, no Brasil, e Guayaquil, no Equador. Segundo Barbosa, as medidas de distanciamento social foram importantes para diminuir a velocidade da transmissão na região, mas não foram efetivas para reduzir o número de casos. “Não tem aquela explosão de casos, mas a transmissão [elevada] segue por um período muito longo”. Vacinas Ainda nesta quarta-feira, a diretora da Opas, Carissa Etienne, disse que podem ser necessárias várias tentativas para que seja encontrada a melhor vacina contra a Covid-19. “Esperamos que os cientistas descubram uma vacina eficaz que ofereça proteção duradoura contra Covid-19, mas podem ser necessárias algumas tentativas antes de encontrarmos a certa”, disse Etienne. "As vacinas precoces podem fornecer proteção apenas parcial ou podem não funcionar para todos. Ainda não sabemos qual vacina será considerada segura e eficaz e como funcionará", afirmou ela. Etienne defendeu que a participação na aliança global Covax é a melhor maneira para os países protegerem sua população. Segundo ela, 14 países da região concordaram em autofinanciar sua participação no programa e outros 10 são elegíveis para receber apoio de custos. Outros 13 disseram que pretendem participar. Segundo ela, alguns países perderam o prazo inicial do programa, porém declararam no fim de semana que se comprometeriam com a aliança o mais rápido possível. Planejamento da vacinação Etienne também fez um apelo para que os países comecem a preparar planos de vacinação. "Nós sabemos que, se não nos prepararmos agora, perderemos a oportunidade de nos beneficiarmos [de uma vacina] rapidamente. Os países não podem esperar para ter todas as respostas antes de começar a planejar e se preparar para entregar uma vacina Covid-19", declarou. Veja vídeos com as novidades no desenvolvimento de vacina contra a Covid-19: Initial plugin text
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23/09 - Cientistas da USP concluem maior análise de material genético de idosos da América Latina
Centro de Estudos do Genoma Humano sequenciou o DNA de 1.171 idosos de São Paulo. Pesquisa com os dados ainda não foi publicada em revista científica, mas pode ajudar a entender o envelhecimento saudável e a desenvolver técnicas mais precisas na medicina. Cientistas da USP concluem o maior sequenciamento genético de idosos da América Latina Cientistas da Universidadade de São Paulo (USP) concluíram, depois de dez anos, o sequenciamento do material genético de 1.171 idosos de São Paulo, a maior análise desse tipo já feita na América Latina. O estudo, feito com pessoas acima de 60 anos, pode ajudar no diagnóstico de doenças raras, a entender o envelhecimento saudável e a desenvolver técnicas mais precisas na medicina, explica a autora sênior, Mayana Zatz, em entrevista à GloboNews nesta quarta (23) (veja vídeo acima). "A nossa população e a do resto do mundo está envelhecendo, mas queremos envelhecer de uma maneira saudável. Por isso que focamos esse estudo em pessoas com mais de 60 anos; se você estuda uma pessoa jovem, não sabe se ela tem risco de ter Alzheimer, Parkinson, essas condições que aparecem mais tarde", lembra. "A gente pode correlacionar os achados genômicos com os dados clínicos – saber quem tem o risco aumentado de ter essas doenças e poder, no futuro, prevenir o aparecimento numa idade muito mais precoce", acrescenta a pesquisadora. Os resultados da análise ainda não passaram por revisão de outros cientistas (a chamada "revisão por pares") – etapa necessária para que a pesquisa seja publicada em revista científica – mas o banco de dados já está disponível on-line. Os idosos foram selecionados por pesquisadores da Faculdade de Saúde Pública da USP e tinham, em média, 71 anos de idade. "Estamos, nesse momento, focando em nonagenários e centenários saudáveis – o que faz uma pessoa passar dos 90, passar dos 100, e continuar saudável – tanto do ponto de vista físico como cognitivo", explica Zatz. DNA: Quem são as brasileiras que sequenciaram o genoma do novo coronavírus CIENTISTAS: Conheça 10 brasileiras pioneiras na ciência O foco do estudo era entender como as células de idosos com mais de 90 ou 100 anos e saudáveis conseguiam se preservar durante tanto tempo. Zatz lembra que várias pessoas dessa idade também venceram a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). "O que nós vimos é que várias dessas pessoas que passam dos 100 anos conseguiram, também, resistir à Covid-19. Temos vários casos de centenários que foram afetados pelo coronavírus e que tiveram formas muito leves ou que permaneceram assintomáticos", lembra a cientista. O banco com os dados de DNA também vai ajudar, explica Zatz, a desenvolver técnicas baseadas na medicina de precisão – em que cada pessoa recebe um tratamento "personalizado" de acordo com seu código genético. "Toda vez que você toma um remédio, uma droga nova, não sabe se vai ser eficiente, inócua ou se vai ser tóxica. Hoje, a gente sabe que isso depende do nosso genoma [código genético]", diz a pesquisadora. Variedade Zatz também frisa a variedade genética vista no banco de dados brasileiro – que não existe, por exemplo, nos europeus. “Esse estudo é representativo da população idosa de São Paulo porque é baseado no censo do município paulista e inclui pessoas de todos os níveis socioeconômicos”, afirmou a cientista em entrevista à Agência Fapesp, a agência de fomento à pesquisa no estado de São Paulo. As primeiras análises dos dados genômicos dos idosos paulistanos, que incluem descendentes de imigrantes de diferentes continentes, permitiram identificar mais de 76 milhões de variantes genéticas, das quais dois milhões não estão descritas em bancos de dados genômicos internacionais. "É o maior banco de DNA de pessoas idosas da América Latina e de uma população altamente miscigenada como a brasileira, resultado de um trabalho iniciado há mais de 10 anos”, disse Zatz à Fapesp. Cortes em pesquisas A cientista também alertou para os possíveis cortes orçamentários nas universidades do estado de São Paulo, previstos no projeto de lei 529/20, do governador João Doria (PSDB). O texto propõe uma reforma administrativa no estado para cobrir um rombo nas contas públicas de R$ 10 bilhões em 2021, usando a sobra do caixa das universidades públicas estaduais e da Fapesp. "Vai ser um desastre: vai interromper um monte de pesquisas, alunos vão perder suas bolsas, nós vamos perder mais jovens que vão para o exterior buscar oportunidades melhores. Vai ser um enorme retrocesso", avaliou. *com informações da Agência Fapesp
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23/09 - Como são os planos da Nasa para levar a primeira mulher à Lua até 2024
A Nasa, a agência espacial dos Estados Unidos, traça formalmente seu plano de US$ 28 bilhões para retornar astronautas à Lua até 2024, incluindo a primeira mulher. Turma mais recente de astronautas graduados inclui seis mulheres — cinco da Nasa e uma da Agência Espacial Canadense Nasaa A agência espacial dos Estados Unidos, a Nasa, traçou formalmente seu plano de US$ 28 bilhões (mais de R$ 150 bilhões) para retornar à Lua em 2024 — uma missão que deve contar com a primeira visita de uma mulher à superfície lunar. Como parte de um programa chamado Artemis, a Nasa enviará um homem e uma mulher no primeiro pouso com humanos desde 1972. O cronograma da agência depende, no entanto, de o Congresso liberar US$ 3,2 bilhões (R$ 17 bilhões) para a construção de um sistema de aterrissagem. Os astronautas viajarão em uma cápsula parecida com a da missão Apollo, chamada Orion, que será lançada em um poderoso foguete chamado SLS. "Os US$ 28 bilhões representam os custos associados aos próximos quatro anos no programa Artemis para pousar na Lua. Financiamento do SLS, financiamento da Orion, do sistema de pouso humano e, claro, dos trajes espaciais — todas as coisas que fazem parte do programa Artemis estão incluídas", disse nesta semana o administrador da Nasa, Jim Bridenstine. RECORDE: Astronauta americana bate recorde de voo espacial único mais longo já feito por uma mulher PIONEIRA: Katherine Johnson, matemática negra que ajudou a Nasa a ir para a Lua, morre aos 101 anos Mas ele explicou: "O pedido de orçamento que temos diante da Câmara e do Senado agora inclui US$ 3,2 bilhões para o sistema de pouso humano em 2021. É extremamente importante que a gente consiga esses US$ 3,2 bilhões." A Câmara dos Deputados dos EUA já aprovou um projeto de lei alocando US$ 600 milhões (R$ 3,2 bi) para o módulo lunar. Mas a Nasa precisará de mais fundos para desenvolver o veículo por completo. Em julho de 2019, Bridenstine disse à emissora americana CNN que a primeira mulher astronauta a andar na Lua em 2024 seria alguém "que foi colocada à prova, alguém que voou, alguém que já esteve na Estação Espacial Internacional". Ele também disse que seria alguém já no corpo de astronautas. No momento desta entrevista, havia 12 astronautas ativas. Desde então, juntaram-se a elas outras cinco astronautas da Nasa que se formaram no curso de treinamento no início deste ano. Mas ainda não está claro se elas poderiam cumprir os critérios a tempo de voar na primeira missão de pouso em 2024. Questionado sobre o cronograma para a escolha de membros da tripulação da Artemis, o chefe da Nasa disse que esperava selecionar uma equipe pelo menos dois anos antes da primeira missão. No entanto, ele disse: "Acho que é importante começarmos a identificar a equipe Artemis mais cedo... principalmente porque acho que vai servir como uma fonte de inspiração." Ao enviar astronautas de volta à Lua, a Casa Branca quer renovar a liderança americana no espaço. Também há planos para extrair depósitos valiosos de gelo de água do Polo Sul lunar. Eles poderiam ser usados ​​para fazer combustível para foguetes na Lua (a um custo menor do que transportá-los da Terra), servindo como base para uma economia lunar. O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, também citou preocupações sobre as ambições de viagens espaciais da China. Em janeiro de 2019, a superpotência asiática se tornou a primeira nação a pousar suavemente um robô no outro lado da Lua. O país está se preparando para sua primeira missão de entregar amostras de solo lunar para laboratórios na Terra. O país tem desenvolvido uma espaçonave de próxima geração para que astronautas chineses possam ir para destinos no espaço profundo, como a Lua. Embora a China não tenha um cronograma para chegar lá até 2024, ela pode fazer nesta década um progresso considerável em direção a essa meta. O novo documento da Nasa descreve a Fase 1 do plano dos EUA, que inclui um voo de teste sem tripulação em torno da Lua (chamado Artemis-1) no outono de 2021. A chefe de voo espacial humano da Nasa, Kathy Lueders, disse que a Artemis-1 duraria cerca de um mês para testar todos os sistemas críticos. Segundo ela, o voo de demonstração reduziria o risco para a Artemis-2, que repetirá a viagem ao redor da Lua com astronautas. Um novo teste foi acrescentado a esta missão: uma demonstração de operações de proximidade. Logo após a Orion se separar do estágio superior do foguete SLS (conhecido como estágio de propulsão criogênica provisória), os astronautas pilotarão manualmente a espaçonave conforme se aproximam e se afastam do satélite da Terra. Isso permitirá avaliar as qualidades de manuseio da Orion, junto com o desempenho de hardware e software da espaçonave. A Artemis-3 se tornará a primeira missão a enviar astronautas à superfície lunar desde a Apollo 17, há cerca de 48 anos. A Nasa alocou US$ 967 milhões (R$ 5,3 bilhões) para contratar empresas que trabalhem em projetos do veículo de pouso que os levará até lá. Mais para o fim da década, o plano prevê que a Nasa estabeleça uma base para humanos, chamada de acampamento-base de Artemis, que incluiria a infraestrutura necessária para a exploração da lua a longo prazo. Em comparação com a Artemis, o programa Apollo nas décadas de 1960 e 1970 custou mais de US$ 250 bilhões (mais de R$ 1,3 trilhão) em valores ajustados pela inflação. No entanto, os US$ 28 bilhões para este novo plano não incluem o dinheiro já gasto no desenvolvimento da espaçonave Orion e do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS). NASA lança robô com destino a Marte para investigar se já houve vida no planeta
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23/09 - A mórbida coleção de cabeças humanas que museu no Reino Unido decidiu deixar de exibir
Levadas por 'exploradores' europeus, as cabeças ficaram no museu por 80 anos e eram de pessoas da América e da Ásia. A retirada dos itens de exibição é parte do processo de descolonização do museu Pitt Rivers Museum/University of Oxford via BBC Por 80 anos, os visitantes do museu Pitt Rivers em Oxford, no Reino Unido, podiam visitar uma parte da coleção que muitas pessoas descreveriam como chocante e macabra. Os itens em exibição incluíam crânios e cabeças humanas encolhidas coletados por 'exploradores' europeus em suas viagens às Américas e à Índia. Mas a partir de terça (22), isso mudou. Como parte do "processo de descolonização" do museu, cerca de 120 restos mortais foram cuidadosamente removidos da exibição. Eles incluem tsantsas, cabeças encolhidas feitas por tribos amazônicas com os corpos de seus inimigos derrotados, e crânios de prisioneiros capturados pelo povo Naga no norte da Índia. "As cabeças eram uma das maiores atrações do museu, mas em vez de fornecer uma compreensão mais profunda sobre outras culturas, elas estavam reforçando estereótipos sobre esses povos serem 'selvagens', 'primitivos' ou 'horríveis'", diz Laura Van Broekhoven, diretora do museu. "A questão é que muita coisa aconteceu (na Europa). Homens ingleses foram esquartejados (em guerras) e nunca colocamos (seus corpos) em exibição. Mulheres foram queimadas vivas e não as colocamos em exibição," diz Van Broekhoven à BBC. "Então por que sempre estamos exibindo as chamadas atrocidades de outras culturas e muito pouco de nossas próprias atrocidades?" As tsantsas eram feitas por povos indígenas da Amazônia peruana e equatoriana Pitt Rivers Museum/University of Oxford via BBC Caçadores de cabeças A história das cabeças encolhidas é complexa — tanto quanto a decisão de parar de mostrá-las. Tsantsas eram objetos feitos com cabeças de inimigos por alguns povos indígenas que viviam na Amazônia equatoriana e peruana, principalmente o povo Shuar. O crânio era removido e a pele fervida até encolher. O rosto era então moldado com pedras quentes e o cabelo era reimplantado. Os exploradores europeus do século 19 que encontraram tsantsas as viram como "curiosidades exóticas" e as trocavam por objetos valiosos. Uma tsantsa valia uma arma: o preço mais alto que um objeto poderia obter em termos de troca. Portanto, embora as cabeças encolhidas não fossem originalmente um sinal de riqueza, logo se tornaram mercadorias com valor monetário. E embora elas já existissem há muitos anos, foi o apetite dos colecionadores por eles na Europa que alimentou um comércio macabro dos itens. O interesse dos europeus pelas cabeças alimentou guerras tribais na América Getty Images via BBC Com o tempo, a riqueza gerada por esse comércio tornou os Shuar muito mais poderosos do que seus inimigos, desencadeando guerras tribais e até episódios de caça de cabeças que levaram a mais mortes, de acordo com Van Broekhoven. Também começaram a surgir tsantsas falsas, feitas de preguiças e macacos, conforme a demanda crescia na Europa. "As pessoas começaram a fazer muitas falsificações. E não eram necessariamente [feitas pelos] Shuar, mas pessoas nas cidades que roubavam corpos de necrotérios e encolhiam essas cabeças", diz ela. Colecionadores europeus acabaram comprando todas as tsantsas produzidas pelos Shuar Getty Images via BBC Práticas sagradas Um dos problemas das falsificações é que tsantsas genuínas não eram de pessoas ou vizinhos assassinados ao caso, mas parte de práticas cerimoniais sagradas, com um significado mais profundo, diz Van Broekhoven. Era um tratamento concedido apenas aos mais ferozes líderes inimigos. O grupo indígena acreditava que com a prática poderia capturar o poder de uma das múltiplas almas que acreditavam que as pessoas tinham. Os Shuar contemporâneos afirmam que seus ancestrais ocasionalmente encolhiam as cabeças de seus próprios líderes mortos como forma de homenageá-los. Os mortos tinham as pálpebras e a boca costuradas com fios de algodão como forma de reter o espírito. Realizava-se então um ritual para pacificar o espírito da vítima e torná-la parte do grupo, "ligando assim os inimigos, os vivos e os mortos." Mas na época em que o governo equatoriano proibiu o comércio do item na década de 1960, o significado das cabeças encolhidas na Europa já tinha uma conotação muito diferente. A cultura europeia e norte-americana apresentava povos nativos como 'selvagens' Getty Images via BBC O estereótipo do 'selvagem' A essa altura, os Shuar já haviam negociado todas as suas tsantsas em troca de mercadorias. Na cultura popular ocidental, filmes e livros retratavam tanto os Shuar quanto outros povos amazônicos como assassinos bárbaros e incivilizados. Van Broekhoven diz que a coleta dos restos mortais pelos europeus pode ser vista como "parte importante do projeto de colonização", uma tentativa de mostrar superioridade sobre outros povos para justificar o colonialismo. "As ideias da época giravam em torno de uma suposta 'evolução' de povos selvagens, para bárbaros, para civilizados. No topo disso estariam os colonizadores", diz ela. O povo Naga acreditava que cabeças humanas eram fonte de poder Getty Images via BBC Troféus de guerra Tsantsas não são os únicos objetos da coleção de Pitt Rivers que ilustram essa questão, diz a diretora do museu. Crânios capturados pelos povos Naga do norte da Índia durante guerras também foram levados ao Reino Unidos como exemplo de "barbárie" dos povos colonizados. Os Nagas acreditavam no poder oculto da cabeça humana e os guerreiros Naga exibiam os crânios de seus inimigos caídos, acreditando que eles trariam prosperidade e abundância. Acadêmicos coloniais britânicos descreveram os Nagas, que viviam em relativo isolamento, como "atrasados" e "muito abaixo na escala da civilização". Mas Tezenlo Thong, um especialista com extensa pesquisa no assunto, diz que não havia evidências de que os Nagas realmente caçavam cabeças. A decapitação só era aplicada no contexto de rituais de guerra, e parecia ser mais a exceção do que a regra. E também não era algo definidor da cultura Naga. A invasão colonial do território Naga foi "um dos capítulos mais violentos da história da conquista britânica do subcontinente [indiano]". Mas a percepção que sobreviveu nas extensas escrituras coloniais e nas coleções de objetos da época é o estereótipo dos "caçadores de cabeças" locais, que persiste até hoje. "Há uma parte da sociedade que vê a história como um fato. Mas a história é escrita por indivíduos", afirma Van Broekhoven. "A história das cabeças encolhidas, das cabeças de troféu Naga e de muitos objetos que temos em exibição foi escrita em nossos registros por colecionadores de elite, em sua maioria brancos, que queriam provar suas ideias de superioridade." O museu Pitt Rivers tem uma coleção de cerca de 500 mil itens Pitt River Museum/University of Oxford via BBC Uma conversa difícil Por enquanto, as tsantsas, os troféus Naga e outros restos mortais humanos presentes no museu serão trancados nos depósitos. A instituição afirma estar discutindo com representantes dos povos envolvidos que eles querem fazer uma curadoria dos objetos ou se seria o caso de repatriar as peças. A polêmica é tanto sobre os itens em si quanto sobre a visão de outras culturas que os museus oferecem ao público. Embora muitos museus ocidentais, como Auschwitz e Sobibor, tenham sido planejados como memoriais para lembrar atrocidades, diz Dr. Van Broekhoven "o Pitt Rivers não foi concebido dessa forma, com esse objetivo. Então há uma grande diferença." O Pitt Rivers é um dos maiores museus de antropologia, etnografia e arqueologia do mundo, com mais de meio milhão de itens — cerca de 10% dos quais estão em exibição. A instituição recebe 500 mil visitantes por ano. Mas com 130 anos de história e objetos intimamente ligados à expansão imperial britânica, Van Broekhoven diz que o museu não pode "fugir de conversas difíceis". Ela diz que a decisão de remover os itens da exibição teve reações mistas nas redes sociais. As gerações mais velhas são mais propensas a reagir negativamente, diz ela. "Por que algumas pessoas sentem como se tivessem 'o direito' de ver cabeças encolhidas em Oxford? E no direito de vê-las apenas como uma coisa bizarra?" Grande parte dos itens está ligada à expansão colonial britânica Pitt Rivers Museum via BBC
