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17/01 - Uso emergencial de vacinas contra a Covid-19: como funciona
Anvisa aprovou neste domingo (17) o uso emergencial de 8 milhões de doses importadas da CoronaVac e da vacina de Oxford. Esse tipo de vacinação tem regras próprias. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou neste domingo (17), por unanimidade, o uso emergencial de duas vacinas contra a Covid-19 no Brasil. São elas: a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan e pelo grupo chinês Sinovac; a vacina de Oxford, desenvolvida pela universidade britânica e pelo laboratório AstraZeneca. A autorização é limitada a 8 milhões de doses importadas e foi concedida a pedido do Butantan e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que será a fabricante da vacina de Oxford no Brasil. São 6 milhões da CoronaVac, que o Butantan já recebeu da China e que serão entregues ao Ministério da Saúde, e 2 milhões de doses da vacina de Oxford que o governo federal ainda tenta trazer da Índia. A operação que faria o traslado neste fim de semana fracassou. O uso emergencial tem regras próprias e não significa que a população em geral pode ser vacinada a partir de agora. Para isso, é necessário que a Anvisa conceda o registro definitivo das vacinas, o que ainda não ocorreu. Veja, abaixo, as regras do uso emergencial: a Anvisa só avalia o uso emergencial de vacinas que foram testadas na fase 3, a última, aqui no Brasil; 4 vacinas se encaixam neste critério até agora: CoronaVac, Oxford, Pfizer e Janssen; a vacinação emergencial é feita exclusivamente no sistema público de saúde; a autorização concedida pela Anvisa pode ser revogada a qualquer momento; cada pedido deve ser feito pela empresa desenvolvedora da vacina e será analisado de forma independente; a decisão é tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa; são considerados estudos não-clínicos e clínicos (em humanos); são avaliados itens como: qualidade, boas práticas de fabricação, estratégias de monitoramento e controle, resultados provisórios de ensaios clínicos; a empresa interessada deverá comprovar que a fabricação e a estabilidade do produto garantem a qualidade da vacina. VÍDEOS: mais assistidos do G1 nos últimos 7 dias
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17/01 - Ministério da Saúde diz que questionou Twitter sobre post com alerta de informação enganosa
Pasta voltou a defender tratamento precoce contra a Covid-19, que não é endossado por especialistas. Neste sábado, rede social considerou post do órgão 'potencialmente prejudicial'. Marcação do Twitter em post do ministério Reprodução/Twitter O Ministério da Saúde disse que pediu, ao Twitter, um posicionamento sobre a publicação na página do órgão, que foi considerada "potencialmente prejudicial" pela rede social. O tuíte do órgão pede que o tratamento precoce seja solicitado por quem apresentar sintomas da Covid-19, o que não é endossado por especialistas. Neste sábado (16), O Twitter colocou um alerta no post, apontando que houve "a publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais" relacionadas à doença. Twitter faz alerta de informação enganosa em postagem do Ministério da Saúde Em nota divulgada neste domingo (17), o ministério disse que a publicação não viola as regras do site e voltou a defender o tratamento precoce dos pacientes (leia o comunicado completo, no fim da página). "O Ministério da Saúde esclarece que o post bloqueado pela plataforma do Twitter se refere ao tratamento precoce - protocolo da pasta para enfrentamento à pandemia da Covid-19. A pasta solicitou ao Twitter um posicionamento a respeito do ocorrido, já que o conteúdo não feriu nenhuma das políticas de convivência da rede social", afirmou o ministério. O "tratamento precoce", ou "Kit Covid", disponibilizado pelo Ministério da Saúde é uma combinação que inclui a hidroxicloroquina e a cloroquina, junto com outros fármacos. As substâncias inicialmente foram testadas em laboratório e, depois, em estudos clínicos, pesquisadores de diferentes universidades e países comprovaram que não há prevenção e/ou tratamento com a ajuda de medicamentos. "Todos os países com seriedade, que seguem a ciência, eles já compreenderam que esses medicamentos não são eficazes contra a Covid", disse Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo e pós-doutora em epidemiologia pela Universidade Johns Hopkins. "Se esses medicamentos tivessem qualquer comprovação científica, seria impossível que esses países, onde existem pesquisadores muito sérios e instituições muito respeitadas e competentes, não estivessem recomendando para a sua população", acrescentou. Pelo mesmo motivo, o Twitter já fez alertas na conta do presidente Jair Bolsonaro e nos perfis dos deputados federais Carla Zambelli e Daniel Silveira. Apesar da marcação, as publicações seguem visíveis. Esse tipo de medida do Twitter, no entanto, ajuda a restringir a circulação desse tipo de postagem. Posts apagados em 2020 O Twitter já agiu contra as postagens do presidente Jair Bolsonaro no ano passado. Em março, tuítes de Bolsonaro foram apagados também por violação de regras relacionadas a conteúdos que envolvam a pandemia. Na ocasião, foram tirados do ar posts que registravam um passeio de Bolsonaro em Brasília, que provocou aglomerações, e o posicionamento dele contra o isolamento social, defendido por autoridades de saúde do mundo inteiro. Nas regras sobre remoção de conteúdo que envolva desinformação sobre a Covid-19, em texto de julho passado, a rede social aponta o que leva em conta ao considerar essa medida. Podem ser alvos posts que: reflitam não uma opinião, mas algo apontado como fato, e, entre os exemplos, o Twitter cita postagens que abordem supostas medidas preventivas contra a doença, tratamentos ou curas; tenham sido apontados como falsos ou enganosos por especialistas no assunto, como autoridades de saúde pública; possam causar danos se as pessoas acreditarem nessa informação, da forma como ela foi apresentada, podendo levar a uma maior exposição ao vírus ou afetar a capacidade do sistema de saúde de lidar com a pandemia, por exemplo. A plataforma afirma ainda que, em vez de remover um post, poderá colocar um advertência no tuíte, nos casos em que o risco de dano seja menos grave, mas, ainda assim, possam confundir as pessoas. E que isso reduz a visibilidade da postagem. Leia, abaixo, a nota do Ministério da Saúde sobre a publicação que recebeu alerta do Twitter "O Ministério da Saúde esclarece que o post bloqueado pela plataforma do Twitter se refere ao tratamento precoce - protocolo da pasta para enfrentamento à pandemia da Covid-19. A pasta solicitou ao Twitter um posicionamento a respeito do ocorrido, já que o conteúdo não feriu nenhuma das políticas de convivência da rede social. O tratamento precoce vem sendo orientado, para que junto com os recursos assistenciais disponibilizados pelo Governo Federal desde o início da pandemia, ajude a salvar vidas. Em casos de qualquer sintoma é muito importante que o paciente procure um profissional de saúde e dê início ao tratamento. Precisamos evitar que casos graves da doença ocorram. Todo tratamento médico eficiente se caracteriza por ser realizado tão logo se detecte o problema. O Ministério da Saúde defende esse princípio que rege as boas práticas da medicina mundial. É importante destacar que o tratamento precoce é uma orientação, mas cabe, única e exclusivamente, aos médicos decidirem os procedimentos mais adequados para seus pacientes. E a estes aceitarem ou não a orientação." Initial plugin text
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17/01 - Com 518 óbitos por Covid-19 em 24h, Brasil chega a quase 210 mil
País contabilizou total de 209.868 óbitos e 8.483.105 casos de Covid-19. Brasil tem 209.868 mortes por Covid, aponta consórcio de veículos de imprensa O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (17). O país registrou 518 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 209.868 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 961. A variação foi de +36% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.483.105 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 26.400 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.040 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +53% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Domingo histórico: Anvisa aprova uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford Onze estados estão com alta nas mortes: MG, RJ, SP, GO, AM, RO, TO, AL, PE, PI e SE. O estado de Roraima não divulgou boletim até às 20h deste domingo. Brasil, 17 de janeiro Total de mortes: 209.868 Registro de mortes em 24 horas: 518 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 961 (variação em 14 dias: +36%) Total de casos confirmados: 8.483.105 Registro de casos confirmados em 24 horas: 26.400 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.040 por dia (variação em 14 dias: +53%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 209.509 mortes e 8.460.244 casos confirmados.) Estados Subindo (11 estados): MG, RJ, SP, GO, AM, RO, TO, AL, PE, PI e SE. Em estabilidade (12 estados + DF): PR, RS, SC, ES, DF, MT, AP, PA, BA, CE, MA, PB e RN. Em queda (2 estados): MS e AC Não atualizou (1 estado): RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com tendência de alta na média de mortes Arte G1 Estados com tendência de estabilidade na média de mortes Arte G1 Estados com tendência de queda na média de mortes Arte G1 Sul PR: +4% RS: 0% SC: -15% Sudeste ES: +3% MG: +65% RJ: +54% SP: +62% Centro-Oeste DF: -2% GO: +69% MS: -16% MT: +5% Norte AC: -35% AM: +202% AP: -4% PA: +13% RO: +25% RR: O estado de Roraima não atualizou seu boletim até 20h deste domingo (17). Considerando os dados de sábado (16), estava com média em alta, de +29%. TO: +144% Nordeste AL: +26% BA: +5% CE: -10% MA: -2% PB: -8% PE: +75% PI: +31% RN: +12% SE: +42% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa
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16/01 - Por que Carl Jung provavelmente se horrorizaria com a interpretação atual de conceitos que criou?
Foi psiquiatra suíço quem popularizou os termos introversão e extroversão, mas não com a intenção de que fossem usados ​​da forma polarizada como são hoje. Jung não contrapunha a extroversão e a introversão como se faz hoje em dia Getty Images via BBC Se perguntassem se você é introvertido ou extrovertido, o que você responderia? A maioria das pessoas se identifica como um adjetivo ou outro sem pensar duas vezes. Afinal de contas, são características totalmente opostas. Uma pessoa introvertida, por exemplo, pode desejar passar seu tempo livre na tranquilidade de sua própria companhia, algo que para um indivíduo mais extrovertido pode parecer um inferno. Mas você pode realmente ser extrovertido ou introvertido? E será que há algum benefício em nos identificar como um, e não como o outro? Intro e extra O psiquiatra suíço Carl Jung foi quem popularizou os termos introversão e extroversão (ou "extraversão", como ele escrevia) quando fundou seu corpus teórico e clínico que chamou de psicologia analítica em 1913. A premissa básica é que os introvertidos buscam energia internamente, enquanto os extrovertidos a obtêm das pessoas ao seu redor. No entanto, de acordo com o psicoterapeuta e escritor Mark Vernon, Jung ficaria "horrorizado" com a maneira como esses termos são adotados hoje. Embora muitos de nós nos descrevamos veementemente como "extrovertidos" ou "introvertidos" e vejamos esses traços como partes essenciais de nossa identidade, as definições de Jung não eram tão polarizadas. Precisamos ser os dois para alcançar a plenitude Getty Images via BBC Na visão de Jung, precisávamos buscar "energia" tanto fora quanto dentro para sermos "pessoas plenas". Longe de ser "o que somos", Jung considerava a introversão e a extroversão como tipos de consciência que podemos experimentar de maneiras diferentes em situações distintas. Tanto a introversão quanto a extroversão podem dominar nosso comportamento, mas também podemos nos beneficiar da outra que está em algum lugar dentro de nós. Aproveitando ambas as fontes de "energia", podemos realmente expandir nossa experiência de vida. Nas profundezas O que é exatamente isso que temos em algum lugar profundo? Jung se refere ao que chama de "sombra". Embora pareça perturbador, é simplesmente uma metáfora para o lado da nossa personalidade que supostamente reprimimos porque não reflete a maneira como nos apresentamos ao mundo. Alguém que pula de festa em festa, por exemplo, pode descobrir que passar um tempo sozinho não é tão insuportável quanto temia; pode ser uma forma eficaz de se reabastecer. A vida é mais fácil para os extrovertidos? Ver a introversão e a extroversão de uma forma binária pode nos levar a tomar decisões com base no tipo de personalidade com a qual nos identificamos. Os rótulos podem nos impedir de fazer coisas que gostaríamos Getty Images via BBC Por exemplo, há estudos que indicam que os "introvertidos" (como os testes de personalidade rotulam) acham que não teriam sucesso ou tampouco desfrutariam de cargos de liderança. Isso pode dissuadi-los completamente de concorrer a esses tipos de vagas no trabalho. Em contrapartida, os extrovertidos, que se apresentam como confiantes e dominantes, são vistos convencionalmente como mais adequados para essas funções de alto poder. Assim, é provável que os "extrovertidos" ganhem mais do que os 'introvertidos'. Os benefícios da introversão No entanto, as pessoas não se restringem a apenas um tipo de personalidade, e aqueles com tendências introvertidas podem se beneficiar profissionalmente por se comportar de maneira extrovertida de vez em quando. Pesquisas mostram que indivíduos com traços de introversão tendem a superestimar os sentimentos negativos que vivenciam quando agem de forma extrovertida, o que os desencoraja a fazê-lo. Mas estudos também sugerem que essas preocupações são infundadas e, quando os introvertidos exploram um lado diferente de sua personalidade, eles na verdade gostam de agir de forma extrovertida (tanto quanto aqueles com uma disposição extrovertida!). Isso parece confirmar a teoria de Jung de que podemos nos beneficiar ao resgatar nossa 'sombra' (neste caso, a extroversão). Temos ambos os lados, então por que não aproveitar os dois? GETTY IMAGES via BBC Como diz Vernon, se aproveitarmos cada vez mais essas formas de contradição, "aos poucos as reforçamos, e elas deixam de ser uma sombra para se tornar parte de nós". Finja até conseguir As qualidades associadas à introversão também podem ser benéficas para situações de liderança. Pesquisas mostram que enquanto líderes extrovertidos obtêm melhores resultados ao trabalhar com uma equipe passiva, as mais proativas respondem melhor a líderes introvertidos. Abraçar a qualidade extrovertida da confiança ajudará as pessoas introvertidas a acreditar e colocar em prática suas habilidades de liderança. Depois de terem alcançado essas posições de poder, os líderes introvertidos podem se beneficiar do comportamento que lhes é mais natural, como uma boa capacidade de ouvir e pensar. O problema com os rótulos Há algo mais, explica Vernon, que faz com que definir as pessoas por tipos de personalidade não seja particularmente útil: o fato de que nossas personalidades mudam com o tempo, mesmo quando somos adultos. A linguagem é um fator importante em jogo: descrever a nós mesmos ou aos outros usando um adjetivo como "introvertido" ou "extrovertido" implica que isso é o que somos, e com isso vêm as conotações de permanência. Mas os seres humanos são mais maleáveis ​​do que pensamos, e nosso fascínio por rótulos pode nos impedir de ver que podemos mudar e crescer. Introvertido ou extrovertido? Por que não ambos?
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16/01 - Brasil registra 1.059 mortes por Covid-19 em um dia e passa de 209 mil
País contabilizou total de 209.350 óbitos e 8.456.705 casos de Covid-19. Números da pandemia de Covid no Brasil atualizados pelo Consórcio de Veículos de Imprensa O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste sábado (16). O país registrou 1.059 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 209.350 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 956. A variação foi de +37% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.456.705 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 62.452 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.434 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +52% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Treze estados estão com alta nas mortes: MG, RJ, SP, GO, MT, AM, RR, TO, AL, PE, PI, RN e SE. Brasil, 16 de janeiro Total de mortes: 209.350 Registro de mortes em 24 horas: 1.059 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 956 (variação em 14 dias: +37%) Total de casos confirmados: 8.456.705 Registro de casos confirmados em 24 horas: 62.452 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.434 por dia (variação em 14 dias: +52%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 208.542 mortes e 8.413.413 casos confirmados.) Estados Subindo (13 estados): MG, RJ, SP, GO, MT, AM, RR, TO, AL, PE, PI, RN e SE. Em estabilidade (12 estados + DF): PR, RS, SC, ES, DF, MS, AP, PA, RO, BA, CE, MA e PB. Em queda (1 estado): AC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com a média de mortes em alta Arte G1 Estados com a média de mortes em estabilidade Arte G1 Estados com a média de mortes em queda Arte G1 Sul PR: -5% RS: 0% SC: -7% Sudeste ES: +2% MG: +68% RJ: +53% SP: +62% Centro-Oeste DF: -10% GO: +165% MS: -5% MT: +21% Norte AC: -29% AM: +193% AP: +4% PA: +15% RO: +7% RR: +29% TO: +147% Nordeste AL: +21% BA: +3% CE: +1% MA: +2% PB: -8% PE: +55% PI: +29% RN: +21% SE: +43% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa
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15/01 - Bolsonaro insiste em 'tratamento precoce' contra Covid-19 mesmo sem comprovação; não há medicamentos para prevenir a doença, mostram estudos
Nesta sexta-feira (15), em meio ao colapso do sistema de saúde em Manaus, o presidente voltou a defender o uso de ‘antimaláricos’ contra a doença. Não há comprovação de que o uso de qualquer remédio tenha a capacidade de proteger e/ou tratar o coronavírus. O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta sexta-feira (15) o "tratamento precoce" contra a Covid-19, mesmo sem qualquer comprovação científica. A insistência em defender o uso de medicamentos ineficientes contra a doença acontece em meio ao caos do sistema de saúde de Manaus, com falta de oxigênio para atendimento dos pacientes nos leitos hospitalares. Pacientes do Amazonas são transferidos para outros estados Mulher denuncia falta de oxigênio e descaso com pacientes em hospital de Manaus Mundo tem mais de 2 milhões de mortos por Covid-19, afirma universidade "Estudos clínicos demonstram que o tratamento precoce da Covid, com antimaláricos, podem reduzir a progressão da doença, prevenir a hospitalização e estão associados à redução da mortalidade", escreveu Bolsonaro em sua conta no Twitter. Algumas horas após a postagem, a rede social colocou uma marcação explicando que as informações não têm comprovação. Tuíte de Bolsonaro Twitter O "tratamento precoce", ou "Kit Covid", disponibilizado pelo Ministério da Saúde é uma combinação que inclui a hidroxicloroquina e a cloroquina, junto com outros fármacos. As substâncias inicialmente foram testadas em laboratório e, depois, em estudos clínicos, pesquisadores de diferentes universidades e países comprovaram que não há prevenção e/ou tratamento com a ajuda de medicamentos. "Todos os países com seriedade, que seguem a ciência, eles já compreenderam que esses medicamentos não são eficazes contra a Covid. Se esses medicamentos tivessem qualquer comprovação científica, seria impossível que esses países, onde existem pesquisadores muito sérios e instituições muito respeitadas e competentes, não estivessem recomendando para a sua população", disse Ethel Maciel, professora titular da Universidade Federal do Espírito Santo e pós-doutora em epidemiologia pela universidade Johns Hopkins. "O Brasil precisa deixar isso pra trás. O Brasil precisa colocar o nosso dinheiro, que é um dinheiro público, naquilo que é realmente efetivo: as vacinas e as medidas emergenciais, para que as pessoas possam fazer isolamento social com dignidade", completou Maciel. Homem carrega cilindro para tentar socorrer pacientes com Covid-19 em Manaus, no Amazonas Bruno Kelly/Reuters Nesta sexta-feira (15), centenas de pacientes de Manaus estão sendo transferidos para outros estados. As transferências ocorrem em meio ao colapso do sistema de saúde amazonense, após recorde das internações por Covid-19 e com uma nova variante do coronavírus circulando no estado. Hospitais do estado ficaram sem oxigênios para pacientes. O G1 registrou nesta quinta-feira (14) cenas de médicos transportando cilindros nos próprios carros para levar ao hospital e familiares tentando comprar o insumo. Cemitérios estão lotados e instalaram câmaras frigoríficas. 'Terrível o problema em Manaus. Agora, nós fizemos a nossa parte', diz Jair Bolsonaro Sobre o assunto, o presidente disse: "Problemas. A gente está sempre fazendo o que tem que fazer. Problema em Manaus. Terrível, o problema em Manaus. Agora, agora, nós fizemos a nossa parte. Recursos, meios. Hoje, as Forças Armadas 'deslocou' para lá um hospital de campanha. O ministro da Saúde esteve lá segunda-feira e providenciou oxigênio". Estudos de medicamentos contra a Covid Em novembro, um estudo brasileiro mostrou que pacientes que tomam cloroquina há anos tem o mesmo risco de desenvolver a Covid-19 do que aqueles que nunca tomaram. Participaram cerca de 400 estudantes de medicina e quase 10 mil voluntários espalhados por 20 centros do Brasil. Antes disso, outras pesquisas já haviam acusado a ineficácia das substâncias para prevenção e tratamento da infecção pelo coronavírus. A revista científica "Nature", uma das mais renomadas do mundo, publicou dois estudos que apontaram que a cloroquina e a hidroxicloroquina não são úteis contra a Covid-19. Em um dos artigos da "Nature", o medicamento anti-malárico falhou em apresentar efeito antiviral contra a Covid-19 em macacos. Já a outra pesquisa não viu efeitos da cloroquina nas células pulmonares infectadas pelo vírus, em laboratório. Agência reguladora dos Estados Unidos cancela autorização da cloroquina Em 16 de julho de 2020, outra revista, a "Annals of Internal Medicine", mostrou com testes randomizados padrão ouro, o mais preciso possível em pesquisas científicas, que a administração de hidroxicloroquina em pacientes com quadro leve de Covid-19 também não se mostrou eficaz. Esses mesmos resultados continuaram se repetindo em outros estudos. Uma pesquisa brasileira também fez testes em humanos e foi publicado no “The New England Journal of Medicine". Mais uma vez, os pesquisadores apontaram que a hidroxicloroquina não teve eficácia no tratamento da Covid-19 em pacientes com casos leves e moderados atendidos em hospitais. OMS suspende testes com hidroxicloroquina contra a Covid-19 EUA cancelam autorização para uso da hidroxicloroquina no tratamento contra a Covid-19 A decisão de não recomendar o uso de antimaláricos e de um tratamento precoce não ficou a cargo apenas dos cientistas. A FDA, agência reguladora dos Estados Unidos com papel similar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), suspendeu o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 em junho do ano passado. Em outubro, a Organização Mundial da Saúde divulgou seus próprios resultados: mais de 30 países envolvidos em um estudo com mais de 11,2 mil participantes. No artigo, os cientistas afirmaram que quatro antivirais utilizados contra a Covid-19 são ineficazes: remdesivir, hidroxicloroquina, lopinavir/ritonavir (combinação) e interferon beta-1a. Initial plugin text
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15/01 - Ministério da Saúde confirma reinfecção por nova variante brasileira do coronavírus
Pasta diz que já recebeu duas notificações de reinfecção da nova cepa originada no Amazonas. Caso confirmado é de mulher que se infectou pela primeira vez em março de 2020. Japão detecta nova variante de coronavírus em viajantes vindos do Brasil O Ministério da Saúde confirmou nesta sexta-feira (15) uma reinfecção pela nova variante do coronavírus no Brasil. O caso foi notificado na quarta-feira (13) pelo estado do Amazonas. Mutação do vírus no Amazonas: o que se sabe até agora O caso é de uma mulher que foi diagnosticada com a Covid-19 pela primeira vez em 24 de março de 2020. Nove meses depois, em 30 de dezembro, ela recebeu o segundo diagnóstico por meio de um teste RT-PCR, que identifica o material genético do vírus. A análise em laboratório mostrou um "padrão de mutações compatível com a variante do vírus SARS CoV-2, identificada recentemente pelo Ministério da Saúde do Japão, mas de origem no Amazonas", informou o Ministério. O ministério já recebeu a notificação de duas reinfecções pela nova variante do SARS CoV-2 - uma no estado da Bahia, com mutação originada na África do Sul, e essa do estado do Amazonas, confirmada nesta sexta. Segundo a pasta, os dois pacientes continuarão sendo monitorados com o apoio da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS) na América Latina. Casos de reinfecção Ainda segundo o Ministério da Saúde, foram confirmados no Brasil outros três casos de reinfecção entre as linhagens do coronavírus que já circulavam no país. Dois ocorreram no Rio Grande do Sul e um em São Paulo. Nova variante A variante do Amazonas tem uma série de mutações que ainda não tinham sido encontradas. Ela pode ter evoluído de uma linhagem viral que circula no Amazonas desde abril do ano passado, e "ser representante de um vírus potencialmente de uma linhagem emergente no Brasil", explicou a Fiocruz Amazônia. A variante envolve mutações na proteína Spike, que faz a interação inicial com a célula humana. Esta nova cepa carrega mutações que já foram associadas à maior transmissão, mas ainda não é possível afirmar se ela é mais transmissível ou não. As mutações na proteína Spike chamam mais atenção porque elas podem afetar a transmissão do vírus, aumentando ou diminuindo. Quando essa mutação é prejudicial ao vírus, ela vai desaparecer, porque essa mutação não vai circular. As mutações neutras, que não dão vantagem ao vírus, são maioria. Porém, há essas que aparentemente dão vantagem ao vírus e são com essas que temos que ficar mais preocupados. Coronavírus: Por que a nova variante preocupa? Initial plugin text
