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26/09 - O que você acha de aderir ao fitness imunológico?
Vacinas podem ser encaradas como mais um elemento para garantir um estilo de vida saudável O que é mais importante para você ter qualidade de vida nos próximos dez anos? A pergunta foi feita a 16 mil pessoas acima dos 50 anos, de oito países, entre eles o Brasil, e 94% cravaram boa saúde como resposta. O foco do levantamento, encomendado pela gigante farmacêutica GSK e realizado pelo instituto de pesquisa Kantar, era vacinação e envelhecimento saudável, e, se houve algum saldo positivo da pandemia, foi a valorização da saúde. Antes do novo coronavírus mudar a cara do século, 74% dos brasileiros consideravam o atributo muito importante; agora o percentual é de 85%, o mais alto entre os países pesquisados. Nos demais – Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, Japão, Itália e Espanha – a média também subiu, passando de 65% para 76%. O Brasil ainda registrou uma alta notável da percepção sobre a relevância das vacinas: antes da pandemia, o percentual era de 59%, mas alcançou 83% na pesquisa, realizada nos meses de julho e agosto. Para Francesca Ceddia, vice-presidente global de assuntos médicos da GSK, as vacinas devem ser vistas como mais um elemento para garantir um estilo de vida saudável, assim como alimentação equilibrada, exercitar-se e não fumar: “a vacinação leva um estado de fitness imunológico, que ajuda a garantir resiliência física e independência por um período maior de nossas vidas”, declarou em coletiva realizada na quarta-feira. Produção de vacinas: imunização pode ser encarada como mais um elemento do estilo de vida saudável Ronstik para Pixabay Um dos dados curiosos da pesquisa aponta para uma espécie de “tensão” entre o que a ciência chama de velhice e a percepção que temos de nós mesmos. Diante da pergunta “do ponto de vista físico, com que idade você se sente?”, 50% dos brasileiros e alemães declararam que se sentiam mais jovens do que a sua idade cronológica, seguidos por norte-americanos (49%), espanhóis e canadenses (48%) e franceses (46%). Somente os japoneses foram modestos: apenas 23% se achavam mais jovens. Na verdade, ninguém se considera velho e essa é uma constatação que deveria pautar mudanças na abordagem do assunto – por exemplo, em vez de focar na necessidade de vacinar idosos, enfatizar seus benefícios, o que abrange todas as faixas etárias. Interessante é que o estudo mostra que os participantes têm consciência de que o sistema imunológico começa a declinar com o envelhecimento. Francesca Ceddia lembrou que a vacinação infantil foi responsável por prevenir doenças evitáveis em crianças e que o mesmo tem que ser feito em relação aos idosos: “os mais jovens, porque ainda não têm seu sistema imunológico completo, e os mais velhos, porque experimentam um declínio da sua imunidade, são os mais afetados, como mostram os números de pessoas acometidas por influenza. Depois do enorme avanço com o público infantil, temos que fazer o mesmo com o grupo sênior. Trata-se de uma prioridade de política pública de saúde”. Ela acrescentou que um quadro grave de gripe pode contribuir para uma ocorrência de evento cardiovascular: “as artérias ficam inflamadas, provocando seu estreitamento e aumentando o risco para pacientes que já têm uma placa obstrutiva. A vacinação reduz essa chance”. Também adiantou que vêm sendo estudadas alternativas para tornar as vacinas para idosos mais potentes, de forma a contornar o declínio do sistema imunológico: “estamos falando de estratégias como formulações com mais antígenos; com mais adjuvantes (que ajudam os antígenos a provocar respostas mais duráveis e poderosas); e de aplicação intradérmica (a mais comum é a intramuscular)”. E viva a ciência!
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23/09 - Nos EUA, homem com doença rara recebe rim transplantado do próprio marido
O casal se conheceu no ano passado e, em agosto deste ano, um dos cônjuges doou um de seus rins ao outro. Imagem de divulgação de campanha para financiamento de Reid Alexander e Rafael Díaz Divulgação/GoFundMe Um casal do estado de Denver, nos Estados Unidos, compartilharam um rim, de acordo com uma reportagem da NBC. Reid Alexander, de 24 anos, recebeu um transplante de seu marido, Rafael Díaz. Mais de 40 mil pessoas esperam por um transplante de órgão no Brasil Alexander foi diagnosticado com Síndrome de Alport aos 17 anos. Essa doença causa ferimentos na parede dos rins, o que leva, eventualmente, a uma incapacidade do órgão de funcionar. É uma doença relativamente rara —afeta uma pessoa em cada 5.000 ou 10.000. Também pode causar problemas de visão e audição (Alexander usa aparelho auditivo). Em abril de 2020, ele soube que o funcionamento de seus rins estava no nível de 20%. Esse é o nível em que o paciente passa a precisar de um transplante. Enquanto o rim não chega, é preciso começar a planejar a diálise. Poucos meses depois, ele conheceu Díaz em um aplicativo de relacionamentos. Os dois se conheceram em agosto do ano passado. Pouco depois do começo da relação, Díaz quis ser testado como um possível doador. Em fevereiro deste ano, os rins de Alexander pioraram, e ele começou a fazer diálise. São sessões longas, que duram até 5 horas, e é preciso fazê-las três vezes por semana. Em abril, os dois se casaram. A saúde de Alexander piorou, e ele recebeu prioridade na lista de transplantes. Díaz, então, se submeteu a uma análise para ver se ele tinha compatibilidade para poder doar um de seus rins. O resultado foi positivo. Em agosto de 2021, Alexander recebeu um dos rins de seu marido. Os dois já receberam alta, e estão na casa dos pais de Alexander, no estado de Indiana, para se recuperar. Veja os vídeos mais assistidos do g1
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23/09 - Oficinas de teatro e dança com idosos vão virar espetáculos
Atividades serão virtuais e as inscrições, abertas para participantes de todo o Brasil, começam amanhã Já tratei de ações que levam idosos a experimentar vivências artísticas como o Lata 65, tema da coluna de domingo, e o Opening Minds Through Art, mas ambas são estrangeiras. Por isso, fico feliz de poder apresentar uma iniciativa brasileira, aberta para participantes de todo o país e cujas inscrições ficarão abertas, a partir desta sexta, nesse link. Trata-se da “Mostra Sentidos – A Longevidade na Arte”, promovida pelo Sesc-SP, que oferece nove oficinas virtuais, todas gratuitas, para pessoas acima dos 60 anos. O evento já está em sua quinta edição, mas a atual terá um resultado diferente: as sessões serão filmadas e editadas, transformando-se em “espetáculos” que estarão disponíveis nas redes sociais da entidade de 9 a 12 de dezembro. Idosos em oficina de teatro com a Cia Hiato Divulgação Em 2020, foi feito um webdocumentário sobre a quarta edição que serviu de inspiração para expandir o projeto deste ano. O novo formato vai mostrar que os idosos não somente são tocados pelo aprendizado nas sessões dos workshops, mas também são capazes de criar e provocar a reflexão do público. As oficinas começarão em 1º. de outubro, Dia Internacional da Pessoa Idosa, criado para sensibilizar a sociedade para as questões do envelhecimento, e se encerrarão em 15 de novembro. Serão cinco de teatro e quatro de dança, todas dadas por expoentes em sua área. As vivências teatrais ficarão a cargo de atores da Cia Hiato, Cristian Beltrán, Andrea Zeppini, Ademir Apparício Júnior e Daiane Baumgartner. Luis Ferron, coreógrafo que acumula prêmios como o Rumos Itaú Cultural de 2006 e o APCA 2009, será um dos professores de dança, além de Gal Martins, Andrea Soares, Fagner Rodrigues e Andrea Capelli. Luis Ferron, responsável por uma das oficinas de dança da Mostra Sentidos, do Sesc-SP Clarissa Lambert Uma outra iniciativa estimulante é a das Fábricas de Cultura, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa de São Paulo. De acesso gratuito, elas disponibilizam inúmeras atividades, mas há um projeto especialmente dedicado a artistas com mais de 60 anos. Seu objetivo é revelar o talento de músicos e intérpretes que são frequentadores das unidades de Vila Curuçá, Sapopemba, Itaim Paulista, Parque Belém, Cidade Tiradentes e São Bernardo do Campo. A primeira seleção ocorreu durante 2020: as gravações foram feitas nos estúdios das instituições e os videoclipes já estão disponíveis no YouTube. Alguns talentos descobertos: Marco Antonio, cantando “Flor mais linda”; Fátima Moreno, interpretando “Grande amor”; e Laerte Marques, com o delicioso “Sushi com vatapá”. Outros clipes podem ser conferidos aqui. Marco Antonio cantando “Flor mais linda”: projeto Fábricas de Cultura Divulgação
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22/09 - Gente do campo: Johanna Döbereiner descobriu que plantas podem gerar seu próprio adubo interagindo com bactérias
Técnica sustentável fez o Brasil reduzir o uso de fertilizantes químicos nas lavouras de soja, o que provocou economia US$ 2 bi por ano na cultura e ajudou a impulsionar o país como um dos maiores produtores do grão. Johanna Döbereiner no laboratório da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Divulgação Muito reconhecida pela comunidade acadêmica dentro e fora do país, Johanna Döbereiner é uma das cientistas que ajudaram o Brasil a se tornar um dos maiores produtores do agro. Nascida em 1924 na antiga Tchecoslováquia (hoje República Tcheca e a Eslováquia), imigrou para o Brasil em 1950, em meio à instabilidade e perdas deixadas pelo fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. GENTE DO CAMPO: série do G1 apresenta pessoas inspiradoras do agro Por aqui, dedicou toda a sua vida à ciência, liderando pesquisas de microbiologia do solo a partir a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), até o final de sua vida, em 2000. Sempre com foco em sustentabilidade, em uma época em que o tema era pouco debatido, Johanna demonstrou que é possível eliminar o uso de adubos químicos poluentes e caros em culturas como a soja, aproveitando-se somente do que já existe na natureza. Mais especificamente das Bactérias Fixadoras de Nitrogênio, que são capazes de capturar o nitrogênio do ar, um adubo natural para as plantas. Esses seres vivos, que vivem no solo, nas folhas, nos caules, foram descobertos em 1901 pelo microbiologista Martinus Beijerinck. Johanna Döbereiner sempre focou em sustentabilidade, em uma época em que o tema era pouco debatido. Divulgação Mas foram os estudos de Johanna, a partir da década de 1950, que mostraram como usar as bactérias a serviço da agricultura, já que nem todas têm capacidade de transferir o nitrogênio para as plantas, explica a agrônoma Vera Baldani, aluna, colega de trabalho e amiga muito próxima da cientista. "A Johanna e os pesquisadores que embarcaram na ideia dela descobriram que as bactérias Rizóbio fazem uma simbiose perfeita com a soja: elas se alimentam da seiva da planta e, em troca, fornecem o nitrogênio para a soja. Uma tecnologia limpa", conta Vera. A técnica consiste em introduzir as bactérias nas sementes de soja, que, quando começam a germinar, produzem nódulos nas raízes da planta que funcionam como usinas para a extração de nitrogênio do ar. A fixação biológica de nitrogênio no plantio da soja gera uma economia de US$ 2 bilhões por ano com adubos químicos, diz Embrapa. Divulgação/Ascom Seagri Os estudos derrubaram a crença da época de que os fertilizantes químicos eram insubstituíveis. A descoberta, ao reduzir os custos de produção, ajudou a transformar a soja nacional em um dos principais produtos de exportação do Brasil. Estima-se, inclusive, que a fixação biológica de nitrogênio no plantio da soja gere uma economia de US$ 2 bilhões por ano com adubos químicos, segundo a Embrapa. Uma vida dedicada às bactérias Além da soja, Johanna liderou pesquisas sobre a fixação biológica de nitrogênio por palmáceas, como o dendezeiro. E descreveu a bactéria Beijerinckia fluminensis, que interage com a cana-de-açúcar, o que foi um de seus grandes feitos, conta a jornalista Kristina Michahelles, em seu livro "Johanna Döbereiner: uma vida dedicada à ciência". A cientista dizia que seu "insight "se deu a partir da observação de que a planta da cana-de-açúcar estava sempre verde, mantendo certa produção constante há séculos no país, mesmo em períodos secos, sem o uso de adubação especial. Johanna Döbereiner fala, em campo, sobre as pesquisas com a planta da cana-de-açúcar. Divulgação Além disso, Johanna coordenou estudos sobre as limitações da fixação de nitrogênio em leguminosas, como o feijão, nos quais Vera trabalhou. Ela foi também professora e orientadora de vários cientistas que hoje ocupam posição de destaque na pesquisa no Brasil. Tem mais de 500 títulos publicados, mais de 20 prêmios, além de uma indicação ao Prêmio Nobel de Química em 1997. Anos de turbulência na guerra Antes de fazer história na ciência, Johanna passou por duras perdas na Europa. Uma das principais foi a de sua mãe, Margarethe Kubelka, que morreu em um campo de concentração após o fim da Segunda Guerra, em 1945, como muitos sudetos, povos de origem alemã. Nascido austríaco, o pai de Johanna, Paul Kubelka, recebeu a cidadania tcheca em 1918, que foi anulada com a ocupação nazista no país, em 1939. A família se tornou alemã, mas "não tinham a menor simpatia pelos invasores", conta a jornalista Kristina. Paul, que era químico, foi constantemente espionado pela Gestapo, teve seus cursos proibidos da Universidade de Praga e ajudou amigos judeus a fugirem da perseguição nazista. Johanna Döbereiner Divulgação Com o fim da guerra, os pais de Johanna foram internados em um campo de trabalho forçado, enquanto ela conseguiu fugir para a Alemanha com seus avós paternos. Seu pai teve um destino diferente do sua mãe, e conseguiu escapar do campo de concentração para as terras alemãs. Da sua mãe, ficaram lembranças de uma mulher com ideias à frente de seu tempo: “Não devemos falar para a nossa filha que o seu destino será encontrar um marido. Devemos dizer à nossa filha que a sua vitória terá sido alcançada quando se orgulhar daquilo que realizou”, anotou Margarethe, em seu diário. Johanna Döbereiner Divulgação Com a Europa em escombros, o pai de Johanna imigrou em 1948 para o Brasil. A cientista, entretanto, só chegaria dois anos depois, após ter se formado em agronomia na Escola Superior Técnica de Munique, onde conheceu o seu esposo, o médico veterinário Jürgen Döbereiner, que a acompanhou na mudança de país. Nova pátria "A minha mãe viu o Brasil como o início de uma nova vida. Não tinha como voltar para Praga, que estava sob o comunismo, e a Alemanha não era o lar dela. Então ela abraçou o Brasil com tudo e aprendeu logo a língua", conta a filha mais velha de Johanna, Marlis Arkcoll. Johanna não perdeu mesmo tempo. Assim que chegou, fez contatos para conseguir trabalhar com pesquisa e, em menos de seis meses, já estava empregada no Instituto de Ecologia e Experimentação Agrícola (IEEA), precursor do que atualmente é a Embrapa Agrobiologia, em Seropédica, interior do Rio de Janeiro. Ela e seu esposo se naturalizaram brasileiros em 1956. Johanna Döbereiner em sua casa em em Seropédica, interior do Rio de Janeiro. Divulgação Quem abriu as portas para ela foi o pesquisador Álvaro Barcellos Fagundes, diretor do Serviço Nacional de Pesquisas Agronômicas, que tinha enorme interesse pelas aplicações práticas da fixação biológica de nitrogênio no solo por meio das bactérias. Foi em Seropédica também que Johanna e seu marido Jürgen fizeram morada e criaram seus três filhos: Marlis, Christian e Lorenz. Johanna Döbereiner com seu marido e filhos. Divulgação Olhares de filha e amiga Desde que entrou na pesquisa, Johanna não parou mais. Eram constantes as suas viagens para congressos e seminários, rememora Marlis. "Ela fez com que nós, filhos, nos tornássemos responsáveis bem cedo na vida. Ela viajava muito, em uma época que era difícil ver mulher viajando sozinha. Ela adora viajar, voltava com os olhos brilhando e com a mala cheia de presentinhos exóticos, sementes", conta Marlis,. Em casa, Johanna e Jürgen também faziam com que os que filhos só lessem em alemão e em inglês para que eles pudessem aprender outras línguas além do português na escola. Johanna Döbereiner no laboratório da Embrapa. Divulgação No laboratório, ela também era dinâmica, além de uma incansável questionadora, conta a pesquisadora Vera Baldani, amiga de toda uma vida de Johanna, que entrou na Embrapa em 1976. "Com ela não tinha meio termo, ela era bem direta. A gente discutia muito por causa de experimento, pesquisa, porque ela ensinava a gente a ser crítica. Era bastante exigente e enérgica. Mas também de um coração fantástico [...] Sabia quando tinha algo errado com a gente apenas com o olhar", conta Vera. Fora do laboratório, era comum que Vera e Johanna se reunissem para fazer tricô e ouvir música clássica. "A gente conversava de tudo, ciência, música, marido, filho. Nós tínhamos uma ligação muito forte, de mãe e filha", diz Vera. Últimos anos de vida Vera acompanhou ainda os primeiros sinais do Alzheimer que acometeu Johanna no início dos anos 90. "Mesmo com a doença, ela nunca deixou de ir para a Embrapa. Foi duro porque, naquela época, não se acreditava que as pessoas que trabalhavam tanto a mente teriam Alzheimer", conta Vera. A doença piorou com a trágica morte de seu filho mais novo, Lorenz, assinado em março de 1996, com um tiro disparado por um motoqueiro, em um sinal de trânsito em São Paulo, em circunstâncias que não foram esclarecidas até hoje. Johanna morreu quatro anos depois, com 75 anos, em 5 de outubro de 2000, por uma broncopneumonia causada por aspiração. Seu nome ressoa até hoje nas pesquisas de microbiologia do solo. E foi até imortalizado em suas companheiras de toda uma vida: as bactérias fixadoras de nitrogênio Cluconacetobacter johannae sp. e Azospirillum doebereinerae sp. 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21/09 - Atendimento deve englobar pacientes com demência e seus cuidadores
Experiências em dois estados norte-americanos mostram que iniciativas interdisciplinares são as mais eficazes Hoje escrevo sobre duas experiências de serviços de saúde para idosos com demência e seus cuidadores, ambas de estados norte-americanos: Illinois e Havaí. As apresentações foram feitas semana passada, em evento on-line do Centro Nacional de Recursos para Alzheimer e Demência (NADRC em inglês), e me interessaram porque Illinois, embora seja um dos principais centros financeiros do país graças à cidade de Chicago, enfrenta, historicamente, um quadro de grande desigualdade social. Já o Havaí vive do turismo e tem o desafio de atender a uma população que se espalha entre as oito maiores ilhas do arquipélago. Temos pontos em comum com eles e sempre há a oportunidade de aprender. Phyllis Roat, coordenadora do Departamento de Envelhecimento de Illinois, também está à frente de um programa para combater a solidão entre idosos e promover ações para a criação de ambientes “amigos da demência” no estado. Explicou que o trabalho se baseia num tripé que reúne instituições com laços com a comunidade; serviços que atendam às necessidades das pessoas que vivem com demência; educação e suporte para os cuidadores. Paciente com demência e cuidadora: serviços devem atender aos dois, de forma interdisciplinar Alterio Feline para Pixabay Entre os programas que citou estão o de treinamento e manejo do estresse para os cuidadores informais; prevenção de quedas; contação de histórias, que estimula a criatividade das pessoas com demência, em vez de focar em sua memória; música e memória, que se constitui na elaboração de uma lista personalizada das músicas preferidas dos pacientes; e o Opening Minds Through Art, que já foi tema de coluna do blog. Para prevenir quedas, é utilizado o Otago Exercise Program, que consiste em 17 exercícios de força e equilíbrio, a serem feitos três vezes por semana, on-line ou presencialmente, individualmente ou em grupo, com a supervisão de um profissional especializado. Estudos mostram que os participantes, que depois vão sendo monitorados, apresentam uma redução das quedas entre 35% e 40%. Christy Nishita, pesquisadora do Centro de Envelhecimento da Universidade do Havaí, afirmou que o objetivo é garantir um atendimento centrado no paciente com demência e no seu cuidador. Nas visitas mensais às chamadas Clínicas da Memória, ambos passam por diversos especialistas que trabalham de forma interdisciplinar: geriatra, psicólogo, nutricionista, assistente social – todos com foco na qualidade de vida de ambos. Há também um programa no qual profissionais da saúde vão às casas para ajudar a “reconfigurar” o ambiente e as expectativas da família, tornando possível que muitos indivíduos em estágios iniciais da doença continuem a morar sozinhos. “Queremos tornar as pessoas e suas famílias mais capazes de lidar com a situação, evitando a institucionalização precoce”, afirmou.