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23/09 - Covid-19, gripe ou resfriado? Confira os sintomas
Como diferenciar um simples resfriado da Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus? Síndromes respiratórias alérgicas, comuns no outono e na primavera, podem provocar coriza e congestão nasal, comuns a gripes, resfriados e à Covid-19 BBC Em meio à pandemia do coronavírus, muitas dúvidas permanecem sobre os sintomas da Covid-19, que, na maioria dos casos, são semelhantes aos de uma gripe comum. Clique aqui e veja o vídeo. A doença que o vírus Sars-Cov-2 provoca, a Covid-19, é uma infecção respiratória que começa com sintomas como febre e tosse seca e, ao fim de uma semana, pode provocar falta de ar. Segundo especialistas, seus sintomas são parecidos aos da gripe, mas caso o paciente tenha dificuldade de respirar, precisa buscar ajuda médica "urgente". De acordo com uma análise da OMS baseada no estudo de cerca de 56 mil pacientes na China, 80% dos infectados desenvolvem sintomas leves (febre, tosse e, em alguns casos, pneumonia), 14% têm sintomas graves (dificuldade em respirar e falta de ar) e 6%, quadros críticos (insuficiência pulmonar, choque séptico, falência de órgãos e risco de morte). Entre os sintomas apresentados pelos pacientes, os mais comuns são a febre (cerca de 88% dos casos), a tosse seca (quase 68%) e a fadiga (38%). A dificuldade de respirar aconteceu em quase 19% dos pacientes, enquanto sintomas como dor de garganta e dor de cabeça atingiram cerca de 13%. Já a diarreia foi um sintoma de apenas 4% das pessoas com o novo coronavírus. No entanto, um levantamento com mais de 2 mil pacientes chineses publicado nesta semana na revista científica "Pediatrics" indica que os sintomas digestivos, como diarreia, vômitos e dores abdominais, apareciam com frequência em crianças infectadas pelo coronavírus. Mas também é comum, sobretudo no inverno, apresentar tosse, febre, dores na garganta e na cabeça e sensação de fadiga por causa dos vírus da influenza, que provocam as gripes comuns. De acordo com os especialistas, os sintomas devem ser monitorados e, caso permaneçam leves, podem ser tratados em casa. No entanto, é preciso ter especial atenção a idosos e pessoas com baixa imunidade, mais vulneráveis ao novo coronavírus, e consultar um médico em caso de dúvidas. "A gripe normalmente é a única que nos faz sentir dores musculares. E costuma durar entre três e cinco dias. Essas podem ser indicações de que se trata de um vírus comum", disse à BBC News Brasil Heloisa Ravagnani, presidente da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal em entrevista recente. No caso do resfriado, os sintomas costumam ser ainda mais brandos e, em geral, apenas respiratórios — coriza, congestão nasal, tosse e dor de garganta, mas nem todos ocorrem ao mesmo tempo. "Caso a pessoa esteja tossindo e tenha outros sintomas leves, não deve esquecer de usar máscara ao entrar em contato com outras pessoas e de higienizar bem as superfícies com as quais tiver contato. Ela pode não ter Covid-19, mas, em um momento como esse, todo cuidado é bem-vindo", acrescentou a infectologista. Há também confusão sobre os sintomas da Covid-19 e da rinite alérgica sazonal. As síndromes respiratórias alérgicas, comuns em períodos como outono e primavera, podem provocar coriza e congestão nasal, comuns a gripes, resfriados e à Covid-19. Mas são marcadas normalmente por espirros, e dificilmente provocam tosse ou febre, segundo especialistas. "O importante é que as pessoas, mesmo sofrendo de alergia, resfriado ou gripe comum, mantenham a etiqueta respiratória. Ou seja, mantenham distância de 1 metro de outros espirrando ou tossindo; ao tossir ou espirrar, utilizem o antebraço ou um lenço, que deve ser descartado; e lavem sempre as mãos após tossir ou espirrar, para evitar disseminar outros vírus no ambiente", disse o infectologista da Fiocruz Recife Paulo Sergio Ramos, também em entrevista recente. Seguir estas regras também é importante pelo fato de que, de acordo com o mais amplo estudo já feito até agora sobre o novo coronavírus, realizado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças da China, 80% dos pacientes terão apenas sintomas leves. No entanto, há evidências científicas de que até mesmo uma pessoa sem sintomas pode transmitir o vírus. Veja vídeos sobre as vacinas para Covid-19 que estão sendo desenvolvidas:
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23/09 - Vacina contra a Covid-19 da Johnson & Johnson entra na terceira e última fase de testes
Etapa deverá incluir até 60 mil voluntários em 8 países, inclusive no Brasil, e aceitará participantes acima dos 60 anos e com doenças preexistentes. Anvisa já havia autorizado testes da imunização no país, com previsão de ao menos 7 mil voluntários. O que já sabemos sobre a vacina para Covid-19 da Johnson & Jonhson A Johnson & Johnson anunciou, nesta quarta-feira (23), que irá começar os testes de fase 3 da sua candidata à vacina contra a Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). Essa etapa de testes, que é a última, deverá incluir até 60 mil voluntários em 8 países, inclusive no Brasil, e aceitará participantes acima dos 60 anos e com doenças preexistentes. A idade mínima para participar é de 18 anos. Janssen anuncia testes de fase 3 de candidata a vacina para Covid-19 A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) já havia autorizado, no mês passado, os testes da imunização da Johnson & Johnson no país. A autorização da agência previa a participação de 7 mil voluntários em 7 estados (Bahia, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e São Paulo). Depois, foi divulgado também um recrutamento de 800 pessoas no Distrito Federal. Não está claro se elas estão incluídas no total inicial. A vacina da Johnson, cujo nome oficial é Ad26.COV2.S, foi desenvolvida pela farmacêutica Janssen Pharmaceuticals, que pertence ao grupo, e será aplicada em dose única em metade dos voluntários. A outra metade receberá um placebo (substância inativa) e servirá de grupo controle. ÚLTIMA ETAPA: por que a fase 3 dos testes clínicos é essencial CORRIDA PELA IMUNIZAÇÃO: conheça as candidatas a vacina para a Covid-19 A determinação de quem vai receber a vacina ou o placebo será feita de forma aleatória (randomizada), e nem os voluntários nem os pesquisadores saberão quais pessoas receberam qual substância (esse tipo de estudo é chamado de "duplo-cego"). Se a eficácia e a segurança da vacina forem comprovadas, a expectativa é de que ela esteja disponível no início de 2021 para uso emergencial, segundo a empresa. Como funcionam as 3 fases Nas fases 1 e 2, que testam a segurança e a eficácia de uma vacina, os cientistas tentam identificar efeitos adversos graves e se a imunização foi capaz de induzir uma resposta imune, ou seja, uma resposta do sistema de defesa do corpo. A vacina da Johnson demonstrou segurança e induziu resposta imune nas fases 1 e 2. Os testes de uma vacina têm, normalmente, dezenas (fase 1) ou centenas (fase 2) de voluntários, e são conduzidas separadamente. Já a fase 3 costuma ter milhares de participantes. Na pandemia do novo coronavírus, por causa da urgência em achar uma imunização da Covid-19, várias empresas têm realizado mais de uma etapa ao mesmo tempo. Janssen farmacêutica Johnson Janssen/ Divulgação Antes de começar os testes em humanos, as vacinas são testadas em animais – normalmente em camundongos e macacos. Além do Brasil, a vacina da Johnson também deverá ter testes de fase 3 na Argentina, Chile, Colômbia, México, Peru, África do Sul e nos Estados Unidos. Os locais foram escolhidos pela alta incidência da Covid-19. Paralelamente, também deve haver uma colaboração entre a Johnson e o Reino Unido em um outro ensaio de fase 3, separado, para explorar um regime de duas doses da vacina. VÍDEOS: novidades sobre a vacina
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23/09 - Brasil registra 906 mortes por Covid-19 em 24 horas e ultrapassa 139 mil
País conta 139.065 óbitos registrados e 4.627.780 diagnósticos de Covid-19, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Brasil registra 906 mortes por Covid em 24 horas O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira (23). O país registrou 906 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 139.065 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 699 óbitos, uma variação de 1% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, já são 4.627.780 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 32.445 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 29.442 por dia, uma variação de 6% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil No total, 5 estados apresentaram alta de mortes: RJ, GO, AM, AP e BA. GO passou da estabilidade e, agora, apresenta alta nas mortes. O CE e PB estavam com mortes em queda e hoje estão em estabilidade. Os estados de MA, PE e RN apresentaram alta no dia anterior, mas voltaram à estabilidade de mortes. RO e PI passaram da estabilidade, ontem, para a queda de mortes. Brasil, 23 de setembro Total de mortes: 139.065 Registro de mortes em 24 horas: 906 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 699 por dia (variação em 14 dias: 1%) Total de casos confirmados: 4.627.780 Registro de casos confirmados em 24 horas: 32.445 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 29.442 por dia (variação em 14 dias: 6%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 138.174 mortes e 4.595.960 casos; e às 13h, com 138.410 mortes e 4.602.241 casos confirmados.) Estados Subindo (5 estados): RJ, GO, AM, AP e BA Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (11 estados): PR, RS, MG, SP, PA, TO, CE, MA, PB, PE e RN Em queda (10 estados + DF): SC, ES, DF, MS, MT, AC, RO, RR, AL, PI e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes por Covid-19 em crescimento Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em estabilidade Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em queda Arte G1 Sul PR: +5% RS: -12% SC: -29% Sudeste ES: -31% MG: +14% RJ: +19% SP: +3% Centro-Oeste DF: -27% GO: +39% MS: -25% MT: -27% Norte AC: -31% AM: +39% AP: +71% PA: +14% RO: -17% RR: -55% TO: -3% Nordeste AL: -19% BA: +20% CE: -10% MA: 0% PB: -8% PE: -12% PI: -16% RN: +8% SE: -39% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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23/09 - Estação Espacial faz manobra para evitar colisão com restos de foguete
Escombros passaram a 1,39 km da estação, segundo a Nasa, e a órbita da ISS foi elevada como medida de precaução. Estação Espacial Internacional Nasa / BBC / Arquivo A Estação Espacial Internacional (ISS) teve que fazer uma manobra nesta terça-feira (22) para evitar uma colisão com restos de um antigo foguete japonês, a terceira manobra deste tipo em 2020, informou a Nasa, que pediu mais recursos para monitorar o número crescente de objetos na órbita da Terra. Os escombros teriam passado a 1,39 km da estação, segundo a Nasa, e a órbita da ISS foi elevada como medida de precaução. Uma cápsula de carga russa (Progress) atracada à ISS impulsionou a estação para cima acionando seus propulsores, durante dois minutos e meio, em operação monitorada pelas salas de controle russa e americana. Estação Espacial faz manobra para evitar colisão com lixo espacial Segundo o astrônomo Jonathan McDowell, o objeto no caminho da ISS eram restos de um foguete japonês lançado em 2018 e que se desintegrou em 77 partes em fevereiro de 2019. Os tripulantes da estação, dois russos e um americano, tiveram que permanecer temporariamente na parte russa da ISS, para poderem realizar uma evacuação urgente na cápsula Soyuz se fosse necessário. A ISS se desloca a 27.500 km/h, velocidade em que mesmo um pequeno objeto pode danificar gravemente ou até mesmo destruir um painel solar ou outro componente da estação. A manobra realizada é periódica e deveria se tornar mais frequente, devido à contaminação crescente do entorno da Terra por restos de foguetes e satélites lançados por seis décadas e por milhares de fragmentos gerados por colisões acidentais ou deliberadas, como o envio, por exemplo, de mísseis antissatélite pela Índia, em 2019, e China, em 2007. A estação teve que evitar restos deste tipo 25 vezes entre 1999 e 2018, segundo a Nasa. "A ISS manobrou três vezes em 2020 para evitar escombros. Nas últimas duas semanas, houve três conjunções potenciais de alto risco. Os escombros estão piorando!", tuitou o chefe da Nasa, Jim Bridenstine. O administrador pediu US$ 15 milhões ao Congresso para que o Escritório de Comércio Espacial, um serviço civil, cuide da vigilância dos objetos espaciais e coordene as advertências às operadoras de satélites privados em caso de risco de colisão. Até o momento, uma unidade militar é responsável pela vigilância espacial. VÍDEOS: 50 anos do homem na Lua
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22/09 - Brasil é um dos países onde a pandemia mais afetou a saúde psicológica de meninas e de jovens mulheres, diz levantamento
Quase 90% das brasileiras entre 15 e 24 anos sentem níveis médios a altos de ansiedade. Uma mulher de máscara é vista em uma estação de metrô em São Paulo durante a pandemia de Covid-19 nesta quarta-feira (29) Nelson Almeida/AFP Um estudo global sobre a saúde mental de meninas e mulheres durante a pandemia do novo coronavírus mostrou que quase 90% das brasileiras entre 15 e 24 anos sentem níveis médios a altos de ansiedade. Realizado pela Ong Plan Internacional, o estudo será divulgado nesta quarta-feira (23) durante a Assembleia da ONU. “A ansiedade tem a ver com o medo da falta de proteção, medo de alguém da família ficar doente, e do que vem por aí. Além de efeitos colaterais como o acesso à renda. Muitas delas perderam empregos ou tinham empregos informais e foram muito impactadas financeiramente. Isso traz uma ansiedade ainda maior”, explicou à agência RFI Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil. O estudo ouviu 7 mil garotas de 14 países entre 15 e 24 anos por meio de um questionário online abordando diversos temas para avaliar os efeitos sobre a saúde. No Brasil, o levantamento ouviu 500 meninas e jovens de várias regiões. Os principais resultados globais da pesquisa mostraram que: 88% das entrevistadas disseram ter níveis altos ou médios de ansiedade por causa da pandemia 62% das meninas disseram que estavam tendo dificuldades por não poderem ir à escola ou à universidade 58% estão sentindo os efeitos negativos de não poder sair de casa normalmente “Quanto mais vulnerável economicamente e socialmente a classe à qual ela pertence, mais ansiosa ela fica e mais medo tem do futuro”, destacou Betti. Escola como espaço seguro para meninas No Brasil, o levantamento mostrou que o impacto psicológico durante a pandemia está relacionado com o distanciamento do universo escolar que, para muitas delas, representa um espaço de proteção. “No caso do Brasil e da América Latina, não frequentar a escola e não poder sair de casa com frequência foram os impactos negativos mais apontados pelas entrevistadas”, relatou à agência RFI Cynthia Betti, diretora executiva da Plan International Brasil. “No Brasil, a escola é mais do que o aprendizado, a escola é um espaço seguro, onde a menina pode buscar informação e, às vezes, buscar proteção quando acontece alguma coisa em casa”, explica Betti. Como a pandemia impacta de maneira mais severa a vida das mulheres em todo o mundo Os efeitos colaterais da pandemia sobre a vida das mulheres Trabalho das mulheres na pandemia aumentou com inclusão de tarefas e de pessoas para cuidar, diz pesquisa A diretora executiva lembra que a casa é o local das principais ocorrências de violência contra a mulher no Brasil, cenário que se agravou com o isolamento social. “Infelizmente, sabemos que mais de 70% dos casos de violência contra as meninas e mulheres acontecem dentro da própria casa. Então, a casa não é o lugar mais seguro para muitas delas. Poder ir à escola e frequentar amigos é uma forma delas buscarem ajuda, quando necessário”, acrescenta. Assassinatos de mulheres sobem no 1º semestre no Brasil, segundo Monitor da Violência Exclusão digital O estudo também relacionou o aumento da ansiedade com o aumento da exclusão digital durante a pandemia. “Nas classes D e E, somente 59% têm acesso à internet. Para famílias com apenas 1 salário mínimo, 78% só acessam a internet por meio de um celular. E como uma criança, uma jovem pode estudar por meio do celular? Quando ela tem acesso à internet”, diz Betti. “Além da saúde, o rompimento com os estudos abala a confiança na projeção sobre o futuro. Por isso falamos muito no estudo de vidas interrompidas e impactadas”, afirma. Neste contexto, a falta de acesso à informação e de métodos contraceptivos agravaram uma situação já bastante difícil. “Estamos encontrando muitas jovens e adolescentes grávidas, com gravidez indesejada. E normalmente elas acabam abandonando os estudos. Com isso, a evasão escolar aumenta. Temos uma preocupação muito forte em olhar para essas meninas e jovens e perceber que devemos fazer algo para que elas retornem à vida delas, à escola, e que possam continuar os estudos”, diz a diretora executiva da ONG.   “Temos que perceber que serviços de acessos a métodos contraceptivos e direitos sexuais e reprodutivos têm que ser garantidos independentemente do momento da pandemia. O acesso à saúde básica tem que ser garantido a essas meninas. Temos, como governo, Estado, ver como garantir esses apoios”, afirmou Betti. Sororidade: mulheres se unem para ajudar as mais vulneráveis Mulheres são as mais afetadas, segundo ONU O relatório "Mulheres no centro da luta contra a crise Covid-19", divulgado no final de março pela ONU Mulheres, entidade da Organização das Nações Unidas para igualdade de gênero e empoderamento, mostrou que a pandemia afeta mais as mulheres porque: 70% dos trabalhadores de saúde em todo o mundo são mulheres, fato que as expõe a um maior risco de infecção pelo novo coronavírus; com o isolamento, os índices de violência doméstica e feminicídio têm aumentado no mundo – como as mulheres estão confinadas com seus agressores e distantes do ciclo social, riscos para elas são cada vez mais elevados; entre os idosos, há mais mulheres vivendo sozinhas e com baixos rendimentos; A ONU Mulheres estima que, dentre a população feminina mundial, as trabalhadoras do setor de saúde, as domésticas e as trabalhadoras do setor informal serão as mais afetadas pelos efeitos da pandemia de coronavírus. mulheres também são maioria em vários setores de empregos informais, como trabalhadores domésticos e cuidadores de idosos; com a pandemia, mulheres têm de se dividir entre diversas atividades, como as seguintes: emprego fora de casa, trabalhos domésticos, assistência à infância (cuidado com filhos), educação escolar em casa (já que as escolas estão fechadas) e assistência a idosos da família antes da Covid-19, mulheres desempenhavam três vezes mais trabalhos não remunerados do que os homens; com o isolamento, a estimativa é que este número triplique; mulheres não estão na esfera de poder de decisão na pandemia: elas são apenas 25% dos parlamentares em todo o mundo e menos de 10% dos chefes de Estado ou de Governo; e, no setor têxtil, um dos mais afetados da indústria em todo mundo e paralisado por causa do trabalho temporário de lojas, as mulheres são três quartos dos trabalhadores no mundo. VÍDEOS: Conheça boas iniciativas em meio à pandemia Initial plugin text
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22/09 - Mundo tem recorde de novos casos de Covid em uma semana, e mortes registram queda, diz OMS