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15/01 - Mundo não está fazendo o suficiente para frear a pandemia, diz OMS
Entidade alerta que a vacina não é a única solução contra a Covid-19. Número de mortos por coronavírus em todo o mundo passou de 2 milhões, segundo o balanço da Universidade Johns Hopkins Mundo tem mais de 2 milhões de mortos por Covid-19, afirma universidade O diretor de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Michael Ryan, disse nesta sexta-feira (15) que ninguém no mundo está fazendo o suficiente para conter a pandemia da Covid-19. “O vírus está explorando a nossa falta de comprometimento, a nossa mudança de comportamento”. Ryan explicou que o aumento de casos no mundo está acontecendo porque as pessoas estão relaxando, estão reduzindo o distanciamento físico e que a vacina não é a única solução contra a pandemia. Segundo a Universidade Johns Hopkins, o mundo tem mais de 2 milhões de mortos pela Covid-19. “A vacina é a luz no fim do túnel, um grande avanço, mas não é solução para todos os problemas, precisamos continuar com as medidas de prevenção que já temos”, alertou o diretor. VACINAÇÃO: veja perguntas e respostas E completou: “mesmo que as vacinas sejam eficientes, as pessoas precisam ser vacinadas, os países precisam receber as vacinas, precisamos imunizar os profissionais da saúde e as pessoas mais vulneráveis”. Líder técnica da entidade, Maria van Kerkhove disse que o túnel que estamos percorrendo é longo e perigoso, mas que os países têm ferramentas para atravessar. “Não podemos esquecer as ferramentas que já temos. Queremos que isso acabe logo, estamos cansados, mas precisamos de ação coletiva para colocar um fim na pandemia”. Vacinação contra a Covid nos EUA REUTERS/File Photo Vacinação em 100 dias O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que as campanhas de vacinação contra a Covid-19 comecem em todo o planeta nos próximos 100 dias. "Quero ver vacinações em andamento em todos os países nos próximos 100 dias, para que os profissionais da saúde e os [cidadãos] de alto risco sejam protegidos em primeiro lugar", disse. A OMS disse que espera começar a vacinação em países pobres e de renda média baixa em fevereiro, através da aliança Covax – uma iniciativa da organização para garantir o acesso equitativo a uma futura vacina da Covid-19. VÍDEOS: Novidades sobre a vacina
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15/01 - Falso sentimento de segurança fez população de Manaus baixar a guarda, diz diretora da OMS: 'A luta ainda não acabou'
Para Mariângela Simão, o que está acontecendo em Manaus deve servir de alerta para outros lugares do mundo. 5 pontos sobre a Covid-19 no Amazonas A brasileira Mariângela Simão, diretora para acesso a medicamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), disse nesta sexta-feira (15) que o que está acontecendo em Manaus deve servir de alerta para outros lugares do mundo, para mostrar que a pandemia ainda não terminou. "Manaus passa por uma situação muito difícil. Devido a um falso sentimento de segurança, eles baixaram a guarda. É importante que aprendamos com a terrível situação que Manaus vive. Podemos evitar danos adicionais se continuarmos transmitindo a mensagem: não baixem a guarda, a luta ainda não acabou" - Mariângela Simão, diretora da OMS. NOVA VARIANTE: o que se sabe até agora COLAPSO: sem oxigênio, pacientes dependem de ventilação manual para sobreviver em Manaus APELO DE PSICÓLOGA: 'Quem tiver oxigênio, por favor traga' Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, disse que é muito fácil colocar a culpa na nova variante encontrada no estado para justificar o colapso. "As variantes podem sim ter um impacto, mas é fácil colocar a culpa na variante, no vírus. Precisamos analisar o que nós não fizemos, precisamos aceitar a nossa culpa individualmente, como comunidade, como governo, para essa falta de controle do vírus", disse o diretor de emergências. Ryan disse que a OMS se solidariza com a população brasileira e que o mundo precisa lutar contra o vírus de forma mais eficaz. "Faremos de tudo para dar apoio aos estados-membros da OMS e à população brasileira". VÍDEOS: Manaus vive colapso com hospitais sem oxigênio Initial plugin text
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15/01 - Vacinação contra a Covid-19 no Brasil: veja perguntas e respostas
Quando começa? É obrigatória? Precisa pagar? Existe vacina melhor do que outra? Tire suas dúvidas. A enfermeira Mônica Calazans foi a primeira pessoa a tomar uma vacina contra a Covid-19 no Brasil sem ser em um teste clínico. Ela recebeu uma dose da CoronaVac em São Paulo minutos após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovar o uso emergencial, em Brasília. Além da CoronaVac, a vacina de Oxford também poderá ser aplicada emergencialmente no Brasil. A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, recebe uma dose da vacina CoronaVac contra a Covid-19 no Hospital das Clínicas, em São Paulo, depois que a Anvisa aprovou seu uso emergencial neste domingo (17). Ela foi a primeira pessoa vacinada no país Amanda Perobelli/Reuters Abaixo, veja 15 perguntas e respostas sobre a vacinação no Brasil: Quando começa a vacinação no Brasil? Preciso levar algum documento ou me cadastrar em algum site? É verdade que o Ministério da Saúde está fazendo um agendamento para receber a vacina? Quais vacinas serão aplicadas no Brasil? Quais serão os grupos prioritários? Quais serão as fases de vacinação? Por que a vacinação é importante? A vacina será gratuita? Existe uma vacina melhor que a outra? Quanto tempo após tomar a vacina eu estarei imunizado contra a Covid-19? A vacinação contra a Covid-19 acabará com o coronavírus? Posso ser infectado pelo coronavírus ao tomar a vacina? A vacinação será obrigatória? Quando teremos imunidade de rebanho com a vacinação? Não sou grupo de risco, não sei quando serei vacinado pelo SUS. Poderei comprar a vacina em uma clínica particular? Existe vacina melhor? Grávida pode tomar? Altera o DNA? Drauzio Varella e especialistas respondem dúvidas 1 - Quando começa a vacinação no Brasil? O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse neste domingo (17) que a campanha nacional começa na quarta-feira (20), às 10h. Num primeiro momento, o governo federal usará a CoronaVac. São 6 milhões de doses importadas da China que já estão no Brasil. Outras 2 milhões de doses da vacina de Oxford devem chegar da Índia, mas não se sabe quando. A operação de translado que seria no fim de semana fracassou. Em São Paulo, o governador João Doria já começou a vacinar. Mais de 100 profissionais de saúde foram imunizados no domingo com a CoronaVac. Nesta segunda (18), doses serão enviadas a 6 hospitais de referência no estado. O Hospital das Clínicas, na capital, montou uma megaoperação para vacinar 30 mil funcionários. Importante lembrar que a vacinação, no momento, é emergencial e restrita. Há regras específicas (veja aqui). A autorização da Anvisa vale para 8 milhões de doses. Não há como vacinar a população em geral por enquanto. 2 - Preciso levar algum documento ou me cadastrar em algum site? Não. Todas as pessoas serão vacinadas, mesmo que não apresentem algum documento. Basta comprovar que pertence ao grupo prioritário correspondente à fase da vacinação. No entanto, para fazer o controle, o Ministério da Saúde diz que é importante informar o número do CPF ou apresentar o Cartão Nacional de Saúde (CNS) – o Cartão do SUS. Caso a pessoa não esteja cadastrada nas bases de dados do Ministério da Saúde, o profissional no posto de saúde poderá registrá-lo no momento do atendimento. Ministério da Saúde vai registrar informações de todos os vacinados contra Covid-19 3 - É verdade que o Ministério da Saúde está fazendo um agendamento para receber a vacina? Não. Em nota, o Ministério da Saúde disse que não realiza agendamento para aplicação de nenhum tipo de vacina, e nem envia códigos para celular dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). 4 - Quais vacinas serão aplicadas no Brasil? Por enquanto, duas vacinas foram aprovadas para uso emergencial: a CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina de Oxford, desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). 5 - Quais serão os grupos prioritários? Segundo o plano nacional de imunização do governo, as prioridades da campanha de vacinação são: trabalhadores da área de Saúde; idosos (acima de 60 anos); indígenas; pessoas com comorbidades; professores (do nível básico ao superior); profissionais de forças de segurança e salvamento; funcionários do sistema prisional; comunidades tradicionais ribeirinhas; quilombolas; trabalhadores do transporte coletivo; pessoas em situação de rua; população privada de liberdade. O governo de São Paulo, que tem um plano próprio de vacinação, vai começar com profissionais de saúde, indígenas e quilombolas. Depois, virão pessoas com mais de 75 anos (veja detalhes). 6 - Quais serão as fases de vacinação? De acordo com o plano nacional de imunização, as três primeiras fases incluem os seguintes grupos: Primeira fase: trabalhadores de saúde; pessoas de 75 anos ou mais; pessoas de 60 anos ou mais institucionalizadas; população indígena aldeado em terras demarcadas aldeada; povos e comunidades tradicionais ribeirinhas. Segunda fase: Pessoas de 60 a 74 anos. Terceira fase: pessoas com comorbidades. Ainda não está definido em qual fase serão inseridos os demais grupos prioritários. Segundo o governo, a decisão depende de aprovação das vacinas e disponibilidade. 7 - Por que a vacinação é importante? Quanto mais gente se vacinar logo no início, mais fácil será tratar eventuais pessoas que ainda não receberam suas doses e precisarão, portanto, de atendimento médico. As vacinas não garantem que o paciente não terá Covid-19 novamente, apenas diminuem a chance de infecção e também a gravidade da doença em relação às pessoas que não receberam. Por isso, mesmo os vacinados ainda poderão transmitir o coronavírus. O uso da máscara ainda será fundamental, assim como o isolamento. "Nenhuma vacina é 100% eficaz. Você só consegue maior proteção quando a maior parte da população se vacina, porque quando tem muita gente vacinando, o vírus diminui a circulação e, então, acaba protegendo também quem não está vacinado. Por isso que não é 'toma quem quer'", disse Denise Garret, epidemiologista e vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas. 8 - A vacina será gratuita? Sim. A vacina será disponibilizada pelo Sistema Único de Saúde, sem custos. 9 - Eu devo tomar a vacina mesmo que a eficácia dela não seja de 100%? Não é melhor esperar outras? Sim, você deve tomar a vacina mesmo que a eficácia dela não seja de 100%. Veja o que disseram os especialistas consultados pelo G1: "Primeiro: vem de graça pelo SUS – por que esperar se pode não esperar? Nada impede. O sistema imunológico vai ser ativado por qualquer vacina", lembra Rodrigo Guerra, da UFSM. "Em geral, é preferível a vacina que está disponível. É melhor vacinar com uma menos eficaz do que esperar mais tempo por uma mais eficaz. Mas é uma situação bem complexa", pondera Lucia Pellanda, da UFCSPA. "Nenhuma vacina tem eficácia de 100%. Tem eficácia de 90%, nenhuma é 100%. Tem que tomar a vacina que ofereça alguma proteção e que esteja disponível – não adianta sonhar com a vacina de 95% e ela não chegar. O risco a que eu vou ficar exposto em todo esse período é maior do que de já tomar a vacina com eficácia menor, mas com a qual eu garanto uma proteção. Para as formas um pouco mais graves, até foi uma proteção maior. Quem sabe ela proteja mais ainda para formas graves", pontua Alexandre Zavascki, da UFRGS. "As duas vacinas que estarão provavelmente disponíveis na semana que vem no Brasil [a CoronaVac e a de Oxford] são seguras e este é um fator essencial. Sendo segura, quanto mais pessoas tomarem a vacina, mas diminuímos o risco individual e coletivo e mais rápido chegaremos na imunidade coletiva", explica Otavio Ranzani, médico intensivista e epidemiologista da USP. LEIA MAIS: 10 perguntas e respostas sobre a eficácia da CoronaVac 10 - Quanto tempo após tomar a vacina eu estarei imunizado contra a Covid-19? Mesmo após as duas doses da vacina, nosso organismo não gera uma resposta imune imediata, explica o infectologista Jose Geraldo Leite Ribeiro, vice-presidente regional da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). “A proteção se dá um tempo após a aplicação da segunda dose, e esse tempo varia de acordo com cada vacina. Na maioria delas, a imunidade acontece a partir de dez ou vinte dias após a segunda dose”, afirma. 11 - A vacinação contra a Covid-19 acabará com o coronavírus? Ainda não se sabe. Em maio, a OMS afirmou que não há como prever quando se o coronavírus irá desaparecer um dia, mesmo com uma vacina (veja mais no vídeo abaixo). Porém, ainda que a vacina não seja capaz de fazer o vírus desaparecer, ela será capaz de interromper as cadeias de transmissão e conter a disseminação entre as populações. A previsão dos cientistas e da própria OMS é que o coronavírus se torne endêmico: à exemplo do que ocorre com o Influenza, que infecta novas pessoas todos os anos, o vírus continuará em circulação infectando aqueles que estiverem suscetíveis à Covid-19. 12 - Posso ser infectado pelo coronavírus ao tomar a vacina? Não, pois nenhuma vacina em testes contém o vírus vivo. “A vacina contra a Covid-19 é uma ‘vacina morta’, ou seja, são inativadas, não contém o vírus vivo. Portanto, é impossível você ser infectado ao se vacinar”, explica Ribeiro. 13 - A vacinação será obrigatória? Na prática, as vacinas no Brasil já são 'obrigatórias'. Em diversos estados e cidades brasileiras, quem quiser matricular filhos em colégios públicos, por exemplo, precisa mostrar cadernetas de vacinação em dia. A necessidade de apresentação de caderneta também é obrigatória para quem quer disputar cargos públicos no Brasil e imunização em dia é ‘condição necessária’ para quem se inscreve no Bolsa Família. Outro exemplo de “obrigatoriedade” é a vacina de febre amarela. Segundo a OMS, 127 países exigem a vacinação contra a doença. Em dezembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a aplicação de medidas restritivas para quem se recusar a se vacinar contra a Covid-19. Eles entenderam que essas medidas são necessárias porque a saúde coletiva não pode ser prejudicada por decisão individual. LEIA MAIS: 5 sinais de que vacinas já são 'obrigatórias' no Brasil 14 - Quando teremos imunidade de rebanho com a vacinação? Ainda é difícil de definir o prazo para atingir a imunidade de rebanho das vacinas contra a Covid-19. Um dos motivos é a falta de definição de qual será a quantidade de doses por mês no Brasil, além de uma certa incerteza dos cientistas com relação à porcentagem da população que é necessária para barrar a transmissão. A imunidade de rebanho acontece quando muitas pessoas adquirem anticorpos ou uma resposta imunológica a uma determinada doença infecciosa. O agente patogênico passa a encontrar menos pessoas sem imunidade e encontra dificuldade em se propagar, ou seja a cadeia de transmissão da enfermidade é interrompida. Para Ribeiro, é imprudente estimar quando e em qual taxa de população vacinada ocorrerá a imunidade de rebanho. “Há autores que, por meio de modelos matemáticos, estimam que pelo menos 60% da população tem que ser vacinada para gerar imunidade de rebanho, mas é uma estimativa teórica. Eu não assinaria embaixo”, explica o infectologista da SBIm. “Geralmente, esse dado só é conhecido depois que se vacina grande parte da população e a acompanha durante 3 ou 4 anos", diz. Outro fator a se considerar é que apenas os grupos de risco serão vacinados em 2021, uma parcela muito pequena da população. "A vacinação em 2021 não vai interferir na circulação do coronavírus. Além disso, temos que lembrar que nenhuma das vacinas em teste é 100% eficaz. Se uma vacina tem eficácia de 95%, como a da Moderna, por exemplo, quer dizer que a vacina falhou em cinco a cada cem pessoas vacinadas", completa Ribeiro. 'Imunidade de rebanho': o que é e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso 15 - Não sou grupo de risco, não sei quando serei vacinado pelo SUS. Poderei comprar a vacina em uma clínica particular? Ainda não há uma previsão de quando as clínicas particulares conseguirão comprar lotes das vacinas contra a Covid-19 que forem aprovadas no Brasil. A orientação dos órgão de saúde nacionais e internacionais é que todas as doses produzidas pelos laboratórios neste primeiro momento sejam direcionadas aos governos, com a finalidade de garantir que as pessoas dos grupos de risco sejam imunizadas o mais breve possível. Assim, a resposta para esta pergunta dependerá, entre outros fatores, da capacidade de produção e entrega pelas farmacêuticas para atender tanto os governos como as clínicas particulares. VÍDEOS: Novidades sobre a vacina
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15/01 - Covid em Manaus: nova variante pode estar por trás de caos no Amazonas, dizem pesquisadores
No Reino Unido, uma nova variante detectada é 70% mais contagiosa do que as cepas originais do coronavírus. 5 pontos sobre a Covid-19 no Amazonas Pesquisadores no Brasil acreditam que a nova variante do coronavírus identificada no Amazonas pode estar por trás do caos vivido nos últimos dias em Manaus. O sistema de saúde da capital do Amazonas sofre nos últimos dias com a falta de oxigênio, de leitos de UTI e equipamentos para lidar com o forte aumento no número de internações. Pacientes estão sendo transferidos para outros estados e o governo amazonense está convocando a ajuda de empresas para fornecer oxigênio e materiais para os hospitais. Segundo Felipe Naveca, cientista da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas que liderou as pesquisas sobre a cepa, a nova variante do coronavírus teve origem "sem dúvida" na Amazônia. Ele disse à correspondente da BBC na América do Sul, Katy Watson, que a nova variante mostrou algumas das mesmas mutações que as novas variantes detectadas no Reino Unido e na África do Sul - e "algumas dessas mutações foram associadas a um aumento da transmissão e isso é preocupante". Em entrevista para a agência AFP, Naveca disse: "Existe essa possibilidade (de a nova variante ter maior poder de contágio), eu não posso garantir que isso já esteja ocorrendo, mas existe por conta das mutações que ela apresentou na posição 484 e 501, são mutações que são associadas a esse potencial de mais transmissão. Então muito provavelmente sim." A piora da situação em Manaus não se deveu apenas a uma variante, diz Naveca, observando que as autoridades esperavam um aumento nos casos de vírus devido às festas de fim de ano. "Precisamos de apoio urgente da população para reduzir a transmissão e desacelerar a evolução do vírus", disse Naveca à AFP. Outro pesquisador, Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia, disse ao jornal Estadão que a nova variante é a "explicação mais plausível" para a recente explosão de casos. "Apesar de todo esse contexto de relaxamento da população em relação aos cuidados, acreditamos que esta nova cepa é a explicação mais plausível para um crescimento tão explosivo considerando o histórico de Manaus", diz Orellana. "Porque esse tipo de crescimento tão explosivo a gente normalmente aceita quando toda a população é considerada suscetível ao novo vírus. Mas essa disseminação que estamos vendo num contexto em que pelo menos 30% a 40% da população já tinha sido exposta ao coronavírus só pode ser porque essa nova cepa se programa muito mais rapidamente que todas as 11 variantes que circularam antes na região." Reino Unido e África do Sul também tiveram mutações do coronavírus identificadas. No caso do Reino Unido, pesquisadores determinaram que a nova variante britânica era 70% mais contagiosa do que a que existia anteriormente. No país, a cepa foi considerada um fator importante no novo surto que surgiu na véspera do Natal do ano passado. O Reino Unido ainda está sob forte regime de lockdown por conta desse surto, e diversas nações baniram pessoas que chegam do país. Nesta sexta-feira (15), chegadas ao Reino Unido da América do Sul e Portugal passaram a ser proibidas devido a preocupações com a nova variante brasileira do coronavírus — que já foi identificada até no Japão. Vacinas O epidemiologista britânico Mike Tildesley disse à BBC que não acredita que a eficácia das vacinas atualmente em uso em outros países deva mudar com as novas variantes. As vacinas combatem os sintomas da Covid, mas não impedem necessariamente a transmissão do coronavírus entre pessoas. Mas existe a possibilidade de essas novas variantes prejudicarem os sistemas de saúde e hospitais, já que mais pessoas estariam contraindo o vírus — sobretudo neste momento em que a maioria das pessoas ainda não foi vacinada. Tildesley acredita que a proibição de viagens para a América do Sul no Reino Unido entrou em vigor um pouco tarde — mas ele diz que a medida ainda vai "minimizar o risco" da nova variante do coronavírus identificada no Brasil entrar no Reino Unido. "Sempre temos esse problema com a proibição de viagens, é claro, que sempre estamos um pouco atrasados", disse ele à BBC. "Com a Covid, precisamos lembrar que, quando você desenvolve os sintomas, pode ter sido infectado há algumas semanas. Portanto, é muito importante que essas proibições de viagens cheguem rapidamente para que possamos evitar qualquer risco." Ele também diz que os cientistas saberão "nos próximos dias" se a proibição teve "um efeito significativo" em conter a pandemia. Ele acrescenta que a nova variante "mais transmissível" do coronavírus encontrada no Brasil foi "detectada pela primeira vez em viajantes que iam a Tóquio" antes de ser rastreada até a América do Sul. VÍDEOS: Manaus vive colapso com hospitais sem oxigênio Initial plugin text
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15/01 - Brasil ultrapassa 208 mil mortes por Covid, com 1.131 nas últimas 24 horas
País contabilizou total de 208.291 óbitos e 8.394.253 casos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Estado do AM registrou recorde de mortes em 24 horas desde outubro. Brasil é o segundo país com mais mortes causadas pelo coronavírus O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta sexta-feira (15). O país registrou 1.131 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 208.291 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 964. A variação foi de +37% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.394.253 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 68.138 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.048 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +51% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Quinze estados estão com alta nas mortes: PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, RR, TO, AL, CE, PE, PI e SE. O Amazonas registrou recorde de mortes em 24 horas desde outubro, com 113 óbitos. Nas duas únicas datas em que esse número foi maior, isso decorreu da reclassificação de óbitos antigos pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus. Na época, esse processo de revisões fez somar mais de uma centena de casos aos registros diários de 2 de setembro e 1º de outubro no estado. Brasil, 15 de janeiro Total de mortes: 208.291 Registro de mortes em 24 horas: 1.131 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 964 (variação em 14 dias: +37%) Total de casos confirmados: 8.394.253 Registro de casos confirmados em 24 horas: 68.138 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.048 por dia (variação em 14 dias: +51%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 207.183 mortes e 8.328.061 casos confirmados.) Estados Subindo (15 estados): PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, RR, TO, AL, CE, PE, PI e SE Em estabilidade (10 estados + DF): RS, SC, ES, DF, MS, PA, RO, BA, MA, PB e RN Em queda (1 estado): AC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estado com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +20% RS: -1% SC: -12% Sudeste ES: 0% MG: +63% RJ: +58% SP: +57% Centro-Oeste DF: -13% GO: +147% MS: -10% MT: +27% Norte AC: -33% AM: +182% AP: +23% PA: +10% RO: +15% RR: +29% TO: +173% Nordeste AL: +19% BA: +3% CE: +56% MA: -4% PB: -8% PE: +54% PI: +25% RN: -1% SE: +44% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa
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15/01 - Entenda por que o oxigênio é tão importante para pacientes com Covid – e o que acontece quando ele falta