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19/09 - Por que as drogas psicodélicas estão mais perto do mercado convencional
Testes clínicos promissores indicam que os psicodélicos podem se tornar tratamentos inovadores contra a depressão, transtorno de estresse pós-traumático e vício. Por que as drogas psicodélicas estão mais perto do mercado convencional Getty Images/BBC O aumento da permissão de uso de psicodélicos como terapia promete transformar a forma como vemos o extraordinário. Foi em 1971 que Rick Doblin usou LSD pela primeira vez. Era uma tarde de sábado na Flórida, em suas primeiras semanas na faculdade. Quatro anos haviam se passado depois do Verão do Amor - quando milhões de jovens invadiram São Francisco, Londres e outras cidades em meio a música e drogas -, mas os psicodélicos ainda circulavam pelo campus. LSD, ou Dietilamida de Ácido Lisérgico 25, é uma substância ardilosa. Imitando a morfologia da serotonina, ela bloqueia as sinapses dos receptores 5-HT2A do cérebro para acionar uma onda evidente de cognição: rupturas drásticas de visão, padrões de pensamento, crenças e emoções. Em uma hora, os efeitos da substância se manifestam. Surge uma sensação estranha, difícil de ser descrita. Formas e caleidoscópios podem surgir e dançar em sincronia. Poderão surgir conexões sinestésicas - quando você consegue ouvir ou sentir o gosto das cores. Dependendo da dose, no pico da droga você pode ser atirado para uma dimensão totalmente alterada: um lugar esquisito, cheio de entidades, cobras, desenhos atrás dos olhos, cadeias de DNA e uma admiração radicalmente ampliada de arte e estética. Ou algo muito mais sombrio. O mundo de Doblin zumbia, palpitava, cantarolava. Depois de flutuar pela cantina do campus, ele voltou para o dormitório para ter uma viagem interior. Observando seu amigo - também sob uso de LSD -, Doblin foi surpreendido por uma visão nova. Ele não só deduzia os pensamentos e emoções do colega. Doblin conseguia vê-los, claros como o dia. O conforto, bem-estar e o calor do seu amigo eram tão visíveis quanto seus braços e pernas. As experiências transformadoras são diferentes da maioria, mesmo das mais dramáticas. A ayahuasca, utilizada em rituais indígenas, tem sido estudada para dependência química e depressão Getty Images/BBC Doblin queria sentir-se livre. Ele estava se desfazendo. Na sua própria rotoscopia do LSD, Doblin havia voltado a ser criança - não mais um adulto - e o desequilíbrio entre as emoções e o intelecto que dirigia sua vida diária era sensível. Mas Doblin percebeu que ele se sentia assim por um motivo. E isso significava que ele não era estático. Ele podia mudar as coisas. Ele podia ser livre. Para o filósofo L. A. Paul, a experiência de Doblin pode ser descrita como "transformadora". Elas não são como a maioria das experiências, mesmo as mais dramáticas. O que as torna especiais é a forma como elas mudam uma pessoa: suas preferências, ideias e identidades são viradas do avesso. Quando Doblin fez sua primeira viagem, talvez ele não tivesse percebido que, no dia seguinte, ele não seria a mesma pessoa. Doblin depois soube que ele estava a caminho de algum lugar. Ele faria outras viagens - muitas das quais foram desestabilizadoras - mas divulgar o potencial terapêutico das drogas psicodélicas tornou-se a missão da sua vida. Hoje, Doblin é o executivo fundador de uma organização sem fins lucrativos chamada Associação Multidisciplinar para Estudos Psicodélicos (Maps, na sigla em inglês), cujo propósito é aproximar as drogas psicodélicas do uso mainstream (convencional) na medicina e em outros campos. A organização aconselha os cientistas a conduzir testes e obter financiamento, além de trabalhar em estreita colaboração com os órgãos reguladores. Os esforços de Doblin e de outras pessoas estão sendo finalmente recompensados. Nos últimos dez anos, drogas psicodélicas como o LSD, cogumelos mágicos, DMT, uma série de "remédios vegetais" - incluindo ayahuasca, iboga, sálvia alucinógena e peiote - e compostos relacionados, como MDMA e cetamina, começaram a perder grande parte do estigma adquirido na década de 1960. Testes clínicos promissores sugerem que os psicodélicos podem tornar-se tratamentos inovadores contra a depressão, transtorno de estresse pós-traumático e vício. Grande parte da comunidade psiquiátrica, em vez de mostrar-se depreciativa ou mesmo cética, tem reagido de forma receptiva. As drogas podem marcar a primeira mudança de paradigma neste campo desde os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs, na sigla em inglês) na década de 1980. Em 2017, por exemplo, a Agência reguladora de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) declarou o MDMA - o princípio ativo do ecstasy - como "terapia inovadora", o que significa que sua análise será acelerada para o segundo estágio dos testes de Fase 3. Doblin espera que o MDMA consiga a aprovação da FDA até 2023. Os psicodélicos permanecem sendo drogas do Anexo 1 em nível federal nos Estados Unidos e de Classe A no Reino Unido, mas as normas estão sendo flexibilizadas. Além da Áustria e da Espanha na União Europeia, os cogumelos de psilocibina foram descriminalizados em Washington DC e em uma série de outras cidades norte-americanas, além de terem sido legalizados para terapia em Oregon, onde o LSD também foi descriminalizado. Uma lei para descriminalizar o LSD e psilocibina na Califórnia foi aprovada em diversos estágios de comitê fundamentais e será votada no ano que vem. Uma votação para decidir sobre o financiamento federal de pesquisas com psicodélicos chegou recentemente ao Congresso dos Estados Unidos. Antecipando essa mudança, os pesquisadores e fornecedores clínicos de drogas psicodélicas vêm atraindo investimentos significativos. Relatórios comerciais descrevem "euforia com os psicodélicos" e "expansão dos cogumelos". Este fenômeno é conhecido como o "renascimento dos psicodélicos" - e promete mudanças na nossa sociedade que vão muito além dos tratamentos prescritos pelos médicos. Ao contrário de outras drogas, os psicodélicos podem alterar radicalmente a forma como as pessoas veem o mundo. Eles também trazem experiências místicas e alucinógenas que estão à margem da compreensão científica atual. Mas o que poderá acontecer se os psicodélicos se tornarem mainstream? Esta não é a primeira onda de entusiasmo pelos psicodélicos na psiquiatria. Eles foram anunciados pela primeira vez como remédios milagrosos na década de 1950. A psilocibina é um composto presente em cogumelos alucinógenos Getty Images/BBC Ao longo de cerca de 6 mil estudos com mais de 40 mil pacientes, os psicodélicos foram testados como tratamentos experimentais para uma enorme variedade de males: alcoolismo, depressão, esquizofrenia, reincidência criminal e autismo infantil. Os participantes incluíram artistas, escritores, criadores, engenheiros e cientistas. Os resultados foram promissores. Já a partir da primeira sessão de LSD, os estudos sugeriram que a droga aliviou problemas com bebida em 59% dos alcoólicos participantes. Em experimentos com doses menores, chamadas de "psicolíticas", muitos terapeutas ficaram surpresos com o poder do LSD como complemento à psicoterapia. Mas isso não duraria muito tempo. Em outubro de 1966, o LSD foi proibido na Califórnia. Restrições federais se seguiriam em 1970, com a Lei das Substâncias Controladas. Diversos rumores alarmantes chegaram às campanhas governamentais - queixas de lesões cromossômicas induzidas por LSD, bebês mutantes, que o registro de cinco, seis (ou sete) viagens tornaria você "legalmente insano" - e foram divulgados para crianças em idade escolar como Doblin (embora ele simplesmente ignorasse os avisos na época). Isso também afetou a ciência. Exceto por poucos grupos remanescentes no Canadá e nos Estados Unidos, todo o campo da ciência dos psicodélicos desapareceria por décadas. Os órgãos reguladores restringiram o acesso. Os financiadores perderam sua disposição. No alto da repressão nas décadas de 1970 e 1980, as tentativas de Doblin de iniciar pesquisas com psicodélicos levaram a portas fechadas e dificuldades reais de manutenção de empregos. A narrativa convencional relaciona a repressão à carreira de Timothy Leary, cientista de Harvard que se tornou o maior promotor de LSD da contracultura na segunda metade da década de 1960. Um escândalo no seu Projeto de Psilocibina de Harvard em 1963 - quando o seu codiretor foi acusado de desviar psilocibina para estudantes - marcaria os primeiros casos de reação mais sensacionalista na imprensa. Pouco depois, os órgãos reguladores ficariam mais preocupados com o uso de LSD como moeda no mercado negro "fora do laboratório", com grande colaboração do ativismo de Leary depois de Harvard - incluindo alegações de que o LSD daria "milhares de orgasmos" às mulheres e incentivaria revoluções contra as instituições. Mas esta não é a história completa. Alguns historiadores da medicina culpam a expansão da metodologia de Estudos Randomizados Controlados (RCT, na sigla em inglês) pela reação negativa. Esta é agora a forma padrão de condução de testes clínicos e sua introdução levantou dúvidas entre os órgãos reguladores sobre o verdadeiro caráter científico da "ciência dos psicodélicos". Os RCTs envolvem a comparação de dois grupos de pessoas: um que tomou e outro que não tomou a droga. Os participantes não podem saber em qual grupo estão, mas isso é difícil com substâncias psicodélicas. O Experimento da Sexta-Feira Santa de 1962 - que foi uma sessão promovida em uma igreja com estudantes seminaristas para testar a capacidade da psilocibina de induzir experiências místicas - é um exemplo ilustrativo. Metade dos pacientes recebeu a droga ativa e a outra metade recebeu placebo (todos em duplo cego), mas em 30 minutos já era evidente quem tinha recebido o quê. Os que receberam a droga vagueavam pelos campos em torpor visualizando Deus, segundo contou um dos participantes, enquanto o grupo que recebeu placebo (incluindo ele) apenas "entrelaçou os dedos e cantou os hinos". Entre os anos 1980 e a metade da década de 2000, foram observados sinais de mudança entre as reações negativas. Mas o recente renascimento dos psicodélicos escancarou as portas. Ele começou com um estudo emblemático da Universidade Johns Hopkins em 2006, liderado pelo cientista Roland Griffiths, que fez carreira estudando a cafeína. Griffiths e seus coautores tentaram reproduzir o Experimento da Sexta-Feira Santa, mais de 40 anos depois. Os resultados foram impressionantes. "É surpreendente", segundo Griffiths, "que 67% dos voluntários tenham avaliado a experiência com psilocibina como a experiência isolada mais significativa das suas vidas, ou como uma das cinco experiências mais significativas das suas vidas". Em outras palavras, comparável em intensidade com o casamento, nascimento de filhos, picos de carreira e outros rituais de passagem profundos. Embora os desafios da condução de testes clínicos extensos continuem presentes, os órgãos reguladores agora estão mais abertos para os resultados dos testes com psicodélicos do que no passado. As mudanças de valores culturais e do significado dos psicodélicos na última década foram surpreendentes. Enquanto isso, clínicas privadas começam a ser abertas em todo o mundo. A clínica Awakn, em Bristol (Inglaterra), oferece infusões de cetamina como tratamento contra a depressão, transtorno de estresse pós-traumático, distúrbios da alimentação e adicção; embora não seja um psicodélico clássico como o LSD, altas doses de cetamina podem ocasionar experiências visionárias poderosas com potencial terapêutico. Um retrato do químico suíço Albert Hoffman, que descobriu as propriedades alucinógenas do LSD em 1943 Getty Images/BBC Segundo os estudos dos antropólogos Tehseen Noorani e Joanna Steinhardt, "o entusiasmo pela cura com psicodélicos ainda é limitado. Mas as mudanças de valores culturais e do significado dos psicodélicos na última década foram surpreendentes." Se a tendência atual continuar, pode ser questão de tempo para que a psicoterapia assistida por psicodélicos receba o sinal verde dos órgãos reguladores. Será que, daqui a uma década, os hospitais e clínicas poderão manter Salas de Sessões Psicodélicas equipadas com almofadas, incenso, velas e pinturas? Os médicos prescreverão comprimidos de psilocibina ou LSD, fabricados por grandes empresas farmacêuticas, com efeitos colaterais que incluem "êxtase", "mudanças de crenças metafísicas" e "ataques agudos de pânico"? Poderemos ver a versão comercial das clínicas psicodélicas - talvez com nomes como "Pala", "Índigo" ou "Oásis"? É difícil saber quais serão os desdobramentos, mas, se o uso terapêutico dos psicodélicos tornar-se mais comum, este pode ser apenas o início de uma transformação significativa dos comportamentos culturais e científicos. A cultura dos psicodélicos O renascimento dos psicodélicos na medicina vem ocorrendo paralelamente à ampliação da cultura mainstream, algo que as drogas não experimentaram desde o início da década de 1960. Na Europa e na América do Norte, o uso recreativo está crescendo - o uso de LSD aumentou em 50% de 2015 a 2018 nos Estados Unidos - e os psicodélicos estão se popularizando como tema nos meios de comunicação, enquanto influenciadores e celebridades estão se revelando usuários e as drogas psicodélicas estão perdendo seu estigma de forma provavelmente nunca prevista pelos seus pioneiros. Essa presença no ambiente mainstream mudou as pessoas que estão tendo experiências psicodélicas, segundo Erik Davis, escritor e comentarista sobre psicodélicos de longa data. No século 20, os psicodélicos eram restritos a grupos alternativos: hippies, hackers, o Vale do Silício, comunidades espirituais, cultura rave e ambientalistas. Produção do chá de ayahuasca em igreja na Grande São Paulo; Brasil está à frente de estudos sobre potencial médico da bebida Reprodução/Fabio Flecha/BBC Mas atualmente o interesse vem de grupos inesperados: comunidades de bem-estar, cultura hip hop, a direita política, entusiastas de criptomoedas, comerciantes de Wall Street, financistas e pessoas comuns em busca de soluções para sua saúde mental. É possível que observemos em breve o surgimento dos efeitos na cultura mais ampla, como vimos na música, literatura, arte e política das décadas de 1960 e 1970. Mas é improvável que uma eventual cultura psicodélica tenha a mesma aparência - ou sensação, para os usuários de psicodélicos - porque o mundo em que vivemos agora é muito diferente. Para ajudar a entender o porquê, é possível basear-se em um conceito proposto pelo cientista social Ido Hartogsohn, denominado "collective set and setting" (comportamento e ambiente coletivo, em tradução livre). Uma parte da experiência com psicodélicos depende de fatores individuais imediatos - forma de pensar pessoal, o ambiente local ou a presença de outras pessoas. Mas as forças sociais mais amplas também causam impacto: o espírito da época, manchetes da imprensa e conversas culturais mais amplas. A década de 1960 tinha um "comportamento e ambiente coletivo" completamente diferente, em comparação com o momento atual. As pessoas não só viviam de forma diferente, mas também tinham experiências diferentes. Como uma mudança importante na sociedade, como, por exemplo, as mudanças climáticas, refletem-se nas experiências das pessoas? Examine as diferentes influências dos dias atuais. Tecnologia e inteligência artificial. Conflitos políticos. Uma sensação mais generalizada de que a sociedade está caminhando "na direção errada". Estado de vigilância. Um cientista que entrevistei já observou, em off, uma tendência crescente de viagens "apocalípticas", que não diminuiu durante as pressões gerais da Covid-19. Paralelamente, estão surgindo viagens "messiânicas": experiências em que as pessoas vislumbram o seu próprio papel salvador para realizar mudanças no sistema. Como as mudanças climáticas poderão alimentar as experiências das pessoas? Isso depende do indivíduo, mas, quando consumidas no contexto correto, as drogas podem ampliar significativamente a sua conexão com a natureza. Um dos exemplos mais famosos nesse sentido é o do cofundador da Extinction Rebellion, Gail Bradbrook, que se inspirou em uma experiência com iboga para iniciar o movimento. Por isso, um cientista social propôs o termo "ecodélico". Outro pesquisador entrevistado pela revista Vice levantou a ideia de trazer noções ambientalistas para as sessões com psicodélicos - a ideia é alavancar a capacidade de monopolização da mente para aumentar a relação com a natureza e até reduzir o ceticismo sobre as mudanças climáticas. Dose usada em estudo clínico com MDMA nos EUA; potencial para tratamento de estresse pós-traumático Reprodução/MAPS/BBC Experiência mística Abaixo da superfície, surge um efeito ainda mais radical. Tanto nos testes clínicos quanto no uso recreativo, os psicodélicos frequentemente produzem estados de "experiência mística" ou "dissolução do ego": picos de consciência caracterizados por contentamento e boa vontade, interconexão, sensação de "sagrado", possível "perda de si mesmo" ou até encontros com entidades espirituais e com Deus (ou deuses). O que acontece se mais pessoas começarem a ter essas experiências? E como poderemos compreender sua natureza melhor do que entendemos atualmente? Para os pesquisadores, a experiência mística é fundamental para a forma em que as drogas produzem esses resultados impressionantes. Isso é abordado a todo tempo em documentos e relatórios. Os estudos sugerem que, quanto maior a experiência mística, maior o benefício terapêutico alcançado. Cada vez surgem mais questionários para medir, rastrear e entender melhor a experiência mística. Mas a ciência e a psiquiatria vêm formulando suspeitas sobre a experiência mística há séculos. "Mesmo para o público, [experiência mística] é um nome horrível", segundo Matt Johnson, cientista de psicodélicos da Universidade Johns Hopkins, "porque 'místico' dá a ideia que você tem uma bola de cristal e está lançando um feitiço. Para algumas pessoas, a conotação é medieval." Isso significa que, apesar do papel das experiências espirituais no tecido cultural - que servem de base para manifestações da ciência, arte e religião há milênios -, elas foram cronicamente pouco estudadas. As pessoas relutam em compartilhar suas histórias devido ao risco de estigmatização, patologia ou diagnóstico. A perda do sentido de si próprio, por exemplo, pode ser diagnosticada como "despersonalização" e uma mudança transformadora das crenças espirituais pode ser interpretada como manifestação sutil de um colapso mental. Fora do uso psicodélico, mais pessoas tiveram experiências místicas do que você pode imaginar. Entre 1962 e 2009 - último ano com dados disponíveis - o número de americanos que relataram uma experiência mística durante a vida mais que dobrou e atingiu a metade da população. Com isso em mente, os pesquisadores podem precisar conseguir melhor compreensão de como elas funcionam e suas consequências. A noção de que existe um único tipo de experiência mística definido, por exemplo, está sendo questionada. Ambiente do congresso da Maps de 2017: público de evento foi de hippies a empresas interessadas em financiar pesquisas Reprodução/MAPS/BBC Não é óbvio como suas características centrais - o infinito, o sagrado, a atemporalidade, o contentamento - se encaixam. "Existem boas possibilidades de que elas ocorram juntas, mas só porque algumas coisas acontecem juntas, isso não significa que elas são parte da mesma coisa", afirma Johnson. Como indica o autor Jules Evans em A arte de perder o controle (em tradução livre do inglês), a característica de união da experiência mística clínica - o sentido de perda do ego, tornando-se "uno com o todo" - também omite metade do quadro. Um terço dos fumantes de DMT, 17% dos usuários de LSD e 12% dos usuários de psilocibina relatam encontros com entidades externas. Em rituais neoxamânicos com ayahuasca, daime e iboga, essas entidades são âncoras da experiência principal. Um paciente em um estudo sobre ayahuasca, por exemplo, descreveu um encontro típico: "Ele recebeu uma ninhada de ovos de polvo que foram postos dentro da sua cabeça. Ele interpretou isso como uma ocasião auspiciosa e escreveu que acreditava que os ovos simbolizavam uma fonte de sabedoria. Ele imediatamente reconheceu o polvo como um aliado do bem." Os psicodélicos são também frequentemente definidos pelas alucinações que eles causam (ou, mais precisamente, pseudoalucinações). Essas alucinações levaram os médicos, na primeira onda da década de 1950, a considerar LSD um "psicotomimético", ou droga que imita a psicose: uma decisão que faz sentido, devido à sua tendência de formar visões extraordinárias e ouvir vozes. Se as experiências alucinatórias chegarem ao mainstream, e não forem apenas desestigmatizadas, isso poderá representar uma mudança radical, segundo Erik Davis, pois elas são mais frequentemente associadas a condições patológicas, como a esquizofrenia. Ele sugere que este seria o ápice do atual movimento da "neurodiversidade", que reconhece condições como ouvir vozes ou autismo como diferenças em um espectro, e não como problemas discretos a serem resolvidos. Para Davis, a compreensão das experiências extraordinárias dos psicodélicos não deverá - e não pode - ser o único domínio da ciência. Algumas pessoas sugeriram que a literatura e a poesia podem ser um complemento útil para os questionários científicos. Outros convocaram teólogos para que também participem da discussão. Afinal, sem uma abordagem mais ampla, ele adverte que algumas pessoas podem passar por experiências estranhas que resistem a qualquer "modelo" - e que poderão agravar sua saúde mental, em vez de melhorá-la. Imagem de LSD; após décadas de 'portas fechadas' para estudos, pesquisadores avançam na investigação sobre uso terapêutico de psicodélicos Istock/BBC A necessidade de minimizar Os psicodélicos oferecem algo que poucas coisas conseguem: uma experiência muito além do que a nossa realidade diária poderia conceber ou esperar. Não está claro como o mercado mainstream lidará com isso. O mainstream terapêutico pode apresentar questões importantes para discussão, mas não se sabe se as instituições médicas podem lidar com elas sozinhas. "O interesse da indústria, especialmente para os médicos, é minimizar tudo isso. O que eles procuram é uma situação suavizante, curadora e restauradora", afirma Davis. Mas as experiências místicas, alucinógenas e transformadoras relacionadas a essas drogas podem causar mudanças muito maiores para muitas pessoas. "Os psicodélicos são como inquéritos filosóficos", explica Davis. "Mesmo se você não for uma pessoa filosófica, você subitamente precisa lidar [com isso] no dia seguinte. 'O que foi tudo aquilo? O que eu faço com isso? A mensagem que recebi para parar de beber álcool foi um vislumbre de realidade? Vou levar isso a sério? Isso me torna um louco?'" Para Rick Doblin - ainda em consequência daquela primeira viagem transformadora -, as possibilidades dos psicodélicos são profundas e vão além do ambiente clínico. Com sua organização Maps, ele pretende "legalizar os psicodélicos não apenas para os pacientes, mas para todos nós que lutamos com um mundo em ebulição... para tentar cuidar de não destruir tudo. Você poderá dizer que a estratégia é a medicalização. Mas este não é o objetivo final." Todo o conteúdo desta reportagem é fornecido somente como informação geral e não deverá ser considerado substituto para a orientação do seu médico ou de qualquer outro profissional de assistência médica. 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19/09 - Pesquisadores da Universidade Federal de Uberlândia ajudam a avaliar riscos de extinção de crustáceos na Bacia do Rio Doce