Todas as regiões, com exceção da África, registraram aumento de contágios entre 14 e 20 de setembro. Mundo se aproxima de 1 milhão de óbitos desde o início da pandemia. Restaurante em Londres, no Reino Unido, nesta segunda-feira (21) Kirsty Wigglesworth/AP Photo O mundo registrou um novo recorde de casos de Covid-19 na semana passada, com quase dois milhões de registros entre 14 e 20 de setembro, de acordo com os dados divulgados nesta terça-feira (22) pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Todas as regiões do mundo, com exceção da África, registraram aumento de contágios. "De 14 a 20 de setembro, registramos quase dois milhões de novos casos da Covid-19, o que representa um aumento de 6% na comparação com a semana precedente e o maior número de casos desde o início da epidemia", informou a OMS. Por outro lado, o número de mortes diminuiu 10% no mesmo período na comparação com a semana precedente. "No mesmo período, o número de mortes diminuiu 10% e foram registrados 37.700 óbitos", afirmou a OMS. Estados Unidos e Brasil são, respectivamente, os países que registram os maiores números de mortes, com mais de 5 mil óbitos cada um na semana passada. Mais de 31,1 milhões de casos e mais de 962 mil mortes foram registrados em 235 países desde que a Covid-19 foi detectada, no fim do ano passado na China. Covid nos continentes As Américas concentram metade dos casos registrados no mundo e 55% do total das mortes acumuladas. Na semana passada, contudo, a região registrou uma queda de 22% no número de óbitos. A explicação para a diminuição nas mortes está na redução em países como Colômbia, México, Equador e Bolívia, de acordo com a OMS. O sudeste da Ásia, que registra 35% dos novos casos, superou a marca de 100 mil vítimas fatais desde o início da pandemia. Na África, houve queda de 12% no número de casos e de 16% no número de mortes na semana passada. VÍDEOS: o que aprendemos com a crise? Initial plugin text
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22/09 - Brasileiro é um dos premiados com Ig Nobel por pesquisa sobre beijos e desigualdade de renda
Grupo internacional venceu a premiação de estudos inusitados na categoria Economia. Mulher fotografa um novo mural surgido na Bank Street em Glasgow, na Escócia, que mostra um casal abaixando as máscaras para trocar um beijo. A obra é de autoria do artista de rua conhecido como Rebel Bear Andrew Milligan/PA via AP O brasileiro Marco Antônio Corrêa Varella foi um dos premiados do Ig Nobel de 2020, na categoria de Economia, com uma pesquisa sobre a relação entre desigualdade social de vários países e a quantidade média de beijos na boca. O Ig Nobel premia os fatos mais inusitados ou irrelevantes da ciência mundial. São distribuídos, ao todo, 10 prêmios de diferentes categorias. O evento, que geralmente é feito em um teatro da Universidade de Harvard, neste ano foi transmitido on-line devido à pandemia da Covid-19. A premiação ocorreu na última quinta-feira (17). Ig Nobel dá troféu a Bolsonaro, Trump e outros líderes Varella, que faz o segundo pós-doutorado em etologia (estudo do comportamento humano) no Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), assinou o estudo ao lado de cientistas da Escócia, Polônia, França, Chile, Colômbia, Austrália e Itália. De acordo com seu currículo lattes, Varella tem experiência em etologia, psicologia experimental e biologia evolutiva. O grupo internacional publicou um artigo sobre o assunto no periódico "Scientific Reports" em 2019, intitulado "Desigualdade de renda nacional prevê a variação cultural no beijo na boca". Os pesquisadores entrevistaram de forma on-line mais de 3 mil pessoas de 13 países, em seis continentes. Na análise, eles consideraram as taxas de riqueza absoluta (PIB) e relativa (índice de Gini), além de dados sobre saúde pública. A conclusão foi que casais que vivem em países com maior desigualdade de renda tendem a trocar mais beijos entre si. "A evidência de que a pobreza relativa prediz a frequência de beijos levanta a possibilidade de que esse gesto tenha evoluído em humanos para manter os laços do casal à luz das restrições daquele ambiente. Os comportamentos relacionados ao beijo são um preditor mais forte da qualidade do relacionamento do que outras formas de intimidade. Assim, o beijo pode desempenhar um papel importante na manutenção de laços dos pares de longo prazo (ou seja, relações comunitárias)", diz um trecho do artigo. Segundo os pesquisadores, as entrevistas também mostraram que o beijo foi mais valorizado em relacionamentos estabelecidos do que durante as fases iniciais de namoro. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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22/09 - Brasil registra alta de mortes por Covid-19 em 7 estados e passa de 138 mil; foram 809 em 24 horas
É o maior número de estados com crescimento de mortes em um mês. País tem 138.159 óbitos confirmados e 4.595.335 diagnósticos de Covid-19, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Brasil registra mais 809 mortes por Covid nas últimas 24 horas, afirma consórcio O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta terça-feira (22). O país registrou 809 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 138.159 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 707 óbitos, uma variação de 4% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, já são 4.595.335 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 35.252 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 30.148 por dia, uma variação de 7% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil No total, 7 estados apresentaram alta de mortes: RJ, AM, AP, BA, MA, PE e RN. É o maior número de estados com crescimento de mortes desde 22 de agosto, há exato um mês. O AM estava em queda e, agora, registra alta nas mortes. Já AP, BA, MA, PE estavam estáveis e também passaram a apresentar crescimento nos óbitos. Os estados de SP, GO e RO apresentaram alta ontem, mas agora voltaram à estabilidade de mortes. Já o DF e o MS estavam em estabilidade e agora apresentam queda. Brasil, 22 de setembro Total de mortes: 138.159 Registro de mortes em 24 horas: 809 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 707 por dia (variação em 14 dias: 4%) Total de casos confirmados: 4.595.335 Registro de casos confirmados em 24 horas: 35.252 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.148 por dia (variação em 14 dias: 7%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 137.367 mortes e 4.560.361 casos; e às 13h, com 137.445 mortes e 4.566.123 casos confirmados.) Estados Subindo (7 estados): RJ, AM, AP, BA, MA, PE e RN Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (10 estados): PR, RS, MG, SP, GO, MT, PA, RO, TO e PI Em queda (9 estados + DF): SC, ES, DF, MS, AC, RR, AL, CE, PB e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes por Covid-19 em alta Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em estabilidade Arte G1 Estados com mortes por Covid-19 em queda Arte G1 Sul PR: +1% RS: -12% SC: -24% Sudeste ES: -28% MG: +1% RJ: +36% SP: +14% Centro-Oeste DF: -21% GO: +15% MS: -18% MT: -15% Norte AC: -31% AM: +36% AP: +114% PA: +14% RO: -7% RR: -50% TO: -10% Nordeste AL: -19% BA: +17% CE: -34% MA: +18% PB: -16% PE: +31% PI: -6% RN: +38% SE: -34% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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22/09 - A relação entre álcool, síndrome metabólica e obesidade
Estudo com 27 milhões de adultos mostra que mesmo o consumo moderado de bebida está ligado a um risco maior para essas doenças No começo do mês, a Associação Europeia para o Estudo da Obesidade divulgou um trabalho que mostra que o consumo de acima de sete gramas de álcool por dia está associado ao aumento do risco de síndrome metabólica e obesidade. Para se ter uma ideia mais precisa do que essa medida significa, bebidas como uma taça pequena de vinho (100 ml), uma lata de cerveja (375 ml) ou uma dose de uísque (30 ml) têm dez gramas de álcool puro. No entanto, há variações sobre o que é um drinque padrão entre os países – enquanto no Reino Unido a referência é de oito gramas, nos EUA é de 14 e no Japão chega a 20! A Organização Mundial da Saúde crava sua medida em dez gramas e adverte que ninguém deve passar de dois drinques por dia, o que também é controverso, já que não há um patamar seguro para o consumo que se aplique a todos os indivíduos. Estudo com 27 milhões de adultos mostra que mesmo o consumo moderado de bebida está ligado a um risco maior para obesidade e síndrome metabólica https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=11516570 O risco, que vale para homens e mulheres, fica mais claro se pensarmos na quantidade de calorias contidas numa bebida: uma taça de vinho tem cerca de 100 calorias; uma latinha de cerveja, 150; uma caipirinha com vodca e açúcar, 300! O estudo foi realizado pelo médico Hye Jung Shin, de Seul, na Coreia do Sul, com base em dados de 27 milhões de pessoas, acima dos 20 anos, durante dois anos. Independentemente de outros fatores, como idade, falta de atividade física e tabagismo, a análise estabeleceu uma relação direta entre álcool e obesidade e o conjunto de condições que descrevem a síndrome metabólica: glicose, pressão e colesterol altos, além da gordura abdominal que chamamos de “pneu”. O quadro aumenta as chances de doenças coronariana, infartos e AVCs. Comparados com os abstêmios, os homens que ingeriam entre sete e 14 gramas de álcool, de acordo com o padrão utilizado pelos pesquisadores, tinham 10% a mais de probabilidade de apresentar um quadro de obesidade ou síndrome metabólica. No caso do consumo alcoólico chegar a dois drinques diários, as chances subiam para um patamar de 22% para obesidade e de 25% para síndrome metabólica. Além de duas doses, o risco crescia, respectivamente, 34% e 42%. Entre as mulheres, o perigo aumentava para aquelas que tomavam mais de dois drinques por dia: 22% para obesidade e 18% para síndrome metabólica. Pesquisa da escola de medicina da NYU (New York University), divulgada em 2019, mostrara que cerca de 10% dos indivíduos acima de 65 anos bebem pesadamente, se expondo a uma série de doenças. Beber sem moderação é ruim em todas as idades, mas as complicações são maiores na velhice. Em tempos de pandemia, quando já está provado que a obesidade tem papel relevante nas complicações por Covid-19, é bom pensar duas vezes antes de levantar o copo.
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22/09 - Bolsonaro fala em vídeo gravado na abertura da Assembleia da ONU nesta terça
País é alvo de críticas internacionais sobre política ambiental, e presidente deve falar sobre preservação no vídeo. Cabe ao Brasil abrir debate geral com chefes de Estado e de governo. O presidente Jair Bolsonaro Reuters O presidente Jair Bolsonaro discursa nesta terça-feira (22) na 75ª edição da Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU). Em razão da pandemia do novo coronavírus, é a primeira vez que o encontro será por meio virtual. O discurso de Bolsonaro será exibido em vídeo, gravado na semana passada. Em um momento de críticas internacionais à política ambiental no Brasil, com aumento nos registros de queimadas na Amazônia e no Pantanal, o discurso de Bolsonaro deve tratar da questão ambiental. VÍDEOS: assista à integra do discurso de Bolsonaro na Assembleia Geral da ONU DISCURSO: Bolsonaro diz que Brasil é 'vítima' de 'brutal campanha de desinformação' BLOG DA ANA FLOR: Bolsonaro vai insistir que Brasil é 'exemplo para o mundo' Desde 1949, cabe tradicionalmente ao representante brasileiro fazer o discurso inaugural do debate-geral da ONU. Nas últimas sete décadas, chanceleres e presidentes subiram à tribuna em Nova York para falar em nome do Brasil. Esta será a segunda vez que Bolsonaro abre o debate geral. Segundo a agência de notícias da ONU, os vídeos gravados pelos líderes dos países têm duração de até 15 minutos (relembre mais abaixo como foi o primeiro discurso de Bolsonaro na ONU). Eliane: ‘Bolsonaro já gravou discurso que vai fazer na Assembleia Geral da ONU’ Programação O debate geral se inicia às 10h (horário de Brasília) e, conforme o cronograma, após a fala de Bolsonaro, serão transmitidos os discursos dos presidentes Donald Trump (Estados Unidos), Tayyip Erdogan (Turquia), Xi Jinping (China) e Sebastián Piñera (Chile). A ONU informou que, para reduzir risco de contaminação pelo novo coronavírus, cada país terá um representante no hall da assembleia, em Nova York. Cerca de 200 pessoas ficarão no local, o que representa menos de 10% da capacidade do espaço. Meio ambiente Ao estrear na ONU, em 2019, Bolsonaro afirmou que o Brasil tinha "compromisso solene" com a preservação ambiental e defendeu a soberania do país na Amazônia. Um ano depois, o tema deve voltar a ter espaço na fala do presidente. Para esta terça (22), a expectativa é que o presidente rebata críticas feitas à política de preservação ambiental do governo brasileiro, área em que, segundo ele, o Brasil é um "exemplo para mundo", apesar do aumento do número de queimadas e desmatamento. Segundo o vice-presidente Hamilton Mourão, que preside o Conselho Nacional da Amazônia Legal, Bolsonaro mostrará os "esforços" do Brasil no combate aos crimes ambientais. "Lógico que o presidente vai tocar na Amazônia. Vai mostrar, em princípio, aquilo que nós estamos fazendo. Temos a criação do conselho, a Operação Verde Brasil 2, o esforço do governo no sentido de combater as ilegalidades. Não é simples, não é fácil, elas continuam a ocorrer, infelizmente", disse Mourão na segunda-feira (21). Na última sexta-feira (18), durante evento em Mato Grosso, um dos estados atingidos pelas queimadas, Bolsonaro falou sobre demarcação de terras indígenas. "Os índios são nossos irmãos, são nossos parceiros, eles merecem a sua terra, mas dentro de uma razoabilidade. [...] Nós não podemos sufocar aquilo que nós temos aqui, que tem nos garantido, não só a nossa segurança alimentar, bem como a segurança alimentar para mais de um bilhão de habitantes no mundo”, disse Bolsonaro na sexta. Governos de outros países, empresários, investidores, ambientalistas, celebridades e organizações não governamentais criticam a política ambiental de Bolsonaro. Na semana passada, oito países europeus alertaram que o desmatamento dificulta a compra de produtos brasileiros, e uma aliança entre ambientalistas e agronegócio cobrou medidas do governo brasileiro. Nesta segunda (21), véspera do discurso de Bolsonaro na ONU, o ministro Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI), disse que as críticas de "nações estrangeiras" sobre o desmatamento na Amazônia visam "prejudicar o Brasil e derrubar o governo Bolsonaro". Heleno não citou nenhum país especificamente. ONU comemora 75 anos e destaca que pandemia revelou fragilidades do mundo Pandemia A pandemia do novo coronavírus será um dos temas abordados nos discursos dos chefes de Estado e de governo ao longo da assembleia geral da ONU. Antes da abertura do debate geral, o secretário-geral da ONU, o português António Guterres, afirmou a jornalistas que o encontro deste ano terá entre suas prioridades a recuperação dos países após a pandemia. Mudanças climáticas também estarão na pauta. O debate geral ocorre em um momento em que o trabalho da Organização Mundial de Saúde (OMS) é criticado por líderes de países, entre os quais, Jair Bolsonaro e Donald Trump. A expectativa é de que Bolsonaro aborde a pandemia no discurso, argumentando que o Brasil conciliou cuidados à saúde e à economia. O presidente reprova o isolamento social rígido e defende, há meses, a retomada das aulas e das atividades econômicas. O Brasil é, nesta terça-feira, o segundo país com maior número de mortes por Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, e terceiro em número de casos, segundo a universidade americana Johns Hopkins. Na manhã desta terça, o Brasil tinha mais de 4,5 milhões de casos e 137 mil mortos, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Bolsonaro abre Assembleia Geral da ONU com discurso considerado agressivo Primeiro discurso Em 2019, no primeiro discurso no debate geral da assembleia da ONU, Bolsonaro defendeu a soberania do Brasil na Amazônia e criticou "um ou outro país" por se portar "de forma colonialista". Segundo ele, a floresta permanecia "praticamente intocada". O presidente também desaprovou a situação política da Venezuela e de Cuba. Bolsonaro declarou que se empenhava para que outros países não experimentassem o "nefasto regime" da Venezuela. Na área econômica, o presidente destacou os acordos firmados entre o Mercosul e a União Europeia e entre o Mercosul e a Área Europeia de Livre Comércio, além da agenda de concessões e privatizações do governo. VÍDEOS: Tudo sobre política no Brasil e no mundo
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22/09 - Proibição do paraquate, agrotóxico associado à doença de Parkinson, começa a valer nesta terça
Herbicida foi proibido em 2017 pela Anvisa, que deu 3 anos para a apresentação de novos estudos que evitassem banimento, o que não ocorreu. Órgãos estaduais afirmam que começam fiscalização para evitar uso e venda do produto a partir desta terça-feira. Pulverizador utilizado para a aplicação de agrotóxicos no campo Érico Andrade/G1 Começa a valer nesta terça-feira (22) a proibição do agrotóxico paraquate, associado à doença de Parkinson pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A decisão de banimento foi tomada pela agência em setembro de 2017. Na época, a Anvisa deu 3 anos para que ele fosse retirado do mercado. A partir de agora, indústrias e comércios que vendem o paraquate deverão recolher todo o estoque do produto em até 30 dias. Segundo a Lei de Agrotóxicos, quem utilizar ou vender o pesticida estará cometendo crime e poderá ser multado ou, até mesmo, detido. O Ministério da Agricultura informou que os registros de todos os produtos à base do herbicida serão cancelados. Órgãos estaduais de defesa agropecuária, responsáveis pelo controle da venda de agrotóxicos, dizem que vão começar a fiscalizar o uso e a venda do paraquate a partir desta terça. Produtores rurais, indústrias e o Ministério da Agricultura chegaram a pedir que o prazo de proibição do pesticida fosse estendido para julho de 2021. O setor alegava que novas pesquisas sobre o tema ficariam prontas no fim deste ano. Em 2017, a Anvisa deixou aberta a possibilidade de rever o banimento, caso fossem apresentados novos estudos de que o paraquate não faz mal à saúde dos trabalhadores se fossem adotadas medidas de proteção, como evitar o contato direto da pessoa com o agrotóxico. Porém, nenhum estudo foi apresentado. Diante disso, na última terça-feira (15), os diretores da Anvisa decidiram por manter a data de início do banimento, dizendo que não havia interesse público em adiar a proibição. Mesmo com a decisão, produtores rurais tentam alternativas para garantir o uso do paraquate nesta safra, que começa a ser plantada nos próximos dias. Um projeto no Congresso quer anular a decisão da Anvisa. Existe também a possibilidade de a própria agência permitir o uso do produto que já está estocado (leia mais abaixo). O que é o paraquate Sexto agrotóxico mais vendido do Brasil em 2018 e comum na cultura da soja, o dicloreto de paraquate é um herbicida usado para secar as plantas e vagens do grão, a fim de deixar a lavoura uniforme para a colheita (a chamada dessecação). Ele também tem autorização no Brasil para as produções de algodão, arroz, banana, batata, café, cana-de-açúcar, citros, feijão, maçã, milho e trigo. O paraquate foi banido na União Europeia ainda em 2003. Nos Estados Unidos, continua autorizado, mas está em reavaliação. O que acontece a partir de agora? Segundo a decisão da Anvisa, o uso e a comercialização do paraquate estão proibidos a partir desta terça-feira. “Com isso, o produto não poderá ser produzido ou usado no país, assim como também ficará proibida a importação desse ingrediente ativo”, afirmou a agência no último dia 15. A partir de agora, cabe ao Ministério da Agricultura anular os registros de produtos à base de paraquate e fiscalizar se as indústrias estão seguindo a decisão. O ministério informou ao G1 que "dará procedimento ao cancelamento do registro do paraquate e adotará as providencias necessárias para o cumprimento da RDC (Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa)". No campo, a fiscalização caberá aos estados. Alagoas, Paraná, Santa Catarina e Tocantins já anunciaram que vão monitorar se estão ocorrendo a venda e o uso do produto. “Os agrotóxicos encontrados a partir dessa data (22 de setembro) com comerciantes ou usuários serão interditados e os fabricantes notificados a recolher