Pacientes em Manaus ficaram sem oxigênio depois que estoque de empresas fornecedoras acabou. 'É como um afogamento, matar um indivíduo com um travesseiro na cara', diz médico ouvido pelo G1. 5 pontos sobre a Covid-19 no Amazonas A falta de oxigênio nos hospitais de Manaus levou a cidade a um cenário de caos: com recordes nos casos de Covid, a cidade precisou enviar pacientes que dependiam dele para outros 6 estados. Parentes de pessoas internadas tiveram que comprar cilindros com o gás por conta própria. O desabastecimento não afetou somente os pacientes com Covid: bebês e grávidas vão precisar ser transferidos do estado para não ficarem sem oxigenação. O oxigênio é essencial para a sobrevivência humana. Sem ele, as células do nosso corpo não funcionam, e nós morremos. DESESPERO: Familiares dizem que hospital faz racionamento de oxigênio RELATOS: 'Nem nos piores pesadelos', afirma médica Entenda a importância do oxigênio hospitalar para quem adoece de Covid "Poucos instantes depois da falta de oxigênio, de o oxigênio não chegar nas células, a gente perde a função delas. Na prática, o que você tem é uma falência de todos os órgãos", explica André Nathan, médico pneumologista do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. "É como um afogamento, matar um indivíduo com um travesseiro na cara, via enforcamento. A pessoa morre por falta de oxigênio", diz o médico. Por que pacientes com Covid precisam de oxigênio? Paciente chega ao Hospital 28 de Agosto, em Manaus, em meio a novo surto de Covid-19, na quinta-feira (14). Michael Dantas/AFP O coronavírus Sars-CoV-2, que causa a Covid-19, causa uma inflamação no pulmão. Isso faz com que ele não consiga mais transferir de forma eficaz o oxigênio que a pessoa respira para dentro do sangue e das células. Quando isso acontece, a saturação de oxigênio – a concentração dele no sangue – começa a cair. O percentual normal de saturação fica entre 95% e 99%. Quando a pessoa não respira direito, esse índice começa a cair. A intubação, assim como outros métodos de aporte de oxigênio, ajudam a recuperar a saturação de oxigênio no sangue – por isso são tão importantes para pacientes com Covid. RELATOS: Médicos e familiares de pacientes descrevem colapso com falta de oxigênio em Manaus "O aparelho de ventilação mantém as funções vitais enquanto a doença vai ser eliminada pelo sistema imunológico do paciente. Quem elimina o vírus são os anticorpos do paciente. Como ele precisa de até 15 dias para fazer isso, eu preciso manter o paciente sob esse oxigênio até 15 dias", explica Carlos Carvalho, diretor da divisão de Pneumologia do Instituto do Coração (Incor) do Hospital das Clínicas da USP e responsável pela UTI respiratória do hospital. "Se falta oxigênio para a máquina, falta oxigênio para o pulmão da pessoa. Não tendo oxigênio, as células não vão produzir energia e elas vão morrer. As células de todos os órgãos vitais vão morrer e o paciente vai a óbito", afirma Carvalho. Artistas, clubes e políticos cobram oxigênio para pacientes de Covid-19 em Manaus O médico anestesiologista André Saijo, que trabalhou em UTIs com pacientes de Covid em São Paulo na primeira fase da pandemia, explica que as doenças pulmonares em que a oxigenação do sangue é diminuída – por exemplo, a Covid – podem causar ou não uma queda de saturação. "A saturação de oxigênio medida pelo oxímetro de pulso é um valor indireto da quantidade de oxigênio que o sangue está levando do pulmão para os órgãos. Por exemplo: se o valor vier 95%, quer dizer que as hemácias estão conseguindo carregar oxigênio com 95% da sua capacidade máxima de carregamento. Uma saturação baixa infere que as hemácias não estão carregando oxigênio de forma adequada, o que pode ou não gerar problemas pro corpo", esclarece Saijo. MEDO: enfermeiro pede para continuar tratamento contra Covid em casa para liberar leito ENEM: Justiça Federal suspende provas no Amazonas "A primeira resposta do corpo a uma queda de saturação é aumentar a frequência respiratória. Se, mesmo assim, não houver melhora da oxigenação, as inspirações ficam mais profundas com a utilização de outros músculos do tórax, o que conseguimos visualizar como o desconforto respiratório", diz o anestesiologista. "A longo prazo – é difícil quantificar porque depende de cada pessoa e cada doença –, isso evolui pro quadro de fadiga respiratória, que é quando a pessoa não tem mais força pra fazer as inspirações da forma necessária para manter uma oxigenação do sangue satisfatória. A maioria das intubações que acontecem pela Covid são devido a essa fadiga respiratória", explica o médico. Cozinheira diz que pai morreu por falta de oxigênio em hospital em Manaus: 'estava todo mundo chorando' Num ambiente normal, a porcentagem de oxigênio que existe no ar e entra no pulmão é de 21%. Isso significa dizer que, a cada 100 litros de ar que uma pessoa normal respira, 21 litros são de oxigênio e o resto, de outros gases. Quanto mais grave for a incidência respiratória, maior a concentração de oxigênio o médico tem que administrar. "Uma forma de melhorar o desconforto respiratório de uma pessoa é oferecer uma quantidade maior que esses 21% de oxigênio que tem no ar ambiente, facilitando então o abastecimento das hemácias no pulmão e, consequentemente, aumentando a saturação. Existem diversas formas de oferecer oxigênio, que vão desde o catéter nasal até a intubação", completa André Saijo. 'Coisa de vida ou morte' Homem chora na porta do Hospital 28 de Agosto, em Manaus, em meio a desabastecimento de oxigênio na cidade durante novo surto de Covid-19 na quinta-feira, 14 de janeiro. Michael Dantas/AFP O médico Valmir Crestani Filho, também do Hospital das Clínicas da USP, descreve a falta de oxigênio em Manaus como uma "catástrofe". "Se você precisa ser intubado, a sua mortalidade é entre 30% e 40%. Se você apenas precisa do oxigênio, naquele catéter que fica no nariz, ou se você usa uma máscara, a sua mortalidade é entre 20% e 25%", explica. "Só que o oxigênio nesses pacientes não é um tratamento a mais, como é o corticoide, e como é a anticoagulação profilática. Ele é uma coisa de vida ou morte", frisa Crestani Filho. "Nesse grupo em que morreriam 25% com oxigênio, a mortalidade pode chegar a até 100% se você ficar sem o oxigênio. Foi isso o que aconteceu em várias unidades lá em Manaus. Nos intubados, é uma catástrofe que nem se discute", diz. Ele chama atenção para a situação dos pacientes que não estavam intubados. "Você tinha 30, 40, 50, 60 pacientes usando oxigênio mas que não estavam intubados, e aí foi cortando o suplemento de oxigênio e eles começaram a piorar rapidamente. Vários morreram. Muitos pacientes que não iriam morrer – porque nesse grupo a mortalidade é de 25% – morreram em decorrência da falta do oxigênio", afirma. "Então, não tem muito espaço para essa discussão 'ah, esse paciente ia morrer de qualquer jeito'", explica Crestani Filho. "Em uma das UTIs em que eu trabalho, por exemplo, temos dez pacientes recebendo oxigênio: dois intubados e oito em máscara de inalação. Todos esses morreriam em poucas horas se o oxigênio fosse suspenso. Essa que é a tragédia. Pacientes que sobreviveriam à Covid faleceriam – não pela Covid, e sim por asfixia, por falta de oxigênio", afirma. "Os intubados em geral precisam entre 50-100% [de aporte de oxigênio]. Esses suportam, no máximo, algumas horas sem oxigênio", diz Crestani Filho. "Ainda que o oxigênio volte, esse período deixará sequelas, e pode apenas retardar a morte – enquanto o paciente poderia sobreviver caso a oferta não tivesse sido parada", afirma. VÍDEOS: Manaus vive colapso com hospitais sem oxigênio a Initial plugin text
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15/01 - Vacina contra Covid-19: a estratégia do país que decidiu vacinar os jovens antes dos idosos
O país está adotando uma abordagem diferente dos demais. Será que vai funcionar? Trabalhadores mais jovens são vistos como a chave para enfrentar a crise do virus EPA / via BBC A Indonésia lançou um programa de vacinação em massa gratuito contra a Covid-19 em uma tentativa de impedir a propagação do vírus e fazer sua economia voltar a se aquecer. Mas o país está adotando uma abordagem diferente dos demais. Em vez de vacinar os idosos na primeira fase, depois dos trabalhadores da linha de frente, ela terá como alvo os trabalhadores mais jovens, com idade entre 18 e 59 anos. A Indonésia vai usar a CoronaVac, a mesma que o Instituto Butantan fornecerá para parte da população brasileira. No Brasil, no entanto, o Ministério da Saúde vai priorizar trabalhadores de saúde e idosos. Eficácia da CoronaVac: veja 10 perguntas e respostas O presidente Joko Widodo, 59, foi a primeira pessoa no país a receber a vacina na quarta-feira. O vice-presidente Ma'ruf Amin, de 77 anos, não receberá a vacina ainda porque está fora do grupo prioritário. Indonésia começa vacinação com Coronavac Por que priorizar jovens adultos que trabalham? O professor Amin Soebandrio, que faz parte de um conselho que assessorou o governo em sua estratégia de "juventude primeiro", argumenta que faz sentido priorizar a imunização dos trabalhadores — aqueles "que saem de casa e se espalham por todo o lugar e depois à noite voltam para casa, para suas famílias ". "Nosso alvo é aqueles que provavelmente espalharão o vírus", disse ele à BBC Indonésia, serviço de notícias da BBC para o país. Ele argumenta que essa abordagem dará ao país a melhor chance de obter imunidade de rebanho, algo que ocorre quando uma grande parte de uma comunidade se torna imune por meio de vacinações ou da disseminação em massa de uma doença. 'Imunidade de rebanho': o que é e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso Acreditava-se que 60-70% da população global precisaria ser imune para impedir que o coronavírus se propague facilmente. No entanto, esses números aumentarão consideravelmente se as novas variantes, mais transmissíveis, se espalharem amplamente. "Esse é o objetivo de longo prazo — ou pelo menos reduziremos significativamente a propagação do vírus para que a pandemia fique sob controle e possamos fazer a economia andar novamente", disse o professor Soebandrio. Variantes do coronavírus: o que se sabe até agora A Indonésia, com população de 270 milhões, tem o maior número cumulativo de casos de Covid-19 no sudeste da Ásia. Segundo dados do governo, cerca de 80% dos casos são da população trabalhadora. Embora escolas e escritórios do governo estejam fechados há quase um ano, o governo tem resistido a colocar em prática restrições rígidas, temendo o impacto na economia do país. Mais da metade da população trabalha no setor informal, portanto, para muitos, trabalhar em casa não é uma opção. O ministro da Saúde do país, Budi Gunadi Sadikin, defendeu a estratégia e insiste que não se trata apenas da economia, mas de "proteger as pessoas e visar primeiro aqueles que provavelmente a pegarão e espalharão". "Estamos nos concentrando em pessoas que têm que conhecer muitas pessoas como parte de seu trabalho; moto-táxi, policiais, militares. Portanto, não quero que as pessoas pensem que isso é apenas sobre economia. Trata-se de proteger as pessoas". ele disse. E quanto aos idosos? O governo argumenta que oferecerá também proteção aos idosos. "Imunizar os membros que trabalham em uma família significa que eles não estão trazendo o vírus para dentro de casa, onde estão seus parentes mais velhos", disse Siti Nadia Tarmizi, porta-voz do Ministério da Saúde para o programa de vacinação contra Covid-19. A maioria dos idosos na Indonésia vive em lares com pessoas de outra geração, e isolá-los do resto da família costuma ser impossível. "Portanto, é um benefício adicional dessa abordagem, que ao vacinar pessoas de 18 a 59 anos também oferece alguma proteção aos idosos com quem vivem", disse ela. A Indonésia registrou mais de 600 mil casos de Covid-19 desde o início da pandemia EPA / via BBC No entanto, há um problema: não se sabe se a vacina impede a disseminação do vírus ou se ela impede apenas o desenvolvimento de sintomas graves. "Simplesmente não temos essa informação ainda", disse o professor Robert Read, especialista que assessora os departamentos de saúde do Reino Unido sobre imunização. "A razão pela qual o Reino Unido não imunizou antes a população mais jovem, é que, primeiro, os mais jovens não contraem uma doença tão grave e, segundo, não fomos capazes de demonstrar ainda que as vacinas têm qualquer impacto na transmissão", disse ele. A abordagem da Indonésia, disse ele, precisaria de uma absorção de vacina muito alta — "pelo menos 50% com toda a probabilidade, para impedir a morte e hospitalização em sua população mais velha". "É possível que, se eles obtiverem taxas de cobertura muito altas, haja algum impacto na transmissão, embora obviamente ainda não tenhamos visto isso." Que testes a Indonésia conduziu? A Indonésia adotou sua abordagem única em parte porque a principal vacina que está usando não foi testada em idosos. O país está dependendo fortemente da CoronaVac fabricada pela chinesa Sinovac para inocular sua população, com 3 milhões das 125 milhões de doses prometidas já entregues e sendo distribuídas para unidades de saúde em todo o país. O governo só realizou testes na faixa etária de 18 a 59 anos como parte do estudo multipaíses Sinovac. "Cada país poderia fazer testes em uma faixa etária diferente e a Indonésia foi convidada a fazer o teste com a população trabalhadora", disse a Dra. Nadia. A Indonésia vai começar a imunizar os idosos, diz o ministério, na segunda rodada, com vacinas da Pfizer-BioNTech e Oxford-AstraZeneca. Mas mesmo que eles tivessem sido solicitados a testar em pessoas com mais de 60 anos, ela diz que provavelmente ainda estariam focados em imunizar a população trabalhadora primeiro, pois eles acreditam que isso protegerá a maioria das pessoas. A Indonésia diz que a vacina da Sinovac tem uma eficácia de 65,3%, mas descobriu-se que é 50,4% eficaz em testes clínicos no Brasil, segundo os resultados mais recentes. Os especialistas dizem que somente quando tivermos dados completos saberemos sua real eficácia e seremos capazes de compará-la com outras vacinas. Como os cientistas veem a estratégia? "Não sabemos se vai funcionar e isso precisa ser avaliado", disse Peter Collignon, professor de doenças infecciosas da Australian National University. Mas ele disse que faz sentido adaptar a estratégia de vacinação para as circunstâncias de um país. "Se você é um país em desenvolvimento, posso ver como uma política de proteção de seus jovens trabalhadores adultos, aqueles que espalham mais o vírus, pode ser um método razoável, porque você não pode realmente dizer às pessoas para ficarem em casa." O Prof Read concordou, dizendo: "Não cabe a nós, nos países ocidentais ricos, dizer a outros países ao redor do mundo o que eles deveriam estar fazendo". Ele disse que acha que a abordagem indonésia "pode ​​ser a coisa certa para o seu país" e destacou que, globalmente, todos não têm certeza de qual é a coisa certa a fazer no momento. O professor Dale Fisher, do National University Hospital, disse que a Indonésia estava adotando uma "abordagem pragmática". "Eles estão dizendo que vamos vacinar essa faixa etária sobre a qual temos os dados. É um grupo acessível e certamente ajudará a manter os negócios funcionando", disse ele. Como a Indonésia está lidando com a pandemia? O plano ambicioso da Indonésia não será fácil de executar. A sua população é a quarta maior do mundo, espalhada por um vasto arquipélago junto ao equador, onde existem grandes desafios logísticos em termos de manter as vacinas à temperatura exigida. O sistema de saúde já está sofrendo com o aumento do número de casos. Os cemitérios em Jacarta, o epicentro da pandemia, estão lotados e os hospitais dizem que estão lutando para lidar com o número de pacientes. O especialista em saúde pública, Dicky Budiman, da Griffith University, da Austrália, disse que o governo precisa fazer mais para proteger os vulneráveis, fortalecendo o que ele chamou de estratégia pandêmica fundamental: testar, rastrear e tratar e impor o distanciamento social. O jornalista local Citra Prastuti em Jacarta, que acabou de se recuperar do vírus, disse que "sair de casa é como entrar em uma zona de guerra, com o número crescente de grupos familiares — parece que nenhum lugar é seguro o suficiente para nós". Ela disse que as mensagens de saúde pública têm sido confusas e conflitantes. "As pessoas são incentivadas a ficar em casa durante o feriado, mas os hotéis oferecem descontos e não há restrições de transporte." E não houve rastreamento de seu caso, disse ela, depois que relatou às autoridades de saúde locais. "Portanto, não sei se estou incluída nos dados gerais da Covid ou não", disse ela. "Acho que muitas pessoas veem a vacina como uma saída fácil, como a cura de todas as doenças, como o salvador final." Há também uma preocupação sobre se a vacina é halal - algo importante para muçulmanos. A gelatina derivada de porcos é usada como estabilizador em algumas vacinas, mas o consumo de carne de porco é proibido aos muçulmanos, que representam cerca de 90% da população indonésia. Às vésperas do início da vacinação doses da Sinovac estão sendo distribuídas pelo país numa complicada operação EPA / via BBC E mensagens têm circulado nas redes sociais na Indonésia dizendo que a vacina Sinovac contém elementos de macacos. O presidente Widodo, ele próprio um muçulmano, disse que não deveria se importar porque se trata de uma emergência de saúde, mas alguns estão procurando orientação religiosa. O Conselho Ulema da Indonésia (MUI), cujo trabalho é decidir essas coisas, manteve longas discussões e, após uma auditoria profunda, anunciou que a vacina da Sinovac é halal. Anteriormente, 30-40% das pessoas entrevistadas pelo Ministério da Saúde expressaram dúvidas sobre a vacina contra Covid-19 e 7% disseram que não queriam ser vacinadas. A preocupação sobre se a vacina era halal ou não foi uma das principais razões, disse a doutora Nadia. "Louvado seja Deus, isso foi esclarecido", disse ela. VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos dias
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14/01 - Eficácia da CoronaVac: veja 10 perguntas e respostas
Índice geral de 50,38% foi anunciado nesta semana pelo Instituto Butantan. O que isso significa? É um número considerado bom? Como os cientistas chegaram a ele? Enfermeira segura frasco da CoronaVac antes de aplicação em voluntário no Instituto Emílio Ribas Reuters O Instituto Butantan anunciou, nesta semana, a eficácia geral da CoronaVac, a vacina contra Covid-19 desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac e que será fabricada no Brasil pelo instituto. A eficácia geral da vacina ficou em 50,38% – acima do mínimo de 50% recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). VÍDEO: Entenda a eficácia de 50,4% da CoronaVac Mas o que significa isso? Nesta reportagem, você verá as respostas para as seguintes perguntas: O que é a eficácia de uma vacina? Como os cientistas descobriram a eficácia da CoronaVac? Se a vacina tem 50% de eficácia, isso significa que eu tenho 50% de chance de pegar Covid? Eu posso tomar a vacina e mesmo assim ficar doente? A eficácia de 50% é considerada boa? Se a eficácia foi de 50,38%, o que significam os 78% e os 100% que o Butantan apresentou antes? Eu devo tomar a vacina mesmo que a eficácia dela não seja de 100%? Não é melhor esperar outras? A vacina é segura? Eu vou precisar usar máscara mesmo depois da vacina? Ela vai impedir a transmissão da Covid? Por que é importante que muitas pessoas tomem a vacina? 1. O que é a eficácia de uma vacina? A eficácia de uma vacina é determinada quando ela ainda está em estudos (normalmente, de fase 3). Dizer se uma vacina é ou não eficaz significa dizer se ela funciona ou não em condições ideais. Ela é medida por uma porcentagem que indica a redução de casos num grupo vacinado em comparação a um grupo não vacinado. Ou seja: a ideia é quantificar a diferença numérica que a vacina vai fazer para proteger uma população. Se uma vacina tem 90% de eficácia, isso significa que, nos testes, ela conseguiu reduzir em 90% a quantidade de casos que ocorreriam se as pessoas não tivessem sido vacinadas. Veja, abaixo, o infográfico com o exemplo da CoronaVac: Eficácia da CoronaVac Arte G1 2. Como os cientistas descobriram a eficácia da CoronaVac? "No caso da vacina [CoronaVac], a eficácia está sendo determinada pela proporção de pessoas que se contaminam entre os vacinados e os não vacinados", explica Lucia Pellanda, professora de epidemiologia e reitora da Universidade Federal das Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA). A conta se torna um pouco mais complicada, entretanto, porque o fator tempo também é considerado. Como nem todas as pessoas passaram o mesmo tempo no estudo, o risco que elas tinham de pegar ou não a Covid também era diferente, esclarece Pellanda. Para determinar a eficácia da vacina, os cientistas reúnem voluntários e os dividem, geralmente, em dois grupos. Um dos grupos recebe um placebo (que pode ser uma substância sem efeito ou uma outra vacina, como a da meningite); esse grupo é chamado de controle. O outro recebe a vacina. No caso da CoronaVac, os grupos testados tinham cerca de 4,6 mil pessoas cada. Todas eram profissionais de saúde, que têm mais exposição ao vírus. Isso é importante porque, para determinar a eficácia de uma vacina, é preciso aplicá-la nos voluntários e ver se ela foi capaz de protegê-los do vírus. Só que os cientistas não podem, via de regra, infectar as pessoas com o vírus. Por isso, eles precisam de pessoas que sejam expostas a ele no dia a dia. Neste caso, os profissionais de saúde têm mais exposição do que a população geral, porque cuidam dos doentes. Depois de aplicar a vacina e o placebo naquela quantidade de voluntários, os cientistas esperam até que haja um número suficiente de pessoas infectadas para calcular a eficácia. Com os dados que obtiveram dos testes da CoronaVac, os cientistas chegaram à eficácia de 50,38%. Isso significa que a vacina conseguiu fazer com que cerca de metade das pessoas que ficariam doentes se não fossem vacinadas não ficassem. 3. Se a vacina tem 50% de eficácia, isso significa que eu tenho 50% de chance de pegar Covid? Não. Significa o que seu risco foi reduzido em 50%. Isso porque o risco de pegar Covid é diferente para cada pessoa e não é de 100% para ninguém. "Para poucas coisas o risco é 100%. Teoricamente, em algum dia [o risco de pegar Covid] pode chegar a 100%, mas, neste momento, não são 100% das pessoas que se infectaram. Não tem 200 milhões de infectados [no Brasil]. Tem gente que não chegou perto do vírus ainda. Então, o risco não é 100%", explica Lucia Pellanda. "O risco individual vai cair pela metade. Só que a metade de quanto vai depender de quantos casos tem na região. Se o seu risco for de 10%, com a vacina, vai ficar 5%", acrescenta a professora. Isso significa que uma pessoa não vacinada no Brasil vai ter mais risco de se contaminar do que uma pessoa não vacinada na Nova Zelândia, por exemplo (que adotou boas medidas de controle da pandemia). "A redução de risco se calcula por uma relação de incidência, que é o número de casos em uma determinada população de [pessoas] suscetíveis. Esse risco precisa ser entendido do ponto de vista populacional", explica Alexandre Zavascki, professor de infectologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "Uma população vacinada vai ter 50% a menos de casos que uma não vacinada, dadas as mesmas condições de exposição", lembra. Também é errada a noção de que, com 50% de eficácia, só 50% das pessoas criam anticorpos para o coronavírus (entenda). 4. Eu posso tomar a vacina e mesmo assim ficar doente? Pode. Mas a chance é menor do que seria se você não tomasse. (Veja a pergunta 3). Além disso, mesmo que fique doente, a tendência é que o caso de Covid seja menos grave do que seria se você não tivesse sido vacinado. "Há uma tendência da vacina de diminuir a intensidade clínica da doença", explicou o diretor de pesquisa clínica do Butantan, Ricardo Palacios, na apresentação dos dados da CoronaVac. "O risco é 50% menor de pegar a doença e 78% menor de ter uma doença que vá precisar de algum atendimento médico", explica Alexandre Zavascki, da UFRGS. (Veja detalhes na pergunta 6). 5. A eficácia de 50% é considerada boa? De forma geral, sim, na opinião dos especialistas ouvidos pelo G1. Para eles, a CoronaVac tem o potencial de frear a pandemia no país. "O principal é: é melhor do que 0%. É a principal vantagem. Tenho certeza que todo mundo preferia 100% de eficácia, mas não vacinar garante 0% de eficácia", pontua Rodrigo Silva Guerra, professor e integrante do observatório da Covid na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), também no Rio Grande do Sul. No dia do anúncio dos resultados, cientistas frisaram que mais importante do que a eficácia dela é a capacidade do Brasil de fazer uma boa campanha de vacinação. "Uma vacina só é tão boa quanto a sua cobertura vacinal. A efetividade dessa vacina no mundo real vai depender da vacinação", disse a microbiologista Natália Pasternak, pesquisadora da USP e presidente do Instituto Questão de Ciência. "É a nossa vacina. Ela vai nos ajudar, vai salvar vidas e, junto de outras vacinas, campanhas de vacinação, medidas de enfrentamento e adesão da sociedade, iniciaremos nossa saída da pandemia", avaliou a pesquisadora Mellanie Fontes-Dutra, idealizadora da Rede Análise Covid-19 e pós-doutoranda em bioquímica na UFRGS. Além disso, também ressaltaram que os resultados contra casos graves eram mais relevantes do que a eficácia geral dela. Segundo os resultados apresentados pelo Butantan, a vacina preveniu 78% dos casos de Covid que necessitariam de algum atendimento médico. "Eu tenho 22% do risco que eu tinha antes", frisa Rodrigo Guerra, da UFSM. "Na prática, me parece que essa eficácia global de 50,4% é menos relevante do que a eficácia altíssima que tem pra casos graves e mortes. Porque, na prática, o que a gente quer é evitar internação e óbito", disse o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), no Rio Grande do Sul. 6. Se a eficácia foi de 50,38%, o que significam os 78% e os 100% que o Butantan apresentou antes? A eficácia de 50,38% foi contra todos os casos de Covid, incluindo aqueles muito classificados como "muito leves" (na gradação da Organização Mundial de Saúde, um caso "muito leve" é aquele que não precisa de atendimento médico). A eficácia de 78% foi contra os casos que precisaram de algum tipo de atendimento médico (casos "leves", segundo a gradação da OMS). Já contra os casos considerados moderados ou graves, a eficácia da vacina foi de 100%. Segundo o governo, houve 7 casos graves no grupo que não foi vacinado e nenhum no que foi. Esses números, entretanto, não têm significância estatística, explicou o diretor de pesquisa do instituto, Ricardo Palacios. Isso significa dizer que esses resultados, por enquanto, podem ter ocorrido por acaso – sem ter, necessariamente, a ver ou não com a vacina. Quando os estudos terminarem, pode ser que haja novos números com significância estatística. 