Estudos deram origem a um capítulo do 'Livro Vermelho da Biota Aquática do Rio Doce Ameaçada de Extinção Pós-Rompimento da Barragem de Fundão, Mariana, Minas Gerais'; acesse a obra. Crustáceos decápodes, como o Cardisoma guanhumi (caranguejo), foi o grupo de animais pesquisados pelos docentes da UFU Douglas F. R. Alves/Divulgação Um estudo inédito identificou o risco de extinção de espécies da Bacia Hidrográfica do Rio Doce. Dois professores do Instituto de Biologia da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) integram a equipe de pesquisadores que fizeram o diagnósticos. Das 13 espécies de crustáceos estudadas pelos docentes da UFU, 9 estão ameaçadas de extinção. A pesquisa, realizada por cientistas de diversas instituições, está reunida no 'Livro Vermelho da Biota Aquática do Rio Doce Ameaçada de Extinção Pós-Rompimento da Barragem de Fundão, Mariana, Minas Gerais', publicado em agosto deste ano. Com 273 páginas, ele está disponível gratuitamente para download. Veja no fim da matéria como acessar o conteúdo. O estudo A equipe avaliou o estado de conservação de 4 grupos de seres vivos aquáticos: crustáceos, efemerópteros, odonatos e peixes, na área afetada pela lama com rejeitos de minério de ferro, derramada após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015. Ariádine Cristine de Almeida e Giuliano Buzá Jacobucci, ambos pesquisadores do Laboratório de Ecologia de Ecossistemas Aquáticos (LEEA) do Instituto de Biologia da UFU, foram convidados para a avaliação dos crustáceos decápodes, aqueles que têm 10 pés, como o caranguejo e o camarão, em função das experiências que acumulam em estudos ecológicos com espécies desse grupo. “Há 14 anos venho desenvolvendo investigações com ênfase na variação espacial e temporal da abundância, estrutura populacional e reprodução destes animais, sendo os últimos 8 anos dedicados, especialmente, aos crustáceos decápodes de água doce. Já o professor Giuliano tem se dedicado a estes estudos nos últimos 10 anos, aproximadamente.”, disse Ariádine Almeida. A docente destacou que camarões, caranguejos, siris e lagostas são os principais representantes dos crustáceos decápodes. “De maneira geral, as espécies deste grupo apresentam relevância para o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos, incluindo espécies bioturbadoras do sedimento [que revolvem o sedimento enquanto se enterram ou se alimentam], que modificam a disponibilidade de recursos para outros níveis tróficos, e bioindicadoras de qualidade ambiental”, explicou ela. Ou seja, a presença desses animais é fundamental para a sobrevivência de outros. Macrobrachium carcinus (camarão) está ameaçado de extinção na Bacia do Rio Doce Douglas F. R. Alves/Divulgação Conforme o estudo, das 13 espécies desses crustáceos, 9 encontram-se ameaçadas de extinção na Bacia Hidrográfica do Rio Doce. São 3 espécies de caranguejos (Cardisoma guanhumi, Minuca victoriana e Ucides cordatus) e 6 espécies de camarões (Atya scabra, Macrobrachium acanthurus, M. olfersii, M. carcinus, Palaemon pandaliformes e Potimirim potimirim). Dentre estas, 6 espécies foram classificadas como “em Perigo” e 3 como “criticamente em perigo”. “Além disso, do total de 13 espécies avaliadas, 6 têm importância econômica para fins comerciais e de subsistência das populações ribeirinhas e caiçaras, em diferentes intensidades, sendo os caranguejos guaiamum e uçá os de maior relevância. Logo, os impactos causados pelo rompimento da barragem, com deposição de sedimento e alteração da qualidade da água por metais pesados e resíduos químicos, interferem no ciclo de vida destas espécies, resultando em prejuízos ao ambiente e à sociedade”, acrescentou a bióloga. O estudo teve origem no acordo de cooperação técnica entre a Fundação Renova e a Biodiversitas, fundação de conservação da biodiversidade e gestão ambiental. A Fundação Renova foi criada a partir do compromisso das duas maiores mineradoras do mundo, a brasileira Vale S.A. e a anglo-australiana BHP Billiton, para reparar os danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, que acomodava os rejeitos de minério de ferro de uma mina de propriedade da Samarco, empresa da Vale e da BHP. A bacia A área de drenagem da bacia do rio Doce abrange os estados de Minas Gerais (86%) e Espírito Santo (14%). Situada na Mata Atlântica, é a quinta maior bacia do país, com uma área de drenagem de cerca de 83.400 km². Conforme o histórico presente na publicação resultante das pesquisas, a bacia vem sendo impactada por diversas causas desde a década de 1930, como a retirada da vegetação e o consequente processo de erosão e assoreamento. A situação foi agravada com o rompimento da barragem de rejeitos de minério de ferro no dia 5 de novembro de 2015, no subdistrito de Bento Rodrigues, localizado a 35 km do centro do município mineiro de Mariana. Foram liberados cerca de 39,2 bilhões de m³ de rejeitos que causaram, da barragem até a foz do rio Doce, no estado do Espírito Santo, diversos danos ambientais. A pesquisa O trabalho realizado pelos pesquisadores da UFU teve início em novembro de 2019. Nesta fase, os pesquisadores receberam, das fundações Renova e Biodiversitas e da Câmara Técnica de Conservação e Biodiversidade (CTBio), o acesso aos dados das espécies previamente selecionadas, com possível ocorrência na área impactada pelo rejeito para a avaliação do grau de ameaça e a proposição de medidas conservacionistas. “Esses dados incluíram informações sobre taxonomia, biologia, ecologia e distribuição geográfica. Após análise, nos reunimos com os demais integrantes do grupo de especialistas para discussão e complementação de tais dados, obtendo ao final uma classificação das espécies segundo os critérios e as categorias da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN)”, informa a docente. O trabalho dos especialistas foi encerrado em janeiro de 2020, com a redação e submissão final do capítulo 'Crustáceos ameaçados de extinção na bacia do rio Doce publicado no Livro Vermelho'. Ucides cordatus (caranguejo) também está na lista de animais em extinção na área atingida pela lama com rejeitos Douglas F. R. Alves Soluções propostas Ariádine Almeida afirmou que, dentre as diversas medidas apresentadas no Livro Vermelho, recomenda-se o mapeamento detalhado e a realização de novos inventários na bacia do Rio Doce e ao longo da costa, principalmente no estado do Espírito Santo, bem como em bacias e regiões ainda desconhecidas ou pouco investigadas. “Aliado a isso, é fundamental a realização de estudos sobre a dinâmica populacional e diversidade genética, bem como a avaliação de capacidade de suporte dos estoques populacionais das espécies, principalmente daquelas de valor comercial”, disse. “Também deve-se considerar estudos sobre o impacto do represamento dos corpos d’água nas populações das espécies, além de estudos prévios e adequados para a construção de novas barragens e represamentos de modo que os cursos naturais de rios e estuários sejam minimamente afetados, bem como a manutenção da qualidade do habitat desses ambientes e daqueles em que tais construções já estão presentes”, acrescentou. Outro aspecto apontado foi a necessidade de monitoramentos populacionais de longo prazo, além do diagnóstico e monitoramento sobre o dano genocitotóxico (tóxico para as informações genéticas e células) das populações de crustáceos decápodes afetadas. “Finalmente, deve-se oportunizar o cultivo das espécies em condições laboratoriais a fim de favorecer o repovoamento em locais com redução populacional drástica, bem como subsidiar a aquicultura a fim de evitar a retirada indiscriminada de espécies economicamente viáveis diretamente da natureza, buscando-se assim contribuir efetivamente em ações conservacionistas e de desenvolvimento sustentável”, finalizou a pesquisadora. Para acessar o capítulo escrito pelos pesquisadores da UFU e também todo o conteúdo do livro basta clicar aqui. VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas
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19/09 - Lata 65 transforma idosos em grafiteiros
Oficina de arte urbana criada em Portugal é inspiradora e já teve edição brasileira Eles estão de volta para servir de inspiração para todos nós! Depois de uma longa quarentena, o Lata 65 voltou em setembro a reunir idosos para grafitar. Pena que essa oficina de arte urbana ocorra em Portugal, apesar de já ter tido uma experiência em São Paulo, em 2015, e também na Espanha, no Reino Unido e nos Estados Unidos. O projeto nasceu em 2012 pelas mãos de Lara Seixo Rodrigues que, depois de trabalhar dez anos em arquitetura, decidiu mudar de ramo. Foi cofundadora do Wool Covilhã Artte Urbana, um festival que aproveitou os edifícios históricos da pequena cidade de Covilhã para servirem de espaços para intervenções artísticas, e ali percebeu que os mais velhos eram os que demonstravam maior curiosidade em relação aos grafites. Aula teórica dos alunos do Lata 65: noções sobre arte urbana e grafite Divulgação: Mariana Vasconcelos “Essa retomada foi muito esperada, porque sabemos das deficiências e lacunas que existem no cuidado com o idoso. Nosso objetivo é alcançar o maior número possível de pessoas”, me contou por e-mail. Sobre a experiência no Brasil, no Sesc Santana, Lara diz guardar ótimas lembranças: “estaremos sempre disponíveis para voltar e mostrar a magia que é o Lata 65. Queremos disseminar o projeto pelo mundo, ele já demonstrou, de forma singular, como é capaz de estimular o desenvolvimento físico e cognitivo”. Aluna desenha para depois criar estêncil que será grafitado Divulgação: Mariana Vasconcelos As oficinas para os 65 mais se estruturam em duas etapas. A primeira parte é teórica e trata da história da arte urbana e de técnicas do grafite. A segunda é prática: os idosos desenham, elaboram o estêncil – técnica para criar pranchas com as imagens vazadas por onde passará a tinta – e, por fim, se aventuram com as latas de sprays numa parede reservada para a atividade. Esses “grafiteiros” de primeira viagem são incentivados pelos monitores a desenhar e pintar o que quiserem: rostos, mãos, flores, o objetivo é mostrar que podem dar asas à imaginação. A própria logomarca do projeto foi criada por uma participante. A maioria é composta por mulheres e está na faixa dos 70 anos, mas o mais velho tinha 102 anos. Sair da zona de conforto, romper barreiras, ousar, tudo isso misturado com uma bela experiência de convivência entre gerações – meu desejo é que outras edições do Lata 65 aconteçam no Brasil e ajudem a ressignificar a velhice. Grafiteiros 65 mais e sua obra coletiva: uma inspiração Divulgação: Mariana Vasconcelos
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18/09 - Criança pode ser vegetariana? Veja o que dizem os especialistas e quais cuidados adotar
Segundo sociedades de pediatria, alguns nutrientes e minerais importantes podem ficar de fora de uma dieta sem carne e é preciso orientação profissional. Panqueca de couve-flor e couve-flor assada com legumes; pratos feitos pela chef Katty Zapata Katty Zapata Quanto maior a variedade dos grupos alimentares que crianças e adolescentes consomem, menor o risco de desenvolverem deficiências nutricionais que irão interferir em seu desenvolvimento. Desde que seja bem balanceada, uma dieta vegetariana pode promover o crescimento adequado. Contudo, é preciso moderação e ponderação na hora de se adotar qualquer dieta restritiva na infância. O alerta é da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que segue as diretrizes da Associação Dietética Americana (ADA), Academia Americana de Pediatria (AAP) e Sociedade Canadense de Pediatria (SCP) sobre vegetarianismo infantil. Criança rejeita carne aos 6 anos e faz toda a família virar vegana em SP Isso porque, se por um lado uma dieta vegetariana tem menores quantidades energéticas e proporção de gorduras saturadas por refeição, além de maior teor de fibras, frutas e vegetais, por outro, o não consumo de alimentos de origem animal podem contribuir para menor ingestão de ferro, vitamina B12, cálcio e zinco. (entenda a importância abaixo) "Devemos ter mais cuidado quando se trata de crianças e qualquer dieta restritiva deve ser realizada de forma responsável para que não comprometa o futuro delas", afirma a pediatra nutróloga Cláudia Bezerra de Almeida, responsável pelo Ambulatório de Nutrologia Pediátrica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O vegetariano é, por definição da SBP, o indivíduo que não come nenhum tipo de carne, aves, peixes e seus derivados, podendo ou não utilizar laticínios ou ovos. Porém, nem toda dieta sem a proteína animal é igual e pode ser classificada de acordo com o consumo de subprodutos animais (ovos e laticínios) em: Ovolactovegetariano: utiliza ovos, leite e laticínios na alimentação; Lactovegetariano: não utiliza ovos, mas faz uso de leite e laticínios; Ovovegetariano: não utiliza laticínios, mas consome ovos; Vegetariano: não utiliza nenhum derivado animal na sua alimentação Vegano: não utiliza qualquer alimento derivado de animal na sua alimentação, nem produtos ou roupas contendo estes alimentos Cuidados e suplementação Tanto a sociedade pediátrica brasileira, quanto a americana e a canadense alertam que crianças e adolescentes vegetarianos são mais vulneráveis a desenvolverem deficiência de nutrientes e, por isso, não é tão simples quanto parece seguir uma dieta com restrição: a criança e a família precisam ser acompanhados por um profissional da nutrição. "Nos últimos tempos, tenho visto alguns pais iniciando dietas vegetarianas para crianças pequenas confiando nas mídias sociais, ao invés de procurar profissionais especializados, e chegam crianças com deficiências nutricionais graves e muitas vezes irreversíveis", alerta Almeida. Idosa de 90 anos completa 60 deles sendo vegetariana: 'Não fico doente' O que aconteceria na economia global se todos virassem vegetarianos Outra questão importante, segundo o pediatra Julio Sérgio Marchini, professor da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), é a necessidade, nos casos em que ocorre deficiência de nutrientes, de se fazer suplementação. "A criança que não come carne deve passar por exames de rotina periódicos e receber suplementação, principalmente com relação à vitamina B12, que não existe nas fontes alimentares vegetais", afirma Marchini. A vitamina B12 é vital para a formação do sangue e o funcionamento do sistema nervoso e a sua falta pode causar anemia e deficiências neurológicas. Carnes e peixes são fontes da vitamina, e as opções de substituição para vegetarianos costumam ser os alimentos enriquecidos como cereais, extratos de levedura e substitutos de carne. Deficiência de vitamina D e B12 são causas físicas da depressão Os riscos da moda de injetar vitaminas diretamente nas veias Por outro lado, quando bem balanceada, a dieta vegetariana costuma ser rica em ácido fólico: nutriente envolvido na síntese de material genético, que atua como coenzima no metabolismo de aminoácidos. O ácido fólico ajuda no crescimento e na imunidade contra infecções. As melhores fontes são os feijões e folhas verdes escuras. Além da orientação de um profissional, Marchini destaca outro fator que auxiliará a criança a se manter saudável em uma dieta sem proteínas de origem animal: ter passado pelo período mínimo de seis meses de aleitamento materno. "Se a criança tiver cumprido previamente o período de aleitamento materno e tiver uma orientação nutricional, não vejo problema se não comer carne. Reforço que o aleitamento materno não tem substituto", diz o pediatra, reforçando que mesmo assim ainda é preciso acompanhamento. Por isso, mulheres que estão amamentando precisam garantir que estão consumindo a quantidade suficiente de vitamina B12 para passar ao filho através do leite materno. Nutrientes para ficar atento Além da vitamina B12, existem outros nutrientes rico nas carnes e peixe que as famílias de vegetarianos devem ficar atentos. "Quando não recebem orientação especializada, as crianças que não consome carne, assim como filhos de mães vegetarianas desde a gestação, têm maior risco para deficiências de vitaminas e minerais como a vitamina B12, o zinco, o iodo, o ferro e o cálcio. A ingestão inadequada nessas crianças pode levar a deficiências nutricionais graves e consequências a longo prazo. Cabe destacar o atraso cognitivo, a baixa estatura, a alteração do apetite e a anemia", explica Almeida. Os nutrientes geralmente baixos neste tipo de dieta: Ferro: tem como função o transporte e reserva de oxigênio, desempenho cognitivo, função imunológica. A carência pode causar anemia ferropriva e é prejudicial ao crescimento e desenvolvimento físico e mental. A melhor fonte de ferro é a carne vermelha, mas também é encontrada nos feijões e nas folhas verdes escuras. Zinco: importante para a imunidade. Falta de zinco está relacionada ao retardo da maturação sexual, retardo do crescimento e queda de cabelo. A melhor fonte é carne, frango e peixe, mas também há zinco em semente de abóbora, gema de ovo e castanha de caju. Iodo: tem como função a síntese dos hormônios tireoidianos T3 e T4. A carência está relacionada com o bócio, cretinismo, retardo mental irreversível. Fonte natural é a água do mar, por isso os peixes marinhos têm iodo, mas o que consumimos no sal iodado costuma ser o suficiente. Vitamina A: é antioxidante e atua no crescimento e desenvolvimento, na manutenção das células da pele e das mucosas e ajuda no sistema imunológico. Também é importante para a saúde dos olhos. A carência provoca diminuição no crescimento, falta de apetite e cegueira noturna. Entre as fontes estão a carne, fígado e ovo de galinha, mas também está nos vegetais e frutas de cor alaranjada como cenoura, abobora e manga. Por que a recusa Não há dados sobre a quantidade de crianças e adolescentes vegetarianos no Brasil, mas uma pesquisa do Ipec publicada em agosto revelou que quase metade dos brasileiros, 46%, já deixam de comer carne uma vez por semana por vontade própria. A pesquisa não ouviu menores de 16 anos, mas, segundo Almeida, tem se tornado comum atender famílias com crianças que rejeitam ou que não comem carne por algum outro motivo. "Tenho observado uma alta frequência de crianças que não querem comer carne", conta Almeida. Além do fator escolha consciente no caso de crianças maiores e adolescentes, que não comem carne por dó do animal ou por alguma convicção sua ou da família, a pediatra relata que a recusa a comer carne pode ser o início de um transtorno alimentar. Por isso, é recomendado identificar o que motivou a criança a iniciar este comportamento. "Devemos observar se a recusa é apenas uma preferência da criança quanto ao paladar, ou se existe dificuldade em lidar com a textura da carne podendo estar relacionada com dificuldades sensoriais ou de oclusão, por exemplo. A recusa também pode ter origem comportamental, podendo estar associada a alguma experiência negativa com o alimento, mas também pode ser apenas uma recusa transitória, comum em crianças de 1 a 3 anos", diz a pediatra nutróloga da Unifesp.
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16/09 - Ipen anuncia suspensão de produção de insumos para tratamento de câncer no Brasil por falta de verba federal
O órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia afirmou que teve grande corte de verba em 2021 e precisa de R$ 89,7 milhões para continuar produção até dezembro, por causa da alta do preço do dólar na importação de material. Verba extra ainda não foi aprovada no Congresso Nacional. Exame de ressonância magnética muitas vezes é único caminho para o diagnóstico de algumas doenças no Brasil Reprodução/EPTV O Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI) do governo federal, anunciou na terça-feira (14) a suspensão da produção de produtos radiofármacos e radioisótopos usados para o tratamento de câncer no Brasil a partir da próxima segunda-feira (20). Em comunicado enviado aos serviços de medicina nuclear brasileiros que compram os produtos do Ipen, o órgão afirmou que teve grande corte no orçamento federal em 2021 e precisa de R$ 89,7 milhões para continuar a produção dos insumos até o fim de dezembro deste ano, por causa da alta do preço do dólar para importação de material. A verba adicional, entretanto, ainda não foi aprovada no Congresso Nacional, segundo o comunicado. “Enfrentamos a grande redução dos recursos atribuídos pela Lei Orçamentária Anual (LOA) à CNEN e à forte e desfavorável variação cambial, em 2021. Visando à recomposição dessas perdas orçamentárias, o IPEN-CNEN, com o apoio do MCTI, trabalharam fortemente junto ao Ministério da Economia (ME), desde o 1° semestre deste ano. Entretanto, esses créditos suplementares de R$ 89,7 milhões, programados na forma de Projeto de Lei, necessitam de aprovação no Congresso Nacional e sanção da Presidência da República”, disse o instituto. “O fato desses recursos orçamentários extras ainda não estarem disponíveis no Instituto, até o momento, implica na inexistência de lastro em crédito orçamentário. Nesse sentido, a impossibilidade nas aquisições e contratações pelo IPEN-CNEN, implicará na suspensão temporária da produção dos geradores de 99Mo/99mTc e dos radiofármacos provenientes de iodo-131, gálio-67, tálio-201 e lutécio-177, dentre outros, a partir de 20/09/2021”, afirmou o comunicado da entidade. A suspensão na produção vai afetar diretamente o tratamento de câncer no Brasil e o diagnóstico da doenças, já que os materiais do Ipen são utilizados no tratamento de câncer e em exames de imagem, como raio-x, tomografia, ressonância magnética, cintilogafia e mamografia, entre outros exames que são essenciais para o diagnóstico de doenças no Brasil. Segundo a Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear (SBMN), o Ipen fornece 85% dos radiofármacos e radioisótopos utilizados no país, o que pode prejudicar cerca de 2 milhões de pessoas. Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marcos Pontes, durante visita ao Sirius, no CNPEM, em Campinas Ricardo Custódio / EPTV No comunicado enviado às clínicas e hospitais brasileiros, o Ipen reconheceu o problema e disse que já é do conhecimento do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTI), presidido pelo ministro astronauta Marcos Pontes. “O IPEN-CNEN, a CNEN e o MCTI entendem perfeitamente, de forma solidária, que a ausência temporária dos geradores de 99Mo/99mTc e dos radiofármacos aos hospitais e às clínicas no País, resultará em transtornos familiares de grande monta. Sobretudo, nos pacientes que necessitam de atendimento, e que têm seu procedimento de Medicina Nuclear interrompido, seja este pelo SUS ou via Sistema de Saúde Suplementar”, afirmou o instituto. Sem verba, Ipen vai parar de fabricar produtos para diagnóstico e tratamento do câncer Máquina de ressonância magnética quebrada aumenta fila de espera pelo exame em Bauru TV TEM/Reprodução Procurado pelo G1, o Ministério da Ciência e Tecnologia afirmou que “desde junho de 2021 vem trabalhando com o Ministério da Economia para a maior disponibilização de recursos para a produção de radiofármacos pelo Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)”. “Para a recomposição do orçamento do Instituto, o Governo Federal por meio do MCTI está sensibilizando o Congresso Nacional pela votação e aprovação do PLN 16/2021 prevista para a próxima semana”, disse a nota da pasta. O Ipen afirma que esgotou todas as possibilidades de diálogo com o governo federal para ter mais verba e não paralisar a produção, mas que não teve sucesso. “Acredita-se que essas instabilidades nas produções de radiofármacos sejam apenas por poucos dias, com a obtenção dos créditos orçamentários suplementares de R$ 89,7 milhões, ao IPEN-CNEN. (...) O IPEN-CNEN e a CNEN esgotaram todos os meios para que se evitasse a descontinuidade, recebendo inclusive assessoria da Advocacia Geral da União (AGU), nesse contexto”, declarou o comunicado do instituto. VÍDEOS: Tudo sobre São Paulo e região metropolitana
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16/09 - Ideias para o atendimento da saúde em 2030
Inteligência artificial pode ser usada para fazer curadoria das informações sobre os pacientes Que panorama esperar para a saúde em 2030? O que pode ser feito na próxima década para que todo o potencial da tecnologia da informação se converta no aperfeiçoamento do atendimento das pessoas? Essa era a pergunta a ser respondida no seminário on-line “Technology & data in 2030”, promovido pela revista “New England Journal of Medicine Catalyst” na semana passada. Mesmo que as questões não retratem a realidade brasileira – pelo menos a da maioria dos cidadãos, embora tenhamos ilhas de excelência que seguem os mais exigentes padrões internacionais – acho importante jogar luz sobre o que está sendo discutido lá fora para sabermos o que cobrar de gestores e governantes. Paciente internada: inteligência artificial pode ser usada para fazer curadoria das informações Parentingupstream para Pixabay A médica Amy Merlino, diretora do setor de informação da Cleveland Clinic, hospital centenário que está entre os cinco melhores dos EUA, foi enfática ao dizer que a tecnologia não é uma barreira à empatia, nem substitui o contato humano, mas é fundamental para melhorar o atendimento. “Temos que ampliar e consolidar a rede de informações sobre os pacientes, usando a inteligência artificial para fazer uma curadoria desses dados e filtrar o que é relevante”, afirmou, dando um exemplo fictício: “imaginemos Maria, de 30 anos, mãe de dois filhos, com um quadro de hipertensão na última gravidez, sobrepeso e uma leve depressão. Poderemos oferecer um aplicativo de monitoramento de bem-estar para acompanhá-la que, ao mesmo tempo, compartilhará as informações com os agentes de saúde. Esses poderão pedir exames de acordo com a situação descrita na interface do app e até encaminhar Maria para um especialista se notarem que ela tem um problema mais complexo. O desafio é buscar uma solução proativa para atender a todos e atuar na prevenção, e não esperar que cada um marque uma consulta. Acho que temos muito a aprender com os aplicativos de compras, que já proporcionam uma experiência mais abrangente aos consumidores”. Em junho, a mesma publicação havia realizado um debate com foco no paciente como consumidor, apontando para uma mudança impensável há 20 anos: a crescente adoção dos relatórios feitos pelos próprios pacientes sobre sua condição de saúde para auxiliar no monitoramento e na tomada de decisões relacionadas ao tratamento. Para um sistema que sempre foi centrado na figura do médico, é um grande passo. Há dois mecanismos de medição: “Experiência relatada pelo paciente” (“Patient reported experience”, ou Prem), que avalia a jornada do doente no hospital até a alta; e “Desfechos medidos pelo paciente” (“Patient reported outcome measure”, ou Prom), com informações coletadas depois da alta. Ambos têm como objetivo medir a qualidade da assistência dada e devem integrar o prontuário eletrônico da pessoa. Por que o Prom vem ganhando tanto destaque? Ele contempla perguntas sobre a qualidade de vida geral e funcional do paciente, como a capacidade de realizar atividades do dia a dia, além do efeito e eficácia do tratamento. São informações que medem dor, mobilidade, fadiga e até depressão e podem, inclusive, indicar a necessidade de reinternação. Estamos longe, mas é bom saber que há um caminho a ser seguido.