o produto. Se for constatado comércio, prescrição ou uso, os responsáveis ficarão sujeitos a penalização”, disse, em nota, a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). De acordo com a Lei dos Agrotóxicos, de 1989, quem produzir, vender, transportar e aplicar pesticidas não autorizados no país poderá sofrer multas, interdição da propriedade, destruição da lavoura ou, até mesmo, penas de até 4 anos de prisão. Chance de 'meio-termo' A votação diretoria colegiada da Anvisa sobre o paraquate foi apertada: houve 3 votos a favor da manutenção do prazo de banimento e 2 pelo adiamento. Diante do argumento do Ministério da Agricultura de que o agrotóxico já foi comprado e que a substituição dele neste momento elevaria os custos de produção no campo, o diretor da Anvisa, Marcus Aurélio de Araújo, que votou contra a prorrogação do prazo, se dispôs a apresentar uma proposta de meio-termo. Segundo Araújo, a ideia é que as importações do produto sejam proibidas, mas que continue o uso e a comercialização do pesticida que já está no Brasil até 31 de julho de 2021, para que os estudos do setor produtivo fiquem prontos e sejam analisados. "Eles (agricultores) já compraram matéria-prima (paraquate), este é um ponto importante e que a gente tem que se debruçar (...) porque senão a gente vai impactar na economia", explicou Araújo, na última terça-feira (15). "Eu quero apresentar na (reunião da) diretoria colegiada da semana que vem (que seria nesta terça) uma proposta em atendimento ao ofício do Mapa (Ministério da Agricultura) em relação à safra 2020/21. A gente tem, por obrigação, que definir as regras de mitigação de risco e de esgotamento deste estoque", acrescentou. Mas nenhuma reunião foi marcada para esta terça-feira. O próximo encontro da diretoria da Anvisa está agendado apenas para 6 de outubro. Projeto na Câmara quer anular decisão Em paralelo, o deputado federal Luiz Nishimori (PL-PR), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Congresso, apresentou em junho um Projeto de Decreto Legislativo (PDL) que anula a decisão da Anvisa. Porém, o texto ainda não foi votado e não há previsão. No projeto, o deputado também apontou aumento nos custos de produção e uma possível perda de competitividade do setor. "O aumento de custos, iniciado na base da produção, acarretará no aumento de preços finais (...) perda de competitividade externa e aumento da inflação." Produtores falam em gasto alto A diretoria Anvisa analisou um pedido do Ministério da Agricultura, juntamente com produtores rurais, indústrias e a FPA, para que o prazo final fosse adiado para julho de 2021. Na decisão de 2017, a agência deixou aberta a possibilidade de rever o prazo de proibição, caso fossem apresentadas novas evidências científicas de que o agrotóxico não traz malefícios às pessoas em caso de contato direto. Porém, nenhum estudo foi apresentado até agora. Produtores e indústrias defendem que é necessário mais tempo para que fiquem esses estudos fiquem prontos. Segundo o pedido, as pesquisas deverão terminar em dezembro deste ano. Agricultores argumentam ainda que não há produto no mercado capaz de substituir totalmente o paraquate e de que essa mudança poderia gerar um gasto a mais para a atividade. De acordo com a Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), o custo de produção do setor poderia aumentar em até R$ 500 milhões por safra. A Federação de Agricultura do Paraná (Faep) estima que alternativas custam entre 30% e 150% a mais. O que levou à proibição O paraquate estava em revisão desde 2008. E, em 2017, a Anvisa analisou evidências científicas e concluiu que o agrotóxico está associado ao desenvolvimento da doença de Parkinson – condição neurológica degenerativa que provoca tremor, rigidez, distúrbios na fala e problemas de equilíbrio – em quem o manipula. A agência deu 3 anos para a retirada gradual do produto do mercado. LISTA: quais são e para que servem os agrotóxicos mais vendidos “Há um peso de evidência forte em estudos em animais e epidemiológicos indicando que o Paraquate está associado ao desencadeamento da doença de Parkinson em humanos”, disse a Anvisa à época. Ainda segundo a agência, não há comprovação de que o herbicida deixe resíduo nos alimentos. VÍDEOS: últimas notícias sobre agrotóxicos Initial plugin text
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22/09 - Estudo preliminar sugere que Manaus pode ter alcançado imunidade de rebanho contra a Covid-19, com até 66% da população infectada
Cientistas alertam, entretanto, que análise foi feita em um banco de doadores de sangue, que não necessariamente representa toda a população da cidade. Pesquisa ainda está em prévia e não passou por revisão de outros cientistas, etapa necessária para que seja publicada em revista científica. Paciente é transportado em Manaus, uma das cidades mais atingidas pelo coronavírus Bruno Kelly/Reuters iCientistas brasileiros estimam que a imunidade de rebanho contra a Covid-19 foi alcançada em Manaus, que pode ter até 66% da sua população infectada pelo Sars-Cov-2. A pesquisa avaliou a presença de anticorpos em mais de 6,3 mil amostras retiradas de bancos de sangue. Cientistas brasileiros estimaram, em um estudo ainda não publicado em revista científica, que Manaus pode ter alcançado a imunidade de rebanho contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2), com até 66% da população manauara tendo desenvolvido anticorpos para o vírus. Os cientistas alertam, entretanto, que chegaram à conclusão depois de analisar amostras de um banco de doadores de sangue, que não necessariamente representa toda a população da cidade. A pesquisa, que ainda precisa passar por revisão de outros cientistas, é de 34 autores de várias faculdades da USP, incluindo a Faculdade de Medicina, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da Escola de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, além de outras instituições no Amazonas, em São Paulo e nos EUA. A versão prévia do estudo foi divulgada em um repositório on-line na segunda-feira (21). Estudo sugere relação entre a dengue e imunidade contra a Covid Por que alguns têm defesa contra a Covid mesmo sem ter sido infectado? O percentual de 66% é o máximo considerado pelos cientistas; o mínimo da população que desenvolveu anticorpos é calculada por eles em 44%. A estimativa inferior não considera as pessoas que podem tê-los desenvolvido, mas que tiveram resultados de testes negativos (os falsos negativos) ou em quem os anticorpos foram detectados, mas, depois, não mais. (Já se sabe que os anticorpos para o Sars-CoV-2 podem desaparecer depois de um tempo). Para os pesquisadores, a elevada taxa de mortalidade em Manaus e a rápida queda no número de novos casos sugere que a capital do Amazonas pode ter alcançado a imunidade de rebanho – situação na qual um número suficiente de pessoas em um determinado lugar já foi infectado ou imunizado contra uma doença e consegue evitar a circulação dela. No caso do sarampo, por exemplo, é necessário que 95% da população esteja vacinada para se alcançar a imunidade de rebanho para a doença. Na pesquisa da Covid em Manaus, os autores alertam que não há consenso sobre qual deve ser o percentual mínimo de pessoas infectadas para que a imunidade de rebanho seja alcançada para a Covid-19. "Imunidade de rebanho é o valor em que você tem um número de pessoas que já pegaram a doença que faz com que o número de casos caia – não quer dizer que as outras pessoas não vão pegar a infecção", explica a pesquisadora Ester Sabino, autora sênior do estudo e professora da Faculdade de Medicina da USP. Quando a imunidade de rebanho acontece, mesmo aquelas pessoas que não podem ser vacinadas – no caso de doenças para as quais existe uma vacina – ficam protegidas. No caso de Manaus, lembra Sabino, a percentagem encontrada ainda deixa, teoricamente, 30% da população manauara vulnerável ao vírus. "As pessoas podem se infectar? Podem, mas provavelmente vai ser em formato menor. Mas isso depende de quanto tempo dura essa imunidade. Hoje, a chance de ter uma grande epidemia como a que teve no começo do ano é pouco provável", avalia a cientista. Sabino explica, ainda, que o percentual estimado na pesquisa é compatível com modelos iniciais da pandemia – que apontavam que, para que começasse a haver queda nas contaminações, era necessário que entre 60% e 70% de uma população tivesse contato com o vírus. Cautela 26 de junho - Funcionário do cemitério Parque Tarumã, em Manaus, em meio ao surto de Covid-19. Bruno Kelly/Reuters Mas Sabino também lembra que, se houvesse uma tentativa de alcançar a imunidade de rebanho de forma geral e os números de Manaus fossem vistos em São Paulo, por exemplo, a capital paulista possivelmente teria três vezes mais mortes do que tem hoje. "Se em São Paulo tivesse acontecido a mesma coisa, e se corrigisse pela faixa etária [dos moradores], teriam morrido três vezes mais pessoas", afirma a cientista da USP. A população de São Paulo é mais velha do que a de Manaus. O consórcio de veículos de imprensa – do qual o G1 faz parte –, que levanta os dados sobre mortes e casos de coronavírus no Brasil, aponta que a cidade de São Paulo tinha, até segunda-feira (21), 12,3 mil mortes causadas pela Covid-19. Já Manaus registrava 2,46 mil mortes. A população paulistana é, entretanto, quase 7 vezes maior que a manauara, mas o número de mortes em São Paulo não chega a ser 7 vezes maior que em Manaus – e, sim, 5. O epidemiologista Fernando Barros, professor da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul (UFPel), que não participou do estudo, avalia que o índice encontrado em Manaus não indica imunidade coletiva na cidade. "Se Manaus tivesse imunidade de população, não ia ter um recrudescimento de infecções sérias, que estão aumentando a utilização de leitos de UTI, como alguns dados de hospitais estão indicando", pondera. "Pode ser 66% [porcentagem com os anticorpos], mas continua havendo gente suscetível e indo para o hospital", afirma Fernando Barros. "Por enquanto, não tem nenhum lugar, nem no Brasil nem no mundo, em que se possa dizer que a população tenha ficado imune", diz Barros. Quanto maior a prevalência [de anticorpos], menos o vírus circula, a infecção diminui, mas a gente não sabe se ela vai parar", pondera. "Se as pessoas que estavam em distanciamento saírem para a rua, não dá para dizer se não vão se contaminar. É um jogo difícil – a circulação diminui, as pessoas se sentem seguras, saem para a rua, a infecção aumenta. É isso o que está acontecendo na Europa", lembra. Limitações Os pesquisadores avaliaram 6.316 amostras de sangue da Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas, colhidas entre os dias 7 de fevereiro e 19 de agosto. Na prévia do artigo, os cientistas ponderam que os doadores de sangue representam uma amostra limitada da população de Manaus: em primeiro lugar, crianças e idosos não podem doar. Essa dúvida, sobre o nível de representatividade do estudo, é levantada também pelo professor Fernando Barros, da UFPel. "A dúvida sempre é: esses doares representam a população de Manaus? Doadores de sangue são pessoas jovens, tem muito doador de sangue de serviço público – bombeiro, policial, trabalhadores de saúde. Não se sabe se essa população não tem uma prevalência maior [de anticorpos] que a população geral de Manaus", lembra. Doação de sangue em hospital do Amazonas Girlene Medeiros / G1 AM Na pesquisa, os cientistas avaliaram a presença de anticorpos do tipo IgG para o coronavírus. Ig é a sigla para imunoglobulina, um tipo de anticorpo produzido pelo sistema imunológico contra um agente invasor. Nesse caso, de classe G – que identifica se um paciente teve infecção anterior, pelo menos 3 semanas antes do exame, e está possivelmente imunizado. Medidas para conter disseminação A queda dos novos casos em Manaus não está relacionada, apenas, à possível imunidade coletiva, ponderam os pesquisadores. Eles reforçam que "medidas não farmacológicas", como o distanciamento social e o uso de máscaras, podem também ter contribuído para o controle da epidemia no Amazonas. Mas Ester Sabino avalia que as medidas para conter a disseminação do vírus, que foram semelhantes em Manaus e em São Paulo, não foram tão eficazes na capital amazonense. "Aparentemente, no papel, pelo menos, foram muito parecidas, mas depende de como a população compreende", avalia. "Não consegue entender só pelas medidas por que não funcionou. No papel, é muito parecida com São Paulo, é muito difícil saber. As pessoas provavelmente ficaram em casa, mas circularam próximo de casa", diz. 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21/09 - Empresa de turismo espacial planeja realizar primeira viagem de teste no mês que vem
Os ingressos para a empreitada custam cerca de R$ 1 milhão. Virgin Galactic inaugura primeiro aeroporto espacial comercial do mundo A Virgin Galactic, empresa de voos espaciais que está desenvolvendo espaçonaves comerciais para turismo intergalático, está planejando seu primeiro voo de teste para o mês que vem. Caso a missão seja bem sucedida, a empresa pretende realizar a primeira viagem de turismo espacial suborbitais com a nave SpaceShipTwo no início de 2021, com o fundador da companhia Richard Branson. Um voo suborbital é um voo espacial em que a nave atinge o espaço ultrapassando os cem quilômetros de altitude e retorna para à Terra. Em alta velocidade, a gravidade é reduzida por alguns minutos. Turismo brasileiro tem prejuízo de cerca de R$ 182 bi e já perdeu 446 mil postos de trabalho, diz CNC De acordo com o portal CNBC, o voo de outubro será o primeiro de dois que a empresa planeja realizar para finalizar os testes. SpaceShipTwo, nave da Virgin Galactic que levará turistas ao espaço Divulgação Se tudo correr como planejado, a Virgin Galactic vai ser a primeira empresa privada a levar turistas ao espaço. Segundo a empresa, cerca de 600 pessoas já compraram ingressos para viagens, inclusive celebridades como Justin Bieber, Leonardo DiCaprio, Tom Hanks, Katy Perry e Ashton Kutcher. Os ingressos para a empreitada custam cerca de R$ 1 milhão. Em 2019, o banco suíço UBS divulgou um relatório estimando que o turismo espacial poderá se tornar uma indústria de US$ 3 bilhões nos próximos 10 anos. VEJA MAIS VÍDEOS DE VIAGEM E TURISMO
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21/09 - Estudo sugere que pessoas que tiveram dengue recentemente podem ter alguma imunidade contra a Covid
Pesquisa foi conduzida pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis. Ela ainda não passou por revisão de pares e nem foi publicada em revista científica. Estudo sugere que Dengue pode fornecer anticorpos para Covid-19 Lugares em que grande parte da população contraiu dengue no ano passado e no começo deste ano demoraram mais tempo para ter transmissão comunitária exponencial da Covid-19. Além disso, registraram números menores de casos e de mortes causadas pelo novo coronavírus, indicando uma possível interação imunológica entre os dois vírus. A conclusão é de um estudo liderado pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, professor catedrático da Universidade Duke, na Carolina do Norte, que desde o início da pandemia se dedica a estudar o comportamento do coronavírus no Brasil. O estudo foi enviado a um repositório de pesquisas a serem publicadas em revistas científicas e ainda não foi revisado por pares. Vacina BCG será testada contra a Covid em estudo da Fiocruz Estudo investiga por que algumas pessoas têm defesa contra a Covid mesmo sem terem sido infectadas Vacina com 50% de eficácia já ajudaria, diz cientista-chefe da OMS Estudo brasileiro indica que quem teve dengue pode ter anticorpos contra o coronavírus. Reprodução/ TV Globo De acordo com Nicolelis, a pesquisa indica que também há a possibilidade de que vacinas aprovadas ou em desenvolvimento para a dengue possam provocar alguma forma de proteção contra o novo coronavírus. "Essa descoberta surpreendente levanta a intrigante possibilidade de uma reação cruzada entre o vírus da dengue e o SARS-CoV-2. Se comprovada correta em futuros estudos, esta hipótese pode significar que a infecção pela dengue ou uma eventual imunização com uma vacina eficaz e segura para dengue poderia produzir algum tipo de proteção imunológica para SARS-CoV-2, antes de uma vacina para SARS-CoV-2 se tornar disponível", diz o estudo, visto com exclusividade pela Reuters. O pesquisador ressaltou, em entrevista exclusiva à Reuters, que já existem trabalhos mostrando que pessoas que têm sorologia positiva para dengue testam positivo para coronavírus sem ter coronavírus, sugerindo que essas pessoas produzem um anticorpo que age nas duas doenças. "Isso indica que existe uma interação imunológica entre os dois vírus que ninguém poderia esperar, porque os dois vírus são de famílias completamente diferentes", afirmou. Diminuição da dengue, aumento do coronavírus O estudo aponta uma significativa correlação negativa entre incidência, mortalidade e taxa de crescimento da Covid-19 e o percentual da população com níveis de anticorpos IgM para dengue nos estados do Brasil, país que tem o terceiro maior surto de Covid-19 no mundo, com mais de 4,5 milhões, e o segundo maior número de mortes da doença, com quase 137 mil. A observação foi feita por Nicolelis e sua equipe ao elaborarem um estudo sobre a disseminação geográfica da Covid-19 no Brasil e o papel das rodovias como fator de distribuição de casos. O cientista percebeu vazios de casos no mapa em determinadas regiões do país sem explicação aparente, e partiu em busca de possíveis explicações. A resposta, segundo Nicolelis, apareceu ao analisar a distribuição geográfica dos casos de dengue no Brasil em 2019 e 2020, que ocupavam exatamente os buracos no mapa de casos da Covid-19. As curvas de casos das duas doenças reforçaram a descoberta, uma vez que o surto de dengue entrou em declive acentuado no país no mesmo momento da disparada do novo coronavírus. "Foi um choque, foi um acidente total. Em ciência isso acontece, você está atirando para um lado e acerta no alvo que você nunca imaginou que iria atirar", disse o pesquisador sobre a descoberta. "Fui olhar no Ministério da Saúde se tinha alguma explicação para essas coisas estranhas, se tinham outros indicadores de doenças que eu não estava percebendo, e de repente encontro o mapa de dengue de 2020 do Brasil. Eu peguei o mapa de casos de coronavírus e coloquei lado a lado com o mapa de dengue, e encontrei o que a gente chama de distribuição complementar: regiões com pouco coronavírus estão cheias de dengue." Estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que tiveram alta incidência de dengue no ano passado e no começo deste ano, levaram muito mais tempo para atingir um patamar de elevada transmissão comunitária de Covid-19 do que estados como Amapá, Maranhão e Pará, por exemplo, que tiveram poucos registros de dengue no mesmo período, de acordo com o estudo. Enquanto o Amapá levou cerca de 60 dias para chegar a 500 casos de Covid-19 por 100 mil habitantes, o Paraná levou mais de 120 dias. Em comparação, o Amapá tem incidência de 5,4 casos de dengue por 100 mil habitantes este ano, enquanto o Paraná tem a maior incidência do país, com 2.295,8 casos por 100 mil. Vírus competem pelos mesmos suscetíveis O estudo pondera, no entanto, que em regiões com alta densidade demográfica há uma prevalência da Covid-19 mesmo quando há uma alta incidência de dengue. "Os nossos resultados epidemiológicos sugerem a hipótese, que ainda precisa ser testada amplamente, que o SARS-CoV-2 compete com o vírus da dengue pelas mesmas pessoas, pelo mesmo pool de suscetíveis. Como o SARS-CoV-2 é transmitido homem-homem, ele teria uma grande vantagem para ganhar esta competição, em relação à dengue, que depende de um mosquito", disse Nicolelis, lembrando que a pesquisa se trata de um estudo epidemiológico, sem ter sido realizado qualquer estudo sorológico. A pesquisa aponta dados do Ministério da Saúde que mostram que os casos de dengue no Brasil, que começaram o ano em um ritmo muito mais acelerado do que em 2019, tiveram uma queda brusca a partir da semana epidemiológica de número 11 (encerrada em 13 de março), no mesmo momento em que houve uma aceleração dos casos de Covid-19. Mais do que isso, o surto de dengue se encerrou no país semanas antes do que no ano anterior, enquanto a Covid-19 avançava. "Ainda de acordo com a nossa hipótese, à medida que o coronavírus se espalhou mais rapidamente e infectou mais gente, sobrariam menos pessoas para serem contaminadas pelo vírus da dengue, e isso poderia explicar a queda repentina da curva de dengue este ano que ocorreu em todo o mundo", disse, minimizando a posição oficial das autoridades de saúde que apontam para possível subnotificação de dengue devido à pandemia. Outros países com surtos de dengue Para validar a observação feita no Brasil, Nicolelis expandiu a análise da correlação entre dengue e coronavírus para outros 15 países da América Latina, África e Ásia, e o comportamento se repetiu, segundo ele. Como exemplo, o pesquisador cita cidades a mais de 2.000 metros de altitude --onde não há dengue, uma vez que o mosquito transmissor não atinge esta altitude-- como locais com grande incidência de casos de Covid-19. "Quando a incidência de Covid-19 versus a incidência de dengue em 2019-2020 foi plotada para esses países, nós novamente obtivemos uma significativa correlação inversa exponencial. Em outras palavras, quanto mais casos de dengue um país teve durante a epidemia mundial de dengue em 2019 e nos primeiros meses de 2020, menos casos de Covid-19 o país registrou até julho de 2020. Basicamente, isso foi muito similar aos resultado obtidos usando dados para os estados brasileiros", afirma o estudo. Como outra forma de controle do estudo, a equipe de Nicolelis também comparou as estatísticas de Covid-19 com os dados de chikungunya — doença também transmitida pelo mosquito Aedes aegypty — no Brasil, e não houve qualquer correlação, segundo ele. Uma vez que ainda não há tratamento ou vacina disponíveis para Covid-19, Nicolelis defende que seu estudo pode abrir as portas para uma possível forma de combater a pandemia. "Evidentemente que este é um estudo preliminar do ponto de vista do que fazer, mas ele abre uma porta que pode ser rapidamente explorada, e se ela for verdadeira, você pode ter um grau de proteção para coronavírus se você teve dengue ou se você é imunizado para dengue. Eu não sei dizer qual é a porcentagem, mas ela é suficiente para aparecer nesses gráficos. Alguma coisa existe", afirmou. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text