7. Eu devo tomar a vacina mesmo que a eficácia dela não seja de 100%? Não é melhor esperar outras? Sim, você deve tomar a vacina mesmo que a eficácia dela não seja de 100%, disseram os especialistas consultados pelo G1: "Primeiro: vem de graça pelo SUS – por que esperar se pode não esperar? Nada impede. O sistema imunológico vai ser ativado por qualquer vacina", lembra Rodrigo Guerra, da UFSM. "Em geral, é preferível a vacina que está disponível. É melhor vacinar com uma menos eficaz do que esperar mais tempo por uma mais eficaz. Mas é uma situação bem complexa", pondera Lucia Pellanda, da UFCSPA. "Nenhuma vacina tem eficácia de 100%. Tem eficácia de 90%, nenhuma é 100%. Tem que tomar a vacina que ofereça alguma proteção e que esteja disponível – não adianta sonhar com a vacina de 95% e ela não chegar. O risco a que eu vou ficar exposto em todo esse período é maior do que de já tomar a vacina com eficácia menor, mas com a qual eu garanto uma proteção. Para as formas um pouco mais graves, até foi uma proteção maior. Quem sabe ela proteja mais ainda para formas graves", pontua Alexandre Zavascki, da UFRGS. "As duas vacinas que estarão provavelmente disponíveis na semana que vem no Brasil [a CoronaVac e a de Oxford] são seguras e este é um fator essencial. Sendo segura, quanto mais pessoas tomarem a vacina, mas diminuímos o risco individual e coletivo e mais rápido chegaremos na imunidade coletiva", explica Otavio Ranzani, médico intensivista e epidemiologista da USP. 8. A vacina é segura? Médico infectologista Unaí Tupinambás elogia resultados da CoronaVac Sim. Em estudos de fase 1 e 2, que medem de forma inicial a segurança e a eficácia de uma vacina, a CoronaVac foi apontada como segura. Os resultados dos estudos foram publicados em novembro na revista científica "The Lancet", uma das mais importantes do mundo. Nos estudos de fase 3, que são aqueles cujos resultados preliminares foram divulgados esta semana pelo Butantan, a vacina também se mostrou segura. As reações mais comuns nos participantes foram dor no local da vacinação, dor de cabeça, fadiga e dores musculares. Não houve efeitos colaterais graves. Houve reações alérgicas em 0,3% dos participantes, mas sem anafilaxia (reação alérgica grave). A CoronaVac usa a tecnologia de vírus inativado. Esse tipo de vacina usa o vírus inteiro para induzir a resposta do sistema de defesa do corpo (mas ele não causa doença, porque, como o nome diz, está inativado, ou seja, "morto"). Nós já usamos várias vacinas de vírus inativado contra outras doenças – como a da hepatite A, da gripe e da raiva. Também existe uma vacina contra a pólio que é injetável e feita com o vírus inativado. "É o vírus inativado com adjuvante, que potencializa a resposta imunológica. É uma vacina cuja tecnologia é muito antiga, se conhece bem os efeitos colaterais que são muito poucos. Eu acredito que vai ser uma ferramenta muito importante nessa luta contra a Covid", avalia o virologista Eduardo Flores, da UFSM. 9. Eu vou precisar usar máscara mesmo depois da vacina? Ela vai impedir a transmissão da Covid? Sim, nós ainda precisaremos usar máscaras por algum tempo. O principal motivo para isso é que o objetivo da vacina é impedir que as pessoas desenvolvam a doença, e não necessariamente que não se infectem com o coronavírus. Isso significa dizer que mesmo as pessoas vacinadas podem continuar a transmitir o vírus. TRANSMISSÃO PELO AR: especialistas fazem alerta MÁSCARAS: qual o melhor tipo? Os pesquisadores do Butantan dizem que mais estudos serão necessários para determinar se a CoronaVac é capaz de impedir a transmissão da Covid, além dos casos graves. Como, num primeiro momento, nem todos estarão vacinados, será necessário continuar a usar máscaras e manter a distância uns dos outros. Isso evita a transmissão do vírus – e protege as pessoas que não podem ser vacinadas, como grávidas e algumas pessoas com doenças do sistema imune, por exemplo. "As outras coisas que a gente faz para diminuir o risco vão continuar ajudando – manter a distância, usar máscara", diz Lucia Pellanda, da UFCSPA. 10. Por que é importante que muitas pessoas tomem a vacina? 'Imunidade de rebanho': o que é e quais os riscos de deixar a pandemia correr seu curso Porque só assim é possível alcançar a chamada imunidade de rebanho (veja vídeo acima) e interromper a circulação do vírus. Quando muitas pessoas estão vacinadas, o vírus vai diminuindo a capacidade de se espalhar. Assim, as pessoas que não podem se vacinar também ficam protegidas. "Quando consegue interromper a circulação do vírus, isso protege quem não pode se vacinar – porque ele não está circulando. Sempre depende da taxa de transmissão do vírus", explica Lucia Pellanda. Nesta semana, a taxa de transmissão do vírus, o chamado R0, ficou em 1,21. Isso significa dizer que cada 100 pessoas infectadas transmitem o vírus para outras 121 – e a pandemia se espalha. Para frear o contágio, o R0 precisa ficar abaixo de 1. "A vacina é a melhor intervenção que podemos fazer para nos proteger do vírus. Ela vai fazer com que tenhamos defesas contra o vírus e, quanto mais pessoas tomarem, mais defesas teremos na população, criando assim barreiras para o vírus se disseminar", explica Otavio Ranzani, médico intensivista e epidemiologista da USP. "Com a vacina, podemos conter o vírus pois teremos menos pessoas suscetíveis na população. Mas para isso dar certo, ou seja, termos uma proteção coletiva, precisamos que muitas pessoas tomem a vacina", diz. "A vacina é um pacto coletivo", lembra Lucia Pellanda. "Enquanto não estiver todo mundo vacinado, o vírus continua se espalhando. Ele pode sofrer uma mutação, alguma coisa que pode fazer com que a vacina funcione menos". Veja VÍDEOS com novidades sobre as vacinas contra a Covid-19:
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14/01 - Infecção por Covid-19 garante imunidade por 5 meses, mas vírus ainda pode ser transmitido, diz estudo
Agência de saúde britânica acompanhou 20 mil profissionais da área. Os especialistas reforçam que, mesmo com a nova descoberta, as pessoas precisam continuar com as medidas de proteção. Infecção por Covid pode gerar imunidade por 5 meses, mas vírus ainda pode ser transmitido, diz estudo Um estudo feito pelo PHE (sigla em inglês para Saúde Pública da Inglaterra) com mais de 20 mil profissionais de saúde britânicos sugere que pessoas infectadas por Covid-19 têm alta probabilidade de possuir imunidade (83%) por pelo menos até cinco meses. Entretanto, há evidências de que aqueles que têm anticorpos ainda podem ser capazes de transmitir o vírus. A análise é preliminar (pré-print) e não foi revisada por outros pesquisadores. A pesquisa foi feita entre junho e novembro e detectou 44 reinfecções em potencial entre 6.614 participantes com teste positivo para anticorpos contra o SARS-CoV-2. Com isso, os dados indicam que a imunidade adquirida de forma natural forneceu uma proteção de 83% contra a reinfeção, em comparação com os trabalhadores que não foram expostos ao vírus. "Agora sabemos que a maioria das pessoas que tiveram o vírus e desenvolveram anticorpos estão protegidas de reinfecção, mas isso não é total e ainda não sabemos quanto tempo dura a proteção", disse Susan Hopkins, consultora médica sênior da PHE e líder do estudo. Entretanto, os pesquisadores britânicos alertaram que as pessoas com a imunidade natural (adquirida por terem contraído a infecção) ainda podem ser capazes de transportar o coronavírus SARS-CoV-2 em seu nariz e garganta e transmiti-lo. “Ainda existe o risco de você adquirir uma infecção e transmiti-la a outras pessoas", completou Hopkins. Os especialistas reforçam que, mesmo com a nova descoberta, as pessoas precisam continuar com as medidas de proteção já conhecidas: distanciamento social, lavagem das mãos e uso de máscaras. A pesquisa vai continuar a acompanhar os participantes por 12 meses para explorar quanto tempo a imunidade pode durar, a eficácia das vacinas e até que ponto as pessoas com imunidade são capazes de transportar e transmitir o vírus. VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos dias
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14/01 - Brasil tem média móvel de mil mortes por Covid por dia; média móvel de novos casos volta a bater recorde
País contabilizou total de 207.160 óbitos e 8.326.115 casos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Média móvel de novos diagnósticos da doença passou de 55 mil pela primeira vez, ficando em 56.453. Média móvel de novos casos de Covid no Brasil volta a bater recorde O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quinta-feira (14). O país registrou 1.151 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 207.160 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.000. A variação foi de +42% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.326.115 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 68.656 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 56.453 novos diagnósticos por dia --voltando a bater o recorde desde o início da pandemia e pela primeira vez ficando acima da marca de 55 mil. Isso representa uma variação de +57% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Doze estados estão com alta nas mortes: PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, TO, CE, PE e SE. Brasil, 14 de janeiro Total de mortes: 207.160 Registro de mortes em 24 horas: 1.151 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.000 (variação em 14 dias: +42%) Total de casos confirmados: 8.326.115 Registro de casos confirmados em 24 horas: 68.656 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 56.453 por dia (variação em 14 dias: +57%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 206.188 mortes e 8.270.655 casos confirmados.) Estados Subindo (12 estados): PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, TO, CE, PE e SE Em estabilidade (13 estados + DF): RS, SC, ES, DF, MS, PA, RO, RR, AL, BA, MA, PB, PI e RN Em queda (1 estado): AC Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estado com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +105% RS: +3% SC: -8% Sudeste ES: +4% MG: +51% RJ: +64% SP: +55% Centro-Oeste DF: -13% GO: +132% MS: -15% MT: +21% Norte AC: -31% AM: +187% AP: +30% PA: +13% RO: +4% RR: -14% TO: +185% Nordeste AL: +14% BA: +2% CE: +98% MA: -4% PB: -5% PE: +50% PI: -4% RN: -1% SE: +43% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa
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14/01 - Mutação do vírus no Amazonas: o que se sabe até agora
Medidas de precaução, como uso de máscara e distanciamento, previnem contra todas as variações do vírus. Estudos também mostram que as vacinas desenvolvidas bloqueiam essa e outras variantes. Variante do Amazonas tem uma série de mutações que ainda não tinham sido encontradas JN Uma nova variante do coronavírus que causa a Covid-19 foi encontrada no Amazonas, segundo informações divulgadas pela Fiocruz Amazônia. Trata-se da mesma variante identificada no Japão após viajantes do país passarem pelo estado brasileiro. A variante também foi responsável pela reinfecção de uma paciente de 30 anos que mora em Manaus e já se recuperou da doença. A circulação da nova variante no estado ocorre em meio ao colapso do sistema de saúde amazonense, com recorde de internações devido ao alto contágio de Covid-19 e com falta de oxigênio para pacientes. Com a ajuda de governadores e do governo federal, o governo do Amazonas começou a transferir pacientes para hospitais de sete estados e do Distrito Federal. Fiocruz Amazônia detectou variante do vírus originário no Amazonas Veja abaixo perguntas e respostas sobre que se sabe até o momento sobre essa mutação: Qual é a mutação encontrada no vírus do AM? A variante do Amazonas tem uma série de mutações que ainda não tinham sido encontradas. Ela pode ter evoluído de uma linhagem viral que circula no estado desde abril do ano passado, e "ser representante de um vírus potencialmente de uma linhagem emergente no Brasil", explicou a Fiocruz Amazônia. A variante envolve mutações na proteína Spike, que faz a interação inicial com a célula humana. Essa mutação é mais transmissível e/ou fatal? Essa nova variante carrega mutações que já foram associadas à maior transmissão, mas ainda não é possível afirmar se ela é mais transmissível ou não. As mutações na proteína Spike chamam mais atenção porque elas podem afetar a transmissão do vírus, aumentando ou diminuindo. Quando essa mutação é prejudicial ao vírus, ela vai desaparecer, porque essa mutação não vai circular. As mutações neutras, que não dão vantagem ao vírus, são maioria. Porém, há essas que aparentemente dão vantagem ao vírus e são com essas que temos que ficar mais preocupados. Coronavírus: Por que a nova variante preocupa? Qual é a diferença entre as mutações do Reino Unido e da África do Sul? A duas cepas emergentes independentes identificadas no Reino Unido e na África do Sul possuem um número maior de mutações na proteína Spike. Ambas tiveram oito substituições de aminoácidos definidores de linhagem na proteína Spike, sendo a mutação no domínio de ligação ao receptor a única substituição de aminoácidos comum detectada nas duas. ENTENDA: Veja o que se sabe até agora sobre as variantes do Reino Unido e da África do Sul O que tem de diferente na proteína Spike do AM? A pesquisa da Fiocruz Amazônia indica que as cepas detectadas em viajantes japoneses retornando da região amazônica provavelmente evoluíram de uma linhagem viral que circula no estado do Amazonas desde abril de 2020, e podem ser representantes de um vírus potencialmente de uma linhagem emergente no Brasil. A linhagem amazônica parece ter evoluído a uma taxa constante entre abril e novembro de 2020 e nenhuma das sequências aqui obtidas exibiu um número tão alto de mutações na Spike ou em qualquer outra região genômica. As vacinas são eficazes contra a mutação? Sim. Os estudos realizados até agora mostram que mesmo as variantes do vírus são bloqueadas pela ação da vacina, pelos anticorpos desenvolvidos em função do imunizante. Porém, caso ocorra uma mutação significativa na proteína Spike, ela poderá causar um impacto no processo de vacinação. Esse fenômeno é chamado de escape vacinal e precisa ser caracterizado o mais rápido possível para que as vacinas sejam readequadas para conter essas variantes. A hipótese dos pesquisadores atualmente é que talvez tenhamos de conviver com o coronavírus como uma outra virose endêmica. VEJA MAIS: perguntas e respostas sobre a vacina contra Covid-19 As medidas de precaução (distanciamento, máscara, lavagem das mãos, álcool) servem para esse vírus? Sim. Mesmo com a mutação do vírus, as medidas para evitar o contágio da Covid-19 adotadas no mundo todo desde o começo da pandemia continuam válidas e necessárias. O vírus mutante ou o vírus original não atravessam a máscara, não resistem à lavagem das mãos com sabão ou álcool em gel. A transmissão também é evitada com distanciamento social. Ambientes arejados e com boa circulação de ar também são muito importantes. Veja os vídeos mais assistidos do G1 AM:
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14/01 - Covid-19: o que se sabe sobre a nova variante de coronavírus encontrada em Manaus (e no Japão)
Cientistas de dez instituições analisaram amostras de pacientes infectados e descobriram que 42% dos casos foram provocados por essa nova variante. Brasil pede informações ao Japão sobre variante identificada em pessoas vindas do AM Uma nova variante do coronavírus foi detectada na cidade de Manaus, no Estado do Amazonas. Cientistas de dez instituições, entre elas o Imperial College London e a Universidade de Oxford, ambas na Inglaterra, e o Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo, publicaram um artigo descrevendo casos dessa nova variante, que recebeu o nome de P.1. É esperado que, durante uma pandemia, o vírus sofra mutações conforme é transmitido de pessoa para pessoa. O monitoramento dessas alterações no código genético ajuda a acompanhar os casos preocupantes e eventualmente tomar medidas que bloqueiem a cadeia de transmissão. O que chama a atenção no caso desta variante manauara é que as mudanças ocorreram nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele invada as células do nosso corpo. Variante do coronavírus encontrada no AM chegou ao Japão com série de mutações inéditas Isso pode deixar o coronavírus ainda mais infeccioso. Como foi feito o estudo? A pesquisa foi publicada no site Virological.Org, um fórum de discussão que reúne as últimas informações sobre evolução viral e epidemiologia. Os cientistas analisaram o material genético de 31 amostras de pacientes com Covid-19 na cidade de Manaus. Esse material foi colhido entre os dias 15 e 23 de dezembro. Desses, 13 indivíduos (ou 42% do total) apresentavam justamente essa nova linhagem. Alguns dias antes, o Japão havia anunciado a detecção de uma nova cepa de coronavírus em pessoas que viajaram do Brasil para lá. Tudo indica que essa mutação encontrada no país asiático seja a mesma, que se originou na capital do Amazonas. A nova variante, inclusive, pode fazer com que países de várias partes do globo bloqueiem voos vindos do Brasil. No Reino Unido, o primeiro-ministro Boris Johnson já admitiu essa possibilidade. "Nós vamos lançar medidas extras para checar a saúde de pessoas vindas do Brasil e até impedir que pessoas venham do Brasil", admitiu Johnson. Um anúncio oficial a respeito deste assunto é esperado por lá para os próximos dias. No final de dezembro, cientistas no Reino Unido identificaram uma outra mutação do coronavírus no país, segundo eles, muito mais infecciosa do que a primeira e que se espalhou rapidamente no sul da Inglaterra e País de Gales, elevando o número de casos, sobrecarregando o sistema de saúde local. Na variante manauara, mudanças ocorreram nos genes que codificam a espícula, a estrutura que fica na superfície do vírus e permite que ele invada as células do nosso corpo JN Limitações e perguntas sem resposta Por mais que represente um sinal de alerta, o trabalho recém-publicado precisa ser ampliado para que todos possam entender melhor o impacto da nova linhagem na pandemia em Manaus. A cidade, inclusive, vive uma situação dramática nas últimas semanas: os hospitais públicos e privados estão completamente lotados e os materiais de proteção e tratamento são escassos. O que se sabe até agora em 5 perguntas e respostas A curva de novos casos e de mortes não para de subir neste local. Até o dia de hoje, o Estado do Amazonas contabiliza 218 mil acometidos e 5,8 mil óbitos por Covid-19. Não se sabe, no entanto, se a nova variante tem alguma influência neste cenário caótico. Para responder a essas dúvidas, nos próximos dias os cientistas pretendem aumentar o número de amostras analisadas. Só assim será possível entender o impacto que a nova linhagem tem em Manaus e se ela é realmente mais transmissível que as versões anteriores. Outras cepas Nas últimas semanas, autoridades sanitárias notificaram o aparecimento de variantes que geram preocupação em outros lugares do mundo. A Organização Mundial da Saúde está acompanhando de perto cepas detectadas no Reino Unido e na África do Sul. Covid-19: variante detectada no Reino Unido está em 50 países, segundo OMS Os dados indicam que elas são mais transmissíveis que as versões anteriores. Apesar de esses vírus não parecerem mais agressivos, o fato de eles afetarem mais gente pode ter um impacto no número de óbitos. O que fazer? Enquanto aguardamos mais informações a respeito das novas linhagens, as medidas de prevenção continuam as mesmas. A recomendação é que as pessoas fiquem o máximo de tempo possível em casa e sempre usem máscaras quando precisarem sair. Ambientes arejados e com boa circulação de ar também são muito importantes. Lavar as mãos com frequência com água e sabão ou álcool em gel é outra medida essencial. VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos dias
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13/01 - Ministério não determina data da vacinação contra Covid, mas diz que campanha só começa quando vacina chegar a todas as capitais
Avião para buscar 2 milhões de doses de vacina da AstraZeneca na Índia decola nesta quarta e deve chegar no sábado, segundo ministro. Outras 6 milhões de doses da CoronaVac importadas da China estão em depósito do Butantan em São Paulo. Vacinas aguardam aprovação de uso emergencial da Anvisa, que deve ser decidida neste domingo. Ministro da Saúde diz que vacinação contra a Covid no país começa em janeiro O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Élcio Franco, disse nesta quarta-feira (13) que a campanha de vacinação contra a Covid-19 deverá começar ao mesmo tempo em todas as capitais, sem privilegiar os estados do Rio de Janeiro e de São Paulo, onde ficam o Instituto Butantan e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), instituições que irão produzir as vacinas do Plano Nacional de Imunização (PNI). Avião para buscar 2 milhões de doses de vacina na Índia decola nesta quarta, diz Pazuello "Eu não posso esperar chegar a 5 mil municípios, 38 mil salas de vacinação, para então startar a vacinação. Então, vai começar quando chegar nas capitais. É essa a ideia." explicou. Por enquanto, o governo federal não definiu uma data para o início da imunização nacional. A reunião da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para definir a autorização emergencial das vacinas do Butantan e da Fiocruz está prevista para este domingo (17). No sábado (9), a agência informou que aceitou a documentação enviada pela Fiocruz, mas pediu mais informações para o Instituto sobre a CoronaVac. "É uma equação com várias variáveis. O primeiro aspecto é a aprovação da Anvisa. Estamos aguardando ansiosamente a aprovação das duas vacinas solicitadas, Butantan e AstraZeneca. Vamos começar a vacinação simultaneamente nos 26 estados e no DF. Não vamos começar por um estado só, vai começar em todos ao mesmo tempo". Dezenas de países já começaram a vacinação contra o coronavírus. O Brasil, apesar de ter contrato com a vacina da AstraZeneca/Universidade de Oxford, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz, ainda não conseguiu aprovar o produto e iniciar a imunização. Nesta quarta-feira, em visita a Manaus, o ministro da saúde, Eduardo Pazuello, disse que um avião irá decolar para buscar 2 milhões de doses prontas da vacina na Índia. Anvisa se reúne neste domingo (17) para definir autorização emergencial das vacinas Pazuello no Amazonas Ainda durante a visita ao Amazonas, o ministro disse que, em janeiro, o governo terá 8 milhões de doses de dois tipos de vacina contra a Covid-19. Serão 6 milhões de doses da CoronaVac, imunizante produzido pelo Butantan em parceria com o laboratório Sinovac, e outras duas milhões de doses da vacina de Oxford, as mesmas que o avião deverá trazer da Índia. Pazuello afirmou ainda que vai levar de 3 a 4 dias para iniciar a distribuição do imunizante ao estados após a aprovação da Anvisa. "A Anvisa vai se pronunciar no dia 17. Se a Avisa se alongar, para o dia 21 ou 22, botem os números pra frente, mas é janeiro [que começa a vacinação]", afirmou Avião para buscar 2 milhões de doses de vacina na Índia decola nesta quarta, diz Pazuello Previsão anterior No final de dezembro, Élcio Franco havia dito que a vacinação começaria entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. "Na melhor hipótese, nós estaríamos começando a vacinação a partir do dia 20 de janeiro. Num prazo médio, entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro. E no prazo mais longo, a partir de 10 de fevereiro", disse o secretário-executivo. "Nós precisamos que os fabricantes obtenham o registro junto à Anvisa, e que eles entreguem doses suficientes para que sejam distribuídas. Se o distribuidor obtiver o registro e eventualmente não tiver dose para distribuir... entenda. O Ministério da Saúde enquanto Ministério da Saúde tem feito a sua parte, fizemos o plano [nacional de imunização], estamos com a operacionalização pronta, nos preparando para esse grande dia, mas precisamos que os laboratórios solicitem o registro". Profissional de saúde prepara dose da vacina contra a Covid-19 da Pfizer/BioNTech. Gil Cohen-Magen/AFP Memorando de intenções Em 10 de dezembro, o Ministério da Saúde anunciou que assinou o "memorando de intenções" para a compra de 70 milhões de doses da vacina da Pfizer em parceira com a alemã BioNTech. Segundo a farmacêutica americana, uma reunião foi realizada com a Anvisa quatro dias depois, em 14 de dezembro. Devido à quantidade de documentos exigidos para o pedido de uso emergencial, a Pfizer informou que o formato de submissão contínua parece ser mais rápido. No mesmo dia em que anunciou o "memorando de intenções" para a compra da vacina da Pfizer, o Ministério da Saúde informou que também há um acordo semelhante para uso da CoronaVac, desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac, em parceria com o Instituto Butantan. A vacina tem contrato de fabricação já firmado com o Governo do Estado de São Paulo, de João Doria. Na última quinta (7), o Butantan confirmou que assinou um contrato com o Ministério da Saúde para a aquisição de doses da CoronaVac. O documento prevê o fornecimento de 46 milhões de doses, em quatro entregas até o dia 30 de abril. Há ainda a possibilidade de o órgão federal adquirir do instituto outras 54 milhões de doses, totalizando 100 milhões. Butantan divulga eficácia geral da CoronaVac: 50,38% Veja VÍDEOS com novidades sobre as vacinas contra a Covid-19 Initial plugin text