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14/09 - Brasil volta a ter média móvel acima de 500 mortes diárias por Covid após 6 dias
País contabiliza 587.847 óbitos e 21.017.736 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Estado do AC não registrou novos casos nem mortes pela doença em 24 horas. Brasil volta a ter média móvel acima de 500 mortes diárias por Covid após 6 dias O Brasil registrou nesta terça-feira (14) 709 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 587.847 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 520 --voltando a ficar acima da marca de 500 após 6 dias. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -19% e segue apontando tendência de queda. Já são 22 dias seguidos com queda nesse comparativo. O aumento na média de mortes diárias para acima da marca de 500 é reflexo do feriado prolongado do início do mês. A média móvel atual considera os 7 dias logo após o feriado do Sete de Setembro. Como ocorre desde o início da pandemia, os dias posteriores a finais de semana estendidos trazem números maiores de casos e mortes que foram represados no feriado - o que resultou nessa subida na média. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta terça. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta a comparação entre os números das duas pontas do período Editoria de Arte/G1 Veja a sequência da última semana na média móvel: Quarta (8): 461 Quinta (9): 457 Sexta (10): 453 Sábado (11): 468 Domingo (12): 473 Segunda (13): 467 Terça (14): 520 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Cinco estados aparecem com tendência de alta nas mortes: RO, RN, RR, CE, PI. O estado do Acre não registrou novos casos nem mortes pela doença nas últimas 24 horas. Além disso, Piauí e Sergipe não registraram mortes em seus boletins do último dia. O estado de Roraima corrigiu para baixo o total de casos registrados na pandemia, caindo de 126.855 para 125.838. Segundo a secretaria estadual, a correção foi feita após a equipe notar duplicidade de registros vindos de outros estados. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 21.017.736 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 12.672 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 15.165 diagnósticos por dia --o menor número registrado desde 20 de maio de 2020 (quando estava em 14.647). Isso resulta em uma variação de -33% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 14 de setembro Total de mortes: 587.847 Registro de mortes em 24 horas: 709 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 520 (variação em 14 dias: -19%) Total de casos confirmados: 21.017.736 Registro de casos confirmados em 24 horas: 12.672 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 15.165 (variação em 14 dias: -33%) Estados Em alta (5 estados): RO, RN, RR, CE, PI Em estabilidade (9 estados): SC, GO, PE, AP, RS, MT, RJ, PR, AC Em queda (12 estados e o DF): AL, PB, DF, ES, MG, SP, TO, MS, BA, PA, MA, SE, AM Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Mais de 35% da população brasileira tomou a segunda dose ou a dose única e vacinas contra a Covid e, desse modo, completaram o esquema vacinal e estão totalmente imunizados. São 75.579.345 pessoas vacinadas, o que corresponde a 35,43% da população, segundo dados também reunidos pelo consórcio de imprensa. Os que estão parcialmente imunizados, ou seja, que apenas a primeira dose de vacinas, são 139.273.434 pessoas, o que corresponde a 65,29% da população. A dose de reforço foi aplicada em 152.679 pessoas (0,07% da população). Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 215.009.699 doses aplicadas desde o começo da vacinação. Veja a situação nos estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -12% RS: -6% SC: +6% Sudeste ES: -24% MG: -24% RJ: -9% SP: -32% Centro-Oeste DF: -23% GO: +6% MS: -42% MT: -6% Norte AC: 0% AM: -44% AP: 0% PA: -46% RO: +125% RR: +57% TO: -40% Nordeste AL: -17% BA: -43% CE: +23% MA: -61% PB: -17% PE: +2% PI: +23% RN: +64% SE: -90% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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14/09 - Combinação de tipos diferentes de vacinas contra a Covid pode ser vantajosa e gerar mais resposta
Estudos apontam que combinar a vacina AstraZeneca com os imunizantes que utilizam a tecnologia de RNA mensageiro aumenta a resposta imune na comparação com o regime tradicional. Frascos com doses das vacinas da Pfizer e da AstraZeneca e da CoronaVac Adriano Ishibashi/Framephoto/Estadão Conteúdo A falta de vacina AstraZeneca levou os estados do Rio de Janeiro e São Paulo a utilizar o imunizante da PFizer na aplicação da segunda dose na vacinação contra a Covid-19. Combinar vacinas de diferentes fabricantes é seguro e eficaz? Os estudos já divulgados sobre o tema apontam que, em determinados casos, a mistura pode sim ser vantajosa e gerar uma maior resposta imune. A estratégia de Rio de Janeiro e São Paulo é baseada justamente nos dois tipos de vacinas com mais resultados já conhecidos das pesquisas sobre a chamada "vacinação heteróloga" ou "intercambialidade de vacinas". Veja abaixo o que se sabe sobre o tema: Vacina com mais estudos sobre a combinação é a AstraZeneca, que usa a tecnologia de "vetor viral", ou seja, é baseada em um vírus modificado para introduzir parte do material genético do coronavírus no organismo e induzir a proteção; Pesquisadores da Universidade de Oxford investigam desde fevereiro de 2020 as combinações; Primeira pesquisa, batizada de "Com-COV1", a combinação AstraZeneca e Pfizer em 850 voluntários com mais de 50 anos; Combinação da 1ª dose de AstraZeneca com a 2ª da Pfizer gerou mais anticorpos e células T do que o regime completo com AstraZeneca; Na Espanha, estudo CombiVacs, do Instituto de Saúde Carlos III, reuniu 676 pessoas entre 18 e 59 anos. Os resultados divulgados em maio apontam que a mistura AstraZeneca e PFizer resultou em mais que o dobro dos anticorpos gerados por duas doses de AstraZeneca; Na Coreia do Sul, estudo com 499 profissionais de saúde, concluiu no final de julho que a combinação de AstraZeneca com Pfizer gerou níveis seis vezes maiores de anticorpos neutralizantes; Na Alemanha, a chanceler Angela Merkel, de 66 anos, recebeu a 1ª dose de AstraZeneca e depois foi vacinada com a Moderna na segunda dose: objetivo era incentivar nova estratégia de vacinação após o país recomendar a AstraZeneca apenas para maiores de 60 anos. A Moderna também usa a tecnologia do RNA mensageiro (mRNA), capaz de codificar a proteína S da coroa do vírus, e o introduz no corpo com a ajuda de uma nanopartícula de gordura para induzir a proteção natural do corpo. Pesquisa na Dinamarca apontou que o regime AstraZeneca/PFizer reduziu em 88% o risco de infecção, número comparável aos 90% para o regime exclusivo da PFizer. No Brasil, desde o fim de junho as grávidas que tomaram AstraZeneca foram autorizadas a receber a Pfizer na segunda dose. Ministério da Saúde anunciou, em julho, um estudo para avaliar a necessidade de uma terceira dose para os vacinados com CoronaVac: o objetivo é avaliar eficácia da dose de reforço com um imunizante diferente. Resultados ainda não foram divulgados. Mistura com a Sputnik V Por causa de problemas no fornecimento da Sputnik V, países da América Latina precisaram adotar tática semelhante. O imunizante russo também utiliza o vetor viral. Na Argentina, a ministra da Saúde, Carla Vizzotti, anunciou no começo de agosto que os resultados preliminares indicavam resultados "satisfatórios" e "encorajadores" na combinação da Sputnik V com a AstraZeneca. Também houve testes com o imunizante da Sinopharm, mas até então os resultados não foram "conclusivos". (Abaixo, veja reportagem do Fantástico sobre países no mundo que já aplicavam doses de dois fabricantes) Novas pesquisas estudam combinação de vacinas
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14/09 - Brasil, Índia e África do Sul foram focos de surgimento de novas variantes do coronavírus até junho, aponta estudo
Pesquisadores brasileiros constataram que, na Europa, uma nova linhagem do coronavírus era achada a cada 300 sequenciamento genéticos do Sars-CoV-2. Já na África e na América do Sul, essa taxa era de uma nova linhagem a cada cerca de 14 a 25 genomas. Uma garota passa de bicicleta por um mural de conscientização sobre o coronavírus em Chennai, na Índia, na segunda-feira (13). Arun Sankar / AFP Uma pesquisa liderada por cientistas brasileiros, publicada na semana passada na revista "Viruses", aponta que, do início da pandemia até junho deste ano, o Brasil, a Índia e a África do Sul foram focos de surgimento de novas variantes do coronavírus. Os pesquisadores chegaram à conclusão com um modelo matemático, que aplicaram sobre 1 milhão de sequenciamentos genéticos do coronavírus feitos em todo o mundo. É por meio do sequenciamento genético que cientistas encontram mutações e novas variantes do Sars-CoV-2. A partir do modelo, os pesquisadores brasileiros constataram que, na Europa, uma nova linhagem do coronavírus era achada a cada 300 sequenciamentos. Já na África e na América do Sul, essa taxa era de uma nova linhagem a cada cerca de 14 a 25 genomas. Isso significa que, por aqui e na África, as mutações foram muito mais comuns. "É como se eu fosse na Alemanha procurar o sobrenome Silva – vou fazer amostragem de milhares de indivíduos e encontrar dois. No Brasil, se eu fizer amostragem com 40 pessoas, vou encontrar 6, 8. As novas linhagens, as mutações em geral, são muito mais abundantes aqui", explica o virologista Fernando Spilki, autor sênior da pesquisa e professor na Universidade Feevale, no Rio Grande do Sul. O modelo precisou ser aplicado para tornar comparável a quantidade de sequenciamentos genômicos muito diferentes que os países ao redor do mundo fazem. O Reino Unido, por exemplo, é um dos países que mais sequenciam genomas. O Brasil sequencia pouco. No continente africano, de forma geral, o sequenciamento é mínimo. As maiores taxas de linhagens novas foram achadas justamente no Brasil, na África do Sul e na Índia –países que, no período analisado pelos pesquisadores, deram origem às variantes gama, beta e delta, respectivamente. Hoje, todas são consideradas variantes de preocupação pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "São situações preocupantes. A coisa mais importante é as pessoas entenderem que há uma relação entre dar espaço para o vírus evoluir, sofrer mutações [e] ser selecionado para linhagens que têm capacidade maior de disseminação, por exemplo. No momento em que você tem esse espaço, você dá chance para o azar de gerar número mais alto de linhagens", esclarece Spilki. O surgimento de novas variantes ou linhagens do vírus pode fazer com que, por exemplo, ele se torne resistente às vacinas existentes hoje – ou cause uma doença mais grave. Até agora, as vacinas têm sido, de forma geral, eficazes contra as variantes que vêm surgindo – desde que a pessoa receba as duas doses (se for o caso). 00:00 / 19:13 Vigilância genômica e pouco controle Além de Brasil, África do Sul e Índia, países como Canadá e Japão também tiveram altas taxas de surgimento de variantes –mas é possível que, nesses casos, a seleção de amostras tenha sofrido um viés, porque existe uma tendência de sequenciar amostras de viajantes. Ou seja: várias linhagens novas eram encontradas, mas elas não surgiam dentro desses países por causa de um descontrole da pandemia – e sim vinham de pessoas de fora. "Os países têm uma vigilância genômica muito forte em viajantes que chegam do exterior – e por vezes você pode acabar gerando o artefato de uma diversidade maior, mas não é gerada no teu próprio país. É uma diversidade importada", avalia Spilki. É possível que esse tenha sido, também, o caso do Chile: o país aparece como tendo uma alta taxa de surgimento de variantes – até à frente do Brasil. "Existe essa possibilidade. A gente não tem o mesmo nível de informação [sobre o caso chileno]. O Chile teve uma série de questões de sistemas de vigilância e de defesa, que devem ter incluído também isso. Porque nos países em que a gente efetivamente encontra grande diversidade – Brasil, África do Sul e Índia – aí sabemos que uma boa parte dela é muito gerada dentro do próprio país", afirma o virologista. Ele lembra que, no caso do Brasil, não houve bloqueios para entrada de viajantes, por exemplo. Isso facilita o surgimento de variantes. "Tivemos poucos bloqueios para chegada de novas variantes – também influi na nossa conta. Sempre teve pessoas circulando", diz Spilki. "Nesses lugares, a gente deu espaço para que acontecesse. O mecanismo para frear isso sem dúvida era o distanciamento social, era o que nós tínhamos. Agora é a vacinação, e também o distanciamento", pontua o pesquisador. Veja VÍDEOS sobre as vacinas da Covid-19:
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14/09 - Dois objetos com mais de 10 mil anos são achados dentro do estômago de crocodilo nos EUA
Segundo um geólogo, os artefatos são de nativos americanos que habitaram a região há cerca de 12 mil anos. O crocodilo levado pelo grupo de caçadores possuía 4 metros de comprimento Red Antler Processing | Reprodução Dois objetos com milhares de anos foram encontrados dentro do estômago de um crocodilo no estado do Mississippi, nos Estados Unidos. A verdadeira identificação dos itens foi revelada por um geólogo. Uma sucuri viva entre 9 milhões de cobras mortas: achado traz esperança para pesquisadora no Pantanal Queimadas mataram 17 milhões de animais vertebrados no Pantanal em 2020, aponta estudo Os objetos foram encontrados por Shane Smith, proprietário da Red Antler Processing, uma loja de artigos para caça, onde o crocodilo foi levado para ter sua pele e carne processada após ter sido capturado no início de setembro. Nos Estados Unidos, a caça selvagem é permitida em determinados locais mediante uma licença especial. No momento da descoberta, Smith não soube identificar o que eram os objetos, mas achou que eram interessantes o bastante para publicar uma foto no Facebook. "Estamos abrindo alguns crocodilos grandes para ver o que está dentro de seus estômagos. Até agora, todo mundo achou algo legal. O jacaré (...) de hoje, produziu o choque do ano!!", escreveu na publicação. Objetos foram encontrados dentro do estômago do crocodilo Red Antler Processing | Reprodução O geólogo James Starnes, conseguiu identificar os objetos com base em sua pesquisa em artefatos nativos americanos encontrados no Delta do Mississippi, informou a CNN americana. Segundo ele, trata-se de um prumo, que é um objeto de metal em forma de lágrima de uso desconhecido, e uma "ponta de dardo atlatl", que pode ser usado como lança ou dardo durante a caça. O especialista aponta que os nativos americanos que habitaram a região há cerca de 12 mil anos utilizam esse tipo de tecnologia em suas tarefas diárias. Além dos artefatos, também foram encontrados ossos e escamas de peixes, ossos de pequenos mamíferos, sementes de frutas e até mesmo pequenas rochas. Os caçadores estimam que o crocodilo tinha entre 80 e 100 anos quando foi abatido. Onça-pintada ataca jacaré no Pantanal de MT LEIA TAMBÉM: Empresa anuncia US$ 15 milhões para trazer à vida um mamute extinto há 10 mil anos VÍDEO: Onça pintada ataca jacaré no Pantanal Veja mais vídeos: VÍDEO: Tartaruga gigante ataca filhote de andorinha; vídeo evidencia prática da caça
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14/09 - Em queda, taxa da transmissão do novo coronavírus está em 0,81 no Brasil, aponta Imperial College
Na última atualização, na semana passada, a taxa estava em 0,92. Imagens de microscópio mostram partículas do coronavírus que causam a Covid-19 retiradas de um paciente nos EUA NIAID-RML via AP A taxa de transmissão do novo coronavírus no Brasil caiu nesta semana, segundo o Imperial College de Londres. Na última atualização, na semana passada, a taxa estava em 0,92. Agora, está em 0,81. Isso quer dizer que atualmente, em tese, cada cem pessoas infectadas transmitem o vírus para outras oitenta e uma. Desde o dia vinte e nove de junho a taxa r está abaixo de um. Quando a taxa fica abaixo de um significa que a transmissão do coronavírus está desacelerando. Esta é a menor taxa desde novembro, quando o Brasil estava com o índice em 0,68. Simbolizado por Rt, o "ritmo de contágio" é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança. G1 no YouTube
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14/09 - Chile começa a vacinar crianças entre 6 e 12 anos contra a Covid-19 com CoronaVac
País já aplica imunizante da Pfizer/BioNTech em crianças acima de 12 anos desde maio. No Brasil, o uso para essa faixa etária foi rejeitado pela Anvisa. Que vacina é essa? Coronavac O Chile se tornou na segunda-feira (13) o primeiro país da América do Sul a iniciar a vacinação contra a Covid-19 em crianças entre 6 e 12 anos. O imunizante utilizado é a CoronaVac, produzida pela chinesa Sinovac. Os primeiros a receberam a vacina no país são as crianças com comorbidades. As demais crianças começarão a ser imunizadas a partir de 26 de setembro. "As crianças também podem adoecer (de Covid). 12% dos casos que tivemos no país até metade do ano foram em menores de 18 anos", disse a subsecretária de Saúde Pública do Chile, Paula Daza. Vacinação de crianças: o que se sabe e o que está em prática no mundo CoronaVac é segura e eficaz em crianças a partir de 3 anos, diz estudo na China A agência reguladora de medicamentos do Chile aprovou no dia 6 o uso da CoronaVac em crianças com 6 anos ou mais. Cinco dos especialistas do conselho de avaliação convocado pelo Instituto de Saúde Pública (ISP) votaram a favor da administração da vacina em crianças de mais de 6 anos, dois votaram a favor de seu uso somente para aquelas de mais de 12 anos e um votou contra seu uso em crianças. Os imunizantes da Coronavac devem ser utilizados na aplicação de primeiras e segundas doses Miva Filho/SES-PE A CoronaVac também tem uma aprovação para uso de emergência em crianças na Indonésia e na China. No Brasil, o uso foi rejeitado pela Anvisa. O Chile já aprovou o uso da vacina da Pfizer/BioNTech para crianças acima de 12 anos, e mais de 660 mil pessoas nessa faixa etária já receberam ao menos uma dose desde maio no país. O Chile testemunhou uma queda considerável de infecções nas últimas semanas, e registrou somente 435 casos novos nesta segunda-feira. O país acumula um total de 1,6 milhão de casos confirmados e mais de 37 mil mortes de Covid-19. VÍDEOS: novidades sobre as vacinas contra a Covid-19
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14/09 - Parkinson: pacientes desconhecem técnicas para andar com mais segurança
Estudo da Academia Americana de Neurologia mostra que as chamadas estratégias de compensação não têm a divulgação necessária Há algumas técnicas para auxiliar pessoas com Doença de Parkinson que enfrentam dificuldades para andar. No entanto, estudo publicado semana passada na revista científica “Neurology”, da Academia Americana de Neurologia, mostra que a maioria desconhece a existência dessas práticas. “Sabemos que os pacientes com Parkinson intuitivamente criam mecanismos para superar suas limitações, com o objetivo de garantir sua mobilidade e independência. Entretanto, muitos não recebem informações sobre as estratégias de compensação que existem para esse quadro”, afirmou a médica Anouk Tosserams, autora do trabalho. Pacientes com Doença de Parkinson desconhecem que há estratégias para auxiliar quem enfrenta dificuldades para andar Steve Buissinne para Pixabay Os pesquisadores entrevistaram 4.324 indivíduos com Parkinson e algum comprometimento, como falta de equilíbrio, andar arrastando os pés ou travar repentinamente, o temido congelamento. Entre os participantes, 35% relataram que as dificuldades de deslocamento interferiam nas atividades do dia a dia; 52% tinham tido uma ou mais quedas no ano anterior. Em seguida, foram apresentadas as estratégias de compensação. Embora todos recorressem a algum tipo de adaptação para caminhar, 17% nunca tinham ouvido falar de qualquer técnica que pudesse ajudá-los e 23% não tinham experimentado nenhuma delas. Apenas 4% tinham conhecimento das chamadas sete estratégias, que passo a descrever aqui, lembrando que sua experimentação e adoção devem que ser discutidas com o médico e vão depender do estágio da enfermidade. A primeira é se valer de uma “pista” ou “deixa” interna para ter consciência do movimento – por exemplo, seguir uma contagem dentro da cabeça. A segunda é a “pista” externa, como se deslocar no ritmo de um metrônomo (aparelho que, através de pulsos de duração regular, indica um andamento musical). Terceira: criar um padrão de marcha distinto, como pisar forte em cada passada. Quarta: incrementar a ação a partir da observação, assistindo a outra pessoa caminhar. Quinta: treinar movimentos diferentes, como pular ou andar de costas. Sexta: exercitar as pernas de outra forma, pedalando ou engatinhando. Sétima: atuar no quadro mental e emocional através de técnicas de relaxamento. O grande desafio é que o que antes era natural e automático se torna algo que tem que ser reaprendido. No Brasil, estudos avaliaram que o treino com pistas visuais, feito com marcadores no solo, parece ter efeito positivo, uma vez que se torna eficaz na regulação do comprimento do passo. O treinamento de marcha em esteira também tem se mostrado eficiente, de acordo com levantamento de pesquisadores do Hospital Albert Einstein.