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21/09 - Trump x Ciência: os embates incomuns entre o presidente dos EUA e especialistas em clima e coronavírus
Em mais uma postura cujos ganhos políticos não parecem evidentes para analistas, americano tem desafiado publicamente fatos — que, segundo pesquisas de opinião, parecem mais importantes para a população do que para seu próprio presidente. Para analista, Trump deu um passo 'além da sua linha usual' de ataques à ciência Sarah Silbiger/Getty Images/AFP Presidentes que buscam a reeleição costumam confrontar seus rivais políticos. Já o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem optado por, em vez disso, confrontar a ciência. Dois sinais claros dessa atitude desafiadora foram expressos na última semana, a menos de 50 dias da eleição de 3 de novembro. Na quarta-feira (16), Trump contradisse publicamente o diretor dos Centros de Controle de Doenças (CDC) — que havia descartado que uma vacina contra o coronavírus pudesse estar amplamente disponível antes de meados de 2021 e disse que o uso de máscaras pode ser mais eficaz em prevenir infecções do que uma eventual vacina. "Ele cometeu um erro", disse o presidente americano sobre as duas considerações do doutor Robert Redfield. O presidente insistiu, em uma coletiva de imprensa, que uma vacina contra a covid-19 poderia ser anunciada em outubro ou "um pouco mais tarde" e estaria disponível ao público "imediatamente". Poucos dias antes, Trump se recusou a admitir que os grandes incêndios na costa oeste do país estão ligados às mudanças climáticas, como afirmam vários cientistas. "Não acho que a ciência saiba" , disse o presidente durante uma visita à Califórnia na segunda-feira (14), sugerindo que em breve o clima começaria a esfriar. Esses comentários afrontosos em relação ao conhecimento científico são considerados incomuns até mesmo para um presidente como Trump, que tem um longo histórico de discordância com especialistas em assuntos como o coronavírus ou as mudanças climáticas. "É um passo além da sua linha normal, e sua linha normal já é muito extrema", diz W. Henry Lambright, professor de Ciência Política da Universidade de Syracuse. "É algo extremamente raro, não me lembro de um presidente que tenha feito isso nos últimos anos", afirma Lambright, que pesquisa a relação entre governos e ciência há anos. A questão agora é quais consequências essa posição inédita pode ter. A eleição e depois Vários cientistas associam os incêndios na costa oeste dos EUA às mudanças climáticas, mas tal relação foi rejeitada por Trump na semana passada EPA/BBC Com quase 200 mil mortes por covid-19, os Estados Unidos são o país do mundo mais atingido pela pandemia, fato que se tornou um assunto decisivo para as eleições de novembro. Embora Trump demonstre apostar tudo em uma vacina que possa ser disponibilizada o mais rápido possível, a oposição democrata o acusa de politizar a questão e de ter falhado no combate ao coronavírus — inicialmente minimizando-o. "Confio em vacinas. Confio nos cientistas. Mas não confio em Donald Trump", disse Joe Biden, rival e candidato democrata à presidência. "E, neste momento, o povo americano tampouco pode (confiar)." Biden também criticou Trump na segunda-feira (14) por suas posições sobre o aquecimento global, chamando-o de "piromaníaco climático". O presidente, que ao longo da sua gestão cortou diversas regulamentações ambientais, atribuiu os incêndios na Califórnia ao manejo florestal falho, embora grande parte das florestas naquele Estado sejam controladas pelo governo federal. Assim, o tema das mudanças climáticas também entrou na reta final da campanha eleitoral. As pesquisas sugerem que as políticas ambientais e a pandemia preocupam a maioria dos americanos, mas as opiniões variam amplamente, dependendo da posição partidária. Joe Biden caracterizou Trump como um 'piromaníaco climático' Reuters/Mark Makela Por exemplo, menos de um terço dos americanos (31%) confia nas afirmações de Trump sobre o coronavírus, enquanto a maioria (55%) confia no CDC, apontou uma pesquisa da emissora de TV NBC News do mês passado. No entanto, entre os republicanos, o nível de confiança nos comentários do presidente mais do que dobra: 69%. Sobre as mudanças climáticas, uma pesquisa do Pew Research Center de outubro indicou que dois terços dos americanos (67%) acreditavam que o governo não estava fazendo o suficiente para reduzir seus efeitos. Mas enquanto 71% dos democratas consideram as políticas de mudança climática desejáveis, dois terços dos republicanos (65%) acreditam que tais políticas não fazem diferença ou fazem mais mal do que bem ao meio ambiente. Assim, o impacto eleitoral que seus ataques com a ciência podem ter é incerto — ainda mais considerando que Trump aparece vários pontos atrás de Biden em diferentes pesquisas de intenção de voto. "Não vejo como isso pode ajudá-lo, (mas) com sua forte base de apoiadores, nada parece prejudicá-lo", analisa Robert Erikson, professor de Ciência Política na Universidade de Columbia e especialista em opinião pública e eleições, em entrevista à BBC News Mundo. Em sua opinião, Trump parece estar apelando "para aquela parte de sua base que é cética em relação à ciência, mas é claro que as consequências de longo prazo disso podem ser desastrosas". Lambright, por sua vez, também alerta que o atual presidente pode ter aberto um precedente para futuros governos. "Os sucessores de Trump podem não ser tão radicais quanto ele", diz ele, "mas serão menos relutantes em desafiar os cientistas quando isso estiver de acordo com suas posições políticas". Initial plugin text
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21/09 - A desconhecida extinção em massa que mudou a Terra e permitiu que os dinossauros dominassem o planeta
O evento consistiu em uma série de violentas explosões vulcânicas e fez com que os dinossauros se tornassem a espécie dominante por 165 milhões de anos. Lava é expelida pelo Vulcão de Fogo, visto da comunidade de San Antonio em Colima, no México, no domingo (12). Centenas de pessoas foram removidas da região e um aeroporto foi fechado por medo de esta se tornar uma das maiores erupções do vulcão Hector Guerrero/AFP Enormes erupções vulcânicas há 233 milhões de anos lançaram dióxido de carbono, metano e vapor d'água na atmosfera. Essa série de explosões violentas, na região onde hoje está a costa oeste do Canadá, levou a um aquecimento global massivo. Uma nova pesquisa revelou que este foi um evento de extinção em massa que alterou o planeta, matou muitos dos tetrápodes dominantes e anunciou a aurora dos dinossauros. O enigma da inóspita nuvem de Vênus que pode ter vida extraterrestre Anúncio de sinal de vida em Vênus é 'imprudente' e 'precipitado', diz astrofísica brasileira associada à Nasa A extinção em massa mais conhecida ocorreu no final do período Cretáceo, há 66 milhões de anos. Foi quando os dinossauros, pterossauros, répteis marinhos e amonoides morreram. Esse evento foi causado principalmente pelo impacto de um asteroide gigante que escureceu a luz do sol e causou escuridão e congelamento, seguido por outras perturbações maciças dos oceanos e da atmosfera. Geólogos e paleontólogos concordam com uma lista de cinco desses eventos, dos quais a extinção em massa do fim do Cretáceo foi o último. Portanto, nossa nova descoberta de uma extinção em massa até então desconhecida pode parecer inesperada. No entanto, esse evento, denominado Carnian Pluvial Episode (CPE), parece ter matado tantas espécies quanto o asteroide gigante matou. Os ecossistemas terrestres e marítimos foram profundamente alterados, à medida que o planeta ficou mais quente e seco. Em terra, isso desencadeou mudanças profundas nas plantas e nos herbívoros. Por sua vez, com o declínio dos tetrápodes herbívoros dominantes, como rincossauros e dicinodontes, os dinossauros tiveram sua chance. Um dos mais completos esqueletos de T-rex vai a leilão e pode ultrapassar os US$8 milhões Mike Segar/Reuters Os dinossauros se originaram cerca de 15 milhões de anos antes e nosso novo estudo mostra que, como resultado do CPE, eles se expandiram rapidamente nos 10 milhões a 15 milhões de anos subsequentes e se tornaram a espécie dominante nos ecossistemas terrestres. O CPE desencadeou a "era dos dinossauros", que durou mais 165 milhões de anos. Não foram apenas os dinossauros que tiveram uma oportunidade. Muitos grupos de tetrápodes modernos, como tartarugas, lagartos, crocodilos e mamíferos, datam dessa recém-descoberta época de revolução. Seguindo as pistas Este evento foi notado pela primeira vez, de forma independente, na década de 1980. Mas pensava-se que estava restrito à Europa. Primeiro, geólogos na Alemanha, Suíça e Itália reconheceram uma grande rotatividade entre as faunas marinhas há cerca de 232 milhões de anos, denominado Rheingraben. Então, em 1986, foi reconhecido independentemente como uma mudança em escala global entre tetrápodes e amonoides. Mas, naquela época, o processo de determinação da idade era muito mais fraco do que agora e era impossível ter certeza se ambos eram o mesmo evento. As peças do quebra-cabeça começaram a se encaixar quando um episódio de cerca de 1 milhão de anos de climas úmidos foi reconhecido em todo o Reino Unido e em partes da Europa pelos geólogos Mike Simms e Alastair Ruffell. Então, o geólogo Jacopo dal Corso identificou uma coincidência no momento do CPE com o pico das erupções dos basaltos de Wrangellia – um termo que os geólogos dão a uma placa tectônica estreita que está ligada à costa oeste do continente norte-americano, ao norte de Vancouver e Seattle. Finalmente, em uma revisão das evidências de rochas com idade triássica, a assinatura do CPE foi detectada — não apenas na Europa, mas também na América do Sul, América do Norte, Austrália e Ásia. Este estava longe de ser um evento exclusivo para a Europa. Foi global. Placas tectônicas BBC Erupções vulcânicas As enormes erupções de Wrangellia liberaram dióxido de carbono, metano e vapor d'água na atmosfera, levando ao aquecimento global e ao aumento das chuvas em todo o mundo. Houve até cinco pulsos de erupções associadas a picos de aquecimento de 233 milhões de anos atrás. As erupções levaram à chuva ácida, pois os gases vulcânicos se misturaram à água da chuva para banhar a Terra em ácido diluído. Oceanos rasos também sofreram acidificação. O forte aquecimento expulsou plantas e animais dos trópicos e a chuva ácida matou plantas em terra, enquanto a acidificação do oceano atacou todos os organismos marinhos com esqueletos carbonáticos. Isso removeu a superfície dos oceanos e da terra. Coluna de fumaça provocada pela erupção do Monte Sinabung, em Sumatra, na Indonésia, na segunda-feira (10) Antara Foto/Sastrawan Ginting/via Reuters A vida pode ter começado a se recuperar, mas quando as erupções cessaram, as temperaturas permaneceram altas enquanto as chuvas tropicais cessaram. Isso é o que causou a subsequente secagem da terra em que os dinossauros floresceram. O mais extraordinário foi a reformulação da fábrica de carbonato marinho. Esse é o mecanismo global pelo qual o carbonato de cálcio forma grandes espessuras de calcários e fornece material para organismos como corais e moluscos construírem suas conchas. O CPE marcou o início dos recifes de coral modernos, bem como de muitos dos grupos modernos de plâncton, sugerindo mudanças profundas na química dos oceanos. Antes do CPE, a principal fonte de carbonato nos oceanos vinha de ecossistemas microbianos, como montes de lama dominados por calcário, nas plataformas continentais. No entanto, depois do CPE, isso passou a ser impulsionado por recifes de coral e plâncton, onde novos grupos de microrganismos, como dinoflagelados, apareceram e floresceram. Essa mudança profunda nos ciclos químicos fundamentais dos oceanos marcou o início dos ecossistemas marinhos modernos. E haverá lições importantes sobre como ajudamos nosso planeta a se recuperar das mudanças climáticas. Os geólogos precisam investigar os detalhes da atividade vulcânica de Wrangellia e entender como essas erupções repetidas impulsionaram o clima e mudaram os ecossistemas da Terra. Houve uma série de extinções em massa induzidas por vulcanização na história da Terra e as perturbações físicas, como aquecimento global, chuva ácida e acidificação dos oceanos, estão entre os desafios que vemos hoje. Os paleontólogos precisarão trabalhar mais de perto com os dados de registros fósseis marinhos e continentais. Isso nos ajudará a entender como a crise se desenrolou em termos de perda de biodiversidade, mas também a explorar como o planeta se recuperou. VÍDEOS: Notícias de ciência e saúde
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21/09 - Vacina contra a Covid-19 com 50% de eficácia ainda pode ser útil, diz cientista-chefe da OMS
Soumya Swaminathan alertou que futura vacina não será capaz de controlar sozinha a pandemia e que países precisarão de um 'pacote de intervenções'. Pessoas usam máscara de proteção contra o novo coronavírus no centro de Madri nesta sexta-feira (18) Manu Fernandez/AP A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, afirmou nesta segunda-feira (21) que uma vacina contra a Covid-19 com 50% de eficácia ainda será capaz de ajudar a conter a pandemia. Apesar disso, Soumya alertou que "uma vacina com menos de 30% talvez não seja muito eficaz". "Não alcançaremos o nível de imunidade pretendido", explicou a cientista-chefe da OMS. Espanha impõe restrições a mais de 850 mil para conter casos de Covid-19 No caso da futura vacina contra o coronavírus não se aproximar dos 100% de eficácia, ela precisará ser usada pelos países de maneira estratégica. "Então, teremos dois cenários: uma vacina a ser usada como prevenção e outra a ser usada em surtos", disse Swaminathan. "Precisamos ver [a solução] como um pacote de intervenções para que a pandemia seja controlada, incluindo o lado da prevenção, dos tratamentos e dos diagnósticos", alertou a cientista-chefe. Mais de 200 vacinas são testadas contra o coronavírus e, segundo a OMS, 9 dessas candidatas fazem parte do portfólio da aliança global Covax, que garantirá a compra e distribuição da vacina contra a Covid-19 aos países membros. Covax começará os trabalhos Ainda nesta segunda-feira (21), a OMS anunciou que a Covax começará os trabalhos nos próximos dias. Doença que pausou testes da AstraZeneca pode não ter relação com a vacina, diz Oxford ESPECIAL: Candidatas a vacina para a Covid-19 Covax, a coalizão para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres Governo brasileiro 'confirma intenção' de aderir à Covax, iniciativa que busca vacina para Covid-19 O CEO da Vaccine Alliance, órgão que lidera a iniciativa Covax junto com a OMS, Seth Berkley, explicou que, nos próximos dias, os países membros assinarão os termos do acordo. Segundo o CEO, o número de adesão à iniciativa foi menor do que o anunciado anteriormente. "Mais de 156 economias trabalharão juntas para garantir a vacina por meio da Covax", informou Berkley, afirmando que, mesmo que abaixo da expectativa de adesão, esta é a primeira vez que 64% dos países se unem para garantir uma vacina ao mundo. Até o dia 14, cerca de 170 países haviam anunciado o interesse em entrar para a Covax, entre eles, o Brasil. Berkley informou que outros 38 países confirmarão nos próximos dias se de fato irão aderir à Covax. "Eles ainda não aderiram, mas demonstraram interesse em aderir." "Em seguida [aos acordos assinados com os países membros], na próxima fase dos trabalhos, começaremos a assinar os acordos formais com os produtores e desenvolvedores das vacinas”, disse o CEO da Vaccine Alliance. “A Covax está aberta para começar a funcionar agora”, garantiu o líder do Acelerador ACT, Bruce Aylward, que também participa da Covax. Doses a serem garantidas A Diretora do Departamento de Imunização e Vacina da OMS, Kate O´Brien, explicou que ainda não há um número exato de doses que serão compradas, uma vez que a aliança precisa primeiro ter certeza de quantos países irão aderir à Covax, mas que o objetivo é adquirir ao menos 2 bilhões de doses. "A quantidade de dois bilhões de doses se baseia em vacinas que precisam de duas doses", informou O´Brien. Até o momento, a Covax já garantiu, segundo Berkley, 850 milhões de doses. Contudo, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu, lembrou que, muitas das candidatas que fazem parte do portfólio da Covax ainda podem fracassar. "Quatro de cada cinco vacinas não chegam à sua comercialização, então precisaremos de muito mais acordos para chegar ao número de doses que queremos", explicou Tedros. Até esta segunda, o mundo registrou mais de 958 mil mortes por coronavírus e quase 31 milhões de casos confirmados em 216 países de acordo com a OMS. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text
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21/09 - OMS diz que 2 bilhões de doses da vacina contra a Covid devem ser compradas pela aliança Covax