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13/01 - Brasil registra 1.283 mortes por Covid em 24 horas; total passa de 206 mil
País contabilizou total de 206.009 óbitos e 8.257.459 casos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Brasil registra 1.283 mortes por Covid-19 em 24 horas O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta quarta-feira (13). O país registrou 1.283 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 206.009 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 995. A variação foi de +41% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.257.459 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 61.966 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.703 novos diagnósticos por dia. Isso representa uma variação de +52% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Onze estados estão com alta nas mortes: PR, MG, RJ, SP, GO, AM, AP, TO, CE, PE e SE. Após 5 dias seguidos sem qualquer estado apresentar queda de mortes, neta quarta o estado de Roraima registrou tendência que baixa em comparação com os números de 14 dias atrás. Brasil, 13 de janeiro Total de mortes: 206.009 Registro de mortes em 24 horas: 1.283 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 995 (variação em 14 dias: +41%) Total de casos confirmados: 8.257.459 Registro de casos confirmados em 24 horas: 61.966 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.703 por dia (variação em 14 dias: +52%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 204.980 mortes e 8.210.134 casos confirmados.) Estados Subindo (11 estados): PR, MG, RJ, SP, GO, AM, AP, TO, CE, PE e SE Em estabilidade (14 estados + DF): RS, SC, ES, DF, MS, MT, AC, PA, RO, AL, BA, MA, PB, PI e RN Em queda (1 estado): RR Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Estado com mortes em queda Editoria de Arte/G1 Sul PR: +80% RS: +1% SC: -10% Sudeste ES: +3% MG: +60% RJ: +67% SP: +54% Centro-Oeste DF: -15% GO: +95% MS: -11% MT: +10% Norte AC: -6% AM: +183% AP: +32% PA: +13% RO: +7% RR: -50% TO: +154% Nordeste AL: +14% BA: +1% CE: +246% MA: -6% PB: 0% PE: +44% PI: +4% RN: -13% SE: +50% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa
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13/01 - Covid-19: variante detectada no Reino Unido está em 50 países, segundo OMS
A variante da África do Sul foi encontrada em 20 países. "Quanto mais o vírus se espalha, mais chances ele tem de mudar", alertou a organização. Japão detecta nova variante de coronavírus em viajantes vindos do Brasil A mutação do coronavírus identificada no Reino Unido está presente em 50 países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), e a variante localizada na África do Sul foi detectada em outros 20 territórios. Variantes do coronavírus: o que se sabe até agora em 5 perguntas e respostas A instituição também alertou que uma terceira "variante preocupante" encontrada no Japão pode ter um impacto na resposta imunológica e precisa ser mais investigada. "Quanto mais o vírus SARS-CoV-2 se espalha, mais chances ele tem de mudar. Se há altos níveis de transmissão, temos que pensar que mais variantes surgirão", disse a OMS. A variante britânica foi informada à OMS em 14 de dezembro. Já a mutação detectada na África do Sul foi relatada em 18 de dezembro. Dados revelam que as duas podem ser mais transmissíveis. Estudo afirma que nova cepa de Covid-19 é entre 50% a 74% mais contagiosa Estudo brasileiro indica mecanismo responsável por versão mais transmissível "Embora esta nova variante não pareça causar doenças mais graves, o rápido aumento no número de casos coloca o sistema de saúde sob pressão", explicou a OMS. VÍDEOS: Mais assistidos do G1 nos últimos dias
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12/01 - CoronaVac: como eficácia da vacina se compara a outros imunizantes já aplicados no Brasil?
Dados apresentados pelo Instituto Butantan revelam uma eficácia global da CoronaVac de 50,38%. Mas o que isso significa na prática? Imunizantes disponíveis para outras doenças com números e características semelhantes trazem um grande benefício à saúde pública. A CoronaVac está sendo desenvolvida no Brasil em conjunto com o Instituto Butantan Reuters Depois de muita polêmica, o Instituto Butantan divulgou nesta terça-feira (12) a eficácia global da CoronaVac. Os dados mostram uma taxa de 50,38%, número que supera por pouco o limite de 50% estipulado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para aprovar as vacinas contra a Covid-19. Vacina CoronaVac tem eficácia global de 50,38% nos testes feitos no Brasil, diz Instituto Butantan A coletiva de imprensa desta semana veio após muitas críticas de cientistas e profissionais de saúde em relação à falta de transparência no anúncio realizado na quinta-feira (07). Na ocasião, representantes do governo do Estado de São Paulo mostraram apenas os dados dos desfechos secundários do estudo clínico do imunizante, como aqueles que mostravam uma diminuição de 78% dos casos leves e de 100% nos casos moderados, nos casos graves e nas hospitalizações. Butantan divulga eficácia geral da CoronaVac: 50,38% Mas o que esses números e informações significam na prática? Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que, assim como ocorre com várias vacinas contra outras doenças já aplicadas no país, a CoronaVac (se aprovada) pode ser de grande valia ao enfrentamento da pandemia. "Sabe o que é mais importante que qualquer vacina? A estratégia de vacinação. É ela que vai nos permitir ter muito menos mortes em 2021", contextualiza a médica Isabella Ballalai, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Eficácia x efetividade A taxa de eficácia global da vacina é determinada a partir dos estudos clínicos de fase 3, os últimos antes da aprovação pelas agências regulatórias, caso da Anvisa no Brasil e da FDA nos Estados Unidos. Normalmente, esse trabalho de pesquisa demora anos para ser concluído. Porém, em meio a uma pandemia, os prazos podem ser apertados e os cientistas fazem análises preliminares com um número menor de voluntários. Grosso modo, a análise preliminar compara quantos participantes do estudo que contraíram a Covid-19 de acordo com dois grupos: aqueles que tomaram a vacina de verdade e aqueles que receberam doses de placebo, uma substância sem efeito no organismo. Espera-se que as pessoas vacinadas estejam mais protegidas da infecção pelo coronavírus em relação àquelas que não foram imunizadas. A partir daí, é possível realizar um cálculo relativamente simples, que vai determinar essa taxa de eficácia. Esse número, porém, é uma informação obtida a partir de um estudo científico, num ambiente controlado e acompanhado de perto por um time de especialistas. Na vida real, a eficácia é substituída pela efetividade. Em resumo, esse conceito permite entender o quanto daquilo que foi observado durante os testes acontece de verdade, no mundo real. A efetividade, portanto, pode ser maior ou menor, a depender de uma série de variáveis e coisas que acontecem durante um programa amplo de vacinação. O desejável é que ela fique o mais próximo possível da taxa de eficácia encontrada lá no início, durante os estudos. E como a CoronaVac se encaixa nisso? A vacina desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan está justamente neste estágio de análise preliminar das pesquisas. Nos testes de fase 3, 85 voluntários do grupo vacinado e 167 do grupo placebo tiveram a Covid-19. Esses números revelam, portanto, uma taxa de eficácia de 50,38%. Eficácia da CoronaVac G1 No trabalho do Butantan, os casos foram divididos de acordo com a sua gravidade: desde aqueles muito leves, que não requerem nenhum cuidado, até os mais graves, que exigem internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Outra observação importante da pesquisa foi que a CoronaVac se mostrou capaz de evitar os quadros moderados ou graves da infecção pelo coronavírus. Pelas informações disponíveis até o momento, houve uma redução de 78% nos casos leves, que necessitam de algum tipo de assistência médica. Do ponto de vista de saúde pública, os especialistas acreditam que isso pode ter um enorme impacto. Afinal, uma redução da taxa de internações (e, por consequência, de óbitos) pode representar um alívio imenso durante uma pandemia. Já de uma perspectiva individual, os dados da CoronaVac indicam que ela teria a capacidade de transformar uma doença potencialmente fatal numa infecção mais branda e fácil de ser manejada. E isso, como você verá a seguir, é um racional que se aplica a diversas outras vacinas que já temos disponíveis contra outras doenças. Número baixo, efeito bom Existe uma série de outras vacinas que fazem parte do Programa Nacional de Imunização cuja eficácia não chega nem perto dos 90%. As vacinas que protegem contra rotavírus, influenza, coqueluche e sarampo são exemplos disso. Ballalai lembra que o rotavírus, agente que afeta o intestino e provoca diarreia em recém-nascidos, era um verdadeiro pesadelo no Brasil. "Não tinha uma criança que chegava aos dois anos de vida sem ter sofrido ao menos um episódio dessa infecção", relata. A vacina, disponibilizada no país a partir de 2006, modificou totalmente esse cenário. Hoje em dia, os surtos são muito raros no país. Detalhe: a eficácia da vacina contra o rotavírus fica entre 40 e 50%. "No entanto, ela tem a capacidade de evitar os quadros graves da doença, que podem levar a hospitalização e até a morte", completa a médica. O mesmo se aplica a outros imunizantes, como aqueles que protegem contra influenza, coqueluche e catapora. No caso da campanha contra gripe, a formulação da vacina muda a cada nova temporada, de acordo com as cepas do vírus que estão em maior circulação naquele outono/inverno. Em alguns anos, a taxa de eficácia das doses usadas nas campanhas anuais nem alcança os 40% (em anos "bons", varia entre 60 e 90%). Porém, ao evitar o agravamento do quadro, especialmente em grupos vulneráveis como os idosos, uma estratégia de vacinação ampla contra o influenza impede que a doença mate muita gente e tenha impacto grande demais para a capacidade do sistema de saúde. Claro que há outras vacinas cuja taxa de eficácia ultrapassa os 90%. É o caso daquelas que protegem contra a hepatite A, a hepatite B, o HPV, a febre amarela e a poliomielite. Mas elas também dependem de uma boa cobertura vacinal (a proporção do público-alvo que tomou suas doses) para evitar que o agente infeccioso continue circulando no país ou em determinada comunidade. E as outras vacinas contra a Covid-19? O anúncio de uma eficácia de cerca de 50,4% feito pelo Instituto Butantan pode até parecer frustrante num primeiro momento — ainda mais depois de toda a confusão com a divulgação do dado e a comparação inevitável com outras concorrentes, como Pfizer (95% de eficácia), Moderna (94%), Sputnik V (90%) e AstraZeneca/Oxford (62 a 90%). Apesar disso, especialistas garantem que o número mais baixo não significa que a CoronaVac seja menos valiosa ou possa ser descartada no atual momento. "Além disso, ninguém olhou com tanto detalhe para as outras vacinas como estão fazendo agora com o Instituto Butantan. No caso de Pfizer, Moderna, Oxford/AstraZeneca, só sabemos da eficácia geral. Não podemos deixar que a politização sobre esses dados crie uma desconfiança na população", critica Ballalai. Vale dizer que a CoronaVac, além de se mostrar bastante segura e não provocar efeitos colaterais dignos de nota até o momento, apresenta alguns benefícios do ponto de vista operacional e logístico. Ela é mais barata, está sendo produzida no Brasil e não precisa de armazenamento em temperaturas baixíssimas. Isso significa que a disponibilidade de suas doses aos brasileiros parece estar muito mais próxima da realidade — e isso teria um benefício mais imediato no enfrentamento da pandemia. O médico Marcio Sommer Bittencourt, do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, resumiu a questão em uma série de postagens no Twitter. "Sendo simplista, se vacinar 1 milhão [de pessoas] com vacina que reduz 95%, o máximo que você protegeu foi 950 mil pessoas. Se vacinar 200 milhões com uma vacina que reduz 50%, você protege até 100 milhões de pessoas". Ballalai reforça: "Volto a repetir: ter vacina é bom, mas o que elimina a doença é a estratégia de vacinação. Até agora, das candidatas mais avançadas, todas são muito promissoras". Os dados da análise preliminar da CoronaVac foram enviados para a Anvisa na última sexta-feira (8). A agência deve dar um veredicto sobre seu uso no Brasil nos próximos dias. Vídeos: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Initial plugin text
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12/01 - Com potencial de eliminar casos graves, CoronaVac é adequada para combater pandemia, dizem especialistas
Eficácia geral da vacina foi de 50,38%, segundo anúncio de pesquisadores do Instituto Butantan. O número mínimo recomendado pela OMS e pela Anvisa é de 50%. VÍDEO: 'Temos uma vacina que consegue controlar a pandemia', diz Ricardo Palácios . , A vacina CoronaVac registrou 50,38% de eficácia global nos testes realizados no Brasil, segundo informou o Instituto Butantan, que desenvolve a vacina contra a Covid-19 em parceria com o laboratório chinês Sinovac, em coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (12). O número mínimo recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e também pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é de 50%. PERGUNTAS E RESPOSTAS: Veja o que se sabe sobre a CoronaVac Eficácia e mais 7 tópicos: entenda os conceitos em jogo O que se sabe sobre a Coronavac, a vacina do Instituto Butantan Chamado de eficácia global, o índice aponta a capacidade da vacina de proteger em todos os casos – sejam eles leves, moderados ou graves. O Butantan também afirmou que a vacina não apresentou reações alérgicas. Para especialistas, apesar de esse número estar abaixo do índice divulgado na semana passada sobre casos leves (leia mais abaixo), a vacina é boa e vai ajudar a frear a pandemia do coronavírus no Brasil sobretudo pelos seguintes motivos: é compatível com a nossa capacidade de produção local pode ser armazenada em temperaturas normais de refrigeração, de 2ºC a 8ºC tem eficácia geral dentro do esperado foi testada de forma adequada e dentro do padrão de maior rigor de testes clínicos não teve casos graves nos vacinados que tiveram a Covid-19 "A gente nunca falou desde o início 'eu quero uma vacina perfeita'. A gente falou 'eu quero uma vacina para sair dessa situação pandêmica'. E isso a CoronaVac permite fazer", avaliou a microbiologista Natália Pasternak, que participou da coletiva de imprensa do governo de São Paulo para anunciar os dados. "[A CoronaVac] não vai pôr fim à pandemia instantaneamente. Vai ser o começo do fim. Não significa que não vai poder ver outras vacinas, melhores. É uma vacina possível para o Brasil, adequada para o Brasil, compatível com a nossa capacidade de produção local", continuou. A CoronaVac pode ser armazenada em temperaturas normais de refrigeração, de 2ºC a 8ºC, que são as utilizadas na rede de refrigeração do país. Eficácia da CoronaVac G1 A cientista lembrou que é necessário que muitas pessoas tomem a vacina, qualquer que seja, para que ela funcione na contenção da pandemia. "Uma vacina só é tão boa quanto a sua cobertura vacinal. A efetividade dessa vacina no mundo real vai depender da vacinação", disse Pasternak. A pesquisadora Mellanie Fontes-Dutra, idealizadora da Rede Análise Covid-19 e pós-doutoranda em bioquímica na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, ressalta a necessidade de uma boa campanha de vacinação para acabar com a pandemia. "É a nossa vacina. Ela vai nos ajudar, vai salvar vidas e, junto de outras vacinas, campanhas de vacinação, medidas de enfrentamento e adesão da sociedade, iniciaremos nossa saída da pandemia", avaliou. “É uma vacina boa, que foi testada de forma adequada e do padrão de maior rigor de testes clínicos, num estudo com protocolo pré-publicado”, acrescentou. O imunologista e pesquisador da USP Gustavo Cabral disse que a eficácia geral era a esperada, já que a tecnologia utilizada é a mesma da vacina da gripe, cuja eficácia fica em torno de 40% a 60% (veja vídeo abaixo). 'Não precisava esperar até hoje para mostrar esses dados', critica o imunologista Gustavo Cabral Ele considera importante reforçar que o Brasil não teve casos graves nos vacinados que tiveram a Covid-19. “Isso é muito bom. Não ter casos graves, pra mim, é maravilhoso”. “Também não tivemos nenhuma reação adversa grave. Para nós, cientistas, isso traz uma confiança muito boa. É uma vacina boa, que não tem efeito adverso, que não gerou efeito grave, que não levou a hospitalização”, completou Cabral. Para o epidemiologista Pedro Hallal, da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a eficácia alta para casos graves e mortes é particularmente importante. "Na prática, me parece, pelo gráfico, que essa eficácia global de 50,4% é menos relevante do que a eficácia altíssima que tem pra casos graves e mortes. Porque, na prática, o que a gente quer é evitar internação e óbito. Antes de ler todo o resultado, eu não criticaria e descartaria a vacina pelo fato desse número", disse Hallal explicou que, pensando em imunidade coletiva, o índice pode ser considerado baixo. Mas utilizar uma vacina com eficácia de 50% é "infinitamente melhor" do que não usar nada. "Sem dúvidas, a vacina é capaz de reduzir a circulação do vírus", completou. O professor ressalta que suas considerações são preliminares e ainda aguarda a publicação completa dos resultados para aprofundamento da análise. Eficácia em casos leves Na semana passada, o instituto – que é vinculado ao governo de São Paulo – anunciou que de cada cem voluntários vacinados com a CoronaVac que contraíram o vírus, 22 tiveram apenas sintomas leves, sem a necessidade de internação hospitalar (índice apresentado como de 78% de eficácia para casos leves). Segundo o governo, houve 7 casos graves no grupo que não foi vacinado e nenhum no que foi. Esses números, entretanto, não têm significância estatística, explicou o diretor de pesquisa do instituto, Ricardo Palacios, na coletiva desta terça (12). Isso significa dizer que esses resultados, por enquanto, podem ter ocorrido por acaso – sem ter, necessariamente, a ver ou não com a vacina. Quando os estudos terminarem, pode ser que haja novos números com significância estatística. "O que a gente tem que começar a interpretar é a tendência. Há uma tendência da vacina de diminuir a intensidade clínica da doença", explicou Palacios. "Eu acho que nenhuma das pessoas que trabalha na área biomédica ousaria fazer uma afirmação absoluta. Sempre pode ter um caso ou outro que escapa por diferentes causas. Isso é importante entender. É um dado que sempre temos que ver com cautela", pontuou. Na opinião da infectologista Rosana Richtmann, do Instituto Emílio RIbas, em São Paulo, "o número mais importante continua sendo os 78%, porque ele consegue ter um impacto muito grande na carga da doença no nosso país e na sobrecarga do trabalho dos profissionais de saúde. Num primeiro momento não ficaremos livre desse vírus, não é o momento de relaxar, mas é o momento que vemos, de fato, uma luz no fim do túnel. A melhor vacina é a que estará disponível para a nossa população". Testes com profissionais de saúde A CoronaVac foi testada com profissionais de saúde. Palacios explicou que os ensaios foram feitos assim porque essa população tem a maior exposição ao vírus – muito maior que a das outras pessoas no geral. “[O teste] não é a vida real exatamente. É um teste artificial, no qual selecionamos dentro das populações possíveis, selecionamos aquela população que a vacina poderia ser testada com a barra mais alta", afirmou Palacios. "A gente quer comparar os diferentes estudos, mas é o mesmo que comparar uma pessoa que faz uma corrida de 1km em um trecho plano e uma pessoa que faz uma corrida de 1 km em um trecho íngreme e cheio de obstáculos. Fizemos deliberadamente para colocar o teste mais difícil para essa vacina, porque se a vacina resistir a esse teste, iria se comportar infinitamente melhor em níveis comunitários”, completou o diretor de pesquisa do instituto. Veja VÍDEOS com novidades sobre as vacinas contra a Covid-19:
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12/01 - Média móvel de casos de Covid volta a bater recorde no Brasil; nenhum estado apresenta queda nas mortes há 5 dias
País contabilizou total de 204.726 óbitos e 8.195.493 casos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa. Média móvel está em 54.784 novos diagnósticos por dia. Crescimento das médias móveis de mortes e de casos de Covid no país continua acelerado O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta terça-feira (12). O país registrou 1.109 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 204.726 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 993. A variação foi de +49% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.195.493 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 61.660 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.784 novos diagnósticos por dia, novo recorde desde o início da pandemia. Isso representa uma variação de +51% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Catorze estados estão com alta nas mortes: PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, RO, RR, TO, CE, PE e SE. Pelo quinto dia seguido, nenhum estado apresenta queda de mortes. Brasil, 12 de janeiro Total de mortes: 204.726 Registro de mortes em 24 horas: 1.109 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 993 (variação em 14 dias: +49%) Total de casos confirmados: 8.195.493 Registro de casos confirmados em 24 horas: 61.660 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.784 por dia (variação em 14 dias: +51%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 203.735 mortes e 8.146.823 casos confirmados.) Estados Subindo (14 estados): PR, MG, RJ, SP, GO, MT, AM, AP, RO, RR, TO, CE, PE e SE Em estabilidade (12 estados + DF): RS, SC, ES, DF, MS, AC, PA, AL, BA, MA, PB, PI e RN Em queda: nenhum estado Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Sul PR: +102% RS: +10% SC: -11% Sudeste ES: -9% MG: +55% RJ: +115% SP: +60% Centro-Oeste DF: +4% GO: +38% MS: -8% MT: +30% Norte AC: +12% AM: +217% AP: +36% PA: +10% RO: +29% RR: +38% TO: +131% Nordeste AL: +14% BA: +2% CE: +213% MA: -12% PB: +10% PE: +24% PI: +9% RN: -3% SE: +45% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais). Casos e mortes por coronavírus no Brasil, segundo consórcio de veículos de imprensa
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12/01 - Taxa de transmissão da Covid-19 sobe para 1,21 no Brasil, aponta Imperial College
A estimativa significa que cada 100 pessoas infectadas no país contaminam outras 121. Taxa aumentou em relação à semana anterior, quando foi 1,04. Mutação do coronavírus JN Mutação do coronavírus JN A taxa de transmissão (Rt) do novo coronavírus (Sars-CoV-2) no Brasil está em 1,21, aponta o monitoramento do Imperial College de Londres, no Reino Unido, divulgado nesta terça (12), que leva em conta os dados coletados até a segunda-feira (11). Isso significa que cada 100 pessoas com o vírus no país infectam outras 121. Pela margem de erro das estatísticas, essa taxa pode ser maior (Rt de até 1,40) ou menor (Rt de 1,14). Nesses cenários, cada 100 pessoas com o vírus infectariam outras 140 ou 114, respectivamente. A taxa aumentou em relação à semana anterior, quando foi de 1,04, podendo ser de 1,26 a 0,92 pela margem de erro das estatísticas. Em novembro, a taxa de transmissão chegou a 1,30, a maior desde o fim de maio. Os cientistas apontam que "a notificação de mortes e casos no Brasil está mudando; os resultados devem ser interpretados com cautela". Simbolizado por Rt, o "ritmo de contágio" é um número que traduz o potencial de propagação de um vírus: quando ele é superior a 1, cada infectado transmite a doença para mais de uma pessoa e a doença avança. Números no Brasil O Brasil tem mais de 203,6 mil mortes por coronavírus e mais de 8,1 milhões de casos confirmados, segundo levantamento do consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde. O número de mortes é o segundo maior do mundo – atrás apenas dos Estados Unidos, que têm mais de 376 mil óbitos. VÍDEOS: novidades sobre as vacinas
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12/01 - Imunidade de rebanho: por que a OMS descarta alcançar imunidade coletiva contra Covid-19 em 2021, mesmo com vacinas
Cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, disse que levará algum tempo para atingir o nível de vacinação necessário para conter a pandemia. A cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, pede que as pessoas sejam pacientes Getty Images via BBC Apesar de vários países já estarem aplicando vacinas contra o coronavírus, o mundo não alcançará a imunidade de rebanho em 2021, segundo alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Não vamos atingir nenhum nível de imunidade coletiva em 2021" porque o processo de aplicação de vacinas "leva tempo", disse a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan, em uma entrevista coletiva virtual em Genebra. "Leva tempo para dimensionar a produção de doses — não só em milhões, mas aqui estamos falando de bilhões", disse ela, que pediu que as pessoas tivessem "um pouco de paciência". Covax: OMS espera começar a vacinação nos países mais pobres em fevereiro 'Efeito de vacina só a partir de maio', diz diretor do Butantan Swaminathan destacou que no final "as vacinas vão chegar" e que "vão para todos os países". Mas ela lembrou que nesse ínterim "há medidas que funcionam". Ela pediu que as pessoas continuem tomando precauções como o distanciamento físico, a lavagem das mãos e o uso de máscaras em massa para combater a pandemia, cuidados que serão necessários "pelo menos durante o resto deste ano". Estima-se que pelo menos 60% da população mundial precise ser imunizada para que o conceito de imunidade de rebanho (coletiva ou de grupo) comece a surtir efeito. Mas essa cifra ainda é imprecisa e pode ser ainda maior. Alguns especialistas falam num patamar de 80%. Imunidade pode exigir que quase 90% tomem vacina contra a Covid-19, diz imunologista-chefe dos EUA Especialistas calculam mínimo necessário de pessoas imunizadas para conter a Covid E o mundo ainda está longe disso. Até 11 de janeiro, pouco mais de 28 milhões de pessoas foram vacinadas, o que representa apenas cerca de 0,4% da população mundial (7 bilhões). Nesta pandemia, a imunidade de grupo ocorrerá quando uma parcela grande o suficiente da população desenvolver uma defesa imunológica contra o coronavírus. Nesse cenário, a doença não consegue se espalhar porque a maioria das pessoas é imune e ela passa a ter grande dificuldade para encontrar alguém suscetível. Avanço da vacinação Mais de um ano se passou desde que a China relatou os primeiros casos de um novo tipo de pneumonia à OMS, que semanas depois seria batizada de Covid-19. México, Chile e Costa Rica estão entre os países que já estão aplicando a vacina contra covid-19 Getty Images via BBC Desde então, foram registrados 90,9 milhões de casos da doença no mundo e 1,9 milhão de pessoas morreram em todas as regiões do planeta. No Brasil, são 8 milhões de casos e mais de 203 mil mortes. Enquanto o Brasil discute seu plano de vacinação, pelo menos 40 países já começaram a vacinar sua população contra Covid-19. Israel, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, China, Rússia, Itália, Canadá são alguns dos países que já começaram a imunizar suas populações. Na América Latina, México, Chile, Costa Rica e Argentina já aplicam a vacina. Uso emergencial da vacina da Moderna é aprovado pela Comissão Europeia Algumas metas são ambiciosas. Israel quer se tornar o primeiro país a acabar com a Covid-19 por meio de vacinação. Já o governo britânico — que aprovou três vacinas contra Covid-19 — anunciou no fim de semana que sua meta é vacinar toda a população adulta até meados de setembro. Das mais de 28 milhões de pessoas vacinadas, a maior parte está na China (9 milhões) e nos Estados Unidos (8,99 milhões), seguidos por Reino Unido (2,68 milhões) e Israel (1,85 milhão). Em proporção ao tamanho da população, Israel está no topo da lista, com mais de 21% de seus habitantes vacinados. Em seguida, aparecem os Emirados Árabes Unidos (11,8%) e Bahrein (5,44%). Os demais, incluindo Reino Unido e EUA, ainda não chegaram a 5% da população imunizada. A corrida mundial entre países para vacinar suas populações, que marca o começo de 2021, já tem revelado problemas logísticos. Entre as preocupações, estão a falta de frascos de vidro para as vacinas, a busca por mais pessoas para vacinar a população, além do suprimento de seringas. Na última conferência de 2020, a OMS disse que, apesar da vacinação, a erradicação do Covid-19 "é um obstáculo muito alto". "A existência de vacina, mesmo com alta eficácia, não é garantia de eliminação ou erradicação de uma doença infecciosa", disse Mark Ryan, chefe do programa de emergências da OMS, no final de dezembro. VÍDEOS: Novidades sobre a vacina
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11/01 - Starlink, empresa de Elon Musk, tem sua internet 'ultra rápida' aprovada no Reino Unido
Plano da companhia é lançar pelo menos 12.000 satélites e alcançar velocidades acima de 1 Gb/s (gigabit por segundo). Foto de arquivo de janeiro de 2020 mostra o fundador e engenheiro-chefe da SpaceX, Elon Musk, discursa em uma entrevista coletiva pós-lançamento para discutir o teste de abortamento em voo da cápsula de astronauta Crew Dragon no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, na Flórida, EUA Joe Skipper/Reuters/Arquivo A Starlink, empresa de internet via satélite de Elon Musk, foi aprovada pela agência reguladora de serviços de comunicação do Reino Unido, informou a Bloomberg. O sistema de internet "ultra rápido" também já havia recebido aprovação em Grécia, Alemanha e Austrália. A autorização britânica foi concedida em novembro, mas somente divulgada no último sábado (9). Musk, que é atual homem mais rico do mundo e também fundador da Tesla, pretende implantar uma cobertura global de internet que chegue a locais onde a banda larga atual ainda não tem alcance. A partir de satélites enviados por outra empresa de Musk, a Space X, a rede de satélites está se formando no espaço Plano de 12 mil satélites O plano da companhia é lançar pelo menos 12.000 satélites e alcançar velocidades acima de 1 Gb/s (gigabit por segundo). Initial plugin text A engenheira sênior da SpaceX, Kate Tice, declarou que os testes de velocidade do Starlink alcançaram velocidades maiores do que 100 Mb/s (megabits por segundo), "rápido o suficiente para transmitir vários filmes HD de uma vez". Luzes de satélites surpreendem moradores de várias cidades gaúchas Essa velocidade seria equivalente a da banda larga oferecida em grandes cidades do Brasil. A conexão 4G de celular, por exemplo, varia entre 11 e 35 Mb/s nas capitais, de acordo com relatórios da empresa OpenSignal. A empresa já abriu um registro para que interessados testem o serviço de internet via satélite, que funcionará inicialmente em Washington, nos Estados Unidos. 'Trem' de satélites da SpaceX já foi visto no Brasil: Passagem do Trem de Satélites da SpaceX sobre Brasília, registro de Leo Caldas
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11/01 - Vacinação contra Covid: três gargalos que países já estão enfrentando
Garantir a vacinação da população não significa apenas assegurar a compra de doses das vacinas já aprovadas por autoridades sanitárias. Falta de frascos para vacina pode ser um gargalo Reuters O começo de 2021 está sendo marcado pela corrida mundial entre países para vacinar suas populações e pôr fim à pandemia. Israel, Reino Unido, Alemanha, Estados Unidos, China, Rússia, Itália, Canadá são alguns dos países que já começaram a imunizar suas populações. Governo diz que requisitou seringas e agulhas a fabricantes para vacinação contra Covid Bolsonaro acusa fabricantes de seringas de elevar preços e diz que governo suspendeu compra Algumas metas são ambiciosas. Israel quer se tornar o primeiro país a acabar com a Covid-19 por meio de vacinação. Já o governo britânico — que aprovou três vacinas contra Covid-19 — anunciou no fim de semana que sua meta é vacinar toda a população adulta até meados de setembro. Mas garantir a vacinação da população não significa apenas assegurar a compra de doses das vacinas já aprovadas por autoridades sanitárias — como os produtos de Oxford-AstraZeneca, Pfizer-BioTech, Moderna, entre outros. Governantes estão enfrentando problemas logísticos para conseguir, em pouco tempo, a vacinação em massa. No Brasil, o governo de São Paulo já anunciou que pretende começar a vacinar contra Covid no dia 25 de janeiro, mas até o momento a Anvisa ainda não aprovou nenhum imunizante. Confira abaixo alguns dos gargalos logísticos que os governos estão enfrentando: 1) Frascos Uma das primeiras preocupações é a falta de frascos de vidro para as vacinas. As vacinas precisam passar por um procedimento chamado "fill and finish" — de preenchimento dos frascos e empacotamento final, para envio aos hospitais e postos de vacinação. VÍDEO: 'Brasil já tem contratado 354 milhões de doses de vacina', diz Pazuello As farmacêuticas que produzem as vacinas não costumam ter a capacidade de cuidar dessa etapa, por isso empresas terceirizadas são contratadas. Esse é um problema histórico de outras campanhas de vacinação. Em 2012, o governo dos EUA passou a investir na criação de redes especializadas nesse processo de "fill and finish", que serviriam para finalizar vacinas em casos de emergências de saúde, como pandemias. Uma das redes, a Fill Finish Manufacturing Network (FFMN), tem capacidade para finalizar 117 milhões de doses em um prazo de 12 semanas. Mas nem todos os países têm essa capacidade. E para complicar a situação, autoridades estão alertando para a falta de vidro para os frascos, que é a matéria-prima dessa indústria. O assunto foi levantado na semana passada pelo vice-chefe médico do governo britânico, Jonathan Van-Tam. "Muitos de vocês já sabem que não se trata apenas de produzirmos vacinas. Também precisamos de 'fill and finish', que é um recurso em escassez crônica no mundo hoje." Na semana passada, o Reino Unido havia produzido 15 milhões de doses da vacina de Oxford-AstraZeneca, mas apenas 4 milhões delas haviam passado pelo processo de "fill and finish". Van-Tam disse que essa escassez pode retardar as metas de vacinação do governo britânico, mas não deu detalhes sobre o tamanho do problema atual. Como os contratos entre as farmacêuticas e as empresas de "fill and finish" são sigilosos, não há dados públicos para se saber como esse gargalo pode afetar a oferta de vacinas para a população. A associação britânica de empresas produtoras de vidro, a British Glass, reconheceu que existe o problema afirmou que está em busca de uma solução "de longo prazo" para garantir o suprimento de vidros para os frascos de vacina. A maior produtora de vidro borossilicato — a matéria-prima dos frascos — vem aumentando a sua produção desde que a pandemia começou, antes mesmo de existir uma vacina. A alemã Schott abriu no mês passado outra fábrica na China para atender a demanda mundial pelo seu produto, que deverá ser usado em 75% das vacinas de Covid no mundo. 2) Vacinadores Um problema para alguns países é a falta de pessoas para vacinar a população. No Reino Unido, as vacinas ficaram prontas antes que as autoridades tivessem um plano para administrar as doses na população. O país passou a convocar pessoas da área médica — como médicos aposentados e dentistas — para ajudar a vacinar a população. No entanto, uma série de entraves burocráticos impediram muitos de se voluntariar. O enfermeiro Gustavo Rodriguez aplica a vacina Sputnik V contra a Covid-19 na médica Estefania Zevrnja em hospital em Avellaneda, na Argentina, em 29 de dezembro de 2020 Natacha Pisarenko/AP O sistema nacional de saúde exige uma série de documentos e a realização de dezenas de cursos online para uma pessoa poder ajudar a vacinar. Entre as exigências estão cursos que tratam sobre como lidar com radicalização ideológica e como proteger crianças — sendo que crianças não receberão as vacinas para Covid. Alguns médicos aposentados que já estavam administrando a vacina em lares de idosos não receberam permissão para virarem voluntários no sistema nacional de saúde. Muitos voluntários acabaram desistindo de ajudar. Na semana passada, o secretário britânico de Saúde, Matt Hancock, prometeu acabar com diversas exigências para voluntários de vacinação, como treinamentos em terrorismo e incêndios. Já na Espanha, o Conselho Nacional de Enfermagem (CNE) do país afirma que o número de vacinadores é suficiente para lidar com a pandemia. Mas a entidade critica o governo por não coordenar de forma eficiente a campanha e vacinação. "Há grande disparidade regional na imunização da população nesta primeira semana. Um exemplo claro é [a província de] Astúrias, que tem uma proporção de 6,5 enfermeiras por mil habitantes e administrou 80% das doses recebidas. Entretanto, Madrid, com 6,7 enfermeiros por mil habitantes, uma proporção superior à das Astúrias, utilizou apenas 11,5 das suas doses", afirma o CNE. A Espanha recentemente convocou o Exército para ajudar a entregar as doses de vacina em lugares mais remotos do país, depois que uma forte nevasca atrapalhou a logística de distribuição dos imunizantes. Diversos países como Alemanha, Itália, Reino Unido e Israel estão enfrentando um problema adicional: as vacinações acontecem em um momento de forte aumento no número de hospitalizações. As autoridades estão tendo que deslocar mais recursos e profissionais para lidar com pacientes de Covid-19 — inclusive com o cancelamento de diversos procedimentos não-urgentes. 3) Seringas Governos estão correndo também para garantir o suprimento de seringas. É o caso do Brasil, que zerou a alíquota de importação de seringas e está atualmente em uma queda de braço com empresas produtoras, após o fracasso de um leilão no mês passado. Outros países onde há relatos de deficiências no número de seringas são Coreia do Sul, Itália e Grécia. Governo zera imposto de importação de agulha e seringa para vacinação contra Covid Na semana passada, um novo problema surgiu envolvendo seringas. A Agência Europeia de Medicina alertou que muitos países estão usando seringas erradas para vacinação, que extraem apenas cinco doses dos frascos da Pfizer, e que uma sexta dose está sendo desperdiçada. A agência também fez um alerta que as sobras de vacina nos frascos não devem ser juntadas para formar uma nova dose completa. O jornal "The New York Times" noticiou que autoridades americanas ainda não compraram as seringas certas, que permitiriam um aumento de 20% no número de doses disponíveis para sua população. Initial plugin text
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11/01 - Covid-19: OMS espera começar a vacinação nos países mais pobres em fevereiro
Bruce Aylward explicou que os produtores de vacina precisam colaborar com a aliança Covax. Na sexta (8), o diretor-geral da OMS pediu para os países pararem de fazer acordos bilaterais com os fabricantes dos imunizantes. Especialistas calculam mínimo necessário de pessoas imunizadas para conter a Covid A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse nesta segunda-feira (11) que pretende começar a vacinação em países pobres e de renda média baixa em fevereiro, através da aliança Covax – uma iniciativa da organização para garantir o acesso equitativo a uma futura vacina da Covid-19. “Estamos tentando acelerar a distribuição das vacinas. Esperamos começar em fevereiro no máximo de países, mas para isso precisamos da colaboração dos produtores de vacina para a aliança”, explicou Bruce Aylward, assessor sênior do diretor-geral da entidade. 'Vacinas são bens públicos', diz brasileira diretora da OMS Aylward disse que a OMS está trabalhando com ações extraordinárias para acelerar esse prazo para janeiro, mas explicou que as vacinas estão indo para países de alta e alta/média renda e isso não está no controle da Covax. Na sexta-feira (8), o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, pediu que países parem de fazer acordos bilaterais com os fabricantes das vacinas. “O nacionalismo da vacina prejudica a todos nós e é autodestrutivo. Nenhum país é excepcional e deve cortar a fila e vacinar toda a sua população enquanto alguns ficam sem a vacina”. Tedros disse que o mecanismo Covax e os países estão prontos para receber a vacina. “A hora de entregar as vacinas equitativamente é agora”. A aliança Covax vai disponibilizar ao menos 2 bilhões de doses de vacinas até o fim de 2021 e 92 países pobres deverão ter acesso a 1,3 bilhão de doses ainda no primeiro semestre. O Brasil participa da aliança, mas não está na lista dos países mais pobres. Profissional de saúde se prepara para aplicar a vacina da Pfizer e da BioNTech em Los Angeles, nos Estados Unidos, no dia 7 de janeiro de 2020 Lucy Nicholson/Reuters Imunidade coletiva não deve ser atingida em 2021 Mesmo com o início da vacinação, o mundo não vai atingir a imunidade coletiva em 2021, alertou a cientista-chefe da OMS, Soumya Swaminathan. "Mesmo com a proteção da vacina não atingiremos o nível de imunidade de rebanho em 2021. Se isso acontecer, será apenas em alguns países" - Soumya Swaminathan. Imunidade pode exigir que quase 90% tomem vacina contra a Covid-19, diz imunologista-chefe dos EUA Especialistas calculam mínimo necessário de pessoas imunizadas para conter a Covid Swaminathan pediu paciência e reforçou que os países precisam continuar com as medidas de prevenção: distanciamento social, máscara e higiene das mãos. "Medidas de saúde pública, mesmo com o início da vacinação, precisam ser seguidas". VÍDEOS: Novidades sobre a vacina
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11/01 - Brasil registra média móvel de 54.182 novos casos de Covid por dia, a maior desde o início da pandemia
País contabilizou total de 203.617 óbitos e 8.133.833 casos de Covid-19, segundo balanço do consórcio de veículos de imprensa; média de mortes segue acima de mil por dia. Brasil registra a maior média de casos de Covid desde o início da pandemia O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h desta segunda-feira (11). O país registrou 477 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 203.617 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.004. A variação foi de +59% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.133.833 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 29.153 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 54.182 novos diagnósticos por dia, recorde desde o início da pandemia. Isso representa uma variação de +55% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. (Correção: O G1 errou ao informar que a variação dos casos registrados no país em relação a duas semanas atrás foi de +42%. O dado correto é +55%. O número foi corrigido às 18h15 de 15 de janeiro.) Catorze estados estão com alta nas mortes: PR, MG, RJ, SP, MT, AM, AP, RO, RR, TO, CE, PB, PI e SE. Pelo quarto dia seguido, nenhum estado apresenta queda de mortes. Brasil, 11 de janeiro Total de mortes: 203.617 Registro de mortes em 24 horas: 477 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.004 (variação em 14 dias: +59%) Total de casos confirmados: 8.133.833 Registro de casos confirmados em 24 horas: 29.010 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 54.182 por dia (variação em 14 dias: +55%) (Antes do balanço das 20h, o consórcio divulgou um boletim parcial às 13h, com 203.202 mortes e 8.109.513 casos confirmados.) Estados Subindo (14 estados): PR, MG, RJ, SP, MT, AM, AP, RO, RR, TO, CE, PB, PI e SE Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (12 estados + DF): RS, SC, ES, DF, GO, MS, AC, PA, AL, BA, MA, PE e RN Em queda: nenhum estado Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com mortes em alta Editoria de Arte/G1 Estados com mortes em estabilidade Editoria de Arte/G1 Sul PR: +101% RS: +14% SC: -7% Sudeste ES: -8% MG: +89% RJ: +138% SP: +86% Centro-Oeste DF: +10% GO: +4% MS: +3% MT: +37% Norte AC: -9% AM: +221% AP: +46% PA: +14% RO: +34% RR: +500% TO: +164% Nordeste AL: +8% BA: 0% CE: +328% MA: -12% PB: +21% PE: +5% PI: +33% RN: +2% SE: +44% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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11/01 - Pazuello diz que estuda priorizar a vacinação com 1 dose da Oxford para 'reduzir a contaminação'
Intenção do governo é garantir imunização de maior número de pessoas com cenário de doses limitadas. Fiocruz recomendou a aplicação de duas doses, com intervalo de até três meses entre elas. Pazuello em evento em Manaus nesta segunda-feira (11) Reprodução/Facebook O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta segunda-feira (11) que o foco da vacinação contra Covid-19 no Brasil poderá ser a redução da pandemia em vez de, no primeiro momento, assegurar a 'imunidade completa'. Para Pazuello, o objetivo é frear a contaminação com a aplicação de pelo menos uma dose do imunizante do laboratório Astrazeneca em parceria com a universidade de Oxford. Ao lado do governador Wilson Lima (PSC) e do prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), Pazuello anunciou ações de combate à doença justamente em um momento em que a capital vive um colapso no sistema de saúde e funerário. O plano nacional de imunização foi um dos principais temas do discurso. "Essas doses, que com duas doses você vai a 90 e tantos por cento [de imunização], com uma dose vai a 71%. Com 71% talvez a gente entre para imunização em massa, é uma estratégia que a Secretaria de Vigilância em Saúde vai fazer para reduzir a pandemia. Talvez o foco seja não na imunidade completa, mas sim a redução da contaminação e aí a pandemia diminui muito. Podendo aplicar a segunda dose na sequência, chegando a 90%", afirmou. Ele não informou o intervalo pretendido entre a aplicação da primeira e da segunda dose. A imunização, segundo o governo, começa pelo prazo considerado mais otimista, no dia 20 de janeiro. Questionada pelo G1 em relação à aplicação de uma única dose, a Fiocruz informou que: "a AstraZeneca recomenda um regime de vacinação com duas doses, considerando um intervalo de 4 e 12 semanas após a primeira dose. No entanto, o regime de doses a ser adotado no país é uma definição do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, do Ministério da Saúde". A eficácia dessa vacina de Oxford, segundo dados divulgados por especialistas britânicos, é de 70%. Isso significa que 7 a cada 10 pessoas vacinadas apenas com a primeira dose da vacina de Oxford ficam protegidas 21 dias depois. Quando a segunda dose é aplicada, 12 semanas após a primeira, esse número sobe para 80%. As informações foram divulgadas no dia 30 de dezembro. Entenda a discussão sobre o intervalo maior entre as duas doses da vacina da Covid-19 Segundo Pazuello, o Brasil já contratou 354 milhões de doses de vacinas contra o novo coronavírus. Da Fiocruz, que incorpora a tecnologia da Astrazenica Oxford, são 100 milhões de doses até junho e 110 milhões até dezembro, o que totalizaria 210 milhões do doses já contratadas. O epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, não integra a equipe de pesquisa da vacina, mas diz que "as vacinas que vamos usar não servem para frear o vírus, inclusive, na apresentação, foi enfatizado que ela serve para diminuir casos graves, não para evitar a circulação do vírus. Não há base científica para afirmar que com uma dose é possível proteger e não transmitir. Vacina não é uma fórmula milagrosa que você toma e evita a circulação do vírus". "Se você aplica uma dose, está em teoria subutilizando todo o potencial da vacina dentro do esquema proposto pelo protocolo. Com isso, como você explora menos o potencial imunogênico da vacina, vai ter um número maior de pessoas vacinadas que adoeceram, ainda que com casos leves", diz Orellana. "E dependendo do intervalo que for dado para a aplicação da segunda dose, isso cria outro problema. Quanto maior a distância entre a primeira e segunda dose, maior chance de perder o paciente pelo desinteresse dele". Uso emergencial A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu na última sexta-feira (8) o pedido da Fiocruz para o uso emergencial da vacina de Oxford. O país não tem nenhuma dose do imunizante - o país conta com uma autorização de importação de 2 milhões de doses da vacina de Oxford de um laboratório indiano. Na última semana, Bolsonaro pediu urgência na entrega do imunizante. Esse imunizante já é aplicado, com autorização emergencial, no Reino Unido. O uso emergencial também foi aprovado pela Argentina, México e Índia. Sobre o Butantan, envolvido em um atrito entre os governos do estado de São Paulo e o governo federal, Pazuello disse que atualmente discute a autorização para o uso emergencial de 6 milhões de vacinas importadas pelo instituto ligado ao governo paulista. "O Ministério nunca deixou de trabalhar tecnicamente com o Butantan para comprar a vacina quando estiver registrada e garantida a segurança e eficácia pela Anvisa ou autorização de uso emergencial", afirmou. O Butantan trabalha em parceria com um laboratório chinês na produção da Sinovac. A produção no Brasil do imunizante já começou e soma cerca de 2,8 milhões de doses. "Onde está a dificuldade [para liberação da Anvisa]? Não há registro na China nem autorização de uso emergencial ainda. E a Anvisa tem tido dificuldades de receber toda essa documentação pronta. Nós estamos trabalhando com o Butantan direto para que ele forneça essa documentação", afirmou. " Há todo o interesse do Ministério para que conclua essa análise e nos disponibilize para uso, mesmo que emergencial, os 6 milhões de doses". Sobre o calendário nacional de vacinação, Pazuello falou que todo o país deve começar a imunizar junto. "A vacina vai começar no dia D, na hora H no Brasil. No primeiro dia que chegar a vacina, ou que a autorização for feita, a partir do terceiro ou quarto dia já estará nos estados e municípios para começar a vacinação no Brasil. A prioridade está dada, é o Brasil todo", disse o ministro. Em São Paulo, o governador Doria (PSDB) disse que calendário estadual está mantido - 25 de janeiro. Se o governo federal antecipar a data, os paulistas começarão a receber a vacina com o restante do país. Diagnóstico precoce O ministro reforçou a importância do atendimento precoce. “A gente é competitivo. Se disser que tem que aguentar em casa, o caboclo aguenta até morrer”, disse . “A competição é quem vai primeiro procurar um médico, quem vai primeiro se tratar. Estou sendo enfático”. Pazuello afirmou que é importante que o paciente receba um diagnóstico a partir do exame clínico, independentemente da realização de exames. Veja os vídeos mais assistidos do G1 AM:
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11/01 - Vacina contra o coronavírus: segunda dose deve ser tomada em 3 ou 12 semanas?