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14/09 - Voo orbital x suborbital: entenda as diferenças da viagem da SpaceX para as de Bezos e Branson
Empresa de Elon Musk pretende enviar a primeira tripulação totalmente civil à órbita da Terra na quarta-feira (15). Missão é mais ambiciosa do que os voos da Blue Origin e da Virgin Galactic. Lançamento do foguete Falcon 9, da SpaceX, em 23 de abril de 2021 Joe Skipper/Reuters O voo espacial que a SpaceX pretende realizar a partir desta quarta-feira (15) se difere do que foi feito nos últimos meses pelos bilionários Jeff Bezos (Blue Origin) e Richard Branson (Virgin Galactic). Enquanto as viagens anteriores tinham escala suborbital, a missão da SpaceX, do bilionário Elon Musk, deve alcançar a órbita terrestre e dar voltas em torno do planeta. QUEM É QUEM: bilionário e outros 3 tripulantes do voo Elon Musk, Jeff Bezos, Richard Branson: os multimilionários que disputam a nova corrida espacial O objetivo é realizar o feito na missão Inspiration4, que será a primeira com tripulação totalmente civil a orbitar a Terra. De forma resumida, a diferença entre os tipos de voos está na trajetória realizada pelas aeronaves. É o que explicou o astrofísico do Centro Universitário FEI, Cassio Barbosa, em reportagem do G1, em julho. "Enquanto no voo orbital a nave consegue circular a Terra, ou seja, partir e retornar à atmosfera a partir de um mesmo ponto, o voo suborbital não tem velocidade para completar essa trajetória, então a nave sobe até um ponto máximo e depois cai em queda livre de volta à Terra", afirmou Barbosa. Entenda a diferença entre voo orbital e voo suborbital G1 Um voo suborbital é parecido com o arremesso de uma bola de basquete em direção à cesta. A cápsula em que estão os tripulantes atinge uma altitude máxima e, em seguida, retorna ao solo em uma trajetória parecida. Entenda o voo suborbital em vídeo: O que a ida de Bezos ao espaço e um arremesso de basquete tem em comum No voo orbital, que será realizado pela SpaceX, a nave alcança uma velocidade bem superior e consegue se manter por algum tempo na órbita da Terra. A queda ao solo é mais lenta e ocorre durante essa trajetória em torno do planeta. O voo da SpaceX exigirá uma velocidade muito mais elevada. A Blue Origin e a Virgin Galactic chegaram a 3.700 km/h em seus voos suborbitais. A empresa de Musk, por sua vez, pretende alcançar 27.358 km/h, segundo a agência Reuters. A meta equivale a 22 vezes a velocidade do som. Sonha em ser um turista espacial? Veja o que as empresas planejam Steve Wozniak, cofundador da Apple, cria empresa no ramo espacial Altitude O voo da SpaceX precisa atingir uma altitude bem superior à alcançada nas missões das outras duas empresas. A viagem de Jeff Bezos ultrapassou a Linha de Kármán, que fica a 100 km acima do nível do mar – limite convencionado para definir o início do espaço. Já a missão com Richard Branson alcançou 89 km. Apesar de ter ficado abaixo da Linha de Kármán, o voo ultrapassou os 80 km, considerados pela Nasa e pelo Exército dos Estados Unidos como barreira espacial. O foguete da empresa de Elon Musk tem altitude alvo de 575 quilômetros, acima das órbitas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) e do telescópio espacial Hubble. SpaceX: 10 pontos sobre a companhia e seu polêmico fundador, Elon Musk Treinamento Os quatro tripulantes da Inspiration4 realizaram treinamento durante vários meses, segundo a agência AFP. Esta etapa incluiu a experiência de força G em uma centrífuga – um braço gigante que gira em alta velocidade. O grupo também realizou voos parabólicos para experimentar a falta de gravidade por alguns segundos e uma caminhada na neve em grande altitude no Monte Rainier, no noroeste dos EUA. Durante a missão, eles terão o sono, a frequência cardíaca, o sangue e as habilidades cognitivas examinadas. Os tripulantes passarão por testes antes e depois do voo como parte de um estudo do impacto da viagem em seus organismos. O objetivo é acumular dados para outras missões com passageiros civis. Veja 10 curiosidades sobre a SpaceX e seu polêmico fundador, Elon Musk: SpaceX: 10 pontos sobre a companhia e seu polêmico fundador, Elon Musk Relembre a viagem espacial de Jeff Bezos no YouTube do G1 Initial plugin text
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14/09 - As lições do caso em que professora sem vacina infectou metade da classe com Covid-19 nos EUA
CDC investigou caso em que docente inadvertidamente levou o vírus para sua sala de aula; caso traz ensinamentos sobre a importância de se prestar atenção a sintomas leves e de adultos se responsabilizarem pela proteção de crianças, que ainda não podem se vacinar. Caso ocorrido na Califórnia ilustra a importância de se manter rígidos protocolos sanitários em escolas e não se ignorarem sintomas, mesmo que leves Getty Images No momento em que as escolas da cidade de Nova York - que abriga a maior rede de ensino dos EUA - reabrem suas portas para a totalidade dos alunos, ao mesmo tempo em que os índices de vacinação contra covid-19 estagnaram entre os americanos e a variante delta avança, o país e o mundo discutem a segurança das crianças na volta às aulas. As crianças, desde o início, têm sido proporcionalmente menos afetadas que os adultos pelo coronavírus Sars-Cov-2, mas seguem suscetíveis sobretudo se estiverem rodeadas de adultos não vacinados ou que não cumprirem protocolos sanitários, como mostra um estudo do Centro de Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos EUA (veja detalhes do caso abaixo). Covid: o que está por trás da decisão de usar vacina da Pfizer em quem tomou 1ª dose de AstraZeneca Nesta segunda-feira (13/9), segundo o jornal The New York Times, 1 milhão de crianças nova-iorquinas retornaram às salas de aula, a maioria delas pela primeira vez em 18 meses. Todos os funcionários do Departamento de Educação da cidade serão obrigados a se vacinar, por ordem da prefeitura. Mas a obrigatoriedade da vacinação, bem como do uso de máscaras, ainda é um ponto controvertido nos EUA. No que diz respeito às máscaras, segundo levantamento da Associated Press, até agosto, apenas dez Estados americanos e a capital Washington DC seguiam as recomendações do CDC e exigiam que todos os estudantes e educadores usassem a proteção facial. Trinta e dois Estados deixaram a decisão nas mãos dos distritos escolares ou dos pais. E oito Estados, na contramão das recomendações, aprovaram leis ou ordens executivas impedindo que o uso de máscaras fosse uma exigência. No que diz respeito à vacinação, o presidente Joe Biden afirmou, em discurso na semana passada, que "90% dos funcionários de escolas e professores estão vacinados (no país). Precisamos chegar a 100%." Covid e crianças: saiba o que os estudos mais recentes dizem sobre volta às aulas, transmissão e gravidade da doença Crianças com coronavírus podem desenvolver síndrome rara A professora que acabou infectando metade da turma com covid-19 Nessa discussão, ganhou notoriedade recentemente um estudo produzido pelo CDC detalhando um caso ocorrido na Califórnia, que ilustra a importância de medidas preventivas nas escolas para garantir a proteção de alunos e educadores. Em 25 de maio, segundo o CDC, o Departamento de Saúde Pública do Condado de Marin foi notificado que uma professora do ensino fundamental havia testado positivo para a covid-19. Ela não havia sido vacinada. Ao longo das semanas seguintes, outros 26 casos de covid-19 (sintomáticos ou assintomáticos) foram identificados entre alunos da escola e seus parentes. Os alunos, por sua vez, tinham menos de 12 anos e, portanto, ainda não podiam ser vacinados, segundo as regulações vigentes em torno das vacinas aprovadas nos EUA (aqui no Brasil também só estão sendo vacinados adolescentes acima de 12 anos, com a vacina da Pfizer; a CoronaVac teve até o momento pedido negado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para que fosse aplicada em crianças a partir de três anos). Na sala de aula da professora californiana, foi identificado que a metade dos estudantes (12 de um total de 24) acabou sendo contaminada. Outro foco de contaminação na mesma escola ocorreu em outra classe, aparentemente quando um aluno fez uma "festa do pijama" em sua casa. "O elo epidemiológico entre as duas classes permanece desconhecido, mas acredita-se que se deva à interação dentro da escola", diz o CDC. O caso - em que todos se recuperaram de quadros leves da covid-19, sem a necessidade de hospitalização - trouxe lições importantes, como aponta o estudo do CDC. A BBC News Brasil pediu também a análise do pediatra brasileiro Daniel Becker, que integra o Instituto de Saúde Coletiva da UFRJ e o Comitê Científico de ações anti-covid da prefeitura do Rio de Janeiro. VÍDEO: O que se sabe sobre vacinação em crianças e adolescentes Veja a seguir alguns dos pontos mais importantes: Sintomas, mesmo que simples, não devem ser ignorados A professora em questão (que não foi identificada), segundo o CDC, começou a apresentar sintomas da covid-19 - no caso dela, congestão nasal e fadiga - a partir de 19 de maio, mas trabalhou mais dois dias sentindo febre, tosse e dores de cabeça, antes de ser testada (e dar positivo), em 21 de maio. A professora acreditou se tratar de sintomas de alergia, mas o caso ressalta a importância de não deixarmos passar nem mesmo sintomas leves - particularmente em um momento de avanço da variante Delta, que é bem mais transmissível que a versão original do coronavírus. Alguns dos sintomas da Delta são semelhantes aos de um resfriado comum - como obstrução nasal, coriza, tosse, dor de garganta, febre, dor de cabeça, falta de apetite -, o que pode fazer com que passem despercebidos. Essa atenção aos sintomas deve se dar também no caso das crianças, que não devem ser mandadas à escola de forma alguma se apresentarem até mesmo coriza, explica Daniel Becker. "Temos que nos manter cuidadosos e testar todas as crianças com quadro febril ou coriza, depois do quarto ou quinto dia (dos sintomas), com teste de antígeno (o que é feito com a inserção do "swab" no nariz e cujo resultado que sai poucas horas depois)", diz o médico - ressaltando, porém, que, mesmo com a Delta, os quadros graves de covid-19 em crianças ainda são mais raros do que em adultos e que reações alarmistas são contraproducentes. "O importante é sermos muito cuidadosos com as crianças e mantermos um olhar de vigilância, mesmo que seus pais tenham sido vacinados - porque vez ou outra podemos ter casos graves", agrega. É sempre bom lembrar que, no caso da covid-19, mesmo pessoas assintomáticas (e vacinadas) podem transmitir o vírus, embora os casos sejam mais raros do que entre grupos não vacinados. No caso do estudo californiano, todos os que testaram positivo para covid-19 ficaram dez dias em isolamento, bem como as pessoas que tiveram contato com eles. As salas infectadas foram temporariamente fechadas e higienizadas durante esse período. A importância da máscara Assunto altamente politizado nos EUA, a máscara demonstrou sua importância no episódio da escola californiana. A investigação do CDC apontou que a professora em questão parece ter descumprido a exigência local de uso de máscaras em espaços fechados e leu em voz alta para seus alunos - falar em voz alta, sem máscara, é uma das formas como inadvertidamente espalhamos mais gotículas de saliva potencialmente contaminadas. A maior incidência de alunos infectados foi justamente entre os que sentavam nas primeiras fileiras diante da professora (veja abaixo no gráfico do CDC). Nas circunstâncias atuais, opina Daniel Becker, é "inadmissível que um professor não use máscara em sala de aula". "A politização do uso das máscaras é uma estupidez - que não se consiga chegar a um consenso sobre algo tão simples", critica. Um ponto é que a infecção na escola californiana ocorreu apesar de medidas sanitárias importantes terem sido tomadas: as salas de aula estavam com as janelas abertas e tinham filtros de ar de alta eficiência. Apesar disso, a ventilação dos ambientes escolares continua sendo uma medida crucial para diminuir as chances de transmissão do vírus, ao reduzir a concentração de gotículas e aerossóis potencialmente infectados (uma sugestão de especialistas é colocar um ventilador de frente para uma janela - ele funciona como uma espécie de exaustor, puxando o ar de dentro e empurrando-o para fora do cômodo). A vacinação ofereceu proteção comunitária "Esse surto originado em uma professora não vacinada demonstra a importância de vacinar funcionários de escola que estão em contato próximo e em ambientes fechados com crianças que não podem ser vacinadas, à medida que as escolas reabrem as portas", diz o estudo do CDC, destacando o alto potencial de espalhamento da variante delta. Mas o CDC ressalta também que a alta taxa de vacinação no condado de Marin, onde fica a escola em questão, ajudou a conter o coronavírus, oferecendo proteção coletiva: "Uma transmissão além (de estudantes e familiares) parece ter sido impedida pelos altos níveis de vacinação comunitária. No momento do surto, cerca de 72% da população para a qual havia vacina disponível estava totalmente vacinada", diz o estudo. "Essas descobertas sustentam as evidências de que as atuais vacinas contra covid-19 aprovadas emergencialmente pela FDA (agência americana que regula medicamentos e alimentos) são efetivas contra a variante delta. No entanto, os riscos de transmissão continuam elevados entre indivíduos não vacinados em escolas", prossegue o texto. O CDC ressalta que, além da vacinação em massa, é preciso manter medidas rígidas de prevenção - uso correto de máscaras, testagem rotineira, ventilação constante e quarentena no caso de pessoas sintomáticas ou que testaram positivo - para garantir a proteção no ambiente escolar. Nos EUA, depois de a campanha de vacinação em massa ter colocado o país na dianteira global da proteção contra a covid-19, a resistência de parte da população à imunização criou terreno fértil para que a variante delta se espalhasse em algumas comunidades. Essa resistência também fez com que os EUA reduzissem o ritmo de imunização da população em geral. Segundo a plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford, até 12 de setembro em torno de 178,7 milhões de americanos estavam totalmente vacinados, de uma população total de 328 milhões de pessoas. Atualmente, enquanto o Brasil aplica diariamente 0,66 dose de vacina a cada 100 habitantes, nos EUA essa taxa é hoje de 0,22. Isso levou a medidas como a adotada no condado de Los Angeles, também na Califórnia, onde a vacinação de todos os estudantes com 12 anos ou mais passou a ser obrigatória, a despeito da resistência de parte dos pais - seja por não se sentirem seguros quanto à vacina ou por não concordarem com interferências externas na tomada de decisões com relação às crianças, informou a agência Reuters. Mas, nas palavras de uma das integrantes do conselho escolar (em cuja instância foi aprovada a obrigatoriedade das vacinas), "não vejo isso (vacinação) como sua escolha ou minha escolha. Vejo isso como uma necessidade comunitária. O que significa que as pessoas terão de fazer coisas com as quais não estão confortáveis, com as quais estão inseguras ou que possam conter algum risco." Adultos têm que proteger as crianças Por fim, uma lição importante do estudo do CDC é que ainda recai sobre os adultos a responsabilidade de garantir que as escolas sejam lugares seguros. "As vacinas são eficientes contra a variante delta, mas o risco de transmissão segue elevado entre pessoas não vacinadas em escolas onde não há um cumprimento rígido das estratégias de prevenção", diz o CDC. Por enquanto, diz o pediatra Becker, o que sabemos é que, como a variante Delta é mais transmissível, ela também se transmite mais entre crianças, na mesma proporção (ou seja, ainda em números absolutos menores do que entre adultos). No Rio de Janeiro, a delta é considerada a variante do coronavírus prevalente nas contaminações desde o mês passado, elevando a sobrecarga em hospitais. Uma análise recente apontou que essa variante representa 90% dos casos geneticamente sequenciados no Estado - e é bom lembrar que, em diversos momentos da pandemia, a situação no Rio de Janeiro antecipou o quadro geral visto no restante do país. "Com a Delta, estamos vendo crianças levando o vírus para casa, o que não víamos tanto antes. Mas a grande maioria das crianças continua pegando a covid-19 em casa, dos adultos", diz Becker. Esse aumento de contágio pela delta não tem, ao menos por enquanto, se refletido em mais mortes entre crianças, diz o médico. "Não há neste momento explosão de casos entre crianças ou motivo para pânico. Mas temos que implementar os protocolos com rigor. Não é momento para festinhas em lugares fechados, porque a delta é braba mesmo. Temos que cuidar das crianças, que são um grupo ainda não vacinado", conclui.
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13/09 - Covid: o que está por trás da decisão de usar vacina da Pfizer em quem tomou 1ª dose de AstraZeneca
Especialistas criticam a falta de diálogo e de políticas de vacinação unificadas entre Ministério da Saúde, Estados e municípios. Esquema heterólogo, com doses de fabricantes diferentes, não é considerado como estratégia principal, mas tem eficácia e segurança comprovadas. Pelo menos cinco capitais registraram falta de doses de AstraZeneca nos últimos dias Getty Images Nesta segunda-feira (13/9), algumas cidades brasileiras começaram a oferecer a vacina da Pfizer às pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante da AstraZeneca e estão com a segunda dose que protege contra a covid-19 atrasada. Essa decisão acontece após algumas capitais, como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio de Janeiro (RJ) registrarem falta de estoques do produto da AstraZeneca durante as primeiras semanas de setembro. Queiroga diz que campanha de vacinação é 'sucesso' e que reclamação por falta de doses é 'narrativa' Quem tomar Pfizer no lugar da 2ª dose de AstraZeneca precisa assinar autorização em SP De um lado, representantes de Estados e municípios alegam que o Ministério da Saúde deixou de enviar vacinas que foram prometidas para o mês — o governo de São Paulo, por exemplo, afirmou ter recebido quase 1 milhão de doses a menos que o previsto. "O não envio destas doses pelo Ministério da Saúde descumpre uma obrigação do órgão federal em disponibilizar vacinas necessárias à imunização complementar das pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina", acusam os dirigentes paulistas, em nota publicada no site do Estado. Do outro, representantes do governo federal criticam os governadores e prefeitos que fizeram planos próprios de vacinação e não seguem as diretrizes estabelecidas no Programa Nacional de Imunização, o PNI. Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (13/9), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, classificou a situação como uma "Torre de Babel vacinal", numa alusão bíblica à falta de diálogo entre as diferentes esferas de poder. "Eu peço que os gestores de saúde sigam o PNI para nós, juntos, conseguirmos fazer uma campanha [de vacinação contra a covid-19] mais eficiente", disse Queiroga. "No final de semana eu estive no Amazonas, visitei uma unidade de saúde ribeirinha e lá tinha CoronaVac, vacina da Pfizer e da AstraZeneca. Por que lá tem vacina e no principal Estado do país não tem?", perguntou o ministro, numa alusão aos protestos do governo de São Paulo. Em meio às discussões, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e responsável por finalizar a produção da vacina da AstraZeneca no Brasil, informa que vai liberar novos lotes, com cerca de 15 milhões de doses, a partir da terça-feira (14/9). Queiroga diz que 'campanha vai bem', apesar da falta de vacinas Cabo de guerra Não é segredo para ninguém que a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil é marcada por desavenças e pela falta de coordenação entre governo federal, Estados e municípios. "O que fez o PNI ser um sucesso nas últimas décadas foi uma política unificada, com decisões que serviam para todo o país", contextualiza a epidemiologista Carla Domingues, que coordenou esse programa no Ministério da Saúde entre 2011 e 2019. O problema é que, durante a atual pandemia, os critérios ficaram bagunçados e os governadores e prefeitos passaram a seguir regras próprias. "Isso só demonstra a desorganização da nossa campanha. O Ministério da Saúde faz um plano e Estados e municípios buscam uma independência que vai gerar o desabastecimento", entende a especialista. São vários os exemplos desse desajuste — um dos mais recentes é o início da vacinação contra a covid-19 de adolescentes em algumas cidades, à revelia do que foi estabelecido como prioridade pelo governo federal. O descompasso traz consequências práticas. Isso porque o Ministério da Saúde compra, distribui e indica a aplicação das doses em determinados grupos seguindo um cronograma, que está alinhado aos contratos assinados e aos prazos de entrega dos fabricantes. Portanto, se um prefeito ou governador decide modificar algo na campanha de vacinação local, como a inclusão de mais pessoas no público-alvo, por exemplo, os estoques podem se esgotar antes do previsto. É preciso considerar um segundo fator para a falta de doses em algumas cidades: a FioCruz só recebeu uma nova remessa de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), os ingredientes que vêm da China e são necessários para finalizar a fabricação da vacina no Brasil, nos últimos dias de agosto. Acontece que o processo de produção, envase e controle de qualidade necessário para liberar os lotes costuma levar cerca de três semanas. Ou seja: as 15 milhões de doses prometidas para setembro, que garantiriam a continuidade da campanha de vacinação, inclusive com a aplicação da segunda dose numa parcela da população brasileira, só começaram a ficar prontas nos últimos dias. Procurada pela BBC News Brasil, a FioCruz reafirmou que não há escassez e nem atraso na entrega: os novos lotes serão liberados ainda nesta semana, conforme anunciado num comunicado do dia 2 de setembro. "A partir de terça-feira (14/9) está previsto o início da liberação de lotes de vacinas, que estão na etapa de controle de qualidade, para as entregas desta semana. Os quantitativos e as datas de entrega serão informados à medida que ocorrerem as liberações", afirmou a fundação, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa. O pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), teme que o descompasso entre governo federal, Estados e municípios possa alimentar futuras crises de desabastecimento na campanha contra a covid-19. "É preciso lembrar que a vacina da Pfizer está sendo utilizada como terceira dose em idosos e imunossuprimidos, é a única aprovada para adolescentes de 12 a 17 anos e agora também é usada naqueles que tomaram a primeira de AstraZeneca em algumas cidades", conta. "Temos que avaliar muito bem as decisões porque, com a indicação desse imunizante para propósitos que não estavam no plano original, corremos o risco de também sofrermos com a falta de estoque dele no futuro", alerta. A combinação de vacinas é segura e efetiva? Segundo as informações oficiais, tudo indica que a política de usar o produto da Pfizer como segunda dose em quem tomou a primeira da AstraZeneca vai durar poucos dias. A cidade de São Paulo, por exemplo, anunciou que os cidadãos que deveriam receber a segunda dose de AstraZeneca entre 1º e 15 de setembro e estão atrasados tomarão a da Pfizer nos próximos dias. Mas, como as entregas da FioCruz devem ser iniciadas em breve, as doses de AstraZeneca voltarão a ficar disponíveis nos postos de saúde nos municípios onde elas estavam em falta. Mesmo assim, vale esclarecer que o esquema heterólogo (com vacinas de dois produtores diferentes) já é realidade para alguns públicos da atual campanha de vacinação. É o caso das gestantes, que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e devem receber a segunda da Pfizer, e dos idosos com mais de 70 anos, que tiveram acesso a duas doses da CoronaVac no início de 2021 e agora poderão levar uma terceira aplicação, preferencialmente de Pfizer, AstraZeneca ou Janssen. Cunha diz que a combinação de vacinas de mais de um fabricante não deve ser a estratégia principal, mas também não prejudica a saúde. "Nós continuamos a defender que as pessoas tomem o mesmo tipo de vacina duas vezes. Mas é preciso reconhecer que o esquema heterólogo, com AstraZeneca e Pfizer, trouxe resultados iguais ou até melhores em comparação com o esquema homólogo [com as mesmas duas doses]", interpreta. Uma das pesquisas a avaliar a possibilidade de combinar as vacinas foi realizada na Universidade de Saarland, na Alemanha. Os resultados, publicados em julho no periódico científico Nature Medicine, apontam que o esquema heterólogo (AstraZeneca + Pfizer) levou a uma melhor resposta do sistema imunológico em comparação com os regimes homólogos, que se valeram apenas de um tipo de imunizante. Outro estudo, feito na Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou que aplicar uma vacina diferente como segunda dose pode levar a um aumento em alguns efeitos colaterais mais leves, especialmente a febre. A investigação também utilizou os produtos de Pfizer ou AstraZeneca. Mas a boa notícia é que esse incômodo pode ser controlado com a prescrição de remédios que regulam a temperatura corporal. Por ora, não foram publicados trabalhos sobre a combinação da CoronaVac com os outros imunizantes disponíveis no Brasil ou no mundo. Portanto, ela não é considerada como uma opção para os regimes heterólogos no momento. As experiências recentes fizeram com que entidades nacionais e internacionais, como o próprio Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), admitissem a possibilidade do esquema heterólogo em situações específicas, como a escassez momentânea de doses de algum fabricante num país ou numa região. Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil também reforçam a necessidade de ir ao posto de saúde e tomar a segunda dose para garantir um bom nível de proteção contra a covid-19. "A eficácia da vacina depende do esquema completo, com as duas doses. Se tomar só a primeira, você não vai ter todo o efeito esperado, ainda mais num cenário marcado pelo avanço da variante Delta do coronavírus", diz Domingues. E, embora o ideal seja receber a segunda vacina na data estipulada, respeitando o intervalo preconizado, não há nenhum problema em completar o esquema de imunização alguns dias depois. "O atraso de uma ou duas semanas não vai interferir em nada na resposta vacinal", garante Cunha. "A segunda dose, mesmo com um pequeno atraso, é fundamental para melhorar a resposta imune e prolongar a proteção contra as formas graves de covid-19", completa o pediatra.