Entidade informou que 156 países aderiram de fato à Covax, um número menor do que a OMS estimava. Brasil possui tradição no desenvolvimento e produção de vacinas Getty Images via BBC A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou nesta segunda-feira (21) que a aliança global Covax, que garantirá a compra e distribuição da vacina contra a Covid-19 aos países membros, começará os trabalhos nos próximos dias. A expectativa da OMS é que o grupo compre ao menos 2 bilhões de doses. O CEO da Vaccine Alliance, órgão que lidera a iniciativa junto com a OMS, Seth Berkley, explicou que, nos próximos dias, os países membros assinarão os termos do acordo. Segundo o CEO, o número de adesão à iniciativa foi menor do que o anunciado anteriormente. "Mais de 156 economias trabalharão juntas para garantir a vacina por meio da Covax", informou Berkley, afirmando que, mesmo que abaixo da expectativa de adesão, esta é a primeira vez que 64% dos países se unem para garantir uma vacina ao mundo. Até o dia 14, cerca de 170 países anunciaram o interesse em entrar para a Covax, entre eles, o Brasil. Doença que pausou testes da AstraZeneca pode não ter relação com a vacina, diz Oxford ESPECIAL: Candidatas a vacina para a Covid-19 Covax, a coalizão para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres Governo brasileiro 'confirma intenção' de aderir à Covax, iniciativa que busca vacina para Covid-19 Berkley informou que outros 38 países confirmarão nos próximos dias se de fato irão participar da Covax. "Eles ainda não aderiram, mas demonstraram interesse em aderir." "Em seguida [aos acordos assinados com os países membros], na próxima fase dos trabalhos, começaremos a assinar os acordos formais com os produtores e desenvolvedores das vacinas”, disse o CEO da Vaccine Alliance. “A Covax está aberta para começar a funcionar agora”, garantiu o líder do Acelerador ACT, Bruce Aylward, que também lidera a Covax. Segundo a OMS, o Covax tem 9 vacinas no portfólio até o momento. Doses a serem garantidas A Diretora do Departamento de Imunização e Vacina da OMS, Kate O´Brien, explicou que ainda não há um número exato de doses que serão compradas, uma vez que a aliança precisa primeiro ter certeza de quantos países irão aderir à Covax, mas que o objetivo é comprar ao menos 2 bilhões de doses. "A quantidade de dois bilhões de doses se baseia em vacinas que precisam de duas doses", informou O´Brien. Até o momento, a Covax já garantiu, segundo Berkley, 850 milhões de doses. O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesu, lembrou que, muitas das candidatas que fazem parte do portfólio da Covax ainda podem fracassar, contudo. "Quatro de cada cinco vacinas não chegam à sua comercialização, então precisaremos de muito mais acordos para chegar ao número de doses que queremos", explicou Tedros. Pessoas usam máscara de proteção contra o novo coronavírus no centro de Madri nesta sexta-feira (18) Manu Fernandez/AP Até esta segunda, o mundo registrou mais de 958 mil mortes por coronavírus e quase 31 milhões de casos confirmados em 216 países de acordo com a OMS. Ainda durante a coletiva, Tedros afirmou que, depois da Segunda Guerra Mundial, a pandemia é a maior crise global, e que ela demonstrou a importância da Organização das Nações Unidas (ONU) para o mundo. VÍDEOS: novidades sobre a vacina contra a Covid Initial plugin text
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21/09 - O que é o treinamento de olfato que combate um dos sintomas da Covid-19
Coletamos testemunhos de pessoas que perderam o olfato, alguns devido ao Covid-19. Uma terapia cada vez mais popular oferece uma luz no fim do túnel. A que se deve a perda de olfato e qual é seu impacto emocional? Getty Images via BBC "É como se uma barreira invisível separasse você da realidade", diz Saulo. "É como se minhas memórias tivessem sido apagadas", acrescenta Ana. "Tudo tem o mesmo cheiro para mim", completa Virginia. Saulo e Ana são brasileiros. Já Virginia é mexicana, mas mora nos Estados Unidos. Em comum, todos os três perderam o olfato e, em alguns casos, o paladar, devido ao novo coronavírus. A BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC, entrou em contato com eles por meio do AbScent.org, um site que oferece ajuda para aqueles que ficaram, total ou parcialmente, sem a capacidade de perceber odores. "Em 13 de março, havia cerca de 1,5 mil pessoas no grupo do Facebook", diz Chrissi Kelly, fundadora da AbScent, à BBC News Mundo. "Agora tenho três grupos no Facebook com cerca de 11 mil membros no total. Eles começaram a entrar em contato comigo de repente do Irã, Itália, Espanha e, em seguida, um monte de pessoas da América Latina." Especialistas recomendam exercícios de reabilitação do olfato Science Photo Library via BBC "Nos tornamos um termômetro do impacto do coronavírus." No AbScent, os usuários encontram informações sobre um tratamento que, embora já fosse oferecida antes de Covid-19, está ganhando popularidade devido à pandemia. VEJA TAMBÉM: Sintomas do coronavírus: por que perda de olfato e paladar na Covid-19 é diferente da que ocorre na gripe A terapia é um "treinamento olfativo", uma série de exercícios para restaurar a percepção dos cheiros e, no caso de muitas pessoas, devolver normalidade a suas vidas. Perda de olfato e causas Várias pesquisas já estabeleceram uma conexão entre a perda do olfato e o novo coronavírus. "Em nosso estudo, que foi realizado em 15 hospitais em toda a Espanha, de 989 pacientes com Covid-19, 53% tiveram alteração no olfato", diz Adriana Izquierdo Domínguez, alergista do Centro Médico Teknón em Barcelona e integrante da Sociedade Espanhola de Otorrinolaringologia (SEORL). Mas o novo coronavírus é apenas o mais recente em uma longa lista de possíveis causas. Saulo Segreto faz o tratamento há mais de quatro meses. "Depois de perder meu olfato, sinto como se uma barreira invisível me separasse da realidade." Patricia Portillo Mazal, otorrinolaringologista e especialista em olfato e paladar do Hospital Italiano de Buenos Aires, explica que "uma das causas mais frequentes de perda do olfato são as infecções virais, como resfriados e gripes". Outra origem comum são os golpes na cabeça ou no rosto que danificam alguma parte do sistema olfativo, acrescenta. Às vezes, o motivo da perda do olfato não é identificado, que também pode apresentar graus diferentes. VEJA TAMBÉM: 'Carne agora tem gosto de gasolina para mim': os efeitos da Covid-19 no paladar "Fala-se em anosmia, quando não se percebe cheiro, e em hiposmia, quando a percepção é parcial", explica Portillo Mazal. "Mas às vezes o mais limitante ainda é a chamada parosmia, os cheiros distorcidos, quando um café tem um cheiro diferente para você do que você lembrava, muitas vezes de algo desagradável." "E dentro da parosmia existe até a fantosmia, que é sentir um cheiro que não existe, mas que você percebe." Impacto emocional A perda do olfato pode afetar profundamente o bem-estar de uma pessoa, a exemplo do que aconteceu com Chrissi Kelly, criadora do AbScent. Kelly, que nasceu nos Estados Unidos e mora na Inglaterra, perdeu o olfato devido a uma infecção viral em 2012. "Entre seis e nove meses depois, caí em depressão profunda", diz ela à BBC Mundo. "Há algo fundamental que eu gostaria que as pessoas entendessem. Perder o olfato é um duro golpe para o seu bem-estar. Afeta todos os aspectos da sua vida. Você sente como se tivesse perdido o sentido de quem você era", acrescenta. Chrissi Kelly é fundadora da AbScent. "Há algo fundamental que gostaria que as pessoas entendessem. Perder o olfato é um golpe para o seu bem-estar, afeta todos os aspectos da sua vida." Arquivo Pessoal via BBC Depois de consultar médicos que "examinaram seu nariz sem apresentar soluções", Kelly começou a procurar informações e a participar de conferências especializadas. Em uma delas, ela conheceu Thomas Hummel, especialista do Centro de Olfato e Paladar da Universidade de Dresden, na Alemanha. Hummel foi o primeiro cientista a publicar, em 2009, um estudo avaliando a eficácia do treinamento olfativo. "Quando contei minha história a Hummel, ele ouviu com compaixão por meia hora. Foi a primeira vez que falei com alguém que me compreendia." Kelly começou a frequentar os cursos que o especialista alemão ministrava para especialistas e em 2015 acabou fundando a AbScent. O site conta com um canal no YouTube com vídeos explicativos e, mais recentemente, passou a disponibilizar guias em espanhol e português para usuários da América Latina. Saulo, Ana e Virginia Muitos leitores do AbScent, como Saulo, Ana e Virginia, afirmam ter encontrado no site o apoio que Kelly experimentou ao ser ouvida por Hummel. "Procurei três otorrinolaringologistas, um neurologista e um pneumologista. Inclusive um deles me passou um antiepiléptico que me deixou bem mal. E através de buscas incansáveis na internet cheguei ao AbScent, que foi fundamental para manter a calma e encontrar suporte", diz Saulo Segreto, que mora no Rio de Janeiro. Ana Carbone: "Fico chateada porque não percebo cheiros como os da minha filha, um perfume, ou não sei se pode haver um vazamento de gás". Ana Carbone via BBC Ele sofre de parosmia. "E todos os alimentos com muita gordura ou fritos têm cheiro de queimado", diz ele. "Tenho sentido um cheiro 'esquisito' ultimamente; é como um cheiro de 'terra', misturado a um cheiro de condimento, e eu sinto esse mesmo cheiro em várias coisas. Isso tem me deixado nauseada, é como se eu ouvisse a mesma música 24 horas", acrescenta Ana Carbone, de São Paulo, que sofre do mesmo problema. "Não sinto cheiro da minha filha, nem meu próprio cheiro, não sei se estou com cheiro de perfume, ou se minhas mãos estão com cheiro da comida que preparei, por exemplo. Se minha casa está perfumada. Se tem vazamento de gás...", lamenta. No caso de Virginia Mata, algumas experiências são até difíceis de descrever. "Passei o dia 23 de agosto sem conseguir cheirar nada para então sentir um cheiro estranho. Não sei dizer o que é, apenas que é algo estranho." "A perda do olfato devido ao coronavírus fez a carne ficar com gosto de gasolina para mim", acrescenta. Treinamento olfativo Não se sabe desde quando a técnica de treinamento olfativo já existe, mas clinicamente ela tem sido usada há cerca de uma década. A reabilitação consiste basicamente em inalar diferentes odores, concentrando a mente, pelo menos duas vezes ao dia. "Tem que ser todos os dias, e são inalações curtas, mais ou menos de 20 segundos", explica Portillo Mazal. Patricia Portillo Mazal, médica do Hospital Italiano de Buenos Aires, faz com que os pacientes preparem seus próprios kits Arquivo Pessoal via BBC Geralmente, quatro frascos com cheiros diferentes são usados em cada exercício. Os quatro aromas usados por Hummel em seus primeiros estudos foram rosa, limão, cravo e eucalipto, mas outras substâncias podem ser usadas. Portillo Mazal faz com que seus pacientes preparem seus próprios kits. "Tenho duas variantes. Uma é com óleos, que podem ser de frutas, flores, hortelã-pimenta, ou coisas como lavanda, tomilho ou cravo. Os pacientes põem cerca de 40 gotas em um algodão ou em um pedaço de papel, repetindo o procedimento de vez em quando". "A outra opção é um kit com as coisas da casa: mando meus pacientes prepararem potes com café, sabão em pó, orégano ou chocolate picado, por exemplo." Kelly recomenda o uso de potes escuros para que a luz não afete os óleos perfumados. E ele aconselha não cheirar diretamente dos frascos conta-gotas, pois eles limitam a dispersão dos odores Absent via BBC Um dos centros que oferece este tipo de reabilitação na Espanha é a Unidade de Treinamento Olfativo do Hospital Quirónsalud Sagrado Corazón de Sevilha. "Por duas ou três semanas, submetemos os pacientes a odores e concentrações diferentes por 15 a 20 minutos", diz o rinologista Juan Manuel Maza, diretor do centro e cirurgião da base do crânio do Hospital Universitário Virgen Macarena de Sevilha. Um dos centros de reabilitação na Espanha é a Unidade de Treinamento Olfativo do Hospital Quirónsalud Sagrado Corazón de Sevilha Quiron Salud via BBC "Podemos treinar a diferenciação. Com um estímulo repetido, fazemos o paciente começar a identificar e discriminar esse odor." "E depois de três semanas, os pacientes podem ter acesso a odores ou fórmulas que coletam em diferentes farmácias e dedicam aproximadamente três minutos por dia ao treinamento." Concentração Um aspecto fundamental do treinamento é fazer os exercícios com grande foco. "Você tem que estar completamente focado naquele minuto e meio de exercícios, sem pensar no que você tem que fazer naquele dia", diz Portillo Mazal. Chrissi Kelly também recomenda evocar memórias. Virginia Mata: "Existem coisas que você simplesmente dá como certas até não as ter mais, como o cheiro do seu perfume favorito ou uma pizza recém-entregue por um entregador." Arquivo pessoal via BBC "Ao abrir a garrafa com óleo de limão, mesmo que não sinta cheiro algum, feche os olhos e lembre-se de todos os detalhes de quando cheirou ou comeu um limão." "E você deve estar atento a qualquer mensagem olfativa que perceber , mesmo que não seja a esperada." Mesmo quando não está concentrada em seus exercícios, Virginia Mata frequentemente tenta "evocar um momento, algum sentimento". "Por exemplo, sempre que está chovendo, tento me lembrar do cheiro de terra úmida que imediatamente me lembra aqueles dias caóticos de chuva e trânsito na Cidade do México." Resultados "Em geral, cerca de 60% das pessoas que perdem o olfato o recuperam até certo ponto", diz Thomas Hummel à BBC News Mundo. "E o que nossos estudos mostram de forma convincente é que com o treinamento olfativo a taxa de recuperação dobra. Ou seja, as pessoas se recuperam de forma mais rápida e completa", acrescenta. Em alguns casos, "recuperar" não significa sentir o mesmo cheiro novamente. "Às vezes é como se você estivesse em um país estranho, há cheiros que são como uma nova realidade", diz Kelly. Médica Adriana Izquierdo Domínguez: "Há muitos pacientes com covid-19 que estamos atendendo na consulta que estão na clínica há quatro ou cinco meses e ainda não recuperaram o cheiro ou o recuperaram muito parcialmente". Arquivo pessoal via BBC Zara Patel, professora de otorrinolaringologia e cirurgia da base do crânio na Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, também investigou a eficácia da terapia olfativa. "A principal conclusão dos meus estudos é que o treinamento olfativo traz um benefício significativo", diz ela. "E quando combinado com budesonida, um esteroide tópico, o treinamento ajuda até metade dos pacientes com disfunção olfatória." "50% pode não parecer muito, mas pense que isso é um avanço em relação à situação de 10 anos atrás, quando literalmente não tínhamos nada a oferecer a esses pacientes." Maza diz, por sua vez, que "entre 45 a 70% dos pacientes" se recuperam. Em relação à duração do treinamento, Hummel fala de um período mínimo de seis a nove meses. No caso de Portillo Mazal, o especialista argentino diz a seus pacientes: "Colocamos como meta seis meses antes de dizer que o tratamento não funciona". "Digo a eles que, com sorte, em dois meses eles terão percepções momentâneas. Ou de repente sentirão o cheiro de pão, e olharão e haverá uma padaria." Motivos Mas como explicar que inalar algo sem sentir seu odor pode ajudar a recuperar o olfato? Para entender o motivo, a primeira coisa a lembrar é que o sistema olfativo engloba uma série de órgãos, inclusive o cérebro. "Na parte interna superior do nariz, estão as primeiras células que captam informações, os chamados neurônios receptores olfativos", explica Portillo Mazal. "A viagem começa aí, e dessa célula a informação vai para o cérebro, onde a primeira parada é o bulbo olfatório, um centro pequeno, mas de transmissão e comando." "Dali a informação segue para o resto do cérebro. Uma primeira parada é o cérebro mais primitivo, o das emoções. Outra é na área que permite identificar ou discriminar um cheiro do outro". "E também vai para uma zona de memória emocional de longo prazo, que é o que faz você sentir o cheiro de um chocolate e se lembrar daquela primeira vez com sua avó." Base científica Uma das chaves que explicam a eficácia da reabilitação é que o sistema olfativo tem uma capacidade extraordinária de regeneração. "Uma característica do olfato que não vemos em outros sentidos é sua plasticidade", explica Hummel à BBC Mundo. "Os neurônios receptores olfatórios estão em constante regeneração". Junto com esses neurônios receptores, existem também dois tipos de células. "As células de suporte ajudam os neurônios a funcionar corretamente", diz Portillo Mazal. "E há também as chamadas células basais, que são totipotentes como as famosas células-tronco e que podem ser transformadas em qualquer uma das outras duas, células de suporte ou neurônios." Zara Patel explica que "as células basais produzem novos neurônios receptores olfativos ao longo de nossas vidas. Ao estimulá-las repetidamente com a exposição a odores, estamos tentando dizer a elas para 'acordarem'." Juan Manuel Maza: "O olfato é um sentido que também está intimamente ligado ao paladar, e parte dos cheiros pode ser reconhecida com alguns quimiorreceptores na língua" Arquivo pessoal via BBC A estimulação também produz mudanças no cérebro. "Ao mesmo tempo, acreditava-se que a regeneração ocorria apenas em neurônios na camada superior interna do nariz", diz Portillo Mazal. "Mas graças à ressonância funcional, percebeu-se que o cérebro também fica mais ágil, consegue fazer mais com as poucas informações que recebe, então a melhora também se deve à plasticidade ao nível do cérebro". Maza lembra que em alguns casos é até possível recorrer a terapias alternativas. "O olfato é um sentido que também está intimamente ligado ao paladar, e parte dos cheiros pode ser reconhecida com alguns quimiorreceptores na língua que dependem de outros nervos que não necessariamente estão danificados." Portillo Mazal observa que o treinamento olfativo visa melhorar o paladar, assim como o olfato, porque o paladar é em grande parte constituído pelo olfato. "Costumo dizer aos meus pacientes que se eles estão fazendo o exercício de cheirar o café, por exemplo, devem fazê-lo duas vezes por dia, ao saborear a bebida". "Quando você faz exercícios com algo que não pode comer (sabonete, por exemplo) você pode inalar pela boca, segurar por alguns segundos e exalar pelo nariz." Enigma Uma das grandes questões em torno do novo coronavírus é por que alguns pacientes recuperam o olfato em menos de duas semanas, enquanto outros perdem a função por meses. Algumas pessoas com covid-19 recuperam o olfato em menos de duas semanas, mas em outras a recuperação é muito mais complexa Getty Images via BBC Hummel levanta uma possível explicação. "O novo coronavírus demonstrou afetar as células da glia", explicou o especialista. "Trata-se apenas de uma hipótese, mas pode ser que em algumas pessoas apenas essas células morrem, e os restos dessas células causam inflamação que afeta os neurônios receptores. Mas quando a inflamação aguda diminui, os neurônios ainda funcionam". VEJA TAMBÉM: Perda permanente de olfato pela Covid-19 é improvável, sugere pesquisa de Harvard "Em outras pessoas, por outro lado, a inflamação é tão forte que também mata os neurônios receptores olfativos, tornando a recuperação muito mais longa e difícil." No caso do levantamento realizado em 15 hospitais da Espanha, "na época do estudo, 45% dos pacientes já haviam recuperado o olfato espontaneamente", explica Izquierdo Domínguez. "Mas há muitos pacientes que estamos atendendo no consultório que apresentam esse sintoma há quatro ou cinco meses e ainda não recuperaram o olfato ou o recuperaram parcialmente." Não desista Quatro meses após iniciar o treinamento olfativo, Saulo garante que seu olfato "está em 80%". Ana ainda percebe cheiros estranhos e sente que está "reaprendendo cada cheiro". "A memória olfativa é um tesouro e às vezes é pouco valorizada", diz Virginia Mata Science Photo Library via BBC Virginia admite sentir-se frustrada, "porque o tratamento é um processo lento, mas também há dias bons em que percebo uma nota diferente no ar e que me incentiva a continuar". Quanto a Chrissi Kelly, a fundadora da AbScent perdeu o olfato novamente neste ano por causa da Covid-19. E embora ele tenha voltado em grande parte, ela ainda sofre de parosmia. O fundamental, para Portillo Mazal, é não desanimar. "Isso pode levar muito tempo. Não podemos prometer que todos vão melhorar, mas eu não me daria por vencida." "É preciso tentar, e isso é difícil, conseguir o equilíbrio entre começar o tratamento sem se deixar levar pela ansiedade, sabendo que talvez daqui a alguns meses você perceberá alguma mudança". VÍDEOS: Agora é assim? As mudanças na saúde e no comportamento após a pandemia
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21/09 - Brasil passa de 137 mil mortes por Covid-19; média móvel é de 748 na última semana