Reino Unido lançou nova estratégia de vacinação que chamou atenção global e divide opiniões de especialistas renomados. Com a nova estratégia, o Reino Unido prioriza "alguma proteção" ao maior número de pessoas possível. Getty Images via BBC Em meio a seu "pior momento" desde o início da pandemia, o Reino Unido anunciou uma reviravolta em sua estratégia de vacinação que atraiu a atenção mundial. Entenda a discussão sobre o intervalo maior entre as duas doses da vacina da Covid-19 Quando dezenas de milhares de britânicos esperavam pela segunda dose da vacina da Pfizer, autoridades médicas cancelaram agendamentos e aumentaram o tempo recomendado entre a primeira e a segunda picada para 12 semanas, em vez de 21 dias. A decisão gerou preocupação e dividiu opiniões na comunidade científica internacional. Estratégia de ampliar imunização contra Covid adiando segunda dose da vacina divide opiniões Os proponentes dizem que a maior parte da imunidade é alcançada após a primeira dose, e que a segunda dose pode ser aplicada de forma mais espaçada. Eles argumentam que isso daria proteção suficiente a muito mais pessoas, de forma mais rápida. Mas críticos temem que esse atraso altere a eficácia da vacina ou, o que é pior, dê ao vírus mais tempo para sofrer mutações e se tornar mais resistente. "Suponho que esta decisão do Reino Unido atenda às emergências que o país têm devido à complicação da pandemia. Fico em dúvida", disse Amós García Rojas, presidente da Associação Espanhola de Vacinação (AEV). O Reino Unido declarou seu terceiro confinamento nacional desde março de 2020, e o primeiro-ministro, Boris Johnson, garantiu que "o pior ainda está por vir". Boris Johnson disse que "pior momento" da pandemia ainda está por vir Getty Images via BBC Muitos países já começaram a vacinar suas populações em meio a um dos momentos mais críticos da pandemia global. Enquanto isso, o debate sobre como imunizar a população e voltar à normalidade o mais rápido possível ainda gera divisões. Mudanças Quando os laboratórios Pfizer e BioNTech apresentaram os resultados dos testes clínicos de sua vacina, eles disseram que ela era mais de 90% eficaz após duas doses administradas com 21 dias de intervalo. O Reino Unido começou a vacinar sua população em 7 de dezembro seguindo esses protocolos, mas mudou o roteiro e passou a oferecer a segunda dose 12 semanas após a primeira, quatro vezes o tempo recomendado pelo fabricante. "Não há dados que mostrem que a proteção após a primeira dose seja mantida após 21 dias", disseram a Pfizer e a BioNTech em comunicado recente sobre o assunto. O Reino Unido já vacinou mais de 1,5 milhão de habitantes com os imunizantes da Pfizer e o da Universidade de Oxford e AstraZeneca, aprovado em 30 de dezembro. A vacina de Oxford também é administrada em duas doses, mas, neste caso, parece ser mais eficaz com um intervalo mais longo em comparação à da Pfizer nesse mesmo regime de aplicações. Autoridades britânicas decidiram que "é preferível" vacinar mais pessoas com a primeira dose e afirmaram que a "grande maioria" da proteção inicial se desenvolve após a primeira injeção. Elas argumentam que a segunda dose é bastante importante para a duração da proteção e que "um intervalo apropriado pode até aumentar a eficácia da vacina." Ficha técnica da Pfizer recomenda doses da vacina a cada 21 dias para maximizar sua eficácia. Getty Images via BBC Críticas A posição das autoridades britânicas tem gerado críticas dentro de suas fronteiras e alimentado um debate internacional. A British Medical Association, por exemplo, considerou "grosseiramente injusto" cancelar os agendamentos de pacientes que receberam a primeira dose e logo receberiam a segunda. Esses pacientes incluem alguns dos grupos mais vulneráveis ​​ao vírus, como os maiores de 80 anos e profissionais de saúde. Muitos pacientes vulneráveis ​​terão que esperar mais tempo pela segunda dose Getty Images via BBC Já a Associação de Médicos do Reino Unido, em carta ao ministro da Saúde Matt Hancock, expressou "sérias e reais preocupações sobre as mudanças repentinas no regime de vacinas da Pfizer porque não seguem as recomendações científicas". O debate também chegou aos Estados Unidos, mas o país descartou por ora a adoção da estratégia do Reino Unido. "Temos acompanhado as discussões sobre a redução do número de doses, ou alteração, ou aumento do tempo entre as doses ou mistura de vacinas para imunizar mais pessoas contra COVID-19", disseram Stephen Hann e Peter Marks, cientistas que assinam um comunicado da divisão de vacinas da US Food and Drug Administration (FDA). O documento admite que "todas essas questões são razoáveis ​​durante os testes clínicos". No entanto, o órgão acredita que mudar a estratégia agora "sem os dados apropriados" coloca a saúde pública em "risco" e "prejudica" os esforços para fabricar vacinas Covid-19. O que diz a OMS? VÍDEO: Países consideram aumentar prazo entre doses da vacina da Pfizer, explica Mariângela Simão Em 5 de janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) se pronunciou sobre o assunto e recomendou a aplicação da segunda dose da vacina Pfizer (a aprovada por mais países até o momento) "entre 21 e 28 dias". Em casos excepcionais, o intervalo poderia ser aumentado para 42. As recomendações foram divulgadas pelo Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas (Sage) do governo do Reino Unido. "Embora não conheçamos dados de segurança e eficácia após a primeira dose, recomendamos que, nessas circunstâncias excepcionais, os países atrasem a segunda dose por algumas semanas para maximizar o número de indivíduos que se beneficiam da vacina", disse Alejandro Cravioto, presidente da Sage, em conferência de imprensa. Outro dos especialistas do grupo, Joachim Hombach, admitiu que o intervalo pode até ser estendido para no máximo seis semanas. Mas isso representa apenas metade do tempo que o Reino Unido implementou. Dúvidas e riscos "Em uma pandemia, os protocolos devem ser respeitados. E os da Pfizer dizem que a imunidade é gerada com uma dose hoje e a próxima após 21 dias", disse García Rojas, presidente da AEV. O especialista, porém, entende que a situação no Reino Unido "é muito complicada" devido ao rápido aumento de casos e pressão hospitalar. Parte da comunidade científica desconfia da estratégia adotada pelo Reino Unido, embora entenda que ela prioriza proteger um grande número de pessoas com mais rapidez Getty Images via BBC "Tentam gerar maior imunidade, mas reitero que as especificações técnicas das vacinas devem ser respeitadas e com base nos dados disponíveis. É confuso para os cidadãos e arriscado", diz García Rojas. José Manuel Bautista, diretor do Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular da Universidade Complutense de Madri, na Espanha, tem outros temores. "O que mais me preocupa na estratégia adotada pelo Reino Unido é que nas 12 semanas entre a primeira e a segunda dose aconteçam mutações do vírus que possam reduzir a eficácia da vacina", explica Bautista à BBC. As mutações dos vírus são frequentes e muitas não surtem efeitos, mas a terceira onda de infecções sofrida pelo Reino Unido aponta para uma variante mais contagiosa do patógeno, embora no momento não seja mais letal ou resistente às vacinas. Variantes do coronavírus: o que se sabe até agora em 5 perguntas e respostas "A decisão do Reino Unido é salomônica. Não se pode dizer que esteja errada. É verdade que a primeira dose já gera uma resposta benéfica, mas, no meu caso, eu não correria esse risco por medo de mutações", diz Bautista. VÍDEOS: Novidades sobre a vacina
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11/01 - Indonésia aprova uso emergencial da CoronaVac e diz que vacina teve 65,3% de eficácia em testes no país
Dados preliminares são da última fase de testes. No Brasil, eficácia foi de 78% para casos leves e de 100% contra mortes, casos graves e internações. Indonésia aprova o uso emergencial da CoronaVac A Indonésia aprovou, nesta segunda-feira (11), o uso emergencial da CoronaVac, a vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac. O presidente do país, Joko Widodo, deve receber a primeira dose na quarta (13). VÍDEO: Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra produção da CoronaVac Dados preliminares de testes de fase 3 no país mostraram uma eficácia de 65,3% para a vacina. A autoridade indonésia de alimentos e medicamentos, BPOM, informou que o número foi encontrado depois de 25 casos de Covid, mas não deu mais detalhes. País mais afetado pela Covid-19 no sudeste da Ásia, com 836.718 casos confirmados e 24.343 mortes, a Indonésia comprou mais de 125 milhões de doses da CoronaVac. Para o início da campanha de vacinação em massa, 3 milhões de doses estarão disponíveis. Testes no Brasil Enfermeira segura frasco da CoronaVac antes de aplicação em voluntário no Instituto Emílio Ribas, em São Paulo Reuters A CoronaVac também foi testada no Brasil. O estado de São Paulo tem um acordo de compra e transferência de tecnologia da vacina com a Sinovac que prevê que o Instituto Butantan fabrique o imunizante em solo brasileiro. Na última quinta (7), o Butantan solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a aprovação do uso emergencial do imunizante no país. A agência disse, entretanto, que o pedido está incompleto. Na semana passada, o governo de São Paulo anunciou que a vacina teve 78% de eficácia para casos leves e 100% contra mortes, casos graves e internações em testes no Brasil. O governo paulista não divulgou, entretanto, a eficácia geral da vacina; nesta segunda (11), disse que as informações serão divulgadas na terça (12). "É uma conta bem simples: o número total que teve de casos de doença e quantos foram no grupo vacinado e quantos foram no grupo não vacinado. É com essa eficácia que a gente vai saber quais são as metas da campanha de vacinação", disse a vice-presidente do Instituto Sabin de Vacinas, Denise Garrett, em entrevista ao Fantástico (veja vídeo abaixo). Fantástico entra no Instituto Butantan e mostra em 1ª mão produção da CoronaVac Segundo o governo de São Paulo, dos 12,4 mil voluntários, 218 foram infectados: cerca de 160 no placebo (grupo que não recebeu a vacina) e pouco menos de 60 no grupo vacinado. Os números exatos não foram informados. "Fazendo uma conta simples, bem simples, é ao redor de 63%, 64%. O que é uma eficácia boa – com certeza essa vacina vai ser uma vacina boa. A gente sabe que a vacina é segura", diz Garrett. Na Turquia, a CoronaVac teve 91,25% de eficácia contra o novo coronavírus, também segundo dados preliminares divulgados no fim de dezembro. Na época, o secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou que a Sinovac "quer entender por que tivemos um resultado e, em outros países, outro". Pessoa segura caixa da CoronaVac, vacina contra a Covid-19, em frente à sede do Instituto Butantan em São Paulo Aloisio Mauricio/Estadão Conteúdo Cientistas criticam transparência, mas dizem que CoronaVac será valiosa contra a pandemia VÍDEO mostra reação de equipe do Butantan ao saber da eficácia da CoronaVac; assista VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra Covid-19 (
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10/01 - Mudanças climáticas: 5 razões por que 2021 pode ser um ano crucial na luta contra o aquecimento global
Para surpresa de muitos, os próximos meses podem trazer boas notícias para a agenda ambiental. Para surpresa de muitos, os próximos meses podem trazer boas notícias para a agenda ambiental Getty Images O mundo tem um tempo limitado para agir de modo a evitar os piores efeitos das mudanças climáticas. A pandemia de Covid-19 foi o grande problema de 2020, sem dúvida, mas espera-se que, até o final de 2021, os efeitos das vacinas tenham sido ativados e falemos mais sobre o clima do que sobre o coronavírus. O ano que se inicia será decisivo para enfrentar as mudanças climáticas. Segundo António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), estamos num "ponto de ruptura" para o clima. Apesar das estatísticas preocupantes, ainda há motivos para otimismo. Com o espírito de ano novo, estas são cinco razões por que 2021 pode frustrar os catastrofistas e representar um grande avanço na agenda global sobre o clima: 1. Conferência climática crucial Em novembro de 2021, os líderes mundiais se reunirão em Glasgow, na Escócia, para trabalhar no sucessor do histórico Acordo de Paris de 2015. Paris foi importante porque foi a primeira vez que praticamente todas as nações do mundo concordaram que têm algum papel na luta contra as mudanças climáticas. A conferência de Glasglow é uma nova oportunidade para atingir as metas climáticas Getty Images O problema foi que os compromissos assumidos à época pelos países para reduzir emissões de carbono não atingiram os objetivos estabelecidos pela conferência. Em Paris, o mundo concordou que, até o final do século, o aumento da temperatura global não seria superior a 2°C em relação aos níveis pré-industriais. O objetivo era limitar o aumento a 1,5°C, se possível. A realidade é que não estamos avançando nesse sentido. Pelas expectativas atuais, espera-se que o mundo ultrapasse o limite de 1,5°C em 12 anos ou menos e alcance 3°C de aquecimento até o fim do século. Conforme o Acordo de Paris, os países prometeram voltar a se reunir a cada cinco anos e ampliar seus objetivos de redução de emissões. Isso deveria ter acontecido em Glasgow em novembro de 2020, mas, devido à pandemia, foi adiado para este ano. Assim, Glasgow 2021 pode ser um encontro em que as metas para redução nas emissões de carbono sejam ampliadas. 2. Compromissos unilaterais de reduções de emissões O anúncio mais importante sobre mudanças climáticas no ano passado saiu completamente do nada. Na Assembleia Geral da ONU em setembro, o presidente da China, Xi Jinping, anunciou que seu país tinha como objetivo tornar-se neutro em emissões de carbono até 2060. Os ambientalistas ficaram atônitos. Reduzir emissões de carbono sempre foi considerado um esforço caro, mas aqui estava a nação mais poluente do mundo, responsável por cerca de 28% das emissões globais, comprometendo-se a cortar suas emissões incondicionalmente, independentemente de outros países seguirem seu exemplo. Essa foi uma mudança completa em relação às negociações anteriores, quando todos temiam assumir o custo de descarbonizar a própria economia, enquanto outros não faziam nada, mas desfrutavam às custas dos que fizeram o dever de casa. A China não é a única a tomar essa iniciativa. Em 2019, o Reino Unido foi a primeira das principais economias do mundo a assumir um compromisso legal de emissões líquidas zero. A União Europeia fez o mesmo em março de 2020. Desde então, Japão e Coreia do Sul se somaram ao que, segundo estimativas da ONU, já são mais de 110 países que estabeleceram uma meta de "zero líquido" até meados do século. Conforme explica a ONU, o zero líquido significa que não estamos acrescentando novas emissões à atmosfera. As emissões continuam, mas são equilibradas com absorções equivalentes. Os países que estabeleceram metas de chegar ao zero líquido representam mais de 65% das emissões globais, e mais de 70% da economia mundial, dizem as Nações Unidas. Com a eleição de Joe Biden nos Estados Unidos, a maior economia do mundo agora se soma ao coro de redução das emissões de carbono. Esses países agora precisam detalhar como planejam alcançar suas novas metas, o que será uma parte fundamental da agenda de Glasgow. Mas o fato de eles já estarem dizendo que desejam chegar a esse ponto é uma mudança muito significativa. 3. Redução de custos das energias renováveis Há uma boa razão por que tantos países agora dizem que planejam chegar a emissões líquidas zero: a queda no custo das energias renováveis está mudando por completo o cálculo da descarbonização. Em outubro de 2020, a Agência Internacional de Energia, uma organização intergovernamental, concluiu que os melhores sistemas de geração solar oferecem agora "a fonte de eletricidade mais barata da história". Quando se trata de construir novas centrais elétricas, as energias renováveis já costumam ser mais baratas do que a energia gerada por combustíveis fósseis em grande parte do mundo. Se os países ampliarem seus investimentos em energia eólica, solar e em baterias nos próximos anos, é provável que os preços caiam ainda mais, até um ponto em que começará a ser rentável encerrar e substituir as centrais elétricas a carvão e gás. Isso acontece pois o preço das energias renováveis segue a lógica de toda a indústria: quanto mais se produz, mais barato se torna, e quanto mais barato se torna, mais se produz. Isso significa que os ativistas não precisarão pressionar os investidores para que eles façam a coisa certa. Por sua vez, os governos sabem que, ao ampliar o uso de energias renováveis em suas próprias economias, ajudam a acelerar a transição energética globalmente, tornando as energias renováveis mais baratas e competitivas em todo o mundo. 4. A pandemia muda tudo A pandemia do coronavírus abalou nossa sensação de sermos invulneráveis e nos lembrou que nosso mundo pode virar de cabeça para baixo de maneiras que não podemos controlar. Também provocou a turbulência econômica mais significativa desde a Grande Depressão. Em resposta, os governos estão dando um passo adiante com pacotes de estímulo planejados para reativar suas economias. E a boa notícia é que, poucas vezes, ou talvez nunca antes, foi mais barato para os governos fazer esse tipo de investimento. Em todo o mundo, as taxas de juros estão próximas de zero ou até negativas. Isso cria uma oportunidade sem precedentes para fazer as coisas de uma forma melhor desta vez. A União Europeia e o novo governo de Joe Biden nos EUA prometeram bilhões de dólares em investimentos verdes para reaquecer suas economias e iniciar o processo de descarbonização. Ambos dizem que esperam que outros países se juntem a eles, ajudando a reduzir o custo das energias renováveis em nível mundial. Mas também alertam que isso não deve acontecer sem duras exigências de contrapartida: um imposto sobre as importações de países que emitem muito carbono. A ideia é que isso possa estimular os retardatários na redução de carbono, como Brasil, Rússia, Austrália e Arábia Saudita, a abraçarem a agenda da redução de emissões de gases poluentes. A má notícia é que, segundo a ONU, os países desenvolvidos ainda estão gastando 50% mais em setores vinculados aos combustíveis fósseis do que em energias de baixo carbono. 5. Os negócios também estão se tornando verdes A redução no custo das energias renováveis e a crescente pressão pública para que se atue com relação ao clima também está transformando a atitude das empresas. Há sólidas razões econômicas para isso. Por que investir em novos poços de petróleo ou centrais elétricas a carvão que se tornarão obsoletas antes que se possa amortizar os custos ao longo de sua vida útil de 20 ou 30 anos? Na verdade, por que carregar riscos associados ao carbono em suas carteiras? A lógica já está avançando nos mercados. Somente neste ano, a alta vertiginosa no preço das ações da Tesla converteu a empresa de veículos elétricos na mais valiosa companhia automobilística do mundo. Enquanto isso, o preço das ações da petroleira Exxon, que chegou a ser a empresa mais valiosa do mundo, caiu tanto que ela foi expulsa do índice Dow Jones Industrial Average, um dos principais indicadores do mercado de ações americano. Ao mesmo tempo, há um estímulo crescente para que as empresas incorporem o risco climático na tomada de suas decisões financeiras. O objetivo é fazer com que seja obrigatório para as empresas e seus investidores demonstrar que suas atividades e investimentos estão dando os passos necessários para a transição rumo a um mundo de emissões líquidas zero. Setenta bancos centrais já estão trabalhando para que isso aconteça, e a integração desses requisitos à arquitetura financeira mundial será uma enfoque-chave para a conferência de Glasgow. Tudo ainda está em jogo. Portanto, há boas razões para ter esperança, mas está longe de ser algo certo. Para ter uma chance razoável de atingir a meta de 1,5°C, devemos reduzir à metade as emissões totais até o final de 2030, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, órgão apoiado pela ONU que compila a ciência necessária para a tomada de decisões políticas embasadas. Isso implicaria atingir a cada ano a redução de emissões que ocorreu em 2020 graças aos amplos confinamentos impostos pela pandemia. As emissões, no entanto, já estão voltando aos níveis de 2019. A verdade é que muitos países expressaram grandes ambições de reduzir o carbono, mas poucos implementaram estratégias para alcançar esses objetivos. O desafio em Glasgow será fazer com que as nações do mundo se comprometam com políticas que comecem a reduzir as emissões desde já. A ONU diz querer ver o uso do carvão como fonte de energia eliminado por completo, o fim dos subsídios aos combustíveis fósseis e uma coalizão global para chegar ao zero líquido até 2050. Essa continua sendo uma tarefa muito difícil, mesmo que os sentimentos globais sobre como enfrentar o aquecimento global estejam começando a mudar.