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13/09 - Brasil ultrapassa 21 milhões de casos registrados de Covid; média móvel de mortes completa 3 semanas em queda
País contabiliza 587.138 óbitos e 21.005.064 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de casos diários, na casa dos 15 mil, é a menor registrada desde maio de 2020. Média móvel de mortes por Covid completa 3 semanas em queda O Brasil registrou nesta segunda (13) 256 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 587.138 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 467. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -30% e aponta tendência de queda. São agora três semanas seguidas com tendência de queda nesse comparativo. Além disso, o país ultrapassou a marca de 21 milhões de diagnósticos de Covid registrados no território nacional e chegou à menor média móvel de casos desde maio do ano passado (veja detalhes mais abaixo). Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta segunda. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. A variação percentual leva em conta os números das duas pontas do período Editoria de Arte/G1 Veja a sequência da última semana na média móvel: Terça (7): 526 Quarta (8): 461 Quinta (9): 457 Sexta (10): 453 Sábado (11): 468 Domingo (12): 473 Segunda (13): 467 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Cinco estados aparecem com tendência de alta nas mortes: PI, CE, RO, PE, RN. Acre, Amapá e Sergipe não registraram mortes nas últimas 24 horas. Já o estado do Rio de Janeiro não divulgou novos dados de casos e mortes até a noite desta segunda. A secretaria estadual informou que teve problemas no sistema de notificação do Ministério da Saúde, e por isso não conseguiu atualizar os dados. Questionado pela produção do Jornal Nacional, o ministério informou que não foi identificada qualquer indisponibilidade no sistema de registros de casos e óbitos pela Covid-19. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 21.005.064 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 8.280 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 15.336 diagnósticos por dia - o menor número registrado desde 20 de maio de 2020 (quando estava em 14.647). resultando em uma variação de -34% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 13 de setembro Total de mortes: 587.138 Registro de mortes em 24 horas: 256 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 467 (variação em 14 dias: -30%) Total de casos confirmados: 21.005.064 Registro de casos confirmados em 24 horas: 8.280 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 15.336 (variação em 14 dias: -34%) Estados Em alta (5 estados): PI, CE, RO, PE, RN Em estabilidade (4 estados): GO, SC, MT, RR Em queda (16 estados e o DF): AL, MG, PR, PB, AP, DF, RS, AC, TO, ES, PA, SP, MS, BA, MA, AM, SE Não divulgou (1 estado): RJ Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação O balanço da vacinação contra Covid-19 também feito pelo consórcio aponta que 138.643.722 pessoas já receberam a primeira dose no Brasil, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 64,99% da população brasileira. A segunda dose já foi aplicada em 70.143.567 pessoas e a dose única em 4.152.095, totalizando 34,83% da população do país em todos os estados e no Distrito Federal. Já a dose de reforço foi aplicada em 105.569 pessoas. No total, 213.044.953 doses foram aplicadas em todo o país. Veja a situação nos estados Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -21% RS: -31% SC: -3% Sudeste ES: -40% MG: -19% RJ: o estado não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de domingo (12), estava em -24% (queda) SP: -48% Centro-Oeste DF: -26% GO: -2% MS: -57% MT: -5% Norte AC: -33% AM: -65% AP: -25% PA: -44% RO: +29% RR: -7% TO: -39% Nordeste AL: -17% BA: -59% CE: +34% MA: -64% PB: -22% PE: +20% PI: +70% RN: +18% SE: -90% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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13/09 - Pesquisa usa molécula capaz de interferir no DNA de célula para combater câncer
Estratégia testada com sucesso em modelos animais poderia ser utilizada com qualquer tipo de tumor, explica cientista do CNPEM, em Campinas (SP); próximo passo é analisar eficiência em cultura de células humanas. Pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, do CNPEM, trabalha no desenvolvimento de técnica antitumoral CNPEM/Divulgação Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), testaram uma nova estratégia de combate ao câncer que utiliza uma molécula sintética capaz de interferir no DNA de células de defesa do organismo para que o sistema imunológico possa atacar o tumor. Segundo o pesquisador Marcio Chaim Bajgelman, os tumores utilizam artifícios para escapar da ação do sistema imunológico, e a técnica, testada com sucesso em modelos animais, mostra que é possível 'desabilitar' a atividade imunossupressora desenvolvida pelas chamadas "células T regulatórias". Bajdelman explica que o câncer aparece a partir de células do próprio organismo que adquiriram uma mutação e que começam a crescer indefinidamente. Por ser formado por células do organismo, o tumor consegue escapar de sinalizações para o sistema imune atacá-la. Uma das estratégias para isso é que os tumores secretam substâncias que atraem as células T regulatórias, que funcionam como um "guardiãs" para que o sistema imunológico não ataque o próprio organismo. É justamente nessa área que os cientistas do CNPEM conseguiram atuar. Com ajuda de uma molécula sintética, chamada aptâmero quimérico, que carrega um código genético para interferir no DNA dessa células, foi possível impedir a expressão da proteína intracelular Foxp3. É esse marcador que diferencia das células T regulatória das efetoras, que vão combater o câncer. Segundo Bajgelman, a taxa de eficiência observada para inibir o Foxp3 com o uso do aptâmero foi de 60%, o que é considerado promissor. A técnica poderia ser utilizada para o combate de todos os tipos de câncer. "Imagine dois lutadores de boxe. Se você consegue diminuir em 30, 40% da força de um deles, é suficiente para que o outro vença. Em termos moleculares, biológicos, não é preciso inibir 100% para vencer. Com 60% obtivemos resultados bem interessantes com culturas de células e modelos animais", explica o pesquisador. Próximos passos O estudo foi publicado na revista Molecular Therapy Nucleic Acids e o próximo passo da pesquisa é obter resultados semelhantes em ensaios com cultura de células humanas, que já vem sendo desenvolvidas no centro de pesquisa em Campinas. "Agora vamos transpor as sequências que foram desenhadas para genes de camundongos e trabalhando para testes em células humanas. Já temos alguns resultados in vitro, e estamos aperfeiçoando o sistema. É um trabalho que começou em 2012, e conseguimos gerar tecnologia nacional. Acredito que dentro de uns quatro anos, possamos partir para a parte de ensaios clínicos", projeta o pesquisador. Combinando esforços Entre as ações desenvolvidas no CNPEM para o combate ao câncer estão as vacinas antitumorais, que diferente dos imunizantes capazes de prevenir doenças, são feitas a partir de células tumorais do próprio paciente geneticamente modificadas em tratamentos que já se mostraram promissores. "A vacina consiste em modificar células tumorais para que produzam imunomoduladores. Estes imunomoduladores estimulam as células de defesa do organismo a identificar e eliminar o câncer", explica Bajgelman. Vacina contra o câncer de pele desenvolvida no Brasil é testada com sucesso em cobaias, diz estudo Vacina contra o câncer de mama mais agressivo tem sucesso em teste com camundongos, aponta pesquisa Segundo o pesquisador, utilizar a vacina combinada com a técnica do aptâmero quimérico podem potencializar as terapias contra o câncer. A expectativa é que no futuro essas técnicas possam ser combinadas com outras estratégias já utilizadas, como a quimioterapia, diminuindo a quantidade de fármaco aplicada e melhorando a qualidade de vida do paciente em tratamento. Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração, instalado no CNPEM, em Campinas Nelson Kon O que é o CNPEM? O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (MCTI). O centro é constituídos por quatro laboratórios nacionais e abriga o Sirius, laboratório de luz síncrotron de 4ª geração. Principal projeto científico do governo federal, o Sirius atua como uma espécie de "raio X superpotente" que analisa diversos tipos de materiais em escalas de átomos e moléculas. Além do Sirius, há apenas outro laboratório de 4ª geração de luz síncrotron operando no mundo: o MAX-IV, na Suécia. Para observar as estruturas, os cientistas aceleram os elétrons quase na velocidade da luz, fazendo com que percorram o túnel de 500 metros de comprimento 600 mil vezes por segundo. Depois, os elétrons são desviados para uma das estações de pesquisa, ou linhas de luz, para realizar os experimentos. Esse desvio é realizado com a ajuda de imãs superpotentes, e eles são responsáveis por gerar a luz síncrotron. Apesar de extremamente brilhante, ela é invisível a olho nu. Segundo os cientistas, o feixe é 30 vezes mais fino que o diâmetro de um fio de cabelo. VÍDEOS: Tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no G1 Campinas
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13/09 - Empresa anuncia US$ 15 milhões para trazer à vida um mamute extinto há 10 mil anos
Intenção da empresa americana "Colossal" não é fazer cópias perfeitas do gigante extinto, mas sim adaptar o DNA do mamute usando parte do genoma do elefante asiático. Reconstrução de um exemplar de mamute-lanoso que está no Museu Real da Columbia Britânica rpongsaj/Wikimedia Commons Uma empresa de biociência e genética anunciou nesta segunda-feira (13) o investimento de 15 milhões de dólares (cerca de 78 milhões de reais) para trazer o mamute-lanoso de volta à vida. Para recriar o animal extinto há cerca de 10 mil anos, os pesquisadores planejam usar parte do genoma dos elefantes asiáticos. Esqueleto bem preservado de mamute é encontrado em lago no Ártico Pesquisadores descobrem DNA mais antigo do mundo em mamutes da Sibéria O gigante conhecido por suas presas invertidas e alongadas era um mamífero que se alimentava de plantas e habitava as áreas mais congelantes do globo, façanha que só era possível graças às duas camadas de pelo espesso que mantinham seu sangue quente. O audacioso projeto que promete trazer de volta à vida criaturas da Idade do Gelo foi anunciado pela empresa americana Colossal, fundada por Ben Lamm, um empresário de tecnologia e software, e George Church, geneticista pioneiro na abordagem sobre edição de genes e professor de genética de Harvard. Segundo eles, trazer o mamute-lanoso representa não só um grande avanço para a ciência na possibilidade de reverter o cenário de espécies extintas, mas também uma forma de combater às mudanças climáticas. RELEMBRE: Jornal Nacional (2012) - Filhote de mamute começa a ser exposto em países da Ásia É possível trazer espécies extintas de volta à vida? Segundo a Colossal, sim. Contudo, a ideia não é fazer cópias exatas do gigante extinto, mas sim adaptá-lo utilizando parte do DNA do elefante asiático, o animal vivo que possui o maior número de genes semelhantes ao do mamute. "Embora o mamute-lanoso não esteja vivo andando pelas tundra, o código genético do animal está quase 100% vivo nos elefantes asiáticos de hoje. Precisamente, os dois mamíferos compartilham uma composição de DNA 99,6% semelhante", defendem os cientistas. Para isso, os pesquisadores irão criar embriões utilizando células retiradas da pele de elefantes asiáticos e, em laboratório, irão reverter os estágios dessas células até que se tornem células-tronco, que são células mais versáteis e que carregam o DNA dos mamutes. Aquecimento global: animais passam por metamorfose para sobreviver, diz estudo O mistério da 'concepção imaculada' dos tubarões Células específicas responsáveis pela caracterização dos peles, presas, camada de gordura e outras características que fazem os mamutes adaptáveis às regiões mais frias do globo serão identificadas a partir da comparação com o genoma extraído da carcaça de mamutes recuperados no permafrost -nome dado à camada permanentemente congelada abaixo da superfície da Terra. "Graças ao seu habitat no permafrost, tundra e regiões congeladas de estepe, muitos mamutes que morreram nunca se deterioraram completamente - em vez disso, permaneceram selados no gelo para serem descobertos posteriormente. Assim, as amostras de tecido coletadas contêm DNA intacto, comida não digerida nos estômagos dos mamutes, pelos, presas e muito mais", afirmam os pesquisadores. Caso esses processos sejam bem-sucedidos, os embriões serão levados para uma barriga de aluguel ou um útero artificial, onde serão gestados. A gestação de um elefante, caso se desenvolva sem problemas, dura 22 meses. RELEMBRE: Jornal das Dez (2015) - Esqueleto de um mamute é encontrado por um fazendeiro nos Estados Unidos Como poderia ajudar no combate às mudanças climáticas? Segundo os pesquisadores, os mamutes poderiam ajudar a combater o avanço das mudanças climáticas trazendo de volta a vegetação original das tundras, que mais se assemelham a um pasto, do que o que é atualmente, coberto por musgos. Isso ajudaria a evitar o aquecimento do permafrost e, consequentemente, seu descongelamento. Pesquisadores estimam que o permafrost mantém quase 1,7 trilhão de toneladas de carbono aprisionado, ou seja, quase o dobro do dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera. G1 no YouTube
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13/09 - Queiroga diz que campanha de vacinação é 'sucesso' e que reclamação por falta de doses é 'narrativa'
Na semana passada, cidades de 5 estados não tinham vacina AstraZeneca para 2ª dose. Queiroga diz que 'campanha vai bem', apesar da falta de vacinas O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta segunda-feira (13) que a campanha de vacinação contra a Covid-19 no Brasil já é "um sucesso". O ministro disse ainda que a reclamação de que falta vacina para aplicação da segunda dose é uma "narrativa". No contexto político atual, a palavra "narrativa" é usada de forma pejorativa para apontar uma versão dos fatos que não corresponde à realidade. Quem tomar Pfizer no lugar da 2ª dose de AstraZeneca precisa assinar autorização em SP Cidade do Rio retoma vacinação de adolescentes na quarta Queiroga afirmou que estados não respeitaram as orientações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e aceleraram, por exemplo, a antecipação dos intervalos entre doses e a vacinação dos adolescentes. "Eu também falei que quem adotasse esquemas diferentes do PNI não teria garantias de doses", disse Queiroga. "Por conta disso (desrespeito ao PNI) que surgem essas narrativas que falta dose. Na realidade, muitos já avançaram além (dos públicos previstos), e se avançaram é porque tinha doses", afirmou Queiroga em Brasília. 'Reclamadores crônicos' Queiroga afirmou que há "reclamadores crônicos" no país e usou sua recente visita ao Amazonas para criticar diretamente o estado de São Paulo. "Por que em uma comunidade ribeirinha tem vacina e no principal estado do país não tem? É porque lá no Amazonas estão seguindo as orientações do Programa Nacional de imunização. Você pode ver: quem reclama? Quem são os reclamadores crônicos? E aí vc verifica as publicidades que fizeram. Não foi o Ministério da Saúde que fez a publicidade (do avanço na vacinação)", disse Queiroga. Falta de doses nos estados Na sexta-feira, levantamento do G1 apontou que a aplicação da segunda dose da vacina de Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 tinha sido suspensa em diversas cidades no Brasil devido à falta do imunizante. Havia vacinação suspensa em postos de 5 estados brasileiros: São Paulo, Rio Grande do Norte, Tocantins, Rondônia e Mato Grosso do Sul. Na cidade de São Paulo, o desabastecimento já chegava a quase 100% dos locais autorizados para a aplicação. A vacinação no Espírito Santo, em Minas Gerais e em Santa Catarina poderia ser interrompida na próxima semana, caso não houvesse novas remessas da AstraZeneca. G1 no YouTube
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13/09 - Steve Wozniak, cofundador da Apple, cria empresa no ramo espacial
Chamada de Privateer, companhia ainda não deu detalhes sobre produtos ou serviços que irá oferecer. Steve Wozniak no Brasil durante a Campus Party 2011 Altieres Rohr/Especial para o G1 Steve Wozniak, cofundador da Apple ao lado de Steve Jobs, anunciou nesta segunda-feira (13) uma nova empreitada, desta vez no mercado da exploração espacial. O engenheiro eletrônico e programador se juntou a Alex Fielding, presidente-executivo da empresa de robótica Ripcord, para criar a startup Privateer Space. LEIA TAMBÉM: SpaceX enviará primeira tripulação inteiramente civil à órbita da Terra nesta quarta Sonha em ser um turista espacial? Veja o que planejam empresas do setor A companhia foi projetada para "manter o espaço seguro e acessível", segundo a descrição do primeiro vídeo de divulgação do negócio. Ainda não há detalhes sobre os produtos ou serviços que a Privateer irá oferecer. O site da empresa diz que estão em "modo furtivo" e que novidades serão mostradas na conferência AMOS Tech, voltada para exibição de avanços na tecnologia espacial, que acontece entre os dias 14 e 17 de setembro, em Maui, no Havaí, Estados Unidos. Mercado espacial O mercado de exploração do espaço tem sido alvo de investidas de bilionários como Jeff Bezos (Blue Origin), Elon Musk (SpaceX) e Richard Branson (Virgin Galactic). A Blue Origin e SpaceX estão há anos desenvolvendo foguetes que podem ser reutilizados, além de disputarem contratos com agências espaciais como a Nasa. Paralelamente a isso, as companhias miram o turismo espacial, competindo por clientes ricos dispostos a pagar uma pequena fortuna para experimentar voos supersônicos, ausência de gravidade e o espetáculo visual do espaço. Há ainda outras empreitadas mais modestas, como empresas que estudam maneiras de reduzir o lixo espacial ou a implementação de microsatélites para oferecer conexão com a internet. Ainda não está claro em qual segmento a empresa de Wozniak, Privateer, irá competir. Veja como evitar o golpe da maquininha quebrada: Fantástico mostra como se proteger de golpe que explodiu com a pandemia
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13/09 - SpaceX enviará primeira tripulação inteiramente civil à órbita da Terra nesta quarta
Evento de turismo espacial deve durar cerca de três dias e irá além das empreitadas de Jeff Bezos e Richard Branson. Viagem terá bilionário Jared Isaacman, fundador da empresa de comércio eletrônico Shift4 Payments, e mais três tripulantes selecionados por ele. Chris Sembroski, Hayley Arceneaux, Jared Isaacman e Sian Proctor, tripulantes da missão Inspiration4, durante treinamento de força G Inspiration4/John Kraus A SpaceX vai enviar quatro pessoas ao espaço nesta quarta-feira (15) em uma missão de três dias, a primeira que orbitará a Terra com tripulação totalmente civil. O evento irá marcar a entrada da empresa do bilionário Elon Musk na corrida do turismo espacial, que já contou com excursões de outros endinheirados que querem explorar esse mercado. Em julho passado, Richard Branson fez um voo ao espaço de cerca de 20 minutos pela Virgin Galactic, enquanto Jeff Bezos ficou 10 minutos a bordo da nave da sua empresa Blue Origin. Essas viagens também foram realizadas com tripulantes civis, mas não chegaram até a órbita terrestre. LEIA TAMBÉM: SpaceX: quem são os tripulantes e o que será levado no voo que orbitará a Terra Jeff Bezos, homem mais rico do mundo, vai ao espaço e agradece a clientes da Amazon: 'Vocês pagaram' Bilionário Richard Branson vai ao espaço em foguete da sua empresa Virgin Galactic Essa é, inclusive, a grande diferença do voo da SpaceX. A missão é muito mais ambiciosa do que os voos da Virgin Galactic e da Blue Origin, que tinham escala suborbital, enviando suas tripulações ao espaço e de volta para a Terra em questão de minutos. O voo da SpaceX é projetado para transportar seus quatro passageiros onde nenhuma tripulação civil jamais esteve: para a órbita terrestre. Lá, eles darão a volta ao redor do globo uma vez a cada 90 minutos e a mais de 27.358 km/h, ou aproximadamente 22 vezes a velocidade do som, segundo a Reuters. A altitude alvo é de 575 quilômetros, além das órbitas da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) ou mesmo do Telescópio Espacial Hubble. O dono da empresa espacial, Elon Musk, não estará no voo – quem fará a viagem será Jared Isaacman, norte-americano fundador da empresa de comércio eletrônico Shift4 Payments. Ele levará outros três companheiros novatos em voos espaciais (veja quem são mais abaixo). Veja 10 curiosidades sobre a SpaceX e seu polêmico fundador, Elon Musk: SpaceX: 10 pontos sobre a companhia e seu polêmico fundador, Elon Musk O veículo está pronto para decolar do Kennedy Space Center da Nasa no topo de um dos foguetes reutilizáveis Falcon 9, com um lançamento com prazo de 24 horas que se inicia às 21h (horário de Brasília) da próxima quarta (15). A expectativa é que os tripulantes retornem à Terra em 3 dias, mas ainda não foi divulgado o horário exato – isso porque é preciso que as condições climáticas estejam adequadas. A empresa de Elon Musk já transportou pelo menos dez astronautas para a ISS em nome da Nasa, mas essa será a primeira vez que viajarão astronautas não profissionais. Entenda o voo suborbital em vídeo: O que a ida de Bezos ao espaço e um arremesso de basquete tem em comum Quem são os tripulantes Chris Sembroski, Sian Proctor, Jared Isaacman e Hayley Arceneaux, tripulantes da missão Inspiration4 Inspiration4/John Kraus O idealizador da viagem e primeiro tripulante é Jared Isaacman, magnata da tecnologia de 38 anos de idade que investiu uma soma não divulgada para que Elon Musk viabilizasse o evento. Apelidado de Inspiration4, o passeio especial foi concebido por Isaacman principalmente para aumentar a conscientização e o apoio em prol de uma de suas causas favoritas, o St. Jude Children's Research Hospital, importante centro de tratamento de câncer pediátrico. Ele prometeu US$ 100 milhões ao instituto. Cada membro da tripulação foi selecionado para representar um pilar da missão, segundo a agência AFP. A mais jovem, Hayley Arceneaux, de 29 anos, é uma sobrevivente de câncer ósseo na infância, que representa a "esperança". Ela será a primeira pessoa com uma prótese a viajar ao espaço. Arceneaux também trabalha como médica assistente em Memphis, no Hospital St. Jude. A vaga da "generosidade" foi atribuída a Chris Sembroski, de 42 anos, ex-veterano da Força Aérea dos Estados Unidos que trabalha na indústria da aviação. A última cadeira da missão representa a "prosperidade" e foi oferecida a Sian Proctor, uma professora de Ciências de 51 anos que, em 2009, perdeu por pouco a oportunidade de ser astronauta da Nasa. Ela será apenas a quarta mulher afro-americana a viajar ao espaço. Treinamento O treinamento da tripulação durou vários meses, segundo a AFP, e incluiu a experiência de força G em uma centrífuga – um braço gigante que gira em grande velocidade. Também foram realizados voos parabólicos para experimentar a falta de gravidade por alguns segundos e completaram uma caminhada na neve em grande altitude no Monte Rainier, na região noroeste dos Estados Unidos. Durante os três dias em órbita, eles terão o sono, a frequência cardíaca, o sangue e as habilidades cognitivas examinadas. Os tripulantes passarão por testes antes e depois da missão para um estudo do impacto da viagem em seus corpos. A ideia é acumular dados para futuras missões com passageiros privados. Turismo espacial Foguete Falcon 9, da SpaceX, em lançamento realizado em 23 de abril de 2021 NASA/Ben Smegelsky via REUTERS Uma missão bem-sucedida deve ajudar a inaugurar uma nova era de turismo espacial comercial, com várias empresas competindo por clientes ricos e dispostos a pagar uma pequena fortuna para experimentar a alegria do voo supersônico, a ausência de gravidade e o espetáculo visual do espaço. Definir níveis aceitáveis de risco para o consumidor neste empreendimento perigoso de viagem espacial também é fundamental e levanta questões importantes. "Você precisa ser tanto rico como corajoso para embarcar nesses voos agora?" disse Sridhar Tayur, professor de gestão de operações e novos modelos de negócios da Carnegie Mellon University em Pittsburgh, em entrevista à Reuters na última sexta (10). Sonha em ser um turista espacial? Veja o que planejam empresas do setor Steve Wozniak, cofundador da Apple, cria empresa no ramo espacial O objetivo declarado da missão é tornar o espaço acessível para mais pessoas, embora as viagens espaciais permaneçam parcialmente abertas para poucos privilegiados. "Em toda história da humanidade, menos de 600 seres humanos chegaram ao espaço", disse Isaacman à AFP. "Estamos orgulhosos de que nosso voo ajude a influenciar todos aqueles que viajarão depois de nós", concluiu. Entenda a diferença entre voo orbital e voo suborbital G1 1xVelocidade de reprodução0.5xNormal1.2x1.5x2x
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12/09 - Brasil tem média móvel de 473 óbitos por Covid neste domingo; 5 estados não registraram mortes