País tem 137.350 óbitos confirmados e 4.560.083 diagnósticos de Covid-19. Média de mortes por Covid no Brasil tem primeiro crescimento desde 10 de agosto O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta segunda-feira (21). O país registrou 455 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 137.350 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 748 óbitos, uma variação de 8% em relação aos dados registrados em 14 dias. É a primeira vez que o país registra crescimento de mortes desde 10 de agosto. No entanto, ainda se considera que há estabilidade na confirmação diária de novos óbitos. Em casos confirmados, já são 4.560.083 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 15.821 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 30.077 por dia, uma variação de -1% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil No total, 5 estados apresentaram alta de mortes: RJ, SP, GO, RO e RN. Os estados de SP, GO e RN, que estavam em estabilidade, agora registram alta nas mortes. O DF e o CE, que estavam em queda, agora estão com a média de mortes em estabilidade. O PI e o MT, que estavam em estabilidade, hoje apresentaram queda nos óbitos. Brasil, 21 de setembro Total de mortes: 137.350 Registro de mortes em 24 horas: 455 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 748 por dia (variação em 14 dias: 8%) Total de casos confirmados: 4.560.083 Registro de casos confirmados em 24 horas: 15.821 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.077 por dia (variação em 14 dias: -1%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 136.923 mortes e 4.544.347 casos; e às 13h, com 136.997 mortes e 4.547.150 casos confirmados.) Estados Subindo (5 estados): RJ, SP, GO, RO e RN Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (10 estados + DF): PR, RS, MG, DF, MS, AP, PA, BA, CE, MA e PE Em queda (11 estados): SC, ES, MT, AC, AM, RR, TO, AL, PB, PI e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com a média de mortes em alta Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: +7% RS: +10% SC: -20% Sudeste ES: -28% MG: -14% RJ: +69% SP: +27% Centro-Oeste DF: -12% GO: +40% MS: -4% MT: -19% Norte AC: -36% AM: -66% AP: +8% PA: +14% RO: +37% RR: -40% TO: -25% Nordeste AL: -19% BA: +10% CE: -5% MA: +3% PB: -18% PE: +8% PI: -19% RN: +17% SE: -26% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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20/09 - Egito anuncia a descoberta de 14 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos em Saqqara
Na semana passada, arqueólogos já haviam desenterrado outros 13 sarcófagos na mesma região a 25 km das pirâmides de Gizé. Um dos 14 sarcófagos de mais de 2,5 mil anos descoberto no Egito Ministério de Antiguidades/AFP As autoridades do Egito anunciaram, neste domingo (20), a descoberta de 14 sarcófagos com cerca de 2,5 mil anos em Saqqara, a 25 km das pirâmides de Gizé. Eles estavam no fundo de um poço e se somam a outros 13 que foram encontrados na semana passada. Múmias egípcias de animais são 'abertas' por cientistas em imagens 3D; veja VÍDEO Os arqueólogos que atuam na região encontraram os artefatos ainda na sexta-feira (18), segundo um comunicado do Ministério de Antiguidades. O sítio de Saqqara é uma vasta necrópole – espécie de cemitério antigo – que abriga a famosa pirâmide de Djoser, a primeira da era faraônica e uma das obras mais antigas do mundo. Sarcófago é um dos 14 encontrados em Saqqara, no Egito Ministério de Antiguidades/AFP Os sarcófagos encontrados estão bem preservados e suas imagens mostram motivos marrons e azuis, bem como numerosas inscrições hieroglíficas. Nos últimos anos, as autoridades egípcias têm anunciado descobertas arqueológicas com bastante frequência, com o objetivo, entre outros, de reativar o turismo. Muito importante para a receita do país, o setor se viu bastante afetado, tanto pela instabilidade política, quanto pelos ataques posteriores à revolução de 2011, que derrubou o ditador Hosni Mubarak do poder. O país enfrenta outra crise no setor promovida pela pandemia da Covid-19. VÍDEOS: Mais notícias internacionais
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20/09 - 'Quem abusa de criança não tem transtorno mental, só se sente no direito'
Presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, a advogada Luciana Temer defende regulamentação para a pornografia e rebate a ideia de que o abuso sexual de crianças e adolescentes é uma violência excepcional e praticada por 'monstros'. Luciana Temer é presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes BBC O discurso de que o abuso sexual de crianças e adolescentes é uma violência excepcional e praticada por "monstros" é parte das ideias que a advogada Luciana Temer quer combater. "Minha briga é mostrar para as pessoas que essa violência não é excepcional, é cotidiana. Mais do que cotidiana, ela é praticada por pessoas de bem", diz. "As pessoas que abusam de crianças não têm, a princípio, grave transtorno mental, elas só se sentem no direito. E se sentem no direito porque somos uma sociedade que permite. A gente permite porque fica em silêncio." Luciana Temer é presidente do Instituto Liberta, que atua no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes, e professora da Faculdade de Direito da PUC-SP. Foi delegada de polícia, secretária da Juventude, Esporte e Lazer do Estado de São Paulo e secretária de Assistência e Desenvolvimento Social do município de São Paulo. Em entrevista à BBC News Brasil, ela defende a necessidade de começar a discutir uma regulamentação da pornografia — que ela diz ter "tudo a ver com gatilho de violência sexual contra crianças e adolescentes". "Estamos em uma delicadeza que é: como enfrentar a questão da pornografia, da violência, da sexualização precoce, sem cair em um discurso conservador, reacionário, de abstinência sexual? Esse cuidado, neste momento, temos que ter." A advogada diz que o erro do Brasil, até aqui, consiste em não enxergar o problema da violência contra crianças e adolescentes, cujo debate normalmente fica concentrado em casos específicos, como o da menina de 10 anos estuprada pelo tio desde os seis. Enquanto isso, a cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019. A professora também diz ter medo de que o Brasil retroceda no que chama de "poucas conquistas" no âmbito do combate à violência sexual, como o aborto legal (previsto, por exemplo, em casos de estupro). E defende a necessidade de falar sobre sexualidade nas escolas para que as crianças possam se proteger de eventuais situação de abuso. "A família protege? Então por que mais de 70% dos casos de violência sexual acontecem dentro das residências, a maioria com pessoas próximas — parentes e conhecidos? Esta ideia romântica de que a família é o espaço de proteção absoluta precisa ser rompida." O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou em maio balanço do Disque 100 que aponta que a violência sexual contra crianças e adolescentes acontece, em 73% dos casos, na casa da própria vítima ou do suspeito. A cada hora, quatro meninas de até 13 anos são estupradas no país, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2019 Getty Images Leia, a seguir, os principais pontos da entrevista (e, no fim desta reportagem, veja como denunciar): Regras para a pornografia O conteúdo pornográfico disponível na internet incita a violência sexual contra crianças e adolescentes, segundo a advogada. Ela aponta que o termo "novinha" (ou teen porn, em inglês), é o mais procurado. E descreve a navegação em um site pornográfico: "Vou encontrar os seguintes títulos: ´pai se divertindo com a filha´, ´professor dando nota pra aluna´ e assim sucessivamente. Abertos, gratuitos. Isso é crime? Não, essas meninas são atrizes e estão simulando situações: o pai não é o pai da menina, ela tem mais de 18 anos, mas ela está de maria chiquinha, deitada na cama, e a simulação é que a mãe vai trabalhar e o pai entra no quarto da filha. Isto é um gatilho de violência, incitação a um tipo de violência. E minha discussão é: por que a gente permite?" "Porque não tem importância. A hora que um cara correto, legal, que tem namorada, abre o site pornográfico e vê esse título, ele não se choca, não se incomoda, não percebe a violência que tá ali. Nossa sociedade não se incomoda quando vê uma menina que nitidamente tem menos de 18 anos com um homem mais velho, na praia. Nem vai chamar a polícia." Ela defende uma regulamentação da pornografia para tirar o tema da sombra. "Tem que proibir vídeo chamando ´pai se diverte com a filha´. Não pode." "Estamos em processo de conservadorismo tão grande no Congresso Nacional, que eu tenho medo de levantar uma temática dessas e ela ser capturada por um movimento conservador que não tem nada a ver com esta lógica, que é de perseguição a liberdades, inclusive a sites pornográficos, e não é isso. Estamos em uma delicadeza que é: como enfrentar a questão da pornografia, da violência, da sexualização precoce, sem cair em um discurso conservador, reacionário, de abstinência sexual?" Além da questão da simulação do abuso de crianças e adolescentes e do aumento do consumo desse tipo de pornografia durante a quarentena, Luciana Temer aponta que as crianças têm acesso cada vez mais cedo a conteúdos de sexo que contêm violência. "Há 25 anos, quando um menino ou menina começava a ter curiosidade sexual, pegava uma revista do pai, que ia ter foto de mulher pelada, e começava a descobrir por si só a sexualidade. Hoje um menino de 11 anos dá um Google e vai ter acesso a todos os sites pornográficos, gratuitamente. (...) Aos 15, 16, ele já está entediado com o que está vendo. E aí você parte para filmes talvez mais violentos, inclusive." Falar sobre sexualidade nas escolas Luciana Temer: 'ideia romântica de que família é espaço de proteção absoluta precisa ser rompida' Getty Images Diferentemente da violência contra a mulher, que entrou na pauta de discussão nos últimos anos, Luciana Temer diz que o abuso de crianças e adolescentes está fora do debate — e esse é o problema hoje, na avalição dela. "Até agora, o Brasil não enxergou este problema. Meu medo é que a gente faça mais errado ainda. Meu medo atual é que a gente retroceda nas poucas conquistas que a gente teve", diz. Entre possíveis retrocessos, ela cita a discussão, por parlamentares, de retirar da legislação a permissão do aborto legal em casos de estupro. Hoje, o artigo 128 do Código Penal permite o aborto em casos de estupro e se não há outro meio de salvar a vida da gestante. E uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitiu também o aborto em casos de feto anencéfalo. Outro risco, na avaliação dela, é não falar sobre sexualidade nas escolas. "Como posso acreditar que tenho que deixar questão da sexualidade única e exclusivamente para os pais, quando sei que a maioria das violências acontecem dentro da residência, por pessoas conhecidas, inclusive pais, padrastos, tios, avós? Eu não posso tirar da escola essa possibilidade de discutir sexualidade, desde com crianças muito pequenas - para que, se vítimas, possam identificar e falar sobre elas — até meninas adolescentes, que se sentem culpadas pela violência que sofrem." "Esta ideia de que a família protege é uma ideia romântica. A família protege? Então por que mais de 70% dos casos de violência sexual acontecem dentro das residências, a maioria com pessoas próximas — parentes e conhecidos? Esta ideia romântica de que a família é o espaço de proteção absoluta precisa ser rompida." É também devido à violência dentro de casa que ela se posiciona contra a possibilidade de educação de crianças exclusivamente no domicílio. "Com altíssimos índices de violência intrafamiliar, você não pode tirar da criança o direito de ir pra escola. Um dos problemas gravados no confinamento é justamente que a criança não está tendo acesso ao espaço onde tem um adulto de confiança a quem pode denunciar, que é a escola." 'Não é pedofilia' Luciana Temer aponta que o uso do termo "pedofilia" para caracterizar as violências contra crianças e adolescentes não é adequada, já que se trata de um transtorno mental, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A pedofilia é classificada pela OMS como uma "preferência persistente ou predominante pela atividade sexual com crianças ou criança pré-púberes". "Ser um pedófilo não significa que eu seja um criminoso — posso me tratar e nunca praticar crime. (...) As pessoas que abusam de crianças não têm, a princípio, grave transtorno mental, elas só se sentem no direito. E se sentem no direito porque somos uma sociedade que permite. A gente permite porque fica em silêncio. Se eu tenho pessoa na família que sofre violência sexual eu prefiro abafar essa questão, 'afinal seu tio é meio maluco mesmo, só não vou deixar você com ele', porque assim acho que não estou estigmatizando meu filho ou filha." "Quando você fala de pedófilo, você fala de monstro, uma coisa excepcional. A minha briga é mostrar para as pessoas que essa violência não é excepcional, é cotidiana. Mais do que cotidiana, ela é praticada por pessoas de bem. Por que uma pessoa como João de deus praticou durante anos violência sexual contra mulheres que não denunciaram? Ou as poucas denúncias foram desacreditadas? Porque ele é um homem do bem. A gente não imagina que o violador sexual pode ser essa figura. A gente está falando de pais que abusam de filhas dentro de casa, ou tios, ou avós, e que são pessoas queridas da família." Ela diz que a sociedade precisa mudar a forma como encara o crime sexual. "A vítima não pode ser de nenhuma forma estigmatizada ou olhada de um jeito estranho porque foi vítima de crime sexual. Enquanto a gente faz isso, a gente silencia, deixa impune e permite a perpetuação desse crime." Como denunciar violência sexual? Se a violência estiver acontecendo neste momento ou a criança estiver correndo risco imediato, a recomendação de especialistas é de ligar para a polícia. A Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190 em casos gerais de necessidade imediata ou socorro rápido. A ligação é gratuita. Outros números são o 192, do serviço de atendimento médico de emergência, e o 193, do Corpo de Bombeiros. Pelo Disque 100, que também é uma ligação gratuita e funciona 24 horas, é possível fazer denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa. Também é possível fazer a denúncia pelo aplicativo Proteja Brasil, disponível para iOs e Android.
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20/09 - Brasil registra 330 mortes em 24 horas; média móvel é de 747 na última semana
País tem 136.895 óbitos confirmados e 4.544.262 diagnósticos de Covid-19. O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (20). O país registrou 330 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 136.895 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 747 óbitos, uma variação de -5% em relação aos dados registrados em 14 dias. (CORREÇÃO: Ao ser publicada esta reportagem errou ao informar que houve 370 novas mortes confirmadas nas últimas 24 horas. Na verdade, são 330. A reportagem foi corrigida às 23h24.) Em casos confirmados, já são 4.544.262 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 15.915 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 30.587 por dia, uma variação de -10% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil 2 estados apresentaram alta de mortes: RJ e RO. Brasil, 20 de setembro Total de mortes: 136.895 Registro de mortes em 24 horas: 330 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 747 por dia (variação em 14 dias: -5%) Total de casos confirmados: 4.544.262 Registro de casos confirmados em 24 horas: 15.915 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.587 por dia (variação em 14 dias: -10%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 13.575 mortes e 4.528.756 casos; e às 13h, com 136.677 mortes e 4.531.539 casos confirmados.) Estados Subindo (2 estados): RJ e RO Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): PR, RS, MG, SP, GO, MS, MT, AP, PA, BA, MA, PE, PI e RN Em queda (10 estados e o DF): SC, ES, DF, AC, AM, RR, TO, AL, CE, PB e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com mortes em alta em 20/09/2020 G1 Estados com mortes em estabilidade em 20/09/2020 G1 Estados com mortes em queda em 20/09/2020 G1 Sul PR: -1% RS: +2% SC: -32% Sudeste ES: -31% MG: -15% RJ: +30% SP: -1% Centro-Oeste DF: -18% GO: +11% MS: -1% MT: -11% Norte AC: -25% AM: -67% AP: +8% PA: +8% RO: +38% RR: -73% TO: -26% Nordeste AL: -18% BA: -5% CE: -18% MA: +1% PB: -20% PE: +11% PI: -10% RN: -5% SE: -22% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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20/09 - Quatro cientistas brasileiras criam produto para combater o envelhecimento da pele que será lançado nos EUA
Pesquisadoras desenvolveram algoritmo e criaram peptídeo com potencial de ser utilizado em outros tecidos do corpo Todas estão na faixa dos 30 anos e são PhDs em campos do conhecimento como bioquímica, imunologia e bioinformática. Carolina Oliveira, Alessandra Zonari, Mariana Boroni e Juliana Lott de Carvalho são cientistas, pesquisadoras e empreendedoras. Em outubro, as quatro amigas lançarão, nos Estados Unidos, um produto capaz de reverter o envelhecimento da pele, fruto de anos de trabalho. Quem me conta a trajetória do quarteto é Carolina, que se mudou para San Francisco, na Califórnia, para transformar o sonho em realidade. Alessandra se juntou a ela depois do pós-doutorado em Portugal. Mariana e Juliana são, respectivamente, pesquisadoras do Inca (Instituto Nacional de Câncer) e da UnB (Universidade de Brasília), e permanecem no Brasil, de onde participam do projeto. “O objetivo inicial era analisar a eficácia dos produtos voltados para combater o envelhecimento. Nosso trabalho seria uma prestação de serviço para checar a eficiência do que estava disponível para os consumidores. A ciência evoluiu muito nos últimos dez anos, mas a indústria cosmética não incorporou as inovações. As opções atuais são temporárias e voltadas para encobrir os efeitos do envelhecimento, não tratam das causas. Algumas são até intervenções invasivas que podem ter efeitos colaterais. Isso nos fez abandonar a ideia de analisar o que havia no mercado e investir na criação do nosso próprio produto”, diz. Da esquerda para a direita, Alessandra Zonari, Juliana Lott de Carvalho, Mariana Boroni e Carolina Oliveira: cientistas, pesquisadoras e empreendedoras Divulgação Numa primeira etapa, desenvolveram um algoritmo capaz de medir a idade da pele, testado em centenas de amostras. Na fase seguinte, criaram o OS-1, um peptídeo, que é uma biomolécula composta de aminoácidos. Nos testes clínicos, o OS-1 aumentou a espessura da epiderme, melhorou sua elasticidade e textura, e reduziu a quantidade de células senescentes numa proporção entre 25% e 40%. “Diminuímos a idade molecular da pele sem efeitos colaterais. Podemos identificar a sua idade e quanto rejuvenesceu, é o DNA que está dizendo, e não o marketing”, enfatiza. O mais bonito disso tudo: o peptídeo tem potencial para ser aplicado em outros tecidos, com a mesma finalidade. O suplemento tópico OS-1 da OneSkin, nome da empresa das cientistas, será lançado primeiro nos EUA, mas elas têm planos de levá-lo para outros países, inclusive o Brasil. Foi em 2016 que conseguiram o apoio da IndieBio, uma aceleradora de empresas iniciantes. “No Brasil, ainda há pouco interesse na área da biotecnologia, e aqui tivemos acesso a uma rede de mentores e investidores”, explica Carolina, acrescentando que a pele, o maior órgão do corpo, não tem o espaço que merece nas pesquisas: “trata-se de uma barreira natural contra infecções e agressões do meio ambiente, inclusive a poluição. É um componente vital para a saúde e a longevidade, mas vai ficando mais sujeita a doenças, como psoríase, eczemas e câncer. O acúmulo de células senescentes na pele nos levou a formular uma hipótese audaciosa: será que a sua deterioração não teria influência no nível de inflação do corpo, já que a barreira de proteção diminui? Nesse caso, um produto capaz de reverter seu envelhecimento poderia beneficiar o organismo como um todo”. Como este blog abordou em diversas ocasiões, a idade cronológica é marcada pela data do aniversário, mas há muito o que fazer em relação à idade biológica – justamente a proposta das pesquisadoras: “temos como modular algumas variáveis da idade biológica com exercício, alimentação adequada e sono de qualidade, por exemplo. Nosso suplemento tópico vai auxiliar a retardar o processo de envelhecimento, que não deve ser encarado como um limitador para as pessoas terem uma vida plena de significado. Também queremos inspirar meninas a seguir o caminho da ciência e mostrar que cientistas podem, sim, empreender”, finaliza Carolina. Nada como uma história bacana como essa para animar o domingo!