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10/01 - Reino Unido vacina 200 mil por dia contra a Covid-19 e caminha para cumprir meta, diz secretário
Matt Hancock afirmou à BBC que o país deve atingir objetivo de imunizar os mais vulneráveis até meados de fevereiro e de oferecer uma dose para todo adulto do país até o outono do hemisfério norte. O Reino Unido teve recorde de mortes na 2ª onda. A britânica Margaret Keenan, de 90 anos, recebe dose da vacina contra Covid-19 em um hospital de Coventry, na região central da Inglaterra. Ela foi a primeira a receber a vacina da farmacêutica norte-americana Pfizer e da empresa alemã de biotecnologia BioNTech no Reino Unido Jacob King/pool via Reuters O Reino Unido está a caminho de vacinar os mais vulneráveis contra a Covid-19 até meados de fevereiro e de oferecer a primeira dose para todo adulto do país até o outono do hemisfério norte, afirmou neste domingo (10) o secretário de Saúde britânico, Matt Hancock. "Na última semana, vacinamos mais pessoas do que em dezembro inteiro, então estamos acelerando o processo", disse ele à BBC. O Reino Unido está lutando contra a disparada no número de infecções, mas deposita suas esperanças na imunização rápida para iniciar o retorno a algum grau de normalidade até a primavera. Hancock disse que cerca de 2 milhões de pessoas já receberam a primeira dose da vacina da Pfizer-BioNTech ou da Oxford-AstraZeneca. "Nós agora vacinamos cerca de um terço de todos com mais de 80 anos, então estamos progredindo muito, muito bem", disse. Será preciso aplicar 2 milhões de doses por semana para que o governo cumpra a meta de vacinar mais de 14 milhões de pessoas até meados de fevereiro, incluindo pessoas com mais de 70 anos, pessoas com condições clínicas de vulnerabilidade e profissionais de Saúde ou de Assistência Social. A taxa atual é de cerca de 200 mil por dia, disse Hancock. VÍDEOS: novidades sobre as vacinas contra Covid-19
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10/01 - A preocupação na Coreia do Sul pelo 1º ano com mais mortes que nascimentos na história
A situação deixa o país em alerta. A Coreia do Sul já tem a menor taxa de natalidade do mundo. Número de nascimentos caiu drasticamente em 2020 na Coreia do Sul AFP via BBC A Coreia do Sul registrou mais mortes do que nascimentos em 2020 pela primeira vez, levantando nova preocupação no país que já tem a menor taxa de natalidade do mundo. Apenas 275,8 mil bebês nasceram no ano passado, o que representa uma queda de 10% em relação a 2019. O número de mortes, no mesmo período, foi de mais de 307,7 mil. Os números levaram o Ministério do Interior a falar na necessidade de "mudanças fundamentais" em suas políticas. Uma população em declínio impõe uma pressão imensa ao país. Além da maior pressão sobre os gastos públicos com o aumento da demanda por sistemas de saúde e pensões, o declínio da população jovem também leva à escassez de mão de obra, com impacto direto na economia. Em dezembro, o presidente Moon Jae-in lançou várias políticas destinadas a combater a baixa taxa de natalidade, incluindo incentivos em dinheiro para as famílias. De acordo com o programa, a partir de 2022, cada criança nascida receberá um bônus em dinheiro de 2 milhões de won (mais de R$ 9 mil) para ajudar a cobrir as despesas pré-natais, além de um pagamento mensal de 300 mil won (R$ 1.470) até o bebê completar um ano. O incentivo aumentará para 500 mil won (R$ 2.450) mensais a partir de 2025. O que está por trás da queda da taxa de natalidade na Coreia do Sul? O que está por trás da queda na taxa de natalidade no país, em grande parte, é que as mulheres lutam para encontrar um equilíbrio entre o trabalho e outras demandas da vida na Coreia do Sul. Hyun-yu Kim é uma delas. A mais velha de quatro filhos, ela sonhava em ter uma grande família própria. Mas, diante de condições que não são favoráveis ​​a formar uma família na Coreia do Sul, ela está reconsiderando seus planos de ter filhos. Recentemente, ela aceitou um novo emprego e ficou ansiosa com a possibilidade de tirar licença-maternidade. "As pessoas me dizem que é mais seguro construir minha carreira primeiro", disse ela à BBC. A alta dos preços imobiliários é outro grande problema. Kim aponta que o rápido aumento dos preços dos imóveis também desencoraja os jovens casais. "Para ter filhos, você precisa ter sua própria casa. Mas isso se tornou um sonho impossível na Coreia." Ela também não está convencida dos incentivos oferecidos pelo governo. "É caro criar um filho. O governo fornecendo algumas centenas de milhares de wons extras não resolverá nossos problemas." VÍDEOS: Mais vistos do G1 nos últimos dias
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10/01 - Brasil supera marca de 1.000 mortes por coronavírus na média móvel após 5 meses
Número chegou a 1.016, o maior desde 10 de agosto. País contabilizou 203.140 óbitos e 8.104.823 casos da doença desde o início da pandemia. Japão detecta nova variante de coronavírus em viajantes vindos do Brasil O consórcio de veículos de imprensa divulgou novo levantamento da situação da pandemia de coronavírus no Brasil a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde, consolidados às 20h deste domingo (10). O país registrou 483 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas, chegando ao total de 203.140 óbitos desde o começo da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes no Brasil nos últimos 7 dias foi de 1.016, a maior nos últimos cinco meses --desde 10 de agosto. A variação foi de +65% em comparação à média de 14 dias atrás, indicando tendência de crescimento nos óbitos pela doença. Em casos confirmados, desde o começo da pandemia 8.104.823 brasileiros já tiveram ou têm o novo coronavírus, com 29.153 desses confirmados no último dia. A média móvel nos últimos 7 dias foi de 53.250 novos diagnósticos por dia, recorde desde que os dados começaram a ser medidos. Isso representa uma variação de +54% em relação aos casos registrados em duas semanas, o que indica tendência de crescimento também nos diagnósticos. Dezessete estados, mais o Distrito Federal, estão com alta nas mortes: PR, RS, MG, RJ, SP, DF, GO, MT, AM, AP, RO, RR, TO, CE, PB, PI, RN e SE. Pelo terceiro dia seguido, nenhum estado apresenta queda de mortes. Brasil, 10 de janeiro Total de mortes: 203.140 Registro de mortes em 24 horas: 483 Média de novas mortes nos últimos 7 dias: 1.016 (variação em 14 dias: +65%) Total de casos confirmados: 8.104.823 Registro de casos confirmados em 24 horas: 29.153 Média de novos casos nos últimos 7 dias: 53.250 por dia (variação em 14 dias: +54%) Estados Subindo (17 estados + DF): PR, RS, MG, RJ, SP, DF, GO, MT, AM, AP, RO, RR, TO, CE, PB, PI, RN e SE. Em estabilidade, ou seja, o número de mortes não caiu nem subiu significativamente (9 estados): SC, ES, MS, AC, PA, AL, BA, MA e PE. Em queda: 0 estado Essa comparação leva em conta a média de mortes nos últimos 7 dias até a publicação deste balanço em relação à média registrada duas semanas atrás (entenda os critérios usados pelo G1 para analisar as tendências da pandemia). Vale ressaltar que há estados em que o baixo número médio de óbitos pode levar a grandes variações percentuais. Os dados de médias móveis são, em geral, em números decimais e arredondados para facilitar a apresentação dos dados. Estados com alta nas mortes por coronavírus Arte/G1 Estados com estabilidades nas mortes Arte/G1 Sul PR: +78% RS: +29% SC: +4% Sudeste ES: -2% MG: +82% RJ: +145% SP: +97% Centro-Oeste DF: +30% GO: +48% MS: +4% MT: +81% Norte AC: +5% AM: +218% AP: +56% PA: +15% RO: +39% RR: +500% TO: +200% Nordeste AL: +2% BA: 0% CE: +400% MA: -4% PB: +23% PE: +11% PI: +19% RN: +50% SE: +38% Brasil Sul Sudeste Centro-Oeste Norte Nordeste Consórcio de veículos de imprensa Os dados sobre casos e mortes de coronavírus no Brasil foram obtidos após uma parceria inédita entre G1, O Globo, Extra, O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e UOL, que passaram a trabalhar, desde o dia 8 de junho, de forma colaborativa para reunir as informações necessárias nos 26 estados e no Distrito Federal (saiba mais).
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10/01 - Variante do coronavírus é encontrada em pessoas no Japão que estiveram no Brasil
Infectados estiveram no Amazonas. Governo brasileiro diz que pediu às autoridades japonesas informações sobre os locais por onde os quatro viajantes passaram para fazer o rastreamento dos contatos. Vírus tem mutação semelhante à das variantes do Reino Unido e África do Sul consideradas mais contagiosas. Área de embarque do Aeroporto de Haneda, em Tóquio, em 28 de dezembro de 2020 Issei Kato/Reuters O governo japonês anunciou neste domingo (10) que as autoridades de saúde do país encontraram uma nova variante do coronavírus em quatro viajantes que estiveram no Brasil e voltaram ao Japão em 2 de janeiro. De acordo com o Ministério da Saúde do Japão, os quatro infectados estiveram no Amazonas — não há detalhes sobre as cidades por onde eles passaram. Os pacientes apresentaram uma variante semelhante às que se disseminaram rapidamente no Reino Unido e na África do Sul e que preocupam pela maior capacidade de contágio (saiba mais detalhes adiante nesta reportagem). Segundo o governo japonês, esses pacientes são: Um homem com cerca de 40 anos que chegou ao Japão sem sintomas, mas que, posteriormente, foi internado com dificuldades para respirar; Uma mulher com cerca de 30 anos, com dor de garganta e dor de cabeça; Um jovem de idade entre 10 e 19 anos, com febre; Uma jovem também com idade entre 10 e 19 anos, assintomática. O Ministério da Saúde informou nesta tarde, por meio de nota, que pediu ao Japão dados de nacionalidade dos viajantes e dos locais de deslocamento no Brasil para rastreamento dos contatos. A pasta também disse comunicou outros centros de vigilância pelo país e reforçou que "não há nenhuma evidência científica que aponte impacto na efetividade do diagnóstico laboratorial ou das vacinas ainda em estudo contra a Covid-19". A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas afirmou ao G1 que não recebeu nenhuma notificação sobre os quatros casos da variante e disse que "está apurando junto ao Consulado do Japão sobre essa divulgação que foi anunciada para imprensa e não para as autoridades de saúde do Amazonas e do país". O Amazonas, até este domingo, não tinha casos confirmados das novas variantes do coronavírus. No sábado, o estado chegou a 212.996 casos da Covid-19 e 5.669 mortes pela doença. Os números vêm subindo nas últimas semanas: a capital Manaus registrou 130 enterros apenas no sábado, um dos mais altos desde o começo da pandemia. No Japão, a chegada das novas variantes em dezembro fez o governo proibir a entrada de todos os estrangeiros e declarar estado de emergência, inclusive na capital Tóquio, a menos de 200 dias dos Jogos Olímpicos. O país vive um novo aceleramento de casos e mortes por coronavírus, e o número de diagnósticos diários da Covid-19 vem atingindo neste mês os patamares mais altos desde o início da pandemia. Variante mais contagiosa Modelo 3D do Sars-Cov-2, o novo coronavírus Reprodução/Visual Science O Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NIID, na sigla em inglês), ligado ao governo japonês, explica que a variante detectada nos viajantes que estiveram no Brasil é a B1.1.248 com 12 mutações na proteína spike, que conecta o patógeno à célula infectada. Com algumas diferenças, essa variante é semelhante aos vírus encontrados na África do Sul e que geraram preocupação por parte de autoridades de saúde pela alta capacidade de disseminação. Porém, o diretor do NIID, Takaji Wakita, disse em coletiva de imprensa neste domingo que ainda não há como confirmar essa maior capacidade de contágio nos patógenos que chegaram pelo Brasil. No comunicado, o NIID alerta que uma dessas mutações sofridas pela variante brasileira é a E484, que preocupa por afetar a capacidade de anticorpos monoclonais neutralizarem a infecção por coronavírus nas células. "Existe a preocupação de que a imunidade convencional contra o vírus possa ser menos eficaz contra vírus com a mutação E484", diz o órgão de saúde japonês. Do ponto de vista clínico, no entanto, não há até o momento indícios de que essas novas variantes causem sintomas mais graves da Covid-19 ou tornem a doença mais letal. Uma variante semelhante a essa causou, em Salvador, um dos poucos casos de reinfecção da Covid-19 no Brasil confirmados até agora. Imunologista comenta sobre variante do coronavírus encontrada no Japão em pessoas que vieram do Brasil Em entrevista à GloboNews, o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Ricardo Gazzinelli, disse que a vacina ainda deve proteger contra essas mutações, mas afirmou que o acompanhamento das linhagens, variantes e cepas devem continuar (assista à entrevista no VÍDEO acima). "É importante fazer o acompanhamento e o sequenciamento do genoma do vírus praticamente em tempo real, para a gente ter essa informação das principais mutações que estão em circulação", afirmou. VÍDEOS: novidades sobre vacinas contra a Covid-19 Initial plugin text
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09/01 - Vacinas: pedido do Butantan de uso emergencial está incompleto, diz Anvisa; o da Fiocruz avança
Técnicos da agência e do Butantan fizeram duas reuniões neste sábado (9). Instituto informou que solicitação de mais documentos está sendo 'prontamente' atendida. Anvisa aceita documentação da Fiocruz, mas pede mais informações ao Butantan A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou neste sábado (9) por meio de nota que está incompleta a documentação entregue pelo Instituto Butantan no pedido para uso emergencial da vacina contra Covid-19 desenvolvida pela instituição. No caso da Fiocruz, os documentos estão completos e agora a análise do pedido segue para a próxima fase. O Instituto Butantan entrou com o pedido de uso emergencial da chamada CoronaVac, desenvolvida em parceria com o laboratório Sinovac. Já a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) solicitou a aplicação emergencial do imunizante desenvolvido em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca. A Anvisa iniciou na sexta-feira (8) a triagem dos documentos enviados, que é a checagem feita nas primeiras 24 horas para saber se constam do pedido todos os dados necessários. A fase seguinte é a análise deles. O prazo total para a agência aprovar ou não o pedido é de dez dias. Em nota, a Anvisa diz que está em contato com o Butantan para discutir "prazos e cronogramas para apresentação dos dados faltantes". Neste sábado, as equipes técnicas da agência e do instituto já realizaram duas reuniões para tratar da questão. "O instituto foi informado sobre a necessidade dos documentos complementares, essenciais à análise e conclusão sobre a eficácia e segurança da vacina. Na oportunidade, foram discutidos prazos e cronogramas para a apresentação dos dados faltantes", diz trecho da nota. Segundo a nota, o Instituto Butantan informou que "apresentará os dados com brevidade" e a agência "continuará a avaliar a documentação que já foi enviada, de forma a otimizar esforços para uma decisão célere sobre o pedido". Entre as informações adicionais que a Anvisa solicitou ao Butantan estão dados de "características demográficas e basais críticas da população do estudo (idade, sexo, raça, peso ou IMC) e outras características (por exemplo, função renal ou hepática, comorbidades)" e a contabilização de "dados sobre a disposição dos participantes, com uma contabilidade clara de todos os participantes que entraram no estudo". Também por meio de nota, o Instituto Butantan disse que "permanece fornecendo todos os documentos necessários" à Anvisa e que as solicitações de mais informações, "que estão sendo prontamente atendidas", não afeta o prazo previsto para a autorização da vacina. O instituto ressaltou que "os pedidos de novos documentos ou mais informações são absolutamente comuns em processos como esses". Confirmou ainda que já fez duas reuniões neste sábado com a agência e está "à disposição para o fornecimento de todos os dados complementares solicitados". Em relação à Fiocruz, a Anvisa diz que o "pedido traz os documentos preliminares e essenciais para a avaliação detalhada da agência" e que, "a partir de agora, a equipe técnica vai se aprofundar na análise dos dados e informações apresentadas". De acordo com o órgão, a análise do pedido de uso emergencial é feita por uma equipe multidisciplinar com especialistas das áreas de registro, monitoramento e inspeção da agência. A vacina da Fiocruz, desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela farmacêutica AstraZeneca, já foi aprovada pelo Reino Unido para uso na população daquele país. A Coronavac, do Butantan com a Sinovac, ainda não teve seu uso emergencial aprovado por nenhum país. Notas Leia abaixo a íntegra de notas da Anvisa sobre os pedidos do Butantan e da Fiocruz. NOTA: USO EMERGENCIAL BUTANTAN Neste sábado (9/1/2021), a Anvisa concluiu a triagem dos documentos submetidos pelo Instituto Butantan para autorização de uso emergencial da vacina CoronaVac. Esses documentos haviam sido recebidos na manhã de ontem, sexta-feira. Às 22 horas de ontem, a Anvisa recebeu do Instituto informações adicionais, dentro do mesmo processo. Após a triagem de todos os documentos fornecidos, os técnicos da Anvisa verificaram que ainda faltam dados necessários à avaliação da autorização de uso emergencial. A partir da triagem, a Anvisa enviou hoje, sábado, 09/01, ofício ao Instituto Butantan solicitando a apresentação dos documentos técnicos faltantes, previstos no Guia 42/2020 (Requisitos para submissão de solicitação de autorização temporária de uso emergencial Vacinas - COVID-19), bem como nos regulamentos técnicos da Agência. O recebimento do ofício foi confirmado pelo Butantan às 11h29 de hoje. A submissão dos documentos técnicos previstos no Guia é condição necessária para viabilizar a avaliação, conclusão e a deliberação sobre a autorização de uso emergencial das vacinas. No dia de hoje, sábado, as equipes técnicas da Anvisa e do Instituto Butantan já realizaram duas reuniões tratar da questão. O Instituto foi informado sobre a necessidade dos documentos complementares, essenciais à análise e conclusão sobre a eficácia e segurança da vacina. Na oportunidade, foram discutidos prazos e cronogramas para a apresentação dos dados faltantes. A checagem é uma conferência, uma triagem inicial, feita nas primeiras 24 horas para verificar se as informações essenciais sobre eficácia e resultados clínicos estão no processo para análise de uso emergencial pela equipe técnica da Anvisa. São essas as seguintes informações e resultados que ainda deverão ser apresentados: 1. Características demográficas e basais críticas da população do estudo (idade, sexo, raça, peso ou IMC) e outras características (por exemplo, função renal ou hepática, comorbidades). Essas características demográficas e basais críticas devem ser apresentadas por braços do estudo e tipo de população de análise “intenção-de-tratamento” (ITT) e “por protocolo”(PP), de forma a permitir a comparabilidade dos grupos de tratamento. 2. Resultados do estudo por população de “intenção-de-tratamento” (ITT). 3. Dados sobre a disposição dos participantes, com uma contabilidade clara de todos os participantes que entraram no estudo. O número de pacientes que foram randomizados e que entraram e completaram cada fase do estudo (ou cada semana/mês do estudo) devem ser fornecidos, bem como as razões para todas as interrupções pós-randomização, agrupados por tratamento e por motivo principal (perda de acompanhamento, evento adverso, pobre conformidade, etc.). 4. Descrição dos desvios de protocolo ocorridos no estudo com a adequada classificação de impacto e de categoria. 5. Listagem de participantes com desvios de protocolo, divididos por centro. 6. Dados de imunogenicidade do estudo fase 3. Por que é importante a Anvisa analisar essas informações? As informações são essenciais para a confiabilidade do estudo apresentado. O grau de confiança nos resultados gerados por um estudo clínico, também chamado de validade interna, deve ser avaliado por uma autoridade sanitária para permitir concluir pela eficácia e segurança de uma vacina experimental. A validade interna de um estudo clínico é o grau em que os resultados obtidos refletem os verdadeiros resultados dos estudos e, portanto, não seriam devidos a erros metodológicos. A validade interna de um ensaio clínico está diretamente relacionada ao delineamento, condução e relatos apropriados do estudo clínico. O Instituto Butantan informou que apresentará os dados com brevidade e a Anvisa continuará a avaliar a documentação que já foi enviada, de forma a otimizar esforços para uma decisão célere sobre o pedido. Adicionalmente, a Anvisa esclarece que seguirá com a análise de todos os documentos já submetidos, de modo a agilizar o máximo possível o processo de avaliação e autorização de vacinas COVID-19. Além disso, os dados já avaliados pela Anvisa submetidos pelo procedimento de submissão contínua não precisarão ser reanalisados pela agência. NOTA: USO EMERGENCIAL FIOCRUZ Neste sábado (9/1/2021), a Anvisa concluiu a triagem inicial dos documentos submetidos pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para autorização de uso emergencial da vacina de Oxford. De acordo com a triagem feita pelos técnicos da Anvisa, o pedido traz os documentos preliminares e essenciais para a avaliação detalhada da Agência. A partir de agora, a equipe técnica vai se aprofundar na análise dos dados e informações apresentadas pela Fiocruz. A checagem é uma conferência, uma triagem inicial, feita nas primeiras 24 horas para verificar se as informações essenciais sobre eficácia e resultados clínicos estão no processo para análise de uso emergencial pela equipe técnica da Anvisa. Para a avaliação do uso emergencial, a Anvisa também utiliza os dados que já haviam sido submetidos pelo laboratório por meio da Submissão Contínua, ou seja, pacotes de dados prontos enviados anteriormente enquanto outras etapas da pesquisa seguiam em andamento. VÍDEOS: vacinas contra a Covid-19
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