País contabiliza 586.882 óbitos e 20.996.784 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. O Brasil registrou neste domingo (11) 292 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 586.882 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 473. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -30% e aponta tendência de queda. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste domingo. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Média móvel de mortes nos últimos 14 dias Arte/G1 Veja a sequência da última semana na média móvel: Segunda (6): 603 Terça (7): 526 Quarta (8): 461 Quinta (9): 457 Sexta (10): 453 Sábado (11): 468 Domingo (12): 473 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Acre, Amapá, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe não registraram mortes nas últimas 24 horas. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 20.996.784 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 8.082 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 16.461 diagnósticos por dia - abaixo da marca de 20 mil pelo quinto dia seguido e resultando em uma variação de -31% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 12 de setembro Total de mortes: 586.882 Registro de mortes em 24 horas: 292 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 473 (variação em 14 dias: -30%) Total de casos confirmados: 20.996.784 Registro de casos confirmados em 24 horas: 8.082 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 16.461 (variação em 14 dias: -31%) Estados Em alta (3 estados): PE, PI, RO Em estabilidade (6 estados): CE, SC, GO, MG, RN, MT Em queda (17 estados e o DF): AL, RR, DF, PB, RJ, PR, RS, AC, TO, ES, SP, MS, PA, AM, MA, BA, AP, SE Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Veja a situação nos estados Sul PR: -27% RS: -33% SC: 4% Sudeste ES: -46% MG: -5% RJ: -24% SP: -48% Centro-Oeste DF: -21% GO: -1% MS: -49% MT: -13% Norte AC: -33% AM: -58% AP: -67% PA: -56% RO: 21% RR: -21% TO: -46% Nordeste AL: -20% BA: -64% CE: 15% MA: -64% PB: -24% PE: 38% PI: 23% RN: -12% SE: -89% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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12/09 - Ansiedade: 6 exercícios para extrair algo positivo da 'emoção incompreendida', segundo neurocientista
No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo. É possível praticar exercícios para extrair algo positivo da ansiedade. Getty Images via BBC É difícil imaginar a ansiedade como algo positivo. O que há de tão bom em se sentir nervoso, preocupado, com apertos no peito? No Brasil, estima-se que cerca de 13 milhões de pessoas têm distúrbios de ansiedade, doença que atrapalha relacionamentos, desempenho profissional e o bem-estar físico e emocional do indivíduo. Mas para Wendy Suzuki, neurocientista e professora do Centro de Ciências Neurais da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, a ansiedade pode ser uma boa emoção. Em vez de lutar contra ela, Suzuki diz que ao longo de sua vida usou essa emoção para ser mais produtiva, mais otimista e, no final das contas, mais resistente. Rafa Kalimann diz que teve 'inúmeras crises de pânico'; entenda o que é, quais são os sintomas e como tratar Como exercício físico pode criar neurônios e ajudar memória A pesquisadora, autora do livro Good Anxiety: Harnessing the Power of the Most Misunderstood Emotion ("Ansiedade Positiva: Aproveitando o Poder da Emoção Mais Incompreendida", em tradução livre), especializou-se no estudo da plasticidade do cérebro e nos efeitos transformadores do exercício físico na saúde mental e no desenvolvimento cognitivo. "A boa ansiedade refere-se ao fato de que, de uma perspectiva evolutiva, a ansiedade foi projetada para nos proteger dos perigos deste mundo", disse Suzuki à BBC News Mundo, serviço da BBC em espanhol. O problema, segundo Suzuki, é que temos níveis "muito altos" de ansiedade coletiva, o que faz com que essa ansiedade perca muito de seu valor. "Para voltar às funções protetoras benéficas de nossa ansiedade", diz a especialista, "precisamos aprender a diminuir o volume de nossa ansiedade, explorar o que esses sentimentos desconfortáveis ​​associados à nossa ansiedade nos dizem sobre nós mesmos e, ao fazer isso, aprender mais sobre nós, sobre nossos sentimentos e nossas vidas emocionais." Em um artigo recente no portal Make it, da rede americana CNBC, Suzuki afirma que "a maneira mais poderosa de combater a ansiedade é trabalhar constantemente para desenvolver resiliência e força mental". Para atingir esse objetivo, a neurocientista pratica esses seis exercícios diariamente e os explica com suas próprias palavras. 1. Transforme a ansiedade em progresso A plasticidade de nossos cérebros é o que nos permite ser resilientes em tempos difíceis: aprender a se acalmar, reavaliar situações, reformular nossos pensamentos e tomar decisões mais inteligentes. É mais fácil tirar proveito disso quando nos lembramos de que a ansiedade nem sempre precisa ser ruim. Analise as proposições abaixo: A raiva pode bloquear sua atenção e capacidade de desempenho, ou pode impulsionar e motivar você. Mas a raiva aguça sua atenção e serve como um lembrete do que é importante. O medo pode desencadear memórias de fracassos anteriores. Quando isso acontece, desvia a sua atenção e atrapalha seu desempenho. Mas também pode torná-lo mais cuidadoso com suas decisões e ajudá-lo a ter reflexões mais profundas e criar oportunidades para mudar de rumo. A tristeza pode afetar seu humor e te desmotivar, mas pode ajudá-lo a mudar suas prioridades e motivá-lo a transformar o ambiente, as circunstâncias e seu comportamento. A preocupação pode fazer com que você procrastine e o impeça de atingir seus objetivos, mas pode ajudá-lo a reavaliar melhor seus planos, ajustar suas expectativas e se tornar mais realista para que você possa se concentrar em alcançar os objetivos. Meditação é forte aliada contra a ansiedade e o estresse do dia a dia A frustração pode prejudicar seu progresso e tirar sua motivação, mas pode desafiá-lo a melhorar. Essas comparações podem parecer simplistas, mas apontam para opções poderosas que produzem resultados alcançáveis. 2. Experimente algo novo Hoje em dia, é mais fácil do que nunca fazer uma nova aula online, praticar um esporte ou participar de um evento virtual. Não muito tempo atrás, participei de um treino ao vivo no Instagram com a campeã de Wimbledon, Venus Williams, no qual ela usava garrafas como pesos. Nunca fiz algo assim antes. Acabou sendo uma experiência fantástica e memorável. Meu ponto é: de graça (ou por um preço baixo) você pode forçar seu cérebro e corpo a tentar algo que você nunca cogitou antes. Não precisa ser um treinamento e não precisa ser difícil; Pode ser algo um pouco acima do seu nível ou fora da sua zona de conforto. 3. Pense em resultados positivos No início ou no final de cada dia, pense sobre todas as incertezas atuais em sua vida, incluindo as grandes e as pequenas. Vou receber uma boa avaliação de desempenho no trabalho? Meu filho vai se adaptar bem à nova escola? Vou receber uma resposta positiva após a entrevista de emprego? Agora pegue cada uma dessas situações e imagine o resultado mais otimista que a situação pode ter. Não apenas o bom resultado, mas "o melhor" resultado possível que você pode imaginar. Essa prática permite praticar a sensação de esperar resultados positivos. 4. Comunique-se com outras pessoas Ser capaz de pedir ajuda, permanecer próximo de amigos e familiares e cultivar relacionamentos que te incentivem e apoiem não apenas ajudam a manter a ansiedade sob controle, mas também reforçam o sentimento de que você não está sozinho. Não é fácil, mas sentir que está rodeado de pessoas que se preocupam com você é crucial em tempos de grande estresse, quando você precisa recorrer à sua própria resiliência para perseverar e manter o seu bem-estar. Quando sofremos uma perda ou outras formas de sofrimento, é natural que nos afastemos. Esse tipo de comportamento é percebido inclusive em animais de luto. No entanto, você também tem o poder de se aproximar da companhia daqueles que podem ajudá-lo a cuidar de si mesmo. 5. Pratique 'auto-tuíte' positivo O ator, dramaturgo e compositor Lin-Manuel Miranda (vencedor do Pulitzer, do Emmy, do Grammy e do Tony) publicou um livro no qual fala dos tuítes que envia no início e no final de cada dia. São essencialmente pequenas mensagens otimistas, divertidas, únicas e encantadoras. Se você observá-lo em suas entrevistas, verá uma pessoa intrinsecamente forte e otimista. Como pode se tornar tão resiliente, produtivo e criativo? Claramente, parte da resposta são esses lembretes positivos que ele escreve. Você não precisa compartilhá-los com outras pessoas. A ideia é ser incentivado a fazer isso no início e no final do dia. Se achar difícil, tente pensar no que uma pessoa importante em sua vida (irmão, amigo, mentor, pai) diria para você e depois escreva uma pequena mensagem ou simplesmente diga para você mesmo. 6. Mergulhe na natureza Contato com a natureza pode trazer efeitos benéficos para a saúde mental. Getty Images via BBC A ciência tem mostrado repetidamente que passar tempo na natureza tem efeitos positivos em nossa saúde mental. Alguns estudos descobriram que pode aumentar significativamente o seu bem-estar emocional e resiliência. Você não precisa morar próximo a uma floresta para mergulhar na natureza. Um parque próximo ou qualquer ambiente verde tranquilo onde não haja muitas pessoas funcionará bem. Respire, relaxe e tome consciência de sons, cheiros e imagens. Use todos os seus sentidos para criar uma maior consciência do mundo natural. Este exercício aumenta sua capacidade geral de recuperação, pois atua como uma espécie de restauração de energia e restaura o equilíbrio. Vídeos: série 'Desacelera' mostra como diminuir o ritmo do dia a dia
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12/09 - Pesquisadores criam robô camaleão com "pele" artificial capaz de se camuflar; veja o vídeo
A pele camaleônica criada em laboratório detecta cores e padrões ao redor e imita-os. Robô camaleão: pesquisadores criam "pele" artificial capaz de se camuflar Pesquisadores da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, construíram um robô camaleão coberto por uma pele artificial semelhante à do animal, capaz de detectar cores e padrões no ambiente e imitá-los para se camuflar. (assista ao vídeo) Nas imagens divulgadas pelos cientistas, o robô camaleão caminha por diferentes painéis. Conforme o piso muda de cor, o robozinho também muda imediatamente, se confundindo com o chão. A pele camaleônica criada em laboratório usa uma tinta especial que muda de cor com base na temperatura das cores, detectada por minúsculos aquecedores flexíveis. Um microprocessador recebe as informações sobre a cor do ambiente. Ele tem informações sobre as temperaturas necessárias para mudar a cor da pele do lagarto de acordo com o seu entorno. Veja também: Kim Jong-Un empreende guerra cultural para minar K-pop e gírias que vêm da Coreia do Sul Como é Songdo, a 'cidade do futuro' criada do zero na Coreia do Sul O objetivo da invenção, segundo o engenheiro mecânico e professor da Universidade Nacional de Seul, Ko Seung-Hwan, é a criação de um dispositivo, que pode ser vestido, para alterar em tempo real sua cor e padrões. "O padrão do uniforme militar da Coreia do Sul é feito para bosques e certas cores. Portanto, se você usar este uniforme militar no deserto, pode ser facilmente exposto. Mudar ativamente as cores e os padrões para combinar com os diferentes ambientes é a chave de tecnologia de camuflagem. E tornamos isso possível", disse Seung-Hwan à Reuters. Vídeos: notícias internacionais
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12/09 - Não devemos ter medo da medicina da longevidade
Objetivo da gerociência é aumentar a expectativa de vida saudável das pessoas Vou dar um exemplo de fácil compreensão porque todos acompanhamos com interesse o noticiário sobre a Covid-19 e, por isso, sabemos que nosso sistema imunológico vai se deteriorando à medida que envelhecemos. Trata-se da imunossenescência, que torna a resposta imune mais fraca, aquém das necessidades de fazer frente ao vírus. Mas, e se pudéssemos intervir e reverter a situação? Imagino que ninguém seja contra! Esse é o objetivo da medicina da longevidade, de acordo com a médica Evelyne Bischof, que já trabalhou nas universidades de Basel e Zurique, na Suíça, e agora leciona na Universidade de Xangai, na China: “estamos diante de uma nova área de estudo e atuação. O propósito da medicina da longevidade é aumentar a expectativa de vida saudável, com a utilização maciça de dados, tecnologia e inteligência artificial”. A médica Evelyne Bischof, professora da Universidade de Xangai, na China Divulgação Ela foi uma das palestrantes do oitavo encontro do ARDD (Aging Research & Drug Discovery), tema da coluna de quinta-feira, por isso decidi aprofundar a discussão sobre um assunto polêmico: os motivos pelos quais cientistas de primeiríssimo time defendem que a velhice seja encarada como um quadro a ser combatido. Para a doutora Bischof, cuja aula pode ser conferida nesse link, estamos no limiar de grandes mudanças: “a medicina atual encara o envelhecimento como uma condição fisiológica que não requer intervenção, na qual se atacam apenas as manifestações de patologias relacionadas à idade. A medicina do futuro vê o envelhecimento como uma condição que demanda tratamento, na qual o foco é a prevenção dos fatores de risco associados à velhice. É proativa, individualizada e de precisão”. É importante deixar claro que esses pesquisadores não têm nada contra os idosos, muito pelo contrário – querem garantir que todos vivam com qualidade de vida até o fim, mas utilizando a ciência para prevenir, reverter e eliminar os problemas de saúde relacionados à idade. A médica afirma que a gerociência será capaz de, no futuro, detectar o risco de desenvolver uma doença e ser capaz de mitigar ou eliminar essa possibilidade. “Conforme envelhecemos, somos todos pacientes, mas teremos a chance de não chegar a sofrer de uma enfermidade porque agiremos a tempo. O estudo da medicina terá que ser revisto para que os futuros médicos incorporem essas habilidades”, enfatizou. Joan Mannick, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Life Biosciences Divulgação O arsenal inclui terapia gênica e drogas como senolíticos, inibidores de mTOR e metformina, entre outros. A médica Joan Mannick, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Life Biosciences, ratificou essa visão: “nossa biologia sofre alterações com o passar do tempo, o que torna o envelhecimento um fator de risco modificável. Estamos no caminho para criar novas terapias para melhorar as funções imunológicas e reduzir as taxas de infecção que afetam os idosos”. Em sua exposição, que também pode ser conferida aqui, a doutora Mannick citou tratamentos voltados para recuperar a capacidade funcional das mitocôndrias e diminuir o estresse oxidativo; e de reprogramação epigenética, para restaurar as funções celulares. Para quem alega que a ciência de ponta só estará disponível para uma elite, devo lembrar que, quanto mais investimento houver em pesquisa e tecnologia, mais rapidamente seu alcance se ampliará, beneficiando todos.
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11/09 - Covid-19: Brasil registra 667 mortes nas últimas 24 horas e chega aos 586.590 desde o início da pandemia
País contabiliza 586.590 óbitos e 20.988.702 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Covid-19: Brasil registra 667 mortes nas últimas 24 horas e chega aos 586.590 desde o início da pandemia O Brasil registrou neste sábado (11) 667 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 586.590 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 468. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -31% e aponta tendência de queda. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h deste sábado. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Domingo (5): 606 Segunda (6): 603 Terça (7): 526 Quarta (8): 461 Quinta (9): 457 Sexta (10): 453 Sábado (11): 468 Média móvel de mortes dos últimos 14 dias Arte/G1 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Amapá, Roraima e Sergipe não registraram mortes nas últimas 24 horas. Acre não divulgou o número de novos casos e de mortes causadas pela doença e Bahia não atualizou o número de casos. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 20.988.702 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 14.079 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 16.612 diagnósticos por dia - abaixo da marca de 20 mil pelo quinto dia seguido e resultando em uma variação de -32% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 11 de setembro Total de mortes: 586.590 Registro de mortes em 24 horas: 667 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 468 (variação em 14 dias: -31%) Total de casos confirmados: 20.988.702 Registro de casos confirmados em 24 horas: 14.079 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 16.612 (variação em 14 dias: -32%) Estados Em alta: nenhum estado Em estabilidade (8 estados): PE, CE, RO, RR , GO , SC , MT , RN Em queda (17 estados e o DF): SE, AP, PA, MA, AM, BA, TO, SP, MS, ES, RS, PB, PR, AL, DF, MG, RJ, PI Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Balanço da vacinação contra Covid-19 neste sábado (11) aponta que 137.832.335 pessoas já receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19, segundo dados divulgados até as 20h. O número representa 64,61% da população brasileira. Os brasileiros que completaram o esquema vacinal chegaram a 34,08% da população. São 72.705.622 pessoas que tomaram a segunda dose ou a dose única de vacinas. Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 210.626.017 doses aplicadas desde o começo da vacinação. Veja a situação nos estados Estados com mortes em estabilidade neste sábado (11) Arte/G1 Estados com mortes em queda neste sábado (11) Arte/G1 Sul PR: -31% RS: -36% SC: -4% Sudeste ES: -40% MG: -21% RJ: -18% SP: -49% Centro-Oeste DF: -23% GO: -1% MS: -44% MT: -9% Norte AC: -60% AM: -59% AP: -67% PA: -66% RO: 6% RR: 0% TO: -54% Nordeste AL: -24% BA: -59% CE: 13% MA: -64% PB: -41% PE: 15% PI: -28% RN: -11% SE: -89% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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10/09 - Brasil tem 718 mortes por Covid-19 em 24 horas; média móvel de óbitos segue abaixo de 500 pelo 3º dia
País contabiliza 585.923 óbitos e 20.974.623 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Média móvel de mortes por Covid segue abaixo de 500 pelo 3º dia O Brasil registrou nesta sexta-feira (10) 718 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 585.923 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 453 - a mais baixa desde 13 de novembro (quando estava em 403). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -34% e aponta tendência de queda. É o 18º dia seguido de recuo nesse comparativo. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta sexta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Sábado (4): 609 Domingo (5): 606 Segunda (6): 603 Terça (7): 526 Quarta (8): 461 Quinta (9): 457 Sexta (10): 453 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Amapá e Amazonas não registraram mortes nas últimas 24 horas. Mato Grosso do Sul não atualizou o número de novos casos da doença. Apenas o estado do Ceará apresenta tendência de alta nas mortes. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 20.974.623 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 16.371 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 17.165 diagnósticos por dia - abaixo da marca de 20 mil pelo quinto dia seguido e resultando em uma variação de -31% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. A média móvel de casos da doença também é a mais baixa desde 08 de novembro do ano passado, quando estava em 16.534. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 10 de setembro Total de mortes: 585.923 Registro de mortes em 24 horas: 718 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 453 por dia (variação em 14 dias: -31%) Total de casos confirmados: 20.974.623 Registro de casos confirmados em 24 horas: 16.371 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 17.165 (variação em 14 dias: -31%) Estados Em alta (1 estado): CE Em estabilidade (5 estados): SC, GO, RR, PE e RN Em queda (20 estados e o Distrito Federal): PR, RS, ES, MG, RJ, SP, DF, MS, MT, AC, AP, PA, RO, TO, AL, BA, MA, PB, PI, SE e AM Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Os brasileiros que completaram o esquema vacinal passam de 30% da população. São 71.901.248 pessoas que completaram o esquema vacinal com a segunda dose ou a dose única de vacinas, completando o esquema vacinal. Isso corresponde a 33,71% da população. Os que estão parcialmente imunizados, ou seja, que apenas a primeira dose de vacinas, são 137.488.532 pessoas, o que corresponde a 64,45% da população. A dose de reforço foi aplicada em 69.378 pessoas (0,03% da população). Veja a situação nos estados Estado com tendência de alta Arte G1 Estados com estabilidade Arte G1 Estados com tendência de queda Arte G1 Sul PR: -36% RS: -35% SC: -9% Sudeste ES: -31% MG: -41% RJ: -22% SP: -49% Centro-Oeste DF: -20% GO: +1% MS: -42% MT: -26% Norte AC: -50% AM: -58% AP: -80% PA: -74% RO: -32% RR: 0% TO: -56% Nordeste AL: -25% BA: -41% CE: +18% MA: -61% PB: -22% PE: -8% PI: -16% RN: 0% SE: -85% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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10/09 - Doença da urina preta: estados registram casos de síndrome relacionada ao consumo de peixes
Ao menos Amazonas, Bahia, Ceará e Pará tem casos registrados da Doença de Haff. Pelo menos quatro estados brasileiros têm registros de casos da Síndrome de Haff, conhecida como doença da urina preta. A doença --que deixa a urina com coloração escura, provoca dores musculares, falta de e insuficiência renal, entre duas a 24 horas após consumir peixes ou crustáceos-- teve diagnósticos no Amazonas, na Bahia, no Ceará e no Pará. De acordo com o Ministério da Saúde, a Doença de Haff é causada por uma toxina que pode ser encontrada em peixes como o tambaqui, o badejo, a arabaiana ou em crustáceos, como a lagosta, o lagostim e o camarão. Como ela é pouco estudada, acredita-se que esses animais possam ter se alimentado de algas com certos tipos de toxinas que, consumidas pelo ser humano, provocam os sintomas. Contudo, a toxina, sem cheiro e sem sabor, surge quando o peixe não é guardado e acondicionado de maneira adequada. O quadro descrito nos pacientes graves é compatível com a rabdmiólise, doença que destrói as fibras que compõem os músculos do corpo. Quando associada ao consumo de peixes, a síndrome é conhecida como Doença de Haff. O que se sabe sobre a doença Qual é o possível tratamento O que a ciência já descobriu? VÍDEO: conheça a doença da urina preta O Amazonas registrou ao menos 61 casos da doença da urina preta em dez municípios do estado. Uma mulher de 51 anos morreu em Itacoatiara. A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) informou que essa é a terceira vez que ocorrem surtos de doença da urina preta no Amazonas. O primeiro foi em 2008, com 27 casos nas cidades de Manaus e Careiro. Nenhuma morte foi registrada. O segundo foi em 2015, com 74 casos registrados em Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, Autazes e Urucurituba, também sem mortes A Bahia identificou 13 casos da síndrome até o momento. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), as notificações foram feitas nos municípios de Alagoinhas, Salvador, Maraú, Mata de São João, Camaçari e Simões Filho. No total, cinco permanecem em investigação. De acordo com a Sesab, os 13 casos confirmados entre janeiro e setembro deste ano são de pacientes de 20 a 79 anos. A faixa etária mais acometida é entre 35 a 49 anos, com sete casos (53,8%), seguida da faixa etária de 20 a 34 anos, com cinco casos (38,5%. Entre os casos confirmados, 66% são homens. No Ceará, a Secretaria da Saúde estado investiga a ocorrência de nove casos suspeitos. Os números correspondem os registros até o dia 21 de agosto e aguardam confirmação laboratorial da toxina presente em peixes possivelmente contaminados. Dos nove casos suspeitos, quatro são homens e cinco são mulheres, com idade média de 51 anos. Três casos suspeitos da Doença de Haff são investigados no Pará. A maioria deles têm se concentrado na região do baixo Amazonas, que encontra-se no período de estiagem, quando há redução do volume na renovação da água nos ambientes naturais permitindo a proliferação de algas, o que pode ter propiciado a aparição da toxina. A Doença de Haff é transmitida por meio de toxinas presentes em peixes e crustáceos mal acondicionados. Fabiane de Paula/SVM Tratamento e prevenção O Ministério da Saúde aponta que a hidratação é "fundamental nas horas seguintes ao aparecimento dos sintomas, uma vez que assim é possível diminuir a concentração da toxina no sangue, o que favorece sua eliminação através da urina". Em casos mais graves, pode ser preciso fazer hemodiálise. Na maioria das vezes, o quadro costuma evoluir bem, mas há risco de morte, especialmente em pessoas com comorbidades. O indicado é procurar ajuda logo após o aparecimento dos primeiros sintomas para que o diagnóstico seja feito o mais rápido possível. Não há nada específico que possa ser feito para evitar a enfermidade. Não existem formas de identificar a toxina: ela não tem cheiro, gosto ou cor e não desaparece após o cozimento da carne. A indicação é reduzir o consumo de peixes ou comprá-los em locais onde se conhece o processo de transporte e guarda. De onde veio? De acordo com um artigo escrito em 2013 por especialistas do Hospital São Lucas Copacabana, no Rio de Janeiro, o nome da moléstia tem a ver com a sua origem. Os primeiros relatos sobre ela são de 1924 e vêm da região litorânea Könisberg Haff, que fica próxima do Mar Báltico. Atualmente, esse local integra a cidade de Kaliningrado, que pertence à Rússia e faz fronteira com Lituânia e Polônia. À época, os médicos que trabalhavam no local descreveram um quadro de início súbito, com "rigidez muscular, frequentemente acompanhada de urina escura". Após a publicação dos primeiros relatos, foram registrados novos casos no local durante os nove anos seguintes. Eles ocorriam principalmente entre o verão e o outono e tinham um fator em comum: o consumo de pescados. "Devido à ausência de febre e pelo rápido início dos sintomas após a ingestão de peixe cozido, acredita-se que a doença de Haff seja causada por uma toxina", escrevem os autores brasileiros. De lá para cá, novos surtos foram registrados em outros países, como a antiga União Soviética, a Suécia, os Estados Unidos e a China. No Brasil, os primeiros casos foram identificados em 2008 e 2009. O momento de maior gravidade aconteceu em 2017, quando a Bahia contabilizou 71 pacientes com a doença, 66 deles na capital Salvador.