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19/09 - Brasil chega a 136.565 mortes por Covid e passa de 4,5 milhões de casos
País tem 136.565 óbitos confirmados e 4.528.347 diagnósticos de Covid-19, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Brasil passa de 4,5 milhões de casos de Covid O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (19). O país registrou 708 mortes pela Covid-19 confirmadas nas últimas 24 horas, chegando ao total de 136.565 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de novas mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 756 óbitos, uma variação de -9% em relação aos dados registrados em 14 dias. Em casos confirmados, já são 4.528.347 brasileiros com o novo coronavírus desde o começo da pandemia, 30.913 desses confirmados no último dia. A média móvel de casos foi de 30.356 por dia, uma variação de -23% em relação aos casos registrados em 14 dias. MÉDIA MÓVEL: veja como estão os casos e mortes no seu estado PANDEMIA NAS CIDADES: consulte casos e mortes em cada município do Brasil No total, 2 estados apresentaram alta de mortes: RJ e PE. No caso de Pernambuco, o governo do estado lembra que no dia 3 deste mês foram retiradas 65 mortes dos registros de óbitos no estado - pessoas que moravam em outros estados e outros países e morreram em PE. Com isso, ao calcular a variação da média móvel agora, há uma distorção no dado, ressalta. Brasil, 19 de setembro Total de mortes: 136.565 Registro de mortes em 24 horas: 708 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 756 por dia (variação em 14 dias: -9%) Total de casos confirmados: 4.528.347 Registro de casos confirmados em 24 horas: 30.913 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 30.356 por dia (variação em 14 dias: -23%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou dois boletins parciais, às 8h, com 135.872 mortes e 4.498.227 casos; e às 13h, com 136.035 mortes e 4.503.002 casos confirmados.) Estados Subindo (2 estados): RJ e PE Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (14 estados): PR, RS, MG, SP, GO, MS, MT, AP, PA, RO, BA, MA, PI e RN Em queda (10 estados e o DF): SC, ES, DF, AC, AM, RR, TO, AL, CE, PB e SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Estados com alta de mortes em 19/09/2020 G1 Estados com mortes em estabilidade em 19/09/2020 G1 Estados com mortes em queda em 19/09/2020 G1 Sul PR: -4% RS: -3% SC: -29% Sudeste ES: -42% MG: -11% RJ: +20% SP: -1% Centro-Oeste DF: -32% GO: -7% MS: -7% MT: -15% Norte AC: -27% AM: -67% AP: +8% PA: +5% RO: +2% RR: -73% TO: -20% Nordeste AL: -19% BA: -2% CE: -36% MA: +3% PB: -27% PE: +19% PI: -8% RN: -8% SE: -37% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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19/09 - Governo 'confirma intenção' de aderir à Covax, iniciativa que busca vacina para Covid-19
Prazo original para a inscrição no programa ia até a meia-noite desta sexta (18). Obter uma vacina com eficácia comprovada não será suficiente para conter a pandemia, pois será necessário garantir sua distribuição Reuters n O governo federal anunciou, por volta das 21h30 desta sexta-feira (18), que "confirma a intenção" de aderir à Covax Facility, programa mundial para impulsionar o desenvolvimento de vacinas contra a Covid-19. O prazo original para inscrição vai até a meia-noite desta sexta. (Veja íntegra da nota ao final desta reportagem). Na quinta (17), o país havia solicitado à Aliança Global de Vacinação (Gavi, na sigla em inglês) uma extensão do prazo, que termina à meia-noite, para formalizar seu envolvimento. A Secretaria de Comunicação Social informou ao G1 que o prazo foi estendido, e que a confirmação de intenção não sinaliza que o Brasil já aderiu ao programa. O G1 entrou em contato com a Gavi para confirmar a extensão do prazo – que disse, em nota deste sábado (19), que ele já havia se encerrado. A aliança também afirmou que pretende fazer um anúncio sobre na próxima segunda (21). Na quinta-feira, a agência de notícias Reuters apurou com um representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) que "vários países da América Latina" manifestaram a intenção de solicitar que o prazo seja estendido. Doença que pausou testes da AstraZeneca pode não ter relação com a vacina, diz Oxford ESPECIAL: Candidatas a vacina para a Covid-19 Covax, a coalizão para garantir vacina contra coronavírus às nações mais pobres Vacinas mais avançadas contra a covid-19 estão sendo testadas no Brasil Reuters via BBC Mais de 170 países aderiram à Covax, uma alocação global de vacinas contra o novo coronavírus coliderada pela OMS que visa impulsionar o desenvolvimento de vacinas para combater a pandemia de Covid-19, informou o diretor-geral da instituição, Adhanom Ghebreyesus. "Mais de 170 países aderiram à Covax, ganhando acesso garantido ao maior portfólio mundial de vacinas candidatas", afirmou Tedros, em comentários pré-gravados em um webinar na quinta. O diretor também pediu que os países aderissem à iniciativa. “Exorto os países que ainda não aderiram à Covax a fazê-lo até o prazo de amanhã”, disse. Veja a íntegra da nota do governo: "O governo brasileiro, após tratativas com a Aliança GAVI, confirma a intenção de aderir à COVAX Facility, iniciativa inédita que tem como objetivo acelerar o desenvolvimento e proporcionar mundialmente o acesso equitativo a vacinas contra a Covid-19. O Ministério da Saúde tem atuado em diversas frentes para alcançar com agilidade e segurança uma solução efetiva para a cura da Covid-19. A aquisição de uma vacina segura e eficaz é prioridade do governo federal." VÍDEOS: Vacinas para a Covid-19 xi Initial plugin text
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18/09 - Escola que tiver caso de Covid deve reavaliar manutenção de atividades, diz ministério em guia sobre retomada
Guia do Ministério da Saúde traz dicas básicas e indica que gestores devem avaliar situação de cada município e estado. O Ministério da Saúde divulgou nesta sexta-feira (18) um documento sobre a retomada das atividades escolares. Nas 16 páginas do arquivo (Orientações para retomada segura das atividades presenciais nas Escolas de Educação Básica no Contexto da Pandemia da Covid-19, aqui em PDF), a pasta compila dicas básicas de higiene e reforça que a responsabilidade na condução do processo de reabertura é das autoridades locais. Em um dos pontos, o Ministério se propõe a responder à pergunta: "O que fazer com casos de Covid-19 na escola?". "Em situação de caso confirmado, os profissionais e a comunidade escolar devem ser informados, e as atividades escolares devem ser reavaliadas" - Ministério da Saúde A pasta não divulgou orientações mais específicas e não respondeu, durante coletiva de imprensa nesta sexta, qual o protocolo exato que deve ser adotado nessa situação ou quais as possíveis consequências da "reavaliação". Crianças e Covid-19: veja em 7 pontos o que a ciência já sabe sobre o tema OMS alerta para prejuízos no fechamento prolongado de escolas durante a pandemia No documento, o ministério apenas cita que "é necessário acompanhar as normativas estaduais e municipais sobre o retorno às aulas, distanciamento social e demais iniciativas de enfrentamento da Covid-19". "A finalidade [do guia] é garantir condições de segurança para quando voltarem as aulas, as escolas terem condições de higiene e os alunos retomem às aulas com segurança", disse Élcio Franco, secretário-executivo do ministério. Medidas de prevenção Além do ponto sobre a reavaliação das atividades quando houver casos confirmados, o ministério lista medidas de prevenção: Capacitar profissionais Manter comunicação constante com a comunidade escolar Preservar distância mínima de 1 metro entre alunos Uso de máscara pelos alunos Evitar atividades em grupo Limpeza das mãos e etiquetas respiratórias Manter ambientes limpos Evitar uso de áreas comuns "O retorno às aulas será decidido pelo gestor local baseado em aspectos relativos a variação da curva epidemiológica, a capacidade de resposta da rede de atenção à saúde e a outros critérios que ele poderá considerar para tomar essa decisão." - Élcio Franco, secretário-executivo Rio de Janeiro vive vai e vem de reabertura das escolas particulares Repasse de verba O Ministério da Saúde informou ter repassado R$ 454,3 milhões para apoiar as atividades de retomada nas escolas. "Esse recurso ele pode ser utilizado para comprar exatamente o que o muitos gestor tem dificuldade para comprar: como álcool gel, como material de higiene, de limpeza, máscara para criança e adolescente que acharem necessário", disse Raphael Câmara Parente, secretário de Atenção Primária à Saúde. Escolas privadas de Natal foram as primeiras a retomarem aulas presenciais no Rio Grande do Norte, durante a pandemia da Covid-19 Anna Alyne Cunha VÍDEOS: Boas iniciativas durante a pandemia
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18/09 - Atmosfera ácida e temperaturas altíssimas de Vênus podem ser o futuro da Terra, dizem astrônomos
Acredita-se que Vênus já teve oceanos, mas se tornou o planeta mais quente do Sistema Solar por causa de um aquecimento global descontrolado. Aquecimento global na Terra pode transformar planeta em local inóspito como é Vênus. Pixabay "A Terra pode esquentar tanto por causa do aquecimento global que começará a se transformar em um planeta inóspito e ácido como Vênus." Parece profecia, mas a frase é um alerta do astrofísico especialista em atmosfera venusiana, Pedro Machado, professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, em Portugal. "Parece um cenário dantesco, mas infelizmente um aquecimento global descontrolado na Terra pode fazer com toda a água que temos hoje evapore", explica Machado. Ele é colaborador do grupo de cientistas que anunciou nesta semana a descoberta de fosfina nas nuvens de Vênus, apontando para a possibilidade de existência de vida microbiana no planeta. O astrônomo Lewis Dartnell, professor da Universidade de Westminster, no Reino Unido, e autor do livro 'Origens: Como a Terra Nos Criou', também acredita nesta possibilidade de a Terra se transformar em um lugar como Vênus. "[Com o aumento das temperaturas] Os mares começarão a evaporar muito mais rápido. Todo esse vapor na atmosfera vai agir como um gás de efeito estufa e aprisionar mais do calor do sol na Terra; os oceanos irão ferver até secar e as próprias rochas começarão a se quebrar para liberar enormes quantidades de dióxido de carbono", diz Dartnell. A "boa notícia", brinca Machado, é que a catástrofe ambiental e climática terrestre por causa do aquecimento global pode não ser tão devastadora quanto foi no planeta vizinho. Gás, água e gelo: entenda o que a ciência já achou e onde concentra as buscas por vida fora da Terra Anúncio de sinal de vida em Vênus é 'imprudente' e 'precipitado', diz astrofísica brasileira associada à Nasa "A água dos oceanos funciona como uma esponja que retira o dióxido de carbono da atmosfera. Estimamos que, na sua origem, Vênus também tinha água líquida, mas em uma quantidade bem menor que a Terra. Além disso, Vênus está 30% mais perto do sol do que a gente, recebendo o dobro da radiação solar por segundo", explica o astrofísico português. Dartnell lembra, contudo, que o sol está ficando cada vez mais quente e, por isso, a vantagem de estar mais longe dele não será tão relevante no futuro como é atualmente. "O sol está ficando cada vez mais quente e brilhante à medida que envelhece como uma estrela. Portanto, em algum ponto no futuro, a Terra ficará muito quente e começará a se transformar em um planeta como Vênus", diz Dartnell. Aquecimento global terrestre e venusiano Imagem do planeta Vênus é uma combinação de dados da espaçonave Magellan da Nasa e da Pioneer Venus Orbiter NASA / JPL-Caltech No caso da Terra, há ainda que se considerar na conta do aquecimento global a ação do homem, que tem acelerado o fenômeno, principalmente, com a queima de combustíveis fósseis. De acordo com um relatório publicado em 2018 pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), agência ligada à ONU, o aquecimento global causado pela ação humana já pode ser observado em diversos fatores que incluem mudanças de temperaturas tanto nas superfícies terrestres quanto nos oceanos. Também há evidências de que o aquecimento global tenha alterado a frequência e a duração das ondas de calor marinhas e o volume de chuvas, em escala global, além da acentuação das secas na região mediterrânea. "O controle das emissões de dióxido de carbônico é algo sério, que deveria ser seguido à risca, mas estamos vendo justamente o contrário em algumas partes", alerta Machado. Sem ação, temperaturas podem subir de 3 a 5 graus Celsius neste século, diz representante da ONU Emissão de gases precisa cair mais de 7% ao ano para evitar aumento de 3,2°C na temperatura, diz ONU "Quando queimamos e desmatamos as florestas, estamos liberando para a atmosfera o dióxido de carbono que a natureza aprisionou por anos seguidos. Estamos libertando o dragão", diz Machado, citando como exemplo os incêndios e as queimadas que ocorrem na Amazônia e no Pantanal. "A árvore ainda é a tecnologia mais eficiente para retirar o dióxido de carbono da atmosfera e desacelerar o aquecimento global", afirma o astrofísico. A astrofísica Stephane Vaz Werner, pesquisadora da Universidade de Nottingham, no Reino Unido, explica que é justamente a enorme concentração de dióxido de carbono que faz de Vênus o planeta mais quente do Sistema Solar, com cerca de 460ºC. "A atmosfera de Vênus é tão espessa que os raios solares ficam 'presos' no planeta. Esse processo mantém sua temperatura muito alta", explica Werner. A astrofísica afirma que o efeito estufa que acontece no planeta vizinho é muito mais intenso do que o que ocorre na Terra por causa da água líquida. "Mas a essência do efeito estufa em Vênus e na Terra é o mesmo", diz Werner. "Vênus é o melhor exemplo de como o aquecimento global pode acabar com as condições favoráveis à vida. Ele já foi considerado um irmão gêmeo da Terra, mas evoluiu de modo diferente e se transformou em um incinerador capaz de derreter até metal e chumbo", aponta Machado. Refugiados do clima Em 2016, a Nasa, agência espacial americana, publicou um estudo afirmando que, por 2 milhões de anos, Vênus possivelmente teve uma temperatura habitável, um clima temperado e água líquida em sua superfície. Devido ao aquecimento global, os oceanos secaram e a atmosfera se tornou uma espécie de estufa muito espessa, aprisionando o calor no planeta. Apesar de a atmosfera de Vênus ser um incinerador com centenas de graus celsius, como descreveu Machado, a superfície do planeta tem temperaturas muito mais amenas. "A medida que subimos na superfície de Vênus, temperatura e pressão diminuem. No ponto onde foi localizada a fosfina, por exemplo, a temperatura fica em torno de 20ºC", explica Machado. Vida nas nuvens de Vênus teria que ser 'muito simples', diz pesquisadora após descoberta do gás fosfina Por isso, para Dartnell, se realmente for comprovada a existência de vida microbiana nas nuvens de Vênus, estaremos diante do que o astrônomo chama de "refugiados do clima". "Se os mares venusianos tinham vida, à medida que o planeta ficou cada vez mais quente durante esse processo de efeito estufa descontrolado, as formas de vida microbiana precisaram migrar cada vez mais para cima na atmosfera para permanecer na zona habitável. Nesse sentido, se há vida nas nuvens ácidas de Vênus hoje, elas seriam refugiadas do clima de uma superfície escaldante", diz Dartnell. VÍDEOS: descoberta de fosfina em Vênus
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18/09 - Trump prevê doses suficientes de vacina contra o coronavírus para toda a população dos EUA até abril
Presidente quer começar a distribuir doses antes das eleições para que a população esteja imunizada até abril. Autoridades de saúde, porém, acham difícil haver resultados antes da votação. Presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa nesta sexta (18) Kevin Lamarque/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (18) que prevê que o país terá doses suficientes de uma vacina contra a Covid-19 para toda a população americana até abril. Segundo Trump, as vacinas contra o novo coronavírus começarão a ser disponíveis apenas 24 horas depois da aprovação pelas autoridades de saúde federais. Até agora, todas as candidatas ainda estão em fases de testes. "Centenas de milhões de doses estarão disponíveis a cada mês, então esperamos ter vacinas o suficiente para todos os americanos até abril", disse. Entenda as fases de testes para aprovação de uma vacina O presidente vinha dizendo que a vacinação começaria antes das eleições presidenciais de 3 de novembro, em que Trump tentará se reeleger. No entanto, as maiores autoridades de saúde dos EUA acham o prazo pouco realista, uma vez que os ensaios clínicos continuam em andamento. COVID-19: Conheça as candidatas a vacina As principais farmacêuticas que atuam na busca por um imunizante contra a Covid-19 disseram que não pularão etapas, em um compromisso para evitar que uma vacina sem eficácia ou que ofereça riscos seja distribuída nos EUA e no mundo. ELEIÇÕES 2020: Biden e Trump trocam farpas em dia de campanha Laboratório espera resultado em novembro Uma placa na entrada da sede da Moderna, que está desenvolvendo uma das candidatas à vacina contra o coronavírus, em Cambridge, Massachusetts, EUA Brian Snyder/Reuters O laboratório americano Moderna, um dos mais avançados na pesquisa por uma vacina nos EUA, não descarta apresentar resultados ainda em outubro. Porém, os representantes da empresa acreditam que só em novembro haverá dados que permitirão avaliar a eficácia da candidata. "Nosso plano de base, o mais provável, é novembro", disse seu presidente-executivo, Stéphane Bancel, à emissora CNBC na quinta-feira. Entretanto, o prazo pode ser estendido. "Nosso melhor plano é outubro, é improvável, mas possível. E se a taxa de infecções no país diminuir nas próximas semanas, pode atrasar para dezembro, nosso pior cenário". O outro estudo de fase 3 em andamento nos Estados Unidos está sendo liderado pela Pfizer, e um terceiro é conduzido pela AstraZeneca em parceira com a Universidade de Oxford. Anvisa permite mais 5 mil voluntários em testes da vacina; total chega a 10 mil Os testes da instituição britânica, porém, ainda estão interrompidos nos EUA após o laboratório parar os ensaios para reavaliar possíveis colaterais. Após constatarem que a internação de uma paciente não tinha relação com a vacina, os testes foram considerados seguros e voltaram no Reino Unido, no Brasil e na África do Sul — mas não nos EUA. PLAYLIST: Novidades sobre a busca por uma vacina contra a Covid-19 Initial plugin text
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