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10/09 - Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio: campanha Setembro Amarelo ajuda a conscientizar sobre tema
Neste ano, o tema da campanha Setembro Amarelo é "Agir salva vidas". No Brasil, todos os dias cerca de 32 pessoas dão fim a própria vida. O número corresponde a uma morte a cada 45 minutos. Setembro Amarelo, logomarca do CVV para a campanha Reprodução O dia 10 de setembro é considerado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. A data foi criada pela Associação Internacional para a Prevenção do Suicídio e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para chamar a atenção de governos e da sociedade civil para a importância do assunto. No Brasil, o "Setembro Amarelo" é a campanha que marca o mês dedicado à prevenção ao suicídio. A campanha é uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), da Associação Brasileira de Psiquiatria e do Conselho Federal de Medicina. Neste ano, o tema é "Agir salva vidas". Dez perguntas e respostas sobre suicídio de adolescentes Suicídio de adolescentes: saiba como pais e educadores podem trabalhar a prevenção Setembro amarelo: falar é a melhor solução O CVV faz um trabalho pioneiro na área de prevenção ao suicídio desde 1962, com a ajuda de cerca de três mil voluntários que trabalham atendendo mais de 10 mil ligações diárias. No Brasil, todos os dias cerca de 32 pessoas dão fim a própria vida. O número corresponde a uma morte a cada 45 minutos. Um estudo feito pelo CVV apontou que, para cada suicídio, um grupo de até 20 pessoas é impactado diretamente. “As pessoas que são impactadas são consideradas pessoas de risco porque são sobreviventes de um suicídio. Elas precisam de ajuda também porque costumam relatar sentimento de culpa por não ter percebido os sinais”, explicou Carlos Correia, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV) há 27 anos em entrevista ao podcast do Bem Estar. Como ajudar alguém Os familiares e amigos devem, sobretudo, se dispor a se aproximar de alguém que demonstra estar sofrendo ou que apresenta mudanças acentuadas e bruscas do comportamento. É preciso estar disposto a ouvir e, se não se sentir capaz de lidar com o problema apresentado, ir junto em busca de quem possa fazê-lo mais adequadamente, como um médico, enfermeiro, psicólogo ou até um líder religioso. De acordo com os médicos, o ideal é que a pessoa seja encaminhada a um psiquiatra e seja medicada. E, no mundo ideal, que tenha um acompanhamento de um terapeuta e o apoio da família. Outro fator importante a ser lembrado é que, caso a pessoa precise fazer uso de algum medicamento, ele não tem efeito imediato. Por isso, os primeiros 30 dias após uma tentativa de suicídio e o início do tratamento são os que precisam de mais atenção. Na rede pública, a indicação é procurar os Centros de Apoio Psicossocial (CAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS). Por lá, é possível marcar uma consulta com um psiquiatra ou psicólogo. O Centro de Valorização da Vida (CVV), fundado em 1962 em São Paulo, faz um apoio emocional e preventivo do suicídio pelo número 188. 'Sobreviventes enlutados': familiares de pessoas que tiraram a própria vida contam como lidam com a dor É preciso falar sobre suicídio Apesar dos mitos envolvendo o tema, a prevenção ao suicídio avança. Na década de 1980, um estudo nos EUA afirmava que essas mortes poderiam ocorrer por imitação. E esse trabalho reforçou a ideia de que "não podemos falar sobre o assunto". Mais de 30 anos depois, a Organização Mundial da Saúde vai na direção contrária, dizendo que, sim, precisamos conversar sobre o suicídio. Os especialistas na área alertam que "não é proibido falar, só não podemos falar de forma errada". É errado 'glamourizar' ou tornar herói quem tirou a própria vida, assim como jamais se deve ensinar ou divulgar técnicas. Setembro amarelo: mês lembra a importância da campanha de valorização da vida Mitos comuns sobre o suicídio 'Quem fala, não faz' - Não é verdade. Muitas vezes, a pessoa que diz que vai se matar não quer "chamar a atenção", mas apenas dar um último sinal para pedir ajuda. Por isso, os especialistas pedem que um aviso de suicídio seja levado a sério. 'Não se deve perguntar se a pessoa vai se matar' - É importante, caso a pessoa esteja com sintomas da depressão, ter uma conversa para entender o que se passa e ajudar. Não tocar no assunto só piora a situação. 'Só os depressivos clássicos se matam' - Não. Existe o depressivo mais conhecido, aquele que fica deitado na cama e não consegue levantar. Mas outras reações podem ser previsões de um comportamento suicida, como alta agressividade e nível extremo de impulsividade. Os médicos, inclusive, pedem para a família ficar atenta ao momento em que um depressivo sem tratamento diz estar bem: muitas vezes ele pode já ter decidido se matar e tem o assunto como resolvido. 'Quando a pessoa tenta uma vez, tenta sempre' - A maior parte dos pacientes que levam a sério o tratamento com medicamentos e terapia não chegam a tentar se matar uma segunda vez. O importante é buscar a ajuda. G1 no YouTube
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10/09 - Terceira dose não deve ser para todos, diz criadora da vacina de Oxford
A professora Sarah Gilbert diz que a imunidade gerada por duas doses da vacina contra a covid está "durando bastante". A professora Sarah Gilbert diz que doses extras devem ser usadas para aumentar a imunidade em países com baixos índices de vacinação BBC A cientista que liderou a criação do imunizante de Oxford contra Covid disse que vacinar todas as pessoas com doses de reforço é desnecessário. Ela também fez um apelo para que as doses sejam enviadas para países necessitados. A professora Sarah Gilbert disse ao jornal britânico Daily Telegraph que alguns grupos vulneráveis de pessoas precisam de reforços, mas que na maioria dos casos a imunidade está "durando bastante". "Precisamos levar vacinas para países onde poucas pessoas foram vacinadas até agora", disse ela. O órgão consultivo de vacinas do Reino Unido deve dar nos próximos dias um parecer final sobre doses de reforço no país. O Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização (JCVI, na sigla em inglês) já disse que uma terceira dose deverá ser oferecida a pessoas com sistema imunológico enfraquecido, o que corresponde a até meio milhão de pessoas no Reino Unido. Mas o comitê ainda não decidiu se a terceira dose será ampliada para outros grupos. OMS pede interrupção de aplicação de doses de reforço de vacina contra Covid-19 Terceira dose é indicada para vacinados com CoronaVac a partir de 55 anos, diz estudo brasileiro O secretário de Saúde, Sajid Javid, disse na quinta-feira (09/09) que estava aguardando a "recomendação final" do JCVI, mas estava "confiante" de que um programa de dose de reforço começaria ainda no final de setembro. A recomendação provisória emitida pelo JCVI em julho sugeriu que mais de 30 milhões de pessoas deveriam receber uma terceira dose, incluindo todos os adultos com mais de 50 anos. O regulador de medicamentos do Reino Unido (MHRA, na sigla em inglês) aprovou o uso da Pfizer e da AstraZeneca como vacinas de reforço contra Covid, abrindo caminho para uma implementação antes do inverno. Veja países que aprovaram terceira dose de vacina A cientista Sarah Gilbert, que começou a desenvolver a vacina Oxford-AstraZeneca no início de 2020, quando a Covid foi identificada pela primeira vez na China, disse que a decisão sobre doses de reforço precisa ser analisada com cuidado. Ela disse ao Telegraph: "Vamos examinar cada situação; os imunocomprometidos e os idosos receberão reforços. Mas não acho que precisamos dar reforço para todo mundo. A imunidade está durando bastante na maioria das pessoas." No entanto, ela disse que o Reino Unido precisa ajudar mais países ao redor do mundo com o fornecimento de vacinas. "Temos que fazer melhor a este respeito. A primeira dose tem o maior impacto". O professor Sir Andrew Pollard, diretor do Oxford Vaccine Group, concordou que há um "incêndio em todo o mundo, com enorme pressão sobre os sistemas de saúde em muitos, muitos países". Ele disse à BBC que o Reino Unido tem uma "obrigação moral" de ajudar outros países, acrescentando: "Há um risco tão grande, moralmente, de nossa perspectiva — há um risco para o comércio, há um risco para as economias, mas são também nossos amigos e colegas que precisam ser protegidos e estamos os perdendo a cada dia que passa." Pollard também disse que o Reino Unido ainda tem altos níveis de proteção contra o vírus, apesar da queda nos níveis de resposta imunológica das pessoas algum tempo após terem recebido a vacina. O JCVI precisa investigar melhor os casos de pessoas que acabam hospitalizadas, acrescentou ele. Mais de 48,3 milhões de pessoas no Reino Unido (88,8% da população com mais de 16 anos) receberam a primeira dose da vacina e 43,7 milhões receberam as duas doses. O Reino Unido encomendou mais de 540 milhões de doses de sete das vacinas mais promissoras, incluindo as quatro até agora aprovadas para uso — Pfizer, Oxford-AstraZeneca, Moderna e Janssen. No entanto, existem grandes diferenças no ritmo do progresso em diferentes partes do mundo e o governo se comprometeu a doar 100 milhões de doses excedentes aos países mais pobres antes de meados de 2022. Veja VÍDEOS sobre as vacinas da Covid-19:
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09/09 - IgNobel 2021 premia pesquisas sobre barbas amortecedoras, baratas e chicletes mastigados
Em cerimônia virtual, cientistas que estudaram como barbas protegem rostos de socos, perigos de gomas de mascar mastigadas e métodos mais baratos para livrar submarinos de baratas tiveram seus esforços reconhecidos. Barbas podem ser um desenvolvimento evolutivo para ajudar a proteger os ossos faciais delicados de um homem de um soco no rosto, segundo pesquisa premiada com IgNobel Pexels/Creative Commons Barbas não são apenas legais e estão na moda – elas também podem ser um desenvolvimento evolutivo para ajudar a proteger os ossos faciais delicados de um homem de um soco no rosto. Essa é a conclusão de um trio de cientistas da Universidade de Utah que está entre os vencedores dos prêmios Ig Nobel deste ano, as paródias do Prêmio Nobel que honram – ou talvez desonram, dependendo do seu ponto de vista – estranhas descobertas científicas. Os vencedores do 31º Ig Nobels anual, anunciados nesta quinta-feira (9), incluíram pesquisadores que descobriram como controlar melhor as baratas nos submarinos da Marinha dos EUA; cientistas animais que analisaram se é mais seguro transportar um rinoceronte no ar de cabeça para baixo; e uma equipe que descobriu o quão nojento é aquele chiclete descartado grudado no seu sapato. Pelo segundo ano consecutivo, a cerimônia foi um evento digital pré-gravado de aproximadamente 90 minutos por causa da pandemia mundial de coronavírus, disse Marc Abrahams, editor da revista Annals of Improbable Research, o principal patrocinador do evento. Imagem do troféu ganho por vencedor da 29ª edição do prêmio IgNobel, em 2019 AP Photo/Elise Amendola Embora decepcionante em muitos aspectos, porque metade da diversão de uma cerimônia ao vivo é a participação barulhenta do público, a cerimônia manteve muitas tradições. Entre elas, ganhadores do Nobel de verdade anunciando os prêmios e a estreia mundial de uma mini ópera chamada “A Bridge Between People”, sobre crianças que literalmente constroem pequenas pontes suspensas para unir dois adultos furiosos. Barbas protetoras Nenhum rosto foi socado para o estudo da barba publicado na revista científica Integrative Organismal Biology. Em vez disso, os cientistas da Universidade de Utah, Ethan Beseris, Steven Naleway e David Carrier usaram um composto de fibra epóxi para simular osso humano e pele de carneiro (às vezes com a lã, às vezes já tosada) para atuar como a pele humana. Eles então jogaram pesos sobre eles. A amostra com a lã absorveu mais energia do que as amostras aparadas. “Se o mesmo se aplica aos pelos faciais humanos, ter uma barba cheia pode ajudar a proteger as regiões vulneráveis do esqueleto facial de golpes prejudiciais, como a mandíbula”, disseram eles. “Presumivelmente, barbas inteiras também reduzem lesões, lacerações e contusões na pele e nos músculos do rosto.” Chicletes mastigados É óbvio que aqueles chicletes descartados encontrados nas calçadas ao redor do mundo são muito revoltantes. Mas quão revoltante? Pesquisadores de uma universidade espanhola determinaram que o chiclete já mastigado que ficou preso na calçada por três meses está repleto de bactérias desagradáveis. Parece um estudo bobo, mas como sempre, havia algum método para a loucura. “Nossas descobertas têm implicações para uma ampla gama de disciplinas, incluindo ciência forense, controle de doenças contagiosas ou biorremediação de resíduos de goma de mascar desperdiçada”, escreveram Leila Satari, Alba Guillén, Àngela Vidal-Verdú e Manuel Porcar, da Universidade de Valência em seu paper, que foi publicado na Nature.com. Baratas em submarinos Uma equipe de pesquisadores da Marinha dos EUA venceu por descobrir uma maneira mais barata e eficaz de controlar baratas em submarinos. O estudo de 1971 publicado no Journal of Economic Entomology descobriu que os métodos tradicionais, como a fumigação de carboxídeos e o uso do pesticida malatião, não eram bons o suficiente. Eles descobriram que o uso do pesticida diclorvos era menos caro e mais eficaz. Os organizadores do Ig Nobels pretendem realizar a cerimônia do próximo ano novamente em sua casa tradicional no Sanders Theatre da Universidade de Harvard, disse Abrahams, mas isso depende se a pandemia estará sob controle e que tipo de restrições de viagem existirão em todo o mundo. Vídeos: Os mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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09/09 - Brasil tem 747 mortes por Covid-19 em 24 horas e total ultrapassa 585 mil desde o início da pandemia
País contabiliza 585.205 óbitos e 20.958.252 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Brasil tem 747 mortes por Covid e total ultrapassa 585 mil desde o início da pandemia O Brasil registrou nesta quinta-feira (9) 747 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 585.205 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 457 - a mais baixa desde 13 de novembro (quando estava em 403). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -32% e aponta tendência de queda. É o 17º dia seguido de recuo nesse comparativo. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quinta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Veja a sequência da última semana na média móvel: Média móvel de mortes Arte G1 Sexta (3): 622 Sábado (4): 609 Domingo (5): 606 Segunda (6): 603 Terça (7): 526 Quarta (8): 461 Quinta (9): 457 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Rondônia e Tocantins não divulgaram novos dados de casos e mortes até a noite desta quinta-feira. Acre e Amapá não registraram mortes nas últimas 24 horas. Apenas o estado do Ceará apresenta tendência de alta nas mortes. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 20.958.252 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 32.353 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 18.220 diagnósticos por dia --abaixo da marca de 20 mil pelo terceira dia seguido e resultando em uma variação de -27% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 9 de setembro Total de mortes: 585.205 Registro de mortes em 24 horas: 747 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 457 por dia (variação em 14 dias: -32%) Total de casos confirmados: 20.958.252 Registro de casos confirmados em 24 horas: 32.353 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 18.220 (variação em 14 dias: -27%) Estados Em alta (1 estado): CE Em estabilidade (6 estados e o DF): RJ, DF, GO, AP, PB, PE e RN Em queda (17 estados): PR, RS, SC, ES, MG, SP, MS, MT, AC, AM, PA, RR, AL, BA, MA, PI e SE Não divulgou (2 estados): RO e TO Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Os brasileiros que estão totalmente imunizados contra a Covid com as duas doses ou a dose única de imunizantes passam de 70 milhões. Segundo dados do consórcio de veículos de imprensa divulgados às 20h desta quinta-feira (9), são 70.424.958 pessoas, o que corresponde a 33,01% da população. Os que estão parcialmente imunizados, ou seja, que apenas a primeira dose de vacinas, são 136.745.375 pessoas, o que corresponde a 64,10% da população. A dose de reforço foi aplicada em 50.577 pessoas (0,02% da população). Veja a situação nos estados Estado com tendência de alta nas mortes Arte G1 Estados com estabilidade Arte G1 Estados com tendência de queda Arte G1 Sul PR: -36% RS: -33% SC: -17% Sudeste ES: -28% MG: -44% RJ: -8% SP: -50% Centro-Oeste DF: -11% GO: -15% MS: -44% MT: -34% Norte AC: -75% AM: -52% AP: 0% PA: -67% RO: estado não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de quarta-feira (8), estava em -24% (queda) RR: -23% TO: estado não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de quarta-feira (8), estava em -45% (queda) Nordeste AL: -26% BA: -23% CE: +19% MA: -51% PB: -11% PE: -13% PI: -29% RN: 10% SE: -80% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês . Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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09/09 - Cientista defende que a velhice seja tratada como doença a ser combatida
“Se não houver esse reconhecimento, a indústria farmacêutica não se interessará em desenvolver novas drogas”, diz Nir Barzilai Há alguns meses, houve grande polêmica envolvendo a iniciativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) de incluir a velhice na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, conhecida como CID. Na verdade, a decisão havia sido tomada por consenso em 2019, para entrar em vigor no início do ano que vem, mas agora, na reta final para sua implantação, setores ligados à longevidade passaram a temer que o enquadramento do envelhecimento como “enfermidade” só aumente o preconceito existente. Idosos em praça no Rio de Janeiro: “temos que conseguir viver mais com menos anos de doença”, diz pesquisador Mariza Tavares O blog é um defensor da causa da longevidade e combate tenazmente qualquer tipo de discriminação, por isso me sinto à vontade para trazer o assunto de volta à pauta. É importante contextualizar que há um movimento liderado por cientistas e pesquisadores por trás da decisão da OMS. Esse grupo advoga que somente mudando a classificação haverá mais investimentos para prevenir e curar enfermidades relacionadas à velhice. Trocando em miúdos: visto como “doença”, haverá medicamentos e tratamentos específicos para o envelhecimento que movimentarão a indústria farmacêutica e ampliarão a cobertura dos planos de saúde. Retomo a discussão porque ela também se fez presente no oitavo encontro do ARDD (Aging Research & Drug Discovery), realizado na semana passada. O evento reúne estudiosos e instituições engajados no desenvolvimento de drogas para tratar questões associadas à idade avançada. Um dos principais convidados era o médico e pesquisador Nir Barzilai, diretor do Centro de Pesquisa sobre o Envelhecimento do Albert Einstein College of Medicine, em Nova York, que se dedica a estudar centenários e como seus genes os protegem contra problemas cardiovasculares, diabetes e Alzheimer. O doutor Barzilai costuma dizer que o pior cenário é a longevidade com um longo período de moléstias: “temos que conseguir viver mais com menos anos de enfermidades”. Defende veementemente que as doenças do envelhecimento sejam reconhecidas como uma condição que pode ser prevenida, e não como algo natural para quem é idoso. “Se não houver esse reconhecimento, os planos de saúde não pagarão por novas terapias para seus usuários, nem a indústria farmacêutica se interessará em desenvolver novas drogas”, resumiu. Ao argumentar que a velhice tem que ser vista como um alvo a ser atacado, enfatiza que o objetivo é que os indivíduos se tornem centenários saudáveis, e não pacientes às voltas com um quadro de fragilidade e limitações. Acrescentou que os profissionais de saúde deveriam ser mais abertos à gerociência e usou, como exemplo, a metformina, substância que é utilizada para controlar o diabetes mas que tem múltiplos efeitos benéficos além do controle da glicose. “A metformina é barata e utilizada há décadas. Atua em todos os marcadores do envelhecimento, aumentando a proteção contra doenças cardiovasculares, neurodegenerativas e câncer. É preciso rever também a utilização de medicamentos já existentes”, concluiu.
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08/09 - Brasil volta a ter média móvel abaixo de 500 mortes diárias por Covid pela 1ª vez desde novembro; feriado influencia queda
País contabiliza 584.458 óbitos e 20.925.899 casos de coronavírus, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa com dados das secretarias de Saúde. Reflexo do feriado prolongado, ritmo de queda aparece mais intenso do que vinha sendo registrado até a última semana. Brasil registra mais 250 mortes pela pandemia; total já passa de 584 mil. O Brasil registrou nesta quarta-feira (8) 250 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, com o total de óbitos chegando a 584.458 desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias ficou em 461 - a mais baixa desde 13 de novembro (quando estava em 403). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de -34% e aponta tendência de queda. É o 16º dia seguido de recuo nesse comparativo. A média móvel de mortes por Covid não ficava abaixo de 500 desde 27 de novembro do ano passado (quando estava em 477). O ritmo da queda de -34%, no entanto, está mais intenso do que o que vinha sendo registrado até a última semana (quando variou entre -13% e -27% de sábado retrasado a sexta pré-feriado). Como visto em situações similares desde o início da pandemia, o feriado prolongado da Independência certamente influenciou para baixo os dados divulgados nos últimos dias. Isso porque as equipes trabalhando na inserção de dados dos municípios durante o feriado são reduzidas; pode haver um reflexo disso para cima nos números de casos e mortes divulgados nos próximos dias. Os números estão no novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil, consolidados às 20h desta quarta-feira. O balanço é feito a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. Evolução da média móvel de óbitos por Covid no Brasil nos últimos 14 dias. Variação percentual leva em conta os números das duas pontas do período Editoria de Arte/G1 Veja a sequência da última semana na média móvel: Quinta (2): 628 Sexta (3): 622 Sábado (4): 609 Domingo (5): 606 Segunda (6): 603 Terça (7): 526 Quarta (8): 461 Em 31 de julho o Brasil voltou a registrar média móvel de mortes abaixo de 1 mil, após um período de 191 dias seguidos com valores superiores. De 17 de março até 10 de maio, foram 55 dias seguidos com essa média móvel acima de 2 mil. No pior momento desse período, a média chegou ao recorde de 3.125, no dia 12 de abril. Apenas o estado do Amapá apresenta tendência de alta nas mortes. Acre, Goiás e Sergipe não registraram mortes nas últimas 24 horas. Roraima não divulgou novos dados de casos e mortes até a noite desta quarta. Segundo a Secretaria de Saúde estadual, houve problema devido a instabilidade na rede de internet no estado, o que impossibilitou a atualização. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 20.925.899 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 14.320 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 17.461 diagnósticos por dia --abaixo da marca de 20 mil pelo segundo dia seguido e resultando em uma variação de -33% em relação aos casos registrados na média há duas semanas, o que indica queda. Em seu pior momento a curva da média móvel chegou à marca de 77.295 novos casos diários, no dia 23 de junho deste ano. Mortes e casos de coronavírus no Brasil e nos estados Mortes e casos por cidade Veja como está a vacinação no seu estado Brasil, 8 de setembro Total de mortes: 584.458 Registro de mortes em 24 horas: 250 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 461 por dia (variação em 14 dias: -34%) Total de casos confirmados: 20.925.899 Registro de casos confirmados em 24 horas: 14.320 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 17.461 (variação em 14 dias: -33%) Estados Em alta (apenas 1 estado): AP Em estabilidade (5 estados e o DF): RN, CE, DF, PB, ES, RJ Em queda (19 estados): SC, BA, RO, AL, PI, MG, GO, RS, PE, MT, PR, MS, TO, MA, SP, PA, AM, SE, AC Não divulgou (1 estado): RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Vacinação Os brasileiros que estão totalmente imunizados contra a Covid com as duas doses ou a dose única de imunizantes são 32,32% da população. Segundo dados também reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa, são 68.944.846 pessoas. Os que estão parcialmente imunizados, ou seja, que apenas a primeira dose de vacinas, são 136.028.080 pessoas, o que corresponde a 63,77% da população. Já a dose de reforço foi aplicada em 21.471 pessoas (0,01% da população). Somando a primeira dose, a segunda, a única e a de reforço, são 204.994.397 doses aplicadas desde o começo da vacinação. Veja a situação nos estados Estado com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: -41% RS: -33% SC: -16% Sudeste ES: -13% MG: -30% RJ: -15% SP: -53% Centro-Oeste DF: -1% GO: -30% MS: -42% MT: -38% Norte AC: -100% AM: -59% AP: +17% PA: -56% RO: -24% RR: o estado não divulgou novos dados até as 20h. Considerando os dados até 20h de terça-feira (7), estava em -9% (estabilidade) TO: -45% Nordeste AL: -27% BA: -19% CE: +1% MA: -49% PB: -8% PE: -35% PI: -29% RN: +11% SE: -70% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste a Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). VÍDEOS: mortes por Covid por município mês a mês . Números de Covid no Brasil Editoria de Arte/